segunda-feira, 10 de maio de 2010

AS ESCOLHAS DE QUEIROZ - ANTEVISÃO




O QUE QUEIROZ NÃO FARÁ

Daqui a cerca de duas horas, Queiroz anunciará a lista dos jogadores convocados para o Mundial da África do Sul. Logo que se tomou conhecimento da lista dos pré-convocados, ficou-se com a impressão de que a base da selecção seria a equipa do Sporting. Queiroz certamente impressionado com a brilhante carreira dos “leões” na época 2009/10 quererá jogar pelo seguro e levar um lote de jogadores que lhe dê garantias…
Veremos mais logo se esta impressão se confirma, embora de um seleccionador como Queiroz, incapaz de resistir a pressões e pouco inteligente, seja sempre de esperar tudo.
Se Queiroz atendesse à forma dos jogadores, ao modo como se comportaram durante a época, enfim, se escolhesse os melhores, não haveria muitas dúvidas. Como o passado de Queiroz não garante que aqueles sejam os critérios que o norteiam, tudo pode acontecer.
Dentro das limitadas possibilidades do futebol português, as escolhas que parecem óbvias são as seguintes:
Guarda-redes – Eduardo, Quim e Beto
Eduardo e Quim são os guarda-redes menos batidos da época; nenhum deles é um grande guarda-redes, mas nem Rui Patrício nem Hilário são soluções alternativas. Hilário é claramente pior do que qualquer um daqueles dois e também já não vai melhorar. Rui Patrício não oferece segurança.
Beto foi o melhor guarda-redes da época passada e é sem dúvida um dos mais promissores guarda-redes portugueses. Muito brevemente será o melhor. Ele é que é o futuro e não Rui Patrício.
Defesas – Ruben Amorim, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão devem considerar-se indiscutíveis, contanto que Bruno Alves vá para jogar futebol e não karaté.
Pepe não deve ser convocado; não joga há vários meses e não se pode levar ao mundial um jogador que não competiu.
Depois talvez fosse de escolher Rolando, apesar de não ser um grande central, e Meira. Para as laterais, Miguel se estiver bem fisicamente e der garantias de bom comportamento e Paulo Ferreira, que, sendo um jogador mediano, adapta-se a ambas as alas e vai fazendo o seu papel, sem brilho, mas, se não tiver azar, também não compromete.
Meio-campo – Meireles, Pedro Mendes, Carlos Martins e Deco. Talvez também Tiago e João Moutinho.
Com Deco em fim de carreira, a perder muitas bolas, em baixo de forma, não teremos uma grande linha média, mas os indicados são certamente os melhores.
Avançados – Simão, Ronaldo, Liedson, Nani, Danny e deixo o 23.º para Queiroz por não estar a ver ninguém à altura de representar a selecção.
Como mais logo se verá, as probabilidades de Queiroz coincidir com estas escolhas serão escassas.

BENFICA CAMPEÃO




AFINAL, O NACIONAL EXISTE

Nas muitas e variadas declarações, que antecederam os jogos de hoje, do treinador do Braga e dos seus jogadores, o Nacional da Madeira não existia. Dava-se como certa a vitória do Braga com total desrespeito pelo adversário. Afinal, o Nacional da Madeira existe e o Braga, mesmo que o Benfica tivesse perdido, não teria sido campeão. Certamente que o treinador do Braga tem uma boa justificação para o empate. E, como de costume, essa justificação não passará pelo mérito da equipa adversária.
O Benfica ganhou com toda a naturalidade, num jogo diferente, emotivo, e sagrou-se campeão nacional pela 32.ª vez!
Foi a melhor equipa ao longo de toda a época. Também a mais espectacular. A que melhor futebol praticou. A que mais golos marcou. A que menos golos sofreu.
Os melhores jogadores da Liga estiveram no Benfica, pese embora o valor de Falcão e o conjunto harmonioso do Braga. Mas os artistas, os verdadeiros artistas, moraram sempre na Luz. Foram eles que praticaram o futebol que mais espectadores mobilizou.
Esse o problema do Benfica. Segurar Di Maria, David Luiz, Cardozo, Ramires ou mesmo Xavi Garcia não vai ser fácil. E principalmente não vai ser fácil substituí-los. Se saírem apenas dois, o Benfica ainda ficará com uma grande equipa. Mas se forem cinco, o Benfica corre o risco de repetir o exemplo do Porto - que tem recebido rios de dinheiro no fim de cada época, apesar de manter o défice - e de ter de refazer o essencial da equipa.

domingo, 9 de maio de 2010

DOMINGOS PACIÊNCIA CONFIRMA FALTA DE CLASSE





DISCURSO SEM FAIR PLAY


Seria exigir muito a Domingos Paciência pedir-lhe fair play nas suas declarações. Sabendo-se donde ele vem, a experiência que traz, o modo como conseguiu vitórias como jogador, pode pedir-se-lhe muita coisa, mas fair play não!
Por isso, não é de admirar que hoje, no fim do jogo com o Nacional, tenha reafirmado a enorme desigualdade entre os dois primeiros. Desigualdade de orçamentos e desigualdade competitiva, porque, segundo Domingos, o Benfica fez mais de um terço dos seus jogos contra dez!
Se se falar de orçamento, tem de pôr-se em primeiro lugar o FC Porto, que é de todos os que lutavam pelo título o que partiu com o maior orçamento. Mas disso Domingos não fala. Fala é das expulsões de jogadores violentos, que, segundo ele, deveriam manter-se em campo, para favorecer a sua equipa à custa das agressões aos jogadores da equipa contra a qual ele directamente concorre.
Ainda hoje se viu a violência com que um jogador do Rio Ave interveio das duas vezes em que disputou a bola. Esse jogador deveria manter-se em campo? A pergunta que terá de se pôr é outra: quem incita esses jogadores a agir desse modo? O que os leva a fazer de certos jogos contra o Benfica os jogos da sua vida? Que especial interesse os move?
Domingos disto e doutras coisas sabe muito mais do que qualquer um de nós. Tem uma grande experiência. E é nessa experiência que assenta a sua falta de fair play!

A CAMINHADA DO BENFICA NA ÉPOCA 2009/2010




APENAS FALTOU ALGO PARA QUE FOSSE EXCELENTE

A época 2009/2010 do Benfica foi a todos os títulos notável, não apenas quando isoladamente analisada, mas principalmente quando comparada com as últimas vinte épocas. Dificilmente poderia ser melhor, depois de tudo aquilo por que o Benfica passou nos últimos anos.
Para ser excelente apenas faltou um resultado diferente em Liverpool e no Porto. Não são tanto as derrotas que estão em causa, nem até a expressividade de cada uma delas, mas antes o facto de a equipa ter falhado em dois momentos decisivos. O primeiro de afirmação na Europa, depois de uma carreira até então notável, o segundo de conquista do campeonato no campo do seu maior rival, depois de uma época interna quase impecável.
As demais derrotas não têm o mesmo significado. Não tem a derrota de Poltava, pois a eliminatória já estava ganha, nem a de Atenas, um simples acidente de percurso. O mesmo se diga da eliminação da Taça de Portugal pelo Guimarães e da derrota em Braga por 2-0. Em qualquer destes casos, o Benfica poderia ter ganho. Perdeu pelas contingências do jogo, sem que com isto se pretenda pôr em causa o mérito dos vencedores.
Também não foram os quatro empates na Liga que deslustram a época: o primeiro, contra o Marítimo, em circunstâncias normais teria terminado numa goleada; o de Alvalade, a zero, foi o menos conseguido de todos e onde talvez fosse exigível pedir mais; já os de Olhão e de Setúbal foram consentidos de forma diferente, mas são resultados perfeitamente normais numa liga com trinta jogos.
Para a história, se o Benfica ganhar o campeonato, ficará um dos melhores scores do futebol português nas provas por pontos, a duas voltas. Aliás, o melhor de sempre desde que as vitórias valem três pontos e os empates um.
Em circunstâncias normais, este campeonato já estaria ganho. Acontece que o Braga fez igualmente uma prova excepcional, também ela susceptível de justificar a vitória, se não tivesse encontrado pela frente um Benfica, até hoje, ainda melhor.
O Porto esteve ao seu nível. Não costuma fazer melhor, salvo no primeiro campeonato ganho por Mourinho, tristemente célebre por tal vitória ter coincidido com as visitas de árbitros a casa de Pinto da Costa, a “fruta” distribuída antes e depois dos jogos e ainda ao facto de haver vários jogos sob suspeita que aliás levaram à penalização desportiva do clube, em termos de resto muito brandos…
Aconteça o que acontecer mais logo no Estádio da luz, neste dia chuvoso e triste de Maio, o Benfica terá realizado, do ponto de vista exibicional, uma das épocas mais espectaculares da sua história, só mesmo comparável às dos tempos áureos da década de sessenta.
Os resultados obtidos devem-se aos jogadores, que igualmente formam um dos melhores planteis da história do clube e ao treinador Jorge Jesus que reintroduziu no Benfica uma mentalidade vencedora e espectacular, que, até à sua chegada, se julgava perdida para sempre.

DOMINGOS PACIÊNCIA NÃO TEM CLASSE



DECLARAÇÕES CONFORME UMA ESCOLA E UMA CULTURA

Domingos Paciência pode ser um bom treinador. Tudo indica que sim. O seu trabalho na Académica e no Braga apontam nesse sentido. Mas como homem do desporto não tem classe. É mesquinho, ressentido, despeitado e sem grandeza na vitória nem dignidade na derrota.
Estando o campeonato a uma jornada do fim, que tanto pode ditar a vitória do Braga como do Benfica, Domingos não encontrou outra maneira de justificar o actual segundo lugar do Braga senão dizendo que tudo nas duas equipas foi igual, salvo um pormenor que tudo diferenciou: o jogo de Guimarães que o Braga perdeu e que o Benfica ganhou, mesmo no fim, na sequência de uma falta inexistente na linha lateral do campo!
Esta declaração está bem de acordo com a cultura e a escola desportivo de que Domingos é oriundo. Uma cultura de desprezo pelo adversário e uma escola onde o que conta é a vitória qualquer que seja o meio por que se obtém.
Toda a gente sabe que o Braga fez um campeonato espectacular, apesar da derrota por 5-1 no Dragão, que dava para ser campeão em qualquer um dos anos anteriores. Suplantou o Porto, que esteve ao nível dos anos anteriores, mas não chegou até hoje para suplantar o Benfica, que fez ainda um campeonato mais espectacular, principalmente pelo modo muito concludente com que firmou a maior parte das suas vitórias.
Por outro lado, não há nada, absolutamente nada, que possa ser assacado às vitórias do Benfica. Pelo contrário, há razão para algumas queixas. O Braga nem sempre pode dizer o mesmo como, entre outros, o jogo contra o Guimarães em casa claramente ilustra.
As palavras de Domingos visando diminuir a eventual vitória do Benfica só o diminuem a ele….embora o aproximem da origem para onde mais tarde ou mais cedo voltará.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MOURINHO NA FINAL



O QUE IMPORTA É GANHAR?


Quem haveria de dizer no princípio do ano que o Inter de Milão iria estar na final da Champions League? Poucos acreditariam, tão pobre era o futebol da equipa italiana face ao brilho exibido por alguns dos seus concorrentes mais fortes.
A pobreza do futebol interista não evoluiu por aí além e o brilho também não. O que radicalmente mudou foi a eficácia. O Inter, pela primeira vez em dois anos, passou a ser uma equipa à imagem de Mourinho. Uma equipa apenas preocupada com a vitória, qualquer que seja a despersonalização porque tenham de passar os seus jogadores. Desde que o objectivo se alcance, tudo bem. Um objectivo, porém, que serve muito mais os interesses de Mourinho do que o prestígio da equipa que lhe serve de instrumento.
Foi assim com o Porto, onde esta atitude servia bem a Pinto da Costa, que perfilha idêntica “ideologia”. Foi assim no Chelsea, com o apoio dos adeptos e o desagrado de alguns jogadores (logo marginalizados) e do próprio presidente, que, tanto como vitórias, almejava por brilho, espectáculo e prestígio do clube. É assim no Inter, onde os dirigentes, afastados há muito da alta roda europeia, aceitavam qualquer solução que privilegiasse a vitória, além de que a Itália não é, desde sempre, especialmente famosa pela espectacularidade do seu futebol.
Contrariamente ao que muitos pensam, as vitórias de Mourinho não prestigiam particularmente Portugal. De uma maneira geral, os críticos enaltecem-lhe a busca obstinada do objectivo, mas reprovam-lhe os meios de que se serve para o alcançar.
Mourinho é um homem com sorte e com talento para alcançar o que pretende. O mais provável é que volte a ser campeão europeu

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A ARBITRAGEM DE OLEGÁRIO BENQUERENÇA




ESTRANHA, É O MÍNIMO QUE SE PODE DIZER

Num país onde os comentadores torcem claramente pelos clubes estrangeiros onde alinham jogadores portugueses ou por clubes treinados por portugueses com uma devoção semelhante à que devotam ao seu clube de eleição e sendo certo que o fenómeno toca muita outra gente, a decisão da UEFA, de nomear um árbitro português para o jogo de San Siro, foi uma imprudência.
Os catalães estão decepcionados com a arbitragem de Benquerença, e com toda a razão. Com excepção de um erro inicial, assinalando mal, um fora de jogo a Milito, todas as demais decisões da equipa de arbitragem foram sempre favoráveis ao Inter.
Como aqui já se disse, foram erros de mais. O segundo golo do Inter é precedido de uma falta sobre Messi não assinalada. O terceiro golo é marcado por Milito em off-side. O cartão amarelo a Daniel Alves é incompreensível. Ele foi derrubado dentro da área. Penalty, portanto. Benquerença considerou que houve simulação.
Mas houve mais: um jogador do Barcelona tentou, dentro da área do Inter, dominar a bola com o peito, mas foi de imediato empurrado sem que nenhuma falta tivesse sido marcada. Mais ainda: à entrada da área do Barcelona um jogador do Inter caiu e tocou várias vezes a bola com a mão. O árbitro marcou livre (perigoso) contra o Barcelona.
Benquerença vai ao Mundial, como se sabe, mas também se sabe que aqui há uns anos só ele não viu Vítor Baia tirar uma bola que estava mais de trinta centímetros dentro da baliza. E desde então não deixou de merecer os elogios do presidente do Porto.
Mourinho está longe, já há uns anos, mas mantém uma parceria muito interessante com Pinto da Costa. Ainda há duas épocas lhe comprou um jogador por quase trinta milhões de euros (isto é, comprou com o dinheiro do Inter), enfim, um preço que nem de perto nem de longe ninguém na Europa pagaria por ele. De resto, viu-se. O rendimento do jogador, em dois anos, foi nulo!
Mas já antes tinha pago (isto, pagou Abramovich) vinte milhões por Paulo Ferreira, que, com toda a simpatia que mereça, também não vale nada que se pareça com aquela verba.

VITÓRIA DO BAYERN E DO ATLÉTICO DE MADRID



BAYERN MAIS PERTO DA FINAL
Um pouco sem surpresa o Bayern de Munique venceu ontem o Lyon por 1-0 com mais um golo de Robben, o mais valioso jogador dos bávaros nos confrontos europeus.
O Bayern correu o risco de ver repetida ao contrário a situação de Old Trafford. Ribéry foi expulso – e bem expulso – por volta da meia hora e as coisas poderiam complicar-se. Faltava muito tempo para o fim do jogo. Mas do lado do Lyon houve quem ajudasse. Em pouco menos que cinco minutos Toulalan levou dois cartões amarelos e foi expulso. Com dez contra dez o Lyon nunca mais se encontrou. Só mesmo no fim do jogo voltou a aparecer junto da baliza de Butt. Os resumos passados nas televisões são enganadores. O Bayern dominou praticamente durante todo o jogo e no período em que esteve em inferioridade numérica equilibrou a partida.
Robben que fez uma excelente partida ficou a saber, se tinha dúvidas, quem ordena as substituições.
Na meia-final da Taça Europa o Atlético de Madrid venceu o Liverpool por 1-0, em Vicente Calderon, num jogo em que os madrilistas foram sempre superiores. Se vai chegar ou não para passar a eliminatória, logo se verá.
É um pouco penoso seguir um jogo de futebol comentado por Rui Santos. Apesar de ser óbvia a superioridade do Atlético de Madrid, ele foi arranjando desculpas para a derrota dos ingleses responsabilizando o árbitro, a UEFA, enfim, fazendo a intriga paranóica sem a qual não consegue viver.
No outro jogo, em Hamburgo, o Fulham empatou a zero.

terça-feira, 20 de abril de 2010

PAULO SÉRGIO CAMPEÃO!




O NOVO TREINADOR DO SPORTING

Depois de muitas hesitações e outros tantos boatos, o Sporting contratou o actual treinador do Vitória de Guimarães por duas épocas e opção por mais uma.
Aos seis meses de Carvalhal seguem-se os vinte e quatro de Paulo Sérgio, com extensão até trinta e seis.
O treinador contratado retribuiu a confiança adiantando desde logo que o objectivo é ser campeão. O que não deixa de ser um objectivo muito enternecedor para quem ainda nem sequer sabe com que jogadores vai contar e, ao que se diz, para quem vai ter uma interferência mínima na formação do plantel.
É “génio” de Costinha a funcionar. E do novo empresário. E já agora também de Bettencourt que não se tem cansado de dar provas da sua enorme competência.
Entretanto, Carvalhal é tratado como uma mulher-a-dias sem contrato. O novo treinador fala em nome do Sporting tendo o clube ainda um treinador no activo e, pior do que isso, dá entrevistas em nome do Sporting quando ainda se encontra ao serviço de um clube que, pelo menos, teoricamente ainda disputa o quarto lugar com o Sporting. Singularidades do futebol português.
Ainda o presente campeonato não terminou (nem sequer há ainda campeão), mas já se pode anunciar que para o ano haverá quatro campeões garantidos!

O INTER DE MILÃO BATEU O BARCELONA



MOURINHO NA FINAL?

O Inter ganhou por uma margem que poucas pessoas ou talvez mesmo ninguém julgaria possível antes do jogo. Chegar a Camp Nou com dois golos de vantagem é um feito ao alcance de poucos.
O Barcelona cometeu erros no sector defensivo que normalmente não vemos. Mas o mérito deve ser imputado ao Inter que através da sua forma pressionante de jogar deixou o Barcelona trocar a bola apenas em zonas de pouco perigo e depois em passes longos, para as costas da defesa do Barcelona, arranjou espaços que lhe permitiram por três vezes marcar. E na primeira parte, pelo menos, por mais duas vezes também o poderia ter feito.
Depois de estar a perder por 3-1, o Barcelona, com a eliminatória em risco, deu tudo o que podia para marcar mais um golo. Pressionou o Inter até mais não poder e a equipa italiana, com alguma sorte, e muita tenacidade, conseguiu resistir e manter a margem com que o jogo terminou.
Em Camp Nou dificilmente o Barcelona superará a desvantagem que trouxe de Milão. Só uma catástrofe impedirá Mourinho de estar na final.
O Inter pode ainda dar-se por satisfeito com a arbitragem do português Olegário Benquerença que tomou algumas decisões incompreensíveis. É discutível se este jogo deveria ser arbitrado por um português.
O realizador italiano não mostrou (porque não quis) se o terceiro golo, marcado por Milito, foi em fora de jogo, como pareceu. O segundo golo é precedido de uma falta sobre Messi não assinalada. O árbitro não assinalou um empurrão dado na área do Inter a um jogador do Barcelona no ressalto de uma bola dividida. Marcou livres ao contrário à entrada da área do Inter. Enfim, considerou simulação de Daniel Alves uma jogada que poderia ter sido marcado penalty. São erros a mais num jogo só.
O Barcelona percebeu hoje o que é perder nas condições em que o ano passado o Chelsea foi eliminado.

BENFICA A UM PASSO DO TÍTULO





GRANDE JOGO EM COIMBRA

Com a vitória, em Coimbra, por 3-2, o Benfica não garantiu o título, mas deu um grande passo para o alcançar. Com dois jogos em casa e um fora, dificilmente o Benfica deixará de somar os quatro pontos de que precisa para ser campeão.
No jogo de Coimbra, Weldon e Di Maria voltaram a ser decisivos, mas seria injusto não sublinhar também a generosa exibição de Coentrão e a regularidade de Ruben Amorim durante toda a partida.
O jogo começou bem para o Benfica, que antes dos três minutos já tinha marcado numa cabeçada oportuna de Weldon na sequência de um lançamento da linha lateral. A Académica é, todavia, uma equipa com bons executantes e com excelente fio de jogo. Não se entregou e foi mantendo o Benfica em respeito sempre que atacava. Logo se percebeu que o jogo não ia ser fácil. E assim foi. Antes da meia hora a Académica empatou num remate de longe. É visível que o jogador da Académica ajeita ligeiramente a bola com o braço direito para preparar o remate. Mesmo assim, o pontapé seria defensável se não tivesse tocado num jogador do Benfica e traído Quim.
O Benfica continuou à procura do golo, mas via-se que a defesa, sem Luisão (castigado), não assegurava a mesma tranquilidade. Em mais um ataque do Benfica, Di Maria, na esquerda, desenvencilhou-se de dois adversários e a bola cruzada sobrou para Weldon que, novamente, com muita oportunidade marcou quase sobre o fim do primeiro tempo.
Na segunda parte o jogo continuou com a mesma toada intensa, sem que o Benfica fosse tão dominador como normalmente tem sido na generalidade dos jogos. Mesmo assim, Di Maria, isolado, perdeu uma excelente oportunidade de fazer o 3-1, rematando fraco para a defesa do guarda-redes. Mas logo se redimiu. Em mais uma excelente jogada na esquerda, isolou-se na área, junto à linha, e cruzou atrasado para Ruben Amorim fazer o 3-1.
Parecia que o resultado estava feito e o jogo acabado. Contudo, o Benfica não demonstrou a serenidade de outros jogos: nem atacou com força, nem manteve o controlo da bola. A defesa e o meio-campo fizeram várias asneiras. Numa delas, a Académica com um remate de muito longe, que passou entre vários jogadores do Benfica, fez o 2-3 e o Benfica voltou a tremer. Faltavam cerca de cinco minutos para acabar o jogo, mas via-se que a equipa não estava tranquila.
Foi um jogo vibrante, intenso, como deveriam ser todos os que se disputam na liga nacional. Infelizmente, não são.
Nos outros jogos, o Braga já havia ganho com toda a naturalidade ao Leixões por 3-1, mantendo a pressão sobre o Benfica. O Porto também ganhou em casa 3-0 ao Vitória de Guimarães, que nunca esteve à altura de incomodar a equipa portista. E o Sporting ganhou em casa ao Setúbal 2-1, depois de ter estado a perder.
Na sexta-feira, o Paços de Ferreira perdeu em casa com a Naval 1-3 e Olhanense também perdeu em Olhão contra o Marítimo por 1-2. O Nacional ganhou à União de Leiria 2-0 e o Belenenses empatou com o Rio Ave 0-0 no Restelo.
Dificilmente o Belenenses e o Leixões evitarão a descida.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O QUE PERDERAM COSTINHA, JOÃO MOUTINHO E C.ª?




AQUELA CONVERSA NÃO É NORMAL

Reflectindo umas horas mais tarde…Aquela conversa do Costinha e do João Moutinho não é normal.
O Sporting luta por assegurar o quarto lugar. Leva vantagem sobre os concorrentes, nomeadamente sobre o Guimarães. Vai com mais de vinte e tal pontos de atraso do Benfica (23 antes de começar o jogo, 26 no fim do jogo). Se tivesse empatado ficaria como estava.
No jogo jogado o Sporting não esteve mal na primeira parte: equilibrou o jogo e até em alguns momentos suplantou o Benfica, sem que nunca se possa falar de domínio.
E isto só é notícia porque o Benfica, com excepção do jogo de Liverpool, não tem dado folga aos seus adversários. Têm-nos dominado. O Sporting sabe disso e o Porto também. Não fora esta supremacia, o equilíbrio do jogo na primeira parte seria perfeitamente normal, tanto mais que se tratava de um derby.
Depois veio a segunda parte e foi o que se viu. O Benfica entrou para ganhar e ganhou. O Sporting quase desapareceu do jogo.
Então como se justificam as palavras odiosas de Costinha e de João Moutinho? Como se justifica que um director desportivo vá falar em vez do treinador para fazer um ataque infundamentado ao árbitro…ele que nada teve a ver com o jogo? Como se justifica que João Moutinho, mal o jogo acabou, tenha tido uma conversa parecida para surpresa de toda a gente? Claro que perderam e ninguém gosta de perder. Mas a dúvida que fica pela absurda desproporção entre o que se passou em campo e as palavras daqueles sportinguistas é se eles não perderam algo mais do que os três pontos. Será possível? Infelizmente, hoje tudo é possível…

SPORTING A 26 PONTOS DO BENFICA



COSTINHA RIDÍCULO

O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting num jogo em que esteve muito melhor na segunda parte do que na primeira.
Nos primeiros quarenta e cinco minutos, o Benfica experimentou algumas dificuldades perante um Sporting que não o deixou jogar. Não foi nesse período um jogo emocionante, com excepção de uma jogada de bola corrida do Sporting que poderia ter dado golo. No resto, houve muita luta, alguns lances de bola parada e ficava a incógnita de com as equipas se apresentariam na segunda parte.
No segundo tempo tudo mudou. Entrou Pablo Aimar, o Sporting não aguentou mais a pressão que vinha fazendo sobre o Benfica, e o Benfica começou a fazer o seu futebol. Desde logo se percebeu que, mais tarde ou mais cedo, o Benfica marcaria.
E assim aconteceu aos 68 minutos, quando Cardozo, já lesionado, emendou com o pé esquerdo um centro-remate de Coentrão. A seguir Cardozo saiu e entrou Kardec, sempre muito lutador e combativo. Entretanto, Pablo Aimar já tinha trazido a marca da sua categoria ao futebol da equipa. E dez minutos depois do primeiro golo, Ramires isolou-o com um excelente passe e ele fez o 2-0.
O jogo estava ganho. A poucos minutos do fim saiu Carlos Martins e entrou Airton que sempre que entrou deu muito boa conta de si.
O Sporting, durante toda a segunda parte, nunca mais se encontrou. Por isso, a derrota não tem discussão.
É por isso ridícula, absolutamente ridícula, a intervenção de Costinha no final do jogo em substituição de Carvalhal. Se é “aquilo” o que o Sporting tem para oferecer, bem pode preparar-se para uma próxima época igual à deste ano.
É lamentável que um treinador ou um director desportivo ou um jogador responsabilizem o árbitro por uma derrota que apenas resulta da superioridade do adversário, como toda a gente viu.
A equipa de arbitragem esteve bem, equilibrada e serena. Poderia, na primeira parte, ter marcado um penalty a favor do Benfica por Carriço ter defendido uma bola com a mão dentro da área, mas aceita-se que neste tipo de lances o árbitro tenha uma leitura diferente.

domingo, 11 de abril de 2010

BARCELONA: VITÓRIA EM MADRID



REAL VOLTA A PERDER JOGO DECISIVO

O Barcelona venceu naturalmente o Real Madrid, no Santiago de Bernabéu, por 2-0. Nunca esteve em causa durante todo o jogo a superioridade da equipa catalã. O domínio era de tal natureza que por vezes o jogo mais parecia um treino entre duas equipas de valia muito diferente do que uma partida decisiva para a conquista do título.
O Barcelona é hoje a equipa que melhor joga futebol na Europa. E fá-lo como equipa, não obstante as muitas e valiosas vedetas que a integram. Joga sempre como equipa e em função da equipa e nunca em função das suas extraordinárias individualidades. Entre as quais avulta a super classe de Messi, como ainda ontem se viu. Marcou um belo golo, poderia ter marcado mais dois não fora a classe de Casilhas (a grande vedeta do Real Madrid). Mas não só: Xavi é também um extraordinário jogador e Pedro saído das escolas do clube não fica nada atrás das vedetas que não puderam jogar.
Desde muito cedo se percebeu que a dúvida quanto ao desfecho do jogo estaria apenas em saber por quantos o Barcelona iria ganhar.
Do lado do Real Madrid o mesmo problema de sempre: um amontoado de jogadores que não jogam como equipa. Cristiano Ronaldo, seguramente perturbado com a presença de Messi em campo, foi vulgar. Aliás, contam-se pelos dedos de uma mão os jogos decisivos em que Ronaldo tenha feito a diferença. Ontem, nem os livres conseguiu marcar com um mínimo de eficácia. Com excepção de Casilhas, ninguém no Real se distinguiu. Muita virilidade, às vezes até excessiva, como aconteceu com Sérgio Ramos, mas pouco mais.
Com esta vitória e com o calendário que tem pela frente, O Barcelona tem o título ao seu alcance, apesar dos dois, muito provavelmente três, compromissos europeus que ainda tem pela frente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

BENFICA GOLEADO EM LIVERPOOL



UMA DERROTA DESPRESTIGIANTE

A derrota do Benfica em Liverpool começou logo a seguir ao jogo contra a Naval. Jorge Jesus demonstrou falta de ambição quando começou muito antes do jogo a arranjar desculpas para um hipotético desaire. Esta a consequência de pela primeira vez na sua vida estar a orientar uma equipa grande. Que este jogo lhe sirva de lição e assuma com humildade os seus erros!
Jesus não compreendeu a importância das provas europeias para um clube que se quer afirmar. O campeonato é importante, mas a luta nas competições da UEFA não o é menos e os jogos destas competições têm de ser disputados sempre como máxima prioridade. São eles que, em última instância, asseguram o prestígio das equipas.
Ao ser derrotado por 4-1, o Benfica, na perspectiva de quem o olha na Europa, fica exactamente ao mesmo nível do Benfica dos últimos anos: sem prestígio.
Se os jogadores não tinham tempo para se recuperar, o jogo com a Naval deveria ser sido jogado no domingo, como aconteceu com todas as equipas em prova na Liga Europa, e não na segunda-feira.
Depois, não se compreende que Jesus tenha mudado quase toda a defesa. Incrível. Dai os quatro golos sofridos. Júlio César, que infelizmente se lesionou com gravidade, não convence na baliza, como hoje mais uma vez se viu. Retirar David Luis do centro da defesa para o pôr a lateral esquerdo é uma ideia incompreensível: fica-se a perder na lateral e no centro do terreno. Finalmente, Maxi Pereira, que ainda por cima não poderá jogar o próximo jogo do campeonato e portanto não tinha que ser poupado, não tem substituto no Benfica. Não se percebe porque não jogou.
Se a isto juntarmos a passividade de Cardozo, a noite não de Di Maria, a substituição de Carlos Martins e o que pareceu ser a diminuição física de Luisão mais grave a situação ainda fica.
O Benfica entrou a mandar no jogo até que ao primeiro golo do Liverpool, já muito perto da meia hora. Golo com largas culpas para Júlio César que ficou parado a ver o jogador do Liverpool (Kuyt) saltar. O juiz de linha ainda assinalou uma irregularidade que, a existir, só poderia ser um off-side em consequência de a bola ter tocado antes na cabeça de um jogador do Liverpool. Mas as sucessivas repetições não esclarecem se houve ou não toque, embora tenha havido um gesto nesse sentido por parte do jogador que saltou susceptível de induzir em erro o auxiliar. Fora isso, não houve qualquer irregularidade, tendo o árbitro agido bem ao validar o golo.
O segundo golo por Lucas resulta de uma falha de marcação no centro do terreno que não pode acontecer quando se joga com a defesa muito subida, como era o caso.
O terceiro golo por Torres resulta de um brilhante contra-ataque do Liverpool que o Benfica não foi capaz de acompanhar. E o quarto, também por Torres, de um erro semelhante ao que originou o segundo.
Cardozo ainda reduziu quando estavam três zero, mas por essa altura já o Liverpool mandava no jogo.
Digamos que a equipa nunca teve força anímica para ganhar, porventura por se ter instalado no subconsciente dos jogadores a ideia de que o que havia a fazer na Liga Europa já estava feito. Imperdoável!
Com esta derrota por números tão expressivos o Benfica agrava a sua situação no campeonato…

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GRANDE JOGO EM OLD TRAFFORD


BAYERN E LYON NAS MEIAS-FINAIS

Para quem desconhece o futebol alemão, tudo parecia acabado quando aos quarenta e um minutos da primeira parte Nani marcou o terceiro golo do Manchester United. Mas muito jogo ainda estava para vir. O Bayern nunca se desconjuntou, aos poucos foi adquirindo ritmo e ao fechar o primeiro tempo, numa jogada muito disputada fisicamente, Olic marcou e relançou eliminatória.
Na segunda parte, o jovem brasileiro Rafael, incapaz de conter as arrancadas de Ribéry, foi acumulando faltas e cartões acabando por ser expulso logo nos primeiros minutos. Reduzido a dez unidades, o Manchester nunca mais se reencontrou e o Bayern passou a dominar completamente o jogo, demonstrando que é uma grande equipa servida por excelentes executantes.
Quando o segundo golo já era há muito merecido, Robben na sequência de um canto, sem deixar bater a bola no chão, arrancou a meia distância um extraordinário pontapé, que Van der Sar com o seu metro e noventa e sete não conseguiu evitar.
Robben, que já tinha decisivo contra a Fiorentina, voltou a sê-lo hoje. É um fantástico jogador que o Real Madrid dispensou. Tanto ele, no Bayern, como Sneijder no Inter, fazem o que nenhum dos que o Real foi comprar consegue fazer. E a sorte do Real é ter ficado com Van der Vaart que só não foi dispensado, porque o clube de Madrid não conseguiu desfazer-se dele nas condições pretendidas.
A derrota do Bayern em Manchester por 3-2, tendo em conta o resultado da primeira mão, garantiu-lhe a passagem às meias-finais.
No outro jogo, a vitória por 1-0 do Bordéus não chegou para superar a derrota de 1-3 que havia sofrido em Lyon.

SUPER MESSI




BARCELONA E INTER NAS MEIAS-FINAIS

Lionel Messi demonstrou ontem mais uma vez que não tem rival no futebol mundial da actualidade e a continuar assim prepara-se para, a curto prazo, destronar Pelé e Maradona.
De facto, Messi faz o que ninguém faz. Ele é brilhante e genial. É simples e companheiro. Resolvendo tudo sozinho sempre que necessário, ele é também um extraordinário jogador de equipa.
Ontem, o Barcelona bateu o Arsenal por 4-1, com quatro golos de Messi. O Arsenal até nem começou mal, nem esteve mal durante o jogo. Messi é que foi muito forte.

No outro jogo, o Inter começou cedo a vencer, reforçou o resultado que levava de Milão e, como sempre, passou mais uma eliminatória sem entusiasmar. Venceu em Moscovo o CSKA por 1-0.
Nas meias-finais tudo será mais complicado, tanto para o Barcelona, como para o Inter. Messi não poderá contar nos jogos contra Mourinho com o fair play dos ingleses. Isso é coisa que Mourinho não sabe o que é.

LIVERPOOL: JESUS ATIRA A TOALHA?



UMA CONVERSA POUCO ANIMADORA

As declarações de Jesus antes da partida para Inglaterra são tudo menos animadoras. O Benfica foi, nos últimos anos, uma das poucas equipas que venceu em Anfield Road para a Liga dos Campeões. E conseguiu essa vitória com uma equipa bem inferior à actual, apesar de nela jogarem Miccolli e Simões.
Por aquilo que o Benfica vem fazendo este ano, interna e externamente, de forma alguma se justifica um discurso pouco optimista relativamente ao jogo de 5.ª feira. Tal discuso pode ter como consequência deixar instalar no subconsciente dos jogadores a ideia de que na Liga Europa já fizeram o que tinham de fazer.
E nada mais errado, quando a final está à vista. Na verdade, já se percebeu que o jogo das meias-finais, passe o Atlético ou o Valência, será teoricamente um jogo mais fácil do que o dos quartos-de-final. Por isso, o jogo de Liverpool deve ser jogado como se se tratase de um jogo decisivo, independentemente de o campeonato nacional continuar a ser a primeira prioridade do Benfica para este ano. Todavia, o que agora está pela frente é a Liga Europa, tanto mais que o campeonato só recomeça quase oito dias depois do jogo de Liverpool, havendo tempo mais que suficiente para recuperar toda a gente..
Há, portanto, fortes razões para que a equipa se empenhe ao máximo nos dois objectivos. Em Anfield Road terá de superar o eventual cansaço do jogo de ontem, podendo sempre recorrer jogadores menos cansados capazes de dar o eu contributo à equipa em excelentes condições físicas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

VILAS-BOAS TROCA AS VOLTAS AO SPORTING


OU AS CONSEQUÊNCIAS DA SUBALTERNIDADE


Pela segunda vez em seis meses, André Vilas-Boas trocou as voltas ao Sporting. Quando se supunha que os “leões” já tinham treinador para a próxima época, eis que surge uma vez mais o desmentido formal, mediante comunicação à CMVM.
O que se passou é conhecido. Logo que Vilas-Boas percebeu que tinha uma hipótese, ou até talvez uma promessa, de treinar o Porto na próxima época, cortou qualquer tipo de conversa com o Sporting.
O comportamento do actual treinador da Académica apenas evidencia a subalternidade do Sporting relativamente ao Porto. E justifica-se que assim aja, não tanto pela comparação dos resultados desportivos dos dois clubes, mas pela “colonização intelectual” de que o Sporting é vítima, muito por acção dos seus actuais dirigentes e, principalmente, dos seus comentadores desportivos, que vêem no Porto o seu aliado natural e relativamente ao qual recusam qualquer tipo de crítica por mais escandalosa que seja a situação em análise.
Quando um clube é colonizado por outro...ou se deixa colonizar na insensata pretensão de dessa situação tirar alguma vantagem colateral não é de estranhar que depois lhe aconteçam coisas destas.
A situação é tanto mais grave quanto é certo o Porto ainda não ter escohido o treinador para a próxima época. O que o Porto pretende é manter em stand by um leque variado de técnicos para na altura própria fazer a escolha em função do perfil que vier a definir.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

BENFICA: MAIS UMA VITÓRIA




DA DERROTA À GOLEADA

Num jogo muito emotivo, o Benfica derrotou a Naval 1.º de Maio no seu estádio por 4-2.
O jogo não poderia ter começado da pior forma para o Benfica. Aos doze minutos já perdia por dois zero, com umgolo de Fábio Júnior aos 2 minutos e outro de Bolívia. Mas é hoje muito difícil para qualquer eqiuipa não sofrer golos contra o Benfica. Na realidade, a Naval não teve sorte diferente da do Marselha e do Liverpool. Tal como estes, também começou a ganhar, mas perdeu.
O regresso de Weldon à equipa não poderia ter sido mais auspicioso. Em três minutos empatou o jogo com dois golos de cabeça cheios de oportunidade e de eficácia. Depois foi a vez de Di Maria corresponder da melhor forma a um excelente passe de David Luis.
A vencer ao intervalo, o Benfica aumentou a contagem logo no início da segunda parte, por Cardozo, e ainda poderia ter ido mais além se não tivesse desperdiçado as oportunidades criadas.
Esta é mais uma vitória indicutível, como têm sido todas as que o Benfica já somou desde o princípio a época. Há muitos, muitos anos que não se via no futebol português um líder sem mácula. De facto, não há um único jogo em que o Benfica tenha saído vitorioso suspeito do menor favorecimento. É certo que alguns daqueles que fizeram do mundo subterrâneo um percurso de vida falam de túneis e outras coisas do género, mas os túneis são exactamente os locais onde hoje eles exprimem pela via da violência a sua incapacidade de responder dentro do campo a adversários de maior valor.
A liderança do Benfica demonstra também que somente uma super-equipa pode, fora do que é hábito, aspirar a uma vitória no campeonato. Porque o Campeonato está mais competitivo? Não. Apenas porque somente quem for muito forte consegue vencer o sistema.