domingo, 9 de maio de 2010

A CAMINHADA DO BENFICA NA ÉPOCA 2009/2010




APENAS FALTOU ALGO PARA QUE FOSSE EXCELENTE

A época 2009/2010 do Benfica foi a todos os títulos notável, não apenas quando isoladamente analisada, mas principalmente quando comparada com as últimas vinte épocas. Dificilmente poderia ser melhor, depois de tudo aquilo por que o Benfica passou nos últimos anos.
Para ser excelente apenas faltou um resultado diferente em Liverpool e no Porto. Não são tanto as derrotas que estão em causa, nem até a expressividade de cada uma delas, mas antes o facto de a equipa ter falhado em dois momentos decisivos. O primeiro de afirmação na Europa, depois de uma carreira até então notável, o segundo de conquista do campeonato no campo do seu maior rival, depois de uma época interna quase impecável.
As demais derrotas não têm o mesmo significado. Não tem a derrota de Poltava, pois a eliminatória já estava ganha, nem a de Atenas, um simples acidente de percurso. O mesmo se diga da eliminação da Taça de Portugal pelo Guimarães e da derrota em Braga por 2-0. Em qualquer destes casos, o Benfica poderia ter ganho. Perdeu pelas contingências do jogo, sem que com isto se pretenda pôr em causa o mérito dos vencedores.
Também não foram os quatro empates na Liga que deslustram a época: o primeiro, contra o Marítimo, em circunstâncias normais teria terminado numa goleada; o de Alvalade, a zero, foi o menos conseguido de todos e onde talvez fosse exigível pedir mais; já os de Olhão e de Setúbal foram consentidos de forma diferente, mas são resultados perfeitamente normais numa liga com trinta jogos.
Para a história, se o Benfica ganhar o campeonato, ficará um dos melhores scores do futebol português nas provas por pontos, a duas voltas. Aliás, o melhor de sempre desde que as vitórias valem três pontos e os empates um.
Em circunstâncias normais, este campeonato já estaria ganho. Acontece que o Braga fez igualmente uma prova excepcional, também ela susceptível de justificar a vitória, se não tivesse encontrado pela frente um Benfica, até hoje, ainda melhor.
O Porto esteve ao seu nível. Não costuma fazer melhor, salvo no primeiro campeonato ganho por Mourinho, tristemente célebre por tal vitória ter coincidido com as visitas de árbitros a casa de Pinto da Costa, a “fruta” distribuída antes e depois dos jogos e ainda ao facto de haver vários jogos sob suspeita que aliás levaram à penalização desportiva do clube, em termos de resto muito brandos…
Aconteça o que acontecer mais logo no Estádio da luz, neste dia chuvoso e triste de Maio, o Benfica terá realizado, do ponto de vista exibicional, uma das épocas mais espectaculares da sua história, só mesmo comparável às dos tempos áureos da década de sessenta.
Os resultados obtidos devem-se aos jogadores, que igualmente formam um dos melhores planteis da história do clube e ao treinador Jorge Jesus que reintroduziu no Benfica uma mentalidade vencedora e espectacular, que, até à sua chegada, se julgava perdida para sempre.

DOMINGOS PACIÊNCIA NÃO TEM CLASSE



DECLARAÇÕES CONFORME UMA ESCOLA E UMA CULTURA

Domingos Paciência pode ser um bom treinador. Tudo indica que sim. O seu trabalho na Académica e no Braga apontam nesse sentido. Mas como homem do desporto não tem classe. É mesquinho, ressentido, despeitado e sem grandeza na vitória nem dignidade na derrota.
Estando o campeonato a uma jornada do fim, que tanto pode ditar a vitória do Braga como do Benfica, Domingos não encontrou outra maneira de justificar o actual segundo lugar do Braga senão dizendo que tudo nas duas equipas foi igual, salvo um pormenor que tudo diferenciou: o jogo de Guimarães que o Braga perdeu e que o Benfica ganhou, mesmo no fim, na sequência de uma falta inexistente na linha lateral do campo!
Esta declaração está bem de acordo com a cultura e a escola desportivo de que Domingos é oriundo. Uma cultura de desprezo pelo adversário e uma escola onde o que conta é a vitória qualquer que seja o meio por que se obtém.
Toda a gente sabe que o Braga fez um campeonato espectacular, apesar da derrota por 5-1 no Dragão, que dava para ser campeão em qualquer um dos anos anteriores. Suplantou o Porto, que esteve ao nível dos anos anteriores, mas não chegou até hoje para suplantar o Benfica, que fez ainda um campeonato mais espectacular, principalmente pelo modo muito concludente com que firmou a maior parte das suas vitórias.
Por outro lado, não há nada, absolutamente nada, que possa ser assacado às vitórias do Benfica. Pelo contrário, há razão para algumas queixas. O Braga nem sempre pode dizer o mesmo como, entre outros, o jogo contra o Guimarães em casa claramente ilustra.
As palavras de Domingos visando diminuir a eventual vitória do Benfica só o diminuem a ele….embora o aproximem da origem para onde mais tarde ou mais cedo voltará.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MOURINHO NA FINAL



O QUE IMPORTA É GANHAR?


Quem haveria de dizer no princípio do ano que o Inter de Milão iria estar na final da Champions League? Poucos acreditariam, tão pobre era o futebol da equipa italiana face ao brilho exibido por alguns dos seus concorrentes mais fortes.
A pobreza do futebol interista não evoluiu por aí além e o brilho também não. O que radicalmente mudou foi a eficácia. O Inter, pela primeira vez em dois anos, passou a ser uma equipa à imagem de Mourinho. Uma equipa apenas preocupada com a vitória, qualquer que seja a despersonalização porque tenham de passar os seus jogadores. Desde que o objectivo se alcance, tudo bem. Um objectivo, porém, que serve muito mais os interesses de Mourinho do que o prestígio da equipa que lhe serve de instrumento.
Foi assim com o Porto, onde esta atitude servia bem a Pinto da Costa, que perfilha idêntica “ideologia”. Foi assim no Chelsea, com o apoio dos adeptos e o desagrado de alguns jogadores (logo marginalizados) e do próprio presidente, que, tanto como vitórias, almejava por brilho, espectáculo e prestígio do clube. É assim no Inter, onde os dirigentes, afastados há muito da alta roda europeia, aceitavam qualquer solução que privilegiasse a vitória, além de que a Itália não é, desde sempre, especialmente famosa pela espectacularidade do seu futebol.
Contrariamente ao que muitos pensam, as vitórias de Mourinho não prestigiam particularmente Portugal. De uma maneira geral, os críticos enaltecem-lhe a busca obstinada do objectivo, mas reprovam-lhe os meios de que se serve para o alcançar.
Mourinho é um homem com sorte e com talento para alcançar o que pretende. O mais provável é que volte a ser campeão europeu

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A ARBITRAGEM DE OLEGÁRIO BENQUERENÇA




ESTRANHA, É O MÍNIMO QUE SE PODE DIZER

Num país onde os comentadores torcem claramente pelos clubes estrangeiros onde alinham jogadores portugueses ou por clubes treinados por portugueses com uma devoção semelhante à que devotam ao seu clube de eleição e sendo certo que o fenómeno toca muita outra gente, a decisão da UEFA, de nomear um árbitro português para o jogo de San Siro, foi uma imprudência.
Os catalães estão decepcionados com a arbitragem de Benquerença, e com toda a razão. Com excepção de um erro inicial, assinalando mal, um fora de jogo a Milito, todas as demais decisões da equipa de arbitragem foram sempre favoráveis ao Inter.
Como aqui já se disse, foram erros de mais. O segundo golo do Inter é precedido de uma falta sobre Messi não assinalada. O terceiro golo é marcado por Milito em off-side. O cartão amarelo a Daniel Alves é incompreensível. Ele foi derrubado dentro da área. Penalty, portanto. Benquerença considerou que houve simulação.
Mas houve mais: um jogador do Barcelona tentou, dentro da área do Inter, dominar a bola com o peito, mas foi de imediato empurrado sem que nenhuma falta tivesse sido marcada. Mais ainda: à entrada da área do Barcelona um jogador do Inter caiu e tocou várias vezes a bola com a mão. O árbitro marcou livre (perigoso) contra o Barcelona.
Benquerença vai ao Mundial, como se sabe, mas também se sabe que aqui há uns anos só ele não viu Vítor Baia tirar uma bola que estava mais de trinta centímetros dentro da baliza. E desde então não deixou de merecer os elogios do presidente do Porto.
Mourinho está longe, já há uns anos, mas mantém uma parceria muito interessante com Pinto da Costa. Ainda há duas épocas lhe comprou um jogador por quase trinta milhões de euros (isto é, comprou com o dinheiro do Inter), enfim, um preço que nem de perto nem de longe ninguém na Europa pagaria por ele. De resto, viu-se. O rendimento do jogador, em dois anos, foi nulo!
Mas já antes tinha pago (isto, pagou Abramovich) vinte milhões por Paulo Ferreira, que, com toda a simpatia que mereça, também não vale nada que se pareça com aquela verba.

VITÓRIA DO BAYERN E DO ATLÉTICO DE MADRID



BAYERN MAIS PERTO DA FINAL
Um pouco sem surpresa o Bayern de Munique venceu ontem o Lyon por 1-0 com mais um golo de Robben, o mais valioso jogador dos bávaros nos confrontos europeus.
O Bayern correu o risco de ver repetida ao contrário a situação de Old Trafford. Ribéry foi expulso – e bem expulso – por volta da meia hora e as coisas poderiam complicar-se. Faltava muito tempo para o fim do jogo. Mas do lado do Lyon houve quem ajudasse. Em pouco menos que cinco minutos Toulalan levou dois cartões amarelos e foi expulso. Com dez contra dez o Lyon nunca mais se encontrou. Só mesmo no fim do jogo voltou a aparecer junto da baliza de Butt. Os resumos passados nas televisões são enganadores. O Bayern dominou praticamente durante todo o jogo e no período em que esteve em inferioridade numérica equilibrou a partida.
Robben que fez uma excelente partida ficou a saber, se tinha dúvidas, quem ordena as substituições.
Na meia-final da Taça Europa o Atlético de Madrid venceu o Liverpool por 1-0, em Vicente Calderon, num jogo em que os madrilistas foram sempre superiores. Se vai chegar ou não para passar a eliminatória, logo se verá.
É um pouco penoso seguir um jogo de futebol comentado por Rui Santos. Apesar de ser óbvia a superioridade do Atlético de Madrid, ele foi arranjando desculpas para a derrota dos ingleses responsabilizando o árbitro, a UEFA, enfim, fazendo a intriga paranóica sem a qual não consegue viver.
No outro jogo, em Hamburgo, o Fulham empatou a zero.

terça-feira, 20 de abril de 2010

PAULO SÉRGIO CAMPEÃO!




O NOVO TREINADOR DO SPORTING

Depois de muitas hesitações e outros tantos boatos, o Sporting contratou o actual treinador do Vitória de Guimarães por duas épocas e opção por mais uma.
Aos seis meses de Carvalhal seguem-se os vinte e quatro de Paulo Sérgio, com extensão até trinta e seis.
O treinador contratado retribuiu a confiança adiantando desde logo que o objectivo é ser campeão. O que não deixa de ser um objectivo muito enternecedor para quem ainda nem sequer sabe com que jogadores vai contar e, ao que se diz, para quem vai ter uma interferência mínima na formação do plantel.
É “génio” de Costinha a funcionar. E do novo empresário. E já agora também de Bettencourt que não se tem cansado de dar provas da sua enorme competência.
Entretanto, Carvalhal é tratado como uma mulher-a-dias sem contrato. O novo treinador fala em nome do Sporting tendo o clube ainda um treinador no activo e, pior do que isso, dá entrevistas em nome do Sporting quando ainda se encontra ao serviço de um clube que, pelo menos, teoricamente ainda disputa o quarto lugar com o Sporting. Singularidades do futebol português.
Ainda o presente campeonato não terminou (nem sequer há ainda campeão), mas já se pode anunciar que para o ano haverá quatro campeões garantidos!

O INTER DE MILÃO BATEU O BARCELONA



MOURINHO NA FINAL?

O Inter ganhou por uma margem que poucas pessoas ou talvez mesmo ninguém julgaria possível antes do jogo. Chegar a Camp Nou com dois golos de vantagem é um feito ao alcance de poucos.
O Barcelona cometeu erros no sector defensivo que normalmente não vemos. Mas o mérito deve ser imputado ao Inter que através da sua forma pressionante de jogar deixou o Barcelona trocar a bola apenas em zonas de pouco perigo e depois em passes longos, para as costas da defesa do Barcelona, arranjou espaços que lhe permitiram por três vezes marcar. E na primeira parte, pelo menos, por mais duas vezes também o poderia ter feito.
Depois de estar a perder por 3-1, o Barcelona, com a eliminatória em risco, deu tudo o que podia para marcar mais um golo. Pressionou o Inter até mais não poder e a equipa italiana, com alguma sorte, e muita tenacidade, conseguiu resistir e manter a margem com que o jogo terminou.
Em Camp Nou dificilmente o Barcelona superará a desvantagem que trouxe de Milão. Só uma catástrofe impedirá Mourinho de estar na final.
O Inter pode ainda dar-se por satisfeito com a arbitragem do português Olegário Benquerença que tomou algumas decisões incompreensíveis. É discutível se este jogo deveria ser arbitrado por um português.
O realizador italiano não mostrou (porque não quis) se o terceiro golo, marcado por Milito, foi em fora de jogo, como pareceu. O segundo golo é precedido de uma falta sobre Messi não assinalada. O árbitro não assinalou um empurrão dado na área do Inter a um jogador do Barcelona no ressalto de uma bola dividida. Marcou livres ao contrário à entrada da área do Inter. Enfim, considerou simulação de Daniel Alves uma jogada que poderia ter sido marcado penalty. São erros a mais num jogo só.
O Barcelona percebeu hoje o que é perder nas condições em que o ano passado o Chelsea foi eliminado.

BENFICA A UM PASSO DO TÍTULO





GRANDE JOGO EM COIMBRA

Com a vitória, em Coimbra, por 3-2, o Benfica não garantiu o título, mas deu um grande passo para o alcançar. Com dois jogos em casa e um fora, dificilmente o Benfica deixará de somar os quatro pontos de que precisa para ser campeão.
No jogo de Coimbra, Weldon e Di Maria voltaram a ser decisivos, mas seria injusto não sublinhar também a generosa exibição de Coentrão e a regularidade de Ruben Amorim durante toda a partida.
O jogo começou bem para o Benfica, que antes dos três minutos já tinha marcado numa cabeçada oportuna de Weldon na sequência de um lançamento da linha lateral. A Académica é, todavia, uma equipa com bons executantes e com excelente fio de jogo. Não se entregou e foi mantendo o Benfica em respeito sempre que atacava. Logo se percebeu que o jogo não ia ser fácil. E assim foi. Antes da meia hora a Académica empatou num remate de longe. É visível que o jogador da Académica ajeita ligeiramente a bola com o braço direito para preparar o remate. Mesmo assim, o pontapé seria defensável se não tivesse tocado num jogador do Benfica e traído Quim.
O Benfica continuou à procura do golo, mas via-se que a defesa, sem Luisão (castigado), não assegurava a mesma tranquilidade. Em mais um ataque do Benfica, Di Maria, na esquerda, desenvencilhou-se de dois adversários e a bola cruzada sobrou para Weldon que, novamente, com muita oportunidade marcou quase sobre o fim do primeiro tempo.
Na segunda parte o jogo continuou com a mesma toada intensa, sem que o Benfica fosse tão dominador como normalmente tem sido na generalidade dos jogos. Mesmo assim, Di Maria, isolado, perdeu uma excelente oportunidade de fazer o 3-1, rematando fraco para a defesa do guarda-redes. Mas logo se redimiu. Em mais uma excelente jogada na esquerda, isolou-se na área, junto à linha, e cruzou atrasado para Ruben Amorim fazer o 3-1.
Parecia que o resultado estava feito e o jogo acabado. Contudo, o Benfica não demonstrou a serenidade de outros jogos: nem atacou com força, nem manteve o controlo da bola. A defesa e o meio-campo fizeram várias asneiras. Numa delas, a Académica com um remate de muito longe, que passou entre vários jogadores do Benfica, fez o 2-3 e o Benfica voltou a tremer. Faltavam cerca de cinco minutos para acabar o jogo, mas via-se que a equipa não estava tranquila.
Foi um jogo vibrante, intenso, como deveriam ser todos os que se disputam na liga nacional. Infelizmente, não são.
Nos outros jogos, o Braga já havia ganho com toda a naturalidade ao Leixões por 3-1, mantendo a pressão sobre o Benfica. O Porto também ganhou em casa 3-0 ao Vitória de Guimarães, que nunca esteve à altura de incomodar a equipa portista. E o Sporting ganhou em casa ao Setúbal 2-1, depois de ter estado a perder.
Na sexta-feira, o Paços de Ferreira perdeu em casa com a Naval 1-3 e Olhanense também perdeu em Olhão contra o Marítimo por 1-2. O Nacional ganhou à União de Leiria 2-0 e o Belenenses empatou com o Rio Ave 0-0 no Restelo.
Dificilmente o Belenenses e o Leixões evitarão a descida.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O QUE PERDERAM COSTINHA, JOÃO MOUTINHO E C.ª?




AQUELA CONVERSA NÃO É NORMAL

Reflectindo umas horas mais tarde…Aquela conversa do Costinha e do João Moutinho não é normal.
O Sporting luta por assegurar o quarto lugar. Leva vantagem sobre os concorrentes, nomeadamente sobre o Guimarães. Vai com mais de vinte e tal pontos de atraso do Benfica (23 antes de começar o jogo, 26 no fim do jogo). Se tivesse empatado ficaria como estava.
No jogo jogado o Sporting não esteve mal na primeira parte: equilibrou o jogo e até em alguns momentos suplantou o Benfica, sem que nunca se possa falar de domínio.
E isto só é notícia porque o Benfica, com excepção do jogo de Liverpool, não tem dado folga aos seus adversários. Têm-nos dominado. O Sporting sabe disso e o Porto também. Não fora esta supremacia, o equilíbrio do jogo na primeira parte seria perfeitamente normal, tanto mais que se tratava de um derby.
Depois veio a segunda parte e foi o que se viu. O Benfica entrou para ganhar e ganhou. O Sporting quase desapareceu do jogo.
Então como se justificam as palavras odiosas de Costinha e de João Moutinho? Como se justifica que um director desportivo vá falar em vez do treinador para fazer um ataque infundamentado ao árbitro…ele que nada teve a ver com o jogo? Como se justifica que João Moutinho, mal o jogo acabou, tenha tido uma conversa parecida para surpresa de toda a gente? Claro que perderam e ninguém gosta de perder. Mas a dúvida que fica pela absurda desproporção entre o que se passou em campo e as palavras daqueles sportinguistas é se eles não perderam algo mais do que os três pontos. Será possível? Infelizmente, hoje tudo é possível…

SPORTING A 26 PONTOS DO BENFICA



COSTINHA RIDÍCULO

O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting num jogo em que esteve muito melhor na segunda parte do que na primeira.
Nos primeiros quarenta e cinco minutos, o Benfica experimentou algumas dificuldades perante um Sporting que não o deixou jogar. Não foi nesse período um jogo emocionante, com excepção de uma jogada de bola corrida do Sporting que poderia ter dado golo. No resto, houve muita luta, alguns lances de bola parada e ficava a incógnita de com as equipas se apresentariam na segunda parte.
No segundo tempo tudo mudou. Entrou Pablo Aimar, o Sporting não aguentou mais a pressão que vinha fazendo sobre o Benfica, e o Benfica começou a fazer o seu futebol. Desde logo se percebeu que, mais tarde ou mais cedo, o Benfica marcaria.
E assim aconteceu aos 68 minutos, quando Cardozo, já lesionado, emendou com o pé esquerdo um centro-remate de Coentrão. A seguir Cardozo saiu e entrou Kardec, sempre muito lutador e combativo. Entretanto, Pablo Aimar já tinha trazido a marca da sua categoria ao futebol da equipa. E dez minutos depois do primeiro golo, Ramires isolou-o com um excelente passe e ele fez o 2-0.
O jogo estava ganho. A poucos minutos do fim saiu Carlos Martins e entrou Airton que sempre que entrou deu muito boa conta de si.
O Sporting, durante toda a segunda parte, nunca mais se encontrou. Por isso, a derrota não tem discussão.
É por isso ridícula, absolutamente ridícula, a intervenção de Costinha no final do jogo em substituição de Carvalhal. Se é “aquilo” o que o Sporting tem para oferecer, bem pode preparar-se para uma próxima época igual à deste ano.
É lamentável que um treinador ou um director desportivo ou um jogador responsabilizem o árbitro por uma derrota que apenas resulta da superioridade do adversário, como toda a gente viu.
A equipa de arbitragem esteve bem, equilibrada e serena. Poderia, na primeira parte, ter marcado um penalty a favor do Benfica por Carriço ter defendido uma bola com a mão dentro da área, mas aceita-se que neste tipo de lances o árbitro tenha uma leitura diferente.

domingo, 11 de abril de 2010

BARCELONA: VITÓRIA EM MADRID



REAL VOLTA A PERDER JOGO DECISIVO

O Barcelona venceu naturalmente o Real Madrid, no Santiago de Bernabéu, por 2-0. Nunca esteve em causa durante todo o jogo a superioridade da equipa catalã. O domínio era de tal natureza que por vezes o jogo mais parecia um treino entre duas equipas de valia muito diferente do que uma partida decisiva para a conquista do título.
O Barcelona é hoje a equipa que melhor joga futebol na Europa. E fá-lo como equipa, não obstante as muitas e valiosas vedetas que a integram. Joga sempre como equipa e em função da equipa e nunca em função das suas extraordinárias individualidades. Entre as quais avulta a super classe de Messi, como ainda ontem se viu. Marcou um belo golo, poderia ter marcado mais dois não fora a classe de Casilhas (a grande vedeta do Real Madrid). Mas não só: Xavi é também um extraordinário jogador e Pedro saído das escolas do clube não fica nada atrás das vedetas que não puderam jogar.
Desde muito cedo se percebeu que a dúvida quanto ao desfecho do jogo estaria apenas em saber por quantos o Barcelona iria ganhar.
Do lado do Real Madrid o mesmo problema de sempre: um amontoado de jogadores que não jogam como equipa. Cristiano Ronaldo, seguramente perturbado com a presença de Messi em campo, foi vulgar. Aliás, contam-se pelos dedos de uma mão os jogos decisivos em que Ronaldo tenha feito a diferença. Ontem, nem os livres conseguiu marcar com um mínimo de eficácia. Com excepção de Casilhas, ninguém no Real se distinguiu. Muita virilidade, às vezes até excessiva, como aconteceu com Sérgio Ramos, mas pouco mais.
Com esta vitória e com o calendário que tem pela frente, O Barcelona tem o título ao seu alcance, apesar dos dois, muito provavelmente três, compromissos europeus que ainda tem pela frente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

BENFICA GOLEADO EM LIVERPOOL



UMA DERROTA DESPRESTIGIANTE

A derrota do Benfica em Liverpool começou logo a seguir ao jogo contra a Naval. Jorge Jesus demonstrou falta de ambição quando começou muito antes do jogo a arranjar desculpas para um hipotético desaire. Esta a consequência de pela primeira vez na sua vida estar a orientar uma equipa grande. Que este jogo lhe sirva de lição e assuma com humildade os seus erros!
Jesus não compreendeu a importância das provas europeias para um clube que se quer afirmar. O campeonato é importante, mas a luta nas competições da UEFA não o é menos e os jogos destas competições têm de ser disputados sempre como máxima prioridade. São eles que, em última instância, asseguram o prestígio das equipas.
Ao ser derrotado por 4-1, o Benfica, na perspectiva de quem o olha na Europa, fica exactamente ao mesmo nível do Benfica dos últimos anos: sem prestígio.
Se os jogadores não tinham tempo para se recuperar, o jogo com a Naval deveria ser sido jogado no domingo, como aconteceu com todas as equipas em prova na Liga Europa, e não na segunda-feira.
Depois, não se compreende que Jesus tenha mudado quase toda a defesa. Incrível. Dai os quatro golos sofridos. Júlio César, que infelizmente se lesionou com gravidade, não convence na baliza, como hoje mais uma vez se viu. Retirar David Luis do centro da defesa para o pôr a lateral esquerdo é uma ideia incompreensível: fica-se a perder na lateral e no centro do terreno. Finalmente, Maxi Pereira, que ainda por cima não poderá jogar o próximo jogo do campeonato e portanto não tinha que ser poupado, não tem substituto no Benfica. Não se percebe porque não jogou.
Se a isto juntarmos a passividade de Cardozo, a noite não de Di Maria, a substituição de Carlos Martins e o que pareceu ser a diminuição física de Luisão mais grave a situação ainda fica.
O Benfica entrou a mandar no jogo até que ao primeiro golo do Liverpool, já muito perto da meia hora. Golo com largas culpas para Júlio César que ficou parado a ver o jogador do Liverpool (Kuyt) saltar. O juiz de linha ainda assinalou uma irregularidade que, a existir, só poderia ser um off-side em consequência de a bola ter tocado antes na cabeça de um jogador do Liverpool. Mas as sucessivas repetições não esclarecem se houve ou não toque, embora tenha havido um gesto nesse sentido por parte do jogador que saltou susceptível de induzir em erro o auxiliar. Fora isso, não houve qualquer irregularidade, tendo o árbitro agido bem ao validar o golo.
O segundo golo por Lucas resulta de uma falha de marcação no centro do terreno que não pode acontecer quando se joga com a defesa muito subida, como era o caso.
O terceiro golo por Torres resulta de um brilhante contra-ataque do Liverpool que o Benfica não foi capaz de acompanhar. E o quarto, também por Torres, de um erro semelhante ao que originou o segundo.
Cardozo ainda reduziu quando estavam três zero, mas por essa altura já o Liverpool mandava no jogo.
Digamos que a equipa nunca teve força anímica para ganhar, porventura por se ter instalado no subconsciente dos jogadores a ideia de que o que havia a fazer na Liga Europa já estava feito. Imperdoável!
Com esta derrota por números tão expressivos o Benfica agrava a sua situação no campeonato…

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GRANDE JOGO EM OLD TRAFFORD


BAYERN E LYON NAS MEIAS-FINAIS

Para quem desconhece o futebol alemão, tudo parecia acabado quando aos quarenta e um minutos da primeira parte Nani marcou o terceiro golo do Manchester United. Mas muito jogo ainda estava para vir. O Bayern nunca se desconjuntou, aos poucos foi adquirindo ritmo e ao fechar o primeiro tempo, numa jogada muito disputada fisicamente, Olic marcou e relançou eliminatória.
Na segunda parte, o jovem brasileiro Rafael, incapaz de conter as arrancadas de Ribéry, foi acumulando faltas e cartões acabando por ser expulso logo nos primeiros minutos. Reduzido a dez unidades, o Manchester nunca mais se reencontrou e o Bayern passou a dominar completamente o jogo, demonstrando que é uma grande equipa servida por excelentes executantes.
Quando o segundo golo já era há muito merecido, Robben na sequência de um canto, sem deixar bater a bola no chão, arrancou a meia distância um extraordinário pontapé, que Van der Sar com o seu metro e noventa e sete não conseguiu evitar.
Robben, que já tinha decisivo contra a Fiorentina, voltou a sê-lo hoje. É um fantástico jogador que o Real Madrid dispensou. Tanto ele, no Bayern, como Sneijder no Inter, fazem o que nenhum dos que o Real foi comprar consegue fazer. E a sorte do Real é ter ficado com Van der Vaart que só não foi dispensado, porque o clube de Madrid não conseguiu desfazer-se dele nas condições pretendidas.
A derrota do Bayern em Manchester por 3-2, tendo em conta o resultado da primeira mão, garantiu-lhe a passagem às meias-finais.
No outro jogo, a vitória por 1-0 do Bordéus não chegou para superar a derrota de 1-3 que havia sofrido em Lyon.

SUPER MESSI




BARCELONA E INTER NAS MEIAS-FINAIS

Lionel Messi demonstrou ontem mais uma vez que não tem rival no futebol mundial da actualidade e a continuar assim prepara-se para, a curto prazo, destronar Pelé e Maradona.
De facto, Messi faz o que ninguém faz. Ele é brilhante e genial. É simples e companheiro. Resolvendo tudo sozinho sempre que necessário, ele é também um extraordinário jogador de equipa.
Ontem, o Barcelona bateu o Arsenal por 4-1, com quatro golos de Messi. O Arsenal até nem começou mal, nem esteve mal durante o jogo. Messi é que foi muito forte.

No outro jogo, o Inter começou cedo a vencer, reforçou o resultado que levava de Milão e, como sempre, passou mais uma eliminatória sem entusiasmar. Venceu em Moscovo o CSKA por 1-0.
Nas meias-finais tudo será mais complicado, tanto para o Barcelona, como para o Inter. Messi não poderá contar nos jogos contra Mourinho com o fair play dos ingleses. Isso é coisa que Mourinho não sabe o que é.

LIVERPOOL: JESUS ATIRA A TOALHA?



UMA CONVERSA POUCO ANIMADORA

As declarações de Jesus antes da partida para Inglaterra são tudo menos animadoras. O Benfica foi, nos últimos anos, uma das poucas equipas que venceu em Anfield Road para a Liga dos Campeões. E conseguiu essa vitória com uma equipa bem inferior à actual, apesar de nela jogarem Miccolli e Simões.
Por aquilo que o Benfica vem fazendo este ano, interna e externamente, de forma alguma se justifica um discurso pouco optimista relativamente ao jogo de 5.ª feira. Tal discuso pode ter como consequência deixar instalar no subconsciente dos jogadores a ideia de que na Liga Europa já fizeram o que tinham de fazer.
E nada mais errado, quando a final está à vista. Na verdade, já se percebeu que o jogo das meias-finais, passe o Atlético ou o Valência, será teoricamente um jogo mais fácil do que o dos quartos-de-final. Por isso, o jogo de Liverpool deve ser jogado como se se tratase de um jogo decisivo, independentemente de o campeonato nacional continuar a ser a primeira prioridade do Benfica para este ano. Todavia, o que agora está pela frente é a Liga Europa, tanto mais que o campeonato só recomeça quase oito dias depois do jogo de Liverpool, havendo tempo mais que suficiente para recuperar toda a gente..
Há, portanto, fortes razões para que a equipa se empenhe ao máximo nos dois objectivos. Em Anfield Road terá de superar o eventual cansaço do jogo de ontem, podendo sempre recorrer jogadores menos cansados capazes de dar o eu contributo à equipa em excelentes condições físicas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

VILAS-BOAS TROCA AS VOLTAS AO SPORTING


OU AS CONSEQUÊNCIAS DA SUBALTERNIDADE


Pela segunda vez em seis meses, André Vilas-Boas trocou as voltas ao Sporting. Quando se supunha que os “leões” já tinham treinador para a próxima época, eis que surge uma vez mais o desmentido formal, mediante comunicação à CMVM.
O que se passou é conhecido. Logo que Vilas-Boas percebeu que tinha uma hipótese, ou até talvez uma promessa, de treinar o Porto na próxima época, cortou qualquer tipo de conversa com o Sporting.
O comportamento do actual treinador da Académica apenas evidencia a subalternidade do Sporting relativamente ao Porto. E justifica-se que assim aja, não tanto pela comparação dos resultados desportivos dos dois clubes, mas pela “colonização intelectual” de que o Sporting é vítima, muito por acção dos seus actuais dirigentes e, principalmente, dos seus comentadores desportivos, que vêem no Porto o seu aliado natural e relativamente ao qual recusam qualquer tipo de crítica por mais escandalosa que seja a situação em análise.
Quando um clube é colonizado por outro...ou se deixa colonizar na insensata pretensão de dessa situação tirar alguma vantagem colateral não é de estranhar que depois lhe aconteçam coisas destas.
A situação é tanto mais grave quanto é certo o Porto ainda não ter escohido o treinador para a próxima época. O que o Porto pretende é manter em stand by um leque variado de técnicos para na altura própria fazer a escolha em função do perfil que vier a definir.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

BENFICA: MAIS UMA VITÓRIA




DA DERROTA À GOLEADA

Num jogo muito emotivo, o Benfica derrotou a Naval 1.º de Maio no seu estádio por 4-2.
O jogo não poderia ter começado da pior forma para o Benfica. Aos doze minutos já perdia por dois zero, com umgolo de Fábio Júnior aos 2 minutos e outro de Bolívia. Mas é hoje muito difícil para qualquer eqiuipa não sofrer golos contra o Benfica. Na realidade, a Naval não teve sorte diferente da do Marselha e do Liverpool. Tal como estes, também começou a ganhar, mas perdeu.
O regresso de Weldon à equipa não poderia ter sido mais auspicioso. Em três minutos empatou o jogo com dois golos de cabeça cheios de oportunidade e de eficácia. Depois foi a vez de Di Maria corresponder da melhor forma a um excelente passe de David Luis.
A vencer ao intervalo, o Benfica aumentou a contagem logo no início da segunda parte, por Cardozo, e ainda poderia ter ido mais além se não tivesse desperdiçado as oportunidades criadas.
Esta é mais uma vitória indicutível, como têm sido todas as que o Benfica já somou desde o princípio a época. Há muitos, muitos anos que não se via no futebol português um líder sem mácula. De facto, não há um único jogo em que o Benfica tenha saído vitorioso suspeito do menor favorecimento. É certo que alguns daqueles que fizeram do mundo subterrâneo um percurso de vida falam de túneis e outras coisas do género, mas os túneis são exactamente os locais onde hoje eles exprimem pela via da violência a sua incapacidade de responder dentro do campo a adversários de maior valor.
A liderança do Benfica demonstra também que somente uma super-equipa pode, fora do que é hábito, aspirar a uma vitória no campeonato. Porque o Campeonato está mais competitivo? Não. Apenas porque somente quem for muito forte consegue vencer o sistema.

quarta-feira, 31 de março de 2010

RICARDO COSTA

A COMPARAÇÃO É INEVITÁVEL

Ouve-se Ricardo Costa, brilhante, sério, competente e depois ouve-se o que existe no futebol português. E fica uma sensação de nojo irreprimível.

terça-feira, 30 de março de 2010

DAS JORNADAS DO ÚLTIMO DOMINGO


ALGUMA NOTAS

Ainda gostaríamos de ouvir os comentadores de segunda-feira e tantos outros que aos domingos andam pela TSF e pela Antena 1 se aquela bola cortada com a mão pela defesa central do Braga, quase no fim do jogo, tivesse acontecido na área do Benfica. Daqui até ao fim do campeonato não se calariam. Ou se aquele fora de jogo mal assinalado ao Cardozo, que o deixava isolado, tivesse sido marcado a um jogador do Braga. O que não teriam dito.
Como têm poucos assuntos onde pegar, lá vão falando dos túneis, não das agressões cometidas nos túneis, mas dos agredidos dos túneis como verdadeiros responsáveis pelas as agressões que sofreram. É possível encontrar algo assim fora deste triste e pobre país? Não, não existe. Lá fora os agressores são culpados e ponto. Quem os enaltecer é punido. Aqui é o contrário, os agredidos é que são enxovalhados!
Lá mais longe, o Wall Street Journal considera o Benfica o maior de Portugal.
Mudando de tema: alguém até hoje viu Ronaldo no Real Madrid festejar com os colegas um golo decisivo que não tenha sido marcado por ele? Nunca, o egocentrismo do rapaz é tal e o seu narcisismo atinge tal grau que ele até parece que fica seriamente aborrecido sempre que um colega decide um jogo. Quem tiver uma foto contrária ao que estou a dizer que ma mande…
Na Inglaterra o Arsenal perdeu dois pontos que lhe vão fazer muita falta. E também não vai ter vida difícil na próxima eliminatória da Champions League. Mas joga bem e os adeptos já ficam satisfeitos.
O Liverpool ganhou com facilidade e jogou bem, mas ainda continua a lutar por um lugar na Champions.
Mourinho cada vez mais apertado na Itália. Agora pelo Roma, que nos últimos tempos tem estado muito regular. Mesmo assim, Mourinho deve ganhar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

BELENENSES CADA VEZ MAIS ÚLTIMO



LEIXÕES AINDA LUTA

O Belenenses está cada vez mais último e dificilmente escapará à descida de divisão. Hoje, foi o adversário ideal para o FCP e para Hulk, regressado depois de longa paragem, por ter agredido dois “espectadores” no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz. Hulk é um excelente jogador e oxalá doravante só queira jogar a bola. Para ele e para o seu clube mais proveitosa do que a auspiciosa reaparição no Restelo, contra uma equipa sem força anímica para acabar o campeonato, teria sido o seu contributo no Emirates Stadium, contra o Arsenal. Infelizmente, a sua presença nos Emirates Stadium não conseguiu evitar uma pesadíssima derrota …
O Leixões derrotou a Naval por 1-0 e tenta desesperadamente entregar a lanterna a outrem. Mas a coisa não está fácil, porque o Olhanense foi a Vila do Conde ganhar 5-1 e o Setúbal também bateu o Nacional por 2-1.
Finalmente, o Guimarães, que ganhou com dificuldade à Académica por 1-0, e a União de Leiria, que bateu o Paços de Ferreira por 2-1, aproximam-se do Sporting com a intenção de lhe disputarem o quarto lugar.
Quanto mais cedo o campeonato ficar arrumado relativamente a estas questões – descida de divisão e acesso à UEFA – mais fácil ele ficará para o Braga…a menos que haja quem lhe queira disputar o segundo lugar.
Esta contradição insanável pode teoricamente facilitar a vida ao Benfica, como já aqui havíamos previsto. Mas é preciso esperar para ver….

QUEM DITOU A DECISÃO DO CONSELHO DE JUSTIÇA?




ATENÇÃO: PERIGO! ELES ESTÃO DE VOLTA!

São cada vez maiores as dúvidas que rodeiam o acórdão do Conselho de Justiça da Federação. Dentre os que votaram a favor há quem não concorde com a solução. O relator terá mudado de opinião em poucos dias.
Um jurista não pode ter escrito as barbaridades que constam do acórdão. Por muito degradado que ande o ensino do Direito, há um mínimo que toda a gente tem de saber. Além de que os conselheiros são na sua maioria gente reformada, gente de outro tempo, com outro saber. É de acreditar que nunca nenhum deles tenha cometido na sua vida como jurista um acto destes. Com mais clareza: uma decisão que revele tanta ignorância não é possível àquele nível.
Então o que se terá passado? Muito provavelmente o que se tem passado noutras ocasiões com os mesmos interessados. Já foram alguma vez condenados? Nunca. Para apanharam a ridícula punição desportiva associada ao Apito Dourado foi preciso, como toda a gente se recorda, suspender in acto um membro do CJ. Se não tivesse sido assim, nem esses castigo teriam sofrido.
Diz-se que o artigo de Costa Andrade, no Público, teria sido decisivo. Costa Andrade é um doente, um fanático do FCP, e o artigo que escreveu é também uma vergonha. Nem o regulamento disciplinar da Liga conhecia. É um artigo que definitivamente o desprestigia como professor.
A causa não estará, porém, nele. A causa é mais profunda.
Atenção: Perigo! Eles estão de volta!

domingo, 28 de março de 2010

BENFICA MAIS PERTO DO TÍTULO



VITÓRIA NA LUZ SOBRE O BRAGA

Depois do jogo desta noite o Benfica ficou indiscutivelmente mais perto do título, mas ainda há muito campeonato e jogos difíceis pela frente.
Se a vitória tivesse sido pelos mesmos números da derrota de Braga, a diferença que o Braga teria de superar seria de sete pontos. Como foi por 1-0, essa diferença desce para seis pontos.
Foi um grande jogo entre as duas melhores equipas portuguesas da actualidade. Apesar do jogo do Dragão, cuja derrota por números tão expressivos continua por explicar, o Braga apresenta-se no campeonato como a equipa mais regular depois do Benfica e de longe a que maiores dificuldades causou ao líder. Não que o Benfica não tenha estado por cima durante todo o jogo, com excepção último do quarto de hora, mas porque o Braga foi a equipa que até hoje mais dificultou a habitual manobra do Benfica. E até na parte final do jogo, onde o Benfica costuma ser fortíssimo, o Braga conseguiu impedir o habitual ímpeto benfiquista.
Por todas estas razões, a vitória foi difícil, embora justíssima. O Benfica poderia ter marcado noutras ocasiões, enquanto o Braga apenas por uma vez esteve à beira de o fazer.
O Braga é uma equipa recheada de bons jogadores que vale pelo conjunto, enquanto o Benfica tendo um excelente conjunto que vale também pelo talento individual dos seus jogadores.
Luisão esteve bem na defesa e marcou o golo decisivo, tal há uns anos o fez, no jogo contra o Sporting, no último campeonato que o Benfica venceu. David Luís foi menos exuberante do que nos últimos jogos, porventura por mérito do Braga. Tal como Maxi Pereira, enquanto Coentrão terá talvez sido um dos melhores em campo.
Carlos Martins jogou o que pôde, sem ter tido grandes hipóteses de ensaiar o seu remate de média distância. Javi Garcia fez um jogo muito seguro, muito atento nas dobragens dos laterais e não pareceu diminuído por ter sido advertido com um amarelo logo no início do jogo. Ramires, como sempre, incansável, em todas as zonas do campo.
Na frente Di Maria não esteve tão brilhante como noutros jogos, Saviola também não e Cardozo falhou algumas oportunidades, embora tivesse feito excelentes movimentações em toda a dimensão do terreno.
Aimar, que entrou a substituir Carlos Martins, falhou passes que não costuma falhar e pareceu algo nervoso, Ruben Amorim não entrou bem no jogo e Kardec mal teve tempo para aquecer.
Finalmente, Quim teve pouco trabalho, fez o que lhe competia, salvo na bola em que o Braga esteve à beira de marcar. Calculou mal a saída e ficou a meio caminho com poucas hipóteses de evitar o golo se a bola tivesse tomado a direcção da baliza.
A equipa do Braga está muito bem treinada, a ela se deve que o Benfica não tenha estado tão demolidor como noutras ocasiões, mas o seu treinador, como pessoa, tem pouca classe. Tem um discurso de permanente ressentimento, talvez impressionado com tudo o que se tem dito acerca do bullying, parece um menino queixinhas a quem todos os outros não param de fazer maldades. Só é pena que Jesus responda, mesmo indirectamente, àquela conversa irritante.

sábado, 27 de março de 2010

SPORTING PERDEU NA MADEIRA



NOVO CICLO DE DERROTAS?

Não há muito a dizer sobre o jogo da Madeira. O Marítimo foi melhor durante todo o jogo, principalmente na segunda-parte. Justifica-se o resultado de 3-2 a favor do Marítimo.
Com ou sem auto-golo de Pongole, o Sporting não merecia ganhar frente a um adversário que foi sempre superior. Nos últimos jogos o Marítimo tem tido alguns manifestos azares mas hoje o resultado está de acordo com a exibição. É de prever que o Marítimo faça um final de campeonato forte.
Quanto ao Sporting, voltou a instabilidade. Do treinador aos jogadores todos se sentem inseguros. Um presidente fraco e um Costinha que entrou na pior altura (aliás, as altas instâncias do Sporting supunham que a equipa iria perder a eliminatória com o Everton) não ajudam nada neste final de época.

quinta-feira, 25 de março de 2010

CONSELHO JUSTIÇA DA FPF II




AFINAL, JÁ NÃO HÁ DÚVIDAS: PARA O CJ OS STEWARDS SÃO PÚBLICO

É preciso não ter vergonha! É este o comentário que merece o acórdão do CJ da FPF. De facto, o futebol está mesmo podre.
O caso explica-se em poucas palavras: o Regulamento de Disciplina da Liga define no artigo 1.º o que se entende, para efeitos do Regulamento, por comissão disciplinar, clubes, dirigentes e agentes.
Diz o regulamento, agentes são:

Os dirigentes e funcionários dos clubes, jogadores, treinadores, auxiliares-técnicos, árbitros e árbitros assistentes, observadores dos árbitros e delegados da Liga, médicos, massagistas e, em geral, todos os sujeitos que participem nas competições profissionais organizadas pela Liga ou que desenvolvam actividade, desempenhem funções ou exerçam cargos no âmbito dessas competições”.

Mais á frente, quando regula as sanções aplicáveis aos jogadores, distingue entre infracções muito graves, graves e leves.
As muito graves decorrem de actos de corrupção, ou de agressões à equipa de arbitragem, a pessoas ligadas à FPF ou em sua representação, e a delegados ou a outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo.
As faltas graves decorrem de agressões aos delegados ou a outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo, a outros jogadores e ao público
As faltas disciplinares leves não têm relevância para este efeito.

O Regulamento não define especificamente o conceito de “público”, mas toda a gente sabe que o público é constituído por quem assiste ao jogo sem direito de acesso ou de permanência no recinto desportivo, ou seja, sem direito de acesso ou de permanência nos locais do recinto desportivo onde apenas podem estar os agentes, na definição que consta do artigo acima citado.

Neste quadro normativo, considerar que as forças de segurança, sejam públicas ou privadas, fazem parte do público é uma interpretação apenas possível num país que já perdeu completamente a vergonha!
Como é que esta decisão explica que os agredidos se encontrassem no túnel de acesso ao estádio? Como se explica que o Benfica não seja severamente punido por ter permitido ao “público” invadir um espaço reservado apenas a pessoas com direito de permanência e acesso ao recinto desportivo?

quarta-feira, 24 de março de 2010

CONSELHO JUSTIÇA DA FPF


UMA DECISÃO POLÉMICA

O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol reduziu drasticamente as sanções aplicadas aos jogadores do FCP pelas agressões de que foram autores no túnel da Luz a encarregados da segurança. Manteve, no que respeita ao Sporting de Braga, as sanções aplicadas.
Enquanto se não conhecer o acórdão não será possível adiantar comentários fundamentados. No entanto, parece poder concluir-se do que já foi tornado público que a factualidade em que assentou a anterior punição, da Comissão Disciplinar da Liga, não foi alterada. Portanto, a desgraduação da sanção só poderá ter assentado numa diferente qualificação jurídica dos agredidos e não da agressão.
As televisões noticiaram a alteração das sanções com base em infracção grave. No site oficial da FPF, infelizmente, apenas se diz que as sanções de Hulk e de Sapunaru foram alteradas respectivamente para 3 jogos de suspensão e multa de 2.500 euros e 4 jogos de suspensão e multa de 4.500 euros.
Pela leitura e interpretação do Regulamento da Disciplinar da Liga (RDL) não se percebe onde se fundamentam tais punições. Por isso, somente depois de conhecido o acórdão se poderá compreender a sua fundamentação jurídica.
Aparentemente o acórdão não terá considerado os agentes de segurança agentes para efeito da alínea d) do artigo 1.º do RDL. Fica a dúvida sobre a qualificação que lhes foi atribuída e a dúvida ainda maior acerca da legitimidade de se encontrarem no lugar onde se encontravam. De facto, se não são agentes, só podem ser “público”. Mas, nesses caso, como se justifica que o público esteja numa área de acesso reservado? O Benfica (ou qualquer outro clube) dirá que aqueles seguranças se encontravam no desempenho de funções de segurança impostas pela Liga e os seguranças agredidos, que provavelmente o acórdão equiparou ao público, vão dizer que estavam a desempenhar uma função (de que foram incumbidos pelo Benfica) no âmbito da competição em questão! Muito estranho este acórdão! Mas nada mais se pode adiantar sem o ler.
Por outro lado, foi negado provimento ao recurso interposto pelo Futebol Clube do Porto.
As consequências jurídicas deste acórdão são apenas as seguintes: Hulk e Sapunaru podem ser utilizados a partir de hoje. Não há, como é óbvio, outras. Nem pecuniárias, nem desportivas.
Parece haver ainda possibilidade de recurso da Liga e de outros interessados para Tribunal Arbitral do Desporto, com sede na Suíça, o que certamente não irá acontecer.
De seguro, apenas a confirmação de que os jogadores do Porto agrediram os seguranças de serviço no túnel da Luz. Certa apenas a confirmação de que a violência está sempre do mesmo lado. Certa ainda a confirmação de que a violência não só não é condenada, como é enaltecida por aqueles que têm um poder de direcção sobre os agressores!
ADITAMENTO
Meirim, dito especialista de direito desportivo, diz que o CSD não considerou os stewards "intevenientes no jogo". Onde é que Meirim leu essa definição de agente no Regulamento de Disciplinar da Liga?

VÍTOR PEREIRA E O JOGO DO ALGARVE


QUE FAZER?

Aguarda-se com alguma curiosidade o que Vítor Pereira vai fazer ao árbitro que apitou o jogo do passado domingo, no Algarve, entre o Benfica e o Porto.
Não adianta tecer muitas considerações sobre o que toda a gente viu. Houve quem, em todas as jogadas em que interveio, se comportasse em campo de forma indigna, insultando, agredindo a pontapé, à joelhada, à cotovelada, até com os pitons os adversários.
O árbitro viu, como toda a gente viu, no estádio e fora dele, sem necessidade de repetições nem de slow motions. Viu e nada fez.
Esta situação é muito mais grave do que a deturpação - propositada, negligente ou meramente ocasional - de um resultado. Neste caso pode perder-se um jogo ou não se ganhar, mas fica incólume a integridade física dos jogadores. No Algarve, só ficou por acaso.
Apesar de o árbitro do encontro ter um largo historial de “erros” acumulados, quase sempre contra os mesmos, não creio que se deva ir por aí. Talvez seja mais correcto afirmar-se que o árbitro foi covarde. E um árbitro covarde não pode apitar finais, nem jogos importantes, mesmo que não sejam decisivos.
Aliás, quem apreciar com alguma frieza o que se tem passado no futebol português neste último quarto de século, depressa chega à conclusão que a corrupção no sentido corrente do termo não assenta necessariamente em dinheiro ou favores de natureza semelhante. Sem deixar de haver pequenos favores profissionais, sociais e pessoais, a corrupção (no sentido com que a palavra aqui está empregue) assenta fundamentalmente num fortíssimo clima de coacção física e psicológica a que a maior parte dos árbitros que se situam no raio de acção onde ela se exerce não são capazes de resistir. Não são capazes porque são psicologicamente fracos e porque têm medo.
Como já se viu em tantas outras situações passadas com jogadores, com jornalistas e outros agentes desportivos, os autores morais daquela coacção não têm qualquer problema em consumar a ameaça que ela pressupõe se o receio da sua concretização não for levado a sério pelo coagido.
É esta cultura de violência que se estende a vários sectores da actividade e a outros tantos agentes da actividade desportiva que verdadeiramente explica as maiores poucas-vergonhas do futebol português. E como não se pode contar com a acção do poder judicial para as debelar, uma vezes porque quem tem a seu cargo a investigação não reúne as provas necessárias, outras porque a investigação é mal conduzida, outras ainda porque as decisões que acabam por ser proferidas são incompreensíveis para a generalidade das pessoas, há que pôr em prática outros meios que as evitem.
Desde logo não nomear árbitros que se situem no raio de acção onde essa coacção se possa exercer com mais facilidade. Mas não só. Por que não árbitros estrangeiros de reconhecido mérito para certos jogos? Uma coisa é certa: aquelas poucas vergonhas disciplinares não se passam em nenhum jogo da UEFA. Podem passar-se outras, mas aquelas não.
Finalmente, os clubes que estão realmente interessados na verdade desportiva deveriam publicamente desautorizar a participação dos seus adeptos ou associados em programas de comentário desportivo que tenham por protagonistas os “representantes” dos clubes. É por via destes programas que os batoteiros legitimam todas as batotas!

terça-feira, 23 de março de 2010

OS COMENTADORES DE FUTEBOL DO "PÚBLICO"



JORNALISTAS OU AVENÇADOS DO FCP?

Com muita frequência os chamados jornalistas do Público apenas se ocupam do FCP e das suas desgraças. Eles dão sugestões, eles dão lições de gestão desportiva, eles escolhem treinadores, eles dão a táctica, enfim eles não se cansam de demonstrar que estão ali ao serviço do FCP.
Quem daqui a uns anos quiser fazer um estudo do futebol português e tiver que referir-se ao que no último domingo se passou no Algarve vai certamente concluir que se passaram coisas diferentes consoante consultar o Público ou os outros jornais.
Sobre a violência dentro e fora do campo nem uma palavra. Apenas a imagem de desalento dos agressores.

MESSI, O MELHOR DO MUNDO


E PODE VIR A SER O MELHOR DE SEMPRE

Joan Laporta, Presidente do Barcelona, acha que Messi, além de ser o melhor do mundo – facto incontestável – poderá ser o melhor da história do futebol.
Dada a idade de Messi, 25 anos, não é difícil prever que poderá vir a ser o melhor jogador da história do futebol. Na actualidade, e mesmo nos anos mais próximos que antecederam o seu aparecimento, ninguém se lhe assemelha. Figo, Zidane, Ronaldinho (ainda em actividade) e até Ronaldo, o brasileiro, foram excelentes jogadores, mas nenhum deles se compara a Messi. Nem Zidane, o melhor dos quatro, nem Figo, logo atrás, estão ao nível de Messi.
Messi faz hoje mais do que Maradona fazia no seu tempo. E no tempo de Maradona o futebol já não era uma pêra-doce. Basta ver as verdadeiras batalhas campais a que foi submetido em Espanha e que o poderiam ter inutilizado para sempre para o futebol.
Todavia, Messi, para ser o melhor precisa de ganhar títulos e não apenas na equipa onde joga, que é uma equipa de elite, mas na selecção.
Maradona ganhou um campeonato de juniores e esteve em duas finais do Mundial, tendo ganho uma e perdido outra. Além destas vitórias, ou melhor, acima delas, ganhou dois campeonatos no Nápoles e uma Taça europeia, sendo bom não esquecer que o Nápoles está e estava longe de ser sequer uma equipa de segunda linha do futebol europeu. Isto tudo numa altura em que o futebol italiano estava no máximo, com as grandes equipas do Norte a ganharem tudo e o Roma também com uma grande equipa.
Pelé tem a seu favor três campeonatos do Mundo e um sem número de títulos pelo Santos, além de centenas e centenas de golos marcados.
Cruif, pela Holanda, nunca ganhou nada, apesar de ter ido uma vez à final do mundial. Ganhou pelo Ajax e pelo Barcelona. Mas está claramente abaixo de Pelé e Maradona.
Depois ainda há Di Stéfano, um jogador fantástico, que ganhou títulos em série pelo Real Madrid.
Finalmente, há Eusébio e Beckenbauer. São dois estilos completamente diferentes.
Se não tivessem sido as lesões no joelho, Eusébio teria ombreado com Pelé. Ganhou na Europa, no Benfica e chegou ao terceiro lugar do campeonato do mundo por um país que nunca sequer se tinha qualificado para uma fase final.
Beckenbauer foi a duas finais do campeonato do mundo (perdeu uma por um golo que ainda hoje se não sabe se entrou e ganhou outra). Além destes troféus, ganhou três Taças dos Campeões Europeus pelo Bayern e inúmeros campeonatos na Alemanha.
Em primeiro plano, ainda estão Pelé e Maradona, embora eu prefira Maradona, mas Messi pode lá chegar: ele faz o que ninguém faz ou fez. Mas precisa de ganhar o Campeonato do Mundo e mais títulos pelo Barcelona. Veremos se lá chega

segunda-feira, 22 de março de 2010

QUEM RESPONSABILIZA AS TELEVISÕES?






COMO É POSSÍVEL?

Quem responsabiliza as televisões por passarem programas de “comentário” desportivo feito por adeptos dos clubes?
Os ortodoxos dirão: é o mercado! O mercado, como já se viu, não responsabiliza nada, nem serve para regular o que quer que seja. Apenas serve, no caso do comentário futebolístico, para difundir a estupidez.
Passo ao acaso por uma estação televisiva onde eles estão. Ouço durante cerca de cinco minutos dois palhaços: um do Porto, outro do Benfica.
E percebo imediatamente que o do Porto no seu linguajar de pessoa boçal se prepara para justificar as barbaridades de alguns dos seus jogadores por um nervosismo inabitual…que só pode ter a sua origem no desgraçado do treinador e em alguém estranho ao clube que injustamente o persegue.
Sem pudor, nem respeito crucifica o guarda-redes, já com 36 anos, como quem deita fora um guardanapo usado. É um primário. Onde existe desta gente, medra outra, como a que ontem vimos no campo.
Mais uma vez faz a defesa da violência ao dizer que se mandasse o Benfica jogaria a final da Taça da Liga com a comissão Disciplinar da Liga.
O do Benfica, com a sua habitual cobardia, fugindo a todos os confrontos, muda ou tenta mudar o tema da conversa com graçolas patetas para não ter que responder. É impossível encontrar alguém mais gelatinoso, mais “moliquento” do que ele. Que repugnância!
O do Sporting, já não ouvi, nem como amostra. Aflige-me a sua ingenuidade primária e o seu fanatismo exacerbado.
Tirem esta gente da TV. Já!

O BENFICA VENCEU A TAÇA DA LIGA




APESAR DE HAVER DENTRO DO CAMPO UM ANIMAL SELVAGEM

O Benfica derrotou o FCP por 3-0 na final da Taça da Liga. Durante toda a partida apenas uma equipa dominou o jogo e demonstrou classe: o Benfica.
O Porto não teve em toda a partida uma única oportunidade, salvo um remate no início do jogo que Quim defendeu com classe. A defesa do Benfica dominou por completo os avançados do Porto. Desde muito cedo se percebeu quem iria ganhar o jogo. A dúvida estava em saber por quantos.
É certo que houve um “frango” do guarda-redes do Porto, mas sem frango o Benfica ganharia na mesma.
A linha média do Porto foi travada por Carlos Martins, Ruben Amorim e Aimar. Ninguém, no estádio, deu por ela. O tal jogador vindo da Madeira que tantas razões de queixa tinha da equipa do Benfica teria tido neste jogo uma óptima oportunidade para se desagravar. Infelizmente para o Porto ninguém o viu, havendo mesmo quem diga, mas erradamente, que não jogou.
No Benfica é de salientar mais uma vez a excelente prestação da defesa, a mesma que jogou em Marselha. O notável desempenho de Airton, que jogou como volante, em substituição de Javi Garcia. E a boa prestação de Kardec que lutou na frente sempre sem medo e com classe. Aimar e Di Maria exibiram a classe que se lhes reconhece.
Ramires, Saviola e Cardozo, que renderam Carlos Martins, Aimar e Kardec, jogaram como se tivessem entrado de início, tendo Cardozo, o último a entrar, ainda tido tempo para marcar o terceiro golo. Os outros dois foram marcados, o primeiro, por Ruben Amorim num remate de longe e, o segundo, por Carlos Martins num livre de trinta metros.
Falámos da coragem de Kardec e o mesmo se poderia dizer de outros jogadores do Benfica, a começar por Aimar, porque na equipa do Porto havia um animal em campo. Um animal que Jorge de Sousa permitiu que jogasse como se de um jogador se tratasse. De todas as vezes que disputava um lance, esse animal agredia o adversário. O árbitro que deveria ter chamado as forças da ordem para o enjaular permitiu que ele se mantivesse em campo durante todo o jogo como se dele fizesse parte.
Não será de admirar que Queiroz, telecomandado pelo Dragão, se proponha levar à selecção um animal. Se for esse o caso, como certamente acontecerá, será conveniente pô-lo a estagiar com alguma antecedência no Kruger Park para apurar a forma.
É espantoso que depois de tantas manifestações de violência do adversário os jogadores do Benfica tenham sido punidos com quatro cartões amarelos, em dois casos por terem sido agredidos.
Este árbitro é uma vergonha!

UMA CULTURA DE VIOLÊNCIA



DENTRO E FORA DO CAMPO

Antes do jogo da final da Taça da Liga, adeptos do FCP atacaram adeptos do Benfica nas estações de serviço da auto-estrada do Algarve, nas portagens de Paderne e nas imediações do Estádio do Algarve numa pura manifestação de violência gratuita.
Sabe-se que as claques de futebol são as grandes responsáveis, ou mesmo as únicas responsáveis, pelas manifestações de violência ligadas ao futebol. Nelas se acolhe gente da extrema-direita, marginais ligados ao crime e toda uma espécie de pessoas não recomendáveis a nenhum título. E todas sem excepção têm um triste curriculum.
Mas há quem, para além das claques, cultive a violência, a agressividade gratuita, como forma de estar no futebol, com o objectivo de por este meio abater o “inimigo”. É o que acontece a vários níveis no FCP.
Os agressores, sejam elementos das claques sejam jogadores, são imediatamente transformados em vítimas, desculpados quando não idolatrados e vistos como heróis, enfim, gente que, no campo de futebol ou nas ruas, se bateu com valentia contra os “mouros” e que só por isso merecem a admiração dos seus.
Os comentadores, o presidente, e muitos adeptos do FCP não poupam argumentos para os defender e justificar. Quem os ouve fica sempre com a certeza de que os actos desordeiros nunca são reprovados, antes pelo contrário são tidos como actos justificáveis, por esta ou por aquela razão, quanto mais não seja por se tratar de actos por meio dos quais se defende da honra do clube e as suas “gloriosas tradições”.
Desde os episódios dos túneis, em que os prevaricadores são orgulhosamente defendidos e considerados vítimas inocentes dos desacatos e agressões de que são autores até às claques que vandalizam tudo por onde passam, todos estes actos, sem excepção, nunca são desincentivados. Nunca se ouviu da parte dos dirigentes do FCP e dos seus comentadores televisivos uma palavra de condenação. Pelo contrário, fazem coro com eles em “vigílias de desagravo” e manifestações de repúdio pelas penas que lhes foram aplicadas pelos delitos que praticaram.
Não há no FCP uma única manifestação contrária à violência. E o responsável por isto tem um rosto e um nome: Pinto da Costa.
E é esta cultura que explica haja na própria equipa do Porto quem se comporte como um animal, com a complacência dos árbitros, como ainda hoje à noite se viu no Estádio do Algarve.

sábado, 20 de março de 2010

AFINAL, O QUE SE PASSA COM IZMAILOV?





VERSÕES CONTRADITÓRIAS



As notícias vindas de Moscovo não coincidem com as do Sporting. Afinal, quem fala verdade?

Um jogador pode transferir-se a meio da época sem autorização do clube? e se o fizer, o que acontece?

OS SORTEIOS DA UEFA


BENFICA DEFRONTA LIVERPOOL

Na Liga dos Campeões,o sorteio acasalou, de um lado, o Inter com o CSKA e o Arsenal com o Barcelona e, do outro, o duelo franco-francês entre o Lyon e o Bordéus e o anglo-bávaro entre o Bayern e o Manchester United.
Mourinho aparentemente ficou com o adversário mais fácil e o Barcelona com um dos mais difíceis. Correndo todos os riscos de quem antecipa resultados em futebol, o Barcelona e o Inter deverão defrontar-se nas meias finais. Em princípio, o Inter, pela sua segurança defensiva, levará vantagem sobre o CSKA, enquanto no Arsenal-Barcelona a equipa catalã tenderá a fazer a diferença relativamente a uma equipa que, exibindo um futebol tão vistoso quanto o do Barcelona e igualmente – ou até mais - eficaz, revela algumas fragilidades defensivas.
Do outro lado, as previsões são mais difíceis de fazer, dada a relativa equivalência das equipas, embora, tendo em conta a forma em que se encontram neste final de época, não pareça ousado supor que as meias finais se disputarão entre o Manchester e o Bordéus.
Na Liga Europa, ao Benfica terá calhado o adversário mais difícil, de todos o que de longe, muito longe, tem o melhor palmarés em todas as provas europeias. De acordo com este mesmo critério, sendo o Benfica, depois do Liverpool, das oito equipas presentes, a que tem melhor passado nas provas europeias e estando claramente em melhor forma e a jogar melhor futebol do que o Liverpool, é de acreditar que o Benfica, com as dificuldades próprias de quem defronta um grande adversário, ganhe a eliminatória.
No duelo espanhol, tanto o Valência como o Atlético poderão ganhar. A irregularidade tem sido a nota mais dominante das duas equipas. Mesmo assim, é de admitir que o Valência leve a melhor.
Nos outros dois jogos, quem se arrisca a prever um resultado? Tudo poderá acntecer, desde duas vitórias germânicas (Hamburgo e Wolfsburgo), passando pela derrota de ambos, até qualquer outra combinação.
A 8 de Abril se saberá como foi.

sexta-feira, 19 de março de 2010

SPORTING CAI EM ALVALADE




ATLÉTICO DE MADRID PASSA AOS QUARTOS-DE-FINAL

Num jogo bem disputado, o Sporting fez o que podia para passar a eliminatória que vinha de Madrid com um empate a zero.
Desfalcado, por razões regulamentares e por culpa própria, sem entrar em linha de conta com razões ainda mais graves (Izmailov), o Sporting apresentou-se frente ao Atlético de Madrid com o melhor onze de que poderia dispor.
O jogo começou da pior maneira para o Sporting, Agüero, excelente jogador, num cruzamento rasteiro antecipou-se a toda a defesa, guarda-redes incluído, e marcou o primeiro golo, logo aos três minutos de jogo, pondo a sua equipa em vantagem na eliminatória.
O Sporting reagiu bem e empatou pelo incontornável Liedson o melhor ponta-de-lança do campeonato português, juntamente com Falcao. O golo de Liedson é um prodígio de inteligência e intuição. Não há muitos jogadores que saibam fazer o que ele fez. Pouco tempo depois, Agüero numa excelente jogada de ataque finalizou com classe um belo passe de Reyes, outro grande jogador que o Benfica, o ano passado, recuperou.
Mesmo sobre o fim do primeiro tempo, Miguel Veloso de livre, com uma simulação de Polga, marcou o segundo e voltou a empatar a partida. É um tipo de golo que se começa a vulgarizar, por isso não pode deixar de imputar-se culpas a quem o sofre.
No segundo tempo, o Sporting entrou forte e teve por duas vezes oportunidade de se pôr em vantagem no jogo e na eliminatória. Não o conseguiu, mesmo lutando denodadamente até ao fim. O Atlético poderia igualmente ter marcado em dois remates de Reyes.
O Atlético não tem uma grande equipa, mas tem na frente excelentes jogadores capazes de resolver um jogo contra um adversário que não disponha das mesmas armas.
A incógnita que agora se levanta é saber o que vai o Sporting fazer até ao fim da época: vai continuar a lutar para garantir o quarto lugar e tentar, muito dificilmente, o terceiro ou vai cair a pique como aconteceu depois da derrota em Braga? A resposta dependerá muito mais da estrutura organizativa do Sporting (há muita gente a mandar por fora e por dentro…) do que do treinador e dos jogadores que até já deram provas de que com os parcos recursos de que dispõem são capazes de se superar e fazer o que ninguém esperava deles.

quinta-feira, 18 de março de 2010

GRANDE MAXI PEREIRA


GRANDE EXIBIÇÃO DO BENFICA EM MARSELHA

O Benfica realizou hoje uma grande exibição em Marselha durante todo o jogo. O Benfica dominou a partida de princípio a fim e, apesar de uma arbitragem que nem Jorge de Sousa nos seus “melhores dias” conseguiria imitar, não se deixou intimidar, jogou sempre para ganhar, mesmo depois de o Marselha ter estado em vantagem no ressalto de num lance de bola parada.
Os grandes jogadores do Marselha, Lucho, Niang e Brandão, quase não se viram, com excepção da jogada do golo, o que demonstra que o Benfica estava hoje muito mais preparado para defrontar o Marselha do que há oito dias, tal como Jesus havia advertido.
Os laterais do Benfica foram determinantes nesta vitória, com destaque para Maxi Pereira que teve durante todo o jogo todo o corredor direito a seu cargo. Marcou um golo, tal como havia feito em Lisboa, devendo considerar-se a justo título não apenas o homem do jogo, mas o homem da eliminatória.
Os centrais estiveram ao seu nível, com David Luís a ter tempo e arte para algumas “faenas”, e Luisão com a segurança de sempre. Na baliza, Júlio César teve pouco ou nenhum trabalho e dificilmente poderia ter feito mais no lance do golo.
A linha média foi de grande consistência, todos eles – Ramires, Javi Garcia e Carlos Martins – ajudando não só a construir grandes jogadas, como ainda neutralizando todas as jogadas potencialmente perigosas do adversário.
Na frente, Di Maria lançou o pânico frequentemente nas hostes marselheses, mas não foi protegido pelo árbitro que, inclusive, lhe mostrou um amarelo por ter protestado depois de um derrube indiscutível à entrada da área. Mas não se pode dizer que tenha sido um dos grandes dias de Di Maria. Foi um bom jogo, mas falhou bolas que noutras circunstâncias não falharia. Saviola pareceu mais ausente do jogo pelo papel táctico que lhe foi distribuído – e que cumpriu – mas também não foi, do ponto de vista individual, aquele Saviola que os adeptos gostam de ver. Finalmente, Cardozo parece mais lento e com menos capacidade de decisão do que noutras ocasiões. Também não esteve nos seus melhores dias, embora sempre muito esforçado.
Aimar entrou muito bem no jogo, fez um quarto de hora final notável, Miguel Vítor nem tempo teve de tocar na bola e Kardec foi decisivo com um remate vitorioso e indefensável próprio de um ponta-de-lança que não hesita na hora da verdade.
Os adeptos do Benfica têm todos os motivos para se sentirem contentes, têm uma grande equipa e um grande treinador!
É natural, mais do que natural é exigível, que no domingo, no Algarve, o Benfica jogue com uma segunda linha. Enfim, com jogadores que não estiveram presentes no Vélodrome.

quarta-feira, 17 de março de 2010

BARCELONA E BORDÉUS SEGUEM EM FRENTE




STUTTGART E OLYMPIAKOS FICAM PELO CAMINHO

Com toda a naturalidade o Barcelona quebrou a pequena tradição do Stuttgart de ainda não ter perdido fora nesta edição da Liga dos Campeões. Messi logo aos treze minutos abriu caminho à vitória com um excelente golo e depois seguiram-se mais três. O Barcelona, mesmo não estando na sua melhor forma ou não estando na forma do ano passado, não deixa de ser uma equipa e de jogar como tal.
Na equipa catalã mesmo as grandes vedetas, como Messi, fazem parte do conjunto, e não constituem elementos à parte de quem se espera a resolução individual de um problema que é de todos. Se esta é a diferença que separa o Barcelona do Real Madrid, ela é também a que distingue Messi de Cristiano Ronaldo.
No outro jogo, o Bordéus, que tem tido uma excelente na Liga dos Campeões, chegar a passar por algumas aflições quando aos 65 minutos o Olympiakos empatou o jogou e ficou a um golo da vitória na eliminatória.
Muito perto do fim tudo se recompôs numa jogada muito facilitada pela defesa e pelo guarda-redes da equipa grega. Tal como no primeiro golo do Bordéus também no segundo o guarda-redes foi mal batido. Tudo corre mal aos gregos...
Jogados os quartos-de-final teremos na eliminatória seguinte duas equipas inglesas (Manchester United e Arsenal), duas francesas (Bordéus e Olympique de Lyon), uma alemã (Bayern de Munique), uma italiana (Inter de Milão) e uma espanhola (Barcelona).
Depois do próximo sorteio se ficará com uma ideia mais precisa de quem pode ser campeão.

terça-feira, 16 de março de 2010

VITÓRIA DO INTER EM LONDRES





CSKA DERROTA SEVILHA EM ESPANHA

Mourinho consumou a vingança que mais desejava. Eliminou o Chelsea em Stamford Bridge e deixou Abraham Abramovich sem hipóteses de continuar a acalentar o sonho que os seus milhões perseguem: a vitória na Champions League.
Depois de um começo hesitante na fase de grupos, muito desmoralizado com a derrota em Barcelona, o Inter foi-se reequilibrando, primeiro em Kiev, depois em Kazan e acabou por se qualificar sem problemas.
O primeiro jogo dos oitavos-de-final, em casa, contra o Chelsea não foi fácil, apesar de ter saído vencedor. Mas sabe-se como são traiçoeiras as vitórias caseiras tangenciais desde que se sofra golos. Foi essa diferença que hoje o Chelsea se esforçou por anular durante toda a primeira parte sem êxito.
Apesar de ter estado durante muito tempo no campo do Inter nunca vimos hoje o grande Chelsea que o ano passado foi eliminado pelo Barcelona (com uma arbitragem inqualificável), nem sequer o Chelsea que jogou contra o Porto em Setembro, apesar de o Porto ter jogado bem em Londres.
Desde há cerca de dois meses e meio que o Chelsea vem perdendo brilhantismo, por isso não é de estranhar que, mantido o resultado em branco na primeira-parte, o Inter tivesse regressado do intervalo muito mais disposto a tentar a vitória. E, naturalmente, essa vitória apareceu numa jogada que reuniu dois jogadores de eleição: Sneidjer, que o Real Madrid não quis, e Samuel Eto’o, que o Barcelona mandou embora.
Sneidjer executou os mais belos passes de todo o jogo e demonstrou que, de facto, ele não tem lugar em conjuntos que não são equipas. Ele é um extraordinário jogador de equipa…e o Real Madrid não é uma equipa: é um amontoado de jogadores.
O Inter ganhou por 1-0, mas poderia ter ganho por mais, várias foram as oportunidades desperdiçadas e não apenas quando já estava em vantagem. O Chelsea, pelo contrário, nunca foi verdadeiramente capaz de incomodar o Inter na segunda parte, tendo certamente contribuído para isso o total apagamento de Anelka. De permeio, Drogba ainda foi expulso em jogada confusa na área, sem que se tenha percebido bem porquê.
No outro jogo, os russos do CSKA derrotaram o Sevilha por 2-1, superando assim o empate a um golo que traziam de Moscovo.

A PRESIDÊNCIA DA LIGA PROFISSIONAL DE FUTEBOL



UM POUCO DE HISTÓRIA

Quando a Liga surgiu, o futebol profissional em Portugal estava pelas ruas da amargura. Havia batota e corrupção a rodos, apesar de nunca descoberta, mas de todos conhecida, por inépcia (ou outra causa) das autoridades de investigação criminal.
Depois de algumas hesitações iniciais, com presidentes pouco prestigiados e com quase tudo na mesma (no que respeita à arbitragem), Valentim Loureiro assumiu o comando por largos anos, até que directa ou indirectamente os eventos ligados ao “Apito dourado” praticamente o obrigaram a abandonar o lugar.
Seguiu-se Hermínio Loureiro na presidência e Vítor Pereira na arbitragem. Ambos são conhecidos sportinguistas, talvez por isso o Benfica admitindo haver algum exagero na escolha afastou-se do consenso.
Verdadeiramente, só por preconceito se poderá negar capacidade a alguém para dirigir o futebol pelo facto de essa pessoa pertencer ao clube A, B ou C, a menos que por factos passados haja um histórico de parcialidade, de compadrio, de contemporização com situações obscuras, que não deixe lugar a dúvidas.
Não era o caso. H. Loureiro era praticamente desconhecido como “homem do futebol” e Vítor Pereira era apenas, para muitos, o melhor árbitro português de todos os tempos. Poderá ter errado como árbitro, mas nem nesta qualidade nem posteriormente, depois de afastado daquela actividade, se conhecem quaisquer factos (ou até simples boatos) desabonadores da sua idoneidade.
Passado pouco tempo, o Sporting, que com tanto entusiasmo propusera e escolhera aqueles dirigentes, tornou-se no seu crítico mais feroz com insinuações que vão muito para além da simples discordância e antes se fundam em graves acusações de carácter que os factos de modo algum confirmavam ou sequer indiciavam. O Porto naturalmente seguiu-lhe as pisadas com base em razões historicamente conhecidas e o Boavista deixando desde então de poder contar com a “protecção” que as escutas tornadas públicas amplamente demonstram foi remetido para o lugar onde, pela sua conduta, já há muito deveria estar.
De surpreendente para alguns apenas a posição do Sporting. Se deixou de haver influências nefastas na Liga, se a direcção da arbitragem se esforça por assegurar a imparcialidade, apesar dos erros de que todos têm beneficiado e que a todos têm prejudicado, embora aos pequenos mais do que aos grandes, então como se explica a posição do Sporting? A única explicação plausível é a de que o Sporting esperava um tratamento de favor por parte dos sportinguistas que lá pôs. Como esse tratamento ostensivamente não existiu, o Sporting não lhes perdoa.
Dito de outro modo: o Sporting aceita com naturalidade que um árbitro erre a seu favor (como dezenas de vezes aconteceu, algumas delas decisivas para a sorte do jogo), mas não admite que um árbitro erre em seu desfavor. Quando isso acontece, para o Sporting há corrupção.
É este fanatismo, para situar a questão apenas ao nível das paixões (mas será só paixão?) que leva os comentadores televisivos do Sporting, por exemplo, a afirmar que Polga, no último domingo contra o Guimarães, não cortou a bola com o braço ou que tentou retirar o braço quando toda a gente viu exactamente o contrário e é esse mesmo fanatismo e despeito (eles sabem porquê) que levará o Sporting a tentar pôr na Liga um conhecido sportinguista que já anunciou que só para lá irá se for para “mudar tudo e para que as coisas não continuem como estão”.
Não pode haver pior palavras do que aquelas que são pronunciadas sem explicitação do conteúdo. Nelas cabe tudo, certamente as “reclamações” do Porto e do Sporting com vista à eleição de uma Liga que lhes agrade!
As palavras do candidato sportinguista ouvidas na TV não coincidem com as dos jornais. Nelas se faz alusão a vitórias que nada têm a ver com as funções do Presidente da Liga.
É, portanto, muito provável que mais uma vez se regrida no futebol. E em Portugal sabe-se o que isso significa. O despeito do Sporting é tanto…que nem lhe permite ver a triste figura que mais uma vez pode vir a fazer!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A ENTREVISTA DE VÍCTOR PEREIRA À SIC N


QUE CONTINUIDADE?


A entrevista de Vítor Pereira é esclarecedora. Agora percebe-se muito melhor por que razão certos sectores desferem críticas tão demolidoras aos dirigentes da arbitragem.
Há gente em Portugal que não aceita que o futebol seja um jogo. E essa gente não desarma. Quer o futebol aldrabado, batoteiro e sujeito à regra do mais corrupto.
O futebol, além de “movimentar” muitas paixões (e nessa medida alguns excessos até seriam perdoáveis), movimenta também muito dinheiro. E há quem esteja sempre disposto a todas as vilanias para se manter na crista da onda.
Não vale a pena dizer muito mais. Ou a arbitragem se mantém séria, pelo menos, ao nível dos dirigentes, ou o futebol passará a ser um negócio semelhante ao da droga ou aos das máfias que traficam pessoas.
O que é que os dirigentes portugueses vão querer?

O QUE RESTA DO CAMPEONATO






QUEM VAI SER CAMPEÃO?

O campeonato vai decidir-se entre o Braga e o Benfica, como desde há muito se vinha antevendo. E digam os treinadores das duas equipas o que disserem, o Benfica-Braga do dia 27 de Março vai ser o jogo do título.
De facto, se o Benfica ganhar, dificilmente perderá o campeonato, apesar do calendário muito difícil que ainda terá pela frente. A vitória do Benfica não só desmoralizará o Braga como ainda fará cair por terra qualquer veleidade do Porto ou do Sporting de "entregarem" o campeonato à equipa minhota. Com seis pontos de avanço, o Sporting e o Porto ficarão tão desmoralizados quanto o Braga e terão cada vez menos argumentos para lutarem contra uma vitória e não por uma vitória.
Pelo contrário, se o Benfica perder em casa com o Braga poderá dizer adeus o campeonato, apesar de ainda continuar em igualdade pontual, com desvantagem em caso de empate final.
Se o jogo da Luz terminar empatado, o Benfica para ser campeão vai ter de jogar seis dificílimas finais das quais terá de ganhar pelo menos cinco e empatar uma. A pressão sobre a equipa será terrível e tudo pode acontecer.
É que o Benfica tem um calendário incomparavelmente mais difícil que o Braga, apesar de jogar mais jogos em casa. Todavia, dos jogos em casa, somente os que terá de jogar com o Rio Ave e o Olhanense serão aparentemente mais fáceis. Os outros dois serão de extrema dificuldade, sendo que um deles – o do Sporting – é quase irrelevante ser jogado em casa ou fora.
Nos jogos fora, o Benfica terá de ir ao Porto, porventura o mais fácil, porque o Porto vai querer ganhar, à Figueira da Foz e a Coimbra. Embora tradicionalmente o Benfica saia vitorioso dos jogos em Coimbra, este ano tudo será mais difícil, não apenas porque a Académica pode precisar de pontuar, mas também porque vai querer tirar pontos ao Benfica. Com a Naval, se o Benfica precisar de ganhar o jogo, já se sabe que vai ser um jogo igual ao da Luz. A Naval estará muito mais interessada em não perder do que em ganhar, mesmo que não precise do jogo para nada.
O Braga, com excepção do jogo do Benfica, tem um calendário suave. Em casa não terá muita dificuldade em "despachar" o Paços de Ferreira e o Leixões, mesmo que os matosinhenses precisem de pontuar. Fora, à parte o jogo com o Benfica, que, em princípio tudo decidirá, o Braga defrontará o Nacional, o Leiria e a Naval. Ou seja, equipas tranquilas sem grandes aspirações, não sendo de prever que nenhuma delas faça desse jogo o “jogo das suas vidas”.
Extra-campeonato, o Benfica terá de continuar a lutar na Europa com o mesmo empenho com que luta na Liga, para ser campeão, enquanto no que se refere à final da Taça da Liga bem pode o Benfica menosprezar o resultado, dado o pouco ou nulo prestígio da competição, e apresentar apenas jogadores não utilizados em Marselha com o argumento de que o jogo se realizará menos de setenta e duas horas depois do da Liga Europa.
Em resumo, quem ganhar na Luz o próximo Benfica-Braga será campeão; se o jogo terminar empatado, o Braga terá mais probabilidades de ser campeão do que o Benfica. Portanto, é natural que o Braga vá jogar para o empate….

SPORTING VENCE GUIMARÃES


E DEIXA PARA TRÁS CONCORRENTES AO QUARTO LUGAR

O Sporting entrou forte e em pouco mais de um quarto de hora marcou três golos ao Guimarães, que tardou a reagir.
Na segunda parte, o Guimarães marcou um golo, jogou melhor do que na primeira e até poderia ter marcado por mais duas vezes se o árbitro tivesse assinalado duas grandes penalidades (uma ao cair do intervalo) que a equipa minhota reclamou com razão.
De qualquer modo o Sporting jogou mais e Liedson provou que é juntamente com Falcao o melhor ponta de lança da Liga. Um avançado com o qual os defesas não podem brincar.
Carlos Queiroz, ontem em Coimbra, ao lado de Pinto da Costa, e esta noite em Alvalade, já demonstrou quais são as equipas que lhe interessa observar. As que ocupam os lugares cimeiros da tabela não entram nas suas contas…

domingo, 14 de março de 2010

DIFÍCIL VITÓRIA DO BENFICA


O BELENENSES AINDA IRÁ A TEMPO?


Foi difícil a vitória do Benfica na Madeira. Não que o Nacional tenha desfrutado de grandes oportunidades. Jogou sempre cautelosamente arriscando muito pouco. Na primeira parte o Benfica foi, de certa forma, na toada do Nacional, embora tivesse estado sempre por cima.
Na segunda parte tudo foi diferente. O Benfica jogou sempre mais, dominou o jogo, podia ter resolvido desafio mais cedo, mas acabou por vencer apenas pela diferença mínima.
O Nacional manteve sempre excessivas cautelas defensivas e somente quando o Benfica marcou arriscou um pouco mais.
Cardozo falhou o quarto penalty no campeonato e poderia ter comprometido o esforço da equipa. No minuto seguinte redimiu-se, marcando o golo da vitória. Todavia, pouco depois, voltou a não marcar num frente-a-frente com Bracalli. Enfim, Cardozo nunca foi capaz de concretizar um penalty com a equipa empatada. É de perguntar se Jesus deve continuar a arriscar.
O Belenenses ganhou categoricamente em Olhão, por 3-1. A questão que se põe é a de saber se ainda vai a tempo para iniciar a recuperação. Dificilmente…
O Leixões perdeu em casa com o Setúbal por 1-2 e deve ter comprometido a permanência na primeira Liga.