OU SEJA, EVITAR AS CONSEQUÊNCIAS DA VERDADE…
Rui Santos é um típico “jornalista” desportivo. Rodeia as questões importantes. Faz-se de indignado sem nunca apontar as consequências dos actos que alegadamente o indignam. Altera factos passados, com meias verdades e omissões. Insinua, mesmo quando sabe que os factos a que se refere desmentem o sentido da insinuação. Enfim, o jornalista desportivo típico é alguém que faz parte integrante deste futebol que nós temos. Do futebol que se joga fora do campo...
Falou durante mais de meia hora no “Tempo Extra” evitando do princípio ao fim abordar o essencial do “problema Sporting”. Mais: pode até supor-se que falou para obnubilar a verdade, tal a preocupação com que do princípio ao fim escamoteou o essencial. E é também lamentável que nem sequer conheça o sentido de algumas das palavras que emprega. Chamar “famigerado” ao árbitro que apitou o Beira-Mar Sporting é mesmo de analfabeto.
Mas adiante, já passou da meia hora e este “estranho cavalheiro" ainda não foi capaz de abordar o “problema Sporting”, depois de tudo o que se conhece. Ele, se fosse aquilo que não é, ou seja, se fosse pela tal verdade desportiva que ele falsa e hipocritamente apregoa, o que tinha que discutir era o que vai acontecer ao Sporting se os factos que são do domínio público se vierem a provar.
Não. No que ele estava interessado, durante os 35 minutos que dedicou ao assunto, foi adulterar a posição de José Cardinal na tal final da Taça da Liga entre o Benfica e o Sporting. E dizer frases como esta: “a tal final que o Benfica ganhou em consequência da marcação de um penalty inexistente”. Mas algum jornalista sério pode dizer isto? O mais que ele pode dizer é que o Benfica empatou o jogo com esse penalty, empate que nenhuma equipa até ao fim do jogo conseguiu desfazer, jogo que o Sporting acabou por perder por não ter ganho nos penalties.
E esteve sempre muito mais interessado em fazer intriga com o que se passa no interior dos corpos gerentes do Sporting do que em abordar as consequências disciplinares do que se passou.
Em relação ao “problema Sporting”, que é sério e de gravidade extrema, entendeu, em vez de o abordar directamente, transferi-lo para o presidente, Godinho Lopes, dando a entender que o que pode acontecer ao Sporting acaba por depender da atitude deste. O que é falso: Godinho Lopes só poderá agravar uma situação, que de si já é muito grave, mas nunca a poderá resolver. Ela não depende do que ele fizer, mas dos factos!
Então, alguém acredita que o Sr. Pereira Cristóvão estava a actuar como simples adepto? Então, ele não é vice presidente do Sporting? Não era claramente no interesse do clube de que ele é dirigente que estava actuar?
A resposta é óbvia. O que interessa saber é se alguém, além dele, estava metido na “tramóia”. E ai é que já é muito mais difícil supor que ele actou sozinho….
ADITAMENTO
Coroado, o tal que é adepto de Belenenses (ah, ah, ah…), voltou a dizer num programa de comentário da final da Taça da Liga que não há provas de que Polga tenha derrubado Gaitan dentro da área….
Com isto não se quer dizer que Coroado não seja sério. Nada disso. O que se quer dizer é que ele não é imparcial, porque tanto agora, como comentador, como antes, como árbitro, via e analisava as jogadas como adepto. E sabe-se como é o adepto…








