domingo, 4 de julho de 2010

PARAGUAI RESISTIU...MAS ESPANHA PASSOU


CARDOZO FALHA PENALTY

Para começar é preciso dar os parabéns à equipa do Paraguai que realizou contra a Espanha uma partida bem mais conseguida do que a equipa portuguesa.
A Espanha nunca logrou organizar o seu jogo, a circulação de bola que foi tentando fazer, e que a espaços fez, nunca foi muito eficaz, nem jamais atingiu a perfeição de outros jogos. Tudo por mérito do Paraguai que fez uma pressão bem mais alta e nunca permitiu que a Espanha se tivesse acercado da sua baliza verdadeiramente com perigo.
No fim do primeiro tempo, o Paraguai marcou um golo legal que o árbitro invalidou por indicação errada do seu fiscal de linha. Inaceitável, mais uma vez!
O Paraguai regressou na segunda parte moralizado e disposto a discutir o resultado até ao fim. Naquele que poderia ter sido o momento decisivo do encontro – e que de certa maneira foi, pela negativa – o árbitro assinalou, bem, uma grande penalidade contra a Espanha por agarrão de Piqué a Cardozo na marcação de um canto. Cardozo, encarregado da marcação, falhou!
Aqui há um lado da questão que é difícil de compreender. Como é que as pessoas do futebol, melhor dizendo, os responsáveis pela equipa do Paraguai não sabem que este ano, no Benfica, Cardozo falhou todos os penalties sempre que o resultado estava empatado ou lhe era desfavorável. Quanto mais decisivo o penalty era mais ele falhava. Falhou quatro! Pelo contrário, converteu sempre que o Benfica estava em vantagem.
Defendida a grande penalidade, Casillas repôs imediatamente a bola em jogo, foi aos pés de Villa, que, isolado na área do Paraguai, foi estorvado por um defesa e caiu. O árbitro marcou, e bem, novo penalty, agora a favor dos espanhóis. Xabi Alonso marca, mas o árbitro invalida por os jogadores espanhóis (Fabregas) terem entrado na área antes de a bola partir. Na repetição, Justo Villar defende para a frente, um jogador espanhol prepara-se para a recarga e o guarda-redes derruba-o (o árbitro não marca nada); um segundo espanhol remata, mas quase sobre a linha de golo um jogador do Uruguai salva a sua equipa.
Perto do fim, uma grande jogada de Iniesta dá a vitória à Espanha com golo de Villa, apesar de quase no fim do jogo Roque Santa Cruz, uma espécie de Nuno Gomes, ter tido o empate nos pés e falhado, possibilitando a Casillas redimir-se do erro que antes tinha cometido.
A Espanha não impressionou, sem prejuízo de contar com grandes jogadores e de jogadores em grande forma, como Villa. Mas o Paraguai demonstrou que se pode jogar contra a Espanha no campo todo e disputar-lhe o jogo, palmo a palmo. Esteve a um passo de ganhar o jogo. Por mais de uma vez. E este é mais um argumento – mas seria preciso? – contra os que continuam a defender Queiroz e a sua estratégia, como alguns tontos da RTP N.
Aliás, nesta estação disse-se hoje, no programa sobre o Mundial, que a equipa da Alemanha, apesar de lhe faltar o melhor jogador, Balack…etc. É preciso ser muito ignorante e não perceber realmente nada de futebol para não compreender que nesta equipa alemã Balack seria um verdadeiro estorvo, como aliás já o vem sendo há alguns anos. Uma espécie de Deco
Concluindo: o Paraguai foi eliminado com muita pena nossa, não apenas por termos ficado privados da “prenda” que a Larissa Riquelme nos tinha prometido… Mesmo assim a nossa homenagem.
Espanha 1 - Paraguai 0

sábado, 3 de julho de 2010

ALEMANHA: GRANDE VITÓRIA DO FUTEBOL ANTI-VEDETA



UM FUTEBOL MAGNÍFICO

Hoje acabou definitivamente em Green Point Stadium da Cidade do Cabo o futebol dos “galácticos”, estejam eles no RM, no Barcelona ou em qualquer outra equipa. O futebol espectáculo anti-vedeta deu hoje uma lição que vai marcar uma época.
A equipa da Alemanha é o futebol. Dotada de grandes atletas, excelentes executantes, portadores de um sentido colectivo como somente se encontra na mentalidade germânica, a Alemanha com a sua dinâmica colectiva destroçou a Argentina. Messi, Di Maria, Higuain, Tevez, enfim todos aqueles que são pagos a peso de ouro no futebol europeu ficaram reduzidos a farrapos aos pés de Müller, de Özil, do veterano Klose, de Lahm, enfim de uma equipa comandada por esse extraordinário Schweinsteiger, que marcou, jogou e fez jogar, sempre com espírito de equipa e nunca buscando o relevo individual.
Um grande exemplo para quem queira compreender o que é o futebol hoje. Ainda nem sequer tive tempo de ouvir esses nossos comentadores da RTP N, mas, pelo que se tem visto, ainda não será desta que vão aprender alguma coisa.
Bom, como sempre, Pedro Henriques na Sport TV. Sabe falar, percebe muito bem o que se está a passar “lá dentro” e deixa ver o jogo. Uma raridade.
Fico com pena, como muita outra gente, por Maradona. Mas estou certo que ele, como amante de futebol, vai saber aplaudir a equipa alemã e aprender com ela.
E, para terminar, uma palavra para Joachim Löw, o grande obreiro desta selecção. Desta vez, a Espanha, se ganhar ao Paraguai, vai ”pagar” a vitória de Viena.
Melhor jogador em campo ( Man of the match): a Mannschaft!
Argentina 0 - Alemanha 4

URUGUAI GANHA NUM JOGO DRAMÁTICO





O GANA FICA FORA NOS PENALTIES

Até agora o jogo mais dramático do Mundial. Uns segundos antes de terminar o prolongamento, Fucile faz uma falta desnecessária, sobre a lateral direita do ataque do Gana, relativamente perto da área. A bola é cobrada para a frente da baliza, os ressaltos do costume, um remate forte, Suarez defende com as pernas sobre a linha de golo, recarga e o mesmo Suarez com as mãos evita o golo. O árbitro expulsa Suarez e marca grande penalidade. A. Gyan, o grande especialista e melhor marcador do Gana, corre para a bola, marca potente, a bola esbarra na trave e ressalta para fora. O jogo acabou ali.
Seguem-se os penalties. O Uruguai marca por Forlan. O Gana responde por intermédio de Gyan que converte. Vitorino marca pelo Uruguai. Appiah de novo pelo Gana. Scotti volta a marcar pelo Uruguai. Muslera defende o remate de Mensah e põe o Uruguai em vantagem. Maxi Pereira atira para as nuvens e deixa tudo na mesma. Muslera defende novamente agora a remate de Adiyiah. “Loco” Abreu, num acesso de loucura e ousadia, marca à Panenka e dá a vitória ao Uruguai.
O Gana sai desolado e Suarez é o novo herói do Uruguai. Sem a sua instintiva defesa com as mãos, o Uruguai estaria agora a preparar as malas para partir amanhã rumo a Montevideu.
Não interessa saber quem jogou melhor. Foi um jogo emocionante com um final dramático. Muitos anos depois, o Uruguai volta a estar nas meias-finais de um campeonato de Mundo. Em Portugal, os adeptos do Porto e do Benfica festejaram certamente a vitória de Maxi Pereira e de Fucile (de fora no próximo jogo, bem como Suarez).
O Gana tem uma equipa fisicamente muito forte e fez tudo quanto estava ao seu alcance para levar África pela primeira vez a umas meias-finais de um Mundial. Fica o Uruguai e com a sua presença na prova todos vamos ter oportunidade de continuar a apreciar o extraordinário futebol de Forlan, um dos grandes nomes deste Mundial.


Uruguai 1 - Gana 1 (4-2, nos penalties)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O BRASIL FOI-SE...E A HOLANDA FICOU




FILIPE DE MELO UM COMPLETO IRRESPONSÁVEL

Foi um jogo emocionante, o Holanda-Brasil desta tarde, digno de um Campeonato do Mundo. O Brasil começou melhor, talvez até muito melhor, e logo nos primeiros minutos numa jogada bela e simples marcou um golo. Filipe de Melo descobre um longo corredor no campo holandês, lança Robinho que, com a sua habitual classe, faz golo. E o golo desorienta a Holanda, que verdadeiramente nunca mais se encontrou até ao intervalo.
Filipe de Melo e Robinho tinham tudo para partirem para um desfio empolgante e rubricarem uma tarde de glória ao serviço da selecção brasileira. Mas não. Fizeram exactamente o contrário.
Robinho ficou claramente nervoso e emocionalmente instável depois do golo marcado. Protestou por tudo e por nada. Comportou-se como um vulgar amador nas suas relações com o árbitro, bem como relativamente às vicissitudes do jogo. Com uma arbitragem de outro tipo teria sido admoestado ainda no primeiro tempo. Sempre pelas razões mais fúteis. É certo que tentou generosamente jogar e dar o seu contributo à equipa, mas quem não está emocionalmente estável rende menos. E foi isso que aconteceu com ele.
Filipe de Melo é um caso diferente. A gente aqui na Europa conhece-o bem e sabe que ele tem em campo um perfil de quase delinquente. Se é certo o passe para o golo de Robinho poderia ter tido o condão de o acalmar, não é menos certo que ele é o tipo de jogador que, a todo o momento, pode afundar uma equipa. E foi o que ele fez hoje (como certamente também teria feito contra Portugal se não tivesse sido substituído). Primeiro, dificultou a acção de Júlio César e marcou na própria baliza, embora o guarda-redes brasileiro também tenha a sua responsabilidade. E depois, um pouco mais tarde, fez aquilo de que já se estava à espera: agrediu um adversário, pisando-o irresponsável e voluntariamente.
Tinha-se dito aqui que o Brasil iria sofrer a falta desse extraordinário jogador que é Ramires, embora ninguém possa garantir a sua titularidade no time. E aqui intervém a responsabilidade de Dunga que, tendo privilegiado um Brasil mais defensivo do que o que é costume (mais defensivo inclusive do que os times de Parreira), não acautelou a escalação de jogadores que permitissem saídas muito rápidas (tendo em conta o estado em que se encontra Kaká), nem uma primeira linha à frente dos centrais completamente responsável. Gilberto Silva é responsável, Filipe de Melo, não. E Dunga tem que o saber, melhor do que qualquer outra pessoa.
Michel Bastos que o nosso comentador Sr. Lobo tanto elogia, apenas para não elogiar Fábio Coentrão, no jogo mais importante da sua carreira, também não esteve à altura.
A Holanda beneficiando de um lance hoje muito frequente em futebol – e portanto sem desculpas para a selecção brasileira – marcou o primeiro golo. E a partir daí o Brasil afundou-se, o que é incompreensível numa equipa com jogadores que jogam nas melhores equipas do mundo e habituados a níveis altíssimos de pressão. Mas isto demonstra também, a maravilha que o futebol é e que os técnicos de aviário, que pululam nas televisões portuguesas, não percebem. Primeiro que o futebol é um jogo e, como tal, o factor aleatório está sempre presente (o tal factor que os batoteiros não aceitam...). Segundo, é um jogo não completamente racionalizável, por mais que os tais técnicos nos digam o contrário, onde as emoções e os estados de alma contam tanto ou mais do que as tácticas.
E foi por estas duas razões que a Holanda venceu. Então, o segundo golo, frequente este ano na equipa do Benfica, é a prova de que num certo estado de espírito até uma selecção como a do Brasil pode sofrer um golo daqueles.
Fantásticos Robben e Sneijder, sem dúvida, mas o homem do jogo foi Kuyt. Sem ele, tudo poderia ter sido diferente. Inteligente também a atitude do treinador da Holanda que só mexeu na equipa – e lá na frente – quando quase tudo já estava resolvido. Numa equipa empolgada não se toca, porque é uma equipa lúcida, com força e mecanizada. Não há desânimo, nem cansaço que lhe chegue.

Uma palavra de louvor para Valdo, essa referência do futebol brasileiro, do Benfica e do PSG, pelos seus excelentes comentários, pelo seu fair play e dignidade.
Holanda 2 - Brasil 1

AFINAL, O SR. LOBO É COMO QUEIROZ




QUE MISÉRIA DE COMENTÁRIO

O programa de hoje à noite na RTP N sobre o Mundial foi elucidativo sobre a capacidade e competência crítica do comentador de futebol sr. F. Lobo.
Após uma primeira intervenção de um jornalista, sobre a continuidade de Queiroz à frente da selecção, o Sr. Lobo disparou: Sim, também estou de acordo que Queiroz deve abandonar a selecção. Os portugueses não o merecem.
Todos ficamos estarrecidos e esclarecidos com esta explicação. Ela é, sem dúvida, digna de um grande pensador.
Mas há mais: é consensual entre a maioria esmagadora dos comentadores e dos adeptos de futebol que Queiroz não soube seleccionar os melhores jogadores; fez escolhas inadmissíveis; depois, escalou a equipa com erros de palmatória; fez substituições inaceitáveis; a fase de qualificação foi uma vergonha: conseguiu pôr os adeptos contra a selecção; pôs a equipa a jogar um futebol que ninguém aplaude; no Mundial, em três jogos não marcou um golo; enfim, só fez asneiras.
Todavia, deve ficar, diz o sr. Lobo, porque tem um projecto para o futebol português. É caso para perguntar: que projecto é esse se cerca de uma dúzia dos jogadores que estiveram na RAS têm mais de 30 anos? E que projecto é esse que não obtém resultados? Se é um projecto de formação, então que vá para as camadas juniores e largue o comando da selecção principal.
O sr. Lobo acha que não, porque, tal como odiava Scolari, “ama” Queiroz, como “ama” certos jogadores. Logo deve ficar, pela mesma razão que certos jogadores devem jogar. Que capacidade crítica e de análise tem um comentador que faz o seu trabalho a partir de estes estados de alma?
Mas há mais: o sr. Lobo amua, porque, tal como acontece com Queiroz, as pessoas não o compreendem - ele que sabe tanto de futebol!
Se o sr. Lobo quer aprender a comentar futebol faça um estágio na ESPN Brasil, de preferência com o PVC e tente, humildemente, se tiver inteligência para tanto, aprender.
Só hoje à tarde pude ver as imagens que a cuatro (de Espanha) pôs a circular sobre Cristiano Ronaldo, durante várias fases do jogo contra a Espanha. Não estou interessado nas imagens colhidas do fim do jogo, nem nas palavras trocadas entre CR e o repórter. O que me interessa analisar é o desespero do jogador, durante quase todo o desafio, por ter intuído e depois compreendido que jogando a equipa daquela maneira estaria condenada à derrota e ele não poderia fazer nada, absolutamente nada. Frustrado por já não ter sido capaz de se mostrar nos três jogos antecedentes e pressentindo a inevitabilidade da eliminação, o jogador tem a intuição correcta de que está tudo perdido e censura o treinador.
É uma imagem dramática de quem pressente o desenlace e não dispõe de meios para o contrariar.
Mas não adianta censurar o treinador. Ele é um “programador”. Programa tão bem e tão completamente que até já tinha decido há um mês que Ricardo Costa iria jogar contra o Brasil, tivessem jogado bem ou mal os que fizeram o lugar nos jogos anteriores, do mesmo modo que tinha programado, no jogo decisivo contra a Espanha, substituir o Hugo Almeida aos 60 minutos por Danny.
O sr. Lobo concorda que Queiroz tem certa dificuldade em mudar de plano em função das vicissitudes do jogo, mas, tal como Queiroz, também ele tem muita dificuldade em perceber que um tipo que age assim é burro!
Isto parece anedota, nas não é. As coisas passaram-se assim.
Como Lobo e Queiroz são praticamente iguais, a conclusão que se impõe é não ouvir os comentários de Lobo e deixá-lo a falar sozinho. Já quanto a Queiroz o problema é mais grave: tem de haver uma fortíssima pressão da opinião pública para que Queiroz se demita. Qualquer que seja o motivo, mesmo que seja o de os portugueses o não merecerem, ele será se bom se o objectivo for alcançado. O que importa é que ele se demita.
A imprensa espanhola diz que Luis Aragonês será o novo seleccionador português…

quinta-feira, 1 de julho de 2010

OS ERROS DE ARBITRAGEM NO MUNDIAL



APESAR DO QUE ACONTECEU, UM SALDO POSITIVO, ATÉ AGORA


Terminados os oitavos-de-final, pode dizer-se que na esmagadora maioria dos jogos a arbitragem esteve bem em todos os domínios e com uma relativa uniformidade de critérios, o que contribuiu para assegurar o princípio da igualdade entre todos os concorrentes.
Infelizmente, alguns dos erros mais graves aconteceram nos jogos em que se exigia maior rigor e quase infalibilidade. Além de graves, os ditos erros contribuíram decisivamente para alterar o rumo das coisas tal como estavam acontecendo no momento em que ocorreram. Raras vezes se poderá dizer com segurança que as coisas teriam sido diferentes se não fosse o erro do árbitro, porque se está a entrar em linha de conta com variáveis que ninguém domina. O que se pode é dizer que tais erros contribuíram para alterar o que naquele momento estava acontecendo.
Por ordem decrescente de importância, apontaremos os seguintes:
Primeiro: A não validação do golo apontado por Lampard à Alemanha; trata-se de um momento decisivo do jogo: pouco tempo antes, a Inglaterra perdia por 2-0 e estava claramente confundida com a performance alemã; por volta dos 36 minutos a Inglaterra marcou e cerca de dois minutos mais tarde voltou a marcar. A não validação deste golo alterou completamente o que naquele momento se estava a passar; de facto, a recuperação de dois golos num resultado já considerado seguro, mudaria obviamente as coisas para ambas as equipas. Não tendo o golo sido validado, a Inglaterra teria, como teve, de continuar a correr em busca do empate, expondo-se ao contra-golpe alemão: foi o que aconteceu.
Segundo: A não marcação de off-side a Tevez no primeiro golo da Argentina, no jogo contra o México. Contrariamente ao que tinha acontecido nos jogos anteriores, a selecção Argentina estava sentindo enormes dificuldades para impor o seu jogo e para controlar o próprio jogo dos mexicanos. E isto acontecia uma boa meia hora depois de o jogo ter começado. A validação do golo de Tevez, de certa maneira obtido contra a corrente do jogo, alterou decisivamente o que até àquele momento se estava a passar. Com a vantagem obtida, a Argentina tranquilizou-se, o México desorientou-se, cometeu erros que antes nunca tinha cometido e rapidamente sofreu o segundo golo, que arrumou a partida.
Terceiro: Invalidação do golo dos EUA contra a Eslovénia. Este é um dos raros casos em que se pode afirmar, com segurança, em virtude do momento do jogo em que ocorreu, que, sem este erro, tudo teria sido diferente. Os Estados Unidos teriam ganho, ficariam com quatro pontos, e poderiam depois ter feito um jogo contra a Argélia muito mais tranquilo.
Quarto: Golo invalidado aos EUA no jogo contra a Argélia, na primeira parte. Embora se trate de um golo legal, marcado em linha, compreende-se o erro, o qual, todavia, obrigou os EUA a grande esforço até ao último minuto do jogo para o vencerem. Até que ponto é que este esforço prejudicou os EUA no jogo contra o Gana também nunca se saberá; a verdade é que foram dois erros graves contra a mesma equipa.
Quinto: Validação do segundo golo do Brasil contra a Costa do Marfim. É um erro que não tem a mesma relevância dos anteriores. É óbvio que a bola foi por duas vezes ajeitada com o braço, embora com arte, e é quase óbvio que o árbitro viu, mas certamente fascinado pela beleza do lance não teve coragem para o invalidar. Não parece que a invalidação desse lance tivesse contribuído para alterar significativamente o que naquele momento se estava a passar. Depois do golo, o Brasil continuou a jogar como vinha fazendo antes. O que há de mais esquisito no lance é a sensação com que toda a gente ficou de que o árbitro viu e nada fez.
Sexto: Validação do golo de Espanha contra Portugal. É o mais desculpável de todos. Em primeiro lugar, porque o off-side é pela diferença mínima, 22 centímetros segundo a Globo, e depois porque esse golo não introduziu uma alteração no que até então se estava passando. Pelo contrário, a Espanha estava jogando mais e a jogar mais continuou. Nunca se saberá o que poderia ter acontecido depois, mas sabe-se que o golo não aconteceu contra a corrente do que estava acontecendo nem do que continuou a acontecer.
Alguns destes erros, nomeadamente o primeiro, poderiam facilmente ser evitados se se pudesse recorrer ao vídeo-árbitro. E não há nenhuma razão para que se não possa em todos aqueles casos em que o que está em jogo é uma simples declaração de ciência. Nos demais casos, já a questão é diferente, porque se a análise do lance pressupõe uma avaliação, um juízo de valor, então ele deve ser feito por quem está dentro do campo e não fora.
As declarações de ciência são inequivocamente aplicáveis a tudo o que tenha a ver com a bola e as linhas. A bola e as linhas não é o mesmo que o jogador e as linhas.
No primeiro caso: trata-se de saber se a bola entrou ou não na baliza ou se saiu ou não do campo. Isto pode ser resolvido, sem problemas de nenhuma espécie, pelo vídeo árbitro, devendo em caso de dúvida considerar-se que a bola não transpôs as linhas.
O segundo caso, que tem a ver com as linhas e o jogador, já contende com as regras do fora-de-jogo, e aí a questão é mais complicada. Não porque não seja possível, com rigor, determinar se houve ou não off-side, mas porque a consagração do vídeo-árbitro nestes casos implicaria que o bandeirinha nunca assinalasse um fora de jogo nos casos em que tivesse dúvidas. E esta simples atitude alteraria por completo o jogo tal como ele hoje se desenvolve. O único compromisso possível, seria manter tudo como está, mas permitir que, se a jogada terminasse em golo, fosse permitido apurar a posteriori a sua legalidade.
É claro que esta regra poderia, em princípio, ser extensível aos casos de golos marcados com a mão, mas não é conveniente que o seja, exactamente por se tratar de um lance, que, segundo as leis do jogo, já pressupõe alguma avaliação.
Como se vê, as coisas são mais complicadas do que parecem e no comentário desportivo português não se dá conta disso porque estes assuntos são tratadas por verdadeiros psicopatas da arbitragem.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

OS RECADOS DE MOURINHO



PREPARANDO O FUTURO

Aproveitando a polémica à volta das declarações de Cristiano Ronaldo, Mourinho tratou de preparar o futuro próximo. Disse ele, Ronaldo pode estar descansado que eu não deixarei que na próxima época ninguém ponha sobre ele a responsabilidade da equipa. E aproveitou ainda para dar uma “estocada” a Simão, que joga no clube rival, embora o que disse seja igualmente dirigido a Ronaldo.
Ao contrário do que estão dizendo os jornais, Mourinho não está fazendo a defesa de Ronaldo. Está fazendo a defesa da sua próxima equipa e a dizer a Ronaldo que, nessa equipa, ele é apenas mais um.
Como aqui se tinha previsto, Ronaldo será a primeira “vítima” de Mourinho. Em princípio, considerar Ronaldo como um jogador de equipa, só lhe fará bem, embora tudo dependa da dose. E Mourinho, normalmente, aplica a posologia máxima. Portanto, Ronaldo que se cuide.
Mesmo o remoque a Simão, não lhe é verdadeiramente dirigido. Aliás, as declarações que Simão proferiu antes do jogo com a Espanha não mereciam uma resposta tão dura, nem o facto de Simão pertencer a um clube rival da cidade igualmente a justificam. Também nesta resposta, o que Mourinho quis dizer é que todos têm de defender. E citou Eto’o, uma prima-dona, para dar o exemplo.
A comitiva portuguesa chega hoje de madrugada. Apesar dos erros, apesar de algumas coisas que poderiam ter sido evitadas, a selecção cumpriu o mínimo e, portanto, não há nenhuma razão para ser mal recebida.

OS PROBLEMAS DA SELECÇÃO NACIONAL



QUEIROZ E CRISTIANO RONALDO

A selecção nacional tem dois grandes problemas: Queiroz e Cristiano Ronaldo.
Comecemos pelo primeiro. Em princípio, Queiroz deveria ser demitido. Aliás, não deveria sequer ter sido contratado. Mas foi e parece que não pode ser despedido, porque, não sendo de prever que se demita, seria incomportável a indemnização a pagar-lhe. Em tudo isto tem grandes, melhor: exclusivas responsabilidades Madail, uma personalidade pouco recomendável que já deveria estar em casa há muito.
Não tenho a certeza de que Queiroz seja um homem independente. Dizem que é trabalhador, vamos admitir que é honesto, no sentido de que não se deixa manipular nem pressionar, mas há outras qualidades que ele não tem.
É péssimo seleccionador. A prova está nos jogadores escolhidos. Convoca dois laterais direitos e põe um central a jogar na posição. Convoca Coentrão in extremis e depois de alguma pressão. Mas há mais: Pepe não deveria ter sido convocado, por não estar em condições físicas; Deco também não, por se andar a arrastar há mais de dois anos; e Liedson também não por razões político-pragmáticas (como explicar a convocação de um estrangeiro em fim de carreira para representar o país na prova mais importante do futebol?). Depois, deixou de fora alguns jogadores que deveriam lá estar e levou outros, além daqueles, cuja presença se não justifica.
Além de péssimo seleccionador, é mau treinador. O modo como jogou na África do Sul contra a Costa do Marfim e contra a Espanha tornam muito evidentes as suas limitações, que ficam ainda mais expostas sempre que tem de fazer substituições.
Em suma, se Queiroz ficar tem de se pôr a seu lado alguém que perceba de futebol. Alguém que ele aceite e respeite, mas que tenha uma palavra decisiva nos assuntos importantes. Os actuais adjuntos apenas servem para entregar os “papéis” dos jogadores que vão entrar e para pedir as substituições.
Se Madail fosse um presidente a sério, resolvia este assunto com Queiroz já, que é a ocasião propícia para tratar dele. Impôr a Queiroz alguém a seu lado, como tem Maradona, que o “ajude” em todas as decisões importantes.
O segundo problema é Cristiano Ronaldo. Aqui a primeira questão que tem de ser posta a CR é se ele quer continuar na selecção ou não. Se não quisesse seria óptimo. Querendo, terá de perder de imediato a braçadeira de capitão. É inadmissível que o capitão de equipa se recuse, ainda por cima nos termos em que o fez, a explicar aos portugueses o seu fracasso e o da sua equipa. Não há desculpas para este facto, nem qualquer hipótese de negociação. E quanto mais cedo isso for anunciado tanto melhor. Não adianta que Ronaldo ou o seu agente venham agora dizer numa de “limpeza de imagem” que não quis ofender Queiroz. Ele ofendeu os portugueses e os colegas. E ofendeu o seleccionador que tem de ser respeitado, mesmo quando comete erros ou tem limitações. Portanto, não há desculpa.
Depois é preciso que ele responda com muita clareza se quer jogar com a equipa e para a equipa. Mas a resposta tem de ter consequências: se não cumprir as ordens do treinador ou se estiver num dia mau tem de ser substituído como qualquer outro.
Alguém tem de lhe tirar da cabeça a ideia de que é o “salvador da pátria”. Ele tem apenas que ser mais um e colocar as suas faculdades ao serviço do conjunto.
Terá Queiroz competência e capacidade para conseguir isto? Não, não tem. Logo, mais uma boa razão para ter a seu lado alguém que o faça.
E até é muito provável que as coisas estejam facilitadas…porque Cristiano Ronaldo vai sofrer muito com Mourinho. Ou entra na linha ou está feito.

PARABÉNS, ESPANHA!


ABAIXO CRISTIANO RONALDO!

Antes de mais, é preciso que se diga que a Espanha tem uma magnífica equipa. Servida por excelentes jogadores, como Xabi, Iniesta, Villa, Xavi Alonso, Piqué, Casillas, para citar só alguns. Jogou mais, do princípio ao fim, quis sempre ganhar e seria uma pena para o próprio Mundial se, perante o jogo que fez, tivesse sido eliminada. É um prazer ver jogar a equipa de Espanha e só é pena que vá ter que se defrontar com a Alemanha ou a Argentina antes da final.
Houve na orientação técnica da equipa portuguesa alguns erros. Mas para que não haja qualquer espécie de dúvidas é bom que se diga que, com erros ou sem erros, seria sempre inferior à equipa de Espanha.
Queiroz adoptou mais uma vez uma táctica excessivamente defensiva, com pouca ambição, porventura a pensar na hipótese de chegar ao fim do jogo empatado e ganhar nos penalties. Ou então acreditando que num lance fortuito de futebol directo pudesse marcar um golo, o que, aliás, esteve para acontecer.
É muito discutível se esta deve ser a atitude de uma equipa num Mundial, ainda por cima conhecendo-se algumas das suas limitações. Sem ter enveredado em aventuras, teria sido mais honroso e mais espectacular fazer um jogo mais ambicioso contra a Espanha.
Depois, a substituição de Hugo Almeida foi um desastre completo, sob todos os pontos de vista. Almeida, que está muito longe de ser um jogador dotado, até estava a fazer uma boa partida.
A seguir, as completas nulidades que foram Ronaldo e Simão. Esses sim, deveriam ter sido substituídos ao intervalo.
Isto leva-nos para o “estatuto” de Ronaldo na selecção. Parece que é um jogador intocável e que a selecção é o local onde ele faz o que quer. Não passa a bola. Faz remates a despropósito. Vai marcar livres em zonas do campo que não são suas. Não defende. Enfim, não é um jogador de selecção. E muito menos tem estatuto moral para ser capitão. As declarações que ele fez no fim do jogo são inadmissíveis e indesculpáveis. E o remendo que o seu empresário tenta fazer numa página de internet ainda é mais vergonhoso.
Com Deco passa-se o mesmo. Não deve voltar a ser convocado.
Também não se percebe por que razão num jogo de tão grande intensidade, Queiroz insiste em Pepe, que nem à selecção deveria ter ido por motivos físicos. Assim como se não percebe que, tendo levado dois laterais direitos, tenha optado em dois jogos por um defesa central. Então, por que foram convocados?
Com vários jogadores a menos, uns porque pura e simplesmente não jogaram, outros porque não estão em condições de jogar, dificilmente Portugal poderia ter feito mais contra a Espanha.
Tendo em conta as vicissitudes do sorteio, pode dizer-se que fez o mínimo exigível.
Pontos muito altos da equipa portuguesa são Eduardo e Fábio Coentrão; depois Tiago, Meireles e os dois centrais (embora Ricardo Carvalho seja um jogador consagrado, infelizmente com mais de trinta anos…). Pedro Mendes esforçou-se. Danny sempre decepcionante, Liedson com pouco tempo e estilo de jogo adverso, Almeida esforçado e competente nas vezes que jogou.
Foi bonito ver os grandes jogadores espanhóis cumprimentar o consolar Eduardo pela excelente exibição.
Espanha 1 - Portugal 0

terça-feira, 29 de junho de 2010

PARAGUAI PASSA NOS PENALTIES




MAIS UM JOGO MORNO

É isso, foi um jogo frouxo apitado por um árbitro belga que não parava de soprar no apito. Não houve decisões escandalosas, mas um critério mais largo para o Paraguai e mais estreito para o Japão.
O Paraguai jogou mais ou menos da mesmo modo como sempre o tem feito: segurança defensiva e pouca ousadia ofensiva. O Japão pôs em jogo dois modelos: na primeira parte o passe longo para as costas da defesa adversária; na segunda parte um futebol mais próximo daquele que jogou na fase de grupos.
No prolongamento o Japão caiu um pouco, a bola andou muitas vezes perto das suas redes e chegou poucas vezes perto da baliza do Paraguai, e nem sempre com consistência.
Nos penalties, o defesa japonês falhou o terceiro, o Paraguai continuou a acertar e Cardozo fechou a conta, inviabilizando a marcação do último da série japonesa.
Enfim, um jogo com pouca história, mas sempre muito motivador para quem ganha e chega pela primeira vez aos quartos de final.

O BRASIL GANHOU E ASSIM CONTINUARÁ ATÉ À FINAL




O CHILE PERDEU…NATURALMENTE

O Brasil ganhou ao Chile e não há muito a dizer. Talvez apenas sublinhar que a concepção de jogo que Bielsa idealizou para a equipa não tem intérpretes à altura. Num campeonato de mundo os intérpretes têm de ser pelo menos 21. Com três jogadores fundamentais castigados, o Chile não tinha grandes hipóteses de fazer frente ao Brasil. E, pelo que se viu, também parece não restar dúvida de que o Brasil é melhor do que a Espanha.
O outro aspecto que merece ser realçado é a entrada de Daniel Alves e de Ramires no time inicial, cuja acção muito contribuiu para paralisar as iniciativas chilenas. Qualquer um deles é melhor do que aqueles que foram substituídos, por muito que Elano seja um jogador importante. Infelizmente, Ramires não vai poder jogar o próximo.
A partir daí a classe e a experiência dos jogadores brasileiros fez o resto. E até Michel Bastos, que tem estado tão aquém das suas possibilidades, “ressuscitou” na segunda parte e fez o seu melhor jogo na Copa.
O senhor Lobo até aproveitou logo para dizer que ele tem sido o melhor lateral esquerdo deste campeonato. O senhor Lobo é tão faccioso que qualquer pretexto lhe serve para arrumar os que não gosta. De facto, o senhor Lobo não estará muito interessado em elogiar o lateral brasileiro, o que ele verdadeiramente não quer é que se elogie o “outro”, de outra equipa, que, segundo ele, nem à selecção deveria ter ido.
É indiscutível que o Brasil tem sorte, embora faça por a merecer. Começou por não ter um grupo forte, contrariamente ao que se disse. E embora não tenha jogado bem na fase inicial, jogou o suficiente para ficar em primeiro lugar e para rodar a equipa. Assegurado o primeiro lugar e identificados os adversários com que poderia cruzar-se, dificilmente se concebe outro desfecho para os confrontos a travar que não seja a vitória do Brasil. Os adversários que estão na rota do Brasil são de segunda ou de terceira linha. Verdadeiramente os brasileiros nem os consideram. Já sabem que estão na final.
Os brasileiros somente receiam aqueles que já os derrotaram. A esses respeitam, aos outros não. Ora, os que já os derrotaram, estão em casa. Quando os brasileiros viram a França e a Itália eliminadas, respiraram fundo e disseram: agora só temos que esperar por aquele que, desgastado, nos venha fazer companhia na final. E esse será certamente a Argentina, a Espanha ou a Alemanha. Enfim, tudo equipas que o Brasil está habituado a ganhar e que verdadeiramente não teme.
Portanto, o Presidente Lula pode ir preparando a festa no Palácio do Planalto.
Brasil 3 - Chile 0

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A LARANJA MECÂNICA JÁ NÃO É O QUE ERA


HOLANDA APURADA, ESLOVÁQUIA ELIMINADA

O futebol está a ficar todo muito parecido. Até a Holanda, famosa até há bem pouco tempo por ter um futebol diferente dos demais, mais espectacular e emotivo, está agora mais parecida com a generalidade das equipas.
Salvo raras excepções, as equipas atacam com cautela, quase sempre em inferioridade numérica e somente quando as vicissitudes do jogo permitem um desequilíbrio ou brilha uma estrela individual é que o golo acontece.
Foi o que se passou hoje, no Holanda-Eslováquia, um jogo morno e “chato”. Robben lá apanhou uma bola a seu jeito na direita, derivou para o centro e por entre os defesas marcou um golo igual a tantos outros que tem marcado. O segundo resulta de uma desconcentração da defesa eslovaca, entretida a discutir com o árbitro espanhol uma falta inexistente. Marcado o livre para as costas da defesa, com Dirk Kuyt praticamente sem marcação, uma saída do guarda-redes a substituir os defesas e lá estava Sneijder para fazer o 2-0.
No fim do jogo, foi a vez de a Eslováquia marcar de penalty, depois de por duas vezes Vittek ter falhado o golo quando ainda estava 1-0.
Se a Eslováquia conseguiu penetrar na área holandesa por três ou quatro vezes e deixar o avançado na cara do guarda-redes, mais facilmente o conseguirá o Brasil, caso chegue aos quartos-de-final.
Holanda 2 - Eslováquia 1

domingo, 27 de junho de 2010

A ARGENTINA PASSOU


MAS VOLTOU A HAVER ERRO GRAVE

No jogo da noite voltou a haver um erro grave. O primeiro golo da Argentina foi marcado em fora de jogo. Não têm acontecido erros destes, mas logo aconteceu no jogo em que não poderia ter acontecido.
A diferença entre aquilo que aconteceu hoje relativamente ao que acontece todos os domingos por todo o mundo, é que os jogadores e o árbitro viram passado uns instantes que tinha havido off side. E como o jogo ainda não tinha recomeçado, o árbitro deveria ter anulado o golo. Foi uma covardia não o ter feito.
As consequências ficaram à vista de todos: alguns jogadores do México perderam a cabeça e outros desconcentraram-se. O segundo golo da Argentina é ainda uma consequência do primeiro.
Foi mais um jogo que a arbitragem estragou. E foi pena, porque também este iria ser um grande espectáculo.
Na segunda parte, a mente dos jogadores esfriou, a Argentina marcou um grande golo e o México também. Por razões óbvias o México assumiu o comando do jogo e equilibrou a partida, o que deixa em aberto a questão de saber o que teria acontecido se o árbitro tivesse feito o seu trabalho.
A Argentina tinha aqui a sua prova e enquanto o árbitro não errou não se estava a sair muito bem. Por isso, vamos ter de esperar pelo próximo jogo para sabermos se temos ali um campeão.
Argentina 3 - México 1

GRANDE LIÇÃO DE DESPORTIVISMO DOS INGLESES



ALEMANHA-INGLATERRA – UM ERRO IMPERDOÁVEL

Aquele que poderia ter sido o maior espectáculo do Mundial 2010 ficou manchado por um erro inadmissível da arbitragem. Não há desculpas para o que aconteceu. Toda a gente viu: no estádio, na televisão e no campo. Somente o árbitro e o bandeirinha não viram. Capelo, no banco, festejou o golo e quedou-se assombrado com a passividade do árbitro.
Inadmissível também que ninguém de fora, pelo intercomunicador, não tenha advertido o árbitro do que se passou. De facto, só a sua péssima colocação no terreno ou uma distracção podem justificar semelhante lapso tão flagrante.
Uma palavra de louvor para os ingleses que não protestaram. Não rodearam o árbitro ao intervalo e no fim do jogo. Não se tornaram violentos depois do sucedido. Aceitaram o que aconteceu como uma contingência do jogo. DIr-se-á que foi a paga do que ocorreu em 1966. Não foi bem a mesma coisa. Há 44 anos o árbitro validou um golo que ninguém sabe se entrou. Hoje não validou um golo que toda a gente viu que entrou.
Ainda admiti que logo a seguir ao intervalo os alemães repusessem a verdade do jogo. Que alguém da Federação alemã ou o próprio treinador tomassem essa decisão. Puro lirismo…
Havia todos os condimentos para que o confronto desta tarde fosse um grande espectáculo. E estava a ser. A Alemanha, jogando magistralmente, com uma linha avançada de luxo, estava fazendo uma grande exibição. Marcou dois golos. E estava por cima. Os ingleses tentaram reagir e num cruzamento marcaram um golo, depois de já terem ameaçado seriamente as redes de Neuer. E logo a seguir empataram, por Lampard, num remate à entrada da área numa jogada de insistência. E é então que acontece o que se sabe.
Esta triste jogada até começou por desmoralizar os alemães, que nunca mais se reencontraram até ao intervalo. Após o intervalo, os ingleses continuaram a insistir, mas expuseram-se exageradamente. E em dois rápidos contra-ataques sofreram dois golos de Müller.
Nunca se saberá o que teria acontecido sem o erro do árbitro, embora seja óbvio que, com excepção de Rooney, a Alemanha tem melhores jogadores. Terry é o Canavarro dos ingleses. Já está com mais aptidões para outras coisas do que para jogar futebol.
A equipa inglesa é o maior falhanço profissional da carreira de Capelo.
Mesmo para quem não torce pela selecção inglesa, esta é uma vitória amarga. Não há nada como a verdade desportiva, mesmo nos casos em que ela é deturpada por um erro involuntário.


Alemanha 4 – Inglaterra 1

ESTADOS UNIDOS CAÍRAM NOS OITAVOS ANTE O GANA


E A PROVA FICA MAIS POBRE

O embate desta tarde entre o Gana e os Estados Unidos foi um espectáculo interessante. Defrontava-se uma equipa, a americana, que tem vindo a marcar uma presença muito positiva nos últimos mundiais e uma outra – o Gana – que tinha a seu cargo a difícil tarefa de defender a honra de um continente.
A equipa do Gana, muito jovem e com muita força, entrou no jogo de modo quase arrasador. Logo no início do jogo beneficiou de um erro grave da equipa americana - perda de bola no momento de iniciar uma transição ofensiva -, marcou um golo e continuou durante toda a primeira parte com um altíssimo ritmo, que os americanos foram contendo conforme puderam.
À semelhança do que já tinha acontecido noutros encontros, os Estados Unidos vieram do intervalo completamente modificados. Era outra equipa e ao fim de quinze minutos de intensa pressão empataram o jogo. Daí até ao fim do tempo regulamentar os americanos tentaram ganhar o jogo e dispuseram de grandes oportunidades. A equipa do Gana caiu física e animicamente, terminou os noventa minutos com muita dificuldade, mas conseguiu a guentar o empate.
Todos esperavam, no início do prolongamento, que a vitória fosse dos Estados Unidos. Mas eis que, num lançamento longo de Ayew para o centro da defesa americana, Gyan leva a melhor sobre os dois centrais americanos e marca um grande golo, lembrando pela pujança que pôs na jogada e pela potência do remate um dos grandes golos de Eusébio.
Estávamos no início do prolongamento, mas a partir daí os Estados Unidos nunca mais se encontraram. Nem Donovan foi capaz de pôr ordem e dar sentido colectivo a uma equipa que sempre tinha sabido reagir às adversidades. No momento em que essa reacção era mais necessária do que nunca, a grande equipa americana não apareceu.
Para quem gosta de futebol, foi melhor que se tivesse despedido assim do que com uma inglória grande exibição. Afinal, a equipa americana também tem estados de alma…
Gana 2 - Estados Unidos 1

sábado, 26 de junho de 2010

URUGUAI NOS QUARTOS DE FINAL


COREIA DO SUL ELIMINADA

Com a melhor equipa das últimas décadas, o Uruguai apurou-se para os quartos de final num jogo difícil contra a Coreia que foi sempre um adversário à altura. Contando com jogadores com classe e muita experiência, o Uruguai marcou nos momentos determinantes do jogo e assegurou a vitória.
Na primeira parte o Uruguai esteve melhor, numa excelente jogada comandada por Forlan marcou logo aos oito minutos, por Suarez, embora beneficiando de um erro do guarda-redes. Ainda tentou dilatar a vantagem, mas a Coreia respondeu sempre com energia, nunca se deixando dominar.
Na segunda parte os uruguaios entregaram a iniciativa do jogo à ao adversário e essa estratégia ia-lhes custando a vitória. Assistiu-se então a um domínio intenso de Coreia, que viu coroados os seus esforços com um golo, também devido a erro do guarda-redes e da defesa uruguaia.
A verdade é que depois deste golo e quando se contava com a intensificação do ataque coreano, o Uruguai conseguiu arranjar forças para equilibrar o jogo e depois o talento individual de Suarez, na sequência de um canto, fez o resto, marcando um golo de belo efeito. Já soma três!
A Coreia ainda tentou reagir, mas a grande experiência da equipa do Uruguai não o permitiu.
A arbitragem cometeu dois erros graves. O primeiro, ao ter assinalado um fora de jogo inexistente a Suarez quando este já caminhava sozinho para a baliza; o segundo ao não ter assinalado um penalty quando um defesa coreano cortou a bola com o braço num remate de Maxi Pereira.
Com a passagem aos quartos de final, o Uruguai confirma a boa forma das equipas americanas neste campeonato. Os comentadores, recorrendo aos habituais lugares comuns, lá vão dizendo que o facto de os campeonatos deles não coincidirem com os nossos acaba por os beneficiar do ponto de vista físico na medida em que alinham com jogadores menos cansados.
O lugar-comum tem a enorme vantagem de nos dispensar de pensar. Avança-se com o lugar-comum e a explicação fica dada por maior que seja a força da realidade noutro sentido. De facto, aquela explicação não faz o menor sentido, porque os jogadores das equipas sul-americanas jogam quase todos na Europa, participam nas competições europeias e chegam ao Mundial como tantos jogos nas pernas como os europeus. A razão da sua superioridade é, portanto, exactamente a oposta. É pelo facto de a maior parte das grandes equipas europeias jogarem com muitos sul-americanos nas suas fileiras que os países de que eles são oriundos estão fazendo tão boa figura no Mundial.

Uruguai 2 – Coreia do Sul 1

A ESPANHA GANHOU E DEFRONTARÁ PORTUGAL


CHILE JOGARÁ COM O BRASIL

Depois do que se viu hoje, talvez seja preferível para a equipa portuguesa defrontar a Espanha nos oitavos de final do que o Chile.
O Chile começou excelentemente a partida com a Espanha, a ponto de se poder afirmar que com o seu futebol da primeira meia-hora descaracterizou a imagem de marca da selecção espanhola. Todavia, com as grandes equipas, como a Espanha, não pode haver deslizes. Aquela saída do guarda-redes chileno a cerca de quarenta metros da sua baliza, jogando a bola para a frente, deitou tudo a perder e permitiu a David Villa fazer um grande de golo. Um jogador tão talentoso como Villa não perdoa e com as redes desguarnecidas marcou um excelente golo a 45 metros.
O segundo golo nasce igualmente de uma bola perdida numa zona proibida. Depois foi mais uma vez uma notável jogada de Villa magistralmente concluída por Iniesta. Reduzido a dez unidades no lance do segundo golo e a perder por dois zero, o Chile nunca mais foi a mesma equipa da primeira meia hora de jogo. Mesmo assim ainda reduziu, e o golo marcado permitiu-lhe outra tranquilidade relativamente ao que estava a acontecer no outro jogo – Suíça-Honduras.
A Espanha, por seu turno, só descansou quando percebeu que o Chile estava satisfeito com o resultado, tanto mais que um empate poria a Espanha fora do Mundial em caso de vitória da Suíça.
Por estranho que possa parecer, o melhor jogo da Espanha foi o que perdeu. Nenhum dos outros dois esteve ao nível dos jogos que fez no Euro 2008. Tudo ponderado, é preferível para Portugal defrontar a Espanha. O Chile acabaria por ser um adversário mais difícil. Porventura passar-se-á o contrário com o Brasil, que terá mais vantagem em defrontar o Chile do que a Espanha.
A Suíça depois da extraordinária vitória sobre a Espanha, soçobrou ante o Chile e não foi capaz de se impor às Honduras. É a sétima equipa europeia eliminada. E na próxima ronda serão mais duas. É muito!
As Honduras é a única equipa latino-americana eliminada. Além disso não marcou qualquer golo, embora tenha averbado um ponto.
Temos assim, como conclusão da fase de grupos, o fracasso das selecções africanas (só uma passou) e a debacle das selecções europeias – de treze só restam seis! A excelente prestação das selecções americanas – de nove só saiu uma; o bom desempenho das equipas asiáticas – de três ficaram duas; os bons resultados da NZ e a prova razoável da Austrália.

Espanha 2 – Chile 1;
Suíça o – Honduras 0.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PORTUGAL PASSOU AOS OITAVOS DE FINAL




BRASIL EM PRIMEIRO NO GRUPO G

Queiroz foi para o jogo de hoje com a intenção de não perder. Compreende-se. Depois da goleada de Brasília, Portugal não se iria arriscar a jogar franco contra o Brasil. Poderia ter marcado, mas a probabilidade de sofrer golos era muito grande. Por isso, preferiu um resultado que moralizasse a equipa. Ficar em segundo lugar, sem golos sofridos, é bom para uma equipa em que poucos acreditavam
É preciso não esquecer que o Brasil é a grande potência do futebol mundial. Desta vez, Queiroz agiu bem, mesmo sabendo antecipadamente o que lhe poderia acontecer: não ganhar. E com um bocadinho de sorte até poderia ter ganho.
Na primeira parte, o Brasil foi mais forte. A equipa portuguesa perdeu muitos passes, errou marcações e poderia ter sofrido dois golos. Valeu-lhe a sorte e Eduardo. Com excepção de Coentrão e do guarda-redes todos estiveram abaixo do seu nível.
Mas o Brasil também não impressionou e até demonstrou alguma imaturidade emocional no meio campo, que não vai poder repetir noutras ocasiões.
A arbitragem na primeira parte mostrou sete cartões amarelos e nos lances difíceis decidiu sempre contra Portugal, nem sempre bem.
Na segunda parte, principalmente depois da entrada de Simão, tudo se alterou. A equipa deixou de errar passes, passou a sair bem em contra-ataque, e chegou a assustar o Brasil nos tais lances de transição rápida. Mas Júlio César, Lúcio e Juan são muito fortes. Para não falar em Maicon também do melhor que há. Menos bem Michele Bastos e até Daniel Alves, que tarda em acertar.
No meio campo Gilberto Silva errou muitos passes, o que não é costume e Filipe Melo teve de sair, porque muito provavelmente sairia expulso.
Kaká, mesmo limitado, é o melhor meia da selecção brasileira. Mas atenção a Ramires que é um grande jogador. Na frente Fabiano não logrou bater a “muralha”portuguesa, Grafite, mais forte, mas com pouco tempo, também não. Elano não tem substituto à altura e Robinho alterna, ora parece imprescindível ora vulgar.
Dunga não tem de se queixar pela forma de jogar da selecção portuguesa. Apenas tem de saber contornar as dificuldades que as equipas adversárias lhe põem. Se não for capaz não pode aspirar a ser campeão.
Na selecção portuguesa Coentrão foi indiscutivelmente o melhor. A seguir Eduardo e Ronaldo, muito isolado, mas melhor do que o costume. Não é fácil jogar sozinho contra a melhor defesa do Mundial
As críticas a Queiroz que, pelo que estamos a ouvir, foram muitas, desta vez nem todas justas, devem incidir na utilização de Pepe – que poderia ter deitado tudo a perder. Aliás, Pepe nem deveria ter ido á África do Sul. Duda também não justificou a entrada no time inicial e Danny continua muito longe das prestações que todos já lhe vimos fazer na Rússia. Ricardo Costa, apenas para defender, começou por comprometer, mas depois foi acertando. De qualquer modo não é solução.
A partir de agora o jogo tem de mudar. Acabou a fase da moralização da equipa. Daqui para a frente vai ser preciso jogar para ganhar, tanto mais que não está lá o Ricardo para defender os penalties…
Brasil 0 - Portugal 0;
Costa do Marfim 3 - Coreia do Norte 0

quinta-feira, 24 de junho de 2010

JAPÃO DÁ BAILE À DINAMARCA E APURA-SE




HOLANDA EM PRIMEIRO NO GRUPO, CAMARÕES EM ÚLTIMO

O Japão afirmou-se como a equipa mais espectacular do seu grupo. À frente da Holanda que parece ter trocado o seu brilhante futebol por um estilo mais virado exclusivamente para o resultado.
O Japão ganhou à Dinamarca e a sua superioridade, sob todos os aspectos, nunca esteve em causa durante o jogo, não obstante a generosa entrega dos dinamarqueses. Mas o futebol do Japão é de outra dimensão.
Até será interessante sublinhar a técnica de marcação de livres com a “Jabulani”. Quem tenha estado atento terá reparado que até hoje todos, ou quase todos os livres, marcados na direcção da baliza passavam invariavelmente por cima da barra, a grande altura. O mesmo tem acontecido com a bola corrida desde que rasteira. Também neste caso, a maior parte dos remates passam sobre a barra.
Pois os japoneses marcaram dois golos de livre, excelentemente batidos, e estiveram muito perto de alcançar o terceiro do mesmo modo.
Mais uma vez o futebol demonstra a sua irracionalidade, mesmo quando jogado pelos nórdicos. Via-se que Tomasson não estaria em condições de marcar o penalty, tal como Podolski no jogo contra a Sérvia. Pois apesar de toda a gente ver isso, ele lá foi marcar o penalty e falhou. A bola apenas entrou na recarga, porque o guarda-redes do Japão a defendeu para a frente. O mesmo guarda-redes que já havia dado um “frango” contra a Holanda.
A Holanda não perdoou e despediu os Camarões que regressam a casa só com derrotas. Pode ser que, a partir de agora, o senhor Eto’o tenha mais respeito por Roger Milla e perceba que chegar aos quartos-de-final de uma prova como o Mundial não para qualquer um.
A boa notícia deste jogo, melhor, a coisa boa foi o regresso de Arjen Robben à equipa holandesa.
Holanda 2 - Camarões 1;
Japão 3 - Dinamarca

ITÁLIA ELIMINADA




PARAGUAI E ESLOVÁQUIA APURADOS

Depois da França, a Itália é a segunda grande selecção europeia eliminada no Mundial 2010. Vários são os factores que explicam a decadência do futebol europeu. Se bem repararmos, as grandes vedetas do futebol na actualidade são originárias dos grandes países emergentes da América Latina e também da África. Poucos são aqueles que, oriundos da Europa, podem, a justo título, ostentar esse epíteto.
É verdade que ainda há algumas boas escolas de formação na Europa. Mas são poucas e cada vez os clubes estão menos dispostos a investir na formação, quando podem, sem grande esforço, encontrar pequenos génios no Brasil e na Argentina a preços convidativos, principalmente de revenda.
Mas há outras causas. O fracasso do futebol europeu é também a imagem de uma Europa em decadência e em crise.
Em primeiro lugar, crise demográfica que se reflecte em todos os domínios da vida europeia e, portanto, também no futebol. Mas depois há uma crise de identidade cada vez mais manifesta nos países de forte imigração que não souberam integrar devidamente e sem hipocrisias os filhos dos imigrantes que colmataram, e que continuam a colmatar, a forte lacuna demográfica de que a Europa padece. O caso francês é o mais evidente.
Mas há ainda outras causas, como a corrupção na Itália, que tem corroído o futebol, mais do que em qualquer outro país por ser um país que não exporta jogadores.
A política seguida na Europa, pelos grandes clubes, de através da venda dos direitos televisivos para todo o mundo, da marchandising e da comercialização dos direitos de imagem das principais vedetas pagarem o seu custo, indo contratá-las onde quer que elas existam e os demais factores antes enunciados têm, no seu conjunto, dado um rude golpe no futebol europeu.
Hoje, a Itália perdeu com a Eslováquia num jogo em que se viu uma equipa italiana a cometer erros defensivos impensáveis noutras ocasiões. Aquela Itália que noutros campeonatos se “arrastava” e depois chegava à final tinha uma imagem de marca para o seu futebol feio. E essa imagem era a solidez defensiva. Perdendo esta solidez, à Itália não resta mais nada. Apenas a sorte, que esteve a ponto de a bafejar no último segundo do jogo.
O campeão de há quatro anos regressa a casa com dois pontos e cinco golos sofridos!
O Paraguai é a equipa porventura mais “europeia” da América Latina e até talvez a mais “italianizada”. Foi jogando com o resultado do jogo da Itália e contendo o jogo da Nova Zelândia, que, apesar da vontade dos seus jogadores, também não tinha argumentos para muito mais. É certo que a NZ estava apenas a um golo da passagem aos oitavos de final, desde que esse golo representasse a vitória, mas não fez muito para o alcançar ou não pôde fazê-lo, o que talvez seja mais correcto.
A NZ termina a sua participação sem derrotas, com três pontos, à frente da Itália, tendo demonstrado nos três jogos uma grande vontade e um enorme sentido colectivo. Foi uma participação digna e honesta.
Cardozo sem Jorge Jesus no comando é um avançado sem chama…

Itália 2 – Eslováquia 3;
Paraguai 0 – Nova Zelândia 0