sábado, 27 de março de 2010

SPORTING PERDEU NA MADEIRA



NOVO CICLO DE DERROTAS?

Não há muito a dizer sobre o jogo da Madeira. O Marítimo foi melhor durante todo o jogo, principalmente na segunda-parte. Justifica-se o resultado de 3-2 a favor do Marítimo.
Com ou sem auto-golo de Pongole, o Sporting não merecia ganhar frente a um adversário que foi sempre superior. Nos últimos jogos o Marítimo tem tido alguns manifestos azares mas hoje o resultado está de acordo com a exibição. É de prever que o Marítimo faça um final de campeonato forte.
Quanto ao Sporting, voltou a instabilidade. Do treinador aos jogadores todos se sentem inseguros. Um presidente fraco e um Costinha que entrou na pior altura (aliás, as altas instâncias do Sporting supunham que a equipa iria perder a eliminatória com o Everton) não ajudam nada neste final de época.

quinta-feira, 25 de março de 2010

CONSELHO JUSTIÇA DA FPF II




AFINAL, JÁ NÃO HÁ DÚVIDAS: PARA O CJ OS STEWARDS SÃO PÚBLICO

É preciso não ter vergonha! É este o comentário que merece o acórdão do CJ da FPF. De facto, o futebol está mesmo podre.
O caso explica-se em poucas palavras: o Regulamento de Disciplina da Liga define no artigo 1.º o que se entende, para efeitos do Regulamento, por comissão disciplinar, clubes, dirigentes e agentes.
Diz o regulamento, agentes são:

Os dirigentes e funcionários dos clubes, jogadores, treinadores, auxiliares-técnicos, árbitros e árbitros assistentes, observadores dos árbitros e delegados da Liga, médicos, massagistas e, em geral, todos os sujeitos que participem nas competições profissionais organizadas pela Liga ou que desenvolvam actividade, desempenhem funções ou exerçam cargos no âmbito dessas competições”.

Mais á frente, quando regula as sanções aplicáveis aos jogadores, distingue entre infracções muito graves, graves e leves.
As muito graves decorrem de actos de corrupção, ou de agressões à equipa de arbitragem, a pessoas ligadas à FPF ou em sua representação, e a delegados ou a outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo.
As faltas graves decorrem de agressões aos delegados ou a outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo, a outros jogadores e ao público
As faltas disciplinares leves não têm relevância para este efeito.

O Regulamento não define especificamente o conceito de “público”, mas toda a gente sabe que o público é constituído por quem assiste ao jogo sem direito de acesso ou de permanência no recinto desportivo, ou seja, sem direito de acesso ou de permanência nos locais do recinto desportivo onde apenas podem estar os agentes, na definição que consta do artigo acima citado.

Neste quadro normativo, considerar que as forças de segurança, sejam públicas ou privadas, fazem parte do público é uma interpretação apenas possível num país que já perdeu completamente a vergonha!
Como é que esta decisão explica que os agredidos se encontrassem no túnel de acesso ao estádio? Como se explica que o Benfica não seja severamente punido por ter permitido ao “público” invadir um espaço reservado apenas a pessoas com direito de permanência e acesso ao recinto desportivo?

quarta-feira, 24 de março de 2010

CONSELHO JUSTIÇA DA FPF


UMA DECISÃO POLÉMICA

O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol reduziu drasticamente as sanções aplicadas aos jogadores do FCP pelas agressões de que foram autores no túnel da Luz a encarregados da segurança. Manteve, no que respeita ao Sporting de Braga, as sanções aplicadas.
Enquanto se não conhecer o acórdão não será possível adiantar comentários fundamentados. No entanto, parece poder concluir-se do que já foi tornado público que a factualidade em que assentou a anterior punição, da Comissão Disciplinar da Liga, não foi alterada. Portanto, a desgraduação da sanção só poderá ter assentado numa diferente qualificação jurídica dos agredidos e não da agressão.
As televisões noticiaram a alteração das sanções com base em infracção grave. No site oficial da FPF, infelizmente, apenas se diz que as sanções de Hulk e de Sapunaru foram alteradas respectivamente para 3 jogos de suspensão e multa de 2.500 euros e 4 jogos de suspensão e multa de 4.500 euros.
Pela leitura e interpretação do Regulamento da Disciplinar da Liga (RDL) não se percebe onde se fundamentam tais punições. Por isso, somente depois de conhecido o acórdão se poderá compreender a sua fundamentação jurídica.
Aparentemente o acórdão não terá considerado os agentes de segurança agentes para efeito da alínea d) do artigo 1.º do RDL. Fica a dúvida sobre a qualificação que lhes foi atribuída e a dúvida ainda maior acerca da legitimidade de se encontrarem no lugar onde se encontravam. De facto, se não são agentes, só podem ser “público”. Mas, nesses caso, como se justifica que o público esteja numa área de acesso reservado? O Benfica (ou qualquer outro clube) dirá que aqueles seguranças se encontravam no desempenho de funções de segurança impostas pela Liga e os seguranças agredidos, que provavelmente o acórdão equiparou ao público, vão dizer que estavam a desempenhar uma função (de que foram incumbidos pelo Benfica) no âmbito da competição em questão! Muito estranho este acórdão! Mas nada mais se pode adiantar sem o ler.
Por outro lado, foi negado provimento ao recurso interposto pelo Futebol Clube do Porto.
As consequências jurídicas deste acórdão são apenas as seguintes: Hulk e Sapunaru podem ser utilizados a partir de hoje. Não há, como é óbvio, outras. Nem pecuniárias, nem desportivas.
Parece haver ainda possibilidade de recurso da Liga e de outros interessados para Tribunal Arbitral do Desporto, com sede na Suíça, o que certamente não irá acontecer.
De seguro, apenas a confirmação de que os jogadores do Porto agrediram os seguranças de serviço no túnel da Luz. Certa apenas a confirmação de que a violência está sempre do mesmo lado. Certa ainda a confirmação de que a violência não só não é condenada, como é enaltecida por aqueles que têm um poder de direcção sobre os agressores!
ADITAMENTO
Meirim, dito especialista de direito desportivo, diz que o CSD não considerou os stewards "intevenientes no jogo". Onde é que Meirim leu essa definição de agente no Regulamento de Disciplinar da Liga?

VÍTOR PEREIRA E O JOGO DO ALGARVE


QUE FAZER?

Aguarda-se com alguma curiosidade o que Vítor Pereira vai fazer ao árbitro que apitou o jogo do passado domingo, no Algarve, entre o Benfica e o Porto.
Não adianta tecer muitas considerações sobre o que toda a gente viu. Houve quem, em todas as jogadas em que interveio, se comportasse em campo de forma indigna, insultando, agredindo a pontapé, à joelhada, à cotovelada, até com os pitons os adversários.
O árbitro viu, como toda a gente viu, no estádio e fora dele, sem necessidade de repetições nem de slow motions. Viu e nada fez.
Esta situação é muito mais grave do que a deturpação - propositada, negligente ou meramente ocasional - de um resultado. Neste caso pode perder-se um jogo ou não se ganhar, mas fica incólume a integridade física dos jogadores. No Algarve, só ficou por acaso.
Apesar de o árbitro do encontro ter um largo historial de “erros” acumulados, quase sempre contra os mesmos, não creio que se deva ir por aí. Talvez seja mais correcto afirmar-se que o árbitro foi covarde. E um árbitro covarde não pode apitar finais, nem jogos importantes, mesmo que não sejam decisivos.
Aliás, quem apreciar com alguma frieza o que se tem passado no futebol português neste último quarto de século, depressa chega à conclusão que a corrupção no sentido corrente do termo não assenta necessariamente em dinheiro ou favores de natureza semelhante. Sem deixar de haver pequenos favores profissionais, sociais e pessoais, a corrupção (no sentido com que a palavra aqui está empregue) assenta fundamentalmente num fortíssimo clima de coacção física e psicológica a que a maior parte dos árbitros que se situam no raio de acção onde ela se exerce não são capazes de resistir. Não são capazes porque são psicologicamente fracos e porque têm medo.
Como já se viu em tantas outras situações passadas com jogadores, com jornalistas e outros agentes desportivos, os autores morais daquela coacção não têm qualquer problema em consumar a ameaça que ela pressupõe se o receio da sua concretização não for levado a sério pelo coagido.
É esta cultura de violência que se estende a vários sectores da actividade e a outros tantos agentes da actividade desportiva que verdadeiramente explica as maiores poucas-vergonhas do futebol português. E como não se pode contar com a acção do poder judicial para as debelar, uma vezes porque quem tem a seu cargo a investigação não reúne as provas necessárias, outras porque a investigação é mal conduzida, outras ainda porque as decisões que acabam por ser proferidas são incompreensíveis para a generalidade das pessoas, há que pôr em prática outros meios que as evitem.
Desde logo não nomear árbitros que se situem no raio de acção onde essa coacção se possa exercer com mais facilidade. Mas não só. Por que não árbitros estrangeiros de reconhecido mérito para certos jogos? Uma coisa é certa: aquelas poucas vergonhas disciplinares não se passam em nenhum jogo da UEFA. Podem passar-se outras, mas aquelas não.
Finalmente, os clubes que estão realmente interessados na verdade desportiva deveriam publicamente desautorizar a participação dos seus adeptos ou associados em programas de comentário desportivo que tenham por protagonistas os “representantes” dos clubes. É por via destes programas que os batoteiros legitimam todas as batotas!

terça-feira, 23 de março de 2010

OS COMENTADORES DE FUTEBOL DO "PÚBLICO"



JORNALISTAS OU AVENÇADOS DO FCP?

Com muita frequência os chamados jornalistas do Público apenas se ocupam do FCP e das suas desgraças. Eles dão sugestões, eles dão lições de gestão desportiva, eles escolhem treinadores, eles dão a táctica, enfim eles não se cansam de demonstrar que estão ali ao serviço do FCP.
Quem daqui a uns anos quiser fazer um estudo do futebol português e tiver que referir-se ao que no último domingo se passou no Algarve vai certamente concluir que se passaram coisas diferentes consoante consultar o Público ou os outros jornais.
Sobre a violência dentro e fora do campo nem uma palavra. Apenas a imagem de desalento dos agressores.

MESSI, O MELHOR DO MUNDO


E PODE VIR A SER O MELHOR DE SEMPRE

Joan Laporta, Presidente do Barcelona, acha que Messi, além de ser o melhor do mundo – facto incontestável – poderá ser o melhor da história do futebol.
Dada a idade de Messi, 25 anos, não é difícil prever que poderá vir a ser o melhor jogador da história do futebol. Na actualidade, e mesmo nos anos mais próximos que antecederam o seu aparecimento, ninguém se lhe assemelha. Figo, Zidane, Ronaldinho (ainda em actividade) e até Ronaldo, o brasileiro, foram excelentes jogadores, mas nenhum deles se compara a Messi. Nem Zidane, o melhor dos quatro, nem Figo, logo atrás, estão ao nível de Messi.
Messi faz hoje mais do que Maradona fazia no seu tempo. E no tempo de Maradona o futebol já não era uma pêra-doce. Basta ver as verdadeiras batalhas campais a que foi submetido em Espanha e que o poderiam ter inutilizado para sempre para o futebol.
Todavia, Messi, para ser o melhor precisa de ganhar títulos e não apenas na equipa onde joga, que é uma equipa de elite, mas na selecção.
Maradona ganhou um campeonato de juniores e esteve em duas finais do Mundial, tendo ganho uma e perdido outra. Além destas vitórias, ou melhor, acima delas, ganhou dois campeonatos no Nápoles e uma Taça europeia, sendo bom não esquecer que o Nápoles está e estava longe de ser sequer uma equipa de segunda linha do futebol europeu. Isto tudo numa altura em que o futebol italiano estava no máximo, com as grandes equipas do Norte a ganharem tudo e o Roma também com uma grande equipa.
Pelé tem a seu favor três campeonatos do Mundo e um sem número de títulos pelo Santos, além de centenas e centenas de golos marcados.
Cruif, pela Holanda, nunca ganhou nada, apesar de ter ido uma vez à final do mundial. Ganhou pelo Ajax e pelo Barcelona. Mas está claramente abaixo de Pelé e Maradona.
Depois ainda há Di Stéfano, um jogador fantástico, que ganhou títulos em série pelo Real Madrid.
Finalmente, há Eusébio e Beckenbauer. São dois estilos completamente diferentes.
Se não tivessem sido as lesões no joelho, Eusébio teria ombreado com Pelé. Ganhou na Europa, no Benfica e chegou ao terceiro lugar do campeonato do mundo por um país que nunca sequer se tinha qualificado para uma fase final.
Beckenbauer foi a duas finais do campeonato do mundo (perdeu uma por um golo que ainda hoje se não sabe se entrou e ganhou outra). Além destes troféus, ganhou três Taças dos Campeões Europeus pelo Bayern e inúmeros campeonatos na Alemanha.
Em primeiro plano, ainda estão Pelé e Maradona, embora eu prefira Maradona, mas Messi pode lá chegar: ele faz o que ninguém faz ou fez. Mas precisa de ganhar o Campeonato do Mundo e mais títulos pelo Barcelona. Veremos se lá chega

segunda-feira, 22 de março de 2010

QUEM RESPONSABILIZA AS TELEVISÕES?






COMO É POSSÍVEL?

Quem responsabiliza as televisões por passarem programas de “comentário” desportivo feito por adeptos dos clubes?
Os ortodoxos dirão: é o mercado! O mercado, como já se viu, não responsabiliza nada, nem serve para regular o que quer que seja. Apenas serve, no caso do comentário futebolístico, para difundir a estupidez.
Passo ao acaso por uma estação televisiva onde eles estão. Ouço durante cerca de cinco minutos dois palhaços: um do Porto, outro do Benfica.
E percebo imediatamente que o do Porto no seu linguajar de pessoa boçal se prepara para justificar as barbaridades de alguns dos seus jogadores por um nervosismo inabitual…que só pode ter a sua origem no desgraçado do treinador e em alguém estranho ao clube que injustamente o persegue.
Sem pudor, nem respeito crucifica o guarda-redes, já com 36 anos, como quem deita fora um guardanapo usado. É um primário. Onde existe desta gente, medra outra, como a que ontem vimos no campo.
Mais uma vez faz a defesa da violência ao dizer que se mandasse o Benfica jogaria a final da Taça da Liga com a comissão Disciplinar da Liga.
O do Benfica, com a sua habitual cobardia, fugindo a todos os confrontos, muda ou tenta mudar o tema da conversa com graçolas patetas para não ter que responder. É impossível encontrar alguém mais gelatinoso, mais “moliquento” do que ele. Que repugnância!
O do Sporting, já não ouvi, nem como amostra. Aflige-me a sua ingenuidade primária e o seu fanatismo exacerbado.
Tirem esta gente da TV. Já!

O BENFICA VENCEU A TAÇA DA LIGA




APESAR DE HAVER DENTRO DO CAMPO UM ANIMAL SELVAGEM

O Benfica derrotou o FCP por 3-0 na final da Taça da Liga. Durante toda a partida apenas uma equipa dominou o jogo e demonstrou classe: o Benfica.
O Porto não teve em toda a partida uma única oportunidade, salvo um remate no início do jogo que Quim defendeu com classe. A defesa do Benfica dominou por completo os avançados do Porto. Desde muito cedo se percebeu quem iria ganhar o jogo. A dúvida estava em saber por quantos.
É certo que houve um “frango” do guarda-redes do Porto, mas sem frango o Benfica ganharia na mesma.
A linha média do Porto foi travada por Carlos Martins, Ruben Amorim e Aimar. Ninguém, no estádio, deu por ela. O tal jogador vindo da Madeira que tantas razões de queixa tinha da equipa do Benfica teria tido neste jogo uma óptima oportunidade para se desagravar. Infelizmente para o Porto ninguém o viu, havendo mesmo quem diga, mas erradamente, que não jogou.
No Benfica é de salientar mais uma vez a excelente prestação da defesa, a mesma que jogou em Marselha. O notável desempenho de Airton, que jogou como volante, em substituição de Javi Garcia. E a boa prestação de Kardec que lutou na frente sempre sem medo e com classe. Aimar e Di Maria exibiram a classe que se lhes reconhece.
Ramires, Saviola e Cardozo, que renderam Carlos Martins, Aimar e Kardec, jogaram como se tivessem entrado de início, tendo Cardozo, o último a entrar, ainda tido tempo para marcar o terceiro golo. Os outros dois foram marcados, o primeiro, por Ruben Amorim num remate de longe e, o segundo, por Carlos Martins num livre de trinta metros.
Falámos da coragem de Kardec e o mesmo se poderia dizer de outros jogadores do Benfica, a começar por Aimar, porque na equipa do Porto havia um animal em campo. Um animal que Jorge de Sousa permitiu que jogasse como se de um jogador se tratasse. De todas as vezes que disputava um lance, esse animal agredia o adversário. O árbitro que deveria ter chamado as forças da ordem para o enjaular permitiu que ele se mantivesse em campo durante todo o jogo como se dele fizesse parte.
Não será de admirar que Queiroz, telecomandado pelo Dragão, se proponha levar à selecção um animal. Se for esse o caso, como certamente acontecerá, será conveniente pô-lo a estagiar com alguma antecedência no Kruger Park para apurar a forma.
É espantoso que depois de tantas manifestações de violência do adversário os jogadores do Benfica tenham sido punidos com quatro cartões amarelos, em dois casos por terem sido agredidos.
Este árbitro é uma vergonha!

UMA CULTURA DE VIOLÊNCIA



DENTRO E FORA DO CAMPO

Antes do jogo da final da Taça da Liga, adeptos do FCP atacaram adeptos do Benfica nas estações de serviço da auto-estrada do Algarve, nas portagens de Paderne e nas imediações do Estádio do Algarve numa pura manifestação de violência gratuita.
Sabe-se que as claques de futebol são as grandes responsáveis, ou mesmo as únicas responsáveis, pelas manifestações de violência ligadas ao futebol. Nelas se acolhe gente da extrema-direita, marginais ligados ao crime e toda uma espécie de pessoas não recomendáveis a nenhum título. E todas sem excepção têm um triste curriculum.
Mas há quem, para além das claques, cultive a violência, a agressividade gratuita, como forma de estar no futebol, com o objectivo de por este meio abater o “inimigo”. É o que acontece a vários níveis no FCP.
Os agressores, sejam elementos das claques sejam jogadores, são imediatamente transformados em vítimas, desculpados quando não idolatrados e vistos como heróis, enfim, gente que, no campo de futebol ou nas ruas, se bateu com valentia contra os “mouros” e que só por isso merecem a admiração dos seus.
Os comentadores, o presidente, e muitos adeptos do FCP não poupam argumentos para os defender e justificar. Quem os ouve fica sempre com a certeza de que os actos desordeiros nunca são reprovados, antes pelo contrário são tidos como actos justificáveis, por esta ou por aquela razão, quanto mais não seja por se tratar de actos por meio dos quais se defende da honra do clube e as suas “gloriosas tradições”.
Desde os episódios dos túneis, em que os prevaricadores são orgulhosamente defendidos e considerados vítimas inocentes dos desacatos e agressões de que são autores até às claques que vandalizam tudo por onde passam, todos estes actos, sem excepção, nunca são desincentivados. Nunca se ouviu da parte dos dirigentes do FCP e dos seus comentadores televisivos uma palavra de condenação. Pelo contrário, fazem coro com eles em “vigílias de desagravo” e manifestações de repúdio pelas penas que lhes foram aplicadas pelos delitos que praticaram.
Não há no FCP uma única manifestação contrária à violência. E o responsável por isto tem um rosto e um nome: Pinto da Costa.
E é esta cultura que explica haja na própria equipa do Porto quem se comporte como um animal, com a complacência dos árbitros, como ainda hoje à noite se viu no Estádio do Algarve.

sábado, 20 de março de 2010

AFINAL, O QUE SE PASSA COM IZMAILOV?





VERSÕES CONTRADITÓRIAS



As notícias vindas de Moscovo não coincidem com as do Sporting. Afinal, quem fala verdade?

Um jogador pode transferir-se a meio da época sem autorização do clube? e se o fizer, o que acontece?

OS SORTEIOS DA UEFA


BENFICA DEFRONTA LIVERPOOL

Na Liga dos Campeões,o sorteio acasalou, de um lado, o Inter com o CSKA e o Arsenal com o Barcelona e, do outro, o duelo franco-francês entre o Lyon e o Bordéus e o anglo-bávaro entre o Bayern e o Manchester United.
Mourinho aparentemente ficou com o adversário mais fácil e o Barcelona com um dos mais difíceis. Correndo todos os riscos de quem antecipa resultados em futebol, o Barcelona e o Inter deverão defrontar-se nas meias finais. Em princípio, o Inter, pela sua segurança defensiva, levará vantagem sobre o CSKA, enquanto no Arsenal-Barcelona a equipa catalã tenderá a fazer a diferença relativamente a uma equipa que, exibindo um futebol tão vistoso quanto o do Barcelona e igualmente – ou até mais - eficaz, revela algumas fragilidades defensivas.
Do outro lado, as previsões são mais difíceis de fazer, dada a relativa equivalência das equipas, embora, tendo em conta a forma em que se encontram neste final de época, não pareça ousado supor que as meias finais se disputarão entre o Manchester e o Bordéus.
Na Liga Europa, ao Benfica terá calhado o adversário mais difícil, de todos o que de longe, muito longe, tem o melhor palmarés em todas as provas europeias. De acordo com este mesmo critério, sendo o Benfica, depois do Liverpool, das oito equipas presentes, a que tem melhor passado nas provas europeias e estando claramente em melhor forma e a jogar melhor futebol do que o Liverpool, é de acreditar que o Benfica, com as dificuldades próprias de quem defronta um grande adversário, ganhe a eliminatória.
No duelo espanhol, tanto o Valência como o Atlético poderão ganhar. A irregularidade tem sido a nota mais dominante das duas equipas. Mesmo assim, é de admitir que o Valência leve a melhor.
Nos outros dois jogos, quem se arrisca a prever um resultado? Tudo poderá acntecer, desde duas vitórias germânicas (Hamburgo e Wolfsburgo), passando pela derrota de ambos, até qualquer outra combinação.
A 8 de Abril se saberá como foi.

sexta-feira, 19 de março de 2010

SPORTING CAI EM ALVALADE




ATLÉTICO DE MADRID PASSA AOS QUARTOS-DE-FINAL

Num jogo bem disputado, o Sporting fez o que podia para passar a eliminatória que vinha de Madrid com um empate a zero.
Desfalcado, por razões regulamentares e por culpa própria, sem entrar em linha de conta com razões ainda mais graves (Izmailov), o Sporting apresentou-se frente ao Atlético de Madrid com o melhor onze de que poderia dispor.
O jogo começou da pior maneira para o Sporting, Agüero, excelente jogador, num cruzamento rasteiro antecipou-se a toda a defesa, guarda-redes incluído, e marcou o primeiro golo, logo aos três minutos de jogo, pondo a sua equipa em vantagem na eliminatória.
O Sporting reagiu bem e empatou pelo incontornável Liedson o melhor ponta-de-lança do campeonato português, juntamente com Falcao. O golo de Liedson é um prodígio de inteligência e intuição. Não há muitos jogadores que saibam fazer o que ele fez. Pouco tempo depois, Agüero numa excelente jogada de ataque finalizou com classe um belo passe de Reyes, outro grande jogador que o Benfica, o ano passado, recuperou.
Mesmo sobre o fim do primeiro tempo, Miguel Veloso de livre, com uma simulação de Polga, marcou o segundo e voltou a empatar a partida. É um tipo de golo que se começa a vulgarizar, por isso não pode deixar de imputar-se culpas a quem o sofre.
No segundo tempo, o Sporting entrou forte e teve por duas vezes oportunidade de se pôr em vantagem no jogo e na eliminatória. Não o conseguiu, mesmo lutando denodadamente até ao fim. O Atlético poderia igualmente ter marcado em dois remates de Reyes.
O Atlético não tem uma grande equipa, mas tem na frente excelentes jogadores capazes de resolver um jogo contra um adversário que não disponha das mesmas armas.
A incógnita que agora se levanta é saber o que vai o Sporting fazer até ao fim da época: vai continuar a lutar para garantir o quarto lugar e tentar, muito dificilmente, o terceiro ou vai cair a pique como aconteceu depois da derrota em Braga? A resposta dependerá muito mais da estrutura organizativa do Sporting (há muita gente a mandar por fora e por dentro…) do que do treinador e dos jogadores que até já deram provas de que com os parcos recursos de que dispõem são capazes de se superar e fazer o que ninguém esperava deles.

quinta-feira, 18 de março de 2010

GRANDE MAXI PEREIRA


GRANDE EXIBIÇÃO DO BENFICA EM MARSELHA

O Benfica realizou hoje uma grande exibição em Marselha durante todo o jogo. O Benfica dominou a partida de princípio a fim e, apesar de uma arbitragem que nem Jorge de Sousa nos seus “melhores dias” conseguiria imitar, não se deixou intimidar, jogou sempre para ganhar, mesmo depois de o Marselha ter estado em vantagem no ressalto de num lance de bola parada.
Os grandes jogadores do Marselha, Lucho, Niang e Brandão, quase não se viram, com excepção da jogada do golo, o que demonstra que o Benfica estava hoje muito mais preparado para defrontar o Marselha do que há oito dias, tal como Jesus havia advertido.
Os laterais do Benfica foram determinantes nesta vitória, com destaque para Maxi Pereira que teve durante todo o jogo todo o corredor direito a seu cargo. Marcou um golo, tal como havia feito em Lisboa, devendo considerar-se a justo título não apenas o homem do jogo, mas o homem da eliminatória.
Os centrais estiveram ao seu nível, com David Luís a ter tempo e arte para algumas “faenas”, e Luisão com a segurança de sempre. Na baliza, Júlio César teve pouco ou nenhum trabalho e dificilmente poderia ter feito mais no lance do golo.
A linha média foi de grande consistência, todos eles – Ramires, Javi Garcia e Carlos Martins – ajudando não só a construir grandes jogadas, como ainda neutralizando todas as jogadas potencialmente perigosas do adversário.
Na frente, Di Maria lançou o pânico frequentemente nas hostes marselheses, mas não foi protegido pelo árbitro que, inclusive, lhe mostrou um amarelo por ter protestado depois de um derrube indiscutível à entrada da área. Mas não se pode dizer que tenha sido um dos grandes dias de Di Maria. Foi um bom jogo, mas falhou bolas que noutras circunstâncias não falharia. Saviola pareceu mais ausente do jogo pelo papel táctico que lhe foi distribuído – e que cumpriu – mas também não foi, do ponto de vista individual, aquele Saviola que os adeptos gostam de ver. Finalmente, Cardozo parece mais lento e com menos capacidade de decisão do que noutras ocasiões. Também não esteve nos seus melhores dias, embora sempre muito esforçado.
Aimar entrou muito bem no jogo, fez um quarto de hora final notável, Miguel Vítor nem tempo teve de tocar na bola e Kardec foi decisivo com um remate vitorioso e indefensável próprio de um ponta-de-lança que não hesita na hora da verdade.
Os adeptos do Benfica têm todos os motivos para se sentirem contentes, têm uma grande equipa e um grande treinador!
É natural, mais do que natural é exigível, que no domingo, no Algarve, o Benfica jogue com uma segunda linha. Enfim, com jogadores que não estiveram presentes no Vélodrome.

quarta-feira, 17 de março de 2010

BARCELONA E BORDÉUS SEGUEM EM FRENTE




STUTTGART E OLYMPIAKOS FICAM PELO CAMINHO

Com toda a naturalidade o Barcelona quebrou a pequena tradição do Stuttgart de ainda não ter perdido fora nesta edição da Liga dos Campeões. Messi logo aos treze minutos abriu caminho à vitória com um excelente golo e depois seguiram-se mais três. O Barcelona, mesmo não estando na sua melhor forma ou não estando na forma do ano passado, não deixa de ser uma equipa e de jogar como tal.
Na equipa catalã mesmo as grandes vedetas, como Messi, fazem parte do conjunto, e não constituem elementos à parte de quem se espera a resolução individual de um problema que é de todos. Se esta é a diferença que separa o Barcelona do Real Madrid, ela é também a que distingue Messi de Cristiano Ronaldo.
No outro jogo, o Bordéus, que tem tido uma excelente na Liga dos Campeões, chegar a passar por algumas aflições quando aos 65 minutos o Olympiakos empatou o jogou e ficou a um golo da vitória na eliminatória.
Muito perto do fim tudo se recompôs numa jogada muito facilitada pela defesa e pelo guarda-redes da equipa grega. Tal como no primeiro golo do Bordéus também no segundo o guarda-redes foi mal batido. Tudo corre mal aos gregos...
Jogados os quartos-de-final teremos na eliminatória seguinte duas equipas inglesas (Manchester United e Arsenal), duas francesas (Bordéus e Olympique de Lyon), uma alemã (Bayern de Munique), uma italiana (Inter de Milão) e uma espanhola (Barcelona).
Depois do próximo sorteio se ficará com uma ideia mais precisa de quem pode ser campeão.

terça-feira, 16 de março de 2010

VITÓRIA DO INTER EM LONDRES





CSKA DERROTA SEVILHA EM ESPANHA

Mourinho consumou a vingança que mais desejava. Eliminou o Chelsea em Stamford Bridge e deixou Abraham Abramovich sem hipóteses de continuar a acalentar o sonho que os seus milhões perseguem: a vitória na Champions League.
Depois de um começo hesitante na fase de grupos, muito desmoralizado com a derrota em Barcelona, o Inter foi-se reequilibrando, primeiro em Kiev, depois em Kazan e acabou por se qualificar sem problemas.
O primeiro jogo dos oitavos-de-final, em casa, contra o Chelsea não foi fácil, apesar de ter saído vencedor. Mas sabe-se como são traiçoeiras as vitórias caseiras tangenciais desde que se sofra golos. Foi essa diferença que hoje o Chelsea se esforçou por anular durante toda a primeira parte sem êxito.
Apesar de ter estado durante muito tempo no campo do Inter nunca vimos hoje o grande Chelsea que o ano passado foi eliminado pelo Barcelona (com uma arbitragem inqualificável), nem sequer o Chelsea que jogou contra o Porto em Setembro, apesar de o Porto ter jogado bem em Londres.
Desde há cerca de dois meses e meio que o Chelsea vem perdendo brilhantismo, por isso não é de estranhar que, mantido o resultado em branco na primeira-parte, o Inter tivesse regressado do intervalo muito mais disposto a tentar a vitória. E, naturalmente, essa vitória apareceu numa jogada que reuniu dois jogadores de eleição: Sneidjer, que o Real Madrid não quis, e Samuel Eto’o, que o Barcelona mandou embora.
Sneidjer executou os mais belos passes de todo o jogo e demonstrou que, de facto, ele não tem lugar em conjuntos que não são equipas. Ele é um extraordinário jogador de equipa…e o Real Madrid não é uma equipa: é um amontoado de jogadores.
O Inter ganhou por 1-0, mas poderia ter ganho por mais, várias foram as oportunidades desperdiçadas e não apenas quando já estava em vantagem. O Chelsea, pelo contrário, nunca foi verdadeiramente capaz de incomodar o Inter na segunda parte, tendo certamente contribuído para isso o total apagamento de Anelka. De permeio, Drogba ainda foi expulso em jogada confusa na área, sem que se tenha percebido bem porquê.
No outro jogo, os russos do CSKA derrotaram o Sevilha por 2-1, superando assim o empate a um golo que traziam de Moscovo.

A PRESIDÊNCIA DA LIGA PROFISSIONAL DE FUTEBOL



UM POUCO DE HISTÓRIA

Quando a Liga surgiu, o futebol profissional em Portugal estava pelas ruas da amargura. Havia batota e corrupção a rodos, apesar de nunca descoberta, mas de todos conhecida, por inépcia (ou outra causa) das autoridades de investigação criminal.
Depois de algumas hesitações iniciais, com presidentes pouco prestigiados e com quase tudo na mesma (no que respeita à arbitragem), Valentim Loureiro assumiu o comando por largos anos, até que directa ou indirectamente os eventos ligados ao “Apito dourado” praticamente o obrigaram a abandonar o lugar.
Seguiu-se Hermínio Loureiro na presidência e Vítor Pereira na arbitragem. Ambos são conhecidos sportinguistas, talvez por isso o Benfica admitindo haver algum exagero na escolha afastou-se do consenso.
Verdadeiramente, só por preconceito se poderá negar capacidade a alguém para dirigir o futebol pelo facto de essa pessoa pertencer ao clube A, B ou C, a menos que por factos passados haja um histórico de parcialidade, de compadrio, de contemporização com situações obscuras, que não deixe lugar a dúvidas.
Não era o caso. H. Loureiro era praticamente desconhecido como “homem do futebol” e Vítor Pereira era apenas, para muitos, o melhor árbitro português de todos os tempos. Poderá ter errado como árbitro, mas nem nesta qualidade nem posteriormente, depois de afastado daquela actividade, se conhecem quaisquer factos (ou até simples boatos) desabonadores da sua idoneidade.
Passado pouco tempo, o Sporting, que com tanto entusiasmo propusera e escolhera aqueles dirigentes, tornou-se no seu crítico mais feroz com insinuações que vão muito para além da simples discordância e antes se fundam em graves acusações de carácter que os factos de modo algum confirmavam ou sequer indiciavam. O Porto naturalmente seguiu-lhe as pisadas com base em razões historicamente conhecidas e o Boavista deixando desde então de poder contar com a “protecção” que as escutas tornadas públicas amplamente demonstram foi remetido para o lugar onde, pela sua conduta, já há muito deveria estar.
De surpreendente para alguns apenas a posição do Sporting. Se deixou de haver influências nefastas na Liga, se a direcção da arbitragem se esforça por assegurar a imparcialidade, apesar dos erros de que todos têm beneficiado e que a todos têm prejudicado, embora aos pequenos mais do que aos grandes, então como se explica a posição do Sporting? A única explicação plausível é a de que o Sporting esperava um tratamento de favor por parte dos sportinguistas que lá pôs. Como esse tratamento ostensivamente não existiu, o Sporting não lhes perdoa.
Dito de outro modo: o Sporting aceita com naturalidade que um árbitro erre a seu favor (como dezenas de vezes aconteceu, algumas delas decisivas para a sorte do jogo), mas não admite que um árbitro erre em seu desfavor. Quando isso acontece, para o Sporting há corrupção.
É este fanatismo, para situar a questão apenas ao nível das paixões (mas será só paixão?) que leva os comentadores televisivos do Sporting, por exemplo, a afirmar que Polga, no último domingo contra o Guimarães, não cortou a bola com o braço ou que tentou retirar o braço quando toda a gente viu exactamente o contrário e é esse mesmo fanatismo e despeito (eles sabem porquê) que levará o Sporting a tentar pôr na Liga um conhecido sportinguista que já anunciou que só para lá irá se for para “mudar tudo e para que as coisas não continuem como estão”.
Não pode haver pior palavras do que aquelas que são pronunciadas sem explicitação do conteúdo. Nelas cabe tudo, certamente as “reclamações” do Porto e do Sporting com vista à eleição de uma Liga que lhes agrade!
As palavras do candidato sportinguista ouvidas na TV não coincidem com as dos jornais. Nelas se faz alusão a vitórias que nada têm a ver com as funções do Presidente da Liga.
É, portanto, muito provável que mais uma vez se regrida no futebol. E em Portugal sabe-se o que isso significa. O despeito do Sporting é tanto…que nem lhe permite ver a triste figura que mais uma vez pode vir a fazer!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A ENTREVISTA DE VÍCTOR PEREIRA À SIC N


QUE CONTINUIDADE?


A entrevista de Vítor Pereira é esclarecedora. Agora percebe-se muito melhor por que razão certos sectores desferem críticas tão demolidoras aos dirigentes da arbitragem.
Há gente em Portugal que não aceita que o futebol seja um jogo. E essa gente não desarma. Quer o futebol aldrabado, batoteiro e sujeito à regra do mais corrupto.
O futebol, além de “movimentar” muitas paixões (e nessa medida alguns excessos até seriam perdoáveis), movimenta também muito dinheiro. E há quem esteja sempre disposto a todas as vilanias para se manter na crista da onda.
Não vale a pena dizer muito mais. Ou a arbitragem se mantém séria, pelo menos, ao nível dos dirigentes, ou o futebol passará a ser um negócio semelhante ao da droga ou aos das máfias que traficam pessoas.
O que é que os dirigentes portugueses vão querer?

O QUE RESTA DO CAMPEONATO






QUEM VAI SER CAMPEÃO?

O campeonato vai decidir-se entre o Braga e o Benfica, como desde há muito se vinha antevendo. E digam os treinadores das duas equipas o que disserem, o Benfica-Braga do dia 27 de Março vai ser o jogo do título.
De facto, se o Benfica ganhar, dificilmente perderá o campeonato, apesar do calendário muito difícil que ainda terá pela frente. A vitória do Benfica não só desmoralizará o Braga como ainda fará cair por terra qualquer veleidade do Porto ou do Sporting de "entregarem" o campeonato à equipa minhota. Com seis pontos de avanço, o Sporting e o Porto ficarão tão desmoralizados quanto o Braga e terão cada vez menos argumentos para lutarem contra uma vitória e não por uma vitória.
Pelo contrário, se o Benfica perder em casa com o Braga poderá dizer adeus o campeonato, apesar de ainda continuar em igualdade pontual, com desvantagem em caso de empate final.
Se o jogo da Luz terminar empatado, o Benfica para ser campeão vai ter de jogar seis dificílimas finais das quais terá de ganhar pelo menos cinco e empatar uma. A pressão sobre a equipa será terrível e tudo pode acontecer.
É que o Benfica tem um calendário incomparavelmente mais difícil que o Braga, apesar de jogar mais jogos em casa. Todavia, dos jogos em casa, somente os que terá de jogar com o Rio Ave e o Olhanense serão aparentemente mais fáceis. Os outros dois serão de extrema dificuldade, sendo que um deles – o do Sporting – é quase irrelevante ser jogado em casa ou fora.
Nos jogos fora, o Benfica terá de ir ao Porto, porventura o mais fácil, porque o Porto vai querer ganhar, à Figueira da Foz e a Coimbra. Embora tradicionalmente o Benfica saia vitorioso dos jogos em Coimbra, este ano tudo será mais difícil, não apenas porque a Académica pode precisar de pontuar, mas também porque vai querer tirar pontos ao Benfica. Com a Naval, se o Benfica precisar de ganhar o jogo, já se sabe que vai ser um jogo igual ao da Luz. A Naval estará muito mais interessada em não perder do que em ganhar, mesmo que não precise do jogo para nada.
O Braga, com excepção do jogo do Benfica, tem um calendário suave. Em casa não terá muita dificuldade em "despachar" o Paços de Ferreira e o Leixões, mesmo que os matosinhenses precisem de pontuar. Fora, à parte o jogo com o Benfica, que, em princípio tudo decidirá, o Braga defrontará o Nacional, o Leiria e a Naval. Ou seja, equipas tranquilas sem grandes aspirações, não sendo de prever que nenhuma delas faça desse jogo o “jogo das suas vidas”.
Extra-campeonato, o Benfica terá de continuar a lutar na Europa com o mesmo empenho com que luta na Liga, para ser campeão, enquanto no que se refere à final da Taça da Liga bem pode o Benfica menosprezar o resultado, dado o pouco ou nulo prestígio da competição, e apresentar apenas jogadores não utilizados em Marselha com o argumento de que o jogo se realizará menos de setenta e duas horas depois do da Liga Europa.
Em resumo, quem ganhar na Luz o próximo Benfica-Braga será campeão; se o jogo terminar empatado, o Braga terá mais probabilidades de ser campeão do que o Benfica. Portanto, é natural que o Braga vá jogar para o empate….

SPORTING VENCE GUIMARÃES


E DEIXA PARA TRÁS CONCORRENTES AO QUARTO LUGAR

O Sporting entrou forte e em pouco mais de um quarto de hora marcou três golos ao Guimarães, que tardou a reagir.
Na segunda parte, o Guimarães marcou um golo, jogou melhor do que na primeira e até poderia ter marcado por mais duas vezes se o árbitro tivesse assinalado duas grandes penalidades (uma ao cair do intervalo) que a equipa minhota reclamou com razão.
De qualquer modo o Sporting jogou mais e Liedson provou que é juntamente com Falcao o melhor ponta de lança da Liga. Um avançado com o qual os defesas não podem brincar.
Carlos Queiroz, ontem em Coimbra, ao lado de Pinto da Costa, e esta noite em Alvalade, já demonstrou quais são as equipas que lhe interessa observar. As que ocupam os lugares cimeiros da tabela não entram nas suas contas…

domingo, 14 de março de 2010

DIFÍCIL VITÓRIA DO BENFICA


O BELENENSES AINDA IRÁ A TEMPO?


Foi difícil a vitória do Benfica na Madeira. Não que o Nacional tenha desfrutado de grandes oportunidades. Jogou sempre cautelosamente arriscando muito pouco. Na primeira parte o Benfica foi, de certa forma, na toada do Nacional, embora tivesse estado sempre por cima.
Na segunda parte tudo foi diferente. O Benfica jogou sempre mais, dominou o jogo, podia ter resolvido desafio mais cedo, mas acabou por vencer apenas pela diferença mínima.
O Nacional manteve sempre excessivas cautelas defensivas e somente quando o Benfica marcou arriscou um pouco mais.
Cardozo falhou o quarto penalty no campeonato e poderia ter comprometido o esforço da equipa. No minuto seguinte redimiu-se, marcando o golo da vitória. Todavia, pouco depois, voltou a não marcar num frente-a-frente com Bracalli. Enfim, Cardozo nunca foi capaz de concretizar um penalty com a equipa empatada. É de perguntar se Jesus deve continuar a arriscar.
O Belenenses ganhou categoricamente em Olhão, por 3-1. A questão que se põe é a de saber se ainda vai a tempo para iniciar a recuperação. Dificilmente…
O Leixões perdeu em casa com o Setúbal por 1-2 e deve ter comprometido a permanência na primeira Liga.