segunda-feira, 20 de maio de 2013

PARABÉNS, JORGE JESUS


 

PARABÉNS TAMBÉM PELA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DESTA NOITE

Muitos benfiquistas estão sinceramente desiludidos com a prestação do Benfica esta época nas quatro provas em que participou. Desilusão e tristeza pela perda das provas em que participou não são sinónimos.

A desilusão é descrença, é perda da ilusão de ganhar. Tristeza é um sentimento diferente que tem a ver com a sensação de perda, de prejuízo, mas não descrença nem falta de ilusão.

O Benfica progrediu muito nestes últimos quatro anos. Progrediu no plano desportivo, no plano competitivo e encurtou consideravelmente as distâncias relativamente ao Porto que, nos últimos vinte anos, têm ganho no plano interno com relativa facilidade as várias provas em que participa, independentemente do juízo sobre como muitas dessas vitórias foram alcançadas.

O Benfica subiu a nível interno e a nível internacional. É certo que nos dois últimos anos perdeu dois campeonatos nas últimas jornadas quando os liderava, respectivamente, com cinco e quatro pontos de avanço. Mas isso também significa que esteve lá, no topo, fazendo estas dolorosas derrotas parte de um processo de crescimento que nunca é linear até verdadeiramente se consolidar.

No plano internacional, o Benfica atingiu nestes últimos quatro anos os quartos-de-final da Liga dos Campeões, com excelentes prestações, inclusive nos jogos em que foi eliminado e chegou igualmente aos quartos-de-final, às meias-finais e à final da Liga Europa.

Para uma equipa que salvo uma ou outra excepção soçobrava na primeira fase da prova em que participava pode e deve considerar-se um excelente resultado.

Os benfiquistas certamente queriam mais. A verdade, porém, é que antes tinham menos. Muito menos e desde há muito tempo.

Por tudo isto e também porque a equipa tem apresentado um futebol agradável e vistoso apesar de em todas as épocas ter perdido jogadores nucleares que vão sendo substituídos por jogadores que chegam de novo, que é preciso formar e integrar na equipa, sendo assim necessário em cada época começar parcialmente de novo, bem pode dizer-se que a prestação do Benfica tem sido boa e às vezes mesmo muito boa.

Parece ter sido isto o que Jorge Jesus hoje quis dizer, ou disse, na conferência de imprensa – uma das melhores desde que é treinador do Benfica.

De facto, Jesus sublinhou muito bem o facto de este ano a equipa ter estado em todas as grandes decisões. Perdeu-as ou perdeu três, mas só o Benfica, em Portugal, poderia ganhar as três. Ou seja, só pode ganhar quem disputa as finais e não quem fica pelo caminho.

Sobre dar os parabéns ao Porto, Jesus disse que não mudava de discurso em função da conjuntura – ou seja, criticou, como devia, aqueles que transformam um campeonato sujo num campeonato excepcional apenas por o terem ganho – e disse ainda que se o Porto ganhou foi porque fez mais pontos e quem faz mais pontos é quem merece ganhar.

Esta e outras respostas que deu na conferência de imprensa desta noite foram respostas de grande categoria.

Sobre painel da SIC Notícias que tanto criticou Jorge Jesus e a sua última conferência de imprensa pouco há dizer. De facto um painel composto pelo ressabiado Ribeiro Cristóvão – um saudoso do salazarismo – que ainda não percebeu que o seu clube não “conta para o totobola”, pelo David Borges que faz, como comentador desportivo, da crítica desonesta profissão e de Marques Lopes que aplaude Pinto da Costa e diz criticar os ladrões do BPN, ou seja, um tipo para quem a corrupção é má se for praticada na política e boa se favorecer o seu clube, pouco ou nada há a dizer para além do que foi dito. Não têm um pingo de credibilidade.

Para concluir falta ainda dizer que, neste último terço do campeonato, todas as equipas que defrontaram o Benfica fizeram desse jogo o jogo das suas vidas. Foi assim com o Beira-Mar de Costinha, que nunca mais fez um jogo como aquele, sendo, por isso, remetido muito justamente para a 2.ª divisão; a Académica que em nenhum outro jogo voltou a jogar como jogou contra o Benfica na Luz; o Marítimo que terá feito contra o Benfica o seu melhor jogo do campeonato; o Olhanense, que até levantou, com “dinheiro caído do céu”, uma greve para poder jogar contra o Benfica e o Estoril, um dos mais assanhado, para falar apenas de alguns.

O Benfica não jogou contra nenhum Nacional dócil e admirador das virtudes alheias nem nas provas internacionais lhe calhou jogar contra uma equipa que está a 40 (!!!) pontos da liderança …e muito menos ser eliminado por ela. Nem nunca disputou, como noutra ocasião já se disse, uma final europeia contra uma equipa da segunda divisão nem contra uma equipa que nunca ganhou um campeonato na sua terra!

Por tudo isto, parabéns Jorge Jesus!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

AS DERROTAS DO BENFICA


 

NO PORTO E EM AMESTERDÃO

O Benfica jogou a sua nona final europeia – 7 na Taça/Liga dos Campeões e 2 na Taça UEFA/Europa – e a imprensa de todo o mundo, desta vez, atribuiu a derrota à “maldição” de Bela Guttman que embora não seja o que se diz começa cada vez mais a parecer-se com aquilo que dela se conta.

Realmente, a “maldição” do Benfica é ter jogado 9 finais contra o Barcelona, Real Madrid, Milan (2 vezes), Inter de Milão, Manchester United, Chelsea, PSV e Anderlecht. Ou seja, exceptuando o Anderlecht que não é um grande europeu, apesar de crónico vencedor do campeonato belga e, em certa medida, do PSV (que até já deu 5-0 ao Porto na Taça dos Campeões), também sempre presente nas competições europeias, os restantes dispensam apresentações tanto no presente como historicamente. Por isso, a “maldição” do Benfica é nunca ter jogado uma final contra uma equipa da 2.ª divisão ou contra uma equipa que nunca ganhou um campeonato na sua terra! Mesmo assim ganhou duas, como se sabe, uma contra o Barcelona, outra contra o Real Madrid à época penta campeão europeu!

O jogo de quarta-feira não teve nada a ver com a de sábado passado. Se o Benfica tivesse jogado no Porto como jogou em Amesterdão a esta hora já seria campeão. O jogo de quarta-feira é um daqueles em que uma equipa como o Benfica sofre as consequências de jogar numa liga como a portuguesa. Em jogos internacionais desta envergadura, o domínio exercido sobre o adversário tem de ser convertido em golos sob pena de a surpresa a todo o momento poder aparecer.

Provavelmente há alguma desconcentração durante a marcação do canto. Provavelmente, terá pesado na mente dos jogadores a derrota no Porto no último minuto. Mas nada do que se passou nesses breves segundos, por mais importantes que tenha sido para o desfecho da partida, poderá anular ou fazer esquecer o que se passou durante todo o tempo restante.

E o que nós vimos, o que todo o mundo viu, durante todo o jogo, foi um Benfica manifestamente superior ao Chelsea em todos os domínios da partida.

É certo que os golos do Chelsea não resultam tanto do mérito do adversário como de falhas da equipa do Benfica. No primeiro golo, houve uma falha de, pelo menos, dois jogadores, embora o trabalho realizado por Torres tenha sido de grande classe e merece o aplauso de quem gosta de futebol. Já o segundo, resulta de uma incompreensível falta de marcação de quem tinha a seu cargo aquele sector da zona, tanto mais incompreensível quanto é certo saber-se que aquele era um dos pontos fortes do Chelsea.

Não pode, por isso, falar-se de azar, mas pode dizer-se que o Benfica foi superior ao adversário, fez uma exibição vistosa, que enche de satisfação os amantes do futebol, com duas fatídicas falhas pontuais, nomeadamente a última.

Os comentadores de futebol, viciados no comentário em função do resultado do jogo ou, noutros casos, obcecados pelas suas simpatias clubistas ou por outros interesses, prevalecem-se desse resultado para analisar o jogo do fim para o princípio e desfigurar completamente o que se passou em campo.

Não é assim com todos. Há também gente séria e competente a comentar, nomeadamente na RTP Informação. Mas isso é raro. O mais frequente é ouvirmos comentadores intriguistas que tudo fazem para defender as cores do seu clube, tentando destabilizar o adversário com conversas aparentemente técnicas. De futebol não percebem praticamente nada, passando a maior parte do seu tempo na intriga, na insinuação, na maledicência, enfim, na tentativa de criação de um clima que em última instância possa servir as suas cores. O expoente máximo deste tipo de comentadores é Rui Santos.

Depois há outros que tendo ficado profundamente decepcionados com o resultado entram num verdadeiro delírio crítico procurando pôr tudo em causa, chegando ao ridículo de menosprezar as últimas quatro épocas do Benfica em comparação com o que se passou nos cinco ou seis anos anteriores, onde, com excepção de Trappatoni e porventura de Fernando Santos, o que se viu foi um Benfica inconsistente e sem perspectivas. É o caso de Jorge Baptista cujas críticas nunca são objectivas, raramente têm nada a ver com que o se passou no jogo, mas com os seus estados de alma ou, porventura, com a defesa de interesses insuficientemente explicados.

Não quer isto dizer que Jorge Jesus não tenha cometido erros, alguns deles graves, e não tenha falhas como treinador. Certamente que sim. O seu maior erro foi não ter rodado a equipa no jogo contra o Estoril, como aqui logo se referiu, e depois do desaire não ter encarado noutros termos o jogo contra o Porto. Esses, os dois grandes erros da época cometidos num tempo em que já era proibido errar.

Como treinador, as suas maiores falhas são, porém, de comunicação. Não se trata tanto de criticar o modo como diz, mas o que diz. Jesus incorre frequentemente em triunfalismo fácil que se tem revelado fatal. Essa euforia em que Jesus incorre, entusiasmado com a qualidade do seu trabalho, acaba por ter efeitos perniciosos sobre a própria equipa. Este ano Jesus deve ter definitivamente compreendido que a vitória verdadeiramente só existe depois de conquistada e não enquanto se conquista.

Se Jesus tiver compreendido bem o que se passou na sua vida de treinador entre sábado e quarta feira à noite será certamente um treinador mais competente nos anos que vem, fique ele no Benfica ou não.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O QUE CORREU MAL AO BENFICA



CONSEQUÊNCIAS DE ERROS DE CÁLCULO

 

Há cinquenta e um anos, pouco tempo antes de vencer de vencer a segunda Taça dos Campeões Europeus, Bela Gutman disse a um jornalista do jornal A Bola que o entrevistava que o “Benfica não tinha cu para se sentar em duas cadeiras”, afastando assim a hipótese de uma dupla vitória na competição europeia e no campeonato nacional.

E hoje, terá? Jorge Jesus admitiu que sim, apesar de muitas vezes ter dito que o campeonato nacional era a primeira prioridade da equipa. A verdade é que não há nenhuma equipa com pretensões na Europa que despreze a possibilidade de chegar a uma final, mesmo que para a alcançar possa pôr em causa outro objectivo que teoricamente se afigurava mais fácil.

Percebeu-se, depois de assegurada a final na Liga Europa, que Jorge Jesus pretendia resolver o mais rapidamente possível a questão do campeonato, certamente para deixar os jogadores mais soltos tanto mentalmente como fisicamente para o jogo da final em Amesterdão. Se tivesse seguido à risca o plano que até ontem seguira, o mais natural teria sido que parte da equipa que jogou contra o Fenerbahçe não tivesse jogado contra o Estoril.

É que há vitórias que emocionalmente são tão devastadoras como as derrotas. E a vitória de uma equipa que alcança a final com dificuldade é um desses casos. A maior parte dos jogadores que participaram nesse jogo precisa, em regra, de descanso. Precisa de digerir bem a vitória, principalmente quando ganhar sempre e há vários anos não faz parte do quotidiano da equipa.

Este foi o primeiro erro do Benfica. Deveria ter havido rotação no jogo contra o Estoril. Assim corre-se o risco de levar para o Porto uma equipa sob grande tensão emocional que não existiria, mesmo que o Benfica tivesse perdido ou empatado, se os principais titulares não tivessem jogado ontem. A obrigação de pontuar no Porto a seguir a um desaire pelos próprios que participaram nesse desaire é psicologicamente muito desgastante.

Depois, em termos de comunicação, foi um erro, um grande erro, vir dizendo desde há algum tempo que o jogo das Antas não seria decisivo. O que qualquer pessoa minimamente avisada deveria ter dito é que na altura do jogo se saberia se ele seria ou não decisivo. Acrescentando que decisivo era o Benfica ir ganhando os jogos que tinha até lá.

Dizer agora que o Benfica depende apenas de si próprio é uma afirmação que escamoteia parte da realidade. Desde há muito que neste campeonato o Benfica depende apenas de si próprio. O pior é que a partir de ontem o Porto passou também a estar na mesma situação – a depender apenas de si próprio, facto que desde há várias jornadas não acontecia. Houve portanto uma verdadeira alteração qualitativa a partir do jogo de ontem. Uma alteração que fragiliza o Benfica.

Por último, o principal problema do Benfica consiste no facto de as equipas de Jesus “perderem gás” na ponta final do campeonato. Os jogadores, o treinador, os adeptos em geral e os adversários têm isso presente, pesando esse conhecimento muito diferentemente em cada um dos lados. Além de que Jesus tem um registo muito negativo nos jogos contra o Porto, independentemente de serem ou não determinantes. Nem sequer no primeiro ano impediu uma pesada derrota (3-1) quando a equipa estava à porta de se tornar campeã.

Concluindo, o Benfica não tem a vida nada facilitada e menos ficará ainda se o Paços de Ferreira resolver a questão do acesso à Liga dos Campeões no próximo sábado…

 

BENFICA AINDA NA FRENTE


 

ESTORIL IMPÕE EMPATE NA LUZ

 

Desde o primeiro minuto se percebeu que este não era o jogo do Benfica. Lima que, durante o campeonato, tantas vezes foi decisivo, dificilmente voltará a repetir uma exibição tão má como a que esta noite fez na Luz. Acontece um jogador estar em dia não, embora isso aconteça com pouquíssima frequência aos grandes jogadores e nos grandes jogos. Aos vinte minutos de jogo ou, quando muito, no fim da primeira parte, percebia-se que Lima estava a mais naquele jogo. Que não acertava uma! Não se trata de arranjar um bode expiatório para uma noite que correu mal a muitos. Trata-se de criticar as opções técnicas, baseadas em fezadas ou superstições, que se recusam a olhar a realidade tal como ela é. Se Lima estava num dos dias mais desastrados da sua carreira, deveria ter sido substituído.

Mas não foi só Lima que esteve mal. A equipa entrou ansiosa e sem capacidade para responder à velocidade que o Estoril soube impor a partir dos vinte minutos de jogo. O Benfica teve esse tempo inicial para ganhar o jogo e desconjuntar o Estoril. Não o fez e depois foi dominado quase sempre. Foi uma sorte, uma grande sorte, não ter perdido.
 
Para a história icará o empate a um golo, ambos marcados no segundo tempo. O primeiro por Jefferson e o segundo por Maxi Pereira.

Artur deixou entrar um golo incrível. Daqueles que tira pontos, embora depois tenha feito uma ou duas defesas de média dificuldade. Mas antes disso já havia pisado Luís Leal podendo ter dado origem a uma grande penalidade. É certo que no golo sofrido havia um jogador do Estoril em fora de jogo que lhe estorvou a visão do lance. Mas que árbitro iria apitar essa falta?

Carlos Martins que entrou a substituir Enzo Pérez, lesionado, nada fez de relevante, salvo a expulsão que aconteceu por culpa exclusiva sua. Inadmissível.

Os restantes também jogaram abaixo das suas possibilidades, embora sem erros individuais gritantes, mas tudo isso teria sido esquecido se o ataque tivesse cumprido o seu dever: marcar nas inúmeras oportunidades de que desfrutou.

O que mais incomodou na equipa do Benfica não foi tanto a fraca exibição mas a incontrolada ansiedade que se foi acentuando com a passagem do tempo. E não há campeões ansiosos. Os campeões são serenos e confiantes.

É isso que se exige ao Benfica nos dois jogos que restam do campeonato. Ambos igualmente importantes. Nenhum dos dois é mais difícil que o outro. São ambos difíceis e só podem ser ganhos com serenidade e concentração.

No Porto, o Benfica vai encontrar um ambiente de grande hostilidade que pode, inclusive, ultrapassar as fronteiras do adversário. O Benfica tem de estar preparado para tudo isso e não ter medo. Não ter medo, nem perder a cabeça. Não conceder pretextos a quem quer que seja. Sabe-se, por experiência própria, que se vai jogar num ambiente onde tudo valerá para alcançar a vitória. Tudo…menos a classe da equipa do Benfica. E essa chegará para fazer frente a todas as ameaças…

sexta-feira, 3 de maio de 2013

BENFICA NA FINAL DA LIGA EUROPA


 
UMA VITÓRIA INSISCUTÍVEL
Veja as imagens da vitória do Benfica // Veja as imagens da vitória do Benfica

Cinquenta e um anos depois de ter vencido a segunda Taça dos Campeões, o Benfica apurou-se frente ao Fenerbahçe da Turquia para a disputa da sua nona final europeia – sete na Taça dos Campeões, uma na Taça UEFA e outra na Liga Europa.
Perante um adversário que fez na presente temporada uma boa série de resultados nos jogos até ontem disputados fora de casa, temia-se que a vantagem que os turcos traziam de Istambul pudesse ser suficiente para lhes assegurar a passagem à final. Mas logo se percebeu que assim não seria. O Benfica terá feito ontem os melhores vinte minutos iniciais de todos os jogos este ano disputados nas competições europeias. Percebia-se na cara dos jogadores que o Benfica ia ganhar e percebia-se também que os jogadores, a começar por Cardozo, estavam plenamente confiantes na vitória.

O primeiro golo surgiu cedo, por Gaitan, numa excelente jogada pelo flanco direito benfiquista e adivinhava-se o segundo a todo o momento tal o ritmo que o Benfica estava impondo ao jogo . Quis, porém, o destino que assim não tivesse sido. Um penalty caído do céu colocou o Fenerbahçe na frente da eliminatória, obrigando o Benfica a ter de marcar dois golos para chegar à final.
Atordoados com o insólito resultado que por força do penalry se estabeleceu contra a corrente do jogo, os jogadores do Benfica apenas precisaram de uns minutos, cerca de dez, para se recomporem e recomeçarem com a toada inicial que retirava aos turcos todas as hipóteses de aguentar o resultado, como de facto veio a acontecer.

E assim foi. Pouco antes do intervalo, o inigualável Cardozo marcou o segundo golo num excelente trabalho sobre quatro adversários à entrada da área. E a partir daí a equipa estava lançada para o acesso à final que mais tarde ou mais cedo haveria de consumar-se.

Foi já no segundo tempo, pouco depois dos sessenta minutos de jogo, que Cardozo, mais uma vez, marcou o segundo, desta vez a passe de Luisão. E mais teria marcado Cardozo se Lima tivesse sido, como quase sempre é, um pouquinho menos egoísta. Teria Cardozo marcado o terceiro e encerrado de vez a sorte da eliminatória.

Assim não aconteceu, mas apesar da ansiedade dos últimos minutos, a passagem do Benfica nunca esteve em risco.

O jogo de ontem demonstrou que nos grandes momentos não há cansaço;  que Cardozo é um avançado insubstituível; que Matic é um jogador do outro mundo; e que o Benfica tem uma grande, grande, equipa. Certamente uma das melhores da sua história. Seguramente por força da valia dos jogadores, mas em grande parte devido ao mérito do seu treinador, Jorge Jesus, que trouxe muito ao Benfica, mas que também aprendeu muito no Benfica, a ponto de hoje ser um treinador muito mais completo do que aquele que há quatro anos pegou na equipa. O que só demonstra a sua  inteligência e capacidade de aprender com os próprios erros. 

Na final contra o Chelsea, objectivamente, o Benfica tem este ano menos hipóteses do que tinha o ano passado nos quartos-de-final da Liga dos Campeões pela razão simples de Benitez ser muito melhor treinador do que Di Matteo. Benitez é um treinador perito em finais e em jogos a eliminar como o seu passado no Valência e no Liverpool sobejamente demonstra. E também no Chelsea…

Para o caixote do lixo da história fica o ridículo treinador do Porto e os adeptos do Sporting tipo Eduardo Barroso, Dias Ferreira e Oliveira e Costa…

terça-feira, 30 de abril de 2013

O BENFICA VENCEU NA MADEIRA


 

E ESTÁ A UM PASSO DE SER CAMPEÃO
Benfica mais perto do título

Foi um grande jogo o encontro desta noite entre o Marítimo e o Benfica. O Benfica teve a felicidade de entra a ganhar: um penalty cometido nos minutos iniciais da partida, bem convertido por Lima, deveria ter-lhe proporcionado a tranquilidade de que necessitava para abordar o jogo.

Mas não foi assim. O Marítimo reagiu muito bem e encostou o Benfica à sua baliza durante quase toda a primeira parte, com cruzamentos largos de ambos os lados da defesa do Benfica, adivinhando-se o golo do empate a todo o momento. E ele acabou por aparecer, com toda a justiça, perto do intervalo.

O que estranhou durante todo este longo período não foi tanto que o Marítimo tivesse reagido com grande ânimo e confiança, mas que o Benfica não tivesse aproveitado esse balanceamento da equipa madeirense para fazer algumas jogadas perigosas de contra-ataque. Das vezes que o tentou fazer, Ola John não soube dar a sequência devida aos lances.

Na segunda parte tudo mudou. O Benfica entrou disposto a resolver o jogo desde o início, sem esperar, como tantas vezes acontece, pelos minutos finais para dar tudo por tudo. O Benfica atacou e foi agora a vez de encostar o Marítimo à sua baliza durante longos períodos. Durante esse assédio à baliza dos madeirenses, Lima enviou duas bolas ao poste. Mais tarde, Cardozo que entrou para o lugar de Ola John, foi derrubado na área, mas o árbitro nada assinalou. Até que Salvio, concluindo com um centro uma boa jogada pelo flanco direito do ataque do Benfica, fez com que o jogador do Marítimo – o mesmo que marcara o golo do empate (Igor) – introduzisse a bola na sua própria baliza.

Foi um jogo muito bem disputado com o Marítimo a dar tudo para tirar pontos ao Benfica. Viva o futebol quando assim acontece.

Na equipa do Benfica há manifestas debilidades em todo o flanco esquerdo. Hoje André Almeida substituiu Melgarejo. Almeida defende melhor que o paraguaio, mas ataca pior. Todavia, a maior fragilidade está em Ola John que é apenas sofrível a defender e no ataque está uma sombra do que já foi.

De louvar, como sempre, a abnegação de Salvio, a classe e a combatividade de Lima. Maxi, por seu turno, parece estar a regressar à forma. Com Enzo Pérez e Matic o meio campo fica forte, apesar de Rodrigo, como elo de ligação entre o meio campo e o ponta de lança, continuar aquém das expectativas.

Com a vitória desta noite o Benfica deu um passo decisivo para a conquista do título que agora está praticamente ganho.

Os benfiquistas, principalmente os mais novos, menos habituados às vitórias, devem demonstrar que sabem ganhar não entrando em provocações inúteis e desprestigiantes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

RESCALDO DA JORNADA




 
ANTES DO JOGO DO BENFICA
 
 

A campanha histérica contra Capela já começou a dar os seus frutos. Quanto ao Porto nem adianta tecer grandes considerações porque já se percebeu que nenhum árbitro, absolutamente nenhum, marcará ao Porto um penalty por mão na área. No sábado, por duas vezes, voltou a acontecer o que esta época já aconteceu um sem número de vezes e sempre com o mesmo resultado: impunidade! 

Mas esta directiva ou critério ou o que lhe queiram chamar só vale para o Porto e não para os seus adversários, pois nesse mesmo jogo o Setúbal foi punido por um lance exactamente idêntico.

No Sporting – Nacional foi também o que se viu, com prejuízo daqueles que lutam com o Sporting pelo quinto lugar. O segundo golo do Sporting foi obtido em fora de jogo visível. Apesar de a jogada ter sido corrida não há nenhuma razão para não ver a falta. É claro que o sr. Coroado que tem uma grossa camisola às riscas verdes e brancas por baixo de uma falsa camisola do Belenenses já veio dizer que não foi off side. Como outros o virão a dizer. Mas a verdade é a que está vista de toda a gente. De notar que o sr. M. Machado nem uma palavra proferiu sobre o assunto. O que também não admira. A gente já os conhece a todos…

Em Coimbra, o Moreirense foi espoliado de uma grande personalidade por Pedro Proença. Um corte evidente com a mão que igualmente toda a gente viu. Proença enganou-se? Não viu? Mas em Braga, o ano passado, castigou o Emerson e puniu o Benfica com um penalty por uma bola à queima-roupa lhe ter batido no braço, encostado ao corpo, com ele de costas. Nesse lance não teve dúvidas. Proença, digam o que disserem, é um daqueles sobre que não há qualquer dúvida quanto à sua honorabilidade.

Mas há mais. Rui Santos que é como toda a gente sabe um intriguista vulgar e um trampolineiro, que teve a sorte, como dizia o Scolari, de ter uma tia rica (melhor: um tio sério que por acaso ficou rico), teve o desplante de afirmar na SIC N que o jogo do Benfica na Madeira estava facilitado por o Marítimos não ter actualmente boas relações com o Porto, tendo tranquilamente concluído que esse facto possibilitaria ao Benfica um jogo num contexto diferente (entenda-se favorável).

Este tipo na sua ânsia de intrigar nem sequer mede o verdadeiro sentido das suas palavras. O que ele por outras palavras está a dizer, sem saber, é que todos os jogos do Porto contra clubes com os quais Pinto da Costa mantém boas relações são jogos facilitados. Se é assim isto quer dizer que a “fruta” vai muito para além do “café com leite”…E provavelmente vai…

Quanto ao Benfica, por muito que se diga o contrário, tem de reconhecer-se que o jogo de logo à noite é o jogo do ano. Dele depende praticamente tudo. Se o Benfica ganhar, ganhará o campeonato e irá à final da Liga Europa. Se empatar ou perder, pode perder tudo…

sexta-feira, 26 de abril de 2013

BENFICA: UMA DERROTA PREOCUPANTE


 

A FINAL MAIS LONGE
Benfica perde por 1-0 no reduto do Fenerbahçe - 1 (© LUSA SEDAT SUNA)
 

O Benfica sofreu ontem a terceira derrota da época. Tal como as anteriores, em provas internacionais. As duas primeiras na Liga dos Campeões, contra o Barcelona em casa (0-2) e contra o Spartak de Moscovo, fora (2-1) e a terceira na Liga Europa, em Istambul, contra o Fenerbahçe (1-0).

Tão preocupante como a derrota, ou porventura mais, foi ter ficado a zero numa prova a eliminar. Este ano o Benfica só tinha ficado a zero, até ontem, quatro vezes: duas vezes contra o Barcelona - uma na Luz, no jogo acima referido, outra em Camp Nou (empate) - uma contra o Celtic, em Glasgow, também empate e outra contra o Braga, na meia final da Taça da Liga.

Nos jogos a eliminar das competições europeias é muito difícil suplantar uma derrota fora por 1-0, como as estatísticas sobejamente demonstram. Em mais de 50 anos de jogos na Europa, o Benfica nunca foi eliminado, depois de ter vencido em casa o primeiro jogo por 1-0. A pressão de não sofrer golos pesa decisivamente no segundo jogo e acaba por inibir a equipa muito para além daquilo que seria normal. Quando o valor das equipas é sensivelmente o mesmo, é mais fácil virar fora uma derrota em casa por 0-1 do que o contrário.

Nesta eliminatória, nem sequer é tanto o valor intrínseco do adversário que torna a vida do Benfica complicada. É mais o factor psicológico que tudo poderá complicar. Neste sentido, o jogo dos Barreiros será decisivo. Se o Benfica não ganhar, a equipa entrará em crise e tudo se poderá complicar. A pressão externa, nomeadamente através de factores extra-futebol, permanentemente exacerbados pelos seus adversários, é muito grande, e tudo pode acabar por perder-se …mesmo junto à praia.

Exactamente por estas razões, ou seja, por razões psicológicas, continuamos a achar contraproducente o discurso de Jorge Jesus, conferindo a prioridade das prioridades ao campeonato. Chegados a esta fase, todos os jogos e todas as competições têm a mesma prioridade. O jogo de ontem era para o Benfica tão importante como o da próxima segunda-feira contra o Marítimo: a vitória é sempre meio caminho andado para a vitória. A vitória soma vitória, enquanto a derrota tende a somar derrota.

O que ontem correu mal em Istambul está à vista de toda a gente. Em primeiro lugar, o lado esquerdo do Benfica. Dois erros de palmatória poderiam ter deitado tudo a perder. Felizmente só um foi aproveitado. Melgarejo remedeia, mas não é solução. E quanto a Ola John não se pode exagerar nas suas funções defensivas, pelo menos em áreas de risco. Em segundo lugar, a capacidade atacante do meio-campo: Matic muito sozinho não pode fazer tudo à frente e atrás. É certo que, neste caso, devido ao castigo de Enzo Pérez, pouco haveria a fazer. Por último, a manifesta incapacidade de Cardozo jogar em contra-ataque. Sem hipóteses de fazer funcionar o seu pontapé de meia distância e sem a habitual frequência de bolas na área, a aposta em Cardozo só na frente, era, à partida, uma aposta de risco com grande probabilidade de ser uma aposta falhada, como na realidade foi. Se Lima não podia jogar por razões físicas, deveria ter jogado de início Rodrigo, fazendo a ligação entre os sectores e com instruções para jogar até “estourar”. A probabilidade de com Rodrigo na frente o Benfica poder marcar era incomparavelmente maior do que aquela que resultaria da opção escolhida. Rodrigo quando entrou, mal e tarde, já nada poderia fazer. Aliás, Rodrigo é um daqueles jogadores que entra quase sempre mal. Por isso, é preferível, quando ele tem de jogar, pô-lo a jogar de início.

Em conclusão: depois do jogo de ontem, a probabilidade de o Benfica estar na final baixou para 30%/40%, quando antes do jogo era, pelo menos, de 50% ou até superior.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O BENFICA - SPORTING DE DOMINGO PASSADO


 

O RIDICULO E A DECADÊNCIA
 

 

Os sportinguistas, apoiados pelos batoteiros do FCP e com a complacência de comentadores incompetentes, passaram as horas que se seguiram ao jogo de domingo entre o Benfica e o Sporting a comentar a arbitragem e a injuriar o árbitro de quanto havia, enquanto o resto do mundo se deliciava a ver os golos do Benfica.

Esses pobres do Sporting não fazem a mais pequena ideia do que é o futebol no resto do mundo, principalmente fora da Europa, onde as centenas de milhões de pessoas que assistem aos jogos e que a toda a hora os revêem só estão preocupadas com o lado artístico do futebol.

Por cá, programas imbecis, propositadamente feitos para servirem de escape a múltiplas frustrações, vão pondo de parte o futebol e afastando as pessoas dos estádios. Mesmo os que só vêem os jogos pela televisão, na maior parte dos casos não ouvem os comentadores, que em Portugal são, como se sabe, um factor de instabilidade e de perturbação por a maior parte deles, quase todos, não ter ainda percebido qual o seu papel. Mas deixemos isso para outra ocasião…

O exemplo deste fim-de-semana mostra que a burguesia decadente de Lisboa, na sua maior parte adepta do Sporting, tem no futebol mais um factor de frustração e de angústia. E como sempre acontece nessas ocasiões transpõe para o outro as suas incapacidades e as suas impotências.

É por isso que os adeptos do Sporting, além de somarem derrotas atrás de derrotas, passaram a juntar a estas um rol infindável de queixas cada vez mais próximas da paranóia.   

Os sportinguistas vivem na nostalgia de um pretenso paraíso perdido, sintoma indiscutível de decadência que a todos afecta por igual e lhes faz perder a noção do ridículo. Enquanto os “falsos aliados” do Norte se aproveitam perfidamente deste triste estado de alma para os instrumentalizar a troco de apoios selectivos que estrategicamente interessam muito mais ao apoiante do que ao apoiado.

Enquanto o Sporting vive mergulhado numa profunda paranóia, os seus “falsos aliados” do norte fazem o possível para se aproveitarem dela, instrumentalizando-os como colaboradores nas múltiplas malvadezas que pretendem por em prática no futebol português, sobejamente conhecidas por toda a gente. Como se não bastasse a “fruta”, a pancada nos jornalistas independentes, as ameaças e as agressões, também agora se ficou a saber que o dopping faz parte do receituário dos "31 anos gloriosos"!

Voltando ao jogo. O jogo ficou marcado para a história, e também para a enorme plateia mundial que semanalmente acompanha o futebol europeu, por dois excelentes golos do Benfica, sendo um deles – o segundo – uma das mais belas obras de arte da presente temporada futebolística em todo o mundo. Desta vez não conseguiram evitar que o mundo inteiro a apreciasse e comentasse. Aqui há dois anos, em Paços de Ferreira, o mesmo Gaitan marcou um golo que finalizou uma das mais empolgantes jogadas do futebol moderno. Só que quase ninguém viu a jogada toda. Logo a seguir ao jogo, a jogada não foi repetida e numa outra televisão a escolha dos lances da jornada pelo “sr. Freitas Lobo” conseguiu cometer a proeza de a eliminar pura e simplesmente das escolhas da semana.

Finalmente, quanto aos lances do jogo que tanta celeuma levantaram entre os sportinguistas e aos seus “falsos aliados”, depois de vistos e revistos na SIC N em câmara lenta e com imagem aproximada, o que se pode concluir é o seguinte:

No lance entre Wolfswinkel e Garay, é o jogador do Sporting que com a parte externa da perna esquerda afasta com muita energia o jogador do Benfica - nada, portanto; se Garay estivesse de pé, seria falta contra o Sporting.

No Lance entre Maxi e Capel, o jogador do Benfica não toca no jogador do Sporting; Capel, aparecendo nas costas de Maxi, quando se apercebe que já perdeu completamente o controlo da bola atira-se para a frente tentando enganar o árbitro.

No lance entre Gaitan e Llori, Gaitan é ostensivamente pontapeado numa perna; talvez o árbitro não tenha punido a jogada por entender que Gaitan exagerou as consequências do pontapé.

No lance de off side assinalado a Cardozo, há erro do fiscal de linha; Cardozo está aquém do penúltimo jogador do Sporting; fora de jogo mal assinalado numa jogada em que Cardozo ficaria isolado frente a Rui Patrício.

No lance de Matic com um jogador do Sporting, entrada a destempo de Matic merecedor de amarelo.

No lance de Maxi com um jogador do Sporting, entrada impetuosa de Maxi, merecedora de amarelo.

No lance, na área, entre Gaitan e um jogador do Sporting, há falta clara deste que impede Gaitan de saltar…mas é normal que os árbitros não marquem na área estas faltas a não ser quando são muito ostensivas e enérgicas.

No lance entre Maxi e Viola, Maxi impede ao de leve o jogador do Sporting de chegar à bola – o árbitro poderia ter marcado penalty.

No lance de um jogador do Sporting que vai contra Jardel nem sequer se percebe o que pretendem os sportinguistas e o fanático Guedes do Porto; queriam que o Jardel saísse do campo sempre que alguém tentasse passar por ele?

Concluindo: não se passou nada de especial com a arbitragem.

 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

DESTES ÁRBITROS MOURINHO GOSTA



ENTRETANTO, O CORREIO DA MANHÃ VAI MOSTRANDO NOVAS ESCUTAS
 

 

Mourinho que tanto se queixa dos árbitros, sempre que ostensivamente o não favorecem, deve estar muito satisfeito com o que se passou na última jornada da Liga dos Campeões.

Em Paris, o PSG empatou 2-2 com o Barcelona, tendo o primeiro golo dos parisienses sido marcado por Ibrahimovic em fora de jogo. Mas não foi um fora de jogo qualquer. Foi quase de dois metros. Como é possível que tal falta tivesse passado em claro. Que o diga o assistente de Wolfgang Stark...

Em Madrid, O Real Madrid ganhou por 3-0 ao Galatasaray, numa partida relativamente fácil para Mourinho, que teve a felicidade de contar com dois incríveis "falhanços" de Drogba e com um árbitro que terá desculpado uma mão de Khedira na área mais um valente "pisão" de Ramos a Yilmaz. O primeiro erro ocorreu quando o resultado já estava em 1-0 e o segundo quando o Real já timnha marcado três. No primeiro lance, o árbitro deixou seguir o jogo. No segundo, o árbitro norueguês (Svein Moen) em vez de assinalar penalty e punir Sérgio Ramos com cartão amarelo,  converteu a falta do jogador do Real Madrid, em falta contra o jogador do Galatasaray e amarelo por simulação!
E falta ainda saber o que vai a UEFA fazer a Xabi Alonso e a Ramos por terem manifestamente forçado o amarelo, garantindo aparentemente a "presença" nas meias finais.
Destes árbitros Mourinho gosta. Aliás, esta permanente e doentia “preocupação” de Mourinho com os árbitros não é certamente indissociável do que ele aprendeu noutras paragens.

Quem esteja acompanhando a republicação das escutas do “Apito Dourado” que o Correio da Manhã (TV) está fazendo, acrescidas de algumas até agora inéditas, não pode deixar de constatar a imensa podridão que existe no futebol português. Um eficaz esquema mafioso tudo providenciava para que nada faltasse. Para que os resultados fossem sempre os esperados.

Além dos árbitros, juízes de linha e observadores ou representantes da Liga, todas as altas figuras institucionais do futebol português estavam comprometidas com esse esquema: presidente da Liga, presidente da Federação, presidente da comissão de arbitragem, representantes de órgãos de disciplina, além de uma legião de “soldados” que nos jornais, na rádio e na televisão serviam o omnipotente “Padrinho” que tudo, mas tudo, controlava. Abaixo destes, um exército de “jagunços” encarregava-se da aplicação das “sanções” aos que ousassem desobedecer, sem falar evidentemente daqueles que estando directamente ao serviço do “Padrinho” e sempre muito próximos dele funcionavam como mensageiros ou como executores materiais das ordens vindas de cima.

Como é possível que tudo tenha ficado impune na justiça desportiva e na justiça do Estado? Como é possível que os “arremedos de sanções” timidamente aplicados tenham sido anulados pelos órgãos jurisdicionais do Estado português?

E hoje o que se passará? Hoje o que se passará fora do que já não diz pelo telefone? Ninguém acredita que uma organização mafiosas com a do “Apito dourado” não continue activa e não continue a adulterar os resultados desportivos. Ninguém!

terça-feira, 2 de abril de 2013

DIA SEGUINTE


 

A INSTABILIDADE EMOCIONAL
Video thumbnail for youtube video Dias Ferreira discute com Paulo Garcia e abandona programa "Dia Seguinte"!

Depois do ocorrido há cerca de um mês adivinhava-se que o comentador do Sporting no “Dia Seguinte” não teria a estabilidade emocional necessária, nem a educação suficiente, para continuar a comentar.

Depois do que se passou no início de Março, o comentador do Sporting se fosse a tal pessoa que ele permanentemente apregoa só tinha um caminho a seguir: abandonar o programa. De facto, depois de ter insultado publicamente um colega de programa, de ter manifestado uma atitude de desprezo pelo que estava sendo dito contra a sua opinião e de ter dado provas mais do que suficientes que não tinha a estabilidade emocional necessária para continuar no programa, só lhe restava abandoná-lo.

Só que não teve coragem para o fazer. Porquê não se sabe, sendo de admitir várias hipóteses, como por exemplo, estar convencido que ninguém saberá defender tão bem como ele os interesses do Sporting; estar interessado por “vaidade televisiva” na sua continuação no pequeno ecrã; ou, muito prosaicamente, por precisar do dinheirinho que lá lhe pagam…porque a vida está difícil para a toda a gente.

Mas era evidente para todos que a sua continuação não tinha futuro. A sua atitude de desprezo, de pretensa superioridade, de arrogância sobre tudo o que no programa se dizia, levaria, mais semana menos semana, a atitudes incontroladas próprias de uma personalidade que perdeu completamente o domínio da situação.

E foi o que ontem se passou. Numa atitude malcriada, arrogante e de pretensa superioridade virou ostensivamente as costas ao programa durante a intervenção de um colega. O moderador, Paulo Garcia, aguentou a situação enquanto pôde. Mas, ou porque não pôde mais, ou porque recebeu instruções da régie, pediu ao sr. Dias Ferreira que se comportasse de acordo com as exigências do programa.

Completamente descontrolado, o comentador do Sporting, depois de uma troca de palavras com o moderador, abandonou o programa em directo.

O abandono de um programa em directo até poderia ser um acto de coragem que ficaria nos anais da televisão se não fosse dar-se o caso de no contexto em que tudo ocorreu ter sido um acto de extrema covardia.

De facto, não tendo tido coragem para afrontar directamente o comentador que lhe faz perder a estabilidade emocional, que sabe pôr à prova a sua imensa falta de edução e até a sua impotência argumentativa, virou-se contra (o que lhe pareceu ser) a parte mais fraca – o moderador, o qual, diga-se, soube reagir com grande dignidade. A atitude é tanto mais condenável e tanto mais esclarecedora do comportamento de uma personalidade futebolisticamente doentia e socialmente reprovável quanto é certo aquele contra o qual ele se virou, por falta de coragem para atacar o seu verdadeiro alvo, até ser um seu estimável aliado nas intrigas e insinuações futebolísticas em que o programa é fértil.

Em resumo, foi um espectáculo deplorável, num programa deplorável que só serve para degradar o futebol e dar livre curso a mentes psicopatas que se servem do futebol para exprimir todas as suas taras, fraquezas, falhas de carácter, falta de educação, ausência de princípios, enfim, do pior que há na televisão portuguesa.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

A SEMANA EM COMENTÁRIO


 

DUAS NOTAS

 

Mourinho e a UEFA – Mourinho conseguiu demonstrar que houve um voto “reorientado” na eleição do melhor treinador do mundo. Mourinho não conseguiu demonstrar que houve outros casos idênticos. Garantiu que sim, mas justificou o silêncio daqueles cujos votos teriam sido reorientados, dizendo que compreendia perfeitamente a razão por que o faziam.

Mourinho, para lançar a suspeita sobre a eleição, bastava-lhe provar um único caso. E lançar a suspeita de que haveria outros. Foi o que fez. Isso basta-lhe para atacar a vitória de Del Bosque.

Perante a situação criada, a UEFA tem de actuar sobre a Federação da Macedónia e exigir que Mourinho declare as outras situações que diz conhecer. Se nada fizer, se deixar as coisas como estão, quem fica a ganhar é Mourinho e quem fica a perder é a UEFA.

O Presidente do Sporting – O primeiro acto público do presidente do Sporting foi insurgir-se contra a arbitragem de um jogo da Segunda Liga entre o Sporting B e o Benfica B, atribuindo a derrota da sua equipa ao árbitro. Como se trata de um jogo que quase ninguém viu e de factos que não estão ilustrados por quaisquer imagens (públicas) o menos que se pode dizer é que o seu comportamento “está em linha” com o que tem sido a atitude dos comentadores televisivos do Sporting.

Apesar da grave situação que o clube atravessa, a manutenção desta linha tonta de continuar a imputar a terceiros as incapacidades próprias parece constituir um indício seguro de que o Sporting continuará a sua marcha imparável em direcção ao abismo.

Será aliás curioso referir que o episódio foi logo aproveitado por Oliveira e Costa para desferir mais um ataque contra o Benfica com base em factos que ele nem sequer demonstrou conhecer no que foi secundado, apesar do mesmo desconhecimento dos factos, por Miguel Guedes.

No fundo, o que um e outro pretendem em estreita aliança é condicionar antecipadamente a arbitragem do próximo Benfica-Sporting. Mais uma vez João Gobern esteve francamente mal e continua sem perceber que todas as concordâncias, qualquer que seja o assunto, que ele estabeleça com aqueles dois fanáticos e desonestos comentadores se vira necessariamente contra o clube que ele representa. É de facto, inacreditável que tendo as acusações de Costa e Guedes sido feitas sem quaisquer provas, ele nem sequer tenha levantado essa questão. E que tenha permitido que as acusações fossem subindo de tom com base em factos que nenhum dos dois conhecia e que nenhum dos dois estava em condições de provar. Assim, não dá.

 

terça-feira, 26 de março de 2013

A SELECÇÃO GANHOU, MAS…



TUDO SE SIMPLIFICOU APÓS A EXPULSÃO
 
Azerbaijão vs Portugal (EPA/YURI KOCHETKOV)
 
Paulo Bento parece que está muito satisfeito com a vitória, mas as coisas não são, nem estão, tão simples como parece. A equipa hoje mostrou mais colectivo do que quando joga com Ronaldo e Nani. Claro que Ronaldo não tem culpa disso, mas a verdade é que isso verifica-se sempre que Ronaldo não joga, o que não aconteceu muitas vezes, mas já aconteceu algumas. A responsabilidade é do treinador.
Quanto ao jogo de hoje, que deixou eufóricos alguns comentadores, como o Gilberto da RTP, deve dizer-se que, até à expulsão, resultante de mais uma "palhaçada" de Pepe, não houve nada de substancialmente diferente do que até aqui tínhamos visto nesta fase de qualificação. Pepe lá conseguiu enganar o árbitro e assim se percebe melhor por que razão certos treinadores que privilegiam a vitória a qualquer preço gostam tanto de Pepe…
Depois da expulsão tudo se tornou mais simples. Paulo Bento substituiu logo a seguir o inexistente Meireles (é um dos tais que não joga na sua equipa há vários jogos e assim vai continuar por força do longo castigo que lhe foi aplicado) por Hugo Almeida, ficou com mais gente na frente e numa bola parada (de canto) acabou por marcar por Bruno Alves, que assim fez o seu segundo golo nesta digressão.
Antes do golo já Postiga havia perdido duas oportunidades quase de baliza aberta. Postiga deve ser com toda a certeza o jogador que mais golos já falhou em toda a fase de grupos da zona Europa. Os golos que ele já falhou nesta eliminatória, só esses, davam para uma qualquer equipa que os tivesse concretizado ter hoje um excelente score de golos marcados. Este é um dos casos que Paulo Bento teima em manter. O outro é João Pereira, não tanto por ter falhado também um golo certo, mas por ter sido pelo lado dele que ocorreram as poucas ocasiões que o fraco conjunto do Azerbaijão, tão fraco que não fez um único remate à baliza de Rui Patrício, se acercou da baliza portuguesa. Meireles, como já se referiu, é outro dos que também não deveria jogar, embora por razões diferentes…
Para valorizar a vitória e não a ligar à expulsão “inventada” por Pepe, Paulo Bento deu a entender que às vezes é mais difícil jogar contra dez. Mas se é assim o que se lhe aconselha é que Portugal comece a jogar com dez para dificultar a vida aos adversários, não sendo difícil adivinhar quem deveria ficar de fora…
Só mais logo à noite, quando se conhecerem todos os resultados se verá em que medida esta vitória melhorou realmente a situação da selecção portuguesa. Obviamente que perder seria muito pior, mas se Paulo Bento não arrepiar caminho nada de muito positivo se poderá esperar do comportamento da selecção. Vem aí alguns jogos difíceis que se não vencerão, se o nível competitivo e exibicional da selecção não subir muito. Aliás, quem tiver visto o França-Espanha desta noite perceberá do que estamos a falar.
De positivo, muito positivo mesmo, a exibição de Vieirinha em substituição de Varela. Vieirinha é um dos tais, que apesar de estar jogando bem numa liga difícil, Paulo Bento em princípio não convoca. Foi buscá-lo desta vez porque não tinha Nani. Dani, em substituição de Ronaldo, não tendo feito uma grande exibição, tem lugar na equipa.
Além do golo de Bruno Alves, Hugo Almeida, à boca da baliza, concluiu de cabeça um centro de Coentrão, fazendo o segundo golo.
Vitória, portanto, por 2-0, em Baku, tendo a selecção subido provisoriamente ao segundo lugar do grupo.


PAULO BENTO CHEGARÁ À PÁSCOA?



SE NÃO GANHAR, NÃO CHEGA

Depois da deplorável prestação da selecção na última sexta-feira, em Israel, é natural que os portugueses se interroguem sobre o jogo de amanhã, em Baku, contra o Arzarbeijão. Paulo Bento tem-se escudado nos resultados do último Europeu para justificar uma atitude arrogante, a raiar a insolência, que vai mantendo relativamente a todas as críticas que lhe fazem.

O último jogo da selecção demostrou que as escolhas de Paulo Bento não são as melhores ou são mesmo más, não sendo indissociável desta realidade os resultados das cinco últimas partidas disputadas pela selecção nas quais não há uma única vitória.

É certo que a ausência de formação em grande escala começa a reflectir-se na selecção principal. Verdadeiramente ninguém aposta a sério na formação, nem a selecção, nem os clubes. No Sporting fala-se muito de formação quando não há dinheiro para pagar os ordenados ou em tempo de eleições, mas se olhar para o passado próximo não há nenhum grande jogador que de lá tenha saído. Portanto, mais tarde ou mais cedo, a selecção iria sofrer as consequências. E já as está a ter agravadas pela teimosia (mais do que teimosia, burrice) de Paulo Bento que se recusa dentre as escassas possibilidades existentes a escolher aqueles que mais garantias lhe poderiam trazer.

De facto, Paulo Bento prefere manter um conjunto habitual de jogadores, qualquer que seja a forma em que se encontrem e qualquer que seja a frequência com que jogam, a inovar, escolhendo outros em melhor forma, que joguem regularmente nos seus clubes. Isso é desde logo notório na defesa como se viu no último jogo. Todos ,sem excepção, fizeram grossa asneira: Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Coentrão. Se relativamente a alguns deles ainda se compreende a insistência, quanto a outros, como João Pereira e Bruno Alves, ela é verdadeiramente insustentável. O mesmo se diga na linha média, onde nem Veloso, nem Meireles, estão em forma, não jogando, aliás, nenhum dos dois, posto que por razões diferentes, com regularidade nos seus respectivos clubes. No ataque, Postiga é uma verdadeira negação. Só por milagre uma equipa que tenha Postiga como ponta de lança poderá aspirar à qualificação para o Mundial. Infelizmente, também Varela está jogando muito mal. A verdade é que por essa Europa fora há portugueses que jogam nesses lugares e que poderiam fazer melhor, para não falar de João Tomás, com o qual Paulo Bento casmurramente nunca contou. Se o selecionador alemão fosse como Paulo Bento, Klose já tinha deixado a selecção há mais de quatro anos…

Também não se compreende que, precisando a Federação, como pão para a boca, que a selecção vá ao Mundial, Paulo Bento se recuse a convocar um dos muitos excelentes jogadores com dupla nacionalidade, a jogar em Portugal, que já se disponibilizaram publicamente para jogar pela selecção.

Paulo Bento depois do resultado de sexta-feira e, principalmente, depois da polémica que vem mantendo com Pinto da Costa em termos impróprios, está a um passo de não passar a Páscoa como seleccionador. Basta que não ganhe amanhã.

 

terça-feira, 19 de março de 2013

MOURINHO É IRRESPONSÁVEL?


 

O ASSUNTO DO MELHOR TREINADOR DO MUNDO NÃO PODE FICAR ASSIM

 

Mourinho declarou à RTP que não foi à gala da FIFA porque havia “irregularidades” (leia-se batota) na eleição do melhor treinador do mundo. Segundo o treinador português, várias pessoas lhe telefonaram a dizer que tinham votado nele, tendo o voto depois aparecido noutra pessoa.

Mourinho não pode fazer estas afirmações sem ter a possibilidade de provar quais os eleitores (não se sabe quantos: muitos, poucos?) que, tendo-lhe comunicado  o voto na sua pessoa, o viram no resultado final atribuído a outra.  É evidente que esta prova não prova nada, apenas provaria que Mourinho foi informado de que havia eleitores (quantos?) que lhe assinalaram uma divergência entre o voto efectivamente votado e o voto que lhes foi atribuído.

De posse desta prova, Mourinho deveria ter-se dirigido à FIFA, exigindo a consulta dos votos cuja irregularidade lhes foi assinalada. E logo se saberia se a FIFA fez batota ou se os informantes de Mourinho estavam pura e simplesmente a mentir.

Agindo como agiu, Mourinho demonstra ser um irresponsável, um ególatra, a quem nem sequer passa pela cabeça terem-lhe pura e simplesmente mentido. Ou, pior ainda, passa-lhe e mesmo assim não hesita em lançar, sem provas, uma grave suspeita sobre a FIFA com o objectivo de desmerecer do prémio atribuído a um homem sério como é Vicente del Bosque.

Espera-se que a FIFA actue e que seja implacável. De facto, num sorteio em que o voto é público, as suspeitas de Mourinho são ridículas e apenas demostram o tipo de pessoa que Mourinho é. Mourinho não presta…Por isso, com ele como interveniente, todas as conjecturas são possíveis: e se Mourinho já tivesse decidido sair do Real Madrid mas, querendo fazê-lo com uma choruda indemnização, estivesse com esta conversa a criar as condições para não poder continuar em Espanha, “obrigando” o Real Madrid a demiti-lo?

sexta-feira, 15 de março de 2013

BENFICA PASSA ELIMINATÓRIA COM VITÓRIA EM BORDÉUS


 
CARDOZO DECISIVO
Cardozo Benfica  Bordeaux (Foto: AFP)

Até agora o Benfica tem estado à altura das suas responsabilidades em todas as frentes em que está empenhado. Com excepção da Taça da Liga, onde houve o “acidente” dos penalties, além de um penalty sobre Gaitan não assinalado, tudo tem corrido bem, apesar de muitas terem sido as vozes que antecipavam o colapso da equipa em Fevereiro.

No jogo de hoje, em Bordéus, jogado em condições muito difíceis, o Benfica demonstrou personalidade e ganhou com todo o merecimento. Jogar uma eliminatória europeia, dos oitavos de final, sem dois titularíssimos no centro da defesa, e mesmo assim ganhar não é feito que esteja à altura de qualquer um.

Os que hoje desvalorizam o triunfo do Benfica (Rui Santos, Ribeiro Cristóvão, entre outros) são os mesmos que na quinta feira passada criticavam a equipa por não ter além do um a zero e são curiosamente os mesmos que enalteciam o triunfo do Porto sobre o Málaga (a 27 pontos do Barcelona!) e anteviam uma passagem relativamente fácil da equipa portista à fase seguinte, não obviamente por demérito da equipa adversária, mas pela grande classe da equipa portuguesa. E, todavia, o que se viu foi exactamente o contrário.

Esta noite, Jardel foi muito importante na marcação do primeiro golo, depois de o Bordéus ter ameaçado seriamente a baliza de Artur, que acabou, nesse período, saindo ilesa mercê da grande actuação do guarda-redes brasileiro. É certo quer o Benfica levou algum tempo a acertar as marcações no centro da defesa, mas depois, com Matic mais perto dos centrais, a equipa não voltou a oscilar durante cerca de uma hora.

Na parte final do encontro, Jardel cortou mal uma bola lançada para as costas da defesa, acabando por fazer uma assistência para Diabaté, que de outro modo se encontraria em off side. Diabaté, recebendo a bola isolado, não teve dificuuldade em fazer o golo do empate. Mas logo no minuto seguinte, Cardozo, acabado de entrar, demonstrou toda a sua classe como homem de área: simulou o remate, sentou o defesa e o guarda-redes, e com o pé esquerdo fez o golo. Um grande golo!

No primeiro minuto do prolongamento Jardel voltou a ser infeliz e fez auto-golo, permitindo, assim, ao Bordéus chegar ao empate. Mas logo no minuto seguinte, Cardozo ganhou na frente uma disputa de bola com Poko e fez o terceiro do Benfica com grande classe. Um golo à Romário.

Embora nunca tivesse estado em causa a eliminatória, a verdade é que Cardozo foi decisivo, marcando por duas vezes. Na equipa do Benfica, além de Cardozo, que acabou sendo o homem do jogo, apesar de somente ter entrado ao 67.º minuto, rendendo Rodrigo, há a destacar a segurança de Artur, a boa exibição de Gaitan e de Enzo Pérez e a consistência de Matic (que apenas deveria ser incentivado a largar a bola um bocadinho mais cedo…). Rodrigo muito sozinho na frente cumpriu o que se lhe pedia.

O Bordéus foi uma equipa muito semelhante à que jogou na Luz. Privilegiou os lançamentos longos para as costas da defesa do Benfica e dispôs de várias oportunidades que não concretizou. O Benfica ganhou os dois jogos, porque é superior.