domingo, 13 de junho de 2010

A ALEMANHA PROMETE!





AS OUTRAS CINCO QUE JOGARAM HOJE NÃO CONVENCEM

O primeiro jogo do dia foi uma verdadeira seca. As equipas africanas acima do Sahara não convencem. Até podem ganhar a Copa de África, mas ficam sempre muitos furos abaixo das subsaharianas, quando estas são boas.
A Argélia não fugiu à regra: jogo lento, sem imaginação, sem grandes protagonistas – um futebol de fazer abrir a boca, bocejar.
Outro tanto se diga da Eslovénia que também não mostrou nada, nem provavelmente mostrará. Ganhou, com um grande frango de Faouzi Chaouchi e contra dez (por mais uma infantilidade), por expulsão de Guezzal, mas o único resultado justo era um empate a zero. Um zero grande!
Depois veio a Sérvia e o Gana. A coisa melhorou um pouco, mas nada de especial. O primeiro tempo foi para esquecer. No começo da segunda parte, no primeiro quarto de hora ou talvez menos o Gana deu indícios de que queria dar outro ritmo ao jogo e marcar. Mas foi sol de pouca dura. A Sérvia reagiu, mas pouco depois tudo se equilibrou. Numa altura em que a Sérvia estava relativamente por cima, viu um jogador (Lukovic) expulso por acumulação de amarelos, sem desculpas e como se aquelas duas asneiras não bastassem, Kuzmanovic cortou com a mão um lance na área que não oferecia qualquer perigo imediato.
E assim o Gana, já conformado com o empate, não desperdiçou aquela oportunidade que lhe caiu do céu. Gyan marcou. A Sérvia ainda tentou o empate, mas já era tarde.
O último jogo entre a Alemanha e a Austrália foi o melhor. Mais do que isso: a Alemanha foi até agora a equipa que melhor se exibiu. A Alemanha apenas levanta uma dúvida: a consistência da sua defesa na zona central do terreno. Tivesse a Alemanha dois bons centrais e já estaria encontrado um dos finalistas. Assim, é difícil fazer vaticínios. Perceber até que ponto o excelente jogo de ataque poderá superar as eventuais deficiências defensivas. Apesar das excelentes prestações nos últimos Mundial e Europeu, a Alemanha parece ter este ano uma equipa bem melhor. Será que Ballack faz mesmo falta? Ou será que Özil é mesmo muito bom e além do mais só tem vinte e um anos?
É certo que a Austrália ficou aquém do que se esperava e ainda viu um jogador expulso na segunda parte (Cahill). Mas quem é que com a Alemanha vai render o que se esperava? Tudo isto para dizer que os 4-0 com que hoje a Alemanha derrotou a Austrália podem não ser uma excepção.
Das quatro grandes equipas que até hoje jogaram, somente a Alemanha deu espectáculo. A Argentina esteve bem, mas tanto a França como a Inglaterra desiludiram!
Eslovénia 1 - Argélia 0;
Sérvia 0 - Gana 1 ;
Alemanha 4 - Austrália 0

sábado, 12 de junho de 2010

OS JOGOS DE HOJE


ARGENTINA E ESTADOS UNIDOS OS MELHORES RESULTADOS

Os jogos de hoje foram melhores que os de ontem. No primeiro jogo, a Coreia do Sul, que já não é uma surpresa, dominou a Grécia (a equipa mais fraca das que já se exibiu) e ganhou naturalmente por 2-0. Os jogadores coreanos que jogam na Europa, principalmente Park Ji- Sung, destacou-se como a grande vedeta da equipa, embora jogando sempre com o conjunto e para o conjunto.
A equipa grega pareceu uma equipa deslocada, sem classe para participar em representação da Europa numa competição desta envergadura. Com a segunda presença em fases finais, soma quatro derrotas, doze golos sofridos e zero marcados.
No jogo seguinte, a Argentina surpreendeu positivamente, como equipa, já que no que respeita a jogadores toda a gente sabe que tem os melhores do mundo. Venceu 1-0 a Nigéria, com golo de Heinze, e mais teriam sido, não fora a Nigéria ter um excelente guarda-redes (Enyeama), justamente considerado o melhor em campo.
A única questão que se pode pôr relativamente à Argentina é a seguinte: não jogando a equipa pelas laterais como se justifica a inclusão nela de um extremo puro como Di Maria? Não se pode dizer que Di Maria tenha passado ao lado do jogo. O jogo é que passou todo ele ao lado de Di Maria e, quando assim é, não há nada a fazer. Messi esteve bem e até poderia ter feito mais do que um golo não fora, como já se disse, a exibição do guarda-redes da Nigéria.
A Nigéria tem uma equipa combativa e com bons jogadores, mas a Argentina é melhor.
Finalmente, a Inglaterra desiludiu. A equipa que na Europa havia ganho tudo, experimentou grandes dificuldades face a uma excelente equipa norte-americana, que também já não constitui surpresa para ninguém. Uma equipa corajosa, que não vira a cara à luta, que quer ganhar e que conta, além do mais, com um excelente guarda-redes (Tom Howard). Foi feliz no golo (um grande frango de Green), mas outro poderia ter marcado não fora o mesmo Green ter feito uma excelente defesa.
O que mais se estranhou na equipa inglesa não foi tanto um qualquer tipo de desorganização, mas a incapacidade para pôr no terreno um jogo capaz de surpreender os americanos. Se é isto o que a Inglaterra joga dificilmente chegará onde o seu treinador prometeu levá-la.
Coreia do Sul 2 - Grécia 0;
Argentina 1 - Nigéria 0;
Estados unidos 1 - Inglaterra 1

FRANÇA-URUGUAI, OUTRA SECA


ISTO NÃO PROMETE NADA

Segundo jogo, segunda decepção. Durante todo o jogo houve duas oportunidades de golo, uma para cada lado, das quais só uma a sério.
Quem viu há pouco os jogos da França no Mundial 2006 e compara com o jogo de hoje só pode lamentar que a França esteja tão diferente. É outra equipa, são outros jogadores e talvez ai esteja a explicação.
O “povo” não profissional do futebol que fala sobre os jogos não tem dúvidas em afirmar que o jogo foi uma seca e que o futebol de uma e de outra equipa não entusiasmou ninguém. Por isso, não deixa de ser interessante confrontar essas opiniões com as dos comentadores profissionais. Foi interessante ouvi-los falar sobre este jogo na RTP N. Um deles, que este ano levou 8 na Luz, acha que a França tem equipa para ir à final ou mesmo para ganhar. Para a próxima leva 10, que é uma conta mais redonda!
Veremos, amanhã, o que dá a Argentina-Nigéria e a Inglaterra-EUA, porque hoje foi de mais. O segundo jogo, como espectáculo, ainda foi pior do que o primeiro. Que interesse tem jogar de um lado e do outro apenas com a obsessão de não deixar o adversário marcar. Pelo que já se viu só há uma forma de este campeonato se salvar: é marcar um golo cedo. Se não há golo cedo, como ninguém verdadeiramente o procura, com a passagem do tempo tudo via ficando pior.
Os dois uruguaios que jogam em Portugal foram menos ofensivos do que costumam ser. Álvaro Pereira cometeu inclusive alguns deslizes, Maxi Pereira esteve mais “certinho”, sem ter sido brilhante.
Na França, até Ribéry parece estar a jogar pior. No fim do jogo, o seleccionador francês disse que a sua equipa, pelas oportunidades que desfrutou, merecia ganhar. Que jogo é que ele esteve a ver?
México 1 - RAS 1;
Uruguai 0 - França 0

sexta-feira, 11 de junho de 2010

COMEÇOU O MUNDIAL 2010 NA ÁFRICA DO SUL



A PRIMEIRA DECEPÇÃO

Começou hoje o Mundial de futebol na África do Sul. Mandela não merecia que o começo do Mundial ficasse associado a uma tragédia familiar - única nota triste num dia que ficará para a história da África do Sul.
Foi certamente por demagogia que Blatter decidiu o mundial em África. Mas nada mais justo, nem mais merecido. São africanos ou descendentes de africanos muitos dos grandes jogadores da história do futebol. Quando a África daqui a umas décadas for um continente muito diferente do que ainda hoje é, não obstante os extraordinários progressos dos últimos anos, o futebol brilhará em África como em nenhuma outra parte do mundo.
A cerimónia de abertura foi linda e espectacular, tal como ontem já havia sido o concerto que antecedeu o início dos jogos. Em contrapartida, o jogo de abertura foi fraco. O México jogou aquilo que sempre joga: um futebol lento, pouco audaz, sem a qualidade dos seus vizinhos do sul. Até poderia ter resolvido o jogo na primeira parte em duas ou três ocasiões em que dispôs de grandes facilidades concedidas por uma equipa sul-africana, muito ingénua e com muita dificuldade em posicionar-se correctamente no terreno.
Parreira é um homem experiente, mas o seu futebol também não varia muito. Muitas cautelas defensivas e um ou outro contra-ataque bem feito. E por aqui se ficou a selecção da África do Sul, que poderia ter ganho o jogo, à vontade, na segunda parte e acabou por empatar.
O golo que sofreu já não se aceita na primeira década do século XXI. Agora até se percebe melhor o que Jorge Jesus quer dizer quando se refere ao trabalho do treinador. Mas não foi apenas nesse golo que a selecção da RAS esteve mal. O posicionamento em campo dos seus jogadores deixa muito a desejar, nomeadamente – mas não só – nos desdobramentos ofensivos.
Enfim, um jogo que não apetece rever. Mais logo se ficará com uma primeira ideia do que pode esperar estas duas equipas no grupo a que pertencem. Mas não parece que possam esperar grande coisa.
Três notas: grande golo de Tshabalala numa boa jogada de contra-ataque; o excelente guarda-redes (Khune) da África do Sul; e a boa exibição de Giovanni dos Santos

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A SELECÇÃO PORTUGUESA



O JOGO DE HOJE O MUNDIAL DE 2006

Portugal fez hoje o último jogo-treino antes do teste decisivo com a Costa do Marfim.
A nota dominante do jogo foi a lesão de Nani, que, pelos vistos, já partiu lesionado para a África do Sul. A equipa portuguesa deve ter perdido o jogador em melhor forma juntamente com Fábio Coentrão.
Os jogadores e Queiroz, a avaliar pelas palavras e pelos rostos, parecem ter ficado muito contentes com a vitória sobre Moçambique por 3-0.
Revendo os jogos do Mundial de 2006, percebe-se muito facilmente que Portugal tinha à época uma equipa incomparavelmente melhor. Ricardo Carvalho era mais novo e estava em excelente forma; Simão, mais magro, e mais jogador; Tiago em grande forma; e esse extraordinário Ricardo que, na hora dos grandes jogos, estava sempre presente.
O que Ricardo fez no euro 2004 e dois anos mais tarde no Mundial da Alemanha, nos jogos com a Inglaterra, ficará para sempre como uma das mais notáveis páginas do desporto português. Principalmente o jogo da Luz, contra a Inglaterra, é inesquecível.
A selecção de agora não suscita entusiasmo. Acredito que Queiroz não ajude nada. Havia qualquer coisa de magnético em Scolari que empolgava os adeptos. Até poderia não ser um grande treinador de campo, mas ninguém, como ele, sabe comunicar com os jogadores e com o público. Apesar de ter a imprensa quase toda contra ele (por despeito e mesquinhez dos jornalistas), ele tinha o público consigo e isso lhe bastava.
Queiroz até pode a generalidade da imprensa a favor, mas aquela conversa “profef”da Cruz Quebrada não só não entusiasma ninguém, como ainda indispõe muita gente.
No próximo dia 15 logo se ficará com uma ideia de como as coisas vão correr.

domingo, 6 de junho de 2010

A SELECÇÃO ARGENTINA



EM PRINCÍPIO A MELHOR...E NO FIM?

A Argentina, na América do Sul, poderia ser um país diferente de todos os demais. Enfim, de todos menos um. Poderia, mas não é. É igual aos demais, porventura até pior em alguns casos.
Com a selecção, este ano, passa-se o mesmo. Poderia ser a melhor de todas. Ao nível mundial. Bem orientada, a Argentina tinha jogadores para fazer duas equipas sensivelmente iguais, ambas com capacidade para discutir entre si a final, se não se cruzassem antes.
Pois não obstante tudo isso, há um clima, a rodear a selecção, que não augura nada de bom.
Desde logo, essa história dos “holligans” é inadmissível. Toda a gente sabe o que se passa no campeonato da Argentina e no Torneio de Abertura. Lutas selvagens ente os adeptos das equipas rivais. Brutalidades sem conta. A que ninguém na Argentina consegue pôr cobro.
Pois, como se não bastasse o que fazem por lá, pagaram-lhes para acompanhar a selecção à África do Sul. E as responsabilidades não são de ninguém, embora haja cada vez mais suspeitas de que o próprio governo está não está isento delas, além claro, da federação e do seleccionador.
Por outro lado, crescem à volta da selecção as”promessas” mais estapafúrdias. É Maradona que promete subir o Obelisco nu, como se fosse um Apolo com muito para mostrar, digno de figurar na estatuária grega.
É Bilardo, já com idade para ter juízo, que promete coisas ainda piores. E é, finalmente, uma Miss que promete desnudar-se se, tal como os outros, a Argentina for campeã!
Há qualquer coisa de decadente que augura o pior, apesar da excelência da matéria prima.

sábado, 5 de junho de 2010

VILLAS-BOAS SEGUNDA ESCOLHA




PINTO DA COSTA QUERIA JESUS


Diz quem sabe, que Pinto da Costa tentou tudo o que era humanamente possível para levar Jesus: ofereceu-lhe muito dinheiro, facilidades de toda a ordem...e até um clube na Europa, depois de ganhar no Porto.

Jesus recusou. E só se não fosse inteligente o não faria. Explicando melhor: noutro contexto Jesus nem teria hesitado. Mas depois de já ter provado ser capaz de ganhar com o Benfica, de ter um excelente plantel, só iria para o Porto se fosse pouco inteligente. E isso ele não é. Que vantagens teria em mudar para o Porto? Nenhumas, absolutamente nenhumas. E teria muito a perder.

É óbvio que qualquer profisional entre ganhar no Benfica e ganhar no Porto prefere ganhar no Benfica. Tem o apoio e o entusiasmo de 70% do país. Se fosse para o Porto, iria ser assobiado de norte a sul e teria apenas o apoio de uns poucos.

São, portanto, razões muito objectivas e nada sentimentais ou emocionais as que levam Jesus a ficar no Benfica. Ganhar por ganhar, num grande clube!

Depois da recusa de Jesus, foram buscar Villas-Boas que estava em stand by desde há seis meses

BENITEZ ABANDONA LIVERPOOL




SEGUE-SE UM CLUBE ITALIANO?


Rafa Benitez é uma espécie de Mourinho II. Aliás, quando Mourinho estava em Inglaterra perdeu contra ele algumas vezes, uma das quais o impediu de chegar à final da Champions League.
Apesar de registar aos 50 anos várias vitórias no seu curriculum, entre as quais uma Liga dos Campeões, está longe de ter a ificácia de Mourinho.
Então, porquê Mourinho II? Porque tal como Mourinho, tudo sacrifica à vitória. O seu futebol, tal como o de Mourinho, é feio, sem espectacularidade. No ano em que ganhou a Liga dos Campeões, o Liverpool foi o clube com menos posse de bola, algo a rondar os 30%!
Em provas a eliminar, ainda se pode dizer que Rafa se bate com Mourinho, mas nas provas por pontos fica-lhe muito aquem.
Se Benitez for para o Inter, como muito provavelmente irá, tem todas as condições para “brilhar”. O futebol dele é aceitável pelos italianos.
Jorge Jesus sofreu este ano em Anfield Road porventura a sua derrota mais amarga. Tinha todas as condições para vencer o Liverpool ...e perdeu por 4-1!
Jesus ainda não está preparado para jogar na Europa contra equipas traiçoeiras. Se vier a estar, situar-se-á como treinador ao nível de um Guardiola, de um Cruif e de outros do mesmo género, já que o seu futebol é incomparavelmente mais atractivo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O FCP TEM NOVO TREINADOR




O SIGNIFICADO DA VITÓRIA

O Porto tem novo treinador. Apesar de ninguém o conhecer e de nada ter que objectivamente o recomende, todos, no clube, esperam de André Villas-Boas os maiores feitos.
O treinador está para o Porto, como o governo para os neoliberais. O seu principal papel é não atrapalhar, já que o êxito está, à partida, garantido.
O recente exemplo de Jesualdo Ferreira, como anteriormente o de Fernando Santos, demonstra que no FCP somente as derrotas pertencem ao treinador. As vitórias não. Pelo menos, no plano interno é assim.
O treinador somente adquire relevo ou notoriedade (negativa), se perder. Se ganhar, o seu único mérito estará em não ter inviabilizado a vitória.
Toda a gente sente que é assim. O que até hoje ninguém ousou perguntar foi: “E se eles (no FCP) tiverem razão"?
É muito provável que tenham razão. Já alguém que conhecia o clube por dentro, alguém que vivia na sua intimidade, um dia declarou, citando o presidente a propósito das vitórias de Mourinho: “Mourinho não ganhou só!”.
Pois é, a questão é mesmo essa. E assim sendo o FCP é que tem razão. Quem perde os campeonatos é o treinador. Mas quem os ganha não é ele.
E há todas as razões para supor que vai continuar a ser assim. Os indícios indicam que o caminho está de novo aberto...

APITO DOURADO




A BATOTA VAI CONTINUAR

A recente sentença de um tribunal do Porto absolvendo uma série de acusados do processo “Apito Dourado” constitui um rude golpe para todos aqueles que lutam pela verdade desportiva. Esta sentença, tal como outras já proferidas por tribunais da mesma cidade, representa objectivamente um grande alento para todos os que se dedicam a actividades batoteiras no futebol.
Aqueles, cujas conversas ouvimos, que combinaram árbitros, que conduzram árbitros à casa de um presidente de um clube de futebol, aqueles que manipulam jornais, aqueles que têm jornalistas “por conta”, depois desta sentença, e das anteriores, só podem sentir-se tentados a continuar. Ainda com mais força e com mais certezas. A certeza de que o crime compensa!
Não sei, nem a maior parte das pessoas saberá, de quem é a culpa. O que sei, tal como a maioria das pessoas, é que um clima de impunidade grassa no futebol.
E sei também, como a maior parte das pessoas, que tal prática está fundamentalmente circunscrita a uma zona geográfica do país, que os beneficiários dessa prática são sempre os mesmos e que todos os processos intentados contra eles têm sistematicamente o mesmo resultado.
E também sei que estas práticas têm para cima de 30 anos!
As gravações não servem como meio de prova. Os testemunhos presenciais também não...porque quem os presta não é credível. Mas quando aquele que não é credível de acusador passa a réu já é credível contra ele o testemunho daquele que antes era acusado!.
O ano que vem, pelos antecedentes recentes, promete ser mais “um dos bons velhos anos do futebol português”!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

MOURINHO JÁ ESCOLHEU AS SUAS VÍTIMAS



CONCLUSÕES DA APRESENTAÇÃO

A primeira grande vítima da contratação de Mourinho, pelo Real Madrid, não deixa ninguém surpreendido: é o futebol espectáculo. Mourinho já disse que “bonito é ganhar”. Com esta simples fraseele advertiu os adeptos do Real Madrid que não contassem com ele para jogar um futebol como o do Barcelona. Para ele, o que interessa é ganhar. Quem quer espectáculo que vá ao circo ou ao cinema.
Como o Real Madrid não tem ganho quase nada nos últimos tempos ou tem ficado aquem das expectativas dos adeptos, é muito provável que estes, na primeira época, se ele ganhar, lhe perdoem o futebol feio. Mas na segunda época já vão ser mais exigentes. E cada vez mais se o Barcelona continuar a jogar bonito e a imprensa do mundo inteiro continuar a elogiar o Barcelona. Madrid não aceita a subalternidade.
A segunda vítima é Valdano. O futebol que Valdano tem na cabeça e a ideia que ele tem do futebol não tem nada a ver com Mourinho. Valdano é um artista, com tendência para filosofar. Mourinho é um mercenário, com tendência para mudar. Enquanto estiver não aceita que alguém com ele divida o palco e menos ainda que interfira no seu futebol. Ao fim de algum tempo, as relações entre os dois deteriorar-se-ão e Valdano, como já aconteceu notras ocasiões, partirá.
A terceira vítima é Raul de quem ele quer fazer o mais rapidamente possível uma espécie de Rui Costa, sem acesso ao balneário. Raul poderá servir-lhe para escorraçar Valdano.
A quarta grande vítima é Cristiano Ronaldo. Antes de mais porque o narcisismo de ambos levará inevitavelmente ao choque. Nem Ronaldo aceita Mourinho, nem Mourinho aceita Ronaldo. Mas o choque vai-se dar no campo e não fora dele. Mourinho vai querer que Ronaldo defenda, que jogue mais para a equipa, que deixe de ser a vedeta. Ronaldo não vai aceitar perder as suas características para passar a ser mais um. Como Ronaldo é um valioso activo do RM, Mourinho vai ter muita mais dificuldade em “domar” Ronaldo. Mais uma vez tudo dependerá dos resultados. Se Mourinho ganhar, Ronaldo ou se submete ou sai. Se não ganhar, quem sai é Mourinho.

A SELECÇÃO GANHOU




CAMARÕES IGUAL A COSTA DO MARFIM?


Verdadeiramente, o que interessa saber é se entre os Camarões e a Costa do Marfim há alguma semelhança. Para já apenas se confirma a análise que Manuel José já tinha feito. Na África subsariana as vedetas têm um comportamento anti-desportivo que muito prejudica a equipa. A diferença de tratamento entre as vedetas e a generalidade dos jogadores é gritante. E ninguém consegue pôr cobro a isto.
O exemplo de Eto'o, ontem, confirma esta análise. Nunca no Barcelona ele teria feito o que fez na Covilhã.
Se Drogba tiver o mesmo comportamento, tudo ficará muito facilitado para Portugal.
Independentemente da vitória, que não tem discussão, o que sobressai na equipa portuguesa é a falta de uma “filosofia” de jogo e de equipa. Vê-se que os jogadores estão orientdos para ocupar certas posições, mas não se vê como se ligam entre si, como se movimentam enquanto equipa.
E depois Queiroz continua a fazer asneiras: tem algum sentido substituir Pedro Mendes por Ricardo Carvalho? E Dany, no meio, também não dá. E Liedson ainda está pior do que esteve a maior parte do ano no Sporting. E Deco...já acabou. E faz sentido levar um jogador que já não joga há quase seis meses para participar num torneio relativamente curto, de grande intensidade?
Estas as conclusões do jogo de ontem. O próximo, com Moçambique, não deverá ser muito diferente. A primeira e última palavra será dita no jogo com a Costa do Marfim.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O QUE QUEIROZ NÃO PERCEBE





ELE E OS SEUS EXERCÍCIOS DE “MOTIVAÇÃO” PSICOLÓGICA

Sempre me fez muita confusão essa “história” da motivação” psicológica para quem ganha milhões. Se eles não têm motivação, que motivação terá a Luísa, a que “sobe a calçada?
Embora acredite que o público possa ter um efeito decisivo no comportamento dos jogadores. Mas é um efeito que não pode ser analisado isoladamente. Ele funciona nos dois sentidos. O público entusiasma os jogadores e os jogadores entusiasmam o público.
Queiroz não percebe isto. Insulta, com argumentos à altura da sua inteligência, o público que assobia. Porque o público está lá, é para aplaudir. Caso contrário, que fique em casa! Hugo Almeida, um rapaz igualmente muito inteligente, pensa o mesmo.
Então eu vou fazer-lhe um desenho (ao Queiroz, do outro não quero saber…)
Notícias do Mundial: Di Maria desembarca em Joanesburgo e ofusca Messi e Maradona! David Luiz é “assediado” em pleno Rio de Janeiro por torcedores portugueses! Claque brasileira à parte, os mais aplaudidos da “selecção canarinha” na África do Sul são Ramires e Luisão.

sábado, 29 de maio de 2010

O "ENTUSIASMO" FRIO QUE A SELECÇÃO SUSCITA



QUEIROZ E A GUERRA

Queiroz bem precisa de se preparar para a guerra. Não aquilo a que ele chama guerra, que não passa de um campeonato do mundo de futebol. Mas a que o espera logo que regresse das terras austrais.
Não adianta continuar a qualificar o seleccionador, até porque a melhor forma de o avaliar, além dos resultados, claro, é o modo como os jogadores se exprimem, durante o estágio, na comunicação social, a forma como se relacionam com o público, etc.
Por aí se vê logo o que vale um treinador. Alguns ou dizem as mesmas “baboseiras” que já ouviram ao treinador: “Se é para assobiar, não venham cá. Não precisamos de vocês” . Outros proferem frases insensatas:”Vamos ser campeões”, “Somos tão bons como os melhores” e outras tiradas semelhantes.
Infelizmente, Queiroz não só “deixa” dizer estas coisas, como diz o mesmo.
Hoje, na Covilhã, o repórter da SIC esforçava-se por transmitir um entusiasmo que a meia dúzia de pessoas presente desmentia. Numa voz empolgante, o pobre repórter pedia opiniões e as pessoas presentes respondiam: “são uns antipáticos”; ou outro: “Nem sequer cumprimentam a gente, passam a correr”; ou ainda outro: “Não jogam nada”.
No futebol, principalmente no futebol, o povo tem uma intuição muita precisa do que vai acontecer…

quinta-feira, 27 de maio de 2010

MOURINHO E O PREÇO DOS JOGADORES




QUE HIPOCRISIA!

Os jornais de hoje dão conta das declarações de Mourinho sobre a possível aquisição de Di Maria pelo Real Madrid.
Mourinho dá o seu assentimento, se o preço for acessível. E explica porquê. Di Maria é bom num campeonato pequeno, mas tem dúvidas que o seu rendimento seja igual num campeonato grande, como o espanhol, o italiano e o inglês.
Até aqui tudo bem. É a opinião técnica de quem tem a responsabilidade de indicar os jogadores que pretende e em que termos.
Só que Mourinho conclui: “É que não gosto que os meus clubes paguem preços loucos pelos jogadores!”
Eu também não percebo – e creio que ninguém percebe – por que razão a Judiciária ou as autoridades inglesas e italianas de investigação criminal não investigaram as transferências de Paulo Ferreira para o Chelsea e a de Quaresma para o Inter.
Como se sabe foram transferências a preços módicos: a de Paulo Ferreira 20 milhões de euros em 2004 e a de Quaresma 30 milhões em 2008.
Como eu gostava de ter percebido o que se passou. Assim só posso imaginar. Talvez Mourinho nos ajude comprando Hulk por 100 milhões!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

SOBRE O PRÓXIMO MUNDIAL



OS MAIS FORTES

O próximo Mundial da África do Sul provavelmente não trará surpresas, embora seja previsível que as equipas com melhores jogadores não ganhem. Como de costume, ganhará o melhor conjunto.
A equipa que tem indiscutivelmente melhores jogadores é a Argentina. A Argentina tem tantos e tão bons jogadores que os que não vão à África do Sul, bem orientados, teriam grandes hipóteses de discutir o primeiro lugar.
Maradona, um jogador ímpar, cuja performance apenas poderá ser superada por Messi, se continuar com o mesmo nível de rendimento que tem tido até aqui, está muito longe, como treinador, de se assemelhar ao que foi como jogador.
Vê-se que a equipa não tem uma ideia de jogo. Vive do extraordinário valor dos seus jogadores.
Portanto, não é muito seguro que consiga ultrapassar os obstáculos seguintes, se um conjunto bem organizado se atravessar no seu caminho.
Sorte diferente poderá ter a Espanha igualmente servida por excelentes jogadores e muito bem conduzida. O Brasil é uma incógnita. Os jogadores mais conhecidos nem sempre têm conseguido na selecção aquilo que os brasileiros mais desejavam. Veremos como se comportam os outros. E veremos também como Dunga actuará num contexto muito diferente do contexto sul-americano.
Grandes esperanças acompanham a selecção inglesa, não tanto pelo nível dos seus jogadores, que é um nível médio alto, semelhante ao dos que na última década participaram noutras competições, mas pela excelência do seu treinador, Fábio Capelo. É equipa para chegar muito longe, porventura ao título.
E, por último, vem a Itália, que pode sempre ser campeã. Tal como as equipas de Mourinho, a selecção italiana é formada e treinada para não perder em caso algum e, à medida que o torneio se aproximar do fim, para ganhar.
Fora do rol dos favoritos, mas imediatamente a seguir, a França e a Alemanha, teoricamente com mais hipóteses para a França do que para Alemanha. Embora a Alemanha possa contrariar todos os prognósticos.
Dos três seguintes: Holanda, Dinamarca e Portugal, a selecção portuguesa é a que terá mais dificuldades em transpor a fase de grupos. Provavelmente ficará por aí.

terça-feira, 25 de maio de 2010

DI MARIA NO REAL MADRID?




O QUE O ESPERA

Depois de mais um jogo na selecção Argentina, onde marcou um belo golo, um dos cinco com que a selecção de Maradona derrotou o Canadá, voltaram com insistência as notícias de que Di Maria estaria a caminho do Real Madrid.
Um administrador da SAD do Benfica já negou que houvesse transferências negociadas e embora tal informação seja verdadeira hoje, dificilmente o Benfica terá capacidade para segurar Di Maria por mais uma época.
É, porém uma pena que Di Maria, a sair, vá ser treinado por Mourinho. Um artista, como o jovem argentino, ficaria muito mais bem entregue a treinadores que gostem de futebol, que privilegiem aquilo a Jesus chamou a “nota artística”.
Com Mourinho, Di María arrisca-se a ser um segundo lateral esquerdo e a regredir enquanto jogador. Se fosse mais velho, ainda se poderia impor a Mourinho, jovem como é vai ter de submeter-se.
É pena que no Benfica ninguém aconselhe Di Maria a escolher o melhor clube para ele. É claro que o interesse do Benfica é o dinheiro e algum jogador do Real. Mas será uma pena deixar Di Maria nas mãos de Mourinho. Basta ver o salto que Di Maria deu com Jesus. Basta fazer a comparação entre o que ele jogava com os anteriores treinadores e o que joga agora. Tudo porque Jorge Jesus lhe não cerceou a sua criatividade, antes a estimulou.

E SE SCOLARI FOR O PRÓXIMO TREINADOR DO PORTO?



ALGO SE ESTÁ A PASSAR


Os jornais dão conta que Scolari ficará brevemente livre de compromissos e que o seu destino se resolverá em Portugal.

É óbvio que Scolari quer ficar em Portugal. Conhece isto. Gosta disto. Tem cá amigos. Os filhos não querem ir para o Brasil. Enfim, o que precisa é de um clube. Claro que o Queiroz dentro de um mês e meio está despedido. No entanto, voltar à selecção não parece muito provável.

Scolari, pelas suas caracteísticas, é um treinador que encaixa muito bem no Porto. O "Vito" Baía? Nada que Pinto da Costa não pudesse resolver.

Em suma, não me admiraria nada se Scolari viesse a ser o próximo treinador do Porto!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MOURINHO NO REAL MADRID




PELA PRIMEIRA VEZ UMA SITUAÇÃO NOVA

Pela primeira vez, desde o Benfica, onde passou fugaz e arrogantemente, Mourinho vai treinar, como tudo indica, uma equipa com largo apoio popular.
Até aqui, com excepção do Benfica, onde apesar de tudo ganhou fama e prestígio, Mourinho sempre treinou equipas relativamente ostracizadas no país a que pertencem.
Foi assim com o FCP o qual, por força de uma cultura muito própria, de contemporização com a violência, de desrespeito pelos adversários, de pequeno regionalismo sectário, além de suspeitas mais que fundadas sobre o modo como encara a verdade desportiva, tem um restrito número de adeptos geograficamente muito circunscrito.
Foi assim com o Chelsea, situado num bairro rico de Londres, com poucos adeptos e sempre identificado como o clube dos ricos. Sem qualquer comparação com os populares clubes londrinos, o Chelsea viu, sob este ponto de vistam, agravada a sua situação por ter sido comprado por um oligarca russo que, em poucos anos, fez uma fortuna colossal a partir dos despojos do “socialismo real”.
Foi assim também com o Inter que é, das grandes equipas italianas, seguramente a menos popular e mais desprezada, um pouco pelas mesmas razões do Chelsea, agravadas por estarmos a falar de um país de paixões intensas tanto na política, como no futebol. Ainda um dia destes um adepto do Inter justificava o conflito de Mourinho com os media italianos dizendo. “Isso só acontece porque ele está no Inter. Se estivesse no Milan ou Juve, tudo seria diferente”.
A verdade é que a Mourinho também lhe agrada este clima de cerco, que vê inimigos por todo o lado e traições em todas as esquinas.
No Real Madrid o clima é outro por muito grande que seja a rivalidade com o Barcelona, ou até com alguns clubes de Navarra (Ossassuna) e do País Basco.
Atrevo-me a pensar que algum arrastamento nas negociações terá a ver com isto. Mourinho não estará certamente interessado em trabalhar com pessoas civilizadas como Jorge Valdano e vai querer construir no RM um clima semelhante àquele que sempre tem tido por onde passou, salvo no Benfica.
Depois, haverá outros problemas: os de protagonismo com as vedetas do Real. Quem mais vai sofrer será Cristiano Ronaldo a quem auguro o fim dos “dias felizes” em Madrid se passar a ter José Moutinho como treinador.
Vamos ver…

domingo, 23 de maio de 2010

JOGADORES DA SELECÇÃO ASSOBIADOS





QUEIROZ VAI PERCEBER…

Queiroz vai perceber à sua custa, nem que seja preciso fazer-lhe um desenho. Só que agora já é tarde.
Qualquer pretexto serve para que os adeptos se manifestem. Que façam a Queiroz o que já tinham feito a Artur Jorge e que nunca fizeram a Scollari.
Se Queiroz fosse mais inteligente olhava para a convocatória de Vicente del Bosque e percebia como se faz uma selecção para se ter o apoio do país, quando há, como sempre acontece, relativamente a certos lugares, vários jogadores de valia equivalente. Uma coisa é quando há indiscutíveis. Outra é quando todos são mais ou menos iguais naquele lugar. Nestes casos é preciso actuar “politicamente”. Mas para actuar politicamente é preciso ser livre, além de inteligente, e Queiroz não é uma coisa nem outra.
Isto não acaba aqui. Começa aqui…

sábado, 22 de maio de 2010

VITÓRIA DO ANTI-FUTEBOL EM MADRID




O INTER GANHOU A LIGA DOS CAMPEÕES

Num jogo em que apenas defendeu, Mourinho ganhou a Liga dos Campeões Europeus, em Madrid, derrotando Bayern por 2-0. Com um guarda-redes, nove defesas e um avançado, Mourinho, servido por excelentes jogadores, venceu.
Venceu, mas prestou um mau serviço ao futebol. Nenhum adepto de futebol, desinteressado da contenda em questão, se revê naquele futebol mercenário, anti-espectáculo, que apenas busca, com covardia e traição, alcançar a vitória.
Quem puser de parte a componente espectáculo no futebol, a que enche os estádios, a que entusiasma o público, a que anima a natureza aleatória do jogo, contribui para o seu declínio como grande espectáculo de massas.
Mourinho assenta o seu jogo na sobreexploração dos seus jogadores e na sua despersonalização como artistas da bola.
Ontem foi com Drogba, que sozinho tinha a seu cargo toda a defesa adversária, agora é com Milito, esse extraordinário jogador, que Mourinho encarrega de tudo resolver sozinho, como hoje voltou a fazer.
Colocando jogadores como Eto’o como segundo defesa lateral e marcando Arjen Robben com dois, três jogadores, Mourinho pode ganhar, mas ninguém que goste de futebol aplaude aquelas vitórias.
Diz-se que abandonará Itália no final da época. Faz mal. Itália é o único dos grandes países do futebol onde o seu tipo de jogo tem antecedentes e compreensão. Na Inglaterra, como se viu, ganhou, mas não convenceu. Foi despedido por anti-jogo. No Madrid, apesar da sede de vitórias, dificilmente o seu futebol poderá suportar o confronto do futebol artístico do Barcelona. Em Santiago de Bernabeu, a curto prazo, quererão mais que vitórias.
Elogia-se muito Mourinho, então, os comentadores portugueses ficam mesmo de gatas, mas esquece-se o futebol muito parecido que Fernando Santos praticava no Estrela da Amadora quando tinha de jogar na Luz e noutros grandes estádios. Muito semelhante, com a diferença de os jogadores de Fernando Santos serem de quinta categoria e os de Mourinho de primeiríssima qualidade.
Honra ao Bayern e Van Gaal que tentaram durante noventa minutos jogar futebol espectáculo e que devem ter somado mais de 60% de posse de bola!

sábado, 15 de maio de 2010

QUEIROZ JUSTIFICA-SE MAL




O QUE QUEIROZ AINDA NÃO PERCEBEU



Queiroz continua a ter necessidade de explicar as suas escolhas. Se tivessem sido minimamente consensuais não teria que o fazer. E se ele fosse um seleccionador seguro também não o faria.
Ele já percebeu que os portugueses não o apoiam e que a selecção lhes inspira fortes desconfianças. Só que ele ainda não percebeu porque acontece uma coisa e outra.
E vai-se desdobrando em explicações tontas como a da não convocação do Quim. Não tem futuro, diz ele; só tem presente!E diz isto como se o próximo Campeonato do Mundo não fosse a prova mais importante que ele vai ter de enfrentar durante todo o seu contrato. Será que ele quer dizer que vai à África do Sul para preparar uma equipa para ganhar o Europeu de sub 21?
E Deco, tem futuro? E Miguel e Paulo Ferreira? E Ricardo Carvalho? E Liedson? A inteligência é algo que não bateu à porta o seleccionador nacional.
Queiroz também não percebeu que a selecção precisa de criar uma empatia com o público. Não necessariamente com a imprensa nem com os media em geral, mas com o público é indispensável. Sem essa empatia não há possibilidade de êxito.
A empatia com o público pode criar-se a partir do carisma do seleccionador, mas não dispensa os jogadores. Se a empatia com o seleccionador não existe, como é manifestamente o caso, ela somente pode advir da relação entre os jogadores e o público. Queiroz ao eliminar das suas escolhas jogadores campeões nacionais e ao optar por outros que nada tem de indiscutíveis traçou a sua sentença de morte.
Dito de outro modo: a aliança com certas personalidades perversas do nosso futebol pode vir a ser-lhe útil para receber as indemnizações por incumprimento do contrato, mas será péssimo para a sua reputação como seleccionador.
Já falta pouco tempo para se ver como vai ser....

terça-feira, 11 de maio de 2010

AS ESCOLHAS DE QUEIROZ - CONFIRMAÇÃO



SEIS DEFESAS CENTRAIS?

Como se previa, as escolhas de Queiroz não obedecem a um critério que tenha por objectivo a escolha dos melhores, nem, por outro lado, à polivalência necessária a um Mundial.
Nos guarda-redes não se compreende a preterição de Quim, o menos batido juntamente com Eduardo, mas saúda-se a chamada de Beto, potencialmente o melhor dos três.
Na defesa, a escolha de seis defesas centrais, embora um deles seja para eliminar, não se compreende. Assim como se não compreende a ausência de Ruben Amorim com o qual asseguraria a polivalência que, de certeza, lhe vai fazer falta no meio-campo. A escolha de jogadores que durante a época não cumpriram ou a de outros que claramente têm um nível técnico inferior em detrimento de Ruben Amorim é uma má solução.
Na linha média, Veloso não é uma escolha acertada. Veloso só joga em certas zonas do campo. Por outro lado, não tem o talento suficiente para fazer a diferença no mais fraco sector da selecção. Carlos Martins era de longe, muito longe, uma escolha mais acertada.
No ataque não há muito por onde escolher. Almeida é um jogador mediano, mais para o mau do que para o bom, mas a verdade é que não há muito mais por onde escolher.
Tenho a convicção de que vai acontecer a Queiroz o mesmo que aconteceu a Oliveira na Coreia. Queiroz não soube ganhar os adeptos durante a fase de qualificação, nem agora. Além do mais não foi inteligente. Se não passar a primeira fase, vai ter um regresso difícil a Lisboa…

segunda-feira, 10 de maio de 2010

AS ESCOLHAS DE QUEIROZ - ANTEVISÃO




O QUE QUEIROZ NÃO FARÁ

Daqui a cerca de duas horas, Queiroz anunciará a lista dos jogadores convocados para o Mundial da África do Sul. Logo que se tomou conhecimento da lista dos pré-convocados, ficou-se com a impressão de que a base da selecção seria a equipa do Sporting. Queiroz certamente impressionado com a brilhante carreira dos “leões” na época 2009/10 quererá jogar pelo seguro e levar um lote de jogadores que lhe dê garantias…
Veremos mais logo se esta impressão se confirma, embora de um seleccionador como Queiroz, incapaz de resistir a pressões e pouco inteligente, seja sempre de esperar tudo.
Se Queiroz atendesse à forma dos jogadores, ao modo como se comportaram durante a época, enfim, se escolhesse os melhores, não haveria muitas dúvidas. Como o passado de Queiroz não garante que aqueles sejam os critérios que o norteiam, tudo pode acontecer.
Dentro das limitadas possibilidades do futebol português, as escolhas que parecem óbvias são as seguintes:
Guarda-redes – Eduardo, Quim e Beto
Eduardo e Quim são os guarda-redes menos batidos da época; nenhum deles é um grande guarda-redes, mas nem Rui Patrício nem Hilário são soluções alternativas. Hilário é claramente pior do que qualquer um daqueles dois e também já não vai melhorar. Rui Patrício não oferece segurança.
Beto foi o melhor guarda-redes da época passada e é sem dúvida um dos mais promissores guarda-redes portugueses. Muito brevemente será o melhor. Ele é que é o futuro e não Rui Patrício.
Defesas – Ruben Amorim, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão devem considerar-se indiscutíveis, contanto que Bruno Alves vá para jogar futebol e não karaté.
Pepe não deve ser convocado; não joga há vários meses e não se pode levar ao mundial um jogador que não competiu.
Depois talvez fosse de escolher Rolando, apesar de não ser um grande central, e Meira. Para as laterais, Miguel se estiver bem fisicamente e der garantias de bom comportamento e Paulo Ferreira, que, sendo um jogador mediano, adapta-se a ambas as alas e vai fazendo o seu papel, sem brilho, mas, se não tiver azar, também não compromete.
Meio-campo – Meireles, Pedro Mendes, Carlos Martins e Deco. Talvez também Tiago e João Moutinho.
Com Deco em fim de carreira, a perder muitas bolas, em baixo de forma, não teremos uma grande linha média, mas os indicados são certamente os melhores.
Avançados – Simão, Ronaldo, Liedson, Nani, Danny e deixo o 23.º para Queiroz por não estar a ver ninguém à altura de representar a selecção.
Como mais logo se verá, as probabilidades de Queiroz coincidir com estas escolhas serão escassas.

BENFICA CAMPEÃO




AFINAL, O NACIONAL EXISTE

Nas muitas e variadas declarações, que antecederam os jogos de hoje, do treinador do Braga e dos seus jogadores, o Nacional da Madeira não existia. Dava-se como certa a vitória do Braga com total desrespeito pelo adversário. Afinal, o Nacional da Madeira existe e o Braga, mesmo que o Benfica tivesse perdido, não teria sido campeão. Certamente que o treinador do Braga tem uma boa justificação para o empate. E, como de costume, essa justificação não passará pelo mérito da equipa adversária.
O Benfica ganhou com toda a naturalidade, num jogo diferente, emotivo, e sagrou-se campeão nacional pela 32.ª vez!
Foi a melhor equipa ao longo de toda a época. Também a mais espectacular. A que melhor futebol praticou. A que mais golos marcou. A que menos golos sofreu.
Os melhores jogadores da Liga estiveram no Benfica, pese embora o valor de Falcão e o conjunto harmonioso do Braga. Mas os artistas, os verdadeiros artistas, moraram sempre na Luz. Foram eles que praticaram o futebol que mais espectadores mobilizou.
Esse o problema do Benfica. Segurar Di Maria, David Luiz, Cardozo, Ramires ou mesmo Xavi Garcia não vai ser fácil. E principalmente não vai ser fácil substituí-los. Se saírem apenas dois, o Benfica ainda ficará com uma grande equipa. Mas se forem cinco, o Benfica corre o risco de repetir o exemplo do Porto - que tem recebido rios de dinheiro no fim de cada época, apesar de manter o défice - e de ter de refazer o essencial da equipa.

domingo, 9 de maio de 2010

DOMINGOS PACIÊNCIA CONFIRMA FALTA DE CLASSE





DISCURSO SEM FAIR PLAY


Seria exigir muito a Domingos Paciência pedir-lhe fair play nas suas declarações. Sabendo-se donde ele vem, a experiência que traz, o modo como conseguiu vitórias como jogador, pode pedir-se-lhe muita coisa, mas fair play não!
Por isso, não é de admirar que hoje, no fim do jogo com o Nacional, tenha reafirmado a enorme desigualdade entre os dois primeiros. Desigualdade de orçamentos e desigualdade competitiva, porque, segundo Domingos, o Benfica fez mais de um terço dos seus jogos contra dez!
Se se falar de orçamento, tem de pôr-se em primeiro lugar o FC Porto, que é de todos os que lutavam pelo título o que partiu com o maior orçamento. Mas disso Domingos não fala. Fala é das expulsões de jogadores violentos, que, segundo ele, deveriam manter-se em campo, para favorecer a sua equipa à custa das agressões aos jogadores da equipa contra a qual ele directamente concorre.
Ainda hoje se viu a violência com que um jogador do Rio Ave interveio das duas vezes em que disputou a bola. Esse jogador deveria manter-se em campo? A pergunta que terá de se pôr é outra: quem incita esses jogadores a agir desse modo? O que os leva a fazer de certos jogos contra o Benfica os jogos da sua vida? Que especial interesse os move?
Domingos disto e doutras coisas sabe muito mais do que qualquer um de nós. Tem uma grande experiência. E é nessa experiência que assenta a sua falta de fair play!

A CAMINHADA DO BENFICA NA ÉPOCA 2009/2010




APENAS FALTOU ALGO PARA QUE FOSSE EXCELENTE

A época 2009/2010 do Benfica foi a todos os títulos notável, não apenas quando isoladamente analisada, mas principalmente quando comparada com as últimas vinte épocas. Dificilmente poderia ser melhor, depois de tudo aquilo por que o Benfica passou nos últimos anos.
Para ser excelente apenas faltou um resultado diferente em Liverpool e no Porto. Não são tanto as derrotas que estão em causa, nem até a expressividade de cada uma delas, mas antes o facto de a equipa ter falhado em dois momentos decisivos. O primeiro de afirmação na Europa, depois de uma carreira até então notável, o segundo de conquista do campeonato no campo do seu maior rival, depois de uma época interna quase impecável.
As demais derrotas não têm o mesmo significado. Não tem a derrota de Poltava, pois a eliminatória já estava ganha, nem a de Atenas, um simples acidente de percurso. O mesmo se diga da eliminação da Taça de Portugal pelo Guimarães e da derrota em Braga por 2-0. Em qualquer destes casos, o Benfica poderia ter ganho. Perdeu pelas contingências do jogo, sem que com isto se pretenda pôr em causa o mérito dos vencedores.
Também não foram os quatro empates na Liga que deslustram a época: o primeiro, contra o Marítimo, em circunstâncias normais teria terminado numa goleada; o de Alvalade, a zero, foi o menos conseguido de todos e onde talvez fosse exigível pedir mais; já os de Olhão e de Setúbal foram consentidos de forma diferente, mas são resultados perfeitamente normais numa liga com trinta jogos.
Para a história, se o Benfica ganhar o campeonato, ficará um dos melhores scores do futebol português nas provas por pontos, a duas voltas. Aliás, o melhor de sempre desde que as vitórias valem três pontos e os empates um.
Em circunstâncias normais, este campeonato já estaria ganho. Acontece que o Braga fez igualmente uma prova excepcional, também ela susceptível de justificar a vitória, se não tivesse encontrado pela frente um Benfica, até hoje, ainda melhor.
O Porto esteve ao seu nível. Não costuma fazer melhor, salvo no primeiro campeonato ganho por Mourinho, tristemente célebre por tal vitória ter coincidido com as visitas de árbitros a casa de Pinto da Costa, a “fruta” distribuída antes e depois dos jogos e ainda ao facto de haver vários jogos sob suspeita que aliás levaram à penalização desportiva do clube, em termos de resto muito brandos…
Aconteça o que acontecer mais logo no Estádio da luz, neste dia chuvoso e triste de Maio, o Benfica terá realizado, do ponto de vista exibicional, uma das épocas mais espectaculares da sua história, só mesmo comparável às dos tempos áureos da década de sessenta.
Os resultados obtidos devem-se aos jogadores, que igualmente formam um dos melhores planteis da história do clube e ao treinador Jorge Jesus que reintroduziu no Benfica uma mentalidade vencedora e espectacular, que, até à sua chegada, se julgava perdida para sempre.

DOMINGOS PACIÊNCIA NÃO TEM CLASSE



DECLARAÇÕES CONFORME UMA ESCOLA E UMA CULTURA

Domingos Paciência pode ser um bom treinador. Tudo indica que sim. O seu trabalho na Académica e no Braga apontam nesse sentido. Mas como homem do desporto não tem classe. É mesquinho, ressentido, despeitado e sem grandeza na vitória nem dignidade na derrota.
Estando o campeonato a uma jornada do fim, que tanto pode ditar a vitória do Braga como do Benfica, Domingos não encontrou outra maneira de justificar o actual segundo lugar do Braga senão dizendo que tudo nas duas equipas foi igual, salvo um pormenor que tudo diferenciou: o jogo de Guimarães que o Braga perdeu e que o Benfica ganhou, mesmo no fim, na sequência de uma falta inexistente na linha lateral do campo!
Esta declaração está bem de acordo com a cultura e a escola desportivo de que Domingos é oriundo. Uma cultura de desprezo pelo adversário e uma escola onde o que conta é a vitória qualquer que seja o meio por que se obtém.
Toda a gente sabe que o Braga fez um campeonato espectacular, apesar da derrota por 5-1 no Dragão, que dava para ser campeão em qualquer um dos anos anteriores. Suplantou o Porto, que esteve ao nível dos anos anteriores, mas não chegou até hoje para suplantar o Benfica, que fez ainda um campeonato mais espectacular, principalmente pelo modo muito concludente com que firmou a maior parte das suas vitórias.
Por outro lado, não há nada, absolutamente nada, que possa ser assacado às vitórias do Benfica. Pelo contrário, há razão para algumas queixas. O Braga nem sempre pode dizer o mesmo como, entre outros, o jogo contra o Guimarães em casa claramente ilustra.
As palavras de Domingos visando diminuir a eventual vitória do Benfica só o diminuem a ele….embora o aproximem da origem para onde mais tarde ou mais cedo voltará.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MOURINHO NA FINAL



O QUE IMPORTA É GANHAR?


Quem haveria de dizer no princípio do ano que o Inter de Milão iria estar na final da Champions League? Poucos acreditariam, tão pobre era o futebol da equipa italiana face ao brilho exibido por alguns dos seus concorrentes mais fortes.
A pobreza do futebol interista não evoluiu por aí além e o brilho também não. O que radicalmente mudou foi a eficácia. O Inter, pela primeira vez em dois anos, passou a ser uma equipa à imagem de Mourinho. Uma equipa apenas preocupada com a vitória, qualquer que seja a despersonalização porque tenham de passar os seus jogadores. Desde que o objectivo se alcance, tudo bem. Um objectivo, porém, que serve muito mais os interesses de Mourinho do que o prestígio da equipa que lhe serve de instrumento.
Foi assim com o Porto, onde esta atitude servia bem a Pinto da Costa, que perfilha idêntica “ideologia”. Foi assim no Chelsea, com o apoio dos adeptos e o desagrado de alguns jogadores (logo marginalizados) e do próprio presidente, que, tanto como vitórias, almejava por brilho, espectáculo e prestígio do clube. É assim no Inter, onde os dirigentes, afastados há muito da alta roda europeia, aceitavam qualquer solução que privilegiasse a vitória, além de que a Itália não é, desde sempre, especialmente famosa pela espectacularidade do seu futebol.
Contrariamente ao que muitos pensam, as vitórias de Mourinho não prestigiam particularmente Portugal. De uma maneira geral, os críticos enaltecem-lhe a busca obstinada do objectivo, mas reprovam-lhe os meios de que se serve para o alcançar.
Mourinho é um homem com sorte e com talento para alcançar o que pretende. O mais provável é que volte a ser campeão europeu

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A ARBITRAGEM DE OLEGÁRIO BENQUERENÇA




ESTRANHA, É O MÍNIMO QUE SE PODE DIZER

Num país onde os comentadores torcem claramente pelos clubes estrangeiros onde alinham jogadores portugueses ou por clubes treinados por portugueses com uma devoção semelhante à que devotam ao seu clube de eleição e sendo certo que o fenómeno toca muita outra gente, a decisão da UEFA, de nomear um árbitro português para o jogo de San Siro, foi uma imprudência.
Os catalães estão decepcionados com a arbitragem de Benquerença, e com toda a razão. Com excepção de um erro inicial, assinalando mal, um fora de jogo a Milito, todas as demais decisões da equipa de arbitragem foram sempre favoráveis ao Inter.
Como aqui já se disse, foram erros de mais. O segundo golo do Inter é precedido de uma falta sobre Messi não assinalada. O terceiro golo é marcado por Milito em off-side. O cartão amarelo a Daniel Alves é incompreensível. Ele foi derrubado dentro da área. Penalty, portanto. Benquerença considerou que houve simulação.
Mas houve mais: um jogador do Barcelona tentou, dentro da área do Inter, dominar a bola com o peito, mas foi de imediato empurrado sem que nenhuma falta tivesse sido marcada. Mais ainda: à entrada da área do Barcelona um jogador do Inter caiu e tocou várias vezes a bola com a mão. O árbitro marcou livre (perigoso) contra o Barcelona.
Benquerença vai ao Mundial, como se sabe, mas também se sabe que aqui há uns anos só ele não viu Vítor Baia tirar uma bola que estava mais de trinta centímetros dentro da baliza. E desde então não deixou de merecer os elogios do presidente do Porto.
Mourinho está longe, já há uns anos, mas mantém uma parceria muito interessante com Pinto da Costa. Ainda há duas épocas lhe comprou um jogador por quase trinta milhões de euros (isto é, comprou com o dinheiro do Inter), enfim, um preço que nem de perto nem de longe ninguém na Europa pagaria por ele. De resto, viu-se. O rendimento do jogador, em dois anos, foi nulo!
Mas já antes tinha pago (isto, pagou Abramovich) vinte milhões por Paulo Ferreira, que, com toda a simpatia que mereça, também não vale nada que se pareça com aquela verba.

VITÓRIA DO BAYERN E DO ATLÉTICO DE MADRID



BAYERN MAIS PERTO DA FINAL
Um pouco sem surpresa o Bayern de Munique venceu ontem o Lyon por 1-0 com mais um golo de Robben, o mais valioso jogador dos bávaros nos confrontos europeus.
O Bayern correu o risco de ver repetida ao contrário a situação de Old Trafford. Ribéry foi expulso – e bem expulso – por volta da meia hora e as coisas poderiam complicar-se. Faltava muito tempo para o fim do jogo. Mas do lado do Lyon houve quem ajudasse. Em pouco menos que cinco minutos Toulalan levou dois cartões amarelos e foi expulso. Com dez contra dez o Lyon nunca mais se encontrou. Só mesmo no fim do jogo voltou a aparecer junto da baliza de Butt. Os resumos passados nas televisões são enganadores. O Bayern dominou praticamente durante todo o jogo e no período em que esteve em inferioridade numérica equilibrou a partida.
Robben que fez uma excelente partida ficou a saber, se tinha dúvidas, quem ordena as substituições.
Na meia-final da Taça Europa o Atlético de Madrid venceu o Liverpool por 1-0, em Vicente Calderon, num jogo em que os madrilistas foram sempre superiores. Se vai chegar ou não para passar a eliminatória, logo se verá.
É um pouco penoso seguir um jogo de futebol comentado por Rui Santos. Apesar de ser óbvia a superioridade do Atlético de Madrid, ele foi arranjando desculpas para a derrota dos ingleses responsabilizando o árbitro, a UEFA, enfim, fazendo a intriga paranóica sem a qual não consegue viver.
No outro jogo, em Hamburgo, o Fulham empatou a zero.

terça-feira, 20 de abril de 2010

PAULO SÉRGIO CAMPEÃO!




O NOVO TREINADOR DO SPORTING

Depois de muitas hesitações e outros tantos boatos, o Sporting contratou o actual treinador do Vitória de Guimarães por duas épocas e opção por mais uma.
Aos seis meses de Carvalhal seguem-se os vinte e quatro de Paulo Sérgio, com extensão até trinta e seis.
O treinador contratado retribuiu a confiança adiantando desde logo que o objectivo é ser campeão. O que não deixa de ser um objectivo muito enternecedor para quem ainda nem sequer sabe com que jogadores vai contar e, ao que se diz, para quem vai ter uma interferência mínima na formação do plantel.
É “génio” de Costinha a funcionar. E do novo empresário. E já agora também de Bettencourt que não se tem cansado de dar provas da sua enorme competência.
Entretanto, Carvalhal é tratado como uma mulher-a-dias sem contrato. O novo treinador fala em nome do Sporting tendo o clube ainda um treinador no activo e, pior do que isso, dá entrevistas em nome do Sporting quando ainda se encontra ao serviço de um clube que, pelo menos, teoricamente ainda disputa o quarto lugar com o Sporting. Singularidades do futebol português.
Ainda o presente campeonato não terminou (nem sequer há ainda campeão), mas já se pode anunciar que para o ano haverá quatro campeões garantidos!

O INTER DE MILÃO BATEU O BARCELONA



MOURINHO NA FINAL?

O Inter ganhou por uma margem que poucas pessoas ou talvez mesmo ninguém julgaria possível antes do jogo. Chegar a Camp Nou com dois golos de vantagem é um feito ao alcance de poucos.
O Barcelona cometeu erros no sector defensivo que normalmente não vemos. Mas o mérito deve ser imputado ao Inter que através da sua forma pressionante de jogar deixou o Barcelona trocar a bola apenas em zonas de pouco perigo e depois em passes longos, para as costas da defesa do Barcelona, arranjou espaços que lhe permitiram por três vezes marcar. E na primeira parte, pelo menos, por mais duas vezes também o poderia ter feito.
Depois de estar a perder por 3-1, o Barcelona, com a eliminatória em risco, deu tudo o que podia para marcar mais um golo. Pressionou o Inter até mais não poder e a equipa italiana, com alguma sorte, e muita tenacidade, conseguiu resistir e manter a margem com que o jogo terminou.
Em Camp Nou dificilmente o Barcelona superará a desvantagem que trouxe de Milão. Só uma catástrofe impedirá Mourinho de estar na final.
O Inter pode ainda dar-se por satisfeito com a arbitragem do português Olegário Benquerença que tomou algumas decisões incompreensíveis. É discutível se este jogo deveria ser arbitrado por um português.
O realizador italiano não mostrou (porque não quis) se o terceiro golo, marcado por Milito, foi em fora de jogo, como pareceu. O segundo golo é precedido de uma falta sobre Messi não assinalada. O árbitro não assinalou um empurrão dado na área do Inter a um jogador do Barcelona no ressalto de uma bola dividida. Marcou livres ao contrário à entrada da área do Inter. Enfim, considerou simulação de Daniel Alves uma jogada que poderia ter sido marcado penalty. São erros a mais num jogo só.
O Barcelona percebeu hoje o que é perder nas condições em que o ano passado o Chelsea foi eliminado.

BENFICA A UM PASSO DO TÍTULO





GRANDE JOGO EM COIMBRA

Com a vitória, em Coimbra, por 3-2, o Benfica não garantiu o título, mas deu um grande passo para o alcançar. Com dois jogos em casa e um fora, dificilmente o Benfica deixará de somar os quatro pontos de que precisa para ser campeão.
No jogo de Coimbra, Weldon e Di Maria voltaram a ser decisivos, mas seria injusto não sublinhar também a generosa exibição de Coentrão e a regularidade de Ruben Amorim durante toda a partida.
O jogo começou bem para o Benfica, que antes dos três minutos já tinha marcado numa cabeçada oportuna de Weldon na sequência de um lançamento da linha lateral. A Académica é, todavia, uma equipa com bons executantes e com excelente fio de jogo. Não se entregou e foi mantendo o Benfica em respeito sempre que atacava. Logo se percebeu que o jogo não ia ser fácil. E assim foi. Antes da meia hora a Académica empatou num remate de longe. É visível que o jogador da Académica ajeita ligeiramente a bola com o braço direito para preparar o remate. Mesmo assim, o pontapé seria defensável se não tivesse tocado num jogador do Benfica e traído Quim.
O Benfica continuou à procura do golo, mas via-se que a defesa, sem Luisão (castigado), não assegurava a mesma tranquilidade. Em mais um ataque do Benfica, Di Maria, na esquerda, desenvencilhou-se de dois adversários e a bola cruzada sobrou para Weldon que, novamente, com muita oportunidade marcou quase sobre o fim do primeiro tempo.
Na segunda parte o jogo continuou com a mesma toada intensa, sem que o Benfica fosse tão dominador como normalmente tem sido na generalidade dos jogos. Mesmo assim, Di Maria, isolado, perdeu uma excelente oportunidade de fazer o 3-1, rematando fraco para a defesa do guarda-redes. Mas logo se redimiu. Em mais uma excelente jogada na esquerda, isolou-se na área, junto à linha, e cruzou atrasado para Ruben Amorim fazer o 3-1.
Parecia que o resultado estava feito e o jogo acabado. Contudo, o Benfica não demonstrou a serenidade de outros jogos: nem atacou com força, nem manteve o controlo da bola. A defesa e o meio-campo fizeram várias asneiras. Numa delas, a Académica com um remate de muito longe, que passou entre vários jogadores do Benfica, fez o 2-3 e o Benfica voltou a tremer. Faltavam cerca de cinco minutos para acabar o jogo, mas via-se que a equipa não estava tranquila.
Foi um jogo vibrante, intenso, como deveriam ser todos os que se disputam na liga nacional. Infelizmente, não são.
Nos outros jogos, o Braga já havia ganho com toda a naturalidade ao Leixões por 3-1, mantendo a pressão sobre o Benfica. O Porto também ganhou em casa 3-0 ao Vitória de Guimarães, que nunca esteve à altura de incomodar a equipa portista. E o Sporting ganhou em casa ao Setúbal 2-1, depois de ter estado a perder.
Na sexta-feira, o Paços de Ferreira perdeu em casa com a Naval 1-3 e Olhanense também perdeu em Olhão contra o Marítimo por 1-2. O Nacional ganhou à União de Leiria 2-0 e o Belenenses empatou com o Rio Ave 0-0 no Restelo.
Dificilmente o Belenenses e o Leixões evitarão a descida.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O QUE PERDERAM COSTINHA, JOÃO MOUTINHO E C.ª?




AQUELA CONVERSA NÃO É NORMAL

Reflectindo umas horas mais tarde…Aquela conversa do Costinha e do João Moutinho não é normal.
O Sporting luta por assegurar o quarto lugar. Leva vantagem sobre os concorrentes, nomeadamente sobre o Guimarães. Vai com mais de vinte e tal pontos de atraso do Benfica (23 antes de começar o jogo, 26 no fim do jogo). Se tivesse empatado ficaria como estava.
No jogo jogado o Sporting não esteve mal na primeira parte: equilibrou o jogo e até em alguns momentos suplantou o Benfica, sem que nunca se possa falar de domínio.
E isto só é notícia porque o Benfica, com excepção do jogo de Liverpool, não tem dado folga aos seus adversários. Têm-nos dominado. O Sporting sabe disso e o Porto também. Não fora esta supremacia, o equilíbrio do jogo na primeira parte seria perfeitamente normal, tanto mais que se tratava de um derby.
Depois veio a segunda parte e foi o que se viu. O Benfica entrou para ganhar e ganhou. O Sporting quase desapareceu do jogo.
Então como se justificam as palavras odiosas de Costinha e de João Moutinho? Como se justifica que um director desportivo vá falar em vez do treinador para fazer um ataque infundamentado ao árbitro…ele que nada teve a ver com o jogo? Como se justifica que João Moutinho, mal o jogo acabou, tenha tido uma conversa parecida para surpresa de toda a gente? Claro que perderam e ninguém gosta de perder. Mas a dúvida que fica pela absurda desproporção entre o que se passou em campo e as palavras daqueles sportinguistas é se eles não perderam algo mais do que os três pontos. Será possível? Infelizmente, hoje tudo é possível…

SPORTING A 26 PONTOS DO BENFICA



COSTINHA RIDÍCULO

O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting num jogo em que esteve muito melhor na segunda parte do que na primeira.
Nos primeiros quarenta e cinco minutos, o Benfica experimentou algumas dificuldades perante um Sporting que não o deixou jogar. Não foi nesse período um jogo emocionante, com excepção de uma jogada de bola corrida do Sporting que poderia ter dado golo. No resto, houve muita luta, alguns lances de bola parada e ficava a incógnita de com as equipas se apresentariam na segunda parte.
No segundo tempo tudo mudou. Entrou Pablo Aimar, o Sporting não aguentou mais a pressão que vinha fazendo sobre o Benfica, e o Benfica começou a fazer o seu futebol. Desde logo se percebeu que, mais tarde ou mais cedo, o Benfica marcaria.
E assim aconteceu aos 68 minutos, quando Cardozo, já lesionado, emendou com o pé esquerdo um centro-remate de Coentrão. A seguir Cardozo saiu e entrou Kardec, sempre muito lutador e combativo. Entretanto, Pablo Aimar já tinha trazido a marca da sua categoria ao futebol da equipa. E dez minutos depois do primeiro golo, Ramires isolou-o com um excelente passe e ele fez o 2-0.
O jogo estava ganho. A poucos minutos do fim saiu Carlos Martins e entrou Airton que sempre que entrou deu muito boa conta de si.
O Sporting, durante toda a segunda parte, nunca mais se encontrou. Por isso, a derrota não tem discussão.
É por isso ridícula, absolutamente ridícula, a intervenção de Costinha no final do jogo em substituição de Carvalhal. Se é “aquilo” o que o Sporting tem para oferecer, bem pode preparar-se para uma próxima época igual à deste ano.
É lamentável que um treinador ou um director desportivo ou um jogador responsabilizem o árbitro por uma derrota que apenas resulta da superioridade do adversário, como toda a gente viu.
A equipa de arbitragem esteve bem, equilibrada e serena. Poderia, na primeira parte, ter marcado um penalty a favor do Benfica por Carriço ter defendido uma bola com a mão dentro da área, mas aceita-se que neste tipo de lances o árbitro tenha uma leitura diferente.

domingo, 11 de abril de 2010

BARCELONA: VITÓRIA EM MADRID



REAL VOLTA A PERDER JOGO DECISIVO

O Barcelona venceu naturalmente o Real Madrid, no Santiago de Bernabéu, por 2-0. Nunca esteve em causa durante todo o jogo a superioridade da equipa catalã. O domínio era de tal natureza que por vezes o jogo mais parecia um treino entre duas equipas de valia muito diferente do que uma partida decisiva para a conquista do título.
O Barcelona é hoje a equipa que melhor joga futebol na Europa. E fá-lo como equipa, não obstante as muitas e valiosas vedetas que a integram. Joga sempre como equipa e em função da equipa e nunca em função das suas extraordinárias individualidades. Entre as quais avulta a super classe de Messi, como ainda ontem se viu. Marcou um belo golo, poderia ter marcado mais dois não fora a classe de Casilhas (a grande vedeta do Real Madrid). Mas não só: Xavi é também um extraordinário jogador e Pedro saído das escolas do clube não fica nada atrás das vedetas que não puderam jogar.
Desde muito cedo se percebeu que a dúvida quanto ao desfecho do jogo estaria apenas em saber por quantos o Barcelona iria ganhar.
Do lado do Real Madrid o mesmo problema de sempre: um amontoado de jogadores que não jogam como equipa. Cristiano Ronaldo, seguramente perturbado com a presença de Messi em campo, foi vulgar. Aliás, contam-se pelos dedos de uma mão os jogos decisivos em que Ronaldo tenha feito a diferença. Ontem, nem os livres conseguiu marcar com um mínimo de eficácia. Com excepção de Casilhas, ninguém no Real se distinguiu. Muita virilidade, às vezes até excessiva, como aconteceu com Sérgio Ramos, mas pouco mais.
Com esta vitória e com o calendário que tem pela frente, O Barcelona tem o título ao seu alcance, apesar dos dois, muito provavelmente três, compromissos europeus que ainda tem pela frente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

BENFICA GOLEADO EM LIVERPOOL



UMA DERROTA DESPRESTIGIANTE

A derrota do Benfica em Liverpool começou logo a seguir ao jogo contra a Naval. Jorge Jesus demonstrou falta de ambição quando começou muito antes do jogo a arranjar desculpas para um hipotético desaire. Esta a consequência de pela primeira vez na sua vida estar a orientar uma equipa grande. Que este jogo lhe sirva de lição e assuma com humildade os seus erros!
Jesus não compreendeu a importância das provas europeias para um clube que se quer afirmar. O campeonato é importante, mas a luta nas competições da UEFA não o é menos e os jogos destas competições têm de ser disputados sempre como máxima prioridade. São eles que, em última instância, asseguram o prestígio das equipas.
Ao ser derrotado por 4-1, o Benfica, na perspectiva de quem o olha na Europa, fica exactamente ao mesmo nível do Benfica dos últimos anos: sem prestígio.
Se os jogadores não tinham tempo para se recuperar, o jogo com a Naval deveria ser sido jogado no domingo, como aconteceu com todas as equipas em prova na Liga Europa, e não na segunda-feira.
Depois, não se compreende que Jesus tenha mudado quase toda a defesa. Incrível. Dai os quatro golos sofridos. Júlio César, que infelizmente se lesionou com gravidade, não convence na baliza, como hoje mais uma vez se viu. Retirar David Luis do centro da defesa para o pôr a lateral esquerdo é uma ideia incompreensível: fica-se a perder na lateral e no centro do terreno. Finalmente, Maxi Pereira, que ainda por cima não poderá jogar o próximo jogo do campeonato e portanto não tinha que ser poupado, não tem substituto no Benfica. Não se percebe porque não jogou.
Se a isto juntarmos a passividade de Cardozo, a noite não de Di Maria, a substituição de Carlos Martins e o que pareceu ser a diminuição física de Luisão mais grave a situação ainda fica.
O Benfica entrou a mandar no jogo até que ao primeiro golo do Liverpool, já muito perto da meia hora. Golo com largas culpas para Júlio César que ficou parado a ver o jogador do Liverpool (Kuyt) saltar. O juiz de linha ainda assinalou uma irregularidade que, a existir, só poderia ser um off-side em consequência de a bola ter tocado antes na cabeça de um jogador do Liverpool. Mas as sucessivas repetições não esclarecem se houve ou não toque, embora tenha havido um gesto nesse sentido por parte do jogador que saltou susceptível de induzir em erro o auxiliar. Fora isso, não houve qualquer irregularidade, tendo o árbitro agido bem ao validar o golo.
O segundo golo por Lucas resulta de uma falha de marcação no centro do terreno que não pode acontecer quando se joga com a defesa muito subida, como era o caso.
O terceiro golo por Torres resulta de um brilhante contra-ataque do Liverpool que o Benfica não foi capaz de acompanhar. E o quarto, também por Torres, de um erro semelhante ao que originou o segundo.
Cardozo ainda reduziu quando estavam três zero, mas por essa altura já o Liverpool mandava no jogo.
Digamos que a equipa nunca teve força anímica para ganhar, porventura por se ter instalado no subconsciente dos jogadores a ideia de que o que havia a fazer na Liga Europa já estava feito. Imperdoável!
Com esta derrota por números tão expressivos o Benfica agrava a sua situação no campeonato…

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GRANDE JOGO EM OLD TRAFFORD


BAYERN E LYON NAS MEIAS-FINAIS

Para quem desconhece o futebol alemão, tudo parecia acabado quando aos quarenta e um minutos da primeira parte Nani marcou o terceiro golo do Manchester United. Mas muito jogo ainda estava para vir. O Bayern nunca se desconjuntou, aos poucos foi adquirindo ritmo e ao fechar o primeiro tempo, numa jogada muito disputada fisicamente, Olic marcou e relançou eliminatória.
Na segunda parte, o jovem brasileiro Rafael, incapaz de conter as arrancadas de Ribéry, foi acumulando faltas e cartões acabando por ser expulso logo nos primeiros minutos. Reduzido a dez unidades, o Manchester nunca mais se reencontrou e o Bayern passou a dominar completamente o jogo, demonstrando que é uma grande equipa servida por excelentes executantes.
Quando o segundo golo já era há muito merecido, Robben na sequência de um canto, sem deixar bater a bola no chão, arrancou a meia distância um extraordinário pontapé, que Van der Sar com o seu metro e noventa e sete não conseguiu evitar.
Robben, que já tinha decisivo contra a Fiorentina, voltou a sê-lo hoje. É um fantástico jogador que o Real Madrid dispensou. Tanto ele, no Bayern, como Sneijder no Inter, fazem o que nenhum dos que o Real foi comprar consegue fazer. E a sorte do Real é ter ficado com Van der Vaart que só não foi dispensado, porque o clube de Madrid não conseguiu desfazer-se dele nas condições pretendidas.
A derrota do Bayern em Manchester por 3-2, tendo em conta o resultado da primeira mão, garantiu-lhe a passagem às meias-finais.
No outro jogo, a vitória por 1-0 do Bordéus não chegou para superar a derrota de 1-3 que havia sofrido em Lyon.

SUPER MESSI




BARCELONA E INTER NAS MEIAS-FINAIS

Lionel Messi demonstrou ontem mais uma vez que não tem rival no futebol mundial da actualidade e a continuar assim prepara-se para, a curto prazo, destronar Pelé e Maradona.
De facto, Messi faz o que ninguém faz. Ele é brilhante e genial. É simples e companheiro. Resolvendo tudo sozinho sempre que necessário, ele é também um extraordinário jogador de equipa.
Ontem, o Barcelona bateu o Arsenal por 4-1, com quatro golos de Messi. O Arsenal até nem começou mal, nem esteve mal durante o jogo. Messi é que foi muito forte.

No outro jogo, o Inter começou cedo a vencer, reforçou o resultado que levava de Milão e, como sempre, passou mais uma eliminatória sem entusiasmar. Venceu em Moscovo o CSKA por 1-0.
Nas meias-finais tudo será mais complicado, tanto para o Barcelona, como para o Inter. Messi não poderá contar nos jogos contra Mourinho com o fair play dos ingleses. Isso é coisa que Mourinho não sabe o que é.

LIVERPOOL: JESUS ATIRA A TOALHA?



UMA CONVERSA POUCO ANIMADORA

As declarações de Jesus antes da partida para Inglaterra são tudo menos animadoras. O Benfica foi, nos últimos anos, uma das poucas equipas que venceu em Anfield Road para a Liga dos Campeões. E conseguiu essa vitória com uma equipa bem inferior à actual, apesar de nela jogarem Miccolli e Simões.
Por aquilo que o Benfica vem fazendo este ano, interna e externamente, de forma alguma se justifica um discurso pouco optimista relativamente ao jogo de 5.ª feira. Tal discuso pode ter como consequência deixar instalar no subconsciente dos jogadores a ideia de que na Liga Europa já fizeram o que tinham de fazer.
E nada mais errado, quando a final está à vista. Na verdade, já se percebeu que o jogo das meias-finais, passe o Atlético ou o Valência, será teoricamente um jogo mais fácil do que o dos quartos-de-final. Por isso, o jogo de Liverpool deve ser jogado como se se tratase de um jogo decisivo, independentemente de o campeonato nacional continuar a ser a primeira prioridade do Benfica para este ano. Todavia, o que agora está pela frente é a Liga Europa, tanto mais que o campeonato só recomeça quase oito dias depois do jogo de Liverpool, havendo tempo mais que suficiente para recuperar toda a gente..
Há, portanto, fortes razões para que a equipa se empenhe ao máximo nos dois objectivos. Em Anfield Road terá de superar o eventual cansaço do jogo de ontem, podendo sempre recorrer jogadores menos cansados capazes de dar o eu contributo à equipa em excelentes condições físicas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

VILAS-BOAS TROCA AS VOLTAS AO SPORTING


OU AS CONSEQUÊNCIAS DA SUBALTERNIDADE


Pela segunda vez em seis meses, André Vilas-Boas trocou as voltas ao Sporting. Quando se supunha que os “leões” já tinham treinador para a próxima época, eis que surge uma vez mais o desmentido formal, mediante comunicação à CMVM.
O que se passou é conhecido. Logo que Vilas-Boas percebeu que tinha uma hipótese, ou até talvez uma promessa, de treinar o Porto na próxima época, cortou qualquer tipo de conversa com o Sporting.
O comportamento do actual treinador da Académica apenas evidencia a subalternidade do Sporting relativamente ao Porto. E justifica-se que assim aja, não tanto pela comparação dos resultados desportivos dos dois clubes, mas pela “colonização intelectual” de que o Sporting é vítima, muito por acção dos seus actuais dirigentes e, principalmente, dos seus comentadores desportivos, que vêem no Porto o seu aliado natural e relativamente ao qual recusam qualquer tipo de crítica por mais escandalosa que seja a situação em análise.
Quando um clube é colonizado por outro...ou se deixa colonizar na insensata pretensão de dessa situação tirar alguma vantagem colateral não é de estranhar que depois lhe aconteçam coisas destas.
A situação é tanto mais grave quanto é certo o Porto ainda não ter escohido o treinador para a próxima época. O que o Porto pretende é manter em stand by um leque variado de técnicos para na altura própria fazer a escolha em função do perfil que vier a definir.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

BENFICA: MAIS UMA VITÓRIA




DA DERROTA À GOLEADA

Num jogo muito emotivo, o Benfica derrotou a Naval 1.º de Maio no seu estádio por 4-2.
O jogo não poderia ter começado da pior forma para o Benfica. Aos doze minutos já perdia por dois zero, com umgolo de Fábio Júnior aos 2 minutos e outro de Bolívia. Mas é hoje muito difícil para qualquer eqiuipa não sofrer golos contra o Benfica. Na realidade, a Naval não teve sorte diferente da do Marselha e do Liverpool. Tal como estes, também começou a ganhar, mas perdeu.
O regresso de Weldon à equipa não poderia ter sido mais auspicioso. Em três minutos empatou o jogo com dois golos de cabeça cheios de oportunidade e de eficácia. Depois foi a vez de Di Maria corresponder da melhor forma a um excelente passe de David Luis.
A vencer ao intervalo, o Benfica aumentou a contagem logo no início da segunda parte, por Cardozo, e ainda poderia ter ido mais além se não tivesse desperdiçado as oportunidades criadas.
Esta é mais uma vitória indicutível, como têm sido todas as que o Benfica já somou desde o princípio a época. Há muitos, muitos anos que não se via no futebol português um líder sem mácula. De facto, não há um único jogo em que o Benfica tenha saído vitorioso suspeito do menor favorecimento. É certo que alguns daqueles que fizeram do mundo subterrâneo um percurso de vida falam de túneis e outras coisas do género, mas os túneis são exactamente os locais onde hoje eles exprimem pela via da violência a sua incapacidade de responder dentro do campo a adversários de maior valor.
A liderança do Benfica demonstra também que somente uma super-equipa pode, fora do que é hábito, aspirar a uma vitória no campeonato. Porque o Campeonato está mais competitivo? Não. Apenas porque somente quem for muito forte consegue vencer o sistema.

quarta-feira, 31 de março de 2010

RICARDO COSTA

A COMPARAÇÃO É INEVITÁVEL

Ouve-se Ricardo Costa, brilhante, sério, competente e depois ouve-se o que existe no futebol português. E fica uma sensação de nojo irreprimível.

terça-feira, 30 de março de 2010

DAS JORNADAS DO ÚLTIMO DOMINGO


ALGUMA NOTAS

Ainda gostaríamos de ouvir os comentadores de segunda-feira e tantos outros que aos domingos andam pela TSF e pela Antena 1 se aquela bola cortada com a mão pela defesa central do Braga, quase no fim do jogo, tivesse acontecido na área do Benfica. Daqui até ao fim do campeonato não se calariam. Ou se aquele fora de jogo mal assinalado ao Cardozo, que o deixava isolado, tivesse sido marcado a um jogador do Braga. O que não teriam dito.
Como têm poucos assuntos onde pegar, lá vão falando dos túneis, não das agressões cometidas nos túneis, mas dos agredidos dos túneis como verdadeiros responsáveis pelas as agressões que sofreram. É possível encontrar algo assim fora deste triste e pobre país? Não, não existe. Lá fora os agressores são culpados e ponto. Quem os enaltecer é punido. Aqui é o contrário, os agredidos é que são enxovalhados!
Lá mais longe, o Wall Street Journal considera o Benfica o maior de Portugal.
Mudando de tema: alguém até hoje viu Ronaldo no Real Madrid festejar com os colegas um golo decisivo que não tenha sido marcado por ele? Nunca, o egocentrismo do rapaz é tal e o seu narcisismo atinge tal grau que ele até parece que fica seriamente aborrecido sempre que um colega decide um jogo. Quem tiver uma foto contrária ao que estou a dizer que ma mande…
Na Inglaterra o Arsenal perdeu dois pontos que lhe vão fazer muita falta. E também não vai ter vida difícil na próxima eliminatória da Champions League. Mas joga bem e os adeptos já ficam satisfeitos.
O Liverpool ganhou com facilidade e jogou bem, mas ainda continua a lutar por um lugar na Champions.
Mourinho cada vez mais apertado na Itália. Agora pelo Roma, que nos últimos tempos tem estado muito regular. Mesmo assim, Mourinho deve ganhar.