sexta-feira, 15 de março de 2013

BENFICA PASSA ELIMINATÓRIA COM VITÓRIA EM BORDÉUS


 
CARDOZO DECISIVO
Cardozo Benfica  Bordeaux (Foto: AFP)

Até agora o Benfica tem estado à altura das suas responsabilidades em todas as frentes em que está empenhado. Com excepção da Taça da Liga, onde houve o “acidente” dos penalties, além de um penalty sobre Gaitan não assinalado, tudo tem corrido bem, apesar de muitas terem sido as vozes que antecipavam o colapso da equipa em Fevereiro.

No jogo de hoje, em Bordéus, jogado em condições muito difíceis, o Benfica demonstrou personalidade e ganhou com todo o merecimento. Jogar uma eliminatória europeia, dos oitavos de final, sem dois titularíssimos no centro da defesa, e mesmo assim ganhar não é feito que esteja à altura de qualquer um.

Os que hoje desvalorizam o triunfo do Benfica (Rui Santos, Ribeiro Cristóvão, entre outros) são os mesmos que na quinta feira passada criticavam a equipa por não ter além do um a zero e são curiosamente os mesmos que enalteciam o triunfo do Porto sobre o Málaga (a 27 pontos do Barcelona!) e anteviam uma passagem relativamente fácil da equipa portista à fase seguinte, não obviamente por demérito da equipa adversária, mas pela grande classe da equipa portuguesa. E, todavia, o que se viu foi exactamente o contrário.

Esta noite, Jardel foi muito importante na marcação do primeiro golo, depois de o Bordéus ter ameaçado seriamente a baliza de Artur, que acabou, nesse período, saindo ilesa mercê da grande actuação do guarda-redes brasileiro. É certo quer o Benfica levou algum tempo a acertar as marcações no centro da defesa, mas depois, com Matic mais perto dos centrais, a equipa não voltou a oscilar durante cerca de uma hora.

Na parte final do encontro, Jardel cortou mal uma bola lançada para as costas da defesa, acabando por fazer uma assistência para Diabaté, que de outro modo se encontraria em off side. Diabaté, recebendo a bola isolado, não teve dificuuldade em fazer o golo do empate. Mas logo no minuto seguinte, Cardozo, acabado de entrar, demonstrou toda a sua classe como homem de área: simulou o remate, sentou o defesa e o guarda-redes, e com o pé esquerdo fez o golo. Um grande golo!

No primeiro minuto do prolongamento Jardel voltou a ser infeliz e fez auto-golo, permitindo, assim, ao Bordéus chegar ao empate. Mas logo no minuto seguinte, Cardozo ganhou na frente uma disputa de bola com Poko e fez o terceiro do Benfica com grande classe. Um golo à Romário.

Embora nunca tivesse estado em causa a eliminatória, a verdade é que Cardozo foi decisivo, marcando por duas vezes. Na equipa do Benfica, além de Cardozo, que acabou sendo o homem do jogo, apesar de somente ter entrado ao 67.º minuto, rendendo Rodrigo, há a destacar a segurança de Artur, a boa exibição de Gaitan e de Enzo Pérez e a consistência de Matic (que apenas deveria ser incentivado a largar a bola um bocadinho mais cedo…). Rodrigo muito sozinho na frente cumpriu o que se lhe pedia.

O Bordéus foi uma equipa muito semelhante à que jogou na Luz. Privilegiou os lançamentos longos para as costas da defesa do Benfica e dispôs de várias oportunidades que não concretizou. O Benfica ganhou os dois jogos, porque é superior.

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

PORTO FORA DA CHAMPIONS

É PRECISO TER LATA, UMA GRANDE LATA!!!





Tanta conversa e afinal o Porto caiu aos pés de uma equipa que vai em quarto lugar na Liga Espanhola a 27 pontos do comandante! Para quem depreciava o Bordéus, colocado a meio da tabela, a 17 pontos do primeiro, não deixa de ser humilhante ser eliminado pelo Málaga.

E o Porto até se pode dar por muito feliz. Depois de ter vencido em Portugal com um golo fora de jogo, viu anulado em Espanha o primeiro golo do Málaga sem que até agora ninguém ainda tenha percebido por que razão o árbitro errou ou qual foi a causa do erro do árbitro. Transformar um penalty não marcado, que, por acaso, deu em golo, num golo anulado não é feito ao alcance de qualquer!

Tendo, portanto, o Porto beneficiado de dois golos, um validado injustamente e outro invalidado sem que ninguém perceba porquê, e mesmo assim ter sido eliminado, só demonstra que a equipa atravessa uma grave crise que em Portugal se nota menos, não só pela grande distância que separa as duas equipas da frente das demais, mas também por as arbitragens quase nunca serem imparciais.

Finalmente, ficou também demonstrado para quem tivesse dúvidas que o dínamo do Porto era Moutinho. Com Moutinho lesionado, com James a meio-gás, e com Mangala vigiado pelos árbitros, o Porto está longe de ser uma grande equipa.

A derrota por 2-0 espelha bem o que foi o jogo pelo que nada mais há a dizer.

quarta-feira, 6 de março de 2013

ESTA LIGA DOS CAMPEÕES JÁ ESTÁ VICIADA


 

MAIS UMA VEZ MOURINHO…
Nani ve la roja
 

A dúvida não está em saber se esta Liga dos Campeões já está viciada, mas se a Liga dos Campeões está viciada.

A dúvida faz todo o sentido, analisando o que se passou hoje e ligando o que se passou hoje com o que se passou noutras ocasiões.

Hoje, toda a gente viu o que se passou. Num jogo que estava sendo excelentemente disputado, com clara supremacia do United, que estava conseguindo neutralizar Ronaldo na melhor fase da sua carreira, o árbitro turco Çakir - e toda a gente pergunta, porquê um árbitro turco? – expulsou inexplicavelmente Nani. Uma expulsão tão surpreendente, que ninguém, dentro e fora do campo, a percebeu. Não a perceberam os jogadores do Real Madrid. Não a compreenderam os jogadores do Manchester. Quando ambos os jogadores que intervieram no lance – Nani e Arbeloa - ainda estavam por terra, dava a ideia, pelas imagens, que os jogadores do Manchester até estavam a chamar a atenção do árbitro para a entrada imprudente de Albeloa, pedindo que o livre fosse marcado a seu favor. Inexplicavelmente, perante a surpresa e a estupefacção geral, o árbitro expulsou Nani. Incrível, de facto. Nani correu para uma bola que vinha no ar, sem adversários por perto, e, quando já estava com o pé levantado na vertical da bola, irrompeu em grande correria contra ele Arbeloa, provocando o choque. Se o árbitro interpretasse o gesto de Nani como imprudente, o mais que poderia fazer era mostrar o amarelo. Mas nem isso se justificaria.

Este lance foi decisivo para o desfecho da partida. Todos os jornais espanhóis o dizem sem rodeios.

Uma expulsão com estas características deixa a equipa que a sofre tão desorientada quanto os espectadores. Uma coisa é uma expulsão na sequência de uma agressão, de jogo violento ou de uma sucessão de faltas. Outra, completamente diferente, é uma expulsão que tem lugar cerca de um minuto depois de a jogada ter ocorrido, sem que ninguém, de um lado ou de outro, insistimos, estivesse a contar com ela. Enquanto a expulsão normal é anímica e psiquicamente assimilada pela equipa com rapidez, a expulsão inopinada e surpreendente, e além do mais completamente inexplicável, deixa a equipa que a sofre verdadeiramente atordoada.

Foi o que aconteceu. Mourinho, pelas mudanças que imediatamente fez, em três minutos virou o resultado. Aliás, dois excelentes golos. Curiosamente, o Manchester acabou por reagir e, não fora o azar e novamente o árbitro, que não marcou duas grandes penalidades a seu favor – uma por mão de Ramos e outra por rasteira do mesmo jogador a Evra, isto para não falar de um soco (sem querer) de Diego Lopes a Vidic -, poderia ter ganho o jogo. Fez o suficiente para passar num jogo em que foi superior, mas que ficou definitivamente marcado pelo árbitro.

É muito. Muito para ser simples acaso. De nada valem as palavras de circunstância que Mourinho terá trocado com Fergusson durante o jogo ou as que proferiu no fim: “Perdeu a melhor equipa, mas o futebol é assim. Devem sentir-se como eu me senti quando me expulsaram o Pepe em Camp Nou…”.

O que interessa ter em conta nestas coisas é o passado. E o passado diz-nos que, quando Mourinho treinava o Porto, o Manchester também foi eliminado. Como? Com um golo de Costinha? Sim, certamente. Só que se tivesse sido validado o de Scholes, limpo, não lhe bastaria empatar em Old Trafford para passar à fase seguinte…

E depois, em San Siro, contra o Barcelona, arbitrado por Olegário Benquerença, foi a vergonha que se conhece. Um golo em claríssimo fora de jogo, outro na sequência de uma falta não marcada sobre Messi e uma série de livres perigosos à entrada da área transformados em livres a favor, além de dois penalties indiscutíveis não marcados a favor do Barça. É muito…

O facto de o Barcelona, um ou dois anos antes, ter sido escandalosamente beneficiado na meia-final num jogo contra o Chelsea, em que ficaram por marcar cinco (!!!) grandes penalidades a favor dos ingleses, não justifica o que se tem passado com Mourinho.

O que tudo isto demonstra - e não se trata, longe disso, de uma análise exaustiva -  é que a Liga dos Campeões não é uma prova séria.

Os ingleses não fazem batota no futebol e talvez por isso se preocupem pouco com estas questões. Mas como são muito bons a investigar, eu, se estivesse no lugar do Manchester, e tivesse os recursos que o Manchester tem, investigaria este Cüneyt Çakir, tendo em conta as óbvias conexões: empresários, antecedentes de participantes, ligações a conhecidos corruptores de árbitros, etc.. Só para ficar tranquilo e continuar a acreditar que o futebol é uma coisa séria...

segunda-feira, 4 de março de 2013

ABAIXO OS PROGRAMAS DESPORTIVOS COMENTADOS POR ADEPTOS



DIAS FERREIRA NÃO TEM EDUCAÇÃO

 

Temo-nos batido neste espaço pela eliminação nas televisões, a começar pela RTP, dos programas desportivos comentados por adeptos. São programas onde se cultiva o ódio, a violência, o fanatismo, enfim, o que há de mais negativo no desporto.

Dias Ferreira é um desses casos, embora esteja longe de ser o único. É um fanático, um faccioso, um pretenso moralista arrogante e acima de tudo uma pessoa sem nenhuma educação. Faz parte dessa nomenklatura decadente que se apoderou do Sporting através de influências múltiplas (desde logo as televisivas) e o levou à situação em que se encontra - à ruina e ao descalabro.

O mais interessante é que esse cavalheiro do Sporting que é objectivamente incapaz de analisar um lance com seriedade – sim, porque o fanatismo é em si uma desonestidade – se considera moralmente superior aos que o rodeiam. Milhares de vezes no programa em que participa ele arrogantemente exibiu a sua superioridade moral que, pouco inteligentemente (consequência do seu fanatismo), liga ao facto de ser sportinguista.

 Hoje, mais uma vez foi a sua actuação foi vergonhosa, insultando um colega de programa. A primeira característica do fanático é não ver no outro nada mais que fanatismo.

Mas nem todos são fanáticos. Outros são manhosos, muito manhosos.

Enfim, se a Alta Autoridade para a Comunicação Social não fosse o que realmente é – uma pequena autoridade – aconselharia as direcções de programa das televisões a acabar com esse lixo que são os programas comentados por adeptos.


PINTO DA COSTA TEM MESMO DIREITO DE OPÇÃO SOBRE OLIVEIRA E COSTA


 

A BRONCA DE ALVALADE

 

Aqui há uns meses atrás tínhamos perguntado se Pinto da Costa tinha direito de opção sobre Oliveira e Costa (o do Trio de Ataque). Hoje essa questão já não se põe. O dito especialista em sondagens, está nos programas desportivos de televisão com dois objectivos: atacar o Benfica e defender o Porto nas chamadas questões indefensáveis. O Sporting de que se diz adepto é um mero instrumento de que se serve para poder actuar aquela estratégia.

Nas questões que digam respeito ao Sporting e a que o Benfica seja alheio, a posição desse comentador é conhecida: apoia as direcções sportinguistas que nestes últimos anos levaram o Sporting à situação em que se encontra. É um seguidista nato, principalmente na defesa das políticas de “colonização” do Sporting por Pinto da Costa. Apoiou tudo o que fosse desvalorizar e prejudicar o clube de Alvalade. Sempre assim tem agido.

Ontem, porém, a máscara, se existia – e realmente ela só não era vista pelos mais ingénuos – caiu definitivamente. Na discussão sobre os incidentes de Alvalade, em que Pinto da Costa, como habitualmente, foi o protagonista, Oliveira e Costa só tinha uma versão do assunto. Qual era ela? A do ex-dirigente sportinguista Paulo de Abreu? Que ideia! Não senhor. A sua versão era a de Pinto da Costa!

Ou seja, Oliveira e Costa, especialista em múltiplas actividades, desde formação profissional subsidiada pelo Fundo Social Europeu até comentador desportivo em representação de um clube, gastando, todavia, parte considerável do seu tempo de antena a defender outro, assumiu agora as funções de porta-voz de Pinto da Costa.

No incidente de Alvalade, o mais interessante nem sequer é a posição de Oliveira e Costa, já que é cada vez mais difícil encontrar um notável sportinguista que não esteja “colonizado” pelo Porto– salve, Paulo de Abreu! -, mas o facto de  Pinto da Costa se ter mostrado tal qual é: “Você está a dizer isto aqui, mas se fosse lá no Porto não dizia nada”.

Ora bem aí temos a verdadeira interpretação do conceito de liberdade – liberdade de opinião, liberdade de informação – de Pinto da Costa. A mesma “liberdade” com o clube das Antas trata os jornalistas, os árbitros, enfim, até os autocarros dos clubes rivais.

E para que não houvesse dúvidas de que era dessa “liberdade” que se tratava logo um jagunço saído dentre os convidados da tribuna VIP do Sporting se levantou para pôr defender o “Chefe” e pôr em sentido aquele que tivera a ousadia de o confrontar com o sempre presente “apito dourado”.

Veremos como reagem os sportinguistas em campanha eleitoral para a partir dessa análise poderemos concluir até onde já vai a “colonização” do Sporting pelo Porto...

domingo, 3 de março de 2013

BENFICA NA FRENTE


 

VITÓRIA DIFICIL EM AVEIRO

Duas notas preambulares: a primeira respeita aos comentários da RTP internacional que transmitiu o jogo em directo. Inacreditável a actuação do comentador de serviço. Uma pobreza profissional e um facciosismo que justificariam que tal fulano não mais voltasse a comentar jogos na televisão pública. Quando é que esses pseudo profissionais do comentário desportivo se convencem que eles estão lá para ilustrar com breves palavras o que se está a passar e não o que segundo as suas pobres cabecinhas se deveria passar? E quando é que eles se convencem que, relativamente às chamadas jogadas polémicas, eles não estão lá para as comentar – não só porque em regra não são honestos, como quase sem excepções não são competentes – mas para as mostrar? Apenas isso e nada mais. O resto não é com eles. É com os espectadores.

A segunda tem a ver com a interpretação estúpida ou maldosa das palavras alheias, neste caso, das as do treinador do Benfica no final do jogo. O que Jorge Jesus disse foi que o problema das equipas como o Beira Mar é galvanizarem-se contra os grandes e depois não serem capazes de manter essa performance contra as equipas do seu campeonato. Ele fala porque já esteve do outro lado e sabe que esse problema não é fácil de contornar. Este comentário é óbvio é um só um diminuído mental o não compreende.

Terceira nota: João Gobern continua a falhar. Dizer que o penalty contra o Beira Mar se justifica porque a bola de Cardozo ia para a baliza, é de facto de quem, com o devido respeito, não percebe nada de futebol. O que o João Gobern tem que dizer é aquilo que é óbvio: o penalty não se discute. É penalty indiscutível. Se aquilo não é penalty, então o que é penalty? Nem sequer deveria ter deixado que a discussão fosse por esse lado. E João Gobern não viu que houve mais dois penalties sobre o Lima e uma outra mão na bola  de um defesa aveirense que não foram assinaldos?João Gobern não tem a estatística dos penalties que foram assinalados a favor do Porto e dos que não foram marcados contra, apesar de evidentes? E não se lembra João Gobern de como o Porto empatou o jogo o ano passado contra a Académica? Assim não pode ser. Tem de ir preparado ou dar o lugar a quem vá.

Bem, quanto ao jogo. O Benfica fez um dos jogos mais sofridos da época. Um jogo que poderia ter sido sentenciado nos primeiros trinta minutos. Não resolveu. O Beira Mar agigantou-se e não permitiu que o Benfica tornasse o jogo fácil. É certo que o Beira Mar nunca esteve perto de marcar, salvo numa jogada de ressalto na área que, depois de ter sido sorte, teve azar.

E o Benfica a partir de determinada altura apenas pensou em segurar a vitória e conseguiu. Não há muito mais a dizer, salvo um falhanço incrível de Cardozo, em cima da linha de golo, por falta de reflexos.

Entretanto, o desonesto e fanático comentador do Porto, chamado Guedes, vai espalhando mentiras e baboseiras na RTP Informação. Enfim, é quase um caso de polícia.

Depois do empate do Porto em Alvalade, o Benfica passou para a frente para grande raiva desses comentadores que realmente estão na origem e são os verdadeiros autores morais de actos como os do apedrajamento ao autocarro do Benfica. Por isso é que a RTP Informação, como estação pública que é, deveria acabar com programas, como este, geradores de ódio e de violência.  

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PREMIER LEAGUE NA BENFICA TV



PRIMEIRA MACHADADA NO MONOPÓLIO
 

 

O Benfica desferiu hoje a primeira grande “machadada” no vergonhoso monopólio que a SPORT TV tem desde que em Portugal existem transmissões de futebol em canal fechado ao adquirir os direitos de transmissão televisiva dos jogos da Premier League nos próximos três anos (380 jogos por época repartidos por 38 jornadas), a partir de 2013/2014. Um monopólio que tem sido apadrinhado por todos os governos desde Cavaco e que o actual Governo com a cumplicidade do desacreditado Relvas reforçou ao não considerar de interesse público a transmissão semanal de um jogo de futebol da primeira Liga. Uma transmissão, diga-se, que nunca incidia sobre o jogo principal da jornada. Mas até com isso Relvas acabou.

Em complemento à transmissão dos jogos da Liga inglesa, a Benfica TV transmitirá mais três programas semanais, cuja produção é da responsabilidade da Premier League:
a) “Premier League Review”, um programa sobre os melhores momentos dos jogos realizados em cada fim-de-semana;
b) “Premier League Preview”, uma antevisão da jornada seguinte;
c) Um terceiro, o “Premier League World”, um magazine televisivo que faz uma viagem sobre toda a actualidade da Premier League com entrevistas, resumos dos jogos, estatísticas e que recorda, ainda, momentos do passado que fazem parte da história da competição.»

Será agora muito interessante saber como vai reagir esse grande amigo do Sr. Joaquim Oliveira que se dá pelo nome de Fernando Seara que ao longo das últimas décadas tem se tem aproveitado do nome do Benfica para “fazer pela vida”.

 

BENFICA ELIMINADO DA TAÇA DA LIGA




 
AUTOCARRO DO BENFICA APEDREJADO EM BRAGA
 
O Benfica foi eliminado pelo Braga nas meias-finais da Taça da Liga, por grande grandes penalidades, numa partida que terminou empatada a zero.
Enquanto o Braga disputava o jogo da época, o Benfica cumpria calendário. Tudo se teria passado normalmente se na segunda parte não tivesse ficado por assinalar um penalty sobre Gaitan, que poderia ter alterado o curso do jogo. Coisas que acontecem...a uns mais que a outros.
À parte esse incidente o jogo foi mais ou menos aquilo que se previa. Duas equipas a tentar explorar o contra-ataque e com oportunidades repartidas, embora Rodrigo com um pouquinho mais de sorte pudesse ter marcado, pelo menos, numa das duas vezes em que esteve próximo de o fazer.
O Benfica jogou com a equipa que Jorge Jesus considerou adequada à competição em disputa e ninguém o pode criticar por isso. Não passou, mas poderia ter passado. A equipa não sofreu golos e isso é positivo tendo em conta o tipo de provas que ainda tem pela frente. A única coisa criticável é o Benfica ter falhado 60% das penalidades de que dispôs. É muito. Até parecia que não havia entre os jogadores em campo quem fosse mais inábil. De facto, para além do mérito de Quim, que defendeu duas, houve grande demérito nos três marcadores que falharam: Luisão, Roderick e Gaitan. Não é admissível falhar tantos penalties. Será que não treinam este tipo de lances? É que não se trata somente de sorte como frequentemente se diz. É também incompetência.
O Benfica reconheceu mérito na vitória do Braga e não havia nenhuma razão para que tudo se não passasse normalmente depois do jogo. Só que não passou. Alguns quilómetros depois de ter deixado o Estádio, o autocarro do Benfica foi apedrejado com blocos de cimento atirados de cima de um viaduto.
Um acto grave que poderia ter tido consequências dramáticas se alguem fosse sentado nos lugares atingidos. Não pode haver zonas do país interditas aos autocarros dos clubes. Pelo contrário, o que tem de haver é a interdição de certas zonas a pessoas que não sabem viver em sociedade. Pessoas que praticam uma cultura de ódio e de violência, a quem não repugna usar a ameaça, a chantagem e a violência como armas do desporto.
O Benfica tinha excelentes relações com o público de Braga. Nunca um acto destes teria condições para acontecer em Braga. A verdade é que aconteceu. É necessário perceber porquê. Quem tem um longo historial de apedrejamento do autocarro do Benfica é outro clube. Será o acto de selvajaria hoje praticado em Braga da responsabilidade de adeptos do Braga ou de infiltrados que utilizam o Braga como utilizam qualquer outro clube para hostilizar o Benfica? Tratar-se-á de verdadeiros adeptos do Braga? Ninguém acredita nisso. É um acto típico de covardes que aproveitaram o disfarce do Braga para voltar a cometer o crime  que já por várias vezes tinham praticado noutro lugar.
Espera-se uma palavra do presidente do Braga, embora se saiba que as indignações desse dirigente são sempre muito relativas e dirigidas apenas a certos alvos.
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MOURINHO DESFORRA-SE EM CAMP NOU


 
BARÇA EM BAIXO
[foto de la noticia]

Mourinho mais uma vez derrotou o Barcelona na Copa do Rei. Em si esta vitória não teria uma importância por aí além se não fosse dar-se o caso de Mourinho precisar muito dela para orientar o seu próximo futuro. Só por isso ela é muito importante. Muitíssimo importante.

Mourinho trava no Real Madrid uma luta de tudo ou nada pelo poder. Mourinho não se contenta com pouca coisa. Quer sempre tudo. E o que ele quer é mandar no Real Madrid e ter uma equipa que lhe obedeça cegamente.

Para isso Mourinho, no que resta desta época, precisa de voltar a ganhar ao Barcelona no próximo fim-de-semana, eliminar o Manchester United na quarta-feira seguinte e ganhar a Liga dos Campeões Europeus.

Se ganhar ele terá condições para exigir a Florentino Perez todo o poder e poderá, finalmente, “limpar o balneário” a seu gosto. Dispensará Casillas, Sérgio Ramos, Higuain, ponderará o que fazer a Özil, e construirá uma equipa onde ninguém ousará discutir as suas ordens por mais estranhas e impróprias que elas sejam.

Não voltará a acontecer no Real Madrid o que aconteceu nestes três últimos anos, em que Mourinho ainda não tinha chegado a casa e já as redacções dos jornais sabiam o que se tinha passado no balneário. Notícias como as de ontem, na véspera do jogo com o Barcelona, não voltariam a circular. Ninguém iria saber que Mourinho exigira aos seus jogadores que provocassem Messi e Dani Alves, tendo recebido uma rotunda negativa da generalidade dos seus pupilos com excepção de Xabi Alonso, Arbeloa e Essien. E tantas outras coisas que ao longo destes três últimos anos passaram para o domínio público numa guerra entre Mourinho e os jogadores que lhe disputam o direito, de além de atletas, serem também cidadãos.

Essa é uma hipótese, a outra, bem ao jeito de Mourinho, é sair por cima deixando o Real Madrid com a 10.ª vitória na Liga dos Campeões, sabendo-se, como se sabe, que esse é um dos objectivos que o Madrid persegue, sem êxito, desde que Del Bosque deixou o clube. Sair e se possível com uma soberba indemnização.

O jogo desta noite inscreve-se nesse núcleo de vitórias que Mourinho precisa para escolher uma das duas alternativas acima referidas.

No que respeita propriamente à partida desta noite, que o Barça perdeu por 1-3, com dois golos de Cristiano Ronaldo e um Varane, a equipa confirmou a queda que de forma progressiva se vinha manifestando desde há desde há alguns jogos. Provavelmente, ganhará o campeonato, porque a distância que o separa do segundo classificado é muita, mas não ganhará mais nada.

Cristiano Ronaldo, rapidíssimo no contra-ataque, demonstrou estar em grande forma e pela primeira vez nos confrontos entre os dois clubes “arrumou Messi” num canto.

O Real Madrid marcou três mas poderia ter marcado mais, enquanto o Barça marcou um, por Jordi Alba, e não justificava mais, apesar de ter ficado por assinalar um penalty sobre Pedro.

Mais uma vez ficou evidente que o Barça tem um sério problema na parte central da defesa. Piqué é um verdadeiro desastre. E mais uma vez protagonizou uma cena de protestos injustificados por um penalty sobre Ronaldo que não tem discussão possível.

MÁRIO COLUNA


 

CONDECORADO PELO GOVERNO PORTUGUÊS
 

 
Mário Esteves Coluna é juntamente com Eusébio a maior glória do futebol benfiquista e um dos nomes incontornáveis da história do futebol português. Chegado a Portugal nos longínquos anos de 1954, vindo do Desportivo de Lourenço Marques, Coluna logo se impôs na equipa do Benfica, treinada pelo célebre Otto Glória – o homem que tirou o futebol português da época da “pedra lascada” e protagonizou a sua primeira grande modernização; a segunda haveria de caber a um outro treinador, também do Benfica, Steven Goran Erickson.
Coluna iniciou a sua carreira no Benfica no mesmo ano que Otto Glória havia chegado ao clube. Otto Glória renovou a equipa – a primeira grande renovação dos pós guerra - apostando fortemente em jogadores oriundos das ex-colónias, modernizou os métodos de treino, introduziu o famoso 4-2-4 e o profissionalismo no futebol português. Juntamente com Coluna, sob a direcção de Otto Glória, entraram para a equipa do Benfica nesse ano Costa Pereira e Naldo, vindos ambos de Lourenço Marques, e depois Pegado, Garrido e Chipenda, para se juntarem àqueles que eram então as grandes vedetas do Benfica – José Águas, Caiado, Ângelo, Arsénio, Artur, Palmeiro, entre outros.
Estreou-se  oficialmente no Estádio Nacional contra o Setúbal em 12 de Setembro com uma vitória por 5-0, tendo marcado dois golos.
Logo no ano da chegada a Portugal Coluna ganhou o Campeonato e a Taça de Portugal. Foi o ano em que se inaugurou o Estádio da Luz – 1 de Dezembro de 1954 – a que sempre terá de ficar associado o nome desse grande benfiquista, verdadeiro símbolo da matriz popular e democrática do clube – Joaquim Bogalho. Foi também nesse ano que o Benfica fez uma célebre digressão ao Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, na qual Coluna e Costa Pereira foram muito elogiados pela exigente imprensa brasileira, pelas grandes exibições que realizaram no Maracanã e em S. Paulo.
Depois, a partir de 1959/ 60 e durante três épocas é o "reinado" do grande Bela Guttman e da equipa maravilha do Benfica, na qual Coluna assumiu o papel indisputado de "grande partrão" - o mostro sagrado do futebol português. Dois campeonatos, duas Taças dos Campeões europeus e uma Taça de Portugal é o palmarés de Bela Gutman na sua primeira passagem pelo Benfica e, obviamente, dos jogadores que compunham a equipa.
De 1954 a 1970 – foram dezasseis épocas ao serviço do Benfica. Uma carreira recheada de títulos – 10 campeonatos, 7 taças de Portugal, 2 Taças dos Campeões Europeus – e muitas internacionalizações pela selecção portuguesa onde rubricou exibições memoráveis, nomeadamente no Mundial de Inglaterra de 1966.
Ficou famosa a agressão de que foi alvo na final da Taça dos Campeões Europeus, em Wembley, 1963, contra o Milan, num jogo que o Benfica perdeu por 2-1. Na altura não havia substituições e Coluna esteve mais de vinte minutos ausente do jogo a receber assistência nos balneários. Reentrou em campo inferiorizado e assim se manteve até final da partida. O Benfica marcou primeiro por Eusébio, tendo-se mantido à frente do marcador durante uma hora, mas a lesão de Coluna, propositadamente provocada pelos italianos e durante décadas erradamente atribuída a Trapattoni, deitou tudo a perder. Dois anos mais tarde, em 1965, em San Siro, contra o Inter, o Benfica voltaria a perder a final com dez homens em campo, desta vez por lesão do guarda-redes, Costa Pereira, que Germano – o grande Germano, o homem que jogava em todas as posições – teve de substituir desde os 57 minutos, naquela que foi porventura uma das melhores épocas de sempre do Benfica na Taça dos Campeões, com uma vitória em Lisboa sobre o grande Real Madrid por 5-1!
Coluna realizou no Benfica 525 jogos, foi internacional 57 vezes, marcou o último golo em 25 de Outubro de 1969 contra o Boavista na Luz e fez o último jogo oficial pelo Benfica, no Estádio Nacional, em 8 de Fevereiro de 1970, contra a CUF do Barreiro.
É hoje condecorado em Maputo pelo Governo português com o Colar de Honra de Mérito Desportivo. No Benfica merecia uma estátua, no mínimo como a de Eusébio!

A IGNORÂNCIA DO DIA SEGUINTE


 

OS LANCES DA JORNADA

É absolutamente espantoso que três comentadores de futebol, por acaso todos do PSD, pertencentes a clubes diferentes, todos licenciados em direito, não saibam interpretar as leis do jogo em lances óbvios e sem nenhuma dificuldade de interpretação. A maior parte das vezes actuam completamente de má-fé ou no quadro de um sectarismo que só prejudica o futebol como aqui tantas vezes temos dito. Outras, como hoje foi o caso, por manifesta ignorância.
Tudo isto vem a propósito do lance de Rui Patrício na Amoreira. Para esse lance só há uma solução: penalty e expulsão. Então não é óbvio que o jogador do Estoril, se não tivesse sido rasteirado, teria marcado golo? Que interessa a direcção do corpo em que ocasionalmente se encontra o jogador rasteirado, se a baliza está escancarada a cerca de 12 metros, bastando ao jogador rematar com uma simples torsão da perna para fazer golo? É preciso ser realmente estúpido para supor que somente quando o jogador está virado de frente para a baliza é que há vermelho directo. Então os jogadores não têm mobilidade mais que suficiente para se mudar de posição imediatamente ou devem antes ser equiparados a pesados petroleiros que precisam de uma longa manobra para mudar de rumo? O decisivo é a possibilidade ou não de fazer golo quando o jogador que segue isolado é rasteirado ou quando quem rasteira já não tem ninguém atrás de si, nem sequer o guarda-redes, que foi aliás o que se passou no Estoril. Isso é que importa e não a posição em que o jogador tem o corpo.
A verdade é que estes tipos são os mesmos que também acham que os seus amigalhotes se podem candidatar vezes sem conta a uma câmara municipal desde que se vão mudando de terra de tempos a tempos. 
 São pouco inteligentes e objectivamente batoteiros.
Mais à frente a história repetiu-se com uma falta de Otamendi sobre um jogador do Rio Ave que o árbitro não marcou. Mas esse mesmo árbitro já não teve dúvida em assinalar penalty a favor do Porto (mais um) numa bola chutada à queima-roupa contra o braço de um defesa do Rio Ave. O comentador do FCP é tão aldrabão que até teve a pouca vergonha de afirmar que o jogador do Rio Ave agarrou o defesa do Porto. O impoluto sportinguista, o tal que é portador de uma moral acima de qualquer mortal, concordou com o comentador portista: não foi penalty. Estes sportinguistas estão completamente colonizados…
Entretanto, o Sporting vai de mal a pior no plano desportivo e no plano “político”. No jogo do Estoril foi perdoado um vermelho a Rui Patrício e um segundo amarelo salvo erro a Eduardo. No plano "político" continua luta entre a direcção cessante e a mesa da assembleia geral não apenas directamente, mas também por via dos novos candidatos. Com ou sem bancos, o Sporting caminha para o abismo. E talvez seja no abismo, depois de lá cair, que venha a regenerar-se. Mas não vai ser fácil…
Quanto aos outros jogos, importa destacar a vitória tranquila do Benfica frente ao Paços de Ferreira, por 3-0 e a difícil vitória do Porto contra o Rio Ave, por 2-1.
Esta vitória do Benfica parece desmentir a tese que os comentadores portistas e a seus apaniguados desde há algumas semanas andavam defendendo de que o Benfica estava estourado e que muito brevemente iria começar a ceder. Afinal, quem revelado grandes dificuldades em Fevereiro, apesar de quase só estar a fazer um jogo por semana e de ter tido vários penalties a seu favor, é o Porto.  Veremos se mesmo assim com vários penalties a favor e com lances ilegais, não assinalados, dentro da sua área ou ainda com cargas ao guarda-redes adversário o Porto se aguenta.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

JOÃO GOBERN É INGÉNUO OU EXCESSIVAMENTE EDUCADO?


 
COMENTÁRIO SOBRE O COMENTÁRIO
 

 João Gobern é no panorama do comentário desportivo português um caso à parte. Vê-se que é uma pessoa bem formada, com grande consciência cívica, educado nas suas críticas e moderado nos seus aplausos. Talvez por isso tenha sido banido do comentário crítico desportivo da RTP. Um operador de câmara apanhou-o a fazer um gesto de regozijo por o Benfica ter marcado um golo ao Braga, quase no fim do jogo, que lhe assegurava a vitória numa partida que tinha sido muito difícil.
O realizador não teve qualquer problema em pôr as imagens no ar e a RTP hipocritamente despediu-o como comentador.
Se a RTP, nomeadamente a RTP Porto, pusesse no ar os aplausos que os seus “independentes jornalistas” desportivos fazem quando o Porto marca um golo, nem seria necessário fazer a tal remodelação de que fala o Relvas. Já tinham sido todos despedidos. Mas como as imagens de João Gobern vieram para o domínio publico, a “ética” desportiva da RTP impôs o seu despedimento. A mesma “ética” que os impede de parar as imagens para que se possa medir bem o off side de Moutinho contra o Málaga ou a mesma “ética” que os impele a passar as imagens em câmara lenta sempre que convém distorcer a realidade, imagens que às vezes nem sequer passaram à velocidade normal.
Se houvesse ética na RTP, a primeira coisa que a sua administração deveria fazer era acabar imediatamente com os programas desportivos comentados por adeptos dos clubes ou de pessoas que estão a soldo do clube que representam. Como aqui tantas vezes se tem dito, são programas anti-futebol, estupidificantes e que só propagam no país o atraso mental. E deveria manter programas desportivos de qualidade, compostos por comentadores independentes e com a presença de um árbitro na análise da jornada do fim de semana e das jornadas europeias. Com uma condição: todos os comentadores, bem como o próprio árbitro, teriam de declarar publicamente as suas simpatias clubistas. Quem não declarasse ou fizesse batota, do género o meu clube é a selecção nacional ou a Académica, não poderia participar. Só assim se elevaria o nível do comentário desportivo e se atribuiria alguma dignidade ao futebol enquanto desporto para ser visto.
Tudo isto a propósito de João Gobern participar num programa desportivo para o qual não está manifestamente talhado e que jamais conseguirá morigerar com comentários sérios porque não está a tratar com pessoas como ele. Está a tratar com pessoas que frequentemente estão de má fé e sempre imbuídas do maior fanatismo. Se vivessem um pouquinho mais a sul, onde o “desporto” é outro, toda a gente sabe onde eles militariam e o que fariam, caso dedicassem a essa outra causa o mesmo fanatismo e o mesmo fundamentalismo com que defendem o seu clube.
Se o João Gobern pensa que pode modificar o programa em que participa, então ele está a ser um grande ingénuo. Se actua como actua apenas por educação – e não há nenhuma razão para supor que essa não seja a verdadeira causa do seu comportamento – então deve retirar-se.
Ele, por muito que isso custe à sua integridade moral, não pode estar num programa daqueles para elogiar o adversário diga o elogio respeito a jogadores, a dirigentes, a treinadores ou o que quer que seja, nem para dar razão aos seus adversários seja qual for o assunto. Se isso afronta os seus princípios que ao menos fique calado quando os outros abordam esses temas ou lhe solicitam que o faça. Que João Gobern analise com frieza o modo como eles actuam contra ele: sempre que um ou outro dão razão a alguma coisa relacionada com o clube que JG defende, é para logo a seguir poderem desferir com mais intensidade e, pensam eles, credibilidade, um ataque feroz contra esse mesmo clube.
Isto não quer dizer que o clube de JG esteja bem representado nos programas homólogos da concorrência. Não está. Entre a exaltação permanente e o radicalismo insustentável e a sonsice de quem não defende coisa alguma e só lá está por razões que nada tem a ver com o Benfica há um imenso caminho que poderia ser percorrido.
Mas o ideal, o ideal mesmo, era que esses programas acabassem!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

JESUS QUER BENFICA FORA DA LIGA EUROPA?


 

OUTRAS NOTAS SOBRE A JORNADA EUROPEIA
 

 

Mais uma vez o treinador do Benfica, na véspera de um importante jogo para a Liga Europa, contra uma grande equipa alemã, fez declarações incompreensíveis para a maior parte dos adeptos.

Não só repete o que já tinha disto antes do encontro de Leverkusen – o campeonato é a prioridade, o jogo contra o Paços de Ferreira é mais importante – como acrescenta a inacreditável previsão (desejo?) de que das duas equipas que em Portugal lutam pelo título terá mais hipóteses a que primeiramente for eliminada das competições europeias.

Interpretado à letra, isto deixa aso a que se diga que Jesus está ansioso que o Benfica seja arredado da Liga Europa. É essa a mensagem que parece transmitir aos seus jogadores. Uma mensagem de um treinador pouco ambicioso e nada confiante nas capacidades da equipa para se bater em várias frentes.

Que garantias tem Jesus na vitória no campeonato se o Benfica for eliminado, logo à noite, da Liga Europa e, por acréscimo, na próxima quarta-feira, da Taça da Liga, contra o Braga? Nenhumas, absolutamente nenhumas, como se viu nos dois últimos anos.

Obviamente que estar em quatro frentes nesta altura da época é obra e raros são os que não sucumbem. Mas isso não significa que as equipas com ambição, com plantéis caríssimos, não devam tudo fazer para se manter nas respectivas provas, a lutar pelos títulos, até ao fim. Ao treinador cabe fazer a gestão desse esforço, doseando-o inteligentemente pelos diversos elementos do grupo.

Jesus conta, porém, com uma contrariedade: os jogadores estão muito interessados na prova europeia e tudo farão para nela se manter o mais tempo possível. É com essa vontade que  os benfiquistas contam.

Entretanto, a jornada europeia da Champions League terminou com uma quase irrecuperável derrota do Barcelona frente ao Milan, em San Siro. Os catalães dão-se mal com os ares de Milão, seja com o Inter, seja com o Milan. O jogo de ontem à noite foi dos mais pobres que o Barcelona fez nos últimos cinco anos.

O Barcelona pode queixar-se do árbitro por o primeiro golo ter sido marcado na sequência de uma mão não assinalada, mas já só se pode queixar de si próprio por ter feito durante todo o jogo um único remate à baliza!

Além de Messi ter estado quase ausente do jogo - ver-se-á mais tarde se por acaso ou por estar a pagar o preço de uma época intensa –, o Barcelona continua demonstrando grande fragilidade defensiva. Na próxima época vai ter de rever de alto a baixo a sua linha defensiva. Piqué está longe de dar garantias e dá-las-á tanto menos quanto mais o trio maravilha do meio campo demonstrar saturação e cansaço. Puyol ainda é dos quatro da defesa o melhor, mas a sua imensa combatividade e vontade de vencer não vão ser suficientes para superar outras limitações, que o tempo necessariamente impõe. Se esta questão não for resolvida com tempo, afiguram-se tempos difíceis para o Barcelona.

Ver-se-á até meados de Março quem em Espanha segue em frente na Champions. Tal como as coisas estão, não seria de admirar que não seguisse ninguém. Málaga, Barcelona e Real Madrid podem todos ser eliminados. Ainda assim, o que tem mais hipóteses de passar é o Real Madrid. Mourinho tem muita sorte nas provas a eliminar.

Quanto ao jogo do Porto, continua o silêncio na imprensa portuguesa (e também nas televisões) sobre o golo de Moutinho. O que não se compreende tanto mais que o off side é óbvio. O Porto apesar de não ter desfrutado de nenhuma outra ocasião de golo, exerceu um domínio intenso sobre o Málaga e está fisicamente muitíssimo mais forte. Tem, portanto, todas as possibilidades de passar.

Para terminar, uma nota mais. Corre na imprensa europeia que Villas-Boas será o substituto de Mourinho no Real Madrid. Seria uma boa solução para o Real Madrid. Villas-Boas não só é um grande treinador, como um homem inteligente capaz de imediatamente perceber a “idiossincrasia” dos merengues. Além de que é uma pessoa educada no verdadeiro sentido do termo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

VITÓRIA DO PORTO COM GOLO OFF SIDE


 

A "INTELIGÊNCIA BACOCA" DOS COMENTADORES
[foto de la noticia]

 

Não há nada mais nocivo ao futebol português do que os comentadores que semana após semana aparecem nas televisões a emitir opiniões sobre os jogos da jornada. Salvo raríssimas excepções, eles causam no espectador uma tão forte repulsa pelo fenómeno desportivo que só por este ter mesmo muita força consegue resistir a quem o trata tão mal. E então os chamados comentadores dos clubes são execráveis. Nem mais nem menos: execráveis. Os do Sporting são os grandes responsáveis pelo clube estar na posição em que se encontra e a analisar pelo que se continua a ver parece que não descansarão enquanto não puserem o clube na segunda divisão.

Mas os que escondem (com o rabo de fora) a sua cor clubista não são melhor. Pelo contrário, até conseguem em muitos casos ser pior. Umas vezes por paixão clubista exacerbada e falsamente escondida, outras por medo dos grandes patrões da bola que não se ensaiam nada para os pôr na prateleira se desalinham da norma estabelecida.

Tudo isto vem a propósito da vitória de hoje à noite do Porto contra o Málaga. Toda a gente viu que o golo foi marcado em fora de jogo. E quem não viu à primeira poderia ter visto à segunda ou à terceira. Mas não: quiseram esconder o que não poderia ser escondido. Não pararam nunca a imagem – e este é dos poucos casos em se que justifica a imagem parada – e quiseram enganar o espectador. Como se por essa Europa fora não houvesse mais televisões. Eles que param a imagem por tudo e por nada, a maior parte das vezes para distorcer a realidade, desta vez nada fizeram. Nem as famosas linhas puseram. Enfim, uma vergonha.

A vergonha não é a vitória ter sido obtida com um golo ilegal. Isso acontece, infelizmente. A vergonha é tentar esconder isso. É certo que esse erro pode ser decisivo no desfecho da eliminatória, mas nem por isso deixa de ser verdade que coisas dessas acontecem por mais atentos que os árbitros estejam. Toda a gente se recordará daquela vitória na Liga dos Campeões do Porto de Mourinho, por caso obtida contra duas equipas da 2.ª divisão (o Deportivo da Corunha e Mónaco) – facto de que o Porto não tem culpa nenhuma), ter sido obtida com um erro gigantesco cometido pelo árbitro no jogo do Porto contra o Manchester United nas Antas – um golo indevidamente anulado. Um golo que se tivesse sido validado tudo poderia ter sido diferente.

No jogo desta noite o Porto foi indiscutivelmente superior, sem contudo ter criado verdadeiras oportunidades de golo, além do golo. O Málaga é inferior, embora tenha uma boa defesa e um meio campo defensivo que actua com muito rigor. Mas o ataque não existe. E Roque Santa Cruz é agora uma completa nulidade. Incrível como Pellegrini permitiu que acabasse o jogo.

O Porto parece ser este ano cada vez mais Moutinho. E depois a um nível diferente, mas muito eficaz, Sandro (o tal que eles, os comentadores do Porto, diziam que não jogava nada quando comparado com Álvaro Pereira!) e à frente, como finalizador, com grande porte atlético, Jackson Martinez. E é tudo em matéria de individualidades, salvo uma nota para a excessiva dureza de Mangala. Mas apesar da falta de verdadeiros artistas, a equipa como conjunto é sólida, muito sólida. E por isso ganha e não deixa marcar golos ao adversário.
E foi o que hoje mais uma vez aconteceu!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

ACADÉMICA NA LUZ COM ENCOMENDA DO PORTO


 

SAIU FURADA A ESTRATÉGIA DE PEDRO EMANUEL
Benfica vence Académica com penálti nos descontos
 A académica jogou este ano contra o Benfica quatro vezes. Em todos os jogos anteriores a Académica tentou ganhar e esteve perto de o conseguir por duas vezes. Quando empatou em Coimbra para o campeonato e quando perdeu na Luz para a Taça da Liga. Em ambos os jogos marcou quatro golos ao Benfica, dois em cada. Só no jogo da Taça de Portugal as coisas correram francamente mal à Académica.
Por isso não deixa de ser estranho, muito estranho, que a Académica tenha vindo à Luz com a atitude que hoje demonstrou. Com uma atitude de quem despreza completamente a possibilidade de atacar o Benfica….porque, percebe-se, dessa atitude poderia resultar alguma fragilidade defensiva. E a Académica não quis arriscar nem um milímetro. Ficou a ideia de que a encomenda que trazia para o jogo da Luz passava por um empate.
Não é que a atitude da Académica seja nova no futebol português. A novidade está em Académica ter feito isto este ano, ao arrepio de tudo o que tem feito até aqui.
Quando o Benfica foi campeão com Trapattoni, o Belenenses de Carvalhal foi à luz jogar durante 90 minutos dentro da sua área. Acabou por perder por 1-0 com um golo de Mantorras. Precisava o Belenenses desse ponto na Luz? Não. Ficava exactamente no lugar em que estava qualquer que fosse o resultado. Por que razão abdicou então o Belenenses de atacar, de tentar chegar à área do Benfica? Só Carvalhal poderá responder. No mesmo campeonato, Lito treinava o Estoril. O jogo da segunda volta realizou-se no Estádio do Algarve, por acordo ou a pedido do Estoril. Não foi o Benfica que marcou o jogo no Algarve, porque não é o Benfica que marca o lugar onde se realizam os jogos do clube visitado. Pois Lito jogou durante 90 minutos a defender, sem sequer tentar chegar uma vez à baliza do Benfica. Porquê? Só Lito poderá responder. Mas não lhe valeu de nada. Mais uma vez Mantorras no tempo de compensação marcou o golo da vitória.
Hoje passou-se o mesmo. Pedro Emanuel teve a ousadia de afirmar que também o Manchester jogou assim na terça-feira passada contra o Real Madrid, no primeiro jogo da eliminatória dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Só por brincadeira Pedro Emanuel pode ter dito o que disse. Como o jogo a que ele se referiu foi há 5 dias e há milhões de pessoas que o viram, não vale a pena responder …
Vamos ver como é que Pedro Emanuel vai jogar contra o Porto. Está muita gente com curiosidade…
Hoje a estratégia do treinador da Académica saiu derrotada da Luz com toda a justiça. Quem faz anti-jogo, quem vai competir apenas para impedir o adversário de jogar não merece ganhar um ponto que seja. Fez-se justiça: Lima no nonagésimo quarto minuto marcou e o Benfica ganhou!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

BENFICA VENCE EM LEVERKUSEN


 
AFINAL, O BENFICA JOGOU A SÉRIO
Matchwinner in Leverkusen: Oscar Cardozo überlupft Bayer-Keeper Bernd Leno zum 1:0 für Benfica

 Aquilo que parecia ser uma jornada pouco interessante para os benfiquistas, acabou por se tornar numa jornada vitoriosa num país tradicionalmente difícil para as equipas portuguesas, e para o Benfica em particular. De facto, raras são as equipas portuguesas que têm saído vitoriosas na Alemanha.
Esta noite, em Leverkusen, o Benfica somou a segunda vitória na Alemanha, depois de muitos e muitos anos a perder e a empatar com equipas germânicas. Foi um jogo interessante em que o Benfica, contrariamente ao que é costume, soube reter e controlar a bola e jogar com muita eficácia na defesa perante uma equipa que apresentava o seu ponto forte exactamente no ataque.
Na primeira parte o Bayer quase não teve uma verdadeira oportunidade, enquanto o Benfica poderia ter marcado num excelente remate de André Almeida. Na segunda parte, o jogo recomeçou menos rápido e com a Benfica a defender mais.
Depois de quase ter sofrido um golo numa jogada confusa em frente à baliza de Artur, o Benfica lançou um rápido contra-ataque conduzido por Sálvio que não conseguiu dar seguimento à jogada por ter aparentemente falhado o passe para um companheiro. A jogada parecia perdida, mas André Almeida conseguiu recupera a bola, correr pela direita e cruzar, Gaitan deixou passar para Cardozo que depois de uma brilhante simulação marcou em jeito o golo do Benfica.
Perto do fim o Benfica, esteve, por duas vezes, quase a fazer golo por Ola John, mas acabou por ser Melgarejo no último minuto a segurar a vitória ao cortar de cabeça sobre a linha de golo uma bola que ia direitinha para dentro da baliza.
O Benfica neste jogo demonstrou mais consistência defensiva com André Gomes e Melgarejo nas alas e mais segurança no meio campo com Matic e Enzo Peres, ambos muito bem.
Matic realizou uma excelente exibição, sem dúvida o melhor do Benfica, mas o homem do jogo acabou por ser Cardozo, que marcou o golo da vitória, e a seguir Melgarejo que evitou o empate quando o golo já parecia inevitável.
Urreta jogou de início e foi substituído por Salvio um pouco antes dos 60 minutos. Já antes André Gomes por lesão havia dado o lugar a Enzo Peres. Antes do quarto de hora final, Cardozo foi substituído por Lima. A substituição de Cardozo por Lima parece resultar de uma daquelas “fèzadas” que às vezes os treinadores têm relativamente a certos jogadores, já que nada naquela altura justificava a saída de Cardozo. O paraguaio demonstrou grande disponibilidade física durante todo o encontro, estava moralizado e via-se que ainda aguentava em bom ritmo mais uns minutos. Desta vez Lima pouco ou nada fez. Não parece ser o tipo de jogador adequado a um jogo como o de hoje em que quem lá estivesse, naquele lugar, teria de jogar muitas vezes sem apoios.
A eliminatória não está ganha, mas foi um grande passo. Na próxima quinta-feira se verá e ver-se-á também como vai reagir o Benfica à série de jogos que aí vem.