terça-feira, 16 de março de 2010

A PRESIDÊNCIA DA LIGA PROFISSIONAL DE FUTEBOL



UM POUCO DE HISTÓRIA

Quando a Liga surgiu, o futebol profissional em Portugal estava pelas ruas da amargura. Havia batota e corrupção a rodos, apesar de nunca descoberta, mas de todos conhecida, por inépcia (ou outra causa) das autoridades de investigação criminal.
Depois de algumas hesitações iniciais, com presidentes pouco prestigiados e com quase tudo na mesma (no que respeita à arbitragem), Valentim Loureiro assumiu o comando por largos anos, até que directa ou indirectamente os eventos ligados ao “Apito dourado” praticamente o obrigaram a abandonar o lugar.
Seguiu-se Hermínio Loureiro na presidência e Vítor Pereira na arbitragem. Ambos são conhecidos sportinguistas, talvez por isso o Benfica admitindo haver algum exagero na escolha afastou-se do consenso.
Verdadeiramente, só por preconceito se poderá negar capacidade a alguém para dirigir o futebol pelo facto de essa pessoa pertencer ao clube A, B ou C, a menos que por factos passados haja um histórico de parcialidade, de compadrio, de contemporização com situações obscuras, que não deixe lugar a dúvidas.
Não era o caso. H. Loureiro era praticamente desconhecido como “homem do futebol” e Vítor Pereira era apenas, para muitos, o melhor árbitro português de todos os tempos. Poderá ter errado como árbitro, mas nem nesta qualidade nem posteriormente, depois de afastado daquela actividade, se conhecem quaisquer factos (ou até simples boatos) desabonadores da sua idoneidade.
Passado pouco tempo, o Sporting, que com tanto entusiasmo propusera e escolhera aqueles dirigentes, tornou-se no seu crítico mais feroz com insinuações que vão muito para além da simples discordância e antes se fundam em graves acusações de carácter que os factos de modo algum confirmavam ou sequer indiciavam. O Porto naturalmente seguiu-lhe as pisadas com base em razões historicamente conhecidas e o Boavista deixando desde então de poder contar com a “protecção” que as escutas tornadas públicas amplamente demonstram foi remetido para o lugar onde, pela sua conduta, já há muito deveria estar.
De surpreendente para alguns apenas a posição do Sporting. Se deixou de haver influências nefastas na Liga, se a direcção da arbitragem se esforça por assegurar a imparcialidade, apesar dos erros de que todos têm beneficiado e que a todos têm prejudicado, embora aos pequenos mais do que aos grandes, então como se explica a posição do Sporting? A única explicação plausível é a de que o Sporting esperava um tratamento de favor por parte dos sportinguistas que lá pôs. Como esse tratamento ostensivamente não existiu, o Sporting não lhes perdoa.
Dito de outro modo: o Sporting aceita com naturalidade que um árbitro erre a seu favor (como dezenas de vezes aconteceu, algumas delas decisivas para a sorte do jogo), mas não admite que um árbitro erre em seu desfavor. Quando isso acontece, para o Sporting há corrupção.
É este fanatismo, para situar a questão apenas ao nível das paixões (mas será só paixão?) que leva os comentadores televisivos do Sporting, por exemplo, a afirmar que Polga, no último domingo contra o Guimarães, não cortou a bola com o braço ou que tentou retirar o braço quando toda a gente viu exactamente o contrário e é esse mesmo fanatismo e despeito (eles sabem porquê) que levará o Sporting a tentar pôr na Liga um conhecido sportinguista que já anunciou que só para lá irá se for para “mudar tudo e para que as coisas não continuem como estão”.
Não pode haver pior palavras do que aquelas que são pronunciadas sem explicitação do conteúdo. Nelas cabe tudo, certamente as “reclamações” do Porto e do Sporting com vista à eleição de uma Liga que lhes agrade!
As palavras do candidato sportinguista ouvidas na TV não coincidem com as dos jornais. Nelas se faz alusão a vitórias que nada têm a ver com as funções do Presidente da Liga.
É, portanto, muito provável que mais uma vez se regrida no futebol. E em Portugal sabe-se o que isso significa. O despeito do Sporting é tanto…que nem lhe permite ver a triste figura que mais uma vez pode vir a fazer!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A ENTREVISTA DE VÍCTOR PEREIRA À SIC N


QUE CONTINUIDADE?


A entrevista de Vítor Pereira é esclarecedora. Agora percebe-se muito melhor por que razão certos sectores desferem críticas tão demolidoras aos dirigentes da arbitragem.
Há gente em Portugal que não aceita que o futebol seja um jogo. E essa gente não desarma. Quer o futebol aldrabado, batoteiro e sujeito à regra do mais corrupto.
O futebol, além de “movimentar” muitas paixões (e nessa medida alguns excessos até seriam perdoáveis), movimenta também muito dinheiro. E há quem esteja sempre disposto a todas as vilanias para se manter na crista da onda.
Não vale a pena dizer muito mais. Ou a arbitragem se mantém séria, pelo menos, ao nível dos dirigentes, ou o futebol passará a ser um negócio semelhante ao da droga ou aos das máfias que traficam pessoas.
O que é que os dirigentes portugueses vão querer?

O QUE RESTA DO CAMPEONATO






QUEM VAI SER CAMPEÃO?

O campeonato vai decidir-se entre o Braga e o Benfica, como desde há muito se vinha antevendo. E digam os treinadores das duas equipas o que disserem, o Benfica-Braga do dia 27 de Março vai ser o jogo do título.
De facto, se o Benfica ganhar, dificilmente perderá o campeonato, apesar do calendário muito difícil que ainda terá pela frente. A vitória do Benfica não só desmoralizará o Braga como ainda fará cair por terra qualquer veleidade do Porto ou do Sporting de "entregarem" o campeonato à equipa minhota. Com seis pontos de avanço, o Sporting e o Porto ficarão tão desmoralizados quanto o Braga e terão cada vez menos argumentos para lutarem contra uma vitória e não por uma vitória.
Pelo contrário, se o Benfica perder em casa com o Braga poderá dizer adeus o campeonato, apesar de ainda continuar em igualdade pontual, com desvantagem em caso de empate final.
Se o jogo da Luz terminar empatado, o Benfica para ser campeão vai ter de jogar seis dificílimas finais das quais terá de ganhar pelo menos cinco e empatar uma. A pressão sobre a equipa será terrível e tudo pode acontecer.
É que o Benfica tem um calendário incomparavelmente mais difícil que o Braga, apesar de jogar mais jogos em casa. Todavia, dos jogos em casa, somente os que terá de jogar com o Rio Ave e o Olhanense serão aparentemente mais fáceis. Os outros dois serão de extrema dificuldade, sendo que um deles – o do Sporting – é quase irrelevante ser jogado em casa ou fora.
Nos jogos fora, o Benfica terá de ir ao Porto, porventura o mais fácil, porque o Porto vai querer ganhar, à Figueira da Foz e a Coimbra. Embora tradicionalmente o Benfica saia vitorioso dos jogos em Coimbra, este ano tudo será mais difícil, não apenas porque a Académica pode precisar de pontuar, mas também porque vai querer tirar pontos ao Benfica. Com a Naval, se o Benfica precisar de ganhar o jogo, já se sabe que vai ser um jogo igual ao da Luz. A Naval estará muito mais interessada em não perder do que em ganhar, mesmo que não precise do jogo para nada.
O Braga, com excepção do jogo do Benfica, tem um calendário suave. Em casa não terá muita dificuldade em "despachar" o Paços de Ferreira e o Leixões, mesmo que os matosinhenses precisem de pontuar. Fora, à parte o jogo com o Benfica, que, em princípio tudo decidirá, o Braga defrontará o Nacional, o Leiria e a Naval. Ou seja, equipas tranquilas sem grandes aspirações, não sendo de prever que nenhuma delas faça desse jogo o “jogo das suas vidas”.
Extra-campeonato, o Benfica terá de continuar a lutar na Europa com o mesmo empenho com que luta na Liga, para ser campeão, enquanto no que se refere à final da Taça da Liga bem pode o Benfica menosprezar o resultado, dado o pouco ou nulo prestígio da competição, e apresentar apenas jogadores não utilizados em Marselha com o argumento de que o jogo se realizará menos de setenta e duas horas depois do da Liga Europa.
Em resumo, quem ganhar na Luz o próximo Benfica-Braga será campeão; se o jogo terminar empatado, o Braga terá mais probabilidades de ser campeão do que o Benfica. Portanto, é natural que o Braga vá jogar para o empate….

SPORTING VENCE GUIMARÃES


E DEIXA PARA TRÁS CONCORRENTES AO QUARTO LUGAR

O Sporting entrou forte e em pouco mais de um quarto de hora marcou três golos ao Guimarães, que tardou a reagir.
Na segunda parte, o Guimarães marcou um golo, jogou melhor do que na primeira e até poderia ter marcado por mais duas vezes se o árbitro tivesse assinalado duas grandes penalidades (uma ao cair do intervalo) que a equipa minhota reclamou com razão.
De qualquer modo o Sporting jogou mais e Liedson provou que é juntamente com Falcao o melhor ponta de lança da Liga. Um avançado com o qual os defesas não podem brincar.
Carlos Queiroz, ontem em Coimbra, ao lado de Pinto da Costa, e esta noite em Alvalade, já demonstrou quais são as equipas que lhe interessa observar. As que ocupam os lugares cimeiros da tabela não entram nas suas contas…

domingo, 14 de março de 2010

DIFÍCIL VITÓRIA DO BENFICA


O BELENENSES AINDA IRÁ A TEMPO?


Foi difícil a vitória do Benfica na Madeira. Não que o Nacional tenha desfrutado de grandes oportunidades. Jogou sempre cautelosamente arriscando muito pouco. Na primeira parte o Benfica foi, de certa forma, na toada do Nacional, embora tivesse estado sempre por cima.
Na segunda parte tudo foi diferente. O Benfica jogou sempre mais, dominou o jogo, podia ter resolvido desafio mais cedo, mas acabou por vencer apenas pela diferença mínima.
O Nacional manteve sempre excessivas cautelas defensivas e somente quando o Benfica marcou arriscou um pouco mais.
Cardozo falhou o quarto penalty no campeonato e poderia ter comprometido o esforço da equipa. No minuto seguinte redimiu-se, marcando o golo da vitória. Todavia, pouco depois, voltou a não marcar num frente-a-frente com Bracalli. Enfim, Cardozo nunca foi capaz de concretizar um penalty com a equipa empatada. É de perguntar se Jesus deve continuar a arriscar.
O Belenenses ganhou categoricamente em Olhão, por 3-1. A questão que se põe é a de saber se ainda vai a tempo para iniciar a recuperação. Dificilmente…
O Leixões perdeu em casa com o Setúbal por 1-2 e deve ter comprometido a permanência na primeira Liga.

BRAGA MANTÉM A PRESSÃO





PORTO VENCE EM COIMBRA

Mesmo sem ter feito um grande jogo, o Braga venceu o Rio Ave por 1-0, com um golo marcado no primeiro terço do primeiro tempo por Andrés Madrid em remate de fora da área
Com esta vitória o Braga mantém a pressão sobre o Benfica e vai à Luz numa situação que, não sendo absolutamente confortável, obriga o Benfica a não perder.
O Braga aposta num empate na Luz certo de que o calendário do Benfica é bem mais complexo do que o seu e lhe colocará dificuldades de que poderá vir a aproveitar. A persistência do Braga obriga o Benfica a fazer de cada jogo uma final.
Em Coimbra, o Porto somou uma vitória de que vinha estando arredado nos últimos tempos.
Um jogo de grande nervosismo que o Porto resolveu perto do fim. Com esta vitória o Porto confirma o terceiro lugar e deixa a Académica a lutar pela vida.
Ontem, a Naval venceu a União de Leiria por 1-0, com um golo de penalty muito duvidoso.

quinta-feira, 11 de março de 2010

MARSELHA EMPATA NA LUZ



O MARSELHA PARTE COM VANTAGEM

Esta noite houve na Luz um grande jogo. Esperava-se mais do Benfica, talvez porque se esperasse menos do Marselha. O resultado de 1-1 não é um bom resultado nas competições europeias para quem joga em casa nos jogos a eliminar. É pior que 0-0 e muito pior do que 1-0. Mas é o resultado do jogo.
Ao Benfica fica a amargura de sofrer um golo no último minuto do jogo, mas se o Marselha tivesse marcado no primeiro tempo, ou mesmo na segunda parte, antes do Benfica, toda a gente encararia o resultado de outra maneira. E o Marselha poderia ter marcado em qualquer daquelas ocasiões. É certo que o Benfica poderia ter feito o 2-0 na fase do jogo em que esteve melhor, embora o Marselha não tenha feito jogo para perder e muito menos por 2-0.
Pela primeira vez esta época o Benfica encontrou uma equipa que não só soube marcar muito bem os seus jogadores (embora de certa forma o Olhanense, durante largo tempo, e o Setúbal já o tivessem feito), como impediu durante toda a primeira parte a equipa de se ligar. Nunca ninguém viu este ano o Benfica falhar tantos passes e ter na Luz menos posse de bola do que o adversário.
O Benfica experimentou dificuldades a que não estava habituado. A partir do quarto de hora da segunda parte melhorou consideravelmente, sem que o Marselha alguma vez tenha desistido.
A ganhar por 1-0, Jesus entendeu não defender o resultado e aproveitar o ânimo da equipa para fazer o 2-0. Fez bem, poderia ter resultado e até esteve quase a resultar, se a bola do Ramires tivesse entrado.
É provável que em Marselha o jogo seja diferente. Uma coisa porém é certa. Não vai ser um jogo fácil e dificilmente o Benfica passará a eliminatória

O SPORTING EMPATOU EM MADRID


UM EMPATE QUE PODE CHEGAR

O Sporting fez um bom jogo em Madrid, contra o Atlético treinado por Quique Flores. Mais uma vez os maus hábitos da Liga portuguesa iam deitando tudo a perder. Com dois jogadores expulsos, um deles na primeira meia hora e outro já nas compensações, o Sporting teve de renunciar, desde muito cedo, a fazer um jogo equilibrado que lhe poderia ter garantido a vitória.
Só se espera que os “moralistas” do Sporting critiquem e censurem sem contemplações as entradas e os gestos irresponsáveis dos jogadores expulsos. Eles estão habituados em Portugal, quando um árbitro tem a coragem de os expulsar, a que culpa recaia sempre sobre a vítima das suas entradas ou até que seja o agredido ou o agarrado a levar o cartão, como no domingo passado fez Soares Dias. Reyes um jogador criativo, em grande forma, foi muito massacrado pelos defesas sportinguistas. Ainda “expulsou” um e amarelou outros, mas não é aceitável que os artistas sejam penalizados pelas duríssimas entradas dos adversários.
Quique Flores, não obstante a sua simpatia, mais uma vez demonstrou que não tem soluções para aplicar durante o jogo, assim como tornou patente a inexistência de qualquer “ideia” de jogo numa equipa recheada de individualidades. Tudo o que se pode esperar do Atlético de Madrid são jogadas individuais dos seus artistas. Jogo de equipa, muito pouco.
Em Lisboa isto tanto pode ser bom como mau. Se a equipa não sofrer golos, ou sofrer a apenas um, a todo o momento os excelentes jogadores que o Atlético tem na frente podem pôr o resultado a seu favor. Porém, tendo em conta o final de época do Sporting, é legítimo esperar uma passagem aos quartos-de-final.

O JOGO DE LOGO À NOITE, NA LUZ



DESCONTRACÇÃO A MAIS?

O objectivo principal do Benfica pode ser e deve ser o campeonato nacional, mas isso de forma alguma significa que uma equipa que se quer forte e campeã possa menosprezar outras frentes, nomeadamente a europeia. Nas grandes equipas estes objectivos nunca são incompatíveis, mas antes complementares na maior parte dos casos ou, quando internamente tudo está perdido, o objectivo europeu até passa naturalmente a principal. Secundário é que nunca!
A intervenção de Jesus ontem à tarde pareceu excessivamente descontraída. Uma ironia imprópria dos grandes jogos e até mesmo dos pequenos pelo clima de facilidade que subconsciente infunde nos jogadores. Didier Déchamps, pelo contrário, falou sério e com a concentração das grandes ocasiões. Tratou-se da parte do Benfica de um mau começo, não obstante tudo o que se disse a seguir. O que os media registam e o que aparece na primeira página dos jornais é a graçola. Por mais confiança que se tenha na equipa não convém exagerar.
O Sporting, mais modesto, pede com realismo um empate com golos e Quique Flores até sabe que Liedson é homem para isso!

A ELIMINAÇÃO DO REAL MADRID E DO MILAN

AS CONCLUSÕES QUE SE IMPÕEM

Já há muito se tinha percebido que o Real Madrid não é uma equipa. Tem alguns jogadores de excepção que podem em qualquer momento numa jogada individual desequilibrar a partida e torná-la vitoriosa para a sua equipa. Mas, mesmo numa prova a eliminar, onde todas as contingências podem desempenhar um papel, isso não chega, como se viu no jogo de hoje contra o Lyon.
Ronaldo joga no RM exactamente como joga na selecção portuguesa, com uma diferença não negligenciável: tem sido um pouquinho mais eficaz. Todavia, não basta, como se vê. E Kaká, incrivelmente substituído no jogo de hoje, joga no RM como não joga na selecção brasileira...e o resultado também está à vista.
Há qualquer coisa no RM que não deixa que em Bernabeu se forme uma equipa. Qualquer coisa que vem de trás, vícios, hábitos nocivos, clãs, enfim, algo que um simples treinador não estará em condições de resolver, embora no jogo de hoje tenha sido patente a incapacidade de na segunda parte a equipa ver o que se estava a passar.
Do ponto de vista desportivo a transferência de Ronaldo para o RM foi um erro. Ronaldo precisa de disciplina dentro e fora do campo. Não quer isto dizer que Ronaldo não seja um excelente profissional. Quer dizer que não basta ser um excelente profissional para brilhar como brilhou em Manchester.
Lá como cá quem vai pagar as “favas” é o treinador. Não admiraria que Pellegrini não acabasse a época.
No outro jogo, o Manchester goleou o Milan, 4-0, ficando patente mais uma vez quão distantes estão actualmente as equipas italianas do top do futebol europeu. Wayne Rooney, a quem Ronaldo muito deve, afirma-se em cada jogo como o melhor jogador europeu da actualidade.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O FCP E A DERROTA DE LONDRES




A EXPIAÇÃO DAS CULPAS

Baseados na infalibilidade papal do seu chefe, os comentadores do FCP nos jornais e na televisão já encontraram o bode expiatório para a humilhante de ontem à noite no Emirates Stadium: Jesualdo Ferreira.
Jesualdo Ferreira nunca foi nas diversas equipas por onde passou um treinador simpático, quer para os adeptos quer para os jogadores, e também nunca se notabilizou pelo futebol jogado pelas suas equipas. O sistema é sempre o mesmo e nela nunca há grandes rasgos tácticos, nem ideias inovadoras. Da mesma escola de Queiroz, padece dos mesmos males e enferma das mesmas limitações.
Mas isto não é de ontem. É de sempre, desde o Alverca (onde se notava menos), ao Benfica, ao Braga ou ao Porto. Mas se até ontem os méritos pelas vitórias não eram de Jesualdo, mas antes da excelente organização, do extraordinário ambiente existente no clube, da sábia contratação de jogadores pela SAD, da clarividência de gestão do seu presidente, por que razão a partir de ontem as culpas passaram em exclusivo a ser de Jesualdo? Porque na infalibilidade papal não se pode tocar, sob pena de o edifício desmoronar.
Quem vende os melhores jogadores de cada época é o treinador? Quem é responsável por passivos inexplicáveis por maiores que sejam as receitas é o treinador? Quem apoia publicamente os jogadores desordeiros e contribui para o clima de disciplina interna é somente o treinador? Ou será que o treinador se vê obrigado a certas atitudes para não divergir da cultura da casa e não querer correr o risco de parecer que não está aculturado? Quem endeusou Ruben Micaelis logo no primeiro jogo que fez pelo Porto foi o treinador?
O treinador é o que sempre foi. Ontem, como há quatro anos. O Porto, os seus comentadores e muitos dos seus adeptos vão ter de se convencer que no futuro as vitórias terão de ser alcançadas apenas no campo. O tempo em que alguém dizia que o Mourinho e os jogadores não foram os únicos responsáveis pelas vitórias acabou!

terça-feira, 9 de março de 2010

FC PORTO ENVERGONHA FUTEBOL PORTUGUÊS



MAIS UMA GOLEADA NA INGLATERRA

O Porto não só seguiu a tradição de não vencer na Inglaterra como deu mais um passo no sentido de criar outra: ser goleado por clubes ingleses.
Foram 5-0, mas poderiam ter sido mais. No primeiro tempo Helton salvou o Porto de sair ao intervalo dos Emirates Stadium com uma goleada.
No segundo tempo, durante uns breves dez minutos, o Porto ainda conseguiu fazer dois ou três ataques com a entrada de Rodriguez e a deslocação de Hulk para o centro do terreno. Mas nada que tivesse criado real perigo. Em todo caso, Arsène Wenger não levou tempo a corrigir este desequilíbrio momentâneo, meteu Ébouè e tudo rapidamente se reequilibrou. Passado pouco tempo, o Arsenal marcava o terceiro numa jogada genial de Nasdri e, pouco depois, num rapidíssimo contra-ataque, o quarto. Com o Porto de rastos apenas lhe restava esperar pelo fim do jogo. Mesmo assim, a terminar, o Arsenal ainda fez o quinto, de penalty, por mais uma falta de Fucile, esta dentro da área, depois de no decurso do jogo ter feito várias asneiras.
Ficou a grande diferença entre uma equipa que sabe o quer fazer com a bola e uma outra que não se percebe o que pretende fazer com ela.
Em Portugal já se tinha compreendido que a espectacular subida de forma do Benfica e o modo como joga ajudaram a perceber que o problema do Porto é um problema de interpretação do futebol. Só que nas últimas épocas não tem tido quem o saiba interpretar melhor do que ele!

O FCP JOGA HOJE A ÉPOCA



PINTO DA COSTA NERVOSO

O FCP joga hoje a época em Londres contra um Arsenal que ainda tem hipóteses no campeonato inglês.
É muito difícil prever como as coisas se passam no futebol, quando apenas conta a aleatoriedade do próprio jogo. Aparentemente, o Porto levava vantagem, apesar de nunca ter ganho em Inglaterra. Todavia, o empate de sábado, em casa, com o Olhanense, parece ter abalado a equipa nas suas estruturas mais sólidas. Não que os jogadores não estivessem preparados desde há algumas semanas para dar por perdido o campeonato, mas pela extrema pressão que a SAD portista, mais concretamente Pinto da Costa, sem falar, tem colocado sobre o treinador. Vê-se que o treinador está intranquilo, tenso, no fio da navalha e este estado de alma transmite-se aos jogadores com uma força negativa pouco saudável.
Ainda na conferência de imprensa de ontem isso se viu: o treinador estava hirto, tenso, sob uma enormíssima pressão. Entre os assistentes, qual jornalista, Pinto da Costa vigiava-o com o olhar. Se o Porto não passar – e para passar o Porto nem sequer precisa de quebrar a tradição – o responsável indirecto do desaire será Pinto da Costa.
Pinto da Costa vê negro o futuro, tanto o próximo como o mais longínquo. Afastado do campeonato todo o seu esforço se concentrará em impedir que o Benfica o ganhe. E o Benfica deveria ter presente que afastado o objectivo primário de Pinto da Costa, o seu objectivo secundário é porventura bem mais perigoso, como no domingo à noite já se começou a ver no Estádio da Luz com Soares Dias.
Mas o futuro é negro, porque para alcançar este último objectivo – impedir o Benfica de ser campeão – o Porto compromete a sua presença na Liga dos Campeões do próximo ano. Se o recurso a todas as armas de que o clube sempre dispõe ainda lhe poderia valer o esforço de tentar alcançar o segundo lugar, esse esforço teria como consequência perversa dar por adquirido a entrega do campeonato ao Benfica. Um dilema!
Melhor será o Porto concentrar-se no que apenas dele depende: o jogo de logo à noite.

domingo, 7 de março de 2010

BENFICA MAIS PRIMEIRO



BOA EXIBIÇÃO DO PAÇOS DE FERREIRA E QUATRO GOLOS DE LIEDSON EM BELÉM

O Benfica realizou mais uma brilhante exibição contra o Paços de Ferreira. Em circunstâncias normais o resultado teria sido diferente, embora o Paços seja uma boa equipa. Esteve em vias de soçobrar, mas aguentou-se e até reanimou com o 2-1.
Foi estranha a actuação do árbitro. Sendo um jogo fácil, o espectador sentiu que a sua actuação condicionou Di Maria. Os amarelos mostrados aos jogadores do Benfica – Di Maria, Luisão e Saviola – são inexplicáveis. Di Maria é agarrado, pede a punição do adversário e leva um amarelo. Saviola é empurrado dentro da área, embora possa não ser penalty, e leva um amarelo. Luisão faz uma entrada normalíssima, mal toca no adversário, se é que toca, e leva um amarelo. Se qualquer deles for penalizado contra o Nacional, já não jogará contra o Braga.
O Sporting com o Liedson em grande, quatro golos, ganhou normalmente ao Belenenses, aumentando assim os problemas de Bettencourt e de Costinha. O Sporting, se despedir Carvalhal, continuando este na senda das vitórias, já tem a próxima época envenenada.
Finalmente, a Académica empatou na Madeira com o Marítimo, a zero, ficando mais longe da descida.

Em tempo: Só falta mesmo que o intriguista e manipulador Rui Santos venha dizer que não há liberdade de expressão em alguns jornais. Ele que deturpa conscientemente a realidade, envenena, intriga, inventa casos, fala inexplicavelmente sozinho durante quase duas horas e vem dizer que não há liberdade de expressão? É preciso não ter um pingo de vergonha!
Este cavalheiro fala sozinho na TV porque das poucas vezes que falou acompanhado esteve para haver ”mosquitos por cordas”. Por duas vezes esteve para ter uma resposta em directo. Como é pouco corajoso calou-se…Teria sido um grande momento televisivo

PORTO E BRAGA EMPATAM




BENFICA JOGA AMANHÃ

O Porto foi surpreendido pela entrada do Olhanense que nos primeiros vinte minutos marcou dois golos. A equipa não está compacta e parece atacada por uma certa irresponsabilidade “sul-americana” futebolística. Com este resultado, a menos que haja uma quebra abrupta de um dos dois da frente, deve ter dito adeus ao segundo lugar e à participação na próxima época na Liga dos Campeões.
No segundo tempo, já perto do fim reduziu para 1-2 e nos segundos finais conseguiu empatar. Falcão foi determinante em ambos os golos.
O Braga empatou a zero no Bonfim, sem ter criado uma oportunidade de golo digna desse nome. O Setúbal, pelo contrário, poderia ter marcado. Todavia o resultado está certo, porque o Braga, apesar de inofensivo, jogou mais e dominou relativamente a partida.
No fim, o treinador do Braga, em vez de assumir as suas responsabilidades – as responsabilidades da equipa – lá veio com as ténues e pouco convincentes desculpas da arbitragem. Desta vez o árbitro não teria respeitado o esforço dos jogadores do Braga… Está um “queixinhas”...
O Rio Ave empatou com a Naval a zero e ontem, num campo cheio de água, o Leiria ganhou ao Leixões por 2-1.
O Leiria fica mais perto do quarto lugar e o Leixões mais perto da descida, que, em princípio, será decidida entre o Belenenses, o Leixões, o Setúbal e o Olhanense.

sábado, 6 de março de 2010

QUEIROZ FOI À RTP EXPLICAR-SE





MAS VÊ-SE QUE NÃO PERCEBE O QUE SE ESTÁ A PASSAR

Queiroz foi à RTP explicar-se. Falou de critérios, do jogo de quarta-feira, do comportamento do público, enfim, falou do que não interessa e omitiu o que interessa.
Apoiado por uma imprensa que vê nele o sucessor dos seleccionadores anteriores a Scolari – os seleccionadores sem autonomia –, Queiroz acredita que o público está com ele e que o que se passou em Coimbra é um simples epifenómeno.
Engana-se. O facto de um jornalista como Bruno Prata, conhecido “doente” do FCP, ter na sua crónica de hoje, do Público, omitido completamente o jogo de quarta-feira e enaltecido o projecto de “regeneração” do futebol português apresentado por Queiroz com o pomposo nome de “Rumo ao Futuro” constitui, por paradoxal que isto possa parecer, a prova provada de que Queiroz está sem retaguarda popular.
Queiroz demonstrou na RTP que não percebeu o que se passou em Coimbra e Madaíl ainda menos, embora de Madail não se espere nada de jeito, a não ser a arte da sua própria sobrevivência “cortando a cabeça” aos seleccionadores sempre que sente a sua ameaçada.
Uma das razões que mais contribui para que Queiroz não compreenda o que se está a passar – ele que não deve especiais favores à inteligência e ainda por cima é vaidoso – é continuar a ter consigo parte da imprensa. Artur Jorge e Oliveira também a tinham…e de nada lhes valeu. Porque a solução de Queiroz não está nos que dominam os jornalistas que o apoiam, mas naqueles que constituem o seu principal problema: os adeptos comuns, que já perceberam o que se está a passar.
Nada como aguardar, para ver quem tem razão…

sexta-feira, 5 de março de 2010

QUEIROZ E OS OLÉS


ELE QUE OUÇA OS ADEPTOS À SAÍDA DO ESTÁDIO

Queiroz, como seria de esperar numa pessoa sem fair-play, insurgiu-se contra os adeptos que ontem aplaudiram a China no jogo com Portugal e mais ainda com “olés”. Diz que a maioria dos portugueses não se revê naquele comportamento.
Se ele não fosse tão autista e ouvisse os adeptos à saída do estádio teria percebido o que se passa. Como não ouve, não percebe. Foi assim que as coisas começaram com Artur Jorge e que pouco depois acabaram como se sabe.
Para que Queiroz perceba sem que seja necessário fazer-lhe um desenho: a maior parte dos adeptos presentes no Estádio e fora dele não assobiaram ou criticaram a equipa apenas por ela não ter jogado nada na segunda parte. Isso é o pretexto. A razão de fundo, que ele já deveria ter percebido, é outra: os adeptos acham que alguns (bastante mais do que o desejável) dos jogadores que lá estão não deveriam estar. E que outros que lá não estão deveriam estar. Percebeu?
E sabe Queiroz por que razão os adeptos pensam assim? Por que os adeptos não têm que prestar vassalagem a nenhum dirigente de futebol. Pensam pela sua cabeça e já perceberam que as opções de Queiroz não aceitáveis.
Outro aviso: quando isto começa, nunca mais pára. Se Queiroz quer fazer frente aos adeptos, o melhor é contratar desde já o Sá Pinto, porque certamente vai-lhe fazer falta um especialista em artes marciais.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A SELECÇÃO DE QUEIROZ: "MAOISTAS EM COIMBRA"



“O CHINÊS ENROLOU-SE COM ROLANDO” – FANTÁSTICO!

A selecção de Queiroz é como a selecção de Artur Jorge. Não tem nada a ver com o povo português. Tal como Artur Jorge também Queiroz presta vassalagem a Pinto da Costa, ao “inteligentíssimo” Bettencourt e a um ou outro Bartolomeu ou Salvador de serviço. E o resultado está á vista: o público não foi ao estádio, começa a divorciar-se da equipa e o que foi aplaudiu a China na segunda parte.
Há muitas coisas que ninguém percebe: desde a convocatória do “frangueiro” do Chelsea até à dos “grandes” jogadores do Sporting, que têm feito uma época brilhante, passando pela escolha do adversário, tudo se torna incompreensível.
Não houve nenhuma selecção, com um mínimo de pretensões, que tenha jogado hoje que não tenha escolhido, para se treinar, um adversário de grande valia. A que propósito foi Queiroz escolher a China, uma equipa da terceira divisão? Por serem fisionomicamente parecidos com os coreanos? Então, porque não trouxe a selecção de São Tomé? Não é também muito parecida com a da Costa do Marfim?
Mais valia ao Queiroz ter ido buscar o Mafra, que os jogadores do Sporting já conhecem, e até lá tem um chinês. Francamente, aquilo que se viu não vale nada. Já se percebeu como vai ser o fim do filme.
A China só não empatou, porque o árbitro inexplicavelmente não marcou um penalty escandaloso já no fim do jogo. O comentador da TVI, que no campeonato nacional se farta de ver “mosquitos por cordas”, disse que o chinês “se enrolou no Rolando”.
Mesmo no fim, Moutinho rematou para a lateral, a bola tabelou no Liedson, que estava na esquina da área, e entrou. Na África do Sul isto não vai acontecer, porque o totoloto não sai duas vezes.
Diz Queiroz que os jogadores que se estrearam estavam nervosos (pois, são rapazes novos: um com 34 anos, outro com 25) e que, como os campeonatos estão no auge, os jogadores não deram o máximo. Fantástico! Sem comentários!

terça-feira, 2 de março de 2010

QUEIROZ E AS SUAS OPÇÕES




JÁ SE PERCEBEU O QUE VAI FAZER

Está cada vez mais claro que as convocatórias de Queiroz pouco têm a ver com a forma e regularidade dos jogadores. E se é assim agora e assim tem sido desde que ele é seleccionador, por maioria de razão o será relativamente à convocatória final para o Mundial da África do Sul.
Pode compreender-se que um seleccionador com anos de função tenha em conta na escolha dos jogadores certas características de personalidade que os diferenciam relativamente a outros técnica e fisicamente semelhantes. O que não pode é aceitar-se que na escolha interfiram frequentemente considerações que ninguém compreende por não se justificaram objectivamente.
Já se percebeu que em matéria de guarda-redes o critério de escolha não é o do jogador que está em melhor forma, que tem mais experiência, que menos golos sofreu e por aí fora. O critério é outro: se dúvidas houvesse aí estava a chamada de Hilário para as dissipar.
Por outro lado, Queiroz continua a apostar em jogadores lesionados, alguns dos quais já há muito deveriam ter deixado de ser seleccionáveis.
A seguir bastou que uma equipa das que mais cometeu erros, que mais irregular tem sido durante todo o campeonato, tivesse ganho dois jogos seguidos para ver de imediato alguns dos seus jogadores convocados - eles que juntamente com os seus camaradas de equipa foram durante a época os responsáveis pela situação em que está o grupo a que pertencem.
Pelo contrário, os jogadores das equipas vencedoras, que têm demonstrado uma notável (às vezes até brilhante) regularidade exibicional ao longo da temporada não são convocados!
Tudo se prepara para uma repetição na África do Sul do que aconteceu na Coreia, em 2002. Não me admiraria nada que Queiroz tivesse uma recepção igual à de Oliveira. Estou a exagerar? Não, não estou: os critérios (isto é, a ausência deles) são os mesmos. A submissão a certos poderes fácticos também. Portanto, não há razões para crer que os resultados venham a ser muito diferentes.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A JORNADA DO FIM DE SEMANA




GRANDES ÊXITOS DO BENFICA E DO SPORTING, REGULARIDADE DO BRAGA, AFUNDAMENTO DO PORTO

Na sexta-feira, já com muita chuva, o Guimarães ganhou bem em Leiria, por 1-0 e mantém a rota ascensional rumo aos lugares de acesso a uma prova europeia.
Depois, no sábado, o Braga também ganhou, normalmente, ao Olhanense por 3-1. Que pena, no interesse do próprio jogo, que não se tenha voltado a ver aquele Olhanense que actuou contra o Benfica! Muito provavelmente só quando for à Luz. Só que, nessa altura, já é capaz de ser tarde para qualquer dos dois objectivos visados…
O Benfica derrotou contundentemente o Leixões, no Estádio do Mar, por um categórico 4-0. Depois do jogo com o Hertha, o Benfica voltou às grandes exibições. Com uma equipa com algumas alterações – Airton, no lugar de Javi Garcia e com Eduardo Luís em substituição de Aimar, embora não no seu lugar - o Benfica rubricou uma excelente exibição, ao nível das melhores da época, com destaque muito especial para esse génio da bola que é Di Maria.
É muito provável, se não houver azares, que Di Maria encante o mundo, lá mais para Junho, na África do Sul. Não obstante o seu inegável valor, e sem depreciar a importância de todos aqueles que sempre nele confiaram, ele deve a Jorge Jesus ser o jogador que hoje é. Dificilmente o Benfica o aguentará por mais um ano, embora pudesse ser do interesse de Di Maria ficar mais um ano com Jesus.
No sábado marcou 3 golos, mais correctamente, quatro, se o árbitro não lhe tivesse erradamente anulado um golo completamente legal …e que, ainda por cima, lhe valeu um cartão amarelo. Igualmente seria injusto não sublinhar a excelente exibição de Carlos Martins na cerca de meia hora que jogou. Queiroz, que usa óculos pintados, como é óbvio não vê nada, nem verá. Que tristeza de seleccionador.
No domingo à noite o Sporting, depois da excelente vitória sobre o Everton, renasceu das cinzas, e derrotou o Porto, sem apelo nem agravo, por 3-0. Ainda é cedo para colocar o Porto fora da luta pelo título. O Porto joga sempre até ao fim e em vários campos…
Carvalhal, que o inepto presidente do Sporting já tinha quase despedido, é agora um “herói” e Costinha que “quase morre” pelo Sporting (pode ser que mais tarde se predisponha mesmo a “morrer”) é cada vez mais um estorvo.
Entretanto, e apesar da derrota, a aliança entre o Sporting e o Porto continua. E o Porto até se propõe a apoiar o isentíssimo e imparcialíssimo Rogério Alves para presidente da Liga. O que o Sporting não sabe é que em troca desse apoio o Porto lhe vai exigir a ressurreição de Adriano Pinto para a presidência da Comissão de Arbitragem. E o Sporting, tal como o pato da anedota, acredita que isso será positivo …porque vai deixar o Benfica de fora! Ah, “ganda” Sporting!
A Académica, que tão bons resultados vinha fazendo, perdeu em casa com o Rio Ave por 1-0 e o Setúbal, que ultimamente vinha somando pontos, também não conseguiu repetir a exibição contra o Benfica, nem o empenhamento, e foi por isso derrotado em Paços de Ferreira por 5-3.