quinta-feira, 12 de abril de 2012

AINDA SOBRE O SPORTING E O CASO CARDINAL



AS AUTORIDADES DESPORTIVAS NÃO ACTUAM?
Paulo Pereira Cristóvão com mandato suspenso

A conversa agora é que o Sporting não tem nada com o que se passou. Não tem nada a ver? Essa agora, então o cavalheiro em questão actuou para favorecer quem? A Primus Lex ou o Sporting? E que funções é que ele desempenhava? Vice-Presidente!!! E actuou em que qualidade? Então não foi como dirigente do Sporting? Ou a gente do Sporting pensa que o sr. Pereira Cristóvão só responsabilizaria o clube se tivesse actuado ao abrigo de uma procuração? Não, o sr. Pereira Cristóvão actuou como representante do Sporting num assunto que interessava ao clube, embora de forma ilícita. Da mesma forma que o gerente de uma sociedade actuando como tal, ilicitamente, responsabiliza a socieddade pelos actos que pratica, sem prejuízo, obviamente, dos direitos da sociedade contra quem actuou em seu nome sem mandato.

Mas o que é preocupante é que as autoridades que detêm o poder disciplinar no futebol português não estejam também a actuar. Tanto mais que entre o eventual ilícito penal, de que se ocupa o Estado, e o ilícito desportivo vai um mundo de diferenças. Para haver punição desportiva não é necessário que haja punição penal.
O presidente da Liga até teve a desfaçatez de considerar que o que está em causa é um caso de polícia! Sim, é um caso de polícia e os casos de polícia ocorridos no contexto não têm relevância desportiva?

Este é, portanto, mais um teste ao futebol português. Ou continua na sua habitual podridão ou muda de rumo e age sem contemplações. A passividade existente e a muita areia que já estão a deitar sobre o assunto faz acreditar que, mais uma vez, nada se passará!

SPORTING: AFINAL, QUEM É O BATOTEIRO?


PJ SUSPEITA DE ARMADILHA




Desde ontem que corre com grande insistência nos jornais e nas televisões, depois de o assunto ter sido trazido para a ribalta pelo Diário de Notícias, a notícia de que, num banco da Madeira, tinham sido depositados dois mil euros na conta do árbitro assistente, José Cardinal, designado para o jogo Sporting-Marítimo para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2011. Em consequência do conhecimento que o Sporting teve do facto, ao que se diz por carta anónima, e de dele ter dado conhecimento à Federação Portuguesa de Futebol, a Comissão de Arbitragem substituiu o referido árbitro e a Federação entregou o caso às entidades policiais competentes.

Depois de feitas as investigações devidas e visionadas as imagens do depósito, há a séria suspeita (isto é: sabe-se) que uma pessoa com ligações à empresa (Primus Lex) do vice-presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão (ex-agente da Judiciária), entretanto constituído arguido, terá feito o referido depósito. A polícia fez buscas na casa e na firma de Pereira Cristóvão e na SAD do Sporting. Falta ainda dizer - e isso não vem nas notícias - que nesse jogo o Sporting foi altamente beneficiado por erros de arbitragem.

Palavras para quê? Apesar de as imagens, segundo se diz, não deixarem margem para dúvidas, o mais provável é que este caso, como tantos outros, não dê em nada. A justiça portuguesa, mesmo quando o animal tem penas de pato, bico de pato, asas de pato, patas de pato e não é um pato é absolutamente incapaz de concluir que se trata de uma pata…sem ter uma prova científica, acompanhada de fotografia, de um competente ginecologista em palmípedes que ateste o género e a identidade do animal. Ou seja, recusando-se a justiça a concluir que dois mais dois são quatro jamais haverá condenações por corrupção no futebol português.

De facto, a referida armadilha de que a PJ suspeita tanto poderia ter em vista “matar dois coelhos com uma cajadada” – afastar um árbitro que não convinha para ser escolhido um que convinha – como servir de justificação às múltiplas atoardas sobre arbitragem prodigalizadas pelo Sporting desde o início da época.

Como aqui se tem dito, e isso pode ser provado jogo por jogo, o Sporting, nas quatro competições em que participou, é o clube português mais favorecido pela arbitragem. Como, porém, os sportinguistas não aceitam que as regras do jogo lhes sejam aplicadas – entendem que se a equipa cometer duas faltas consecutivas para grande penalidade nenhuma deverá ser marcada, ou, quando muito, apenas uma; que as faltas para penalty no primeiro minuto de jogo não devem ser assinaladas; que os fora de jogo com menos de meio metro não constituem impedimento – e simultaneamente exigem um rigor extremo na sua aplicação em tudo quanto os possa favorecer, é natural que tenham sobre o futebol um discurso sectário e frequentemente desonesto que apenas tem como efeito, como já se viu, favorecer a violência entre os adeptos e a instabilidade permanente dos árbitros, sempre na esperança de que, muito pressionados, os possam favorecer. E é natural também que, quem assim proceda, se não iniba de ir mais além …

Claro que a propósito deste episódio a tecla que mais vai ser batida é de que nada está provado nem ninguém está condenado, mesmo sabendo-se que as imagens não mentem.

É, por isso, com alguma curiosidade que se espera saber (e ver) o que vão dizer os srs. Eduardo Barroso, Dias Ferreira e Oliveira e Costa, bem como os jornalistas desportivos da SIC e da TFS (Paulo Garcia, João Rosado, etc.) que actuam naquelas estações como se fossem órgãos do próprio clube.

De Barroso nem será preciso perguntar já que a naiveté com que pauta as suas actuações, a raiarem frequentemente a indigência mental, tudo se pode esperar, e dos outros dois que primam pela perfídia argumentativa e pela permanente distorção da evidência dos factos, já antecipadamente se sabe o que vão dizer. O que eles não vão certamente fazer é aquilo que a mais elementar dignidade imporia: demitirem-se e irem-se embora!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

BARCELONA – INTER …HÁ DOIS ANOS


CARDINAL NA EQUIPA DE BENQUERENÇA
Em Abril de 2010 o Inter de Milão treinado por José Mourinho ganhou o jogo da primeira volta das meias-finais da Liga dos Campeões contra o Barcelona, por 3-1, com uma contestadíssima arbitragem de Olegário Benquerença.
Os catalães acusam a equipa de arbitragem de não invalidado o terceiro golo marcado por Milito em fora de jogo e queixam-se ainda de uma grande penalidade não assinalada sobre Dani Alves. Consideram também que o golo de Maicon foi precedido precedido de uma falta não assinalada sobre Messi, além de responsabilizarem Benquerença por na parte final do jogo não ter assinalado  alguns livres à entrada da área do Inter ou de os ter  marcado ao contrário.
Nesse jogo estava também José Cardinal como auxiliar, além de Bertino Miranda e de A. Soares Dias como quarto árbitro.

Em anexo o post que então se escreveu aqui sobre esse jogo

JESUS DEBAIXO DE FOGO



TEM CONDIÇÕES PARA CONTINUAR?

É um lugar-comum que a realidade confirma: um treinador vive dos resultados. É certo, mas não é menos verdade que os resultados também dependem muito do treinador.

Vejamos o caso de Jorge Jesus no Benfica. Jesus está fazendo no Benfica a terceira época consecutiva. Na primeira época herdou um dos melhores plantéis da história do Benfica.

Sem ter um super guarda-redes tinha um guarda-redes que não dá derrotas. Pode não ter dado vitórias, daquelas que somente a ele se devem, mas também não foi responsável por nenhuma derrota. Quim era no Benfica o que este ano tem sido no Braga. Um bom guarda-redes. Não um guarda-redes excepcional.

Na defesa Jesus tinha Maxi, Luisão, David Luiz e Coentrão. Comentários para quê? Na linha média um jovem espanhol vindo da cantera do Real Madrid – Javi Garcia – revelou-se um pivot excelente. Um homem a quem ficavam entregues todas as “despesas” defensivas do meio-campo e ainda muitas ofensivas. No meio campo tinha Aimar e nas alas Ramires e Di Maria. À frente Cardozo e Saviola.

É uma linha de luxo. Num campeonato bem disputado, com alguns pontos perdidos, o Benfica foi campeão com 76 pontos à frente do Braga e do Porto. O Benfica perdeu 14 pontos – duas derrotas e quatro empates.

Foi eliminado da Taça de Portugal e na Liga Europa chegou aos quartos-de-final tendo sido eliminado pelo Liverpool, num jogo que deixou a nu as fragilidades tácticas da equipa da Luz.

No ano seguinte, o Benfica perdeu Ramires e Di Maria, pelos quais andou a “chorar” durante toda a época e no mercado de Inverno David Luiz. Comprou Gaitan, Jara e três brasileiros escolhidos por Jesus, que já vinham do mercado de Janeiro do ano anterior, e Salvio por empréstimo do Atlético de Madrid., além de dois guarda-redes – Roberto e Júlio César.

Jesus teve tempo mais do que suficiente para preparar a época, sabendo com antecedência quem estava e quem não estava em risco de sair. Não o fez.

Na Liga dos Campeões a prestação do Benfica foi uma lástima. Não passou a fase de grupos e apenas foi apurado para a Liga Europa, porque o Lyon no último minuto de jogo empatou com a equipa de Telaviv. Na Liga Europa prosseguiu até às meias-finais sendo eliminado pelo Braga. Na Taça de Portugal foi eliminado pelo Porto, depois de ter vencido no Porto por 2-0.

No campeonato a prestação do Benfica foi decepcionante. Ficou em segundo lugar a 21 pontos do Porto! O Benfica perdeu sete vezes e empatou três, ou seja, perdeu 27 pontos! A época foi marcada por várias humilhações: além da eliminação da Liga Europa pelo Braga, o Porto ganhou o campeonato no Estádio da Luz e pouco tempo depois festejou no mesmo Estádio a eliminação do Benfica da Taça de Portugal, não obstante a vantagem que trazia das Antas.

Não obstante a péssima época, a direcção do Benfica entendeu apostar de novo em Jesus. A equipa perdeu Coentrão, para o Real Madrid, e vendeu e emprestou Roberto, Jara, Carlos Martins, Airton, Éder Luís e Kardec.

Reforçou-se com Matic, Emerson, Nolito, Garay, Enzo Pérez, Bruno César, Capdevila, Witsel, Rodrigo, Eduardo e Artur, além de Jardel que já vinha do mercado de inverno do ano anterior. E passaram ao escalão principal Nélson Oliveira e Mika.

Pois não obstante este luxuoso conjunto de jogadores, a juntar aos que já lá estavam, o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal pelo Marítimo, ainda em 2011, da Champions, nos quartos-de-final, pelo Chelsea com duas derrotas e no Campeonato está em segundo lugar a quatro pontos do Porto e apenas distanciado um ponto do Braga, que está em terceiro. Em quarto, o Sporting a nove pontos.

Até meados de Fevereiro tudo corria de vento em popa, excepção feita à eliminação da Taça de Portugal pelo Marítimo, nos Barreiros. A partir de meados de Fevereiro – derrota em S. Petersburgo por 3-2 para os oitavos de final da Champions League – o Benfica caiu a pique.

Senão vejamos: para o Campeonato perdeu três vezes (Guimarães, Porto e Sporting), empatou duas (Académica e Olhanense) e ganhou três (Paços de Ferreira, Beira-Mar e Braga). Para a Liga dos Campeões perdeu três vezes e ganhou uma. Para a Taça da Liga ganhou uma vez (ao Porto).

Ou seja, na fase crucial do campeonato perdeu treze pontos enquanto até Fevereiro só tinha perdido 6, quatro dos quais no Porto e em Braga, que, bem vistas as coisas, não são perdas mas ganhos. E na Champions, na fase a eliminar ,perdeu três jogos, acabando por ser eliminado, quando na fase de grupos não tinha perdido nenhum.

Poderá o treinador do Benfica queixar-se de um plantel reduzido e com falta de qualidade? Não, não pode. O Benfica tem um vasto e valioso plantel, apesar das múltiplas asneiras que, ao longo de três épocas,  Jesus tem cometido em matéria de contratações com a agravante de esses mesmos erros o levarem a insistir em jogadores que qualquer simples adepto de futebol teria rapidamente concluido não terem categoria para alinhar no Benfica. Portanto, as responsabilidades não podem deixar de imputar-se ao treinador que com as suas estúpidas teimosias tem permanentemente insistido nos mesmos jogadores, não fazendo as rotações necessárias numa época tão longa e exigente, optando frequentemente por soluções que aos olhos de todos parecem erradas.

Apenas a título de exemplo: no lado esquerdo da defesa Capdevilla deveria ter jogado muitas mais vezes (o cúmulo da casmurrice levou o treinador a nem sequer o incluir na lista dos jogadores inscritos na fase de grupos da Champions). No meio campo, Matic também deveria ter jogado mais tempo. Na frente, Nélson Oliveira deveria ter sido chamado muito mais cedo. Saviola, que talvez tenha sido o elemento mais importante na vitória do Campeonato de há duas épocas, deveria também ter jogado com alguma regularidade, única maneira de um jogador com a sua categoria recuperar a forma e a confiança. Nolito não deveria ter sido sistematicamente desmoralizado pelo treinador quando estava a jogar bem, muito bem até.

E cabe por último ao treinador ter a capacidade de na fase decisiva da época incutir nos jogadores a motivação suficiente para vencer.

Não falta, portanto, no Benfica quem ache que Jesus está no fim da linha. Quem ache que Jesus não tem condições para continuar.

Se essa for a opção da direcção, que pode não ter condições para resistir à pressão de vários sectores do clube nesse senrtido, a escolha do novo treinador tem de ser feita já e não pode ficar dependente do que vier a acontecer até final da época. Aliás, o pior bem poderá estar para vir…

Ser feita já não significa que tenha de ser comunicada já…

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SPORTING VENCE DERBY EM ALVALADE

O BENFICA DIZ ADEUS AO TÍTULO
Uma vitória festejada por sportinguistas e portistas

SPORTING 1- BENFICA 0
Começando pelo princípio: foi uma má arbitragem. Com dualidade de critérios em lances semelhantes, sempre a favorecer o Sporting. Continuando aquilo que vem sendo prática corrente desde o início do campeonato, o Sporting é mais uma vez favorecido. Não se compreende por que razão o árbitro não assinala um grande penalidade no primeiro minuto de jogo e não pune disciplinarmente o jogador que a cometeu. Toda a gente viu o penalty, por que não o viu o árbitro? Essa a grande questão.

O que teria resultado da marcação dessa falta (que nem marcada foi – o árbitro inventou um canto numa bola tocada por Gaitan) ninguém sabe. O que se conhece foi o que aconteceu depois. À parte os primeiros cinco minutos de jogo, em que o Benfica esteve bem e até parecia estar a embalar para um grande jogo, o Sporting foi sempre muito superior.

O Sporting jogou contra o Benfica como tem jogado na Liga Europa desde que Sá Pinto está ao comando. De forma muito organizada, no meio campo e na defesa, esperando o adversário para depois em velocidade o bater, construindo boas jogadas de futebol em lances de ataque.

O Benfica que desde há cerca de dois meses tem estado em hibernação demonstrou mais uma vez que é uma equipa sem soluções. De bola corrida é uma lástima e mesmo de bola parada parece que desaprendeu tudo o que já soube.

Não vale a pena iludir a questão: as equipas de Jorge Jesus chegam ao momento crucial da época e claudicam nas várias frentes em que estão envolvidas. Mais uma vez se passou isso com o Benfica. Uma após outra, todas as grandes competições que realmente interessavam ao clube foram sendo perdidas – a Taça de Portugal, a Liga dos Campeões e o Campeonato. Ficou apenas a Taça da Liga a que alguns chamam a Taça da latinha de cerveja. De facto uma competição onde tanto interessa ganhar como perder.

Causou alguma estranheza que, perante uma equipa tão veloz como a do Sporting, que com Sá Pinto se tem especializado no contra-ataque, Jesus tivesse recuperado os dois centrais que têm estado parados, sabendo-se que um deles (Luisão) é muito lento. Por que não insistir na solução de Stamford Bridge, pelo menos parcialmente, se tanto Javi como Emerson haviam jogado tão bem? Depois é penoso ver Emerson a jogar a lateral esquerdo. O jogo do Benfica, que está sem ponta de criatividade, pára completamente quando a bola lhe chega aos pés e depois quase sempre anda para trás.

Na linha média Witsel está sem ideias ou o modo como o Benfica joga não lhe permite ter ideias. O parceiro do lado, Javi Garcia, fez hoje uma exibição para esquecer. Acontece, mas, de facto, foi má demais.

Na frente Gaitan continua sem chama. Bruno César bem se esforçou mas tudo lhe saía mal, principalmente as bolas paradas. E como o jogo não chegava a Cardozo nem a Rodrigo nem um nem outro puderam fazer nada.

As substituições também não resultaram. Djaló parece desintegrado na equipa ou mais justamente: a equipa como não tem soluções também não tem capacidade para o integrar. Nolito está numa fase má, tal como a equipa e nada lhe sai bem. Apenas Nélson Oliveira com a sua combatividade e técnica consegue trazer algum alento àquele apagado ataque.

Finalmente, o grande homem do Benfica: Artur -  a quem o Benfica deve não ter saído goleado de Alvalade.

O Sporting joga como uma equipa, com organização, com uma ideia de jogo que sabe pôr em prática e faz tudo isso com tanta naturalidade que até um ou outro elemento mais fraco passa despercebido tal a afinação do conjunto.
Por isso foi com justiça que ganhou. Um penalty,  daqueles que só são marcados nas ligas de segunda categoria, acabaria por ditar o resultado e a justiça do jogo.

Na equipa do Sporting, João Pereira continua a ser um jogador problemático. No jogo de hoje deveria ter sido expulso por duas agressões a Gaitan e por frequentemente se envolver em picardias inaceitáveis num profissinal de futebol.  Daí o perigo de o pôr a jogar na selecção…

Tudo visto e apreciado, tendo em conta o que se passou e não o que poderia ter-se passado, o Sporting venceu bem o derby de Lisboa, pecando o resultado apenas por escasso.

Com este Benfica – e este é o Benfica que todos temos visto depois de S. Petersburgo – o Braga tem todos os motivos para acreditar que ainda pode chegar ao segundo lugar.

ADITAMENTO

Sem alterar nada do que está acima escrito, como se poderá compreender que o árbitro tenha visto um pequeno toque de Luisão no pescoço de Wolfswinkel, que não chegaria para derrubar um velho nem uma criança, e não tenha visto uma escandalosa rasteira de Polga a Gaitan, cometida dentro da área? Que nem sequer tenha assinalado qualquer falta? Como se compreende que isto seja possível no futebol profissional dos nossos dias?

Sabe-se que o Sporting não aceita que lhe marquem dois penalties seguidos. Provavelmente também não aceitaria que lhe marcassem um no primeiro minuto de jogo. Mas terá sido só por isso que Soares Dias não marcou a falta? Hum…

domingo, 8 de abril de 2012

A HIPOCRISIA DA RTP



O DESPEDIMENTO DE JOÃO GOBERN

Como é do conhecimento público, a RTP prescindiu dos serviços de João Gobern por o conhecido comentador da “Zona Mista” ter festejado o segundo golo do Benfica contra o Braga.

João Gobern foi de facto apanhado pelo realizador do programa a festejar o golo com o punho no ar numa altura em que a acção decorria com outro interveniente ou sobre um outro assunto.

João Gobern perante o que se passou colocou o lugar à disposição do director de programas que o despediu.

Toda a gente sabe que o programa da RTP Informação “Zona Mista” tinha como intervenientes um comentador afecto ao FC Porto, Bruno Pratas, e outro ao SL Benfica, João Gobern. A arte de ambos estava em tentarem interessar os espectadores por um programa que, tendo esta composição, se queria claramente distanciar dos programas para atrasados mentais como são os da SIC e da TVI 24 em que intervêm adeptos do Benfica, do Porto e do Sporting, o primeiro com um moderador afecto ao Sporting e o segundo com um moderador afecto ao Porto.

E pode dizer-se que o programa conseguiu alcançar esse objectivo por mérito dos respectivos comentadores que nunca tentaram contornar a evidência dos factos nem nunca desprezaram a análise das questões técnicas relevantes.

Mas como o jornalismo desportivo é o mundo da hipocrisia e um verdadeiro viveiro de corrupção está nele hipocritamente consensualizado que os comentadores e moderadores devem ser clubisticamente apartidários, quando toda a gente sabe que não são.

A RTP aceita com toda a naturalidade que o comentador do “Trio de ataque” seja um adepto do Porto; aceita igualmente como a coisa mais natural deste mundo que Tadeia passe o seu tempo nos jogos internacionais do Benfica a desmerecer o mérito da equipa portuguesa ou que o mesmo Tadeia apoie escandalosamente o Real Madrid, como se da selecção nacional se tratasse, tanto nos jogos internacionais como na Liga espanhola e que continue a sua estúpida campanha contra os méritos do Barcelona e, principalmente, contra os de Messi. Isso a RTP aceita com toda a naturalidade, mas já não aceita que se saiba, por exteriorização de um gesto, aquilo que toda a gente já sabia: que João Gobern é do Benfica!

Como se a ligação de um comentador a clube, desde que evidenciada, passasse a ser uma mácula que o anatemiza para a vida.

Viva a hipocrisia do comentário desportivo! Viva a hipocrisia da RTP!


sábado, 7 de abril de 2012

FCP VENCEU EM BRAGA

HUGO VIANA LIGADO À DERROTA DO BRAGA

Hulk embala dragões para o título e põe Braga em 'KO'


S.C. BRAGA - 0 - FC PORTO - 1

O Braga não ganhou na segunda volta nenhum dos confrontos decisivos contra os seus principais rivais, depois de na primeira ter perdido um e empatado outro. Entre os três da frente é o Porto que, no cômputo geral,  leva de longe a melhor com três vitórias e um empate.

No jogo desta noite, em Braga, poder-se-á dizer que no primeiro tempo o jogo foi repartido, apesar de o Porto ter tido as oportunidades de golo, todas negadas por Quim que fez a defesa da noite num grande remate de Hulk.

Na segunda parte, principalmente depois da marcação do golo, por Hulk aos 55 minutos, o Porto foi sempre superior sem nunca ter sido dominador. A segunda parte, aliás, começou com um falhanço espectacular de Hugo Viana que isolado rematou muito por cima da trave, o mesmo Hugo Viana que minutos mais tarde praticamente ofereceu o golo ao Porto, perdendo a bola numa transição numa altura em que a equipa estava toda balaceada para o ataque. Erro imperdoável do médio bracarense, que perto do fim do jogo repetiu a asneira acabando o golo por ser evitado com um corte de Douglão. Talvez por isso Hugo Viana não seja selecionável.

O Braga bem tentou, tanto pelo lado direito como por intermédio de Mossoró chegar ao golo, mas a defesa do Porto foi sempre suficiente para travar todas as investidas que, de resto, quase nunca criaram uma situação de verdadeiro perigo, salvo num cruzamento de Paulo César para Lima que Otamendi cortou no momento certo, embora tivesse tido a sorte do jogo pelo seu lado já que a bola que ia na direcção da baliza embateu em Helton. Mas não deixa, por isso, de ser um bom corte, já que sem ele Lima marcaria de certeza.

A defesa do Porto, nomeadamente o seu lado esquerdo, melhorou muito depois de Vítor Pereira ter tido a coragem de substituiu Álvaro Pereira por Sandro. O uruguaio fez uma enorme fita por ter sido substituído, tanto à saída do campo como já no banco de suplentes, mas isso não tira que essa não tenha sido uma das decisões mais acertadas do treinador do Porto. Álvaro Pereira já tinha um amarelo e estava a jogar mal. A probabilidade de ser expulso ou de fazer uma asneira era muita alta.

Esta noite o Porto a jogar em direcção à baliza adversária não foi muito diferente do que tem sido, mas a não deixar jogar o adversário foi muito bom. Houve da parte dos seus jogadores uma disponibilidade que frequentemente lhes tem faltado. Já o Braga esteve abaixo do que fez na Luz, por mérito do Porto e também por demérito de Hugo Viana.

Com esta vitória o Porto pode ter dado um passo definitivo para o título caso o Benfica perca ou empate em Alvalade. Mesmo que o Benfica ganhe, o Porto continuará com grandes chances de ser campeão, quanto mais não seja porque continua a defender apenas de si próprio. O Braga, pelo contrário, deve ter ficado arredado da luta pelo título e mesmo a luta pelo segundo lugar depende mais dos outros do que de si próprio.

A arbitragem de Olegário Benquerença esteve bem. Um ou outro erro de menor importância, mas certo nos lances mais difíceis do jogo, nomeadamente nos ocorridos perto das áreas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ROMAN ABRAMOVICH NAS MEIAS-FINAIS DA CHAMPIONS LEAGUE


GRANDE JOGO DO BENFICA EM LONDRES

Numa eliminatória em que o Benfica teve de sofrer as consequências de arbitragens incompetentes (?), o oligarca russo conseguiu que a sua equipa passasse às meias-finais da Liga dos Campeões.

Uma grande penalidade não assinalada no jogo da Luz e três amarelos inaceitáveis no jogo de Londres, todos decorrentes do mesmo lance, um a Aimar por alegados protestos, outro a Bruno César que nada teve a ver com o lance da grande penalidade e um outro ainda a Maxi, capitão da equipa, logo com o direito de se dirigir ao árbitro, o Benfica ficou condicionado desde muito cedo, tendo vindo a perder o lateral direito num segundo amarelo por entrada sobre Obbi Michael.

Com um jogador a menos desde os quarenta minutos e com uma grande penalidade mais que discutível o Benfica encarou o resto da partida com grande coragem, tendo realizado uma excelente exibição, melhor que a Luz, em ambas as partes do jogo.

Condicionado também pelas lesões, sem centrais de raiz, o Benfica não se ressentiu minimamente das ausências de Luisão e de Garay, nem das de Jardel e Miguel Vítor, já que Javi Garcia e Emerson fizeram excelentes exibições. E Matic, no lugar habitualmente ocupado por Javi, fez uma exibição excepcional durante os noventa e quatro minutos de jogo.

Enfim, o Chelsea depois de obter o primeiro golo, tentou neutralizar o Benfica segurando a bola, sem arriscar nada, esperando sempre que o Benfica se desequilibrasse o que na realidade nunca aconteceu.

Animicamente refeito dos acontecimentos anteriores ao intervalo, o Benfica entrou no segundo tempo para ganhar. Sentia que se marcasse um golo, outro lhe poderia suceder.

Perto do fim do jogo, na marcação de um canto apontado por Aimar, Javi Garcia num excelente golpe de cabeça fez o empate. Esse golo aconteceu. A partir daí o Chelsea tremeu e esteve a um triz de ser eliminado.

Na última oportunidade do jogo, num livre frontal contra o Chelsea, Aimar marcou-o mal, o centro da defesa do Chelsea rechaçou a bola, Aimar foi lento no ataque à bola na disputa com Meireles, ficou à espera que o árbitro assinalasse falta e como isso não aconteceu, Meireles correu o campo todo e isolado frente a Artur fez o segundo. E o jogo acabou.

Do lado do Benfica um profundo sentimento de revolta expresso em todas as declarações do fim do jogo desde o Presidente ao treinador passando naturalmente pelos jogadores que unanimemente expressaram o profundo desagrado pelas arbitragens nos dois jogos.

terça-feira, 3 de abril de 2012

AS TAÇAS EUROPEIAS

O QUE SE PODE ESPERAR



A LIGA DOS CAMPEÕES – Na Liga dos Campeões o Benfica terá em Londres vida difícil. Em primeiro lugar, porque não pode contar com três dos quatro centrais do plantel. Isto supondo que Luisão vai aguentar. Já uma vez forçou – em Paris contra o PSG – e teve de ser substituído. Foi então substituído por David Luiz que fez a sua estreia no Benfica. Só que agora, para infelicidade do Benfica, David Luiz está do outro lado…

Este um contratempo de vulto. Por outro lado, também não é segredo para ninguém que o Benfica não passa um bom momento, apesar de sábado ter ganho ao Braga. A equipa tem oscilado, depois de um período francamente negativo. Contrariamente ao Chelsea que, tendo andado mal durante a parte anterior da época, tem recuperado a olhos vistos nestes últimos tempos, a ponto de Torres, que quase deixou de marcar golos desde que foi para Stamford Bridge, ter também recuperado e de que maneira.

Parece hoje evidente que a quebra do Benfica, mais do que quebra física, que também existe, é fundamentalmente devida à baixa de forma de Gaitan e de Rodrigo, sendo que este último,  desde S. Petersburgo nunca mais foi o mesmo. O Porto e o Braga (e também o Chelsea) bem podem agradecer a Bruno Alves o contributo que lhes prestou…

Todavia, a boa notícia é que tanto Gaitan como Rodrigo parecem estar recuperar. E no caso de Rodrigo isso é muito importante para o Benfica já que é ele que imprime dinamismo ao ataque com as suas mudanças de velocidade.

O grande problema do Benfica vai ser o de ter ir à procura do resultado. Se exagera, corre o risco de ver aumentada a diferença; se espera muito, pode deixar adormecer o jogo…Enfim, não vai ser fácil.

O Real Madrid tem a eliminatória garantida. Não haverá grande emoção, aconteça o que acontecer. Nem sequer Mourinho será notícia…

O mesmo se diga do Bayern de Munique que também já passou a eliminatória frente a um Marselha ainda mais fraco que o das fases anteriores. A curiosidade do jogo será saber se vai haver ou não goleada…

O Barcelona e o Milan vão certamente disputar o jogo mais emocionante e porventura mais espectacular da jornada. O resultado de Milão é traiçoeiro para o Barcelona. O Milan defende bem como se viu em S. Siro e se tiver a sorte de marcar, como aconteceu na fase de Grupos, já será muito difícil ao Barcelona reverter a situação…


LIGA EUROPA – O Sporting depois de um bom jogo em Alvalade, principalmente na segunda parte, pode ter deitado tudo a perder com o golo que sofreu no tempo de compensação. A vitória por 2-1 não é um bom resultado…

O Metalist tem uma boa equipa, com bons atacantes. A defesa pareceu mais fraca. Também não vai ser um jogo fácil para os leões.

O Sporting não pode tremer como aconteceu em Manchester e vai ter de marcar para passar…

Nos outros jogos vai haver incerteza em Hannover e talvez em Valencia. O sensacional Athletic de Bilbao em princípio passará depois do grande jogo que fez em Gelsenkirchen na sequência de resto dos que vem fazendo na Liga Europa e também na Liga Espanhola, apesar de não ocupar um lugar condizente com a categoria do seu futebol.
Enfim, amanhã se vai começar a saber como é que esta fase terminará...

domingo, 1 de abril de 2012

BENFICA VENCE BRAGA



PORTO NA FRENTE
Encarnados na luta pelo título após vitória dramática



Contrariando as previsões mais pessimistas, o Benfica venceu em casa o Sporting de Braga por 2-1, ascendendo ao segundo lugar da classificação, agora liderada pelo Porto, que, depois de vencer o Olhanense por 2-0, beneficiou do resultado da Luz.

Apesar de o Braga nas dezenas de confrontos travados com o Benfica para o campeonato só ter vencido em Lisboa uma vez, por 1-0, há mais de meio século, não eram poucos os que admitiam a repetição dessa façanha no jogo de ontem. O passado recente do Benfica e a série de treze vitórias consecutivas do Braga apontavam mais naquele sentido do que numa vitória do Benfica.

  Porém, bem cedo se percebeu que o Benfica não iria ser uma presa fácil. Contrariamente ao que os resumos televisivos e os comentários que os acompanham podem deixar transparecer, o Benfica foi mais dominante durante toda a primeira parte embora não tivesse desfrutado de grandes ocasiões de golo, não obstante as muitas jogadas que protagonizou perto ou dentro da área do Braga. E até foi o Braga que mesmo sobre o fim da primeira parte criou mais perigo. Mas foi uma jogada isolada. As restantes resultantes de um livre marcado por Hugo Viana sobre a barra ou de contra-ataques rápidos nunca chegaram a incomodar verdadeiramente o Benfica.

Durante toda a primeira parte o Braga jogou na contenção, tentando explorar uma ou outra transição e não deixando mesmo, aqui ou ali, de ir fazendo algum anti-jogo. O empate servia-lhe.

Na segunda parte o jogo foi mais vivo e mais repartido. O Benfica beneficiou logo no recomeço de uma excelente oportunidade que Witsel não conseguiu concretizar depois de um passe do atabalhoado Cardozo. Quim defendeu o remate do belga, quando este já se encontrava numa posição difícil, mal enquadrado com a baliza.

Do lado do Braga houve duas grandes oportunidades, uma num remate em jeito de Lima que antecipando-se a Luisão fez a bola rasar a trave e outra lá mais para a frente quando o mesmo Lima, beneficiando da lesão de Miguel Vítor, progrediu sozinho pela direita e centrou para Mossoró de cabeça desperdiçar mesmo em frente da baliza.

O Benfica foi tentando sempre, ora por Rodrigo, Bruno César ou Gaitan, mas os remates ou erravam o alvo ou eram defendidos.

A lesão de Miguel Vítor obrigou o Benfica a fazer recuar Javi Garcia para central e a entrar Matic para o seu lugar. Antes, porém, já Cardozo, completamente apagado, havia cedido o lugar ao jovem Nélson Oliveira que deu outra vivacidade ao jogo de ataque. Mais tarde, Rodrigo seria substituído por Nolito.

Quando o jogo se aproximava do fim, com o Braga satisfeito com o resultado e o Benfica a ver fugir-lhe a possibilidade de continuar a lutar pelo título, o defesa do Braga  Elderson, numa bola relativamente inofensiva, entrou imprudentemente sobre Bruno César, derrubando-o, depois de lhe ter dado uma valente cabeçada na nuca. Como não poderia deixar de ser, o árbitro assinalou penalty.

Witsel com calma e classe fez golo e a Luz respirou de alívio. A vitória estava a um passo de ser conseguida. Só que quatro minutos depois, Capdevilla numa disputa de uma bola sobre a lateral esquerda deu um ligeiro encosto em Paulo César que se deixou cair. O árbitro assinalou falta, que Hugo Viana marcou a meia altura em direcção à baliza. Artur defendeu ligeiramente para o lado e Elderson, que havia cometido o penalty, redimiu-se fazendo o golo na recarga.

Apesar de se saber como Hugo Viana marca aqueles livres, apesar de o Benfica já ter sofrido golos daqueles contra o Braga e outras equipas, directamente ou na sequência do livre, a ideia com que se fica é que a equipa da Luz não aprendeu a lição. A barreira de dois jogadores parece manifestamente insuficiente ou mal feita e a formação de uma linha à frente do guarda-redes com os defesas de costas e os avançados de frente, na expectativa de explorar um hipotético fora de jogo - que, mesmo quando existe, nem sempre é marcado - revelou-se mais uma vez fatal. É altura de rever os processos e ponderar se vale a pena continuar a apostar no fora de jogo, nomeadamente quando a linha se forma poucos metros à frente da baliza. Não seria preferível, nesses casos, ter alguns defesas de frente para a bola?

Com o jogo empatado, voltou a pairar na Luz o espectro de mais uma prova ingloriamente perdida e ainda por cima, mais uma vez, em casa.

É certo que o Benfica continuou a tentar, mas o tempo escasseava. O árbitro concedeu quatro minutos de compensação e quando decorria o segundo minuto Gaitan na direita fez uma excelente jogada endossando a bola a Bruno César que, no coração da área, com muitos jogadores pela frente, colocou rasteiro do seu lado esquerdo fora do alcance de Quim fazendo o golo da vitória.

Estava relançada a euforia na Luz com a possibilidade de continuar a lutar pela vitória no campeonato. O jogo terminou logo a seguir.

Do jogo resulta como ponto negativo para o Benfica a lesão de mais um central. Depois de Garay e Jardel também agora Miguel Vítor vai ficar de fora. E Luisão queixou-se muito na primeira parte, aparecendo na segunda com uma ligadura sobre o joelho esquerdo.

Como ponto positivo, muito positivo, aquilo que parece ser o renascimento de Rodrigo tão importante quanto é certo o seu apagamento ou ausência durante os últimos dez jogos ter coincidido com a quebra de forma da equipa. Bruno César é sempre um jogador importante tanto pela combatividade que põe no jogo como pela capacidade de resolver nos momentos decisivos. Gaitan também parece estar a subir, mas ainda é cedo para o dizer. Javi mantém-se em excelente forma e é neste momento o grande pilar da equipa. Finalmente, Capdevilla é muito mais jogador que Emerson tanto a defender como a atacar ou a passar e só mesmo a má vontade e a casmurrice de Jesus o poderão levar a não o confirmar como titular.

Aliás, foram manifestamente infelizes mais uma vez declarações de Jesus, no fim do jogo, sobre Capdevilla, embora no fim as tivesse tentado remediar.

Sem Aimar, este ano, o Benfica ganhou sempre. E o jogo de ontem confirmou a regra.

A equipa de arbitragem esteve bem e os jogadores também não complicaram.

quarta-feira, 28 de março de 2012

CHELSEA DERROTA BENFICA



AS MEIAS-FINAIS MAIS LONGE

Londrinos vencem na Luz graças a golo de Kalou



Há que ser realista: as prestações do Benfica desde a derrota em S. Petersburgo não deixavam antever nada de muito positivo para este jogo. O Benfica da actualidade não é o Benfica espectacular que ganhou o campeonato há três anos, não é também o Benfica que na época passada ganhou uma série de jogos até à derrota em Braga, nem tão-pouco o Benfica deste ano até ao jogo na Rússia.

É um Benfica mais lento, mas nem por isso melhor posicionado, é um Benfica menos espectacular e sem soluções criativas. Parece que os jogadores foram acometidos de uma qualquer maleita que lhes restringe a imaginação.

Aparentemente, o mal chama-se deficiência física. Aconteceu este ano, sem as actuais consequências, algo de semelhante antes do Natal. Mas tudo se resolveu com a paragem de Inverno. O Benfica parece necessitar de uma paragem. Não a pode ter. Pior: esta é a fase da época em que deveria estar a cem por cento. E não está.

Desde S. Petersburgo o Benfica apenas ganhou quatro jogos: Zénite, Paços de Ferreira, Porto e Beira-Mar – o primeiro para a Champions League, o segundo e o quarto para o Campeonato; e o terceiro para a Taça da Liga. Perdeu quatro: Zénite, Guimarães, Porto e Chelsea – o primeiro e o quarto para a Champions League; o segundo e o terceiro para o Campeonato. Empatou dois: Académica e Olhanense para o Campeonato.

No conjunto, marcou catorze golos e sofreu treze. Portanto, a probabilidade de o Benfica reverter o resultado de hoje à noite na Luz, derrota por 1-0, é muito baixa. Este Benfica não tem condições físicas nem sequer anímicas para virar o resultado.

O jogo de hoje foi um jogo morno, jogado à feição dos interesses do Chelsea, que tinha todo o interesse em adormecer o jogo pelo maior lapso de tempo possível até que a ansiedade desequilibrasse o Benfica e lhe permitisse marcar como veio a acontecer.

Contrariamente ao que era a tradição do Benfica europeu foi muito pausada a entrada no jogo e assim se manteve durante toda a primeira parte. As oportunidades foram quase nulas para o Benfica(há um remate ao lado de Cardozo) embora o Chelsea tenha rematado por duas vezes com algum perigo, primeiro por Torres depois por Meireles.

Na segunda parte o Benfica tentou espevitar o jogo, mas nunca foi verdadeiramente perigoso, embora tenha feito alguns remates que poderiam ter dado golo – uma cabeça de Jardel, um remate de Cardozo e talvez outro de Nolito. E é tudo.

Pelo contrário, do lado do Chelsea o golo resulta de uma boa jogada conduzida por Ramires e depois por Torres e muito bem finalizada por Kalou, com erros de Emerson, de Jardel e mau posicionamento de Luisão, embora este fosse o que menos poderia fazer para o evitar. E o segundo, também num contra-ataque, só não surgiu por sorte.

O que é mais lamentável é que o Benfica não tenha ponta de criatividade para jogar devagar e pareça não ter força para jogar em velocidade.

Os “benfiquistas” do Chelsea, Ramires e David Luiz, foram muito bem recebidos na Luz, como seria de esperar e tanto um como outro fizeram excelentes exibições. Nem um nem outro têm substitutos à altura na equipa do Benfica, principalmente Ramires.

Do árbitro pouco há a dizer. Ou melhor: em Portugal dir-se-ia muito por não ter assinalado uma mão de Terry na área, considerada involuntária embora evidente, e há um remate de Cardozo que David Luiz defende sobre área sem se perceber bem se é com a mão ou outra parte do corpo. Incrível como não há uma câmara capaz de mostrar o lance!

A derrota do Benfica é também uma resposta a Jesus quando pediu a equipa inglesa. Depois tentou emendar com uma explicação que ninguém aceita, principalmente tendo em conta o que disse acerca do Real Madrid (que o não queria por ter lá muitos portugueses e outros jogadores oriundos do Benfica).

Tem-se discutido muito a razão da substituição de Aimar no jogo desta noite, pois sabendo-se que o argentino não poderá alinhar nos próximos dois jogos do campeonato tudo apontaria no sentido de ele se manter mais tempo em campo. Pareceu que Jorge Jesus, a partir de certo momento da segunda parte, por volta dos 70 minutos, estaria mais preocupado em não sofrer golos do que em marcá-los. Daí a razão de ter simultaneamente em jogo Javi, Witsel e Matic. Resultou mal, pouco depois da substituição de Aimar, o Chelsea marcou.

E com este golo a eliminatória ficou praticamente perdida. E vamos ver quantos jogos ganhará o Benfica até ao fim da época…


terça-feira, 27 de março de 2012

O SPORTING DE BRAGA NA FRENTE



MARÍTIMO TAMBÉM GANHOU
Braga vence Académica e assume a liderança da Liga


Com a vitória desta noite sobre a Académica por 2-1, o Braga assegurou o que no princípio do campeonato não passaria de um sonho das mentes mais imaginativas: estar à frente da prova a seis jornadas do fim!
Como aqui se tem dito, o Braga é a equipa mais regular e a que melhor futebol tem jogado pelo menos a partir do primeiro terço do campeonato. O Braga tem passado com extrema facilidade obstáculos que os outros dois candidatos ao título não conseguem contornar ou quando os ultrapassam é sempre rodeados de grandes dificuldades e não menores polémicas.
Foi assim em Paços de Ferreira, na Feira, em Barcelos, em Olhão e noutros campos. É certo que o Braga soçobrou na Liga Europa, na Taça de Portugal e, mais recentemente, na Taça da Liga, parecendo tudo apostar exactamente naquela prova que nunca foi reconhecida como o grande objectivo da equipa – o campeonato!
Com um ponto de vantagem sobre o Porto e com dois sobre o Benfica, o Braga pode encarar o próximo jogo da Luz com relativa tranquilidade: se ganhar distancia-se definitivamente do Benfica, se empatar mantém a diferença embora possa ser ultrapassado pelo Porto e somente se perder ficará com a vida um pouco mais complicada, mas não necessariamente arredado do primeiro ou do segundo lugar. Para o Benfica, pelo contrário, só um resultado lhe interessa – a vitória.
É certo que outros dois jogos difíceis esperam o Braga: o Porto em casa e o Sporting em Alvalade. Mas se o Braga ganhar na Luz, dificilmente o campeonato lhe fugirá. E mesmo se empatar, a vitória no campeonato continua ali, ao virar da esquina, desde que ganhe ao Porto, já que se não antevê que o desalentado Sporting, ansioso por terminar a época, tenha no último jogo a força anímica suficiente para contrariar o Braga.
No jogo desta noite, o Braga, como tantas vezes tem acontecido, começou bem com dois excelentes golos de Mossoró e de Lima, podendo ainda ter marcado mais algum.
Na segunda parte, porém, um “golão” de David Simão – os jogadores emprestados pelo Benfica fizeram nesta jornada o que os craques não foram capazes – sobressaltou o Braga que poderia ter empatado o jogo não fora uma ponta final extraordinária de Quim, que, depois do “frango” de Barcelos, salvou a equipa!
Queixa-se a Académica de uma grande penalidade não assinalada exibindo o seu presidente como prova uma camisola completamente rasgada de um seu jogador numa jogada na área do Braga. As televisões pudicamente nada mostraram e a RTP nem ao caso se referiu, ela que tanto prazer tem na crítica das arbitragens…
O Braga tem estado fora desta polémica (até ver…) e essa atitude aparentemente tem-lhe rendido frutos, como aconteceu no jogo contra o Leiria.
O Marítimo ganhou tangencialmente (3-2) ao surpreendente Gil Vicente continuando a remeter o Sporting para um desprestigiante quinto lugar!

segunda-feira, 26 de março de 2012

BENFICA E PORTO EMPATAM




BRAGA PODE SUBIR AO PRIMEIRO LUGAR


 

A jornada 24.º começou em Olhão e da pior maneira para o Benfica que depois deste regresso dos algarvios à primeira divisão ainda não conseguiu ganhar na "vila cubista”. Pelo terceiro ano consecutivo o Benfica empatou em Olhão, comprometendo seriamente as suas aspirações ao título e até ao segundo lugar.

E, mais uma vez, o Benfica só de si próprio pode ter razão de queixa. Uma primeira parte decepcionante, própria de quem esperava que algo acontecesse por acaso e não por mérito próprio. É certo que o Olhanense fez algum anti-jogo, mas não é menos verdade que o Benfica nada fez para o contrariar e, acima de tudo, não fez jogo.

Para uma equipa que diz manter intactas as aspirações ao primeiro lugar não deixa de ser estranho a apatia, a profunda apatia, com que encarou o jogo.

Na segunda parte Jesus fez entrar Aimar, mas na realidade pouco mudou. Aliás, Aimar dezassete minutos depois de ter entrado foi expulso numa jogada que poderia perfeitamente ter evitado. Não interessa saber se o grande maestro argentino agiu intencionalmente ou não: a decisão do árbitro está correcta e o Benfica não tem que se queixar da arbitragem. Embora tenha havido alguns erros, os maiores foram indiscutivelmente os praticados pelo clube da Luz.

No fim do jogo, Saviola, se estivesse a viver um período mais confiante, teria resolvido o jogo. Não o fez e esse falhanço também vem lembrar quão importante é, numa equipa como o Benfica, com o calendário sobrecarregado, ter uma dezena e meia de jogadores, ou até um pouco mais, que se sintam titulares para poderem estar sempre no máximo das suas faculdades quando entram em campo.

Na verdade, tem de ser motivo de profunda reflexão nas hostes benfiquistas o facto de nos últimos cinco jogos para o campeonato o Benfica ter somado apenas cinco pontos, perdido dez, marcado quatro golos e sofrido cinco! Francamente, que é que os árbitros têm a ver com isto! O Benfica não pode cair no ridículo em que está mergulhado o Sporting. Por um ou outro erro que tenha havido, e houve – há sempre! –, o erro maior é obviamente da equipa!

No dia seguinte, o Sporting lá ganhou dificilmente ao Feirense, último classificado, por 1-0. E os dirigentes leoninos e certamente os comentadores habituais da TV lá irão continuar com a conversa sobre os árbitros. O cúmulo do ridículo e da desfaçatez. De facto, quantas mais vezes se vêem as imagens da arbitragem de Bruno Paixão no jogo de Barcelos, mais se conclui que o homem teve razão nas decisões que tomou.

Pena que esteja agora a ser pessoalmente perseguido e ameaçado, bem como a família, por aqueles que no futebol não aceitam a derrota, cujo comportamento é sem sombra de dúvida favorecido ou até mesmo potenciado pelos comentários desonestos e sectários relativamente à arbitragem como foram os dos dirigentes e comentadores do Sporting, bem como de todos aqueles que nos órgãos de informação sob a capa de independentes lhes seguem as pisadas.

No domingo, a grande surpresa: empate do Porto em Paços de Ferreira. Com uma exibição superior à que vem sendo hábito em jogos anteriores, o Porto preparava-se para celebrar a vitória, quando, a poucos minutos do fim, o Paços empatou o jogo com um excelente golpe de Melgarejo na sequência de um canto.

Até esta altura Cássio tinha defendido tudo e o que ele não defendera o Porto desperdiçara. Por isso, não deixam de ser igualmente ridículas e até pouco sérias as declarações de Vítor Pereira sobre a arbitragem. Incrível como os treinadores tentar imputar aos árbitros as fraquezas ou os falhanços das equipas que dirigem.

Se em muitas outras ocasiões o Porto tem tido sorte, desta vez teve azar. Mas, como o que conta é o resultado, logo à noite o Braga lá estará contra a Académica a tentar chegar ao primeiro lugar. E depois, como será?

quinta-feira, 22 de março de 2012

MOURINHO NÃO SABE PERDER


MAIS UMA TRISTE ACTUAÇÃO
Paradas Romero no pita dos claros penaltis de Arbeloa



Mourinho não sabe perder. Não aceita a natureza aleatória do jogo. Levava dez pontos de avanço sobre o Barcelona e tinha o campeonato por ganho. Guardiola, inteligentemente, já lhe concedeu a vitória. Mas não os adversários que o Madrid tem de defrontar.

Em quatro dias Mourinho perdeu seis pontos. Dois contra o Málaga e outros dois esta noite contra o Villarreal. Impensável para o arrogante Mourinho perder pontos contra uma equipa que luta para não descer e que já vai esta época no enésimo treinador. E impensável também perder pontos contra o seu antecessor em Chamartin, que ele ainda há bem pouco tempo tinha humilhado com declarações impróprias entre profissionais do mesmo ofício.

Mourinho não tem que se queixar das arbitragens. Toda a gente sabe que é “mestre” nessa matéria. Sem falar da sua passagem por Portugal, onde tirou esse curso com distinção, basta dizer o que se passou em Espanha desde que ele impôs como estratégia colectiva a crítica e a pressão sistemática sobre as arbitragens dentro e fora do campo.

Ainda há dias um jornal espanhol de Madrid enumerava os oito penalties, voluntária ou involuntariamente, perdoados ao Real Madrid nestes últimos dez jogos, alguns dos quais, a serem marcados e convertidos, teriam mudado completamente o sentido do resultado.

Falando apenas dos mais recentes: em Sevilha contra o Bétis, no último minuto, Sérgio Ramos defendeu a bola com a mão. O árbitro nada assinalou e o RM ganhou 1-0. Hoje contra o Villarreal, na primeira parte, Arbeloa agarrou a camisola de Nilmar e a de Marco Ruben, ambas as vezes dentro da área, sem que o árbitro nada assinalasse. 

Que pretende Mourinho? Mourinho reage como os animais: vira-se contra o que está mais próximo em caso de adversidade. E como foi da falta sobre que resultou o golo de Sena, Mourinho contesta a falta. Sem qualquer razão. Se culpas houve de alguém, elas foram de Casillas, um grande guarda-redes e um excelente desportista, que para azar seu deu um pequeno passo para a direita no momento em que Sena marcou o livre, ficando depois sem tempo e sem reflexos para rectificar e recuperar a bola chutada para a sua esquerda.

E depois a má criação de Mourinho propaga-se ao banco e aos jogadores. Rui Faria, que frequentemente tem sido indisciplinado no banco, foi expulso mais uma vez. E dentro do campo, Sérgio Ramos, o jogador mais indisciplinado da história do Real Madrid, teve uma entrada assassina sobre um adversário. Logo, só poderia ser expulso. E Özil, tão bom jogador, mas com tão maus exemplos vindos de cima, não se conteve e insultou o árbitro, sendo também expulso. A caminho do balneário, Cristiano Ronaldo, emocionalmente instável pelas fenomenais exibições de Messi e pelos exemplos negativos de Mourinho, “safou-se” de ser expulso, apesar dos gestos com que provocou o árbitro; Pepe, um jogador que raia o ilícito penal, já não teve a mesma sorte: foi também expulso por ter insultado o árbitro no corredor de acesso às cabines.

E, assim, o maior clube da história do futebol mundial vê-se enxovalhado com cinco expulsões, apenas por o seu corpo técnico não aceitar perder pontos nessa luta de vida ou de morte que Mourinho, por idolatria pessoal, trava com o fenomenal Barcelona…o qual, certamente por acaso, nos últimos dez jogos, foi tão prejudicado quanto o Real Madrid foi beneficiado.

Depois do que se passou esta noite e dos ataques que a imprensa madridistas de referência amanhã não vai deixar de fazer ao comportamento de Mourinho, crescem as hipóteses de ele abandonar a Espanha…mesmo sem ganhar nada!

quarta-feira, 21 de março de 2012

AINDA A ARBITRAGEM DE BRUNO PAIXÃO



ARGUMENTOS?

 

Continua a campanha contra Bruno Paixão promovida pelo Sporting e apadrinhada pelo FCP. Agora corre na internet um abaixo-assinado a pedir a sua irradiação. E porquê?

Não se percebe bem porquê. Bruno Paixão não será certamente um árbitro excelente como não é nenhum outro que apita em Portugal. Deve ter cometido durante a sua carreira vários erros como também tantos outros. Parece haver contudo uma pequena grande diferença: é que contra as suas arbitragens têm protestado o Benfica, o Porto e o Sporting. Pedro Proença, por exemplo, poderá dizer o mesmo? Não, seguramente não pode.

E embora um erro seja sempre um erro e um erro grave seja sempre grave seja quem for que dele beneficia não deixa de constituir um ponto a favor de Bruno Paixão o facto de os três grandes serem os principais queixosos. Se no cômputo das suas arbitragens os pequenos acabam por ser aqueles a quem os seus erros involuntários aproveitam então a conclusão que se tem de tirar é que Bruno Paixão é uma excepção à regra. É que os erros de todas as outras arbitragens favorecem sempre, sem excepção, os grandes. E quando circunstancialmente um pequeno é favorecido isso somente acontece (certamente por acaso) para indiretamente favorecer outro grande.

Mas nem disto o Sporting se pode queixar em Barcelos. Que outro grande lucraria com os erros de arbitragem desfavoráveis ao Sporting?

Analisada friamente a arbitragem de Paixão no jogo Gil Vicente-Sporting o único erro que ele cometeu foi o de não ter mostrado um cartão amarelo a João Pereira por ter jogado a bola com a mão dentro da área.

A paranoia sportinguista (desculpem o termo, mas é mesmo disto que se trata) tem sido muito bem acompanhada nos media pelos comentadores afectos ao clube e por todos aqueles outros que, por razões tácticas, os apoiam. Argumentos, porém, não apresentam. Apenas e só insinuações. E perante a evidência dos factos tentam a sua desvalorização antecedendo-os de adjectivos dou de frases destinados a pô-los em dúvida. Perante uma mão dizem a alegada mão; se há uma entrada faltosa falam na alegada falta; se um jogador do Sporting faz falta merecedora de grande penalidade omitem a falta e limitam-se a dizer que o árbitro marcou outro penalty , para deixar na mente de quem lê a ideia de que o penalty é uma invenção do árbitro e não o resultado de uma infracção e assim sucessivamente. Truques de televisões e de comentadores que privilegiam a estupidez e desprezam a inteligência.

De facto, ninguém foi capaz de dizer com factos e interpretações correctas da lei onde é que o homem errou.

Francamente, perguntar a Pedro Henriques como é que ele teria feito é como encarregar um duplo repetente de explicar a matéria em que ele acaba de chumbar pela segunda vez. E aquela de Coroado dizer que apitar é mais do que aplicar um conjunto de regras e que faltam a Pedro Paixão qualidades para dirigir um grupo de homens só nos pode fazer rir. Coroado, o tal que é do Belenenses como antigamente se era da Académica, não tem a menor autoridade para falar nestes termos, pois se alguma coisa o caracterizava era exactamente o contrário daquilo que ele diz faltar a Bruno Paixão. Era um árbitro caprichoso, com tiques acentuados de autoritarismo e sem a inteligência nem a coragem moral para reconhecer os erros. Quem não se lembra daquela famosa expulsão de Cannigia contra o Sporting por ele, Coroado, ao mostrar-lhe o primeiro cartão amarelo ter suposto que lhe estava a mostrar o segundo?