sexta-feira, 18 de março de 2011

LIGA EUROPA: PASSARAM TODOS


GRANDE JORNADA DAS EQUIPAS PORTUGUESAS

As três equipas portuguesas em prova, Benfica, Porto e Braga, passaram aos quartos de final da Liga Europa.
O Benfica foi o primeiro a entrar em acção, em Paris, contra o PSG. E mais uma vez não entrou bem. O jogo não estava ligado, houve passes falhados em excesso e deu a sensação que o Benfica não estará na mesma forma em que já esteve este ano.
Mesmo assim, o Benfica foi o primeiro a marcar, num contra-ataque rápido conduzido por Aimar, que Gaitan, do lado esquerdo da área, rematou para o lado direito do guarda-redes. A bola com muita velocidade tomou um efeito que tornou inútil a estirada do guarda-redes.
Na sequência deste golo, o PSG reagiu e empatou num excelente golo, sem defesa para Roberto.
Qualquer coisa se passou tacticamente mal no Benfica do primeiro tempo, onde Javi Garcia esteve muito só no meio campo, apesar de Aimar ter frequentado zonas que normalmente não pisa.
Na segunda parte, o Benfica apareceu diferente, mais pressionante, com outra ligação, tanto assim que teve logo uma grande oportunidade de golo que Saviola desperdiçou. Saviola que haveria um pouco mais tarde de sair, substituído por Carlos Martins que deu outra consistência ao jogo do meio campo.
Com excepção dos últimos dez minutos, em que o PSG deu tudo por tudo para empatar a eliminatória, o Benfica aguentou o jogo com alguma tranquilidade.
O PSG foi, porém, sempre uma equipa muito combativa, mais ainda do que na Luz, mas não foi suficiente para vencer o Benfica.
Na equipa do Benfica, Roberto, Luisão e Fábio Coentrão estiveram enormes. O Benfica deve a Roberto o empate numa defesa impossível e a Fábio Coentrão a energia que transmitiu a toda a equipa. Depois da entrada de César Peixoto, Fábio Coentrão esteve em todo o lado, à direita, à esquerda, no meio a contra-atacar, tendo sido derrubado naquela que muito provavelmente ficaria como a jogada da jornada.
Gaitan cumpriu, acabou por ser substituído, muito mais tarde do que ele havia pedido, mas vê-se que não está com frescura física. Já Salvio fez um excelente jogo e pareceu recuperado. Saviola nunca foi este ano, nem campeonato, na UEFA, o Saviola do ano passado…e o Benfica tem-se ressentido disso.
Cardozo, uma presença na área, não marcou, nas deu muito trabalho à defesa contrária. Maxi, com muito trabalho, não fez um jogo semelhante ao da Luz, mas não foi pelo lado dele que o Benfica cedeu.
No PSG, Makelele, aos trinta e oito anos, continua a ser um maestro no meio campo. Já sem a força de outrora, mas nunca dos pés dele saiu um passe errado, tendo, pelo contrário, alimentado muito do jogo da sua equipa. Outro veterano, Jully, que jogou na parte final da partida, não teve oportunidade de incomodar o Benfica.
O Porto começou o jogo a ganhar. Num livre, longe da área, sobre a linha lateral, Hulk marcou em arco, tenso, em direcção ao poste contrário, tendo o guarda-redes sido lento a fazer-se à bola. Pouco depois, num desentendimento entre o defesa do CSKA e o guarda-redes, a bola acabou por sobrar para Guarin, que fez o segundo.
A eliminatória estava decidida, apesar de a equipa russa ter reduzido logo a seguir. Depois deste golo, o Porto controlou o jogo até ao fim, salvo numa jogada, na segunda parte, em que Wagner Love teve possibilidade de empatar.
Em Anfield Road, o Braga fez história. No mítico estádio do Liverpool, o Braga empatou com todo o mérito, a zero, perante um Liverpool irreconhecível, não só pela qualidade do seu jogo, mas pelo próprio ambiente do estádio.
O Braga só recuou um pouco no fim do jogo, mas desnecessariamente, porque a forma como estava a jogar dava para controlar a partida, sem sobressaltos, até ao fim.
Em conclusão: três equipas portuguesas nos quartos de final, a juntar ao Dínamo de Kiev, Twente, PSV, Villareal e Spartak de Moscovo.
É grande a probabilidade de duas equipas portuguesas se encontrarem na próxima eliminatória, o que aconteceria pela primeira vez na história do futebol português.

quinta-feira, 17 de março de 2011

LIGA EUROPA: ANTEVISÃO


AS EQUIPAS PORTUGUESAS

Das três equipas portuguesas em prova, a que tem os quartos de final quase garantidos é o Porto. Não que o CSKA de Moscovo não seja uma boa equipa. Não que não disponha, principalmente na frente, de excelentes jogadores, capazes de ganhar em qualquer campo. Mas porque perdeu em Moscovo e agora joga no Porto. E depois, porque o Porto, após ter passado por uma fase de relativa intranquilidade, é uma equipa mais homogénea e regular do que a equipa russa, que, parece, inclusive, atravessar alguns problemas internos
Por outro lado, com o campeonato praticamente ganho, o Porto não sofre qualquer tipo de pressão suplementar que, noutras circunstâncias, poderia ser prejudicial.
É certo, que as três derrotas que Porto tem este ano, em jogos oficiais, foram todas consentidas em casa. Mas este facto não deverá ser suficiente para afastar a equipa da fase seguinte.
O Benfica, se estivesse empolgado, como esteve durante Janeiro e Fevereiro, teria grandes hipóteses de seguir em frente, apesar de o resultado com que inicia o jogo não ser nada tranquilizante. E o problema é mesmo esse: perdido o campeonato, o Benfica parecer ter perdido garra. A luta pelo título era o tónico que dava força ao Benfica.
A situação em que se encontra, a tal necessidade de “salvar a época”, não é a melhor para o jogo de amanhã.
É certo, que o Benfica contará com apoio do público. Mas isso não chega. Tudo depende do modo como começar o jogo. A época tem demonstrado que as equipas francesas iniciam o jogo muito fortes, como ainda ontem se viu com o Lyon em Madrid. Se o Benfica não parar o PSG logo no início do jogo, se o deixar entrar no jogo como fez há oito dias, na Luz, poucas hipóteses terá de passar. Pelo contrário, se o Benfica não deixar jogar o PSG na primeira meia hora e o intimidar com o seu futebol, a passagem à fase seguinte estará assegurada. Mas vai ser muito difícil.
Já o Braga não terá, teoricamente, grandes hipóteses de passar. A única chance do Braga é a irregularidade que tem pautado os jogos do Liverpool em Anfield Road. Parece ter melhorado com Kenny Dalglish, mas ainda é cedo para ter a certeza. No entanto, tem de se dizer que constituiria a surpresa do ano a passagem do Braga à fase seguinte num confronto com o Liverpool. Dificilmente tal acontecerá…

quarta-feira, 16 de março de 2011

REAL MADRID PASSOU, FINALMENTE, AOS QUARTOS DE FINAL


CHELSEA TAMBÉM

Mourinho tem motivos para se sentir satisfeito. O Barça empatou em Sevilha para a Liga e o Real Madrid diminuiu a distância para cinco pontos. Florentino Pérez, depois de muito pressionado por Mourinho, acabou por fazer um discurso eclético, reafirmando, por um lado, aqueles que são os valores do Madrid, mas, concedendo, por outro, que Mourinho ao defender o clube também defendia esses valores.
Para a imprensa e para Mourinho o que contou foi a segunda parte do discurso. Todavia, como se comprova pela leitura do El País e da Marca, a contestação a Mourinho, ao seu modo de estar no futebol, continua por parte de muitos históricos do clube madrileno que acham que o treinador é mais nocivo do que benéfico para a imagem do clube.
Mourinho, alheio a tudo isso, o que quer é ganhar, seja como for. E hoje ganhou ao Lyon por 3-0 e passou aos quartos de final, feito que já não acontecia desde 2002/2003.
O Real Madrid acabou por justificar a vitória e o Lyon, com aquela dupla de centrais não pode aspirar a nada, quanto mais continuar numa prova tão importante como a Liga dos Campeões.
Mas é bom que se refira a importância que um árbitro pode ter no desenrolar de um jogo. O Lyon entrou forte, criou dificuldades ao Real, Pepe foi logo admoestado com um amarelo por impedir a continuação de uma jogada perigosa. A seguir, Khedira, num canto, comete grande penalidade indiscutível: agarrou o jogador do Lyon e impediu-o de ir à bola. Um pouco mais tarde, Pepe – que não se comporta em campo como um jogador de futebol – tem uma entrada de karaté (uma joelhada no pescoço) sobre Lisandro e o árbitro não marca nada – deveria ter sido expulso.
Na segunda parte, dá uma patada na barriga do mesmo jogador e o árbitro marca falta ao contrário. Depois, deu ainda mais dois coices nos jogadores do Lyon, em típicas jogadas de agressão, e continuou em campo.
À parte isto, o Real Madrid numa excelente jogada de Marcelo, com a colaboração de Ronaldo, marcou um golo fantástico, quando o Lyon estava por cima. Só que a partir daí a equipa francesa nunca mais se entendeu. Os franceses da equipa, nomeadamente Gourcuff e Toulalan, estiveram decepcionantes. Salvou-se o guarda-redes, Lloris, que é notável, fez defesas quase impossíveis e a ele lhe devendo o Lyon não ter saído do Bernabeu com uma derrota mais pesada.
No Real Madrid, Casillas, quando foi chamado, cumpriu. Ronaldo, regressado à competição, ainda não está a cem por cento. Benzema, que fez um bom jogo, demonstra em cada partida que Mourinho não tinha razão quando o menosprezou. Hoje marcou mais um golo, é certo, por culpa dos centrais, mas também por mérito próprio. Di Maria, que também não fez uma grande exibição, marcou o terceiro. Mas o homem do jogo foi Marcelo. Foi ele com o seu talento que quebrou aquilo que parecia ser o domínio do Lyon.
E ai está o Real Madrid na luta pela Liga dos Campeões. E Mourinho, é bom não esquecê-lo, para além dos seus méritos, é um homem com muita sorte…
No outro jogo, o Chelsea, que parece, nesta altura, ser a equipa mais fraca das oito apuradas, empatou em casa a zero com o Copenhaga

GRANDE JOGO EM MUNIQUE


O INTER DE MILÃO NOS QUARTOS DE FINAL

O Inter de Milão que entrou no jogo de hoje a perder por 1-0, começou a partida praticamente com um golo de Eto’o que igualou a eliminatória. Um golo bem validado pelo trio de arbitragem português, já que os pés de Eto’o estão em linha com os do jogador do Bayern.
Mas foi por pouco tempo que a vantagem se manteve. Um novo erro de Júlio César (a juntar ao que, em Milão, ditou a derrota do Inter), desta vez indiscutível e por isso grave, permitiu a Mario Gomez empatar a partida e colocar de novo o Bayern na frente da eliminatória.
Ainda os homens do Inter não estavam refeitos do empate e já o Bayern marcava o segundo, numa combinação na área dos italianos em que Müller beneficiou de um ressalto feliz num jogador interista. Estava feito o 2-1 e a eliminatória ficava muito difícil para o Inter.
Até ao fim da primeira parte os bávaros tiveram várias oportunidades para aumentar a diferença. A defesa do Inter tremeu por várias vezes. Mas isso não significa, contrariamente ao que dizia o comentador da Sport TV, que o Inter fosse durante o primeiro tempo uma equipa subjugada ao poderio do Bayern. O Inter oscilou, mas notava-se que trocava a bola com alguma segurança e que sempre que ia à frente criava algum perigo. Mas não há dúvida de que o Bayern teve mais oportunidades, que desperdiçou.
No segundo tempo, a fisionomia do jogo mudou muito. O Inter começou jogar no campo todo, mais seguro e o Bayern, sem deixar de atacar, nunca foi tão perigoso como na primeira parte. E Eto’o , mais uma vez, numa excelente jogada, passou a bola a Sneijder que, à entrada da área rematou cruzado para o lado direito do guarda-redes, empatando o jogo.
A partir daí o jogo ficou instável para o Bayern. Um golo ditaria a sua eliminação. O Inter passou a arriscar mais, aliás, tudo, mas ainda foi o Bayern que esteve à beira de marcar, num contra-ataque, em que Gomez, egoísta, não passou a bola a um dos dois companheiros que estavam completamente isolados.
Depois, quase no fim do jogo, numa bola bombeada para a área do Bayern, Breno, o central brasileiro, deixou-a bater no solo, Eto’o ganhou posição, ficou com a bola, caminhou lateralmente com ela para se enquadrar com a baliza e acabou por num passe de mestre a colocar na frente de Pandev que fez o golo.
Caiu a desolação sobre a Allianz Arena de Munique. Mais uma vez o Bayern soçobrava perante o Inter.
Foi um grande jogo, emotivo, em que o campeão europeu justificou plenamente a passagem aos quartos-de-final.
No outro jogo, o Manchester United ganhou ao Marselha, por 2-1, com dois golos de Javier Hernandéz (Chicharito) e está também nos quartos de final, juntando-se assim ao Inter, Barça, Schalke 04, Shakhtar Donetz e ao Tottenham.

O FCP CONTINUA SEM PERDER NA LIGA


AINDA A PROPÓSITO DA VIOLÊNCIA

Depois do empate do Benfica contra o Portimonense, e da vitória do Porto em Leiria, por 2-0, o Benfica arrisca-se a ver o Porto festejar a vitória do campeonato no Estádio da Luz, se o Porto ganhar os dois próximos jogos.
O ano passado o Benfica tentou esse feito inédito, mas falhou. Os jogadores não resistiram à pressão que o acontecimento impunha.
Todos os benfiquistas esperam que a equipe da Luz tenha argumentos suficientes para derrotar o Porto, apesar de o jogo já não interessar (ao contrário do que acontecia com o do ano passado) para a decisão do campeonato.
A propósito da agressão a Rui Gomes da Silva, há duas questões que não podem deixar de ser abordadas.
A primeira é a condenação sem rodeios da torpe linguagem usada pelo presidente do Porto quando se referiu ao assunto. Linguagem que levanta, legitimamente, todas as suspeitas. Pinto da Costa, que já foi condenado pela justiça desportiva com dois anos de suspensão e tem sido acusado com provas que, pelos vistos valem pouco, de tantas outras graves irregularidades, tem a sua longa estadia no dirigismo desportivo ligada ao que de pior há no futebol português. O grave, porém, não é que ele aja como age, porque esse é o seu modo natural de actuar, o grave é o clima de impunidade que acompanha todos os actos de violência praticados por gente ligada ao FC Porto.
Mas o que se reclama para os outros não pode deixar de ser seguido por quem reprova e condena a violência ou a incitação à violência. Num programa desportivo de ontem, Guilherme Aguiar, comentador do FCP, disse que na Benfica TV passou uma cena em que um conhecido sócio do Benfica, de pistola em punho, incentivava os benfiquistas a atacar as casas do FCP, como retaliação do que tem sido feito ao Benfica, no Porto.
Tentei, em vão, no You Tube e na Benfica TV comprovar a veracidade daquelas afirmações. Não consegui, mas isso não significa que não sejam verdadeiras. Se forem verdadeiras, o Benfica só tem dois caminhos: o primeiro é punir o associado que assim se comportou, aliás a pena mais adequada a tal comportamento seria a expulsão. Mas não basta, é preciso que alguém responsável do Benfica se demarque inequivocamente de tais afirmações, as condene e peça desculpa por terem sido proferidas na Benfica TV.
Isto no caso de ser verdade o que foi dito.

domingo, 13 de março de 2011

O BENFICA COLAPSOU


JOGO MUITO FRACO FRENTE AO PORTIMONENSE

Jorge Jesus, tendo em vista o jogo da próxima quinta-feira, em Paris, contra o PSG, optou por colocar a jogar no jogo e hoje uma segunda linha da qual apenas faziam parte dois habituais titulares – Aimar e Franco Jara.
Logo de início se percebeu que este Benfica não tinha muitas semelhanças com o que tem actuado durante a época, convicção que se foi consolidando ao longo da primeira parte. De facto, a impressão com que se ficava era a de que com o ritmo e o acerto com que a equipa estava a jogar, dificilmente iria ter uma partida tranquila.
Aimar, que entrou para que a equipa tivesse um patrão no meio campo, na transposição defesa ataque, esteve muito longe dos seus melhores dias. E Jara também esteve sempre aquém do que já tem feito.
Dos jogadores que às vezes entram no time principal destaque negativo para Menezes que também não acertou uma. Airton esteve razoável, mas sem criatividade e Kardec desperdiçou as hipóteses que teve para marcar: todas elas de cabeça.
Num lance completamente infantil, o jovem Roderick meteu desnecessária, mas propositadamente, a mão à bola sobre a linha da grande área e deu lugar ao penalty donde saiu o primeiro golo. Pouco tempo antes, já o Portimonense num ressalto de um canto havia enviado uma bola à barra com Moreira pregado no terreno.
Na segunda parte, com Salvio e Gaitan, o jogo não melhorou, apesar de logo no primeiro minuto Kardec ter desperdiçado uma nova oportunidade de golo, enviando a bola de cabeça praticamente à figura de Ventura, um grande guarda-redes.
O jogo foi decorrendo morno, sem alma nem brilhantismo, salvo quando o Portimonense, em contra-ataque, se aproximava da baliza do Benfica, na qual esteve à beira de voltar a marcar por duas vezes. De uma vez valeu a trave, de outra Moreira.
Quando faltava cerca de vinte minutos para o fim do jogo saiu Aimar e entrou Nuno Gomes que, seis minutos depois, empatou a partida.
Até ao fim o Benfica foi tentando, mas as alas não funcionaram, mesmo com Salvio e Gaitan, que parecem atravessar um mau momento de forma.
De todas as opções de Jesus, compreensíveis face à situação em que se encontra o campeonato depois do jogo de Braga, apenas se não compreende a ausência de oportunidades a Weldon que, o ano passado, de todas as vezes que entrou deu tão boa conta de si. Este ano praticamente ainda não jogou. Ninguém percebe porquê.
Nos outros jogos, a Naval perdeu em casa com o Marítimo por 3-0 e o Nacional empatou com a Académica 1-1, tendo o treinador da equipa madeirense pedido a demissão.

A AGRESSÃO A GOMES DA SILVA


AS DECLARAÇÕES DE PINTO DA COSTA

Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, foi agredido, no Porto, por dois encapuzados, à saída do restaurante onde tinha almoçado com o Presidente da Câmara de Paredes.
O Presidente da Câmara testemunhou a agressão. Não é primeira vez que factos semelhantes a estes ocorrem no Porto. E como sempre ficam impunes.
Quem praticou a agressão? Quem é responsável por ela?
Rui Gomes da Silva e o seu acompanhante foram claros: os agressores, finda a agressão, disseram-lhe: “Isto para não aprenderes a não dizer mal do Futebol Clube do Porto
Bem, quem agride, pode dizer o que quiser.
Mas hoje Pinto da Costa, algures nos arredores do Porto, disse: “Podem simular agressões a qualquer palhaço, mas nós vamos continuar o nosso destino”.
A resposta está dada. Como sabe Pinto da Costa que houve uma simulação? Que conhecimento tem eles dos factos? É espantoso que o presidente do Porto fale com este conhecimento de causa da ocorrência. Só uma pessoa com grande proximidade relativamente ao que se passou pode falar desta maneira.
E mais uma vez tudo ficará impune. Uma vergonha!

NOTAS DE FIM DE SEMANA


COMENTÁRIO

Futebol espanhol – Não tem praticamente qualquer eco na imprensa portuguesa a polémica que se instalou nos meios afectos ao Real Madrid depois do último jogo em Santander. A imprensa espanhola, inclusive a madrilena, saturada das palavras de Mourinho, depois da derrota em Barcelona, quer falar de futebol e pôr de lado as desculpas ridículas do treinador do Real Madrid.
E a polémica é esta: joga o Real Madrid melhor sem Ronaldo? Ou seja, uma polémica semelhante à que já teve lugar em Portugal a propósito da prestação de Ronaldo na selecção. Mourinho recusa-se a entrar nela e pretende imputar responsabilidades aos árbitros, aos dirigentes do Real e da Liga.
Como se viu em Portugal e como também já se viu no Manchester, o desempenho de Ronaldo depende muito do treinador.
Futebol português – O Sporting deu hoje mais um triste exemplo da sua capacidade futebolística. Empatou em Vila do Conde contra um Rio Ave que fez uma notável exibição durante oitenta minutos, rematou vinte e três vezes à baliza do Sporting e não marcou por infelicidade e alguma ineficácia dos seus avançados.
Couceiro foi mais uma vez ridículo nas declarações finais. Não reconheceu a superioridade do adversário, desculpou-se com eleições e deu mais um triste espectáculo. Carlos Brito ficou naturalmente ofendido por não ter sido reconhecida a grande exibição da sua equipa.
O empate a zero é quase inacreditável.
No outro jogo, o Vitória de Guimarães não foi além do empate com o Vitória de Setúbal. E mais um resultado negativo de Manuel Machado que já deu indícios de que não continuará em Guimarães.
Na sexta-feira, o Paços de Ferreira foi justamente derrotado na Madeira pelo Nacional por 3-1.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O QUE QUER MOURINHO?


SAUDADES DE OUTROS TEMPOS

Mourinho continua obcecado com o Barcelona. Sabe que nada pode fazer à equipa catalã, excepto jogar contra ela por duas vezes na Liga e outra para a Copa do Rei. Das partidas da Liga já fez uma e levou 5-0. A outra, quando ocorrer, provavelmente já não terá grande importância. E o da Copa do Rei, quando se disputar o mais importante também já estará decidido.
É uma obsessão doentia, como são todas as obsessões. Mas Mourinho não consegue libertar-se dela. Entra nas polémicas sobre as arbitragens do Barcelona na Champions – e esquece o favor que o Benquerença lhe prestou em Milão, no jogo contra o Barcelona – e continua a guerra do calendário.
Mourinho não quer jogar duas vezes por semana. Mas isso é impossível, desde que esteja numa prova europeia. E Mourinho sabe isso. Então por que protesta? Os espanhóis porventura não sabem. Mourinho tem saudades. Saudade dos tempos em que não tinha que se preocupar com dois jogos por semana, porque antecipadamente já sabia que um deles estava ganho – o das provas nacionais. Alguém se encarregava disso a tempo e horas e sempre com bons argumentos, deixando os jogadores “fresquinhos” para o jogo das provas europeias.
Na Espanha isso não é possível. A gente do Real Madrid – a direcção do RM – não lhe pode antecipadamente garantir que a vitória no jogo da Liga. E mesmo que pudesse muito provavelmente não o faria.
Saudades, portanto. Muitas saudades…

AS EQUIPAS PORTUGUESAS NA LIGA EUROPA



PORTO COM O MELHOR RESULTADO

Começou por volta das seis horas da tarde a prestação das equipas portuguesas na Liga Europa.
O Braga foi o primeiro a marcar, por Alan, de penalty, a cerca de vinte minutos do início da partida, tendo conseguido fazer um primeiro tempo em tudo superior ao do Liverpool. Na segunda parte, a equipa inglesa optou por um futebol mais físico, que não é bem do agrado do Braga, mas mesmo assim a equipa aguentou-se e parte para Inglaterra com uma vantagem positiva. Escassa, mas positiva.
As circunstâncias normais o Braga terá a vida muito dificultada na próxima quinta-feira. Tem contra si a anterior passagem da equipa pela Inglaterra, este ano, e a seu favor a instabilidade que tem caracterizado a época do Liverpool. Ainda hoje, em Braga, a equipa foi uma sombra da que derrotou concludentemente o Manchester no passado fim-de-semana.
De qualquer modo, ficará para a história a vitória, este ano, do Braga sobre equipas tão importantes como o Celtic, o Sevilha, o Partizan, o Arsenal e o Liverpool.
O Porto, mais uma vez, foi feliz em Moscovo. Venceu o CSKA por 1-0, com golo de Guarin, e tem a eliminatória muito facilitada. Não estará ainda vencida, pois tudo pode acontecer, principalmente contra uma equipa com jogadores tão criativos como Wagner Love, Honda, além de outros.
No jogo da Luz, o Benfica começou mal e foi traído por um golo marcado por um jogador que recuperou à justa da posição de fora de jogo em que se encontrava. Todavia, por erros da equipa do Benfica, o PSG poderia ter marcado por mais duas vezes na primeira parte.
Ainda na primeira parte o Benfica equilibrou o jogo a partir da segunda metade, marcou um excelente golo por Maxi e, tal como a equipa francesa, também desperdiçou uma ou outra oportunidade.
Na segunda parte, o Benfica não esteve bem nos primeiros minutos, mas somente ai, pois logo depois dominou o jogo, actuou com grande intensidade e não foi acompanhado pelo PSG que claramente foi quebrando à medida que o jogo decorria.
Perto do fim Jara marcou e deu a vitória ao Benfica. Inteiramente merecida e que até poderia ter sido mais dilatada.
Nota-se que Salvio e Gaitan estão desgastados e que a equipa, quando perde a bola, não se reagrupa com a mesma facilidade com que o fazia na fase áurea da época. Talvez Salvio e Gaitan pudessem ter sido substituídos mais cedo. De qualquer modo, ficou outra vez patente a classe de Aimar e a influência decisiva que a sua actuação acabou por ter no resultado final.
De sublinhar também as excelentes exibições de Maxi Pereira e de Coentrão, sem esquecer a tradicional segurança de Luisão e de Javi Garcia, bem como o bom jogo de Carlos Martins, autor da assistência a Maxi, no primeiro golo.
O resultado da Luz não é, nos jogos a eliminar, um desfecho tranquilizador. Todavia, se a equipa do Benfica recuperar fisicamente, a eliminatória está longe de estar perdida.

Por marcar ficou uma grande penalidade sobre Saviola. Uma jogada que o árbitro interpretou mal, provavelmente por ilusão óptica, mas já é pouco aceitável que o árbitro de baliza não tivesse assinalado a falta. Ou seja, que não tivesse tido uma intervenção activa no lance como o ano passado teve, e bem, o juiz de baliza que validou um golo do Liverpool que a equipa de arbitragem tinha inicialmente invalidado.
Enfim, em matéria de penalties, tanto cá dentro, como lá fora, o Benfica não está com o astral em alta.

EM TEMPO

UM EXEMPLO DE COMENTÁRIO

Na SIC N esse grande “soda” chamado Joaquim Rita, no seu estilo doutoral de banalidades vulgares, comentou os resumos dos jogos do Porto e do Benfica.
Sobre o jogo do Porto, em Moscovo, Rita inventa um penalty sobre Guarin na primeira parte, não discute, tal como o apresentador, um lance em que o CSKA reclama grande penalidade e omite as múltiplas oportunidades de golo da equipa moscovita, considerando o resultado da primeira parte ajustado ao que se passou no campo.
Relativamente ao jogo do Benfica, é de opinião que o PSG beneficiou de múltiplas oportunidades e desvaloriza o empate alcançado pelo Benfica. Relativamente à segunda parte, passou o tempo a falar da primeira. Sobre os dois penalties sofridos por Saviola nem uma palavra, sobre a exibição do Benfica idem.
E assim vai o comentário desportivo em Portugal, neste caso de um ex–director do jornal “ O Jogo”!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O BENFICA, O BRAGA E O FUTURO



O PRÓXIMO JOGO

É preocupante para qualquer benfiquista que o Estádio do Braga desde há dois anos se tenha transformado num local hostil para o Benfica. E é preocupante, porque Braga, à semelhança de tantas outras cidades do país, sempre teve, como primeiro clube, o Benfica.
Esta é uma questão que não pode ser descurada nas suas causas nem nas suas consequências. As causas são conhecidas: está em curso, a partir de cima – pelas cúpulas – a tentativa de "satelizar" o antigo e muito nobre Sporting Clube de Braga por um outro clube com o qual sempre manteve uma grande rivalidade e até uma indisfarçável animosidade.
Essa tentativa de “satelização” decorreu, antes de mais, da presença na direcção do clube de um adepto do tal clube rival e depois, por via dele, do empréstimo de jogadores e da contratação de treinadores provenientes de uma “cultura” que nada tem a ver as tradições bracarenses.
A criação artificial de conflitos, quer por alguns jogadores (os tais que pertencem a outro clube), quer pelos treinadores, com vista ao fomento de um clima de hostilidade e a própria infiltração nas claques bracarenses de elementos afectos a outro clube, que para lá levaram algumas das suas práticas habituais, até então completamente desconhecidas em Braga, têm contribuído para cavar um fosso que nunca existiu.
O Benfica tem de estar atento a este fenómeno. Tem de atacar os provocadores, em actos isolados, mas não pode, nem deve, no seu próprio interesse, confundir a parte com o todo.
O Braga, o Sporting Clube de Braga, bem como a cidade, devem continuar a merecer todo o apoio e carinho dos benfiquistas e estes tudo devem fazer para tornar conjuntural uma situação que, infelizmente, já se prolonga há mais de dois anos.
Hoje à noite, o Benfica joga, como noutras vezes já aconteceu este ano, uma grande parte da época. Afastado que está da vitória do campeonato, embora deva continuar a lutar por ele, aos benfiquistas não bastará a presença na final da Taça da Liga e a eventual presença na final da Taça de Portugal. O Benfica tem de continuar na Liga Europa. E certamente o vai conseguir se houver uma gestão adequada do esforço físico dos principais jogadores.

quarta-feira, 9 de março de 2011

NO MÍNIMO, ALAN TEM DE SER PUNIDO



UMA SIMULAÇÃO GROSSEIRA COM INFLUÊNCIA NO RESULTADO

Independentemente da urgente “batalha” que o Benfica tem de travar contra a Sport TV e contra outras estações públicas de rádio e televisão por deturpação frequente e dolosa do que se passa no terreno de jogo – e isto é uma “batalha” que tem de ser preparada em todos os pormenores para ter êxito –, de imediato o Benfica deve apresentar à comissão disciplinar da Liga uma queixa contra Allan, jogador do Braga, por ter simulado uma agressão da qual resultaram dois factos com influência directa no resultado: expulsão de Javi Garcia e golo do Braga, por ter sido marcada ao contrário uma falta.
À semelhança do que aconteceu a Lisandro Lopes, castigado por simulação de um penalty inexistente contra o Benfica, do qual resultou um empate – ou seja, um facto com influência directa no resultado, que, sem a simulação, se teria saldado numa derrota do Porto -, também agora, numa situação bem mais grave, o comportamento de Alan deve ser formalmente denunciado para ser punido. As imagens de frente são inequívocas.
É claro que esta queixa formulada com base em simulação pressupõe, como não pode deixar de ser, que o árbitro foi enganado pelo jogador do Braga. Ora, sabe-se que não é assim. O árbitro, no caso o árbitro assistente, não foi enganado – ele próprio participou na batota. Mas terá de se fazer de conta que não foi assim para desse modo se alcançar a punição do jogador batoteiro, um provocador ao serviço de outro clube.
O Benfica não deve hesitar em seguir esta via.
A questão dos comentadores desonestos, avençados ao serviço de outro clube ou por ele directamente intimidados, é também um assunto da máxima relevância. De nada adianta ao Benfica ter as maiores assistências no estádio, ter as maiores audiências televisivas, ter quase setenta por cento da população a seu lado...se os árbitros se sentem à vontade para fazer todo o género de tropelias ou de batotas por antecipadamente saberem que têm na rádio, na televisão e na maioria dos jornais quem os apoie e os ilibe. Eles sabem que, em última instância, o que conta é a comunicação social. Veja-se o caso desse vergonhoso Pedro Henriques que nem categoria tem para apitar os regionais e todavia está num canal de grande audiência, dominado no desporto por gente fanaticamente afecta ao Porto. O canal faz uma intervenção tão "inteligente" que até permite que nas questões que não interessam intervenham comentadores sérios enquanto nas importantes só metem "gente da casa".
Um outro aspecto que igualmente tem de merecer uma particular atenção na luta pela verdade desportiva é a questão dos clubes satélites. É também uma questão que tem de ser tratada com cautela, mas não pode ser adiada por mais tempo.
Para concluir: já se sabe que Cosme Machado será o árbitro que apitará o Porto na próxima segunda-feira em Leiria. Com Machado na arbitragem e com o Leiria a jogar como jogou em Campanhã nem vale a pena realizar o jogo…

TRIO DE ATAQUE - O MESMO DE SEMPRE


A EXPULSÃO DE JAVI GARCIA E O RESTO


O moderador do programa Trio de Ataque numa breve intervenção que fez num programa anterior sobre a Liga dos Campeões começou por dizer, a propósito do Barcelona-Arsenal, com a intenção de desvalorizar os protestos do Benfica no jogo de Braga, que se se tratasse de um jogo interno as discussões sobre a arbitragem teriam tido mais relevo que o primeiro golo do Barcelona (o tal golo de Messi), mas como se trata de um jogo internacional, certamente que este último aspecto sobrelevaria todos os demais. O convidado dele nesse programa não concordou: achou e bem que todos os aspectos do jogo eram igualmente importantes.
Por aqui se vê como em matéria de comunicação social há quem não brinque em serviço. De facto, enquanto o Benfica for tributário da Sport TV e não conseguir a assegurar a isenção, nomeadamente na RTP e na RDP, pode gastar muito dinheiro, investir em bons jogadores, mas não conseguirá quebrar a hegemonia daqueles que hoje dominam os media.
Voltando ao jogo de Braga: quando daqui a uns anos, ninguém em Braga quiser saber dele, Quim vai arrepender-se do que disse hoje. Um dia, quando o Benfica homenagear os seus campeões, como tantas vezes tem feito, Quim não vai ter condições para estar presente
Ainda propósito do jogo de Braga, aqui está o que ninguém quer mostrar: o vídeo da jogada de Javi Garcia vista de frente. Quem faz falta, no mínimo para amarelo, é Allan. Javi não cometeu qualquer falta, nem agrediu quem quer que fosse.
Isto leva-nos à segunda questão: além das equipas satélite (Leiria, Académica, Braga, o ano passado Olhanense, Setúbal sempre numa posição muito ambígua), que jogam segundo a lógica do mínimo esforço contra a "equipa-mãe" e no máximo esforço contra a equipa adversária da "equipa-mãe", há quem tenha jogadores emprestados a outras equipas, encarregados de provocar certas equipas adversárias. Isto tem de ser denunciado para bem do futebol.
Afinal, no fora de jogo o que conta: é o corpo, mais concretamente o tronco, ou os pés? Para o comentador do Porto, contam os pés quando essa interpretação favorece o Porto e o tronco quando prejudica o Benfica. Para o do Sporting, o que verdadeiramente conta é o que possa prejudicar o Benfica e preferencialmente favorecer o Porto, sem que os reflexos dessa questão relativamente ao Sporting lhe interessse.
Terceira questão, falou-se de arbitragem, mas mais uma vez passou em branco o que aconteceu em Alvalade. O Sporting ganhou mercê dos erros do árbitro. O respeito pelas outras equipas, que não o Benfica ou o Porto, impõe que estas questões sejam abordadas e não escamoteadas.
Finalmente, é inadmissível, quando se aborda a actual situação da Federação e as causas que a determinam, ninguém faça a ligação entre quem faz isto (Lourenço Pinto) e aqueles a quem este senhor deve fidelidade e presta vassalagem!

terça-feira, 8 de março de 2011

VITÓRIA TRISTE DO BARCELONA



O ÁRBITRO CONDICIONOU A EQUIPA DO ARSENAL

Hoje à noite o Barcelona passou aos quartos de final da Liga dos Campeões com uma vitória por 3-1 sobre o Arsenal.
A primeira parte do jogo foi dominada pelo Barcelona sem que verdadeiramente tivesse criado oportunidades flagrante de golo. É certo que o Arsenal, com as linhas muito juntas, também não fez nada por dilatar a diferença que trazia de Londres, tendo-se limitado a defender o resultado.
Perto do fim da primeira parte, já muito depois de o Arsenal ter perdido o guarda-redes por lesão, Fabregas perdeu uma bola na transição, perto da área do Arsenal, Iniesta descobriu uma rápida e excelente desmarcação de Messi, que marcou um golo extraordinário.
Logo no começo da segunda parte, Van Persie, em off-side, rematou à baliza, depois de o árbitro ter apitado. O árbitro mostrou o segundo amarelo ao avançado do Arsenal e expulsou-o.
Foi um gesto inaceitável que condicionou completamente o jogo do Arsenal, destabilizou a equipa e tornou mais fácil a vitória do Barcelona. É muito duvidoso que um jogador do Barcelona, em jogada idêntica, tivesse sido expulso. Mas é a arbitragem…
O Barcelona tirou vantagem desta expulsão, tal como já tinha tirado há dois anos no jogo contra o Chelsea, em Londres. É certo que o ano passado foi prejudicado por Olegário Benquerença que entregou a final da Champions ao Inter de Mourinho.
Pouco depois da expulsão de Van Persie, o Barcelona numa excelente jogada marcou o segundo golo, empatou a eliminatória, e mais tarde de penalty fez o terceiro. O Barcelona numa jogada esporádica do Arsenal esteve em vias de sofrer o segundo golo. Seria o fim e nada haveria a dizer dado o que se passou com a expulsão.
Não foi, por isso, uma vitória brilhante do Barça, mas antes uma vitória triste.

domingo, 6 de março de 2011

BENFICA DERROTADO EM BRAGA PELO ÁRBITRO


SPORTING TAMBÉM ESCANDALOSAMENTE BENEFICIADO

A jornada da Liga Sagres que amanhã termina ficará assinalada na história deste campeonato como uma das páginas mais tristes da arbitragem portuguesa.
Num ambiente hostil e agressivo, com lançamento para o relvado de jogo de objectos de toda a ordem, o Benfica iniciou o jogo por cima, mas logo se viu que iria ter dificuldades criadas pela equipa de arbitragem.
Luisão viu um amarelo incompreensível à luz das leis do jogo e Cardozo viu anulado um contra-ataque em que seguia isolado, por um fora de jogo inexistente. Pouco mais tarde, quando o resultado já estava em 1-0, Jara em situação idêntica à de Cardozo, viu igualmente anulado um lance que daria golo.
A regra é clara: o que conta são os pés do jogador. Nos lances de hoje, como noutras ocasiões já tinha acontecido, o que contou foi o tronco do jogador.
O mais inacreditável, porém, estava para acontecer: Javi Garcia despacha legalmente uma bola sobre a linha lateral, sofre falta do jogador do Braga (Allan) e o árbitro expulsa Javi Garcia e marca falta contra o Benfica.
Da falta resultou o primeiro golo do Braga, consequência de um ”frango” de Roberto que, mais uma vez, nas bolas por alto ficou aquém do exigível.
Com o jogo empatado e com menos um jogador – obrigado a fazer outra vez um enorme esforço -, o Benfica esteve muito perto da vitória, até à marcação do golo de Mossoró.
A partir daí o Benfica não mais foi o mesmo, apesar de ainda ter tido uma oportunidade de empatar o jogo.
Contra uma equipa que se bateu sempre nos limites, como se estivesse a fazer o jogo do título, o Benfica perdeu por, desta vez, não ter conseguido resistir à equipa de arbitragem. Coincidentemente, o fiscal de linha que expulsou Javi Garcia, é mesmo que em Guimarães anulou um golo legal a Cardozo e não marcou uma grande penalidade sobre Carlos Martins.
Em Alvalade, o Sporting ganhou escandalosamente ao Beira-Mar com favores inadmissíveis da equipa de arbitragem.
Foi anulado um golo limpo ao Beira-Mar, perdoado um penalty ao Sporting e inventado um penalty contra o Beira-Mar, que ditou a derrota da equipa de Aveiro.
Assim, Couceiro gosta das arbitragens…
O campeonato prossegue com a vitória do Porto cada vez mais próxima. Os adversários do Benfica jogam sempre contra o Benfica como se estivessem a jogar o jogo mais decisivo da época. Pelo contrário, noutros campos prevalece a prática das “equipas satélite”. Há jogos em que antecipadamente se sabe qual será o empenho posto na luta por uma das equipas em confronto…

LIVERPOOL-MANCHESTER UNITED


NOTAS SOBRE O JOGO E A ARBITRAGEM

O jogo desta tarde, entre os dois grandes rivais de Inglaterra – uma rivalidade com mais de um século -, foi um grande jogo. E como tantas vezes acontece a equipa que está pior, a avaliar pelo campeonato, foi a que concludentemente venceu por 3-1, embora pudesse ter vencido por mais.
É certo que o Manchester começou por ter uma excelente ocasião, num remate à trave de Berbatov, mas a partir desse lance o jogo foi quase todo do Liverpool.
Luis Suárez é um jogador extraordinário, como já tinha demonstrado no Mundial da África do Sul e também na Holanda, no Ajax. Mas agora, numa grande equipa, como o Liverpool, ele vai ter possibilidade de revelar todas as suas grandes potencialidades. Aliás, o Uruguai não terá ido tão longe quanto poderia, no Mundial, por Suárez não ter podido alinhar no jogo decisivo.
Kuytt marcou os três golos e vai ficar na história destes confrontos, mas o segundo golo é antecedido de uma “obra de arte” de Suárez.
Meireles também jogou bem enquanto esteve em campo.
A arbitragem começou muito bem e esteve quase sempre em grande nível, excepto em dois lances de que já falaremos, dando uma lição aos árbitros portugueses de como se deve apitar.
Em Portugal, muitas das jogadas teriam logo dando lugar a cartões amarelos. Em Anfield Road, o árbitro chamou os jogadores, explicou-lhes como deveriam comportar-se e deixou-os ficar em campo, sem os condicionar. Das duas ou três vezes em que os jogadores se envolveram em grandes discussões e alguns empurrões, o árbitro em vez de se meter no meio deles, a tentar apartá-los, perdendo a visão panorâmica do que se estava a passar, afastou-se e observou-os a todos de longe. Quem prevaricasse, já saberia o que lhe aconteceria.
Apenas esteve mal, mesmo mal, quando no fim da primeira parte não puniu como deveria uma entrada brutal de Carragher sobre Nani . O jogador do Liverpool deveria ter sido expulso. Aliás, nada justificava da parte do Liverpool uma entrada daquelas. Nani saiu com a canela seriamente machucada.
Não se sabe se para compensar, ou por ter avaliado mal o lance, também um defesa do Manchester saiu incólume de uma entrada feia sobre Suárez.
O que poderia ter sido uma arbitragem perfeita, acabou por ficar manchada por estes dois tristes episódios, o primeiro bem mais grave do que o segundo.
Em conclusão: o Arsenal, apesar do empate da véspera contra o Sunderland, acabou por ganhar algum terreno ao ManUtd, não tanto como poderia ter ganho se tivesse vencido o jogo. O Liverpool também sairá beneficiado, na luta pelos lugares cimeiros, se o Tottenham continuar empatado com o Wolverhampton como neste momento está.

O PORTO CONTINUA A GANHAR


COM DIFICULDADE…MAS VAI GANHANDO

O FC Porto venceu hoje mais um obstáculo no caminho para o título. Na segunda parte, o Porto esteve bem melhor do que na primeira e acabou ganhando o jogo por 2-0, com um golo de Falcao aos 68 minutos e outro já nos descontos, por C Rodriguez, quando o Vitória num último alento tentava o empate.
O treinador do Vitória queixa-se da arbitragem de Jorge de Sousa quem, com sete amarelos contra zero aos jogadores do Porto, condicionou muito o Vitória, que acabou com dez, por expulsão NDiaye, a poucos minutos do fim.
De facto, os árbitros em Portugal apitam demais e admoestam por tudo e por nada.
Por falar em árbitros vale a pena contar o que se passou na RDP, antes do jogo do Dragão, no lançamento dos jogos de amanhã, nomeadamente o Benfica-Braga e o Sporting-Beira Mar.
O homem que agora está à frente do desporto (futebol) na RDP é o mesmo dos anos anteriores e que já tinha passado pela Sport TV, onde actuava do mesmo modo que hoje actua. Provavelmente, porque já não era necessário por lá foi mandado em “comissão de serviço” para a RDP, onde convém ter ao leme uma voz que não suscite dúvidas.
Pois hoje, no lançamento do jogo do Braga-Benfica, as palavras de Jesus relativamente à arbitragem foram “cortadas”. Jesus disse qualquer coisa como: “O jogo vai ser apitado pelo Carlos Xistra. Quando eu estava em Braga, lembro-me que o Xistra era um árbitro de que a direcção do Braga gostava”
A frase foi cortada. Em contra-partida as declarações de Couceiro sobre arbitragem e sobre Jesus na sua relação com a arbitragem foram passadas na íntegra. Mas já não foram aquelas em que Couceiro censurava asperamente aqueles que nas associações (leia-se:Porto), estão a impedir a aprovação dos novos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol..
Assim funciona a RDP no desporto. Ou seja, um funcionamento muito semelhante ao da Emissora Nacional no tempo do fascismo. Só que então era para esconder questões políticas, agora é ao abrigo de uma política desportiva meticulosamente destinada a favorecer uma parte.

sexta-feira, 4 de março de 2011

PAÇOS DE FERREIRA NA FINAL DA TAÇA DA LIGA


REAL MADRID E BARÇA GANHAM EM ESPANHA

O Paços de Ferreira, equipa sensação da Liga Sagres, ganhou na Madeira, ao Nacional, por 4-3.
Foi um jogo emotivo, característica dos jogos a eliminar numa só partida, em que o Paços esteve sempre por cima, apesar da réplica generosa do Nacional. Na segunda parte, a equipa de Paços de Ferreira não foi apenas mais eficaz, foi também mais dominadora, salvo nos instantes finais em que o Nacional, depois de ter reduzido a desvantagem para 3-4, num penalty mal assinalado, passou a actuar em jogo muito directo, tentando tirar partido da inferioridade numérica da equipa visitante.
No próximo dia 23 de Abril defrontará o Benfica, em Coimbra, na final. Embora numa final as “chances” de vitória estejam sempre muito repartidas, tudo vai depender das “frentes” em que, nessa altura da época, o Benfica ainda estiver envolvido.
Se o Benfica continuar a jogar ao domingo e à quarta, às vezes à quinta, é natural que as legítimas esperanças do Paços sejam maiores. É que, contrariamente ao que dizem certos comentadores apressados, tipo Rui Santos, em Portugal nota-se porventura mais do que noutras ligas, mais fortes, o cansaço provocado pelos jogos a meio da semana, não porque as grandes equipas portuguesas sejam diferentes das outras que, noutros campeonatos, jogam habitualmente dentro desse ritmo, mas porque, em Portugal, somente algumas, muito poucas, jogam com relativa regularidade a meio da semana. A maioria não joga, enquanto na Inglaterra jogam todas. Logo, estão todas em igualdade de circunstâncias. Aqui não. Às vezes só uma ou duas têm de jogar. As outras normalmente não jogam. Por exemplo, o ano passado, o Braga, candidato ao título, fez toda a época de 2010 a jogar apenas de oito em oito dias e às vezes até com um intervalo maior, se havia jogos de selecção.
Na Liga espanhola, Barça mantém a diferença de sete pontos para o Real Madrid, depois da vitória em Valência por 1-0, com golo de Messi, e da vitória em casa do Real Madrid contra o Málaga por 7-0, com três golos de Ronaldo, dois de Benzema, um de Di Maria e outro de Marcelo.
Dizem em Espanha que Messi e Ronaldo são tão determinantes nas respectivas equipas que, se eles não tivessem jogado, seria o Villa Real e o Valência que estariam na frente da Liga. Conclusão obviamente estúpida, porque, se Messi e Ronaldo não jogassem, teriam jogado outros no seu lugar, ninguém podendo dizer quais teriam sido nesse caso os resultados do Barça e do Real.

quinta-feira, 3 de março de 2011

MOURINHO COMPLETAMENTE DESCONTROLADO


O QUE QUER MOURINHO?

Mais uma vez Mourinho baixou o nível. Já há em Espanha quem diga que Mourinho não tem emenda. Ou que está a tentar ser despedido. A verdade é que o homem está completamente desorientado. Para que se não pense que se trata de embirração do Autor do blogue, nada como transcrever com a devida vénia o texto de El País on line de hoje, traduzido.


O texto diz o seguinte:

MOURINHO ATEIA OUTRO INCÊNDIO AO REAL MADRID

O treinador português menospreza Pellegrini e o Málaga, chama hipócritas aos que não defendem as suas teses e lamenta que os seus jogadores e dirigentes não apoiem as suas queixas públicas


Isto é ridículo!”, cochichavam os jogadores do Madrid, ontem ao meio-dia (quarta-feira). Ligados ao balneário por Twitter, ou à rádio, seguiram com espanto a conferência de José Mourinho. O treinador voltou a denunciar na sala de imprensa que aqueles que decidiam sobre os horários dos jogos beneficiavam o Barcelona. Simultaneamente, menosprezou o ex-treinador do Real Madrid Manuel Pellegrini e o seu actual clube, o Málaga. E para cúmulo acrescentou que o Madrid é uma instituição que funcionava mal, descoordenada e que os seus jogadores não se envolvem suficientemente no que denominou “estratégia de comunicação”. No interior do clube a reacção foi de perplexidade.” A coisa está pior do que nunca”, diziam os empregados. Alguns especulam com a possibilidade de Mourinho estar forçando o seu despedimento.
Comigo não acontecerá o mesmo que aconteceu com Pellegrini”, declarou Mourinho. “Sabe porquê?” "Porque se o Real Madrid me despede eu não vou treinar o Málaga. Se me despedem, eu vou para um grande clube de Inglaterra ou de Itália”. "Não tenho nenhum problema em voltar a treinar um grande clube”.
Foi uma verdadeira rajada. Em duas frases Mourinho menosprezou sumariamente Manuel Pellegrini, o Málaga, e surpreendeu Florentino Pérez, o presidente que o contratou há nove meses com a esperança de formar um projecto estável. Pérez não imaginou que com Mourinho a equipa ganharia menos pontos na Liga do que com Pellegrini. Tão pouco suspeitou que o português fosse tão descontrolado.
O 0-0 de Riazor exibiu o lado mais sombrio de Mourinho. As pessoas que frequentam Valdebebas (campo de treinos do RM) observam um homem que deambula pelos corredores conturbado, entre assomos de ira, pressionando com exigência extravagantes a quem tenha a pouca sorte de cruzar-se no seu caminho. Ao escutar o seu comentário sobre o Málaga vários jogadores sentiram que ele os estava colocando num aperto. Crêem que hoje (quinta-feira) os seus adversários entrarão em campo com raiva para demonstrar que valem mais do que aquilo que Mourinho pensa. “Este é um mundo hipócrita”, prosseguiu Mourinho, deixando-se ir até onde o seu solilóquio o levasse. “Toda a gente sabe o que é verdade e o que é mentira. E antes que ser hipócrita prefiro ser umsaco de boxe” (punching ball) de todos os covardes. Nasci assim, cresci assim e vou morrer assim. De cabeça levantada. Contente. E sem medo de dizer as verdades. Sem medo que amanhã um bando de covardes venham todos juntos atacar-me a mim. Que posso fazer eu? Eu não tenho medo de dizer as verdades” “Eu, por exemplo”, prosseguiu, “não tenho uma empresa imobiliária para representar jogadores de futebol. Se tivesse uma empresa imobiliária venderia casas”. A repentina digressão foi uma presumível alusão a Pere Guardiola, irmão do técnico do Barça, que tem interesses imobiliários e também representa jogadores.
O ataque de honestidade teve consequências imediatas na Câmara Municipal de Málaga, onde o seu presidente, Salvador Pendón, reagiu ofendido: “Mourinho demonstrou que é um autêntico paysano”. Nos gabinetes do Bernabéu, Antonio Galeano, director de comunicação do Madrid, explicou que o clube não tem necessidade de se desculpar. “Mourinho não teve a intenção de menosprezar ninguém”.

O encontro do treinador com a imprensa foi tenso e não admitiu discrepâncias.
Acredita que com as suas queixas sobre o calendário e as arbitragens conseguiu desviar a atenção do futebol?”
"Que queixas? Não são queixas, são verdades. O que é que você pensa?”
Que são queixas.”
Hipócrita! Lamento. Tenho o direito de o dizer

Mourinho desculpou-se junto do seu interlocutor antes de argumentar que ele é o único que tem coragem suficiente para queixar-se publicamente em defesa dos interesses do clube. Quando lhe perguntaram se se sente apoiado pelo Madrid, replicou com mensagens subliminares e críticas veladas à direcção.
Por que razão se vão queixar outros se já me estou a queixar eu?”, disse. “Há pessoas que quando têm que dizer uma coisa não a dizem e depois põem os outros a fazê-lo. Há clubes que têm uma estratégia de comunicação diferente da nossa. Aqui sou eu o que venho e não peço nunca a um jogador meu que faça parte de uma estratégia de comunicação. Há outros clubes em que os jogadores participam muito bem numa estratégia de comunicação, onde o treinador está protegido, tranquilo fazendo um papel diferente. Aqui não. Aqui sou eu que venho dar a cara. Não há mais ninguém. Ao escutar isto, os jogadores, atentos no balneário, recordarão que no sábado, na Corunha, Mourinho lhes pediu que à saída do campo denunciassem a injustiça dos horários que as televisões lhes impõem. Porém, não cumpriram. A única coisa de que se queixam à imprensa foi da táctica de Mourinho contra o Desportivo. Como disse Casillas: “Brincamos nos primeiros 45 minutos”.
Fim de citação.

Vê-se que Mourinho é um homem descontrolado. Desorientado. Que tem uma conversa pouco inteligente, que não convence gente mais instruída do que aquela com quem estava habituado a lidar e onde se formou. Em Espanha toda a gente percebe a conversa de Mourinho, aliás muito primária, e ninguém se deixa levar por ela. É uma conversa ridícula. Uma conversa de que Mourinho nunca mais conseguiu libertar-se desde que levou 5 em Barcelona.
Em suma, por muito que custe a muitos a verdade é que Mourinho não é exemplo para ninguém!

quarta-feira, 2 de março de 2011

NOVA VITÓRIA DO BENFICA



O BENFICA NA FINAL DA TAÇA DA LIGA

Grande jogo na Luz. Extraordinário desportivismo, fora e dentro do campo. Adeptos do Sporting misturados com do Benfica em grande convívio. Em estádios como o Dragão é impossível que isso aconteça mesmo nos camarotes. Os adeptos das equipas adversárias são hostilizados e não podem manifestar-se. Mas o que aconteceu fora do campo, aconteceu também dentro. O jogo foi vibrante, estava em causa uma final, mas os jogadores mantiveram grande desportivismo do princípio ao fim do jogo, mesmo nas ocasiões mais intensas.

São, por isso, lamentáveis as declarações de Couceiro, no fim do jogo, sobre a arbitragem. Couceiro vem juntar-se ao que de pior há nos comentadores do Sporting, tipo Oliveira e Costa. De facto, Couceiro não tem qualquer razão. Os jogadores do Benfica foram “amarelados” nas mesmas condições em que foram os do Sporting, dois deles por simulação. Enquanto no Sporting a jogada a que Couceiro se refere, porque só nesse caso foi travado em falta um contra-ataque do Sporting, resulta de uma simulação de Postiga, que se atira para o chão num legal confronto físico com Javi Garcia.

Couceiro, na conferência de imprensa, insiste na arbitragem. São declarações indignas. Que só prejudicam o Sporting. No pior estilo daquilo que o Sporting tem fora do campo. É pena que Couceiro não fale num penalty não marcado por derrube a Salvio logo no início do jogo. É o Sporting na sua “versão FCP”. Couceiro insiste, insiste…mas que vergonha! E ainda por cima fala do passado, como se este ano houvesse na primeira Liga alguma equipa tão beneficiada como o Sporting. É lamentável que Couceiro não perceba a grande diferença que existe entre as duas equipas, de que o jogo, apesar do seu relativo equilíbrio é, no resultado final, a consequência dessa superioridade.

Por outro lado, os comentadores desportivos afectos ao Sporting nas diversas televisões ficaram muito satisfeitos com a actuação do Sporting, mas tentam valorizar o facto de o Sporting não ter sido goleado para, desse modo, diminuírem a vitória do Benfica.

Não há nada como comentar o jogo tal como ele aconteceu. E o que aconteceu foi um grande jogo, em que o Sporting tentou ganhar, apesar de ter uma equipa claramente mais fraca do que a do Benfica. Postiga fez um grande jogo, marcou um excelente golo e continuou a lutar mesmo quando já não tinha forças. Mas toda a equipa do Sporting se esforçou e apareceu com uma fisionomia que este ano ainda não tinha mostrado. Perdeu, como poderia ter ganho.

Do lado do Benfica houve mais “serenidade” do que habitualmente. O Benfica vem de uma grande série de jogos de três em três dias. Começou a perder, não se desorganizou, nem sequer se atrapalhou com o golo do Sporting. Continuou a jogar, sempre para ganhar e nem sequer o facto de Cardozo ter falhado mais um penalty, o desorientou. Aliás, na jogada seguinte, de canto, Cardozo marcou de cabeça um grande golo.

Na segunda parte, o Benfica foi sempre mais perigoso e mais equipa, mas poderia o Sporting ter marcado na parte final do jogo, se Roberto não tivesse feito uma grande defesa…para compensar o deslize de que resultou o golo do Sporting.

No fim do jogo, o Benfica, como sempre muito forte, acabou por marcar, embora o tivesse podido fazer antes em várias ocasiões.

Grande jogo e grande vitória do Benfica!

terça-feira, 1 de março de 2011

PINTO DA COSTA TEM DIREITO DE OPÇÃO SOBRE RUI OLIVEIRA E COSTA?














TUDO INDICA QUE SIM
O futebol tem coisas muito interessantes. O Porto desde há longos anos que contrata em sigilo jogadores que jogam noutras equipas. E também treinadores. Quase todos os clubes têm sido vítimas deste procedimento. Desde Drulovic, para não ir mais atrás, levado do Gil Vicente à "má fila" e Zahovic do Guimarães, que o Porto se não tem cansado de contratar na clandestinidade. Ainda agora contratou Lima do Braga antes do jogo que o FC Porto realizou contra este clube. E ainda vamos saber por que razão Randon falhou tantos golos naquele famoso jogo da primeira volta…
Com André Villas-Boas, Pinto da Costa brincou, gozou com o Sporting por duas vezes. E sempre teve o apoio de Oliveira e Costa, comentador do Sporting no Trio de Ataque. Este cavalheiro é um dos principais responsáveis pela situação do Sporting. Pertence àquele núcleo de pessoas cujos comentários muito têm prejudicado o Sporting.
E cada vez compreende-se melhor por quê. Ele está sempre de acordo com os comentadores do Porto, ele defende os pontos de vista do Porto, ele boicota qualquer conversa que tenha por objectivo atacar o Porto. Enfim, ele é muito mais valioso do que qualquer comentador do Porto.
Ora, tendo em conta a tal prática de contratação na clandestinidade que o Porto muito segue, é caso para perguntar se Pinto da Costa não terá um direito de opção sobre Oliveira e Costa? Cabe aos sportinguistas investigar e, principalmente, cabe à próxima direcção prevenir estas situações.

MOURINHO EM ESPANHA



O INEVITÁVEL ACONTECE

Mourinho não é tão inteligente como a propaganda à sua volta faz crer. Parte das dificuldades por que está a passar em Madrid teriam sido evitadas se tivesse compreendido onde estava. Mas ser inteligente significa antes de mais não ser narciso, nem ególatra. E Mourinho é uma coisa e outra. E cada vez mais.
O que se está a passar com Mourinho em Espanha é paradigmático. Mourinho não compreendeu o que é o Real Madrid. Nem como instituição, nem como equipa de futebol. Supôs, como frequentemente aqui temos dito, que estava a treinar uma equipa igual às que treinou antes, principalmente aquela da qual herdou o ADN.
E então assiste-se hoje em Madrid a esta coisa espantosa: há imprensa madrilista que por rejeitar tão categoricamente os processos de Mourinho até já apoia o Barcelona. Ou seja, utiliza o Barcelona como comparação para aquilo que o Real de Mourinho não é.
Em primeiro lugar, ninguém minimamente ilustrado em Madrid aceita a arrogância de Mourinho. Mas não só. Também não aceita os seus processos: o ataque permanente aos árbitros; a exigência de pressão contra todas as instâncias de poder; a culpabilização de quem não lhe segue os processos, nem os métodos.
Mourinho exige que pressionem a arbitragem, antes e durante o jogo, a começar pelo quarto árbitro. A cultura do Real, como grande equipa que é, não passa por ai. Mourinho exige também que seja o Real Madrid a decidir sobre o horário e o dia em que a equipa deve jogar e culpa implicitamente o presidente por não dominar as instâncias de poder da liga; Mourinho ataca os adversários; pede que lhes mostrem cartões; exige, implicitamente, que Messi seja maltratado, enfim, Mourinho está a tentar reproduzir em Madrid os processos que aprendeu noutra cidade da península.
Tudo isto está causando um enorme mal-estar à sua volta e a suscitar críticas muito duras de todos aqueles que não aceitam a adulteração da histórica cultura do Real Madrid. Hoje já são muitos os que abertamente acusam Mourinho de querer ganhar os jogos fora do campo.
E daqui à crítica da sua competência técnica foi um pequeno passo que os maus resultados da equipa ajudaram a transpor. Já hoje se escreve abertamente nos grandes jornais de Madrid que Mourinho não treinou o Real para jogar fora, onde aliás tem sofrido frequentes desaires. Segundo informações que vem de dentro, Mourinho só treinou a equipa para se defender dos ataques adversários e para sair em contra-ataque rápido. Daí que na maior parte das vezes o Real Madrid esteja perdido em campo.
Pela primeira vez, a imprensa diz que o rei vai nu! E Mourinho continua a queixar-se, a vitimizar-se como se estivesse a treinar uma vulgar equipa do meio da tabela.
Em conclusão: Olegário Benquerença faz muita falta a Mourinho. Pode ser que lhe apareça outra vez esta época na Liga dos Campeões…

AS LIGAS PORTUGUESA E ESPANHOLA



SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS

Em Portugal, nos últimos anos, apenas duas, às vezes três equipas têm lutado pelo título até ao fim. E nem sempre têm sido as mesmas: a maior parte das vezes tem sido o Porto, outras o Sporting, outras ainda o Benfica e ano passado o Braga.
Mas a vitória, se se exceptuar o ano em que o Boavista foi campeão, tem cabido apenas a três: ao Porto, ao Sporting e ao Benfica.
Abaixo destes há aquilo a que se poderia denominar uma classe média relativamente estável, que luta por um lugar nas provas da UEFA. Há variações, mas o Braga, o Guimarães, o Paços de Ferreira, o Nacional, o Marítimo, às vezes o Leiria, constituem o essencial deste núcleo, sem prejuízo de alguns deles já terem descido de divisão.
Daí para baixo, as equipas lutam para não descer.
Na Espanha, nos últimos anos, tem-se cavado um fosso entre as duas principais equipas – o Real Madrid e o Barcelona – e as restantes, nomeadamente as que constituem a tal “classe média”, composta por um núcleo bem mais forte e variado.
A questão que se põe é saber se em Portugal se está a caminhar para uma situação semelhante, em que apenas dois clubes dominam a luta pelo título, ou se a situação este ano vivida é excepcional e irrepetível.
As eleições no Sporting vão dar certamente uma resposta importante a este problema, dependo dessa resposta muito do que o Sporting vai ser no futuro próximo.
Em Espanha há cada vez mais a convicção de que apenas duas equipas podem lutar pelo título. Esta situação é altamente negativa para a competitividade do campeonato e tende, pelo própria forma como se distribuem as verbas da televisão, a agravar ainda mais o fosso entre aquelas duas e as demais.
A verdade é que este ano há alguma semelhança entre o que se passa nos dois países. Com uma grande diferença: enquanto as duas equipas espanholas estão na Liga dos Campeões, lutando pela vitória, as duas portuguesas estão na Liga Europa, também a lutar pelo título.
Todavia, enquanto em Espanha o Barcelona joga melhor e vai à frente com sete pontos de avanço, em Portugal quem joga melhor, desde há muito tempo, é Benfica que vai em segundo com oito pontos de atraso.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

FÁBIO COENTRÃO VALE OURO!


JOGO EMOTIVO NA LUZ

Cedo se percebeu que o Benfica deste domingo não iria repetir o dos últimos quatro jogos. Nem humanamente seria exigível. A intensidade dos últimos jogos, depois de uma série de jogos de três em três dias, não poderia repetir-se.
As corridas de Gaitan, de Salvio, de Maxi, pelas laterais, e a própria manobra atacante eram diferentes. Um pouquinho mais calmas. Mesmo assim, provavelmente mais rápidas que as de qualquer outra equipa portuguesa. Mas quem está habituado a ver jogar o Benfica a cem a hora, logo se percebeu que este jogo iria ser mais pausado.
Mais pausado não significa menos seguro. Nem menos dominador. Pelo contrário, o Benfica dominou o tempo todo e jogou a maior parte do jogo no campo adversário.
O Marítimo, por seu turno, com jogadores rápidos na frente, esperou o tempo todo por uma descompensação do Benfica para poder marcar. Não o conseguiu. O golo que marcou, quando o domínio do Benfica já era avassalador, ocorreu a cerca de 15 minutos do fim, num lance de bola parada: um canto. Uma excelente impulsão de Robson, vindo de trás, deixou-o mais alto que as
“torres” do Benfica, e teve ainda a felicidade, ou a arte, de colocar a bola no poste direito de Roberto, completamente fora do seu alcance.
Apesar de cansado, o Benfica reagiu e com muita alma. Impulsionado por um público que redobrou o apoio depois de a equipa estar em desvantagem, o Benfica continuou a atacar com mais entusiasmo ainda.
Fábio Coentrão, sempre incansável, tão extraordinário na sua técnica como na sua garra, fez um magnífico passe cruzado, rasteiro, fora do alcance dos defesas e do guarda-redes do Marítimo a que Salvio acorreu, marcando, com a velocidade e o sentido de oportunidade que se lhe reconhece.
O guarda-redes do Marítimo, que já vinha realizando uma grande exibição, continuou a defender tudo o que lá ia, como um remate de cabeça de Kardec, entretanto em jogo por substituição com Javi, que a todos parecia indefensável.
Mais uns minutos e Luisão, também de cabeça, marcou um golo que o árbitro anulou. Certo ou errado? Luisão não tocou no guarda-redes, mas Cardozo que estava á sua frente, de costas para a baliza, viu o guarda-redes chocar contra si, sem que da sua parte tivesse havido a mínima intenção de o impedir de jogar. Na Inglaterra seria golo. Em Portugal, depende de quem o marca e do tempo em que é marcado. Não haveria nada a opor se todos os árbitros, em circunstâncias idênticas, anulassem lances iguais. Mas, como se sabe, não o fazem.
Pouco depois, em mais uma bola na área, Fábio Coentrão, com muitos jogadores à sua frente, dominou a bola com o pé esquerdo e marcou com o pé direito um grande golo. Fechava com chave de oiro para o Benfica, um jogo muito emotivo.
É natural que os jogadores do Marítimo sintam uma certa frustração, porque perderam um jogo que a nove minutos do fim estavam a ganhar. Mas apenas não têm de que queixar. Perderam bem. E nem se compreendem muito bem nem as reacções de alguns jogadores do Marítimo no fim do jogo, nem as declarações do seu treinador (com sotaque do norte), que parece querer responsabilizar parcialmente a equipa de arbitragem pelo que aconteceu.
Nada, porém, mais injusto. Pois se o árbitro cometeu alguns erros – e cometeu – eles foram todos contra o Benfica. Além do golo anulado a Luisão, de que já falámos, há um claro penalty, na primeira parte, por mão na bola, que o árbitro com base num critério que permite jogar com os braços fora do perímetro do corpo, não marcou. E ainda um fora-de-jogo inexistente a Coentrão.
Do jogo fica a excelente exibição do guarda-redes do Marítimo, a “alma” e a classe de Coentrão, a quem o Benfica muito deve esta difícil vitória por 2-1.

FIM-DE-SEMANA MOVIMENTADO



O PORTO CAMINHA PARA A VITÓRIA NO CAMPEONATO

O fim-de-semana começou com a exoneração de Paulo Sérgio como treinador do Sporting. Rescisão amigável, diz-se. Ou seja, o Sporting comprometeu-se a pagar o contrato até ao fim, não tendo, portanto, Paulo Sérgio necessidade de recorrer aos tribunais para reclamar os seus direitos. Daí o “amigável”.
Depois do que se passou no jogo contra o Glasgow Rangers, Paulo Sérgio não tinha condições para continuar. O golo que ditou a eliminação do Sporting é bem o espelho da equipa. E é também o retrato do seu comando técnico. Embora equipa e técnico também sejam vítimas da “nomenklatura” sportinguista.
Enfim, depois da demissão do presidente, da exoneração do director desportivo, depois da transferência de Liedson para o Corínthians, da rescisão de Paulo Sérgio, só faltava mesmo o director geral assumir as funções de treinador. Que tem de comum com a “nomenklatura” que o nomeou, idêntica proximidade ao FC Porto.
Pelo Sporting, portanto, tudo, infelizmente, normal.
Restam os candidatos a presidente que ainda não tiveram verdadeiramente tempo de se exibir, mesmo aqueles que não representam qualquer surpresa por serem demasiadas conhecidas as suas posições e as consequências dessas posições.
Em Olhão, o Porto ganhou naturalmente. Nem na primeira, nem na segunda parte o Olhanense mostrou argumentos capazes de se impor ao Porto. Com esta vitória, o Porto entreabriu a porta do título por mais brilhante que continue a ser a prestação do Benfica. O que se passou no início do campeonato – árbitros e fracas exibições – acabará por ditar o resultado final.
Com uma vitória concludente por 3-0, um bom golo de Belluci e dois de Falcao, à ponta de lança, resolveram o desafio, sem que o Olhanense verdadeiramente tivesse tido uma grande oportunidade de golo.
De sublinhar apenas, no que respeita ao Porto, a notícia do Record que dá como seguro a existência de um pré-acordo entre a SAD portista e o treinador do Beira-Mar. Notícia que, como se viu, muito irritou o “chefe” da SAD, que não se inibiu de utilizar as suas habituais grosserias para a contestar. Verdade ou mentira a notícia aí está. Tal como em tempos esteve a de Villas-Boas quando ainda era treinador da Académica e que, por duas vezes, “engodou” o Sporting.
Quem não tem nada com isto, nem com a designação de José Couceiro para treinador do Sporting, é Jesus, como treinador do Benfica. Por isso, deveria ter ficado calado e não opinar sobre assuntos que não lhe dizem respeito.
Em concorrência com o Sporting, temos ainda a derrota do Guimarães em casa, na estreia do novo treinador da Académica e a vitória do surpreendente Paços de Ferreira sobre o Vitória de Setúbal, cada vez mais perto dos lugares de descida.
Finalmente, em Espanha, o recém-adversário do Porto, empatou no Vicente Calderón, e o Barcelona passeou a sua classe em Maiorca, onde ganhou por 2-0.
Em contrapartida, o Real Madrid empatou a zero na Corunha, onde já não ganha há muitos anos, ficando agora a sete pontos do Barcelona. Mourinho, mau perdedor, como sempre, atribui o inêxito a forças ocultas, que o obrigam a jogar à quarta e…ao domingo! Este Mourinho, não perde os “grandes” hábitos que aprendeu na casa-mãe. Mas não está a ser inteligente: estas desculpas podem colher junto das claques merengues, mas não têm qualquer acolhimento no adepto normal do Real Madrid!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

GRANDE VITÓRIA DO BENFICA EM STUTTGART


BRAGA TAMBÉM PASSOU; SPORTING NÃO

Ontem foi um grande dia para o Benfica. Pela primeira vez, em meio século, conseguiu vencer na Alemanha, em provas oficiais. Nem o grande Benfica da década de 60 tinha conseguido tal feito. Seis empates em dezoito jogos era tudo o que até ontem tinha conseguido. É certo que o Stuttgart está longe de ser actualmente uma grande equipa alemã. Mas é uma equipa constituída por excelentes jogadores, que joga num campeonato muito competitivo onde tudo pode sempre acontecer, tanto nos jogos internos, como internacionais, qualquer que seja o lugar que a equipa em causa ocupa na Bundesliga. Ainda esta época se viu isso com o Schalke 04.
Independentemente destas considerações, o Benfica realizou uma excelente exibição na sequência do que vem fazendo, principalmente desde o princípio do ano. Os jogadores são muitíssimo talentosos, estão em grande forma e Jesus fez deles, como já tinha feito o ano passado, uma equipa, na verdadeira acepção da palavra. Uma equipa onde cada um, não obstante o seu labor colectivo, tem sempre oportunidade de mostrar a sua valia individual e os seus dotes de artista.
Ninguém joga como o Benfica em Portugal e poucas são as equipas que, na Europa, proporcionam idênticos espectáculos.
No entanto, manda a prudência e o bom senso que, nem os jogadores, nem o treinador do Benfica, entrem em triunfalismos. Deve manter-se sempre o respeito pelo adversário e deve saber-se ganhar. Se o Benfica souber prevenir-se contra estes males, ainda poderá chegar muito longe este ano.
No jogo de ontem, toda a equipa jogou bem, embora a exibição de Jara não tenha deixado ninguém indiferente. Grande exibição. Mas o mesmo se terá de dizer de Gaitan, de Salvio, de Aimar, de Cardozo, de Roberto, de Luisão, enfim de todos.
O Benfica poderia ter ganho por mais, mas assegurados que estão os 2-0 e com eles a eliminatória, o que conta é a exibição que os proporcionou.
O Stuttgart, eliminado que está da Liga Europa, vai passar um mau bocado na Bundesliga.
O Braga talvez tenha feito ontem o resultado mais surpreendente da jornada e o mais difícil. Não é fácil, nos jogos europeus a eliminar, virar um resultado de 1-0. Mas de uma equipa que este ano já bateu o Arsenal pode sempre esperar-se tudo. Talvez tenha tido um pouquinho de sorte, principalmente no fim. Mas haverá futebol sem sorte?
O Sporting continua a sua lenta agonia rumo a um destino cada vez mais trágico. O golo marcado pelo Glasgow Ranger, no prolongamento, é das jogadas mais inacreditáveis que se podem ver no futebol profissional. Como é possível, independentemente dos antecedentes da jogada, que quatro jogadores do Sporting tenham deixado completamente livres outros tantos jogadores do Ranger? Vê-se e revê-se a jogada e pensa-se que se está a jogar um jogo diferente do futebol. Quatro jogadores do Sporting, em linha, encostados uns aos outros, deixam quatro ou cinco jogadores do Ranger, igualmente em linha, sem marcação, do outro lado da baliza! Inacreditável. Qualquer daqueles quatro ou cinco jogadores tinha passibilidade de fazer o golo. Se um, isolado, já seria demais, quatro ou cinco é uma aberração.
Entretanto, comentadores como Oliveira e Costa – um dos responsáveis pela actual situação do Sporting (no plano ideológico) - continuam a supor que o Sporting teve azar! Azar deles e …do Sporting!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O FCP PERDEU EM CASA, MAS PASSOU


PAIROU NO DRAGÃO O FANTASMA DA ELIMINAÇÃO

O Porto perdeu em casa por 0-1 contra o Sevilha, mas assegurou a passagem aos oitavos de final da Liga Europa, mercê do resultado alcançado há oito dias em Espanha.
A primeira conclusão que se pode tirar do jogo do Dragão, que esteve muito longe de ser um grande jogo, é a de que o Porto também está longe de ser a excelente equipa que se supunha em construção quando, em Novembro do ano passado, derrotou o Benfica por 5-0.
Contra uma equipa lenta nos seus processos de jogo, com pouca eficácia no passe e muito previsível no desenrolar das jogadas, o Porto não foi capaz de impedir a derrota. E esteve a um passo de ser eliminado num cruzamento de Jesus Navas que Negredo, mal posicionado, não aproveitou, desperdiçando uma oportunidade de baliza aberta.
Luís Fabiano, na segunda parte, pouco depois de ter entrado, fez o golo da vitória e só a partir desse momento o jogo animou um pouco, com lances repartidos, perto de ambas as balizas.
É certo que o Porto também poderia ter marcado, tanto na primeira parte, remate de cabeça de Falcao à barra, como no segundo tempo, depois de o Sevilha já estar a ganhar e o jogo ter ficado aberto. Valeu ao Sevilha a excelente actuação do seu guarda-redes, Javi Varas.
O Porto tem problemas nas alas, se encontrar extremos rápidos, está sem inspiração no meio-campo e vive muito à custa das iniciativas de Hulk. Que também já viveu melhores dias esta época…
Nos jogos da Liga dos Campeões a grande proeza vai inteirinha para o Bayern de Munique que, mesmo no fim do jogo, derrotou o Inter, em San Siro, com um golo de Mario Gomez, apesar de o Inter ter desfrutado de algumas oportunidades que não soube aproveitar.
No outro jogo, em Marselha, o Manchester não foi além do empate a zero, numa partida com poucas oportunidades de golo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TRIO DE ATAQUE


OLIVEIRA E COSTA DE ACORDO COM CABRAL

Oliveira e Costa, conhecido homem das sondagens, também especialista em assuntos do Fundo Social Europeu, é um daqueles comentadores desportivos que, em nome do Sporting, muito tem contribuído para a estupidificação nacional, tal o baixo nível intelectual da generalidade das suas intervenções.
Não é apenas o sectarismo vesgo de que padece que o diminui, é acima de tudo a sua incapacidade intelectual para ver o óbvio, e a utilização de argumentos pueris em defesa de teses que nem os mais diminuídos são capazes de aceitar como boas.
É a gente como ele que o Sporting deve muito da situação em que se encontra. É que para além dos erros de gestão económica e desportiva na condução do clube, há erros no campo da comunicação desportiva tão evidentes da maior parte dos comentadores “encartados” do Sporting que é impossível não lhes atribuir uma responsabilidade no mínimo idêntica à dos directores.
Ontem depois das ridículas declarações do treinador adjunto do Sporting, no fim do jogo contra o Benfica, Eduardo Barroso, comentador residente da TVI 24, insurgiu-se veementemente contra o que ouviu, tendo feito a propósito uma intervenção que merece ser escutada por todos os sportinguistas e desportistas em geral.
Pois não é que hoje, Oliveira e Costa, no trio de ataque veio fazer a defesa do pobre adjunto do Paulo Sérgio, concordando, ponto por ponto, com tudo o que ele havia dito ontem. Que o Sporting fez um grande jogo, não merecia perder, teve azar e o Benfica sorte, etc, etc. Mas não contente com o que acabava de dizer, ainda acrescentou que a claque do Benfica se comportou pior do que a do Sporting!
Do lado do Porto, o pobre Guedes concordou com aquela sua natural inclinação para apoiar tudo quanto a inteligência rejeita!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LIGA DOS CAMPEÕES: REAL EMPATOU, CHELSEA VENCEU


OITAVOS DE FINAL

O Real Madrid empatou em Lyon por 1-1, num jogo difícil, bem disputado e em que a equipa francesa foi sempre mais ousada e ofensiva. O Real jogou à Mourinho. Parecia o Inter do ano passado, por esta altura. Com preocupações defensivas, arriscando muito pouco no ataque e esperando que, numa bola parada ou num contra-ataque, pudesse fazer um golo.
É certo que o Lyon não desfrutou de oportunidades de golo, o Real impediu sempre que tal acontecesse, embora o Lyon tivesse feito durante a maior parte do tempo as “despesas do jogo”.
No começo da segunda parte, o Real, em jogadas de bola parada ou na sua sequência, acertou com uma bola no poste e outra na trave. Muito mais tarde, na primeira jogada de Benzema, que entrara a substituir Adebayor, marcou. O tal avançado que não marcava golos, pela segunda ou pela terceira vez, acaba por ser decisivo para o Real.
É claro que o problema de Mourinho relativamente a Benzema não é os golos. Para marcar golos está lá o Ronaldo e Benzema também acaba sempre por marcar. O problema é outro: o que Mourinho queria era alguém muito forte na frente, que segure a defesa, jogue de costas para a baliza e corra a frente de ataque em toda a sua extensão. Nada melhor, não tendo Drogba, do que Adebayor para fazer esse papel.
Perto do fim, o Lyon empatou por Gommis e até ao final do jogo continuou sempre a ameaçar o Real que, recolhido na defesa, conseguiu manter o empate.
Os comentadores televisivos portugueses, que vêem virtudes de Mourinho em todo o lado, ficaram muito felizes por, pela primeira vez, o Real Madrid ter marcado um golo no estádio Gerland, do Olympique de Lyon.
Desde 2002 que o Real Madrid não passados oitavos de final. Desta vez, tem o caminho aberto.
No outro jogo, o Chelsea ganhou, na Dinamarca, ao F C Copenhaga, com dois golos de Anelka.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

NENHUM SOARES DIAS DERROTA O BENFICA!


MAIS UMA GRANDE VITÓRIA

É difícil aceitar a inocência da arbitragem de Soares Dias. Como se explica o número de cartões amarelos exibidos na primeira meia hora de jogo? Era evidente o propósito de expulsar um jogador do Benfica. Muita gente supôs que seria Carlos Martins. Mas não há dúvida que foi mais inteligente expulsar Sidnei. Algum árbitro do mundo que puniria com um cartão amarelo a primeira falta de Sidnei?
Enfim, como aqui se tem dito: com o Benfica a jogar assim nenhuma equipa de arbitragem o derrota. Foi este Benfica que faltou no princípio de época. Com arbitragens “normais”, os jogos perdidos de princípio de época, muito provavelmente, teriam sido ganhos. E agora tudo seria diferente. Mas não é. Fica o registo de mais uma tentativa que não passou de isso mesmo: uma tentativa sem êxito. O Benfica ganhou 2-0 e somou mais uma vitória.
Indo ao jogo: o Benfica entrou muito forte e logo perdeu um golo. Mas por volta do quarto de hora, continuando a dominar o jogo, Salvio marcou um excelente golo num cruzamento de Gaitan.
E assim o jogo continuou, com o Benfica sempre por cima, até que Sidnei foi expulso, praticamente sobre o intervalo. Houve luta, pundonor do Sporting, mas a equipa está perdida e animicamente derrotada.
Na segunda parte o Benfica esperou o jogo do Sporting, baixou as linhas e dominou todas as tentativas. Só uma vez, Matias Fernandez rematou em condições de golo, mas aí esteve Roberto em grande, a ganhar pontos!
E esperava-se que num contra-ataque o Benfica acabasse por marcar. Não foi num contra-ataque, mas na sequência de uma jogada de bola parada, Gaitan marcou e o jogo ficou resolvido.
Bom jogo, excelente jogo, mais uma vez da ala esquerda do Benfica, Coentrão e Gaitan. Jogo igualmente bom da ala direita: Maxi melhora com o andar do jogo e acaba sempre com mais força do que começou. Salvio é também hoje um jogador decisivo. Na defesa, Luisão está imbatível: nem cartões amarelos os árbitros lhe conseguem mostrar. Xavi continua em grande forma e Sidnei foi ingloriamente arredado do jogo. Jardel, seu substituto, teve azar, tanto como o jogador do Sporting que com ele chocou, mas continuou em jogo e não comprometeu a equipa. Cardozo deu luta na frente, mas não etá rápido sobre a bola. Carlos Martins cumpriu e Saviola teve de ser sacrificado para colmatar a saída de Sidnei.
Finalmente, foi um jogo sem casos. Está ainda por saber o preço que o Benfica vai pagar por esta vitória: com menos de três dias para recuperar, o jogo de Stuttgart vai ser uma incógnita.
Nos programas desportivos de hoje, o Benfica-Sporting domina os acontecimentos. Os comentadores do Sporting estão conformados com a derrota, mas inconformados com a situação do clube. Muitos advogam o óbvio: que na próxima direcção não figure gente ligada às últimas gestões. Mas vai ser muito difícil afastar a nomenklatura. No futebol, como na política ela resiste!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

AS EQUIPAS PORTUGUESAS NA LIGA EUROPA


JORNADA GLOBALMENTE POSITIVA

São aceitáveis os resultados das equipas portuguesas na Liga Europa. O Benfica terá ficado aquém do se esperava. O Porto esteve ao nível dos jogos anteriores. O Braga perdeu pela diferença mínima e vai ter dificuldades em casa. O Sporting fez um bom resultado na Escócia.
Começando pelo Porto que quase só soma vitórias: teve alguma sorte no segundo golo, fruto de uma infantilidade da defesa do Sevilha, mas foi sempre melhor equipa, embora com algumas dificuldades nas alas. Se tudo correr normalmente, passará a eliminatória. O Sevilha não tem equipa para surpreender o Porto, nem sequer para fazer no Dragão um jogo semelhante ao que fez em Madrid, contra o Real. Tem, portanto, o seu destino traçado, de resto em consonância com o fraco campeonato que internamente vem fazendo.
O Braga esteve mais ou menos igual a si próprio. O Braga deste ano, por isto ou por aquilo, fica sempre aquém do que se espera. Ontem perdeu por 1-0 que é sempre um resultado muito ingrato nos jogos a eliminar. Não tem a eliminatória perdida, mas também está muito longe de poder repetir em casa o que fez contra o Arsenal. É que o Poznam não virá a Braga jogar aberto. E já se viu que no contra-ataque é capaz de marcar. O jogo da segunda volta será muito difícil e o Braga cometerá um grande feito se passar a eliminatória.
O Sporting fez um bom resultado em Glasgow, jogando mais ou menos ao nível a que este ano tem estado. O principal problema do Sporting é ter de jogar o segundo jogo em casa, onde raramente ganha. É certo que não precisa de ganhar para passar, basta-lhe empatar a zero, que é um dos tais resultados que quase nunca se alcança quando se joga para ele. Em suma: o Sporting é uma incógnita. Teoricamente tem todas as condições para passar, mas em Alvalade tudo pode acontecer.
O Benfica ganhou à tangente a uma equipa que, apesar de estar muito mal classificada na Bundesliga, nem por isso deixa de ser um conjunto constituído por excelentes jogadores, capazes de interpretar muito bem um esquema táctico, como ontem se viu.
O Benfica encarou a partida com triunfalismo. Jesus disse que era natural que o Stuttgart estivesse assustado. Viu-se que não estava e quem ficou assustado, no primeiro tempo, com o jogo da equipa alemã foi o Benfica, que não conseguia ligar o seu jogo. De certo modo, o Stuttgart fez em Lisboa ao Benfica aquilo que o Benfica fez no Dragão ao Porto. Pressionou alto o Benfica e desorientou-o. Mas há uma diferença: o Benfica, embora com dificuldade, conseguiu reagir, tendo-lhe valido não apenas a categoria dos seus jogadores, mas principalmente a sua excelente condição física. Quando os alemães quebraram, por volta dos 70 minutos, o Benfica agigantou-se e acabou o jogo em bom plano, tendo até perdido algumas oportunidades para aumentar a diferença.
De salientar, na equipa do Benfica, a excelente exibição laterais, Maxi e Coentrão, principalmente na segunda parte, o jogo inteligente de Aimar, a quebra de Salvio relativamente ao que têm sido as suas prestações, a segurança de Luisão e o incansável trabalho de Jara e também de Gaitan. Javi teve muitas preocupações defensivas e Sidnei ficou um pouco aquém dos últimos jogos. Cardozo, que estava um pouco desaparecido do jogo, com pouca bola, embora muito presente no jogo aéreo, acabou por dar sinal de si no momento em que era mais preciso. Empatou o jogo com um bom remate e confirmou o golo de Jara.
Na baliza Roberto cumpriu. O golo não tinha defesa.
Na Alemanha, onde nunca ganhou, o Benfica vai ter dificuldades. A eliminação terá um efeito devastador no ânimo dos adeptos e acabará por prejudicar a equipa. Mais do quer em qualquer outra competição, o Benfica está jogando a época na Liga Europa. E se alguma lição se pode tirar do jogo da Luz é a de que o triunfalismo nunca compensa. E a outra, que já se sabia, mas que, pelos vistos, é frequentemente esquecida, é a de que a Liga portuguesa não se pode comparar às grandes Ligas da Europa. São constituídas por equipas muito mais competitivas, sempre capazes, apesar da classificação em que estão, de ombrear com grandes equipas, tanto no seu campeonato, como nos jogos internacionais.