segunda-feira, 5 de março de 2012

SPORTING AGUENTA O QUARTO LUGAR



DERROTA DO MARÍTIMO EM GUIMARÃES
V. Setúbal vs Sporting (António Cotrim/Lusa)
 O Sporting, que recebeu um grande alento na sexta-feira, com a derrota do Benfica em casa contra o Porto, não conseguiu, mesmo assim, evitar a derrota em Setúbal.  
Para os sportinguistas, a perda de oito pontos pelo Benfica em três jogos consecutivos, já representava uma grande vitória, tanto mais que tinham quase por certo a vitória em Setúbal e a continuação do descalabro benfiquista.
O primeiro pressuposto, infelizmente para os sportinguistas, não se verificou. Na linha das fracas exibições que a equipa vem fazendo com Sá Pinto, o Sporting repetiu em Setúbal aquilo que tem sido a sua prestação nos jogos anteriores. Com a diferença de, desta vez, ter saído derrotado, como aliás poderia ter saído de todos os anteriores confrontos realizados sob o comando do novo treinador.
Ontem, o Sporting fez uma péssima primeira parte e na segunda não melhorou praticamente nada, tanto mais que, com excepção da grande penalidade de que beneficiou, não contou com outra oportunidade de golo.
Com esta vitória por 1-0, o Setúbal dá um passo importante no sentido da manutenção. Mas ainda há um largo caminho a percorrer, embora seja óbvio que a equipa, competitivamente, melhorou muito com a chegada de José Mota.
O Sporting, apesar da derrota, conseguiu aguentar-se no quarto lugar, porque o Marítimo perdeu em Guimarães que, assim, se consolida na sexta posição.
No sábado, antes do jogo do Sporting, o Braga manifestou mais uma vez a sua classe e a excelente forma em que se encontra, vencendo na Madeira o Nacional por 3-1, depois de ter estado a perder.
Com mais esta vitória fora, o Braga perfila-se como um dos grandes candidatos ao título, apesar dos jogos muito difíceis que tem pela frente. Mas tudo vai depender do jogo contra o Porto. Se o Braga ganhar, é de admitir que seja campeão… a menos que algo de anormal se passe. Como já dissemos, o Benfica não irá muito provavelmente constituir um obstáculo à caminhada dos bracarenses, já que há todas as razões para supor que o descalabro benfiquista vai continuar.
Entretanto, nos outros jogos, o Beira-Mar continua a afundar-se e o Paços de Ferreira a distanciar-se da zona de despromoção.
Comentando os jogos, na SIC N, Rui Santos não cabe em si de contente com a derrota do Benfica e no seu estilo intriguista, provocador e sectário vai espalhando veneno, embora em doses porventura letais, apenas para atrasados mentais.  

ADITAMENTO

Revistos alguns dos lances a que Rui Santos se referiu, nomeadamente a falta que antecede o segundo golo do Benfica, não poderá deixar de dizer-se que o comentador da SIC falseia sem pudor a realidade. Numa jogada insusceptível de um juízo de ciência, mas antes sujeita a um juízo de valor, o dito comentador optou pela única conclusão que não colhe qualquer consenso.

Quando alguém qualifica categoricamente um lance de futebol sem avisar o leitor, ouvinte ou espectador, que está fazendo uma interpretação valorativa antes deixando subentendido que está a formular um juízo de ciência - como acontece quando a bola sai ou não fora do campo, entra ou não na baliza, o jogador está ou não em jogo -  esse alguém está tentando vigarizar quem o lê, ouve ou vê.

Os meio de comunicação social não deveriam admitir gente desta nas suas fileiras, sob pena de com ela serem confundidos.

sábado, 3 de março de 2012

O BENFICA PORTO REVISTO A FRIO

ANÁLISE DA DERROTA DO BENFICA
Dragões vencem na Luz e isolam-se na liderança


Quem reviu ou puder rever todo o jogo, de princípio a fim, inclusive as imagens iniciais da entrada das equipas em campo, não pode deixar de notar que o semblante dos jogadores do Benfica era de grande apreensão. Contraídos, com um rictus facial tenso denotador de preocupação excessiva. Não era excesso de concentração, nem sequer concentração devida, era muito mais o espelho de uma excessiva preocupação que disfarçava falta de confiança.

O mesmo se diga do treinador jorge Jesus que manteve praticamente desde início essa mesma atitude. A sua tradicional exuberância gesticular foi substituída, salvo em duas ocasiões, por um indisfarçável receio do que poderia vir a acontecer.

Contrariamente a Vítor Pereira que manteve do princípio ao fim do jogo, mesmo quando estava a perder, uma concentração confiante e optimista que se lhe via no rosto. O mesmo se pode dizer dos jogadores do Porto que nunca demonstraram nas imagens iniciais, nem depois, qualquer tipo de falsa concentração que os inibisse de jogar para ganhar. Com excepção de Rolando e Maicon, talvez por saberem que têm o lugar em risco ou que estão permanente sob exame, todos os demais abordaram o jogo com grande confiança – uma confiança que esta época lhes tem por vezes faltado contra equipas incomparavelmente mais fracas.

Esta diferente atitude psicológica dos dois treinadores é decisiva para o estado de espírito das respectivas equipas. Prova de que Jesus estava com medo são as estúpidas considerações que na véspera do jogo teceu sobre os reforços de Inverno do Porto. São próprias de um homem que está sob tão forte pressão, da qual não consegue libertar-se, que sente necessidade de procurar escapes noutros domínios por mais tontos e sem sentido que esses domínios sejam.

Jesus é num certo sentido uma personalidade bipolar: oscila entre fases de despropositado triunfalismo que o torna eufórico e arrogante e outras de profunda depressão, como ontem à noite, por ele tão difíceis de as aceitar quanto por mais incompreensíveis as tem.

É claro que isto se transmite à equipa. Ou seja, ele não sabe nem é capaz de transmitir à equipa o estado de espírito de que ela necessita em cada momento. Transmite-lhe euforia quando deveria proporcionar-lhe contenção e responsabilidade competitiva e propaga-lhe depressão e receio quando lhe deveria induzir confiança e certeza na vitória.

Dito isto, a primeira conclusão que se retira, depois de revisto, a frio, o jogo, é a de que o Porto ganhou bem. Foi quase sempre a melhor equipa em campo. Mais perigosa, mais confiante e mais criativa.

A segunda conclusão é a de que uma das causas da vitória do Porto está na sua muito melhor condição física. Quem está de fora não sabe se a condição física provém da confiança ou se é a confiança que resulta da condição física. Mas do que não pode haver dúvidas é que o Porto esteve sempre muito melhor fisicamente do que o Benfica. Tal como o ano passado, o Benfica estourou no momento crucial da época.

Há jogadores no Benfica que estão num estado deplorável e que, por isso, não deveriam ter jogado. Um deles é Luisão que não podia com as pernas. Não se pode exigir a um jogador com a sua compleição física que esteja a cem por cento num decisivo Benfica-Porto quando um dia ou dois antes do jogo andou em viagens e em concentração da selecção do Brasil. Garay, embora com outra capacidade física, também se ressentiu. Gaitan não joga nada há vários jogos e Jesus insiste em pô-lo a jogar. Porquê? Mistérios … que deveriam ser desvendados. Tanto mais que Gaitan, mesmo em forma, não tem futebol para mais de uma hora. Javi Garcia regressou, mas jogou mais com o físico de com os pés …na bola. Witsel, apesar da sua juventude, também se ressentiu do jogo de quarta-feira bem com Maxi, embora este menos. Artur, aparentemente mal batido no primeiro golo – um grande golo a mais de cem à hora – esteve muito mal no terceiro golo. Artur tem dado muitos pontos ao Benfica durante a época, mas quando os benfiquistas precisavam que ele fosse apenas regular tem estado aquém das necessidades. Rodrigo, por último,  nunca mais foi o mesmo depois da pancada que Bruno Alves lhe deu em S. Petersburgo.

Os jogadores do Porto, pelo contrário, mesmo os que jogaram na quarta-feira ou na terça fizeram todos um grande jogo com destaque para o incomparável James Rodriguez, uma pérola.

E isto demonstra também que mais uma vez a esperteza saloia de Jesus se virou contra ele. A marcação do jogo para sexta-feira acabou por ser fatal para o Benfica.

Finalmente o árbitro. É verdade que Pedro Proença fez várias "sacanices" como de resto tem feito na dezena de jogos em que já apitou as duas equipas sempre com prejuízo para o Benfica. O Benfica deveria ter recusado o árbitro quaisquer que fossem as consequências. Nem que perdesse o jogo na secretaria. Por uma razão muito simples: é que tanto o Benfica como Proença estão profundamente condicionados um pelo outro. Falar no fim não adianta nada.

Os erros inadmissíveis da equipa de arbitragem estão na validação do terceiro golo do Porto – de facto, só não viu quem não quis – e na expulsão de Emerson. Inacreditável! Nenhum dos cartões é devido. Nem mesmo o segundo. A jogada, apesar de faltosa, não é violenta nem prometedora, já que um segundo jogador do Benfica ficaria ou cortaria a bola logo a seguir. Foi uma expulsão maldosa e intencional de Proença. Mas há mais: na primeira parte cortou, com base numa pretensa falta de Witsel sobre Moutinho, um contra-ataque perigoso do Benfica enquanto na segunda, numa jogada exactamente igual, desta vez contacto de Maicon sobre Witsel, deixou jogar, dela resultando o segundo golo do Porto.

Os demais lances de decisão complicada - mão na área de um defesa portista no remate que antecedeu o primeiro golo de Cardozo; mão de Maicon dentra da área em dispauta de bola com Nolito; braço de Cardozo na área do Benfica - são aceitáveis nos termos em que foram decididos.

Disciplinarmente, Maxi deveria ter sido punido no fim do jogo e Maicon e Gaitan a meio da segunda parte, aliás, na sequência de uma jogada em que deveria ter sido marcado falta, sobre a área do Porto, por entrada de Maicon à bola e às pernas do argentino . 
Uma coisa é porém certa: com ou sem as ”sacanices”de Proença, o Porto, jogando como jogou, teria sido sempre melhor do que o Benfica, tivesse ou não ganho.

Para o Benfica o pior está para vir. Um descalabro como o do ano passado é perfeitamente possível. E não parece que Jesus esteja à altura de o evitar…

sexta-feira, 2 de março de 2012

COMO SE PREVIA, O BENFICA PERDEU



O PORTO SERÁ CAMPEÃO

Este jogo marca definitivamente o fim do mito Jesus no Benfica. Jesus é manifestamente um homem pouco inteligente, pouco ou nada instruído, triunfalista quando deveria ser moderado, e sem categoria para treinar um plantel como aquele que o Benfica tem este ano.

Três derrotas em quatro jogos, nenhuma vitória e oito pontos perdidos para o campeonato é um recorde difícil de bater em qualquer equipa que luta pelo título em qualquer parte do mundo.

A estupidez de Jesus, como aqui se referiu ainda ontem, chega ao ponto de se estar a pronunciar sobre as aquisições de Janeiro do Porto, em vez de falar sobre a sua equipa, como lhe competia.

Não adianta estar a falar de arbitragens. Proença tem pouca categoria, já se sabe, é pressionável, mas tanto o Benfica como o Porto têm de estar acima dessas contingências.
O que conta é derrota em casa por 3-2!
Agora só resta ao Benfica lutar pelo segundo lugar, o que está longe, muito longe, de estar garantido. O campeonato está perdido e o mais provável é que o Benfica continue a perder pontos até ao fim.

Falta ainda dizer que Emerson tem causado este ano diversos problemas ao Benfica pelos quais o jogador não é responsável. O Benfica tem no plantel um campeão da Europa e do Mundo para o lugar de lateral esquerdo,  que Jesus por estupidez, teimosia ou por outro motivo ainda pior e inconfessável se recusa a pôr a jogar.

Terça-feira o Benfica tem a sua prova definitiva e Jesus ou será imediatamente despedido ou ficará apenas até ao fim da época. Se o Benfica for eliminado, como muito provavelmente acontecerá, Jesus não tem condições para continuar. Se passar o Zénite, a derrota contra o Porto não será esquecida, bem como a perda do campeonato na Luz, e, portanto, no fim da época terá igualmente de se ir embora.

Chega de Jesus no Benfica!

O EMPATE DA SELECÇÃO NA POLÓNIA





ATÉ ONDE PODE CHEGAR A SELECÇÃO?
Numa semana de jogos internacionais particulares, a selecção portuguesa de futebol foi a Varsóvia defrontar a sua congénere polaca na inauguração do Estádio Nacional polaco que servirá de palco à abertura do Euro 2012.
Praticamente na sua máxima força, a selecção portuguesa começou bem o jogo contra os polacos e até poderia, por mais de uma vez, ter-se adiantado no marcador se não fosse o egoísmo de Nani e também de Ronaldo.
Nani e Ronaldo, juntamente com Fábio Coentrão, são as grandes estrelas da selecção. Ronaldo tem até por ambição ganhar o próximo campeonato da Europa. Uma ambição muito dificilmente concretizável.
Primeiro, porque Ronaldo não tem na selecção portuguesa os mesmos jogadores que no Real Madrid ou no Manchester lhe permitem ou permitiram fazer grandes exibições; e depois, porque tanto ele como Nani, principalmente Nani, revelam uma sede de protagonismo que, em equipas sem os recursos das equipas onde normalmente jogam, acaba por lhes ser fatal.
Uma selecção como a portuguesa, que é uma equipa da média alta do futebol europeu, não pode desperdiçar por egoísmo ou ineficácia as oportunidades que o jogo lhe proporciona. Desperdiçando estas, dificilmente aparecerão outras.
Foi o que se passou na primeira parte do jogo contra a Polónia. O ponta de lança da selecção, no caso Hugo Almeida, poderia ter marcado se tivesse havido menos individualismo.
E a equipa portuguesa só não perdeu, porque a Polónia que desfrutou de excelentes ocasiões no fim do jogo, e também no fim da primeira parte, as desperdiçou igualmente ou porque encontrou em Rui Patrício um obstáculo intransponível, o que nem sempre é exigível que aconteça.
Daí que o 0-0 seja um resultado aceitável.
Quanto ao resto, a equipa revelou as habituais fragilidades defensivas, agravadas pela lesão de Coentrão logo no princípio do jogo. João Pereira está longe de corresponder às exigências da selecção, mas Paulo Bento insiste por teimosia ou por ausência de soluções alternativas. Coentrão também não tem do lado esquerdo substituto à altura, como se viu.

No centro da defesa não houve desta vez agressões, o que já é positivo, mas nada garante tanto Bruno Alves como Pepe, principalmente este, não percam a cabeça à menor contrariedade. O que constituiria sempre um problema porque também não há hoje substitutos à altura. Rolando, embora num outro estilo, também comete muitas faltas, principalmente pela frequência com que joga a bola com a mão.
No meio do campo, poderá juntar-se aos que jogaram Carlos Martins e, eventualmente, Hugo Viana, que continua a fazer em Braga grandes exibições, apesar de aparentemente não fazer parte das escolhas de Paulo Bento.
Foi positiva a chamada à selecção de Nelson Oliveira, uma grande promessa do futebol português, praticamente ignorado no Benfica de Jesus.
Na baliza Rui Patrício esteve bem, muito bem até, sem desta vez manifestar o mais leve sinal de intranquilidade, circunstância que noutras ocasiões lhe tem valido exibições irregulares, misturando o óptimo com o mau.
Uma coisa é certa: somente uma selecção muito rigorosa, jogando nos limites da sua competência, poderá aspirar a uma passagem aos quartos de final num grupo que integra a Alemanha, a Holanda e a Dinamarca.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O TREINADOR DO BENFICA NÃO APRENDE



QUEM NÃO APRENDE O QUE É?
«Lucho não melhorou muito o FC Porto» (SAPO)
 Jesus não aprende nada com as derrotas passadas nem com o efeito da sua desordenada e mal concebida verborreia. Quem tem na língua portuguesa um adversário de respeito, deveria antes de mais aprender a contornar esse obstáculo em vez de lhe tentar fazer frente com os poucos recursos de que dispõe.
Jesus exprime com muita dificuldade uma ideia. Há quem diga que ele pensa, logo que tem ideias, só que não sabe exprimi-las. Mesmo aceitando como válida uma explicação que está longe de o ser, ela, a ser aceite, só deveria fazer com que as declarações do treinador do Benfica fossem muito mais cuidadas e preparadas por quem sabe. Se não é exigível que relativamente a ele lhe metam na mão um papel escrito sempre que tem de falar, como passaram a fazer com o presidente, além do mais porque haveria sempre o problema da leitura, já seria perfeitamente concebível que as suas intervenções, pelo menos as que se referem aos grandes jogos, fossem preparadas em colaboração com o assessor de imprensa do clube.
Jesus foi o ano passado humilhado por duas vezes na Luz pelo Futebol Clube do Porto – e com ele todos os benfiquistas – em condições difíceis de esquecer – vitória do campeonato na Luz e eliminação da Taça de Portugal, depois da vitória por 2-0 no Porto – logo, mandaria a prudência, ainda por cima tendo em conta o que se passou nos últimos três jogos do Benfica, que no lançamento de jogo de amanhã só falasse do seu clube e não estivesse a mandar palpites sobre a mais-valia ou a menos valia dos jogadores contratados pelo Porto no mercado de Janeiro. Porque Jesus não está livre que qualquer um dos dois jogadores por ele referidos – Lucho e Janko - lhe "afinfem" dois golos no jogo de amanhã.
Depois da asneira que foi a marcação do jogo com o Porto para dois dias depois do jogo da selecção, seguramente baseada na convicção de que o jogo se disputaria com uma considerável diferença pontual favorável ao Benfica, o que Jesus deveria agora fazer era ser muito prudente e abordar o jogo de amanhã com todas as cautelas. Mas não, continua na mesma…

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O BENFICA EM QUEDA LIVRE



IMINÊNCIA DE DERROTA EM TODAS AS FRENTES


Académica v Benfica Liga Zon Sagres J20 2011/2012


O Benfica está em queda livre. No plano interno, em duas deslocações, a Guimarães e a Coimbra, perdeu a vantagem que a perda de pontos do Porto lhe havia proporcionado. No plano externo, a derrota de S. Petersburgo não augura nada de muito positivo no jogo da segunda eliminatória.

As causas desta queda livre do Benfica têm de ser exclusivamente imputadas ao treinador. Logo que o Benfica se destacou do Porto e realizou algumas exibições contra adversários menores, muito enaltecidas por alguma crítica, o triunfalismo de Jesus passou a ser evidente.

Impreparado para conviver com o êxito, Jesus toma com muita facilidade a nuvem por Juno, e inicia de imediato um discurso que, além de galvanizar os adversários, acaba também por retirar concentração competitiva à equipa.

Ser vencedor ao mais alto nível implica ter os jogadores em permanente estado de tensão, em fazer-lhes perceber que se pode perder muito rapidamente o que se alcançou se o próximo jogo não for encarado ainda com mais espírito competitivo que o anterior.

Quando Jesus exultava com os feitos do Benfica e exibia, mais por atitudes do que por palavras, um triunfalismo inaceitável e contraproducente, estava, sem o saber, a desmobilizar a equipa.

Um treinador tem de estar permanentemente preocupado com o próximo jogo por mais importante que tenha sido a vitória acabada de alcançar. Não foi essa a mensagem que o treinador passou. E o resultado viu-se.

Pode dizer-se que em Coimbra o Benfica teve algum azar, já que em condições normais a exibição teria sido suficiente para assegurar a vitória. Pode ser que tenha havido algum azar. Mas já não é uma questão de azar que este “azar” tenha acontecido depois de duas derrotas.

Agora o Benfica vai ter de jogar tudo no próximo jogo contra o Porto. Que, ao contrário do que diz Jesus, é para o Benfica um jogo decisivo. Se perder, perderá a Liga. Aliás, as hipóteses de derrota são maiores do que as de vitória. O Porto, curiosamente, apesar de goleado na Liga Europa, chega à Luz psicologicamente mais forte do que o Benfica. É que o Benfica, por força do tal triunfalismo acima referido, já tinha a vitória no campeonato como “favas contadas” e está agora a jogar contra a decepção de o recear perdido. Depois de recuperados cinco pontos em dois jogos (é obra!) e com a lembrança do ano passado a pesar na cabeça dos jogadores benfiquistas, o Porto é um sério candidato à vitória.

Quanto ao resto, o Braga espreita ainda a possibilidade de ser campeão – facto que não depende de terceiros – enquanto o Sporting mantém com o Marítimo uma luta acesa pelo quarto lugar.

O grande clássico Benfica-Porto, na sexta-feira, dois dias depois dos jogos das selecções, é mais uma asneira de Jesus, apenas explicável por à data da sua marcação o treinador do Benfica ter contado com uma diferença pontual de, pelo menos, cinco pontos. Ou seja, mais uma manifestação do tal triunfalismo de que falámos.

Os próximos oito dias são decisivos para o Benfica e para Jorge Jesus. Mais para o Benfica que tem muito mais a perder do que para o treinador, a quem mais duas derrotas só poderiam fazer bem…Supondo que ele ainda está em idade de aprender

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SPORTING APURADO NA LIGA EUROPA


BRAGA ELIMINADO
Matías Fernandéz abriu a porta dos "oitavos"



Num jogo muito sofrido contra uma equipa fraca, mas muito aguerrida, o Sporting ganhou ao Legia de Varsóvia por 1-0, tendo o golo sido marcado na fase do jogo em que mais dificuldades estava a sentir.

Duas notas sobre a equipa do Sporting: primeira sobre a arbitragem; a segunda sobre a condição física.

Mais uma vez o Sporting teve a sorte de contar com uma arbitragem simpática. Na primeira parte, Polga cortou a bola com a mão dentro da área e o árbitro nada assinalou; na segunda parte, João Pereira derrubou um adversário dentro ou fora da área (pareceu dentro) e o árbitro que poderia ter tomado a decisão mais desfavorável, acabou concedendo o livre sobre a linha.

Situações como esta têm acontecido vezes sem conta ao Sporting esta época, bem como em épocas anteriores. Decisões que tomadas noutro sentido poderiam ter mudado completamente a sorte do jogo.

A outra questão que parece não preocupar os sportinguistas é a quantidade de lesões musculares que afecta a equipa, facto que obviamente tem a ver com a natureza da preparação física ministrada. Desta vez três jogadores tiveram de sair por falta de condição física e o próprio Rui Patrício chegou a ameaçar claudicar numa altura em que já não havia a possibilidade de substituição.

O Sporting acabou ganhando o jogo num livre, marcado por Matias Fernandez, fazendo o  golo que tranquilizou a equipa. O golo que os polacos não foram capazes de marcar.

Que não haja ilusões, todavia. O Sporting está muito longe de ter uma boa equipa, embora seja uma equipa muito voluntariosa e batalhadora. Mas tudo, de um momento para o outro, pode cair se encontrar um adversário valioso que naturalmente o derrote.

Na Turquia, o Braga não resistiu à derrota de há oito dias em casa por 2-0 e acabou sendo eliminado, não obstante a vitória de hoje em Istambul por 1-0. O Besiktas segue em frente.

PORTO GOLEADO EM MANCHESTER



A FRUSTRAÇÃO DE UMA ÉPOCA

O Porto somou a décima sexta derrota na Inglaterra, onde nunca ganhou para uma competição europeia, maldição que se estende ao próprio Pais de Gales no qual o Porto também já foi eliminado pelo Wrexham, na época 1984/85, que hoje milita naquilo a que se poderá chamar a quinta divisão inglesa e que naquela época competia numa divisão inferior.

Esta derrota por 4-0 e a consequente eliminação, depois do afastamento da Champions League, não deixa de constituir um rude golpe desportivo e financeiro para a equipa da Antas que este ano acalentava esperanças de poder disputar com pretensões a prova máxima do futebol europeu.

Com uma equipa praticamente igual à do ano passado, menos Falcao, mas com Iturbe, anunciado pelos responsáveis do Porto como um novo Messi, e sem Villas-Boas, o Porto nunca se conseguiu encontrar como equipa, apesar de no Campeonato manter intactas as possibilidades de vitória.

A enorme legião de comentadores, oficiais e oficiosos, afectos ao Porto passou a época a “chorar” por Falcao tal como há dois anos passara todo o campeonato a carpir a ausência de Lucho, o que não deixa de ser um modo sombrio e até doentio de encarar o futebol moderno, que, como se sabe, não se compadece com esses sentimentalismos. Aliás, Pinto da Costa dizia o ano passado, quando comemorava com auto-suficiência as vitórias da época, que tinha no plantel substitutos para todos os que tinham jogado com mais regularidade, excepto para Hulk.

Ontem, o Porto, além de perder, foi também goleado, o que de resto não é a primeira vez que sucede na Inglaterra. E não deixa de ser ridículo que perante uma tão grande diferença exibicional entre as duas equipas, traduzida numa eficácia de competência, alguns responsáveis do Porto e comentadores continuem a afirmar que o Porto até não jogou mal, só que não soube… (fazer isto ou aquilo).

De facto, não foi nada disso o que se passou. Tanto no Porto como em Manchester, o City foi sempre muito mais equipa em todos os domínios, essa a razão por que venceu a eliminatória por 6-1!

Com esta derrota fica também manchada a famosa competência técnica de Pinto da Costa, responsabilizado pelos adeptos pelas escolhas desastrosas e arrogantes em matéria de equipa técnica, considerada culpada pela má época europeia do Porto.

Mas, a ser assim, fica também demonstrado que afinal a “estrutura” do Porto não é aquela tal máquina oleada capaz de suportar qualquer andamento. Pelo contrário, o que a presente época do Porto revela é que nenhuma destas grandes equipas dos pequenos países tem condições para manter, contrariados, os grandes jogadores que aspiram, depois das vitórias alcançadas, por grandes contratos nas equipas ricas do futebol europeu.

O Porto de há uns anos, constituído por um núcleo forte de jogadores portugueses, muitos deles da área geográfica do clube, ainda poderia ter a pretensão de manter a equipa coesa face à “ameaça” externa. Mas hoje tudo mudou. Mais correctamente: tudo começou mudar na segunda época de Mourinho no Porto. É nessa altura que se altera definitivamente a “estrutura” do plantel do Porto. Os jogadores ou são estrangeiros ou, se são portugueses, são do sul, não tendo sequer alguns deles qualquer problema em não se identificarem afectivamente com o clube.

Ainda está para se saber como vai o Porto “digerir” esta mudança. Para uma equipa que assentou, pelo menos desde que Pinto da Costa lá está (há décadas), no “bairrismo” agressivo e xenófobo a sua força, que sentido faz para um colombiano ou peruano esta conversa? Ou seja, o Porto também vai ter de se reconverter. Vai ter de ser um clube igual aos outros. O que se está a passar este ano é uma boa ajuda…

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O BENFICA EM QUEBRA



RESISTIRÁ O BENFICA AO INVERNO?
Aimar entre Leonel Olímpio e Paulo Sérgio (foto AP)



Depois da derrota em S. Petersburgo, contra o Zénite, em condições que logo levantaram dúvidas quanto à real capacidade da equipa no presente momento da época, o Benfica voltou a claudicar, desta vez no Campeonato Nacional, perdendo em Guimarães por 1-0.

Já não a primeira vez que a equipa comandada por Jorge Jesus soçobra no momento crucial da época. Sucedeu assim o ano passado: depois de um começo para esquecer, o Benfica reequilibrou-se, mas voltou a cair na parte decisiva da época. E mesmo no ano em que foi campeão com Jesus ninguém poderá esquecer o desastre de Anfield Road, ocorrido num período em que o Liverpool já tinha mergulhado na crise em que ainda se encontra.

Mas se no ano passado ainda poderia haver uma pequena justificação para o que sucedeu, dada a exiguidade do plantel e a ausência de grandes nomes no banco, coisa que este ano não poderá servir de desculpa já que o Benfica reuniu na sua equipa um dos melhores planteis da sua história centenária.

Há quem fale na ausência de Javi Garcia para justificar as derrotas e até diga que as três derrotas oficiais do Benfica aconteceram em jogos em que o espanhol não jogou. Por maiores que sejam os méritos de Javi, e certamente são pelo extraordinário equilíbrio que assegura à equipa, nenhum conjunto poderá ficar prisioneiro da ausência de um jogador.

O problema tem mais a ver com a situação em que a equipa se encontra: a incapacidade demonstrada nos dois últimos jogos de criar verdadeiras oportunidades de golo e a fragilidade defensiva. Na Rússia os golos marcados foram mais demérito do adversário, nomeadamente do guarda-redes, do que mérito do Benfica. E os golos sofridos, com excepção de um, foram nos dois jogos resultantes de erros defensivos.

Nos próximos três jogos se decidirá o futuro do Benfica este ano nas provas em que ainda está e que  verdadeiramente interessam: o campeonato e a Liga dos Campeões. Os jogos de Coimbra e contra o Porto na Luz serão decisivos. Um Benfica normal, sem quebras, tinha todas as condições para levar de vencida os dois encontros. A Académica há muito entrou em crise e o Porto, não obstante o ambiente dos grandes jogos, continua muito longe da equipa que foi o ano passado, como nestes últimos oito dias se viu nos jogos contra o City e contra o Setúbal.

Na Liga dos Campeões, se é certo que ninguém poderá exigir ao Benfica que vença todos os encontros, também não é aceitável que seja eliminado pelo Zénite de S. Petersburgo, cuja equipa é inferior. Mas vai ser muito difícil ao Benfica superar na Luz a desvantagem contra a equipa treinada por Spalletti.

Depois da derrota do Benfica, Porto e Braga ficaram mais perto. E o Sporting mais feliz, já que o grau de felicidade de uma grande parte os seus adeptos não se mede pelas vitórias da sua equipa, mas pelas derrotas do Benfica (ver, por exemplo, a efusiva alegria do inconfundível E. Barroso).

A propósito: o Sporting continua apostado em fazer da arbitragem o bode expiatório dos seus inúmeros desaires. Depois do que se tem passado este ano, depois inclusive da forma como a equipa assegurou a presença na final da Taça de Portugal, não deixa de ser caricato e totalmente desprovido de pudor o longo protesto enviado à comissão de arbitragem após o jogo contra o Paços de Ferreira.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

BENFICA PERDE EM S. PETERSBURGO



DERROTA COMPROMETEDORA
Shirókov corrige a Zhevnov en medio del intenso frío


Num tereno impróprio para a prática do futebol, o Benfica perdeu em S. Petersburgo, contra o Zenit, por 3-2.

A invocação do estado do terreno, igual para as duas equipas, não serve obviamente de desculpa, mas é inaceitável que a UEFA tão frequentemente exigente a despropósito permita que uma das provas máximas do calendário futebolístico mundial se possa jogar num campo sem relva. Não é somente a temperatura exterior que é inaceitável para a prática do futebol, é também o pretenso relvado - uma vergonha.

Se a UEFA quer manter os jogos na Rússia e noutros países em Fevereiro terá de alterar os regulamentos e exiir que tais jogos se realizem em recintos fechados e em relava artificial. Assim, como se jogou hoje, não é admissível.

Mas sabe-se como é o futebol internacional. Sabe-se como actuam a FIFA e a UEFA. O que não se sabe nem se compreende é por que tanto uma como outra podem actuar com tanta impunidade.

Mas vamos ao jogo. Desde o início ficou claro que o Benfica iria privilegiar um tipo de jogo – futebol directo e muito físico – que nada tem a ver com o modo como habitualmente joga. O Zenit, pelo contrário, manteve o seu estilo habitual. Começou rápido e aproximou-se da área do Benfica várias vezes com relativa facilidade. O Benfica não conseguia ligar o jogo. Na frente, Cardozo e Rodrigo não conseguiam segurar a bola e Bruno César também não estava a ser o jogador que o Benfica precisava. Apenas Gaitan ia dando sinais da sua classe em jogadas individuais.

Quando o jogo parecia assentar, uma entrada brutal de Bruno Alves – um verdadeiro animal – colocou Rodrigo fora do campo, provavelmente com uma lesão grave. Quase a pedido, o árbitro deu-lhe o amarelo, quando pura e simplesmente o deveria ter expulsado. Na RTP, o incrível Tadeia não tem uma palavra sobre a entrada assassina do ex-jogador do Porto. Apenas finge apenas preocupação com a lesão de Rodrigo. O brasileiro ainda regressou, inferiorizado, mas apenas para dar tempo a Aimar de fazer um aquecimento conveniente.

Com a entrada de Aimar o jogo do Benfica até melhorou. Passou a haver ordem no meio campo e outra ligação entre os sectores.

E é na sequência de uma falta marcada por Cardozo que o Benfica marcou o primeiro golo, por intermédio de Maxi Pereira. O guarda-redes russo defendeu para a frente e Maxi, mais rápido, fez a recarga vitoriosa.

O Zenit reagiu logo a seguir em força. Pressionou de imediato o Benfica e numa boa jogada de ataque empatou com um bom golo, num remate de primeira de Shirokov que não deixou tempo de reacção a Artur.

Após o golo, a pressão do Zenit abrandou, mas o Benfica não se prevaleceu desse abrandamento. O empate servia e assim se foi para o intervalo.

Além do que já foi dito, notou-se alguma dificuldade em Luisão se adaptar às condições do jogo, contrariamente a Garay e Maxi que estiveram sempre em grande nível, principalmente Maxi que fez uma excelente primeira parte.

No segundo tempo o Benfica equilibrou o jogo e até deu a sensação de que tudo poderia terminar num empate a um golo. Mas eis que numa brilhante jogada o Zenit marca o segundo aos 71 minutos por Semak. E o pior esteve para acontecer logo a seguir: por muito pouco o Zenit não voltou a marcar logo a seguir.

Entretanto, numa jogada inofensiva – uma disputa de bola aérea perto da área – Aimar é punido com um amarelo e falha o segundo jogo, na Luz. O árbitro, brando com Bruno Alves, foi agora excessivamente rigoroso com Aimar, que aparentemente nada fez para merecer o amarelo. Até Tadeia concorda com esta observação…

Perto do fim do jogo, aos 88 minutos o Benfica empatou por intermédio de Cardozo. Mas quase não deu para festejar, já que no minuto seguinte Shirokov marca pela segunda vez, desfazendo a igualdade.

É a segunda derrota do Benfica esta época e a primeira na Liga dos Campeões. Aparentemente uma derrota por 3-2 fora de casa numa eliminatória não é grave. Marcar dois golos fora dá sempre alguma margem de recuperação. O pior é que o Benfica sofreu três golos em condições não muito aceitáveis, principalmente o primeiro e o terceiro e os dois que marcou eram perfeitamente evitáveis com outro guarda-redes. E é isso que leva a que o jogo da segunda volta tenha de ser encarado com alguma preocupação. O Zenit já demonstrou que sabe defender bem, como fez no Porto, e atacar com muita rapidez.

Com o empate a dois o Benfica teria a eliminatória praticamente garantida. Derrotado, nem que seja pela margem mínima, tudo se complica pelo diferente tipo de jogo que o Zenit irá pôr em prática na Luz, certamente muito diferente do que poria se tivesse empatado.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

QUEM MANDA NO SPORTING?



DOMINGOS DESPEDIDO

Depois da derrota na Madeira, frente ao Marítimo, o Sporting despediu o treinador contratado por dois anos, poucas horas depois de o presidente do clube ter garantido à comunicação social que Domingos continuaria ao serviço do Sporting. Embora no Sporting já nada se estranhe e tudo pareça possível, não deixa de ser intrigante o modo como tudo se passou.

Quem está de fora e se limita a acompanhar pela comunicação social as declarações dos responsáveis do clube – responsáveis é um modo de falar … - e dos comentadores desportivos oficiais e oficiosos que o Sporting tem espalhados por toda a comunicação social fica com a ideia de que há dentro do clube forças fácticas relativamente organizadas, unidas por vínculos de fanatismo clubista, que, em momentos de crise mais intensa, podem facilmente ser empurradas para a frente com vista à prossecução imediatista de certos objectivos sem qualquer avaliação prévia da sua factibilidade e, portanto, capazes de pôr em causa qualquer esboço de estratégia que estivesse a ser ensaiada.

O Sporting como clube que nunca se adaptou à modernidade continua prisioneiro de pessoas que têm uma visão passadista do futebol sem que do lado da massa associativa surja alguém, alguma força, capaz de impor uma outra visão das coisas. Pelo contrário, as teses amplamente difundidas pelos responsáveis e comentadores acabam por criar na base desportiva de apoio do clube uma visão ainda mais retrógrada do que a dos supostos responsáveis.

Todos estes problemas estruturais se agravam nos anos de maior êxito do Benfica. Nesses períodos o clube fica possesso de uma fúria sectária que o leva aos maiores erros com graves repercussões nos planos desportivo e financeiro que gradual e consolidadamente repetidos vão pondo em causa a sua própria existência ou, pelo menos, de clube com o estatuto que ainda tem no futebol português.

A substituição apressada de Domingos por Sá Pinto ocorreu depois de uns quantos elementos da claque afecta ao antigo futebolista ter manifestado no aeroporto de Lisboa o seu desagrado pelo treinador após o regresso da equipa da Madeira.

Como no Sporting ninguém se pergunta por que razão tantos e tão variados treinadores têm falhado, não é de admirar que mais uma vez se espere do novo técnico o remédio para os males de que o clube padece. Só que desta vez o remédio foi encontrado no seio dos próprios males que corroem o clube. Sá Pinto não tem como treinador nenhum atributo que o qualifique para a função. Mas como é um grande sportinguista com provas dadas no pugilismo tentará com base nos seus recursos fazer pelo Sporting o que os sectores mais radicais do clube gostariam que já tivesse sido feito.

Se Sá Pinto falhar, o Sporting ainda poderá recorrer a Eduardo Barroso, outro grande sportinguista, que tem a seu favor a superior capacidade de motivação dos adeptos – e, quem sabe, dos jogadores - fazendo-lhes crer que, no ano de Domingos, o Sporting até poderia ter sido campeão se não tivesse sido roubado pelos árbitros. Depois deste, se também falhar, é que já vai ser mais difícil encontrar substituto, pois não parece nada provável que Dias Ferreira ou Oliveira e Costa, principalmente este, estejam na disposição de o substituir.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BENFICA MAIS NA FRENTE



PORTO PERDEU EM BARCELOS
Remontada encarnada em Santa Maria da Feira

No primeiro grande jogo da jornada, jogado na Feira, o Benfica ganhou por 2-1 ao Feirense. Foi um verdadeiro jogo de campeonato, jogado com muita garra pela equipa da casa e com grande espírito de sacrifício pelo Benfica.

Na primeira parte o jogo terminou empatado e logo se percebeu que iria ser um jogo muito disputado, apesar do ascendente que a equipa da Luz já demonstrava. Na segunda parte, na sequência de um canto, o Feirense marcou de cabeça por Varela, que saltou mais alto e melhor que os defensores benfiquistas. Logo a seguir o Benfica empatou, também de canto, por intermédio do mesmo Varela, que cabeceou para a própria baliza um desvio de cabeça de Cardozo.

A partir do empate o Benfica foi pressionando sempre mais – Gaitan falhou inexplicavelmente um golo de cabeça – mas nunca pôde descansar, já que a todo o momento, em passes longos, o Feirense tentava colocar a bola nas costas dos defesas benfiquistas. Rodrigo rematou com perigo, perto da baliza, uma bola que o Guarda-redes do Feirense defendeu com o pé e logo a seguir, o mesmo Rodrigo, numa das suas típicas explosões em direcção à baliza adversária, foi derrubado por Varela. Penalty que Cardozo converteu com um remate fortíssimo ao centro da baliza. O Feirense ainda teve oportunidade de empatar, mas Emerson, muito perto da linha de baliza, interceptou um remate que tinha todas as condições para ter êxito.

Muito perto do fim, na compensação de 5 minutos concedida pelo árbitro, Rodrigo voltou a isolar-se, poderia ter feito o terceiro golo, mas voltou a perder o duelo com o guarda-redes. Mais uma vez Rodrigo falhou no frente a frente. Sendo hoje porventura o mais espectacular e explosivo jogador do Benfica, Rodrigo tem manifesta dificuldade neste tipo de lances. Raramente os converte, se e que já converteu algum. Um assunto, portanto, a que os responsáveis técnicos do Benfica deveriam dar a melhor atenção, já que se trata de um jogador jovem, de extraordinário talento, que poderia ter à sua conta quase tantos golos como Cardozo…se não falhasse com tanta frequência os remates aparentemente mais fáceis.

Alguns benfiquistas queixaram-se das medidas do campo e do facto de o jogo se ter realizado na Feira e não no Estádio Municipal de Aveiro. Protesto e queixa que se não compreendem. O campo do Feirense tem as medidas regulamentares e o Feirense só lá não joga se e quando não quiser.

A arbitragem cometeu alguns erros, mas não se pode dizer que tenha tido influência no resultado. Marcou um fora de jogo ao Feirense em vez de ter marcado uma falta por jogo perigoso, no contexto de uma jogada da qual resultou um golo anulado ao Feirense. Mas mesmo que o golo tivesse sido assinalado, ninguém poderá afirmar o que se teria passado a seguir. O jogo como realidade física teria sido obviamente outro e não aquele que depois se jogou. Quem pode garantir que teria havido o canto do qual resultou o golo do Feirense ou o canto que possibilitou o empate do Benfica? Obviamente, ninguém. Uma coisa é uma equipa estar a ganhar e, por virtude de um erro, não ter sido validado um golo que aumentaria a vantagem, outra muito diferente é as equipas estarem empatadas quando ocorre um golo hipoteticamente mal anulado. Neste caso, ninguém poderá dizer que o golo que essa mesma equipa marca logo a seguir teria sido marcado. É que o jogo já não seria fisicamente o mesmo, seria outro. Cada lance, em cada jogo, condiciona o sentido do jogo.

E também não terá sido por o árbitro não ter expulsado Tiago que o Benfica ganhou apenas pela diferença mínima.

Os benfiquistas festejaram exuberante e efusivamente o fim do jogo, por terem percebido que se tratava de um jogo importantíssimo na caminhada para o título.

O grande destaque da jornada veio, porém, de Barcelos, onde o Gil Vicente infligiu a primeira derrota do campeonato ao Porto, quebrando uma longa invencibilidade da equipa portista.

O Porto esteve irreconhecível. Perdeu por 3-1 por culpa própria e também por muito mérito do Gil Vicente. É certo que o árbitro também não esteve bem, mas não foi por causa dele que o Porto perdeu. O segundo golo do Gil é precedido de um milimétrico fora de jogo – um erro comum no futebol, embora muito doloroso para a equipa que lhe sofre as consequências. Houve também um choque não intencional entre o guarda-redes do Gil e Kleber, na disputa de uma bola que, quando o choque ocorreu, já não estava ao alcance do jogador portista. E houve ainda uma mão, dentro da área, de um jogador do Porto, que não mereceu do árbitro qualquer sanção.

Apesar de estes erros, dificilmente se poderá dizer que o Porto perdeu por causa deles. Neste caso, o mais que se poderá dizer é que o Gil Vicente, se o segundo golo não tivesse sido validado, teria ido para o intervalo a ganhar apenas por 1-0. E que a sua validação não influenciou fisicamente o jogo da segunda parte, que é um jogo que recomeça sem influência física das jogadas da primeira parte. Se influência houve, ela só poderia ter sido anímica. Mas não é nada provável que um grande campeão como o Porto se deixe abater por esse tipo de coisas. Enfim, o Porto perdeu porque jogou menos e mal.  

Finalmente, em Alvalade, o Sporting venceu pela primeira vez este ano com dois golos de cabeça do gigante norte-americano. O Beira-Mar mandou duas bolas à trave e foi tudo o que fez.

Amanhã, o Marítimo- Braga, um jogo muito importante para os lugares cimeiros da classificação.

Na parte de baixo da tabela, de realçar a segunda vitória consecutiva do Paços de Ferreira e mais uma derrota do Setúbal, agora nos lugares de despromoção juntamente com o Leiria. O Guimarães, continuando assim, tende a ficar isolado entre os cinco primeiros e os restantes dez.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O BARCELONA PASSOU, MAS O REAL MADRID FEZ UM GRANDE JOGO



VITÓRIA TÁCTICA DOS JOGADORES DO REAL
El argentino perdonó un mano a mano a los diez segundos y, en la imagen, se topó con Pinto minutos más tarde.



O Real Madrid realizou ontem, em Camp Nou, a melhor exibição da era Mourinho contra o Barcelona. Com excepção do primeiro quarto de hora da segunda parte, em que pareceu perturbado pelo segundo golo do Barça, marcado no último segundo dos descontos da primeira parte, o Real Madrid foi sempre a melhor equipa em campo.

Jogando sem medo, de igual para igual, contra a poderosa equipa do Barcelona, os jogadores do Real Madrid demonstraram ontem que Mourinho não tem razão. O Real Madrid que tem no seu plantel vários dos melhores jogadores do mundo não pode ter medo de jogar o jogo pelo jogo contra nenhum adversário, mesmo que ele se chame Barcelona.

Mourinho traumatizado pelos 5-0 que o ano passado levou em Camp Nou nunca mais quis correr riscos para que o seu incomensurável ego não ficasse de vez ferido de morte. E daí para cá em todos os jogos contra o Barcelona, sem excepção, remeteu-se a uma estúpida atitude defensiva que prejudicava a equipa no plano táctico, no plano competitivo e até na própria auto-estima dos jogadores, embora evitasse uma hipotéctica e improvável goleada que era exactamente aquilo por que Mourinho não queria voltar a passar.

Os jogadores do Real Madrid, cientes do seu valor e também muito conscientes de que os jogos não se repetem, contestaram desde então a atitude defensiva de Mourinho e demonstraram publicamente o seu mal-estar por o treinador, com a imposição daquele comportamento táctico, estar, em última análise, a descrer das grandes potencialidades do plantel que tem à sua disposição.

Depois de uma longa luta levada a cabo em parceria com a imprensa mais exigente e com os sectores históricos do Real Madrid, os jogadores do Real acabaram por impor a Mourinho uma atitude táctica muito diferente da que havia adoptado em todos os anteriores jogos contra o Barcelona. E o resultado viu-se: o Real realizou uma das melhores exibições da época contra a equipa que há vários anos vem sendo considerada a melhor do mundo e somente não alcançou o objectivo em vista – passar a eliminatória – por manifesto azar.

Todavia, ao contrário do que Mourinho pretende fazer crer, a eliminação do Real Madrid ficou a dever-se a azares próprios do futebol. Higuain, mal o jogo tinha começado, desaproveitou uma “oferta” incrivelmente; passado pouco tempo, voltou a falhar uma oportunidade clara de golo e depois foi Özil que, primeiro, viu a trave deter um remate indefensável e depois falhou uma nova “oferta” da defesa do Barcelona, desta vez de Pinto.

O árbitro não teve qualquer influência no resultado. Resolveu todas as situações duvidosas deixando jogar, tanto de um lado como do outro, principalmente as que se passaram dentro das áreas. Perdoou a expulsão de Lass por entrada violenta sobre Messi que se encaminhava perigosamente para a baliza (no mínimo, seria o segundo amarelo) e esteve bem na anulação do golo a Sérgio Ramos por este ter afastado ilegalmente (puxão num braço) um adversário da jogada.

Talvez tenha havido excesso de zelo na expulsão de Sérgio Ramos nos minutos finais do jogo (a marcação da falta teria sido suficiente, principalmente depois do que se passou com Lass) e deveria ter compensado os minutos de compensação com mais trinta segundos.

Em conclusão, pode dizer-se que o Barcelona como grande equipa que é teve ontem o seu dia de sorte; não fora mais uma vez o génio de Messi e o extraordinário golo de Daniel Alves e teria caído aos pés de um grande Madrid …que tem acima de tudo de se queixar de si próprio. Pela ineficácia ou pelo azar que ontem acompanhou a equipa e pela atitude táctica adoptada no primeiro jogo. É que se tratava de um jogo a eliminar em duas mãos. É bom não esquecer.

Como aqui se disse, depois do jogo de ontem, o Real Madrid tem abertas as portas para uma dupla vitória na liga espanhola e na liga dos campeões.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

EUSÉBIO 70 ANOS



UMA VIDA AO SERVIÇO DO FUTEBOL E DO BENFICA

Longa vida, Eusébio!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

BENFICA CONTINUA NA FRENTE



PORTO MANTÉM PERSEGUIÇÃO 



 

Porto e Benfica ganharam pelo mesmo resultado – 3-1 – os jogos da primeira jornada da primeira volta.

A vitória do Porto acabou sendo mais fácil que a do Benfica. O Guimarães disputa o jogo pelo jogo, qualquer que seja o adversário. Isso permitiu ao Porto encontrar espaços e pôr em jogo o seu futebol sem temer excessivamente o resultado de um contra-ataque, arma primeira daqueles que só sabem defender.

Mesmo sem Hulk, com James Rodriguez ao leme, o Porto foi equipa mais do que suficiente para o Guimarães. James continua afirmando-se como a grande referência dos “dragões”. Moutinho confirma também o apuramento de forma que depois do Natal se vem verificando. Com Moutinho a jogar como no ano passado, o Porto será seguramente uma equipa diferente.

Na Luz, cedo se percebeu que o Gil Vicente vinha jogar com marcações muito rígidas, deixando sempre muito pouco espaço para a criatividade dos jogadores benfiquistas, tanto assim que somente na sequência de uma jogada de bola parada o Benfica conseguiu marcar na primeira parte, por Cardozo.

Mas esse golo não chegou para o Benfica sair para o intervalo a vencer. Pouco antes do fim da primeira parte, numa bola rechaçada por Artur, Rodrigo com um fortíssimo pontapé de meia distância fez a igualdade. Um grande golo.

Na segunda parte, o Gil esteve a milímetros de marcar o segundo, num desentendimento da defesa benfiquista, mas Artur, mais uma vez, salvou a equipa de uma situação difícil.

E por aí se ficou o Gil Vicente em matéria de ataque que nem sequer chegar a aproveitar uma situação potencialmente perigosa inventada pelo árbitro.

Mas o facto de o Gil não atacar não significa que não estivesse a tolher com eficácia a manobra atacante benfiquista. Perante a incapacidade atacante do Benfica, Jesus substituiu Gaitan por Aimar, e, logo a seguir, Javi Garcia por Bruno César, fazendo recuar Witsel.
E cinco minutos depois o Benfica marcava por Rodrigo e no minuto seguinte por Aimar, numa grande jogada do argentino, a passe de Nolito.

O jogo ficou arrumado e o Benfica respirou de alívio.

Nos outros jogos realce para a vitória do Braga sobre o Rio Ave (2-1), consolidando o terceiro lugar, para a vitória de Marítimo em Aveiro (1-2), na senda da excelente época que está fazendo e para o decepcionante empate do Sporting em Olhão (0-0), agora a treze pontos do Benfica, a onze do Porto, a cinco do Braga e em igualdade com o Marítimo (29 pontos cada).

Finalmente, o Paços de Ferreira, que já não vencia para o campeonato há meses, ganhou ao Setúbal por 2-1, ficando apenas a dois pontos da equipa sadina, que é penúltima, bem como do Leiria e do Rio Ave.


MOURINHO ASSOBIADO EM CHAMARTIN



MOURINHO EM LUTA CONTRA A NATUREZA DO REAL MADRID



Deu-se definitivamente a viragem em Madrid. Mourinho e Real Madrid são incompatíveis.

Desde o início se sabia que isso iria acontecer: em vários textos, escritos em diferentes datas, fez-se neste blogue uma antevisão do que se iria passar em Madrid.
Mourinho tem uma personalidade e um futebol que não se adaptam ao estilo dos grandes clubes da Europa: os clubes populares que construíram a sua grandeza com base num código de honra de que nunca abdicaram e com a prática de um futebol empolgante e corajoso no qual sempre contou mais o modo como concebiam o seu jogo do que o modo como destruíam o futebol adversário.

Compreende-se que num clube faminto de títulos e com uma pequena base de apoio social, um treinador como Mourinho possa prosperar. Mas nunca isso acontecerá num grande clube, que junte ao seu historial de vitórias uma legião incontável de seguidores. Esses clubes querem outro futebol, exigem do treinador outra atitude – são clubes que, por pertencerem à aristocracia do futebol, não se deixam impressionar com vitórias obtidas a qualquer preço. Querem espectáculo e aplauso geral. Não querem guerras, nem quesílas desprestigiantes.

O dia de ontem selou irremediavelmente a separação ou talvez mesmo o divórcio entre Mourinho e o Real Madrid histórico – Mourinho foi assobiado no estádio Santiago de Bernabéu quando os “hinchas” do topo sul cantaram o seu nome.
O sinal, porém, estava dado desde a véspera. A Marca, o jornal madridista por excelência e que até ao último jogo com o Barcelona sempre tinha seguido uma política de atenuação da crispação entre o treinador e os "históricos" do Madrid, noticiou na portada as desavenças havidas entre Mourinho e uma parte do balneário – os "espanhóis" do Real Madrid, dando assim corpo e tornando público perante os aficionados um conflito que o El País desde à muito se vinha fazendo eco.

Como é seu hábito quando perde, Mourinho voltou a culpar os jogadores da derrota contra o Barça. Ou dito mais correctamente: culpou certos jogadores da derrota contra o Barça, depois de publicamente ter elogiado dois dos portugueses que participaram no jogo – Ronaldo e Pepe.

Acusou Sérgio Ramos de não marcado Puyol na marcação do canto do qual resultou o primeiro golo do Barça quando toda a gente viu que foi Pepe que se deixou antecipar pela fulgurante cabeçada do catalão.

Então, porquê Sérgio Ramos? Porque era o andaluz que, segundo Mourinho, estava encarregado  de vigiar Puyol nos cantos. Ramos não se ficou e explicou a Mourinho que, dentro do campo, o jogo assume dinâmicas que ele não percebe, por nunca ter jogado futebol, que obrigam a fazer modificações. Como Piqué e Puyol estavam fazendo “barreira” nos cantos, disse Ramos, foi preciso trocar marcações para assegurar uma maior eficiência.

O episódio só tem importância, porque a partir dele muita outra coisa veio à discussão, nomeadamente o modo como o Madrid sistematicamente se apresenta perante o Barcelona – como equipa de segunda ordem, defendendo com oito e procurando pela via do contra-ataque marcar um golo que lhe permita no sistema ultradefensivo adoptado ganhar o jogo.

Pior do que a discussão, foi a publicidade que ela veio a ter na imprensa espanhola. Mourinho ameaçou os “filtradores” da notícia deixando simultaneamente claro que há no Real Madrid um núcleo de jogadores que trabalha contra ele. Núcleo que a imprensa não tem qualquer dificuldade em identificar com os “espanhóis”, nomeadamente os internacionais espanhóis que, não obstante a oposição de Mourinho, conseguiram manter boas relações com os seus colegas internacionais do Barcelona – Piqué, Xavi, Iniesta, Puyol, entre outros.

Do lado de Mourinho, os portugueses. Pepe, violento e sem personalidade, é a voz do dono, qualquer que seja o treinador; Coentrão, ainda sem perceber bem o que se passa com ele, aproxima-se de Mourinho convencido que assim será beneficiado; Cristiano Ronaldo, que Mourinho se esforça por não ter contra si e a quem até faz elogios despropositados, egoísta e ególatra como é, estará sempre do lado de quem o distinga.

Os brasileiros Marcelo e Kaká, como grandes profissionais que são, acham que esta guerra não é deles e o que querem é jogar.

Os alemães, primeiramente do lado de Mourinho, têm ultimamente marcado algumas distâncias, principalmente Özil.

A próxima quarta-feira será, mais do que qualquer outro dia, um dia decisivo para Mourinho. Tanto ou até mais do que o resultado interessará o modo como o Real Madrid se apresentar em Camp Nou. Se mantiver o estilo dos últimos jogos e perder, Mourinho dirá adeus a Madrid mais dia, menos dia.

Se o Real se apresentar em Barcelona como grande equipa que é, disposta a discutir o jogo e o resultado no campo todo, Mourinho ainda terá uma chance, mesmo que perca. Isso significa que os jogadores venceram a batalha táctica contra Mourinho e, por isso, tudo farão para ganhar o campeonato e disputar com ambição a Liga dos Campeões.