quinta-feira, 14 de abril de 2011

LIGA DOS CAMPEÕES - QUARTOS DE FINAL


REAL MADRID E SCHALKE 04 NAS MEIAS FINAIS


Sem surpresa e sem forçar o Real Madrid venceu o jogo da segunda mão, em White Hart Lane, contra o Tottenham por 1-0, golo de Cristiano Ronaldo.

No pensamento de Mourinho e dos jogadores estavam os próximos e decisivos encontros com o Barça. Nada menos que quatro em dezoito dias. Aparentemente, o menos relevante será certamente o da Liga.

De facto, se o Barcelona ganhar, o campeonato ficará definitivamente resolvido. Se empatar ficará tudo na mesma, ou seja, manter-se-á a vantagem dos catalães. Mas se o Real Madrid ganhar, mais do que o resultado, importante poderá ser o seu efeito do resultado sobre os outros três jogos, nomeadamente sobre os da Liga dos Campeões

Uma derrota do Barcelona no Santiago de Bernabéu fará crer aos madrilistas que é possível vencê-los nas meias-finais da Champions, o mais importante, e, por arrastamento, na final da Copa do Rei.

E sabe-se como Mourinho é forte nos jogos a eliminar. Como recorre a tudo para ganhar. O Barcelona sabe-o por experiência própria.

No outro jogo, apenas para cumprir calendário, pois a eliminatória já vinha decidida de San Siro, o Schalke 04 voltou a ganhar, desta vez pela margem mínima (2-1), com mais um golo de Raul, que se consagra como o melhor marcador da Champions e como o mais importante reforço da equipa de Gelsenkirchen.

Enganam-se os que pensam que as meias-finais serão “favas contadas” para o Manchester. Não constituiria qualquer surpresa a ausência da equipa inglesa, em Maio, no estádio de Wembley

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O BENFICA ESTÁ A PISAR CAMINHOS PERIGOSOS


O CASO DA BENFICA TV


Filipe Vieira, quase tão silencioso como Cavaco, falou para dizer que não falava. Só falará depois do jogo das meias-finais da Taça de Portugal contra o Porto.

Fez mal em ter ficado calado. Deveria ter pedido desculpas aos benfiquistas e ao Porto pelo que se passou na Luz, no fim do jogo contra o Porto.

O apagão é inadmissível e constitui uma vergonha para os benfiquistas. Mas deveria ter dito mais. Deveria ter criticado a equipa por não ter voltado a ganhar nas competições domésticas depois do jogo contra o Braga.

Entretanto, factos muito mais graves aconteceram. As televisões dos clubes são em quase todo o lado antros de fanatismo doentio que em nada ajudam à grandeza dos clubes. Podem, inclusive, tornar-se veículos de violência se o poder público nada fizer para as vigiar e conter, aplicando-lhes as sanções devidas.

Qualquer que seja o apreço que Pinto da Costa mereça aos benfiquistas como homem do desporto, melhor dizendo, do futebol – e certamente a consideração é nula – é inadmissível que a TV do clube sirva de meio para a expressão de sentimentos vulgares, de baixo nível, impróprios de serem ouvidos pelo grande público.

O Benfica é, mais uma vez, responsável pelo que se passou e com o seu silêncio, que cada vez se assemelha mais a assentimento, apenas favorece e potencia que no clube da Luz se crie um clima e uma moral desportiva cada vez mais parecidos com os do clube de Campanhã.

Urge tomar medidas, limpando quem está a mais. Se o Benfica o não fizer é porque já está a caminho de se transformar num clube diferente daquele que o povo português conhece há mais de 100 anos!

LIGA DOS CAMPEÕES


MANCHESTER UNITED E BARÇA NAS MEIAS-FINAIS


Nada de novo se passou hoje como nada de novo se passará amanhã na Liga dos Campeões.

O Manchester ganhou tranquilamente ao Chelsea, uma equipa sem alma, em cima da qual se despejam rios de dinheiro, sem qualquer efeito útil. Embora seja verdade que só assim pode gastar quem o ganhou da forma que se conhece.

Fernando Torres não marca, não tem trazido nada à equipa e é óbvio que Drogba é muito mais jogador. Mas não chega.

Não sendo uma extraordinária equipa, o Manchester ganhou sem dificuldade. E Giggs demonstrou que, perto dos 40 anos, ainda é um grande jogador.

Em Portugal, os jogadores mais velhos são votados ao ostracismo, tal como os trabalhadores mais antigos nas empresas. No Benfica isso então é evidente.

Um jogador experiente pode não poder jogar o tempo todo, embora Giggs tenha sido o que correu mais, mas, se for bom, jogará bem o tempo que lhe estiver destinado. Veremos se o Manchester terá as mesmas facilidades contra o Schalke 04 na próxima eliminatória.

O Barcelona cumpriu calendário e ganhou com mais um golo de Messi. Espera-o um Real Madrid, sedento de vingança. Mourinho vai fazer o possível e o impossível por ganhar a próxima eliminatória. Quem será o árbitro?


ADITAMENTO


Faltou dizer que o árbitro do Manchester United-Chelsea foi o conhecido Olegário Benquerença. Sem ter cometido as enormidades que o ano passado puseram o Inter na final, esteve mal no capítulo disciplinar. Na dúvida expulsou Ramires, ex-benfiquista, apesar de agora estar equipado de azul. Mas deixou em campo Terry...que sempre equipou de azul.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O BENFICA ARRASTA-SE PENOSAMENTE


E DESVIRTUA O CAMPEONATO


O que se está passando com o Benfica é a imagem do que aconteceu há oito dias no fim do jogo contra o Porto na Luz: uma equipa sem perspectivas comandada por uma direcção sem rumo.

O pior que pode acontecer a uma equipa, como a uma pessoa, é perder a sua dignidade face ao infortúnio ocasional ou provocado.

Depois da derrota em Braga, o Benfica empatou na Luz com o Portimonense, último classificado, perdeu com o Porto, primeiro classificado e voltou a perder na Figueira da Foz contra a Naval, penúltimo classificado.

O Benfica tinha obrigação de ganhar estes três jogos, independentemente dos efeitos que tais vitórias pudessem ter na classificação geral. Tinha obrigação de ganhar em defesa da honra, em defesa da verdade desportiva e, acima de tudo, pelo respeito que deve aos associados e simpatizantes.

A pouca vergonha que o Benfica anda a fazer nesta parte final d campeonato vai ter consequências muito negativas no prestígio do clube e, contrariamente ao que se pretende fazer crer, também nas provas ainda em disputa.

Quem aceita a derrota como uma situação normal ou quem do alto das suas responsabilidades defende a “gestão do plantel” como o mais importante a fazer neste momento, está a prestar um mau serviço ao Benfica e ao seu futuro. Quando se ouve altos responsáveis do clube a fazer estupidamente a defesa de tais pontos de vista, o menos que se lhes pode exigir é que se demitam.

Na Espanha o Real e o Barça com compromissos europeus e nacionais importantes no futuro próximo não deixam de ganhar os jogos que têm pela frente, qualquer que seja a composição da equipa.

O Benfica deste ano está um passo do Benfica de Vilarinho treinado por Toni. E há todas as razões para supor que esse passo vai ser dado!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

VITÓRIAS DO BENFICA E DO PORTO NA LIGA EUROPA


O BRAGA EMPATOU EM KIEV


Aparentemente, o Benfica e o Porto estão nas meias-finais da Liga Europa e Braga vai a caminho. Mas só aparentemente, porque na realidade apenas o Porto tem a eliminatória garantida.

O Sporting de Braga vai ter em casa mais dificuldades do que aquelas que experimentou em Kiev, onde beneficiou de uma expulsão incrível de Shevchenko que muito lhe facilitou o jogo do Braga na segunda-parte.

Sem nunca ter estado perdido, o Braga teve alguma sorte. Primeiro, na forma como obteve o seu golo - um auto-golo - e depois por não ter sofrido mais nenhum, sem com isto se retirar o mérito do seu guarda-redes em vários lances. Como sempre, esteve excelente.

É difícil fazer um prognóstico sobre o desfecho desta eliminatória, embora a carreira internacional do Braga esta época permita acalentar todas as esperanças.

Independentemente da natureza do campo em Moscovo, o Porto já tem a eliminatória garantida. O Spartak não tem a menor hipótese de virar o resultado de 5-1.

O Porto começou mal o jogo, poderia ter sofrido golos por duas vezes, mas depois do primeiro golo de Falcao a equipa redimiu-se e embalou para uma grande exibição na segunda parte, com mais dois golos do colombiano, um de Varela e outro de Maicon.

Falcao assume-se cada vez mais como o grande jogador do Porto. Com Falcao a equipa é uma coisa, sem ele é outra, completamente diferente. Falcao é hoje um dos grandes pontas de lança do futebol mundial, e tem no Porto quem o saiba servir na perfeição.

O Benfica, depois da derrota de domingo e quando se temia que ela tivesse consequências na subsequente produção da equipa, apresentou-se na Luz com o propósito de fazer uma grande exibição. O público, que igualmente se acreditava que pudesse começar a desertar, correspondeu em grande número, proporcionado a maior assistência da época.

Os argentinos do Benfica “encheram” o campo com a sua arte, mas a classe de Fábio Coentrão e a grande categoria de Maxi Pereira foram igualmente decisivas para o resultado alcançado.


Vencer o PSV Eindhoven, ou qualquer outra equipa, por 4-1, numa prova a eliminar, é sempre um grande resultado em qualquer parte do mundo. Mas o Benfica somente terá tranquilidade na Holanda se marcar um golo e quanto mais cedo o marcar, melhor. Se isso não acontecer, passará um mau bocado, num campo muito difícil, onde outras equipas, no passado, em provas internacionais, já foram goleadas.

No jogo desta noite da Luz o Benfica poderia ter marcado mais golos. Alguns foram falhados de forma incrível, tanto no primeira como na segunda parte. Depois do golo sofrido, o Benfica intranquilizou-se e perdeu a confiança com que se vinha exibindo. Essa pequena fase do jogo é bem o exemplo do que pode acontecer em Eindhoven.

Grandes exibições dos laterais, Coentrão e Maxi, grande exibição de Aimar – uma das melhores da época -, que marcou o primeiro golo, dois golos de Salvio, igualmente com uma grande exibição, e outro a finalizar de Saviola, que poderia ter marcado mais.

Roberto voltou a falhar, mas não adianta falar mais no assunto até final da época.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CHAMPIONS LEAGUE


PRIMEIRA MÃO DOS QUARTOS DE FINAL


Começam a cair os primeiros sonhos de vitória. Ontem foi a vez de o Inter ser copiosamente derrotado em casa pelo Schalke 04 num jogo que até começou muito bem para os italianos, com um extraordinário golo de Stankoviks, que, pouco depois, iria abandonar a partida lesionado.


Quando a Liga começou, muitos foram os que acreditaram, a começar pelo Benfica, que o Schalke seria uma equipa acessível, além do mais por estar mal classificada na Bundesliga. A verdade é que depois de se ter classificado em primeiro lugar na fase de grupos e de ter eliminado contundentemente o Valência, se prepara para, daqui a oito dias, fazer o mesmo ao campeão europeu em título – o Inter de Milão, já que não é nada provável quer os italianos consigam reverter uma derrota por 5-2.

Com excelentes jogadores no ataque, onde Raul está com melhor desempenho do que nos últimos anos do Real Madrid, com um grande guarda-redes, além de uma defesa relativamente segura, já não constituiria surpresa se o Schalke 04 viesse a defrontar na final o vencedor do mais que previsível Real Madrid-Barcelona das meias-finais.

No outro jogo, o Real Madrid venceu normalmente o Tottenham por 4-0. Apesar de todo o seu voluntarismo, os londrinos de White Hart Lane deveriam ter ficado na fase anterior se o Milan, em San Siro, tivesse estado minimamente inspirado e não tivesse feito tantas asneiras. De todos os jogos, este era certamente o mais fácil. Mesmo assim, Mourinho arriscou muito, com a sua habitual arrogância e autoritarismo, fazendo jogar Ronaldo contra o parecer dos médicos. Veremos as consequências…

Nos jogos de hoje, o Chelsea foi batido em Londres por 1-0 pelo Manchester United, que já não ganhava em Stamford Bridge desde 2002. O Chelsea parece uma equipa sem alma e, principalmente, sem comando. Ancellotti deve ter hoje selado o seu próximo destino, a anunciar no fim da época.

Sem David Luiz, que não pode jogar na Champions por já lá ter jogado este ano pelo Benfica, e com uma dupla de avançados – Torres e Drogba - que não só não marca golos como até parece que impede Anelka de os marcar, o Chelsea está transformado numa pálida imagem do que já foi. Apesar de lá militarem ainda algumas grandes vedetas, há também muito jogadores em fim de carreira ou, como acontece na Inglaterra, em vias de down grade para um clube de segunda linha. Muito dificilmente o rumo da eliminatória se alterará na próxima terça-feira em Old Trafford.

Em Camp Nou, o Barcelona mais uma vez demonstrou que é uma equipa fantástica, mesmo quando parece que não está em grande forma. Tudo acontece com simplicidade e aparente facilidade, mesmo quando tem pela frente uma grande equipa como é o Shaktar Donetz. Um golo nos primeiros minutos, mais outro por volta da meia-hora, um terceiro no recomeço da segunda parte, um quarto no minuto seguinte ao golo dos ucranianos e mais um quinto a fechar fazem parecer simples o que é o resultado de uma grande classe.

Depois, o Barcelona tanto joga muito bem a atacar, como a defender e ainda melhor quando troca a bola no meio-campo. Torna-se, de facto, muito difícil jogar contra o Barcelona no momento actual. Parece uma equipa sem falhas.

Como tudo indica, vai haver dois grandes jogos, ou, pelo menos, um grande jogo, na próxima meia-final.

Num curto espaço de tempo, se tudo correr como se espera, o Real e Barça irão encontrar-se por quatro vezes. Mourinho vai fazer dos jogos a eliminar os jogos do ano e sabe-se como ele costuma ser forte neste tipo de jogos…

terça-feira, 5 de abril de 2011

A DIRECÇÃO DO BENFICA NÃO PODE CALAR-SE

CRESCE A INDIGNAÇÃO

Por todo o lado, nos jornais, nas televisões, nas redes sociais, nos blogues, nos comentários dos jornais on line, “benfiquistas de velha cepa” insurgem-se contra o tratamento aviltante que os responsáveis do Benfica, no passado domingo, infligiram ao rival do norte, depois da derrota sofrida na Luz.

Como aqui já foi dito, e nunca é demais repeti-lo, a questão não está em saber se os benfiquistas já sofreram privações bem piores directa ou indirectamente orientadas por Pinto da Costa e a sua gente. Só mesmo por rematada estupidez e não menor falta de inteligência se pode defender ou desculpar o que se passou com o que noutras ocasiões tem sido feito ao Benfica. Pois a questão está em saber se o Benfica quer ser realmente diferente ou apenas um pouquinho diferente.

O Benfica tem de cumprir o seu dever e desempenhar o seu papel com dignidade, independentemente do modo como os outros actuem.

Desvalorizar o incidente, que encerra em si indícios muito preocupantes de condutas futuras, é um caminho que os benfiquistas não aceitarão.

A Direcção do Benfica tem de falar. O seu silêncio constitui uma terrível aprovação do que se passou. Deve falar, desculpar-se e ponto final. Não deve apresentar justificações para o sucedido, nem invocar outros comportamentos alheios para atenuar a sua culpa.

Não deve reproduzir o comunicado do Porto depois dos incidentes à saída de Paços de Ferreira. Deve pedir desculpa aos seus próprios adeptos que estão envergonhados com o que se passou e à equipa adversária.

Enquanto o não fizer sem reticências, sem mas nem ses, muitos continuarão a clamar por essa atitude.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O BENFICA DEVERIA PEDIR DESCULPA

AO PORTO E AOS SEUS ADEPTOS


O gesto de ontem à noite, na Luz, foi indigno de um grande clube com as tradições do Benfica. A derrota, embora dolorosa, mesmo quando não tem qualquer importância para o desfecho da competição, não pode, nunca pode, servir de pretexto para um acto de despeito, de anti-desportivismo, de desprezo pelo adversário, quaisquer que sejam os méritos deste nesses mesmos planos.

Actuando como actuou, o Benfica coloca-se ao nível do que de mais baixo há na prática desportiva. E a questão que agora se põe é exactamente saber o que tal gesto indicia. À primeira vista ele parece querer dizer que o Benfica está também disposto a enveredar por caminhos que, em teoria, até agora sempre tinha rejeitado: o da vitória a qualquer preço e por qualquer meio.

Há indícios que apontam para comportamentos lamentáveis, que não eram habituais no grande clube da Luz, como certas intervenções televisivas de alguns dos seus responsáveis, que, pela arrogância com que se exprimem, pelo fundamentalismo das suas opiniões, estão cada vez mais próximo dos processos e daqueles que dizem querer combater.

Em conclusão: o que se passou ontem na Luz não pode ficar pela sanção desportiva. Exige-se que os responsáveis do Benfica apresentem desculpas aos seus adeptos e ao FCP.

Aliás, no plano desportivo foi uma derrota “limpinha”, que só peca por escassa. Se o Benfica não estava competitivamente preparado para “dar luta”, se os jogadores (ou alguns deles) achavam que já não valia a pena, por que não desvalorizaram o jogo durante a semana que o antecedeu?


Depois, no plano técnico-táctico, também ninguém compreenderá, em primeiro lugar, a opção por Ayrton a defesa direito, um jogador pesado, lento, à partida incapaz de travar qualquer extremo minimamente veloz. A prova de que ele não tinha aptidões para o desempenho do lugar, está evidente na forma como saiu do jogo, dando toda a impressão de que a “lesão” foi uma demonstração evidente da sua incapacidade para continuar em campo.

Como incompreensíveis são as substituições no começo da segunda parte. Aimar, que estava empenhado no jogo – era dos mais empenhados – deveria ter continuado mais tempo e a substituição de Jara pelo abúlico Cardozo, que passa o tempo a mascar chicletes, foi de todo incompreensível, não por Cardozo ter sido expulso logo a seguir, mas por Jara dar muitas mais garantias de eficácia e de entrega ao jogo do que o actual Cardozo.

E o papel de Sidnei no Benfica também tem de ser reavaliado, apesar da recente prorrogação do contrato. No seu estilo “bailarina”, Sidnei deixa no espectador frequentemente a imagem de alguma irresponsabilidade. Ontem ofereceu um golo a Falcao, que o desperdiçou, deixou isolar Rodriguez, valeu Roberto, e “defendeu” o remate que, no fim do jogo, daria o empate ao Benfica. É muito para um jogador só!

Depois vem o caso de Roberto. O jovem guarda-redes espanhol teve um começo de época para esquecer. Nos jogos particulares os deslizes foram-se sucedendo. E nos primeiros jogos oficiais foi uma desgraça, nas três derrotas iniciais houve erros clamorosos de Roberto. Depois, estabilizou e até chegou a fazer em vários jogos defesas excepcionais. Mas os “frangos” voltaram, não com a frequência dos primeiros jogos, mas sempre em ocasiões muito comprometedoras para a equipa. E perante tais factos – faz defesas incríveis e sofre golos igualmente incríveis - a questão que se coloca é saber se não estamos a repetir o caso Moreto, que também fazia defesas impossíveis, até penalties, e deixava entrar golos inadmissíveis.

Um guarda-redes com estas características, por muito que as grandes defesas superem os “frangos”, é um guarda-redes que destabiliza a equipa. E uma grande equipa não pode sentir tal instabilidade na sua baliza. Quem não se lembra do que aconteceu ao Barcelona na época pós Zubizarreta?

O Benfica precisa de um guarda-redes mais regular: não precisa de fazer defesas impossíveis, basta que não sofras golos incríveis. Um guarda-redes como o do Braga…

Finalmente, é de crer que esta derrota de ontem possa ter efeitos catastróficos na equipa. Se a derrota de Braga, apesar das condições em que foi sofrida já teve as consequências que se conhecem, imagine-se o que poderá acontecer com a de ontem…

domingo, 3 de abril de 2011

BENFICA HUMILHADO NA LUZ

ARBITRAGEM SEM CLASSE

Começando pelo árbitro: é mais um sem classe, como quase todos ou mesmo todos os que andam no futebol português. Ou porque têm “telhados de vidro”, ou porque são pouco inteligentes, a maior parte deles não tem autoridade para se impor aos jogadores, a não ser por via de um autoritarismo estúpido que acaba sempre por estragar o espectáculo.

Em regra, na maior parte dos jogos, os jogadores respeitam-se e raramente são violentos ou, mais correctamente, só alguns são violentos.

Os árbitros é que têm em Portugal muita dificuldade em respeitar os jogadores e o público. Ainda hoje, na Luz o árbitro começou o jogo da pior maneira: interrompendo uma jogada perigosa para marcar uma falta que até parece não ter existido. Se fosse para expulsar o pretenso faltoso ou, ao menos, para lhe mostrar um amarelo, ainda se justificaria, mas não estando em causa nem uma nem outra punição, deveria ter deixado seguir o jogo. Consequência: quem acabou por levar o amarelo foi um jogador que conduzia a bola, por ter protestado a decisão do árbitro.

Depois continuou a marcar faltas que não existiam, para um e outro lado, e a mostrar amarelos por faltas menores. Marcou um penalty a favor do Benfica que parece não ter existido e puniu com amarelo Otamendi, que demonstrou ser um jogador correcto. No segundo tempo expulsou-o, por aparentemente ter feito obstrução numa jogada em que não a poderia evitar.

Verdadeiramente, só houve duas faltas graves e violentas: a de Cardozo, bem expulso e a de Moutinho, que deveria ter sido expulso e não foi.

Portanto, e em conclusão, um árbitro sem classe.

Do jogo propriamente dito, só há dizer que o Porto ganhou bem e até poderia ter ganho por mais. O Benfica foi arrogante na sua melhor fase do campeonato, foi triunfalista, chegou a dizer que à vantagem pontual do Porto haveria que descontar os três pontos do jogo da Luz e outras coisas do género. E na hora da verdade foi o que viu. Uma vergonha.

É claro que Maxi Pereira faz muita falta, mas uma equipa de primeiro plano tem de ter substitutos à altura. E Ayrton não é claramente um substituto à altura, sendo até de pôr em dúvida a verdade da sua lesão.

E Sidnei é um irresponsável, a ele se devendo um golo do Porto, mais um que o Benfica não marcou por ele se ter posto na frente da bola! De Roberto há a dizer que é um guarda-redes que dá “frangos” incríveis, tão incríveis como outras defesas que faz. E isso destabiliza completamente a equipa como aconteceu no princípio da época.

O Benfica ainda poderia ter ânimo para tentar contrariar o jogo do Porto se tudo se passasse normalmente, mas um “frango” daqueles aos oito minutos de jogo deitou tudo a perder.

A saída de Jara foi um erro e é muito duvidoso que Aimar não devesse ter continuado por mais tempo. Que culpa tem ele de o Javi Garcia ter feito várias asneiras?

O Porto ganhou bem como já se disse e mereceu ser campeão na Luz.

De realçar a correcção com que o jogo decorreu, apesar das duas expulsões.

Vergonha, inacreditável vergonha, indigna do Benfica, foi o que se passou no fim do jogo. É inadmissível que o Benfica tenha apagado a luz e posto a água a correr. Que exemplo dá uma direcção que assim procede aos energúmenos que andam pelas claques?

Qualquer benfiquista do “velho Benfica” fica envergonhado com o que passou e não pode deixar de condenar veementemente o comportamento de uma direcção cada vez mais parecida com a de Pinto da Costa.

Fora do Benfica os que se comportam sem dignidade. Fora!

O BENFICA PORTO DE LOGO À NOITE


A IMPORTÂNCIA DE UM JOGO SEM IMPORTÂNCIA


Tanto o Benfica como o Porto têm definidas as respectivas classificações no campeonato nacional.

O Porto será campeão e o Benfica ficará em segundo lugar. Tanto o Porto como o Benfica terão na quinta-feira um jogo bem mais importante para a liga Europa. Sendo óbvias as aspirações de ambas as equipas à presença na final desta competição, é muito natural que encarem com preocupação e rigor o que ainda não está definido em detrimento do que já está decidido.

Acontece que, por força dos acasos em que o futebol é fértil – pelo menos, para alguns clubes – o jogo da Luz pode ser, para o Porto, o jogo do título, se ganhar. E isto fez com o jogo adquirisse uma importância que nenhuma das equipas, no actual contexto, gostaria que tivesse.

O Benfica, em defesa da honra, vê-se obrigado a impedir que o Porto ganhe, para não assistir à humilhação de ter o seu estádio como cenário da primeira comemoração e o Porto vê-se obrigado a tentar ganhar para alcançar um feito quase inédito.

Perante isto, é difícil saber como vão os treinadores reagir à pressão dos acontecimentos, embora seja de todo desejável que o jogo de quinta-feira não seja sacrificado a pequenas questões domésticas de que pouca gente se lembrará daqui a algum tempo.

Benfica e Porto já prestarão um bom serviço ao futebol se realizarem logo à noite um grande jogo.

BRAGA SOBE AO TERCEIRO LUGAR


E O REAL MADRID CADA VEZ MAIS LONGE DO BARCELONA


Ontem em Aveiro, o Braga, animado que está pelos seus triunfos europeus, foi capaz de virar o jogo e vencer com toda a tranquilidade. Tudo se conjuga para que hoje se firma no terceiro lugar.

O Sporting vai passar por um mau bocado, situação que as eleições apenas agravaram, agora que o candidato que reúne o apoio do maior número de sócios, também parece ter reunido provas suficientes para impugnar as eleições.

Godinho Lopes, a triste imagem da continuidade, não terá, como aqui já tínhamos dito, uma vida fácil, embora a dificuldade possa ser atenuada pela brevidade da sua passagem à frente do Sporting.

Ontem, quem ouviu José Couceiro – o tal que foi à Luz queixar-se da arbitragem! – ficou com a ideia de que o Sporting está sem ânimo para defender o quarto lugar, quanto mais o terceiro! Tudo vai depender do jogo de hoje em Guimarães.

Entretanto, no outro lado da Península, o Real Madrid afastou-se ainda mais da possibilidade de ganhar o campeonato. Derrotado em casa pelo Gijon, ficou a oito pontos do Barcelona, que umas horas depois, vencia fora o Villareal por 1-0.

A ironia desta derrota de Mourinho, em casa, está em ela ter ocorrido contra a equipa treinada pelo homem que na primeira volta lhe chamou "canalha", por Mourinho ter insinuado que o Gijon havia facilitado, em Camp Nou, a vitória do Barcelona. Ontem a vingança.

Quem vê, logo a seguir à derrota do RM, o jogo do Barcelona percebe bem a frustração de Mourinho. Mais do que frustração, a impotência.

É isso que seguramente Mourinho deve sentir. Como igualar aquele futebol do Barça? Ao, menos, como travá-lo? Como impedir que miúdos da cantera chamados à equipa principal se integrem na equipa como se sempre lá tivessem estado?

Por muito ególatra que Mourinho seja, ele não poderá deixar de sentir que o Barcelona, este grande Barcelona que desde há vários anos joga da mesma maneira, trouxe algo de novo e de muito importante ao futebol. E fê-lo silenciosamente, sem ruído, apenas com infinita ressonância das suas belas vitórias.

E ele, que é “especial”, “number one”, o que trouxe? Mourinho vive na Espanha a sua mais dura prova como treinador de futebol E teme – isso nota-se – que se esteja a aproximar a queda de um mito….

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O SPORTING E A CONTRATAÇÃO DE TREINADORES


O QUE TÊM A DIZER OS MORALISTAS DO SPORTING?


O ano passado, o Sporting, que concorria com o Vitória de Guimarães para o 4.º lugar do campeonato, contratou o treinador do Vitória no decurso do campeonato, tendo Paulo Sérgio confirmado o facto em conferência de imprensa concedida nas próprias instalações do clube que lhe estava a pagar o ordenado.

Isto é o que se pode chamar um acto de grande nobreza!

Este ano, um dos candidatos à presidência do Sporting – que, aliás, acabou por ser eleito – fez um pré-contrato com o treinador do Braga, com a época em curso e com o clube minhoto a concorrer directamente com o Sporting para o memo lugar na tabela classificativa, além de haver ainda um confronto entre ambos, que pode ser decisivo para saber quem fica à frente.

Se isto não é, objectivamente, adulterar a verdade desportiva, então não gostaríamos de conhecer uma qualquer outra forma de integrar o conceito.

Todavia, nada melhor, para tirar dúvidas, do que perguntar ao impoluto apoiante de Godinho Lopes e conhecido comentador de TV, Rui Oliveira e Costa.

Se ele disser que não – ele que é de uma integridade a toda a prova seja noutras matérias, seja em futebol, basta ouvi-lo a propósito da contratação do ex-Olhanense, Jardel – é porque, de facto, não há qualquer problema.

Convém ouvir os moralistas do Sporting, seja este ou outros, para que se fique a saber qual a norma padrão nestas matérias. É aliás essa moralidade que tanto aproxima Rui Oliveira e Costa de Pinto da Costa!

PAULO BENTO NO "PONTAPÉ DE SAÍDA"


AS INSUPERÁVEIS INCAPACIDADES DE FREITAS LOBO


Paulo Bento esteve esta noite no “Pontapé de Saída”. A primeira questão que cumpre realçar é a de que uma nova geração de treinadores do futebol português que estão a léguas dos seus antecessores, não apenas pelos conhecimentos técnicos que possuem, mas também pelas notáveis capacidades comunicacionais que exibem.

E quando se fala em capacidades comunicacionais de forma alguma estamos a referir-nos ao estilo Mourinho, cuja capacidade comunicacional pode ser (será?) benéfica para a sua equipa, mais propriamente para ele, mas que nada de positivo trás ao futebol. Antes pelo contrário, degrada-o remetendo-o para uma espécie de produto onde o que conta é a vitória qualquer que seja o meio para a alcançar.

Portanto, não é de gente como Mourinho de que estamos a falar. Mas antes de treinadores independentes, “sem dono”, como Paulo Bento, Carvalhal e outros.

No programa desta noite, Carvalhal, com classe, explicou como joga a equipa, falou nos diferentes modos ou sistemas que tem utilizado em função dos jogadores convocados, mas nunca entrou, por entender que deontologicamente não o deveria fazer, no critério das convocações, que, para ele, depreende-se, é da exclusiva responsabilidade do seleccionador.

Foi o pivot, liberto das grilhetas que no futebol doméstico de clubes lhe impõe um guião inalterável, que acabou por colocar as questões mais interessantes. Desde logo, a questão que aqui já tinha sido aflorada, da pressão de Mourinho sobre o seleccionador a propósito da utilização dos seus jogadores. Levantou também a questão, óbvia, das limitações de Hugo Almeida, da titularidade de Eduardo, mas esqueceu-se da “dança dos defesas centrais”.

A tudo Paulo Bento respondeu com convicção e alguns casos, pelo menos pareceu, com sinceridade. Pode não ter convencido, mas não se escudou em frases feitas para não responder.

Já Freitas Lobo optou, mais uma vez, por fazer uma triste exibição das suas insuperáveis limitações.

Para além de ter feito uma explanação sem sentido do que é o “ADN” do futebol português e o papel do treinador face a essa fatalidade genética – o que não deixa de ser uma perfeita patetice - , tese ilustrada com citações igualmente patetas de Pedroto – de facto, a expressão máxima da pior fase do futebol português, principalmente como treinador, já que como jogador o seu “profissionalismo” foi bem demonstrado por Yustrich - , onde ele queria chegar era ao seu querido Queiroz, a Pepe e ao famoso “projecto para a estruturação” do futebol português.

Mais uma vez deu “porrada” em Pepe e, por tabela, em Paulo Bento, no secretário de Estado do Desporto, defendeu de passagem o FCP e o Braga por estarem a torpedear os novos estatutos da FPF, e não foi capaz de colocar a Paulo Bento uma única questão sobre as suas opções como seleccionador nacional.

Silenciou completamente as “javardices” de Queiroz – de facto, se Pepe é em campo um selvagem, Queiroz é na rua um malcriado, com linguagem ordinária, sem compostura – e mais uma vez veio com as “tretas do costume” sobre o “pretenso projecto” do dito Queiroz, embora sem o citar.

Só que desta levou que contar. Paulo Bento empertigou-se e deu-lhe uma resposta cabal. Explicou-lhe - quase lhe perguntando se queria que lhe fizesse um desenho – qual é o papel de uma equipa técnica, o que cabe na competência do treinador, o que cabe na competência da Federação, a importância para o futebol português dos resultados alcançados desde 1996 e a importância de o seleccionador se saber manter no seu lugar.

Não poderia ter sido mais eloquente. E Freitas Lobo demonstrou, mais uma vez, as suas inultrapassáveis limitações “genéticas” de que jamais conseguirá libertar-se.

Uma sugestão: e que tal se abrisse uma lojinha de futebol no “Porto Canal”? Em casa sempre é outro conforto…

quinta-feira, 31 de março de 2011

OS JOGOS DA SELECÇÃO



AS INDEFINIÇÕES DA EQUIPA NACIONAL


A selecção portuguesa fez dois jogos de preparação, um contra o Chile, no sábado, e outro contra a Finlândia, na terça, e a conclusão que imediatamente se retira é a de que os pontos fracos da selecção se mantêm inalteráveis, seja por falta de jogadores para certas posições seja por o seleccionador já ter decidido que há jogadores que não são seleccionáveis.

Contra o Chile, equipa que fez um bom Mundial - e que poderia inclusive ter chegado mais longe não fora a desconcentração que antecedeu e seguiu ao primeiro golo da Espanha – a selecção portuguesa não foi além do empate. Na baliza Rui Patrício substituiu Eduardo, mas nem um nem outro estão em grande forma. Porventura muito por causa da situação vivida no Sporting, Rui Patrício está longe de oferecer a mesma segurança que noutras ocasiões já exibiu. O golo que sofreu, de livre, marcado de muito longe, embora não tivesse sido aquilo que se pode considerar um "frango", também está muito longe de constituir um remate indefensável.

No jogo contra a Finlândia, equipa muito mais fraca do que o anterior adversário, a selecção venceu por dois zero, com golos do estreante Ruben Micaelis. Mas até poderia ter marcado mais vezes,não fora Paulo Bento persistir em colocar Hugo Almeida na frente do ataque.

De facto, Almeida não é nem nunca será um jogador de selecção, mesmo tendo em conta a escassez de pontas de lança do futebol português. Postiga, apesar de tudo um pouco melhor, também fica muito aquém do desejável pelos inúmeros golos que falha. Paulo bento não quer convocar Liedson, sem dúvida o melhor de todos, certamente porque não dá garantias de poder jogar o Europeu e também por o seleccionador o conhecer melhor que ninguém e não ter, seguramente, uma ideia muito positiva a seu respeito. Mas há João Tomás, que tem feito uma excelente época, e é hoje, sem dúvida, o melhor “centro-avante” do futebol português. Quaresma, mais uma vez demonstrou que é um jogador vulgar, sem técnica, com pouco sentido do colectivo e que cada vez que vai à selecção, além de não lhe trazer nada de novo, apenas serve para irritar os adeptos.

Compreende-se igualmente mal a “dança dos centrais” na equipa de Paulo Bento: afinal quem forma a dupla? Ou será que os jogadores de Mourinho têm na selecção um estatuto especial. De facto, o treinador do Real Madrid não hesita em pôr a jogar, em jogos importantes, Ronaldo, mesmo em deficientes condições físicas e até em prejuízo da sua integridade física, mas já é capaz de fazer pressão, com a força que se viu, para que ele não jogue na selecção. E com Ricardo Carvalho, algo parecido.

Isto com Scolari era impensável, porque Scolari era independente e só tinha como equipa a selecção. Portanto, é de esperar que esta situação, que não é nova, não volte a repetir-se, sob pena Paulo Bento de ficar sob suspeição de protecção a certos clubes que é exactamente aquilo que um seleccionador nacional menos precisa.

segunda-feira, 28 de março de 2011

AS ELEIÇÕES NO SPORTING - UMA NOITE DIFÍCIL


UM CLUBE PARTIDO


O Sporting saiu das eleições pior do que estava. Onde antes havia adversários, agora há inimigos. Venceu a continuidade representada por Godinho Lopes que reuniu à sua volta o essencial da nomenklatura sportinguista. Desde os descendentes de uma velha aristocracia hoje pouco menos que simbólica, passando pelos estractos de uma alta e média burguesia, ligada aos grandes negócios, até à banca, de que o clube depende e que de muito perto o vigia, estava lá tudo.

4511 votantes, o número pode ainda voltar a mudar, chegaram a Godinho Lopes para suplantar por umas escassas três centenas de votos os 6047 sócios que votaram em Bruno de Carvalho. Bruno de Carvalho dado como vencedor às quatro e tal da manhã de domingo foi considerado derrotado cerca de uma hora mais tarde. Dos festejos da vitória à intervenção da polícia de choque foi uma pequena distância que os frustrados apoiantes de Bruno de Carvalho não conseguiram superar.

Presidente amplamente minoritário em número de votantes e, futuramente, em apoiantes, Godinho Lopes tem poucas hipóteses de se aguentar, tanto mais que, ainda esta época, os adeptos podem ver o Sporting, com três deslocações muito difíceis, a Braga, ao Porto e a Guimarães, ser ultrapassado pelo Braga e, quiçá, pelo Guimarães.

Se a impugnação das eleições por Bruno de Carvalho, com fundamento em irregularidades múltiplas, aliada à natureza minoritária do seu voto, já eram motivos mais do que suficientes para que Godinho Lopes ficasse apreensivo, a possível, ou até provável, desastrosa carreira do equipa de futebol até ao fim da época, podem levar a que haja repetição do acto eleitoral muito em breve.

Uma situação a seguir com atenção…

sexta-feira, 25 de março de 2011

PONTAPÉ DE SAÍDA - UMA FALHA IMPERDOÁVEL



OU UM ACTO FALHADO?

O programa da RTP N, “Pontapé de Saída”, realizado todas as semanas exclusivamente com “gente do Norte” – Freitas Lobo, Carlos Carvalhal, Álvaro Costa e o pivot – e um convidado, em regra um treinador ou um jogador ou ex-jogador, este eventualmente oriundo de outras áreas geográficas – tem a pretensão, louvável, de apenas falar de futebol.
De facto, como há muitos programas sobre futebol que apenas, ou quase, têm a arbitragem como objecto de todas as conversas, as mais das vezes perfeitamente imbecis, justifica-se que haja um programa que apenas trate de futebol. O que não quer dizer que em situações excepcionais erros clamorosos de arbitragem não pudessem ser abordados lateralmente na medida em que prejudicam o futebol. Todavia, os comentadores residentes nunca o fazem relativamente ao futebol doméstico, embora uma ou outra vez o tenham feito relativamente aos jogos da selecção e das competições europeias de clube.
No entanto, como neste país não há ninguém imparcial em matéria de futebol – desde logo os comentadores e jornalistas da rádio, imprensa escrita e televisão não têm a hombridade de declarar as suas simpatias clubistas –, o pontapé de saída embora se esforce por parecê-lo também não o é.
Carvalhal, que mantém uma atitude em geral correcta na análise dos jogos, não está igualmente à vontade em relação a todos os clubes. Sem referir o caso especial do Sporting, por onde passou recentemente, fazendo, por isso, questão de ser mais reservado, vê-se que trata o Porto com “pezinhos de lã”. A coacção difusa (ou efectiva) que o clube de Campanhã exerce obre os media, principalmente os situados no Porto, é muito forte e aqueles que vivem do futebol têm medo desagradar e sofrer as respectivas consequências. E cita-se o caso de Carvalhal como um caso limite, pois mesmo sendo um profissional sério e inteligente, até ele sofre esse constrangimento, independentemente das simpatias que possa ter.
Já o caso de Freitas Lobo é mais evidente. Jamais a excelente equipa do Benfica do ano passado ou deste ano lhe mereceu um elogio sem reticências. Elogios apenas pode haver em relação a algum jogador, mas apenas depois de ele abandonar o clube, como agora sucede com Di Maria, Ramires ou David Luiz.
(À parte: ao citar aqueles nomes, percebe-se que, nos tempos que correm, o Benfica para ganhar um campeonato em Portugal precisa de ter uma super-equipa, embora haja quem os ganhe com jogadores vulgares…de que nunca mais se ouve falar, depois de saírem).
Freitas Lobo, sempre tão exigente, tem, porém, várias excepções: a primeira é Carlos Queiroz. Para além do estilo truculento e malcriado que o caracteriza, Queiroz é futebolisticamente falando um zero à esquerda. Pois Freitas Lobo defendeu-o não apenas socialmente, mas também no plano técnico-táctico, vendo nele qualidades que só ele vislumbra.
O pivot, completamente alinhado com o “estilo de jornalismo desportivo do Porto”, faz o possível, sempre, para não trazer “a jogo” algo que possa prejudicar o FCP ou beneficiar o Benfica.
No último programa, onde Carvalhal não esteve, falaram com Peseiro, que não deixou de fazer várias críticas a Queiroz, falaram da selecção – e Freitas Lobo aproveitou para dar uma forte “tareia” em Pepe, pelas declarações que fez relativamente a Queiroz, embora nunca se tenha lembrado de dar idêntica “tareia” a Pepe pelas selvajarias que ele pratica em campo – e nem por um segundo se referiram aos jogos da última jornada.
Como é possível que gente que “gosta tanto de futebol” não tenha mostrado nem feito alusão a uma das mais belas jogadas de futebol de que há memória como foi aquela da qual resultou o terceiro golo do Benfica em Paços de Ferreira? Para quem anda permanentemente a pesquisar na internet jogadas que fizeram época ou golos que ficaram na memória de todos, o “Pontapé de saída” omite uma das mais belas jogadas e dos mais extraordinários golos do futebol moderno.
Ainda vão ter que explicar isto…

quinta-feira, 24 de março de 2011

A CAMPANHA ELEITORAL NO SPORTING - UMA TRISTEZA


SPORTING A IMAGEM DO PAÍS

É muito penoso assistir a um debate entre os candidatos a presidente do Sporting Clube de Portugal.
Cinco candidatos, nenhuma ideia. Cinco candidatos, cinco treinadores. Cinco candidatos, cinco promessas de luta pelo título na próxima época.
Sobre como conceber o clube, nenhuma ideia. Sobre o actual estado do clube, quase nenhuma palavra.
Assim, vai ser difícil chegar a bom porto. Percebe-se que o estado do clube é mau, talvez péssimo. Alguns falam em auditoria externa para saber o estado das coisas. Depreende-se que não há dinheiro e que há muitas dívidas.
Não haver dinheiro num clube de futebol é normal. O endividamento é que já pode constituir um problema.
O tal modelo que Roquete introduziu no clube parece ter dado resultados idênticos ou muito parecidos com os que resultaram para Portugal das várias políticas económicas a que tem estado sujeito. O Sporting tal como o país está descapitalizado e endividado.
E nenhum dos candidatos abordou seriamente o modelo de clube que quer construir. Têm todos uma vaga ideia de que o Sporting deve lutar pelo título e por ai se ficam.
Bruno de Carvalho trouxe a ideia do fundo constituído por capitais russos, mas isso, se se vier a verificar, terá mais a ver com um negócio que tem como objecto a valorização de jogadores – investe-se em jogadores e na medida em que o investimento seja rentável, ele acabará por favorecer os “investidores” e o clube - do que propriamente com o futuro do clube e o seu modelo. É pouco, e principalmente é pouco seguro. Um clube pode ter também um fundo desta natureza a apoiá-lo, mas um clube não pode apenas apoiar-se num fundo destes.
Godinho Lopes é a imagem fiel da continuidade, além de que dá toda a ideia de não perceber nada de futebol. E não tem dinheiro, nem forma de o ir biscar.
Pedro Baltazar, arrogante, a roçar o violento, parece mais interessado no negócio do que no Sporting.
Dias Ferreira, também muito ligado ao passado, com grande paixão clubista, não tem “rasgo” para criar uma coisa muito diferente daquela que existe, embora perceba de futebol mais que todos os restantes,
Abrantes Mendes é o típico sportinguista que gostaria de ter alguém que soubesse dirigir bem o clube, em vez de se ter de ser ele a meter-se em disputas para as quais não está muito vocacionado e cuja principal mais-valia é a sua boa vontade.
Ganhe quem ganhar, assim, o Sporting não voltará a ser o que já foi.

terça-feira, 22 de março de 2011

JUNTO AO PORTO: AGRESSÕES, ARBITRAGENS E O RESTO


A GARANTIA DA IMPUNIDADE

Poucos dias depois de Gomes da Silva ter sido agredido no Porto, por gente que lhe comunicou estar ligada ao FC Porto, e depois de muitos ataques ao autocarro do Benfica nas deslocações ao norte, ontem, a seguir ao jogo em Paços de Ferreira, o autocarro da comitiva benfiquista e o carro do presidente do clube foram violentamente atacados na autoestrada, perto do Porto, com um saco de pedras lançado de um viaduto.
Coincidência ou não, ligados directamente ao FCP, mais concretamente aos seus dirigentes, há uma série infindável de ataques contra os mais diversos intervenientes no fenómeno desportivo, que Pacheco Pereira enumerou no Público, e depois no seu blogue, e que toda a gente ligada ao futebol conhece, tendo todos eles como denominador comum a impunidade.
É ao abrigo dessa impunidade que se compram árbitros, que se adulteram resultados desportivos, que se pressionam ou agridem jornalistas, que se ameaçam adversários, que se espancam autarcas, que se manipulam jogadores, enfim, que se faz tudo o que de mais podre – e até criminoso – existe no futebol português.
Dos que já foram condenados pela justiça desportiva, Pinto da Costa é sem dúvida o nome mais frequentemente relacionado com tudo o que há de negativo no futebol português. Todavia, como continua a contar com a impunidade da justiça civil, não obstante as provas que contra si têm sido carreadas, ele permite-se não se demarcar nunca da violência, mas antes apoiá-la e favorecê-la com a sua linguagem agressiva e insultuosa, como ainda há dias voltou a fazer, a propósito da agressão a Gomes da Silva.
Enquanto a justiça portuguesa, que não pode ser a do Porto, como já se viu, não apanhar o verdadeiro autor moral de todos os crimes e batotas que têm ficado impunes no futebol português e em comportamentos a ele ligados, nunca vai haver paz no desporto português e muito menos competição séria.
O clima instalado é tal, novamente, que os diversos intervenientes do futebol, sentindo em causa a sua profissão e o seu emprego, abstêm-se de fazer comentários adversos contra o “poder”.
Um exemplo simples: no domingo passado, a Académica foi claramente prejudicada pelo árbitro quando este fez que não viu um penalty, por mão na bola, de um jogador do Porto. O treinador da Académica sempre tão violento contra os árbitros calou-se. Calou-se e tem boas razões para isso, porque ele sabe que, sendo hoje a Académica uma equipa dependente do Porto (aquilo que em política se chamaria um satélite), se falar contra quem lá manda fica sem emprego.
A diferença de actuação dos agentes desportivos relativamente a factos que digam respeito ao Porto e ao Benfica é evidente: ainda ontem o treinador do Paços de Ferreira, ridiculamente, criticou a arbitragem do jogo entre a sua equipa e o Benfica, por, segundo ele, não se justificar a marcação de um penalty do qual resultou o primeiro golo do Benfica. Crítica ridícula, pois, como se viu, se crítica havia que fazer à arbitragem era a oposta: por não ter expulsado dois jogadores do Paços: o que agrediu Javi Garcia e o que agrediu Jara com dois socos.
Pois bem, as críticas de Rui Vitória foram feitas a quente…e a frio. De facto, ele criticou o árbitro na flash interview e mais tarde, na sala de imprensa, mais de meia hora depois do jogo. E embora não tenha razão nenhuma, ele está à vontade porque sabe que do seu comportamento nada de mal lhe vai acontecer. Pelo contrário, até pode sair beneficiado, se houver quem valore positivamente o seu comportamento no confronto Porto-Benfica.
E ainda se vai ver como acaba a “novela” com o Marítimo. Se o Kleber acabar por vir para o Porto, é porque o presidente do Marítimo resolveu ser “prudente” … alguém certamente lhe terá recordado o que aconteceu a certos outros clubes cujos presidentes ousaram desafiar o “poder”.
Neste rol de poucas-vergonhas impossível não aludir também ao que se passa com os estatutos da Federação que, mais uma vez, não foram aprovados, por quem não quer de nenhuma maneira perder o controlo da arbitragem… E para assegurar este objectivo, vale tudo!
Há uma teia muito complexa e urdida desde há muitos anos que corrói o futebol português. Enquanto essa teia não for varrida, tudo continuará como até aqui!

BENFICA GOLEIA EM PAÇOS DE FERREIRA


BRAGA APROXIMA-SE DO SPORTING

O Benfica venceu esta noite, na Mata Real, o Paços de Ferreira, por 5-1. Aos vinte e cinco minutos já ganhava por três zero. Os dois restantes só foram marcados no fim da segunda parte.
Logo no início do jogo, Cohene, na sequência de um canto a favor do Benfica, fez falta sobre Javi Garcia, aliás falta grave que poderia ter de imediato ditado a sua expulsão, que o árbitro marcou, assinalando a respectiva grande penalidade. Cardozo, desta vez, converteu, pondo o Benfica em vantagem muito cedo.
Os vinte minutos seguintes foram arrasadores. Numa jogada rápida em que participaram vários jogadores, Saviola isolou Aimar com um toque perfeito sobre defesa do Paços, tendo este feito o golo.
Logo a seguir, o Benfica desperdiçou o três zero. Mas pouco depois, em nova jogada pelo lado direito, Maxi corre até perto da linha, cruza para Cardozo que, à entrada da área, deixa para Gaitan fazer um golo fantástico.
O Paços reagiu e, na sequência de uma falta inexistente, beneficia de um livre sobre o lado direito – lado fatídico para o Benfica – do qual acabou por resultar o golo do Paços. A bola foi cruzada sobre a baliza e Carole, que hoje substituiu Coentrão, com um pequeno toque, desviou-a para dentro das redes fora do alcance de Roberto.
Imediatamente depois, o Paços beneficia de um livre, a entrada da área, desta vez do lado esquerdo, que acabou por embater no poste. Quase no fim da primeira parte, o mesmo jogador que havia cometido o penalty agarrou Saviola quando este se esgueirava, tendo recebido o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão.
Na segunda parte o Benfica entrou muito confiante, tendo dado a iniciativa do jogo ao Paços, que, apesar de reduzido a dez, atacou mais do que o Benfica. Mas sempre sem êxito. Entretanto, Cardozo saiu para dar lugar a Carlos Martins, que, desta vez, também não acrescentou nada ao jogo. Depois saiu Gaitan para dar o lugar a César Peixoto, que jogou à frente de Carole, e também nada de novo aconteceu.
A doze minutos do fim saiu Saviola e entrou Nuno Gomes, como sempre muito aplaudido. Quatro minutos depois fez o 4-1 e pôs um ponto final nas aspirações do Paços. Mas não se ficou por aí: antes de o jogo acabar ainda marcou o quinto e certamente terá colocado a Jesus um problema com que este não contava. Afinal, Nuno Gomes deve continuar no Benfica por mais uma época ou não? A avaliar pelo que se passa no futebol italiano, onde a experiência conta mais do que a juventude, a resposta seria certamente afirmativa. Aliás, no Benfica, não há neste momento nenhuma segunda opção relativamente a Cardozo melhor do que Nuno Gomes. Mas com Jesus nunca se sabe.
A equipa do Benfica entrou hoje com Jardel no lugar de Sidnei ( e dificilmente Sidnei recuperará o lugar) e com Carole, muito jovem, no lugar de Coentrão. Carole parece um jogador interessante. Salvio também ficou de fora, tendo Gaitan jogado do lado direito e Jara do lado esquerdo. Jara queria marcar e isso viu-se desde o início. Se tivesse sido, na hora do remate, mais colaborante, talvez o resultado fosse mais expressivo.
Em conclusão, boa vitória do Benfica, com uma primeira meia hora notável. Depois descansou um pouco até à entrada de Nuno Gomes que, em pouco mais de doze minutos, marcou dois golos, acabando por ser o homem do jogo, apesar da excelente exibição de Gaitan.
O treinador do Paços queixou-se do penalty e da expulsão, mas certamente queria referir-se ao seu jogador, já que o árbitro fez o que tinha que fazer e até poderia ter ido mais longe na penalização da primeira falta.
Antes deste jogo, o Braga jogou no Estádio Axa contra o Rio Ave e ganhou por 1-0. Antes da marcação do golo que ditou a vitória e fez o resultado, o árbitro, em decisão muito duvidosa, anulou um golo ao Rio Ave por fora de jogo. E antes disso deixou sem sanção um lance sobre João Tomás, na área do Braga, também muito duvidoso.
Com esta vitória e com um jogo em atraso, o Braga aproxima-se perigosamente do Sporting, que tem um calendário de fim de época bastante difícil, pondo em perigo o terceiro lugar dos leões.

segunda-feira, 21 de março de 2011

PORTO A UMA VITÓRIA DE SER CAMPEÃO


SPORTING CADA VEZ MAIS “EMPATA”

O Sporting empatou em casa casa pela quinta vez, onde aliás só ganhou por quatro vezes e perdeu três. Ontem foi a vez da União de Leiria, uma equipa fraca, classificada em oitavo lugar, bem acima de outras que jogam melhor
O Sporting até dispôs de algumas oportunidades, mas não concretizou nenhuma. É uma equipa destroçada, que neste momento está pedindo que o campeonato acabe o mais depressa possível.
Enquanto tal não acontece vai percorrendo esta penosa via sacra para a conclusão da qual ainda faltam mais seis jogos.
O treinador nunca mais falou de arbitragem. Apenas no jogo contra o Benfica, o que aliás é também sintomático da mentalidade da actual nomenclatura do Sporting. Nomenclatura que a candidatura de Godinho Lopes se prepara para continuar se acaso ganhar. E até já indica o nome de um treinador condizente: Domingos, melhor do que ninguém, saberia interpretar essa atitude…
Bruno de Carvalho, que parece ser um candidato de ruptura, apresentou Van Basten, que, sem chama e muito distante das lutas internas, lá foi dizendo umas palavras de circunstância. Mesmo que Van Basten percebesse tanto do ofício de treinador como percebia do de jogador, vai demorar muito tempo a perceber o que é o futebol português. E quando perceber, já será tarde.
Dias Ferreira, aparentemente sem dinheiro e com um director desportivo muito contestado – Paulo Futre - parece enveredar pelo mesmo caminho em matéria de treinadores e tenta fazer do seu sportinguismo um trunfo junto dos sócios.
O mais provável, porém, é que os sócios não se deixem iludir pelos nomes dos treinadores, nem pelo sportinguismo dos candidatos, mas apenas e só pelo dinheiro para comprar jogadores e de preferência pelo nome dos jogadores contratados. Mas disto ainda ninguém falou.
Entretanto, o Porto lá vai ganhando todos os jogos em casa. Hoje foi a vez da Académica. Perdeu 3-1, mas acabou o primeiro tempo a ganhar por 0-1. E até poderia eventualmente ter feito um segundo golo se o árbitro tivesse marcado, com devia, um penalty (mais um sem marcar) por mão de Rolando, logo aos dois minutos de jogo.
No fim do encontro, o treinador da Académica, Ulisses Morais, sempre tão violento verbalmente em matéria de arbitragem contra certos clubes, nem no assunto falou. E quando falou foi para imitar o linguajar do treinador do Porto (competência e outras coisas do género). Dos jogadores, também nenhum abriu a boca sobre o assunto. A isto se chama “hegemonia”. A hegemonia do Porto é tal que nem os prejudicados têm coragem para abordar o tema. Pudera ou a Académica não fosse uma equipa subsidiária do Porto. Uma equipa cujos treinadores têm sido todos escolhidos com o beneplácito do Porto (Domingos, Vilas-Boas, Jorge Costa, para só falar de alguns).
Dito isto, o Porto acabou por ganhar com golos de Guarin, Maicon e Silvestre. Com esta vitória o Porto fica a três pontos de ser campeão, o que pode acontecer já no próximo domingo, se vencer na Luz.
O Setúbal com a vitória sobre o Nacional (2-1) deu mais um passo na fuga à despromoção e a Naval, com o empate em casa (2-2), contra o Beira-Mar, afundou-se um pouco mais.
Na luta pela terceira posição somente o Braga, que joga amanhã contra o Rio Ave, parece em condições de fazer frente ao Sporting.