terça-feira, 23 de abril de 2013

O BENFICA - SPORTING DE DOMINGO PASSADO


 

O RIDICULO E A DECADÊNCIA
 

 

Os sportinguistas, apoiados pelos batoteiros do FCP e com a complacência de comentadores incompetentes, passaram as horas que se seguiram ao jogo de domingo entre o Benfica e o Sporting a comentar a arbitragem e a injuriar o árbitro de quanto havia, enquanto o resto do mundo se deliciava a ver os golos do Benfica.

Esses pobres do Sporting não fazem a mais pequena ideia do que é o futebol no resto do mundo, principalmente fora da Europa, onde as centenas de milhões de pessoas que assistem aos jogos e que a toda a hora os revêem só estão preocupadas com o lado artístico do futebol.

Por cá, programas imbecis, propositadamente feitos para servirem de escape a múltiplas frustrações, vão pondo de parte o futebol e afastando as pessoas dos estádios. Mesmo os que só vêem os jogos pela televisão, na maior parte dos casos não ouvem os comentadores, que em Portugal são, como se sabe, um factor de instabilidade e de perturbação por a maior parte deles, quase todos, não ter ainda percebido qual o seu papel. Mas deixemos isso para outra ocasião…

O exemplo deste fim-de-semana mostra que a burguesia decadente de Lisboa, na sua maior parte adepta do Sporting, tem no futebol mais um factor de frustração e de angústia. E como sempre acontece nessas ocasiões transpõe para o outro as suas incapacidades e as suas impotências.

É por isso que os adeptos do Sporting, além de somarem derrotas atrás de derrotas, passaram a juntar a estas um rol infindável de queixas cada vez mais próximas da paranóia.   

Os sportinguistas vivem na nostalgia de um pretenso paraíso perdido, sintoma indiscutível de decadência que a todos afecta por igual e lhes faz perder a noção do ridículo. Enquanto os “falsos aliados” do Norte se aproveitam perfidamente deste triste estado de alma para os instrumentalizar a troco de apoios selectivos que estrategicamente interessam muito mais ao apoiante do que ao apoiado.

Enquanto o Sporting vive mergulhado numa profunda paranóia, os seus “falsos aliados” do norte fazem o possível para se aproveitarem dela, instrumentalizando-os como colaboradores nas múltiplas malvadezas que pretendem por em prática no futebol português, sobejamente conhecidas por toda a gente. Como se não bastasse a “fruta”, a pancada nos jornalistas independentes, as ameaças e as agressões, também agora se ficou a saber que o dopping faz parte do receituário dos "31 anos gloriosos"!

Voltando ao jogo. O jogo ficou marcado para a história, e também para a enorme plateia mundial que semanalmente acompanha o futebol europeu, por dois excelentes golos do Benfica, sendo um deles – o segundo – uma das mais belas obras de arte da presente temporada futebolística em todo o mundo. Desta vez não conseguiram evitar que o mundo inteiro a apreciasse e comentasse. Aqui há dois anos, em Paços de Ferreira, o mesmo Gaitan marcou um golo que finalizou uma das mais empolgantes jogadas do futebol moderno. Só que quase ninguém viu a jogada toda. Logo a seguir ao jogo, a jogada não foi repetida e numa outra televisão a escolha dos lances da jornada pelo “sr. Freitas Lobo” conseguiu cometer a proeza de a eliminar pura e simplesmente das escolhas da semana.

Finalmente, quanto aos lances do jogo que tanta celeuma levantaram entre os sportinguistas e aos seus “falsos aliados”, depois de vistos e revistos na SIC N em câmara lenta e com imagem aproximada, o que se pode concluir é o seguinte:

No lance entre Wolfswinkel e Garay, é o jogador do Sporting que com a parte externa da perna esquerda afasta com muita energia o jogador do Benfica - nada, portanto; se Garay estivesse de pé, seria falta contra o Sporting.

No Lance entre Maxi e Capel, o jogador do Benfica não toca no jogador do Sporting; Capel, aparecendo nas costas de Maxi, quando se apercebe que já perdeu completamente o controlo da bola atira-se para a frente tentando enganar o árbitro.

No lance entre Gaitan e Llori, Gaitan é ostensivamente pontapeado numa perna; talvez o árbitro não tenha punido a jogada por entender que Gaitan exagerou as consequências do pontapé.

No lance de off side assinalado a Cardozo, há erro do fiscal de linha; Cardozo está aquém do penúltimo jogador do Sporting; fora de jogo mal assinalado numa jogada em que Cardozo ficaria isolado frente a Rui Patrício.

No lance de Matic com um jogador do Sporting, entrada a destempo de Matic merecedor de amarelo.

No lance de Maxi com um jogador do Sporting, entrada impetuosa de Maxi, merecedora de amarelo.

No lance, na área, entre Gaitan e um jogador do Sporting, há falta clara deste que impede Gaitan de saltar…mas é normal que os árbitros não marquem na área estas faltas a não ser quando são muito ostensivas e enérgicas.

No lance entre Maxi e Viola, Maxi impede ao de leve o jogador do Sporting de chegar à bola – o árbitro poderia ter marcado penalty.

No lance de um jogador do Sporting que vai contra Jardel nem sequer se percebe o que pretendem os sportinguistas e o fanático Guedes do Porto; queriam que o Jardel saísse do campo sempre que alguém tentasse passar por ele?

Concluindo: não se passou nada de especial com a arbitragem.

 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

DESTES ÁRBITROS MOURINHO GOSTA



ENTRETANTO, O CORREIO DA MANHÃ VAI MOSTRANDO NOVAS ESCUTAS
 

 

Mourinho que tanto se queixa dos árbitros, sempre que ostensivamente o não favorecem, deve estar muito satisfeito com o que se passou na última jornada da Liga dos Campeões.

Em Paris, o PSG empatou 2-2 com o Barcelona, tendo o primeiro golo dos parisienses sido marcado por Ibrahimovic em fora de jogo. Mas não foi um fora de jogo qualquer. Foi quase de dois metros. Como é possível que tal falta tivesse passado em claro. Que o diga o assistente de Wolfgang Stark...

Em Madrid, O Real Madrid ganhou por 3-0 ao Galatasaray, numa partida relativamente fácil para Mourinho, que teve a felicidade de contar com dois incríveis "falhanços" de Drogba e com um árbitro que terá desculpado uma mão de Khedira na área mais um valente "pisão" de Ramos a Yilmaz. O primeiro erro ocorreu quando o resultado já estava em 1-0 e o segundo quando o Real já timnha marcado três. No primeiro lance, o árbitro deixou seguir o jogo. No segundo, o árbitro norueguês (Svein Moen) em vez de assinalar penalty e punir Sérgio Ramos com cartão amarelo,  converteu a falta do jogador do Real Madrid, em falta contra o jogador do Galatasaray e amarelo por simulação!
E falta ainda saber o que vai a UEFA fazer a Xabi Alonso e a Ramos por terem manifestamente forçado o amarelo, garantindo aparentemente a "presença" nas meias finais.
Destes árbitros Mourinho gosta. Aliás, esta permanente e doentia “preocupação” de Mourinho com os árbitros não é certamente indissociável do que ele aprendeu noutras paragens.

Quem esteja acompanhando a republicação das escutas do “Apito Dourado” que o Correio da Manhã (TV) está fazendo, acrescidas de algumas até agora inéditas, não pode deixar de constatar a imensa podridão que existe no futebol português. Um eficaz esquema mafioso tudo providenciava para que nada faltasse. Para que os resultados fossem sempre os esperados.

Além dos árbitros, juízes de linha e observadores ou representantes da Liga, todas as altas figuras institucionais do futebol português estavam comprometidas com esse esquema: presidente da Liga, presidente da Federação, presidente da comissão de arbitragem, representantes de órgãos de disciplina, além de uma legião de “soldados” que nos jornais, na rádio e na televisão serviam o omnipotente “Padrinho” que tudo, mas tudo, controlava. Abaixo destes, um exército de “jagunços” encarregava-se da aplicação das “sanções” aos que ousassem desobedecer, sem falar evidentemente daqueles que estando directamente ao serviço do “Padrinho” e sempre muito próximos dele funcionavam como mensageiros ou como executores materiais das ordens vindas de cima.

Como é possível que tudo tenha ficado impune na justiça desportiva e na justiça do Estado? Como é possível que os “arremedos de sanções” timidamente aplicados tenham sido anulados pelos órgãos jurisdicionais do Estado português?

E hoje o que se passará? Hoje o que se passará fora do que já não diz pelo telefone? Ninguém acredita que uma organização mafiosas com a do “Apito dourado” não continue activa e não continue a adulterar os resultados desportivos. Ninguém!

terça-feira, 2 de abril de 2013

DIA SEGUINTE


 

A INSTABILIDADE EMOCIONAL
Video thumbnail for youtube video Dias Ferreira discute com Paulo Garcia e abandona programa "Dia Seguinte"!

Depois do ocorrido há cerca de um mês adivinhava-se que o comentador do Sporting no “Dia Seguinte” não teria a estabilidade emocional necessária, nem a educação suficiente, para continuar a comentar.

Depois do que se passou no início de Março, o comentador do Sporting se fosse a tal pessoa que ele permanentemente apregoa só tinha um caminho a seguir: abandonar o programa. De facto, depois de ter insultado publicamente um colega de programa, de ter manifestado uma atitude de desprezo pelo que estava sendo dito contra a sua opinião e de ter dado provas mais do que suficientes que não tinha a estabilidade emocional necessária para continuar no programa, só lhe restava abandoná-lo.

Só que não teve coragem para o fazer. Porquê não se sabe, sendo de admitir várias hipóteses, como por exemplo, estar convencido que ninguém saberá defender tão bem como ele os interesses do Sporting; estar interessado por “vaidade televisiva” na sua continuação no pequeno ecrã; ou, muito prosaicamente, por precisar do dinheirinho que lá lhe pagam…porque a vida está difícil para a toda a gente.

Mas era evidente para todos que a sua continuação não tinha futuro. A sua atitude de desprezo, de pretensa superioridade, de arrogância sobre tudo o que no programa se dizia, levaria, mais semana menos semana, a atitudes incontroladas próprias de uma personalidade que perdeu completamente o domínio da situação.

E foi o que ontem se passou. Numa atitude malcriada, arrogante e de pretensa superioridade virou ostensivamente as costas ao programa durante a intervenção de um colega. O moderador, Paulo Garcia, aguentou a situação enquanto pôde. Mas, ou porque não pôde mais, ou porque recebeu instruções da régie, pediu ao sr. Dias Ferreira que se comportasse de acordo com as exigências do programa.

Completamente descontrolado, o comentador do Sporting, depois de uma troca de palavras com o moderador, abandonou o programa em directo.

O abandono de um programa em directo até poderia ser um acto de coragem que ficaria nos anais da televisão se não fosse dar-se o caso de no contexto em que tudo ocorreu ter sido um acto de extrema covardia.

De facto, não tendo tido coragem para afrontar directamente o comentador que lhe faz perder a estabilidade emocional, que sabe pôr à prova a sua imensa falta de edução e até a sua impotência argumentativa, virou-se contra (o que lhe pareceu ser) a parte mais fraca – o moderador, o qual, diga-se, soube reagir com grande dignidade. A atitude é tanto mais condenável e tanto mais esclarecedora do comportamento de uma personalidade futebolisticamente doentia e socialmente reprovável quanto é certo aquele contra o qual ele se virou, por falta de coragem para atacar o seu verdadeiro alvo, até ser um seu estimável aliado nas intrigas e insinuações futebolísticas em que o programa é fértil.

Em resumo, foi um espectáculo deplorável, num programa deplorável que só serve para degradar o futebol e dar livre curso a mentes psicopatas que se servem do futebol para exprimir todas as suas taras, fraquezas, falhas de carácter, falta de educação, ausência de princípios, enfim, do pior que há na televisão portuguesa.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

A SEMANA EM COMENTÁRIO


 

DUAS NOTAS

 

Mourinho e a UEFA – Mourinho conseguiu demonstrar que houve um voto “reorientado” na eleição do melhor treinador do mundo. Mourinho não conseguiu demonstrar que houve outros casos idênticos. Garantiu que sim, mas justificou o silêncio daqueles cujos votos teriam sido reorientados, dizendo que compreendia perfeitamente a razão por que o faziam.

Mourinho, para lançar a suspeita sobre a eleição, bastava-lhe provar um único caso. E lançar a suspeita de que haveria outros. Foi o que fez. Isso basta-lhe para atacar a vitória de Del Bosque.

Perante a situação criada, a UEFA tem de actuar sobre a Federação da Macedónia e exigir que Mourinho declare as outras situações que diz conhecer. Se nada fizer, se deixar as coisas como estão, quem fica a ganhar é Mourinho e quem fica a perder é a UEFA.

O Presidente do Sporting – O primeiro acto público do presidente do Sporting foi insurgir-se contra a arbitragem de um jogo da Segunda Liga entre o Sporting B e o Benfica B, atribuindo a derrota da sua equipa ao árbitro. Como se trata de um jogo que quase ninguém viu e de factos que não estão ilustrados por quaisquer imagens (públicas) o menos que se pode dizer é que o seu comportamento “está em linha” com o que tem sido a atitude dos comentadores televisivos do Sporting.

Apesar da grave situação que o clube atravessa, a manutenção desta linha tonta de continuar a imputar a terceiros as incapacidades próprias parece constituir um indício seguro de que o Sporting continuará a sua marcha imparável em direcção ao abismo.

Será aliás curioso referir que o episódio foi logo aproveitado por Oliveira e Costa para desferir mais um ataque contra o Benfica com base em factos que ele nem sequer demonstrou conhecer no que foi secundado, apesar do mesmo desconhecimento dos factos, por Miguel Guedes.

No fundo, o que um e outro pretendem em estreita aliança é condicionar antecipadamente a arbitragem do próximo Benfica-Sporting. Mais uma vez João Gobern esteve francamente mal e continua sem perceber que todas as concordâncias, qualquer que seja o assunto, que ele estabeleça com aqueles dois fanáticos e desonestos comentadores se vira necessariamente contra o clube que ele representa. É de facto, inacreditável que tendo as acusações de Costa e Guedes sido feitas sem quaisquer provas, ele nem sequer tenha levantado essa questão. E que tenha permitido que as acusações fossem subindo de tom com base em factos que nenhum dos dois conhecia e que nenhum dos dois estava em condições de provar. Assim, não dá.

 

terça-feira, 26 de março de 2013

A SELECÇÃO GANHOU, MAS…



TUDO SE SIMPLIFICOU APÓS A EXPULSÃO
 
Azerbaijão vs Portugal (EPA/YURI KOCHETKOV)
 
Paulo Bento parece que está muito satisfeito com a vitória, mas as coisas não são, nem estão, tão simples como parece. A equipa hoje mostrou mais colectivo do que quando joga com Ronaldo e Nani. Claro que Ronaldo não tem culpa disso, mas a verdade é que isso verifica-se sempre que Ronaldo não joga, o que não aconteceu muitas vezes, mas já aconteceu algumas. A responsabilidade é do treinador.
Quanto ao jogo de hoje, que deixou eufóricos alguns comentadores, como o Gilberto da RTP, deve dizer-se que, até à expulsão, resultante de mais uma "palhaçada" de Pepe, não houve nada de substancialmente diferente do que até aqui tínhamos visto nesta fase de qualificação. Pepe lá conseguiu enganar o árbitro e assim se percebe melhor por que razão certos treinadores que privilegiam a vitória a qualquer preço gostam tanto de Pepe…
Depois da expulsão tudo se tornou mais simples. Paulo Bento substituiu logo a seguir o inexistente Meireles (é um dos tais que não joga na sua equipa há vários jogos e assim vai continuar por força do longo castigo que lhe foi aplicado) por Hugo Almeida, ficou com mais gente na frente e numa bola parada (de canto) acabou por marcar por Bruno Alves, que assim fez o seu segundo golo nesta digressão.
Antes do golo já Postiga havia perdido duas oportunidades quase de baliza aberta. Postiga deve ser com toda a certeza o jogador que mais golos já falhou em toda a fase de grupos da zona Europa. Os golos que ele já falhou nesta eliminatória, só esses, davam para uma qualquer equipa que os tivesse concretizado ter hoje um excelente score de golos marcados. Este é um dos casos que Paulo Bento teima em manter. O outro é João Pereira, não tanto por ter falhado também um golo certo, mas por ter sido pelo lado dele que ocorreram as poucas ocasiões que o fraco conjunto do Azerbaijão, tão fraco que não fez um único remate à baliza de Rui Patrício, se acercou da baliza portuguesa. Meireles, como já se referiu, é outro dos que também não deveria jogar, embora por razões diferentes…
Para valorizar a vitória e não a ligar à expulsão “inventada” por Pepe, Paulo Bento deu a entender que às vezes é mais difícil jogar contra dez. Mas se é assim o que se lhe aconselha é que Portugal comece a jogar com dez para dificultar a vida aos adversários, não sendo difícil adivinhar quem deveria ficar de fora…
Só mais logo à noite, quando se conhecerem todos os resultados se verá em que medida esta vitória melhorou realmente a situação da selecção portuguesa. Obviamente que perder seria muito pior, mas se Paulo Bento não arrepiar caminho nada de muito positivo se poderá esperar do comportamento da selecção. Vem aí alguns jogos difíceis que se não vencerão, se o nível competitivo e exibicional da selecção não subir muito. Aliás, quem tiver visto o França-Espanha desta noite perceberá do que estamos a falar.
De positivo, muito positivo mesmo, a exibição de Vieirinha em substituição de Varela. Vieirinha é um dos tais, que apesar de estar jogando bem numa liga difícil, Paulo Bento em princípio não convoca. Foi buscá-lo desta vez porque não tinha Nani. Dani, em substituição de Ronaldo, não tendo feito uma grande exibição, tem lugar na equipa.
Além do golo de Bruno Alves, Hugo Almeida, à boca da baliza, concluiu de cabeça um centro de Coentrão, fazendo o segundo golo.
Vitória, portanto, por 2-0, em Baku, tendo a selecção subido provisoriamente ao segundo lugar do grupo.


PAULO BENTO CHEGARÁ À PÁSCOA?



SE NÃO GANHAR, NÃO CHEGA

Depois da deplorável prestação da selecção na última sexta-feira, em Israel, é natural que os portugueses se interroguem sobre o jogo de amanhã, em Baku, contra o Arzarbeijão. Paulo Bento tem-se escudado nos resultados do último Europeu para justificar uma atitude arrogante, a raiar a insolência, que vai mantendo relativamente a todas as críticas que lhe fazem.

O último jogo da selecção demostrou que as escolhas de Paulo Bento não são as melhores ou são mesmo más, não sendo indissociável desta realidade os resultados das cinco últimas partidas disputadas pela selecção nas quais não há uma única vitória.

É certo que a ausência de formação em grande escala começa a reflectir-se na selecção principal. Verdadeiramente ninguém aposta a sério na formação, nem a selecção, nem os clubes. No Sporting fala-se muito de formação quando não há dinheiro para pagar os ordenados ou em tempo de eleições, mas se olhar para o passado próximo não há nenhum grande jogador que de lá tenha saído. Portanto, mais tarde ou mais cedo, a selecção iria sofrer as consequências. E já as está a ter agravadas pela teimosia (mais do que teimosia, burrice) de Paulo Bento que se recusa dentre as escassas possibilidades existentes a escolher aqueles que mais garantias lhe poderiam trazer.

De facto, Paulo Bento prefere manter um conjunto habitual de jogadores, qualquer que seja a forma em que se encontrem e qualquer que seja a frequência com que jogam, a inovar, escolhendo outros em melhor forma, que joguem regularmente nos seus clubes. Isso é desde logo notório na defesa como se viu no último jogo. Todos ,sem excepção, fizeram grossa asneira: Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Coentrão. Se relativamente a alguns deles ainda se compreende a insistência, quanto a outros, como João Pereira e Bruno Alves, ela é verdadeiramente insustentável. O mesmo se diga na linha média, onde nem Veloso, nem Meireles, estão em forma, não jogando, aliás, nenhum dos dois, posto que por razões diferentes, com regularidade nos seus respectivos clubes. No ataque, Postiga é uma verdadeira negação. Só por milagre uma equipa que tenha Postiga como ponta de lança poderá aspirar à qualificação para o Mundial. Infelizmente, também Varela está jogando muito mal. A verdade é que por essa Europa fora há portugueses que jogam nesses lugares e que poderiam fazer melhor, para não falar de João Tomás, com o qual Paulo Bento casmurramente nunca contou. Se o selecionador alemão fosse como Paulo Bento, Klose já tinha deixado a selecção há mais de quatro anos…

Também não se compreende que, precisando a Federação, como pão para a boca, que a selecção vá ao Mundial, Paulo Bento se recuse a convocar um dos muitos excelentes jogadores com dupla nacionalidade, a jogar em Portugal, que já se disponibilizaram publicamente para jogar pela selecção.

Paulo Bento depois do resultado de sexta-feira e, principalmente, depois da polémica que vem mantendo com Pinto da Costa em termos impróprios, está a um passo de não passar a Páscoa como seleccionador. Basta que não ganhe amanhã.

 

terça-feira, 19 de março de 2013

MOURINHO É IRRESPONSÁVEL?


 

O ASSUNTO DO MELHOR TREINADOR DO MUNDO NÃO PODE FICAR ASSIM

 

Mourinho declarou à RTP que não foi à gala da FIFA porque havia “irregularidades” (leia-se batota) na eleição do melhor treinador do mundo. Segundo o treinador português, várias pessoas lhe telefonaram a dizer que tinham votado nele, tendo o voto depois aparecido noutra pessoa.

Mourinho não pode fazer estas afirmações sem ter a possibilidade de provar quais os eleitores (não se sabe quantos: muitos, poucos?) que, tendo-lhe comunicado  o voto na sua pessoa, o viram no resultado final atribuído a outra.  É evidente que esta prova não prova nada, apenas provaria que Mourinho foi informado de que havia eleitores (quantos?) que lhe assinalaram uma divergência entre o voto efectivamente votado e o voto que lhes foi atribuído.

De posse desta prova, Mourinho deveria ter-se dirigido à FIFA, exigindo a consulta dos votos cuja irregularidade lhes foi assinalada. E logo se saberia se a FIFA fez batota ou se os informantes de Mourinho estavam pura e simplesmente a mentir.

Agindo como agiu, Mourinho demonstra ser um irresponsável, um ególatra, a quem nem sequer passa pela cabeça terem-lhe pura e simplesmente mentido. Ou, pior ainda, passa-lhe e mesmo assim não hesita em lançar, sem provas, uma grave suspeita sobre a FIFA com o objectivo de desmerecer do prémio atribuído a um homem sério como é Vicente del Bosque.

Espera-se que a FIFA actue e que seja implacável. De facto, num sorteio em que o voto é público, as suspeitas de Mourinho são ridículas e apenas demostram o tipo de pessoa que Mourinho é. Mourinho não presta…Por isso, com ele como interveniente, todas as conjecturas são possíveis: e se Mourinho já tivesse decidido sair do Real Madrid mas, querendo fazê-lo com uma choruda indemnização, estivesse com esta conversa a criar as condições para não poder continuar em Espanha, “obrigando” o Real Madrid a demiti-lo?

sexta-feira, 15 de março de 2013

BENFICA PASSA ELIMINATÓRIA COM VITÓRIA EM BORDÉUS


 
CARDOZO DECISIVO
Cardozo Benfica  Bordeaux (Foto: AFP)

Até agora o Benfica tem estado à altura das suas responsabilidades em todas as frentes em que está empenhado. Com excepção da Taça da Liga, onde houve o “acidente” dos penalties, além de um penalty sobre Gaitan não assinalado, tudo tem corrido bem, apesar de muitas terem sido as vozes que antecipavam o colapso da equipa em Fevereiro.

No jogo de hoje, em Bordéus, jogado em condições muito difíceis, o Benfica demonstrou personalidade e ganhou com todo o merecimento. Jogar uma eliminatória europeia, dos oitavos de final, sem dois titularíssimos no centro da defesa, e mesmo assim ganhar não é feito que esteja à altura de qualquer um.

Os que hoje desvalorizam o triunfo do Benfica (Rui Santos, Ribeiro Cristóvão, entre outros) são os mesmos que na quinta feira passada criticavam a equipa por não ter além do um a zero e são curiosamente os mesmos que enalteciam o triunfo do Porto sobre o Málaga (a 27 pontos do Barcelona!) e anteviam uma passagem relativamente fácil da equipa portista à fase seguinte, não obviamente por demérito da equipa adversária, mas pela grande classe da equipa portuguesa. E, todavia, o que se viu foi exactamente o contrário.

Esta noite, Jardel foi muito importante na marcação do primeiro golo, depois de o Bordéus ter ameaçado seriamente a baliza de Artur, que acabou, nesse período, saindo ilesa mercê da grande actuação do guarda-redes brasileiro. É certo quer o Benfica levou algum tempo a acertar as marcações no centro da defesa, mas depois, com Matic mais perto dos centrais, a equipa não voltou a oscilar durante cerca de uma hora.

Na parte final do encontro, Jardel cortou mal uma bola lançada para as costas da defesa, acabando por fazer uma assistência para Diabaté, que de outro modo se encontraria em off side. Diabaté, recebendo a bola isolado, não teve dificuuldade em fazer o golo do empate. Mas logo no minuto seguinte, Cardozo, acabado de entrar, demonstrou toda a sua classe como homem de área: simulou o remate, sentou o defesa e o guarda-redes, e com o pé esquerdo fez o golo. Um grande golo!

No primeiro minuto do prolongamento Jardel voltou a ser infeliz e fez auto-golo, permitindo, assim, ao Bordéus chegar ao empate. Mas logo no minuto seguinte, Cardozo ganhou na frente uma disputa de bola com Poko e fez o terceiro do Benfica com grande classe. Um golo à Romário.

Embora nunca tivesse estado em causa a eliminatória, a verdade é que Cardozo foi decisivo, marcando por duas vezes. Na equipa do Benfica, além de Cardozo, que acabou sendo o homem do jogo, apesar de somente ter entrado ao 67.º minuto, rendendo Rodrigo, há a destacar a segurança de Artur, a boa exibição de Gaitan e de Enzo Pérez e a consistência de Matic (que apenas deveria ser incentivado a largar a bola um bocadinho mais cedo…). Rodrigo muito sozinho na frente cumpriu o que se lhe pedia.

O Bordéus foi uma equipa muito semelhante à que jogou na Luz. Privilegiou os lançamentos longos para as costas da defesa do Benfica e dispôs de várias oportunidades que não concretizou. O Benfica ganhou os dois jogos, porque é superior.

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

PORTO FORA DA CHAMPIONS

É PRECISO TER LATA, UMA GRANDE LATA!!!





Tanta conversa e afinal o Porto caiu aos pés de uma equipa que vai em quarto lugar na Liga Espanhola a 27 pontos do comandante! Para quem depreciava o Bordéus, colocado a meio da tabela, a 17 pontos do primeiro, não deixa de ser humilhante ser eliminado pelo Málaga.

E o Porto até se pode dar por muito feliz. Depois de ter vencido em Portugal com um golo fora de jogo, viu anulado em Espanha o primeiro golo do Málaga sem que até agora ninguém ainda tenha percebido por que razão o árbitro errou ou qual foi a causa do erro do árbitro. Transformar um penalty não marcado, que, por acaso, deu em golo, num golo anulado não é feito ao alcance de qualquer!

Tendo, portanto, o Porto beneficiado de dois golos, um validado injustamente e outro invalidado sem que ninguém perceba porquê, e mesmo assim ter sido eliminado, só demonstra que a equipa atravessa uma grave crise que em Portugal se nota menos, não só pela grande distância que separa as duas equipas da frente das demais, mas também por as arbitragens quase nunca serem imparciais.

Finalmente, ficou também demonstrado para quem tivesse dúvidas que o dínamo do Porto era Moutinho. Com Moutinho lesionado, com James a meio-gás, e com Mangala vigiado pelos árbitros, o Porto está longe de ser uma grande equipa.

A derrota por 2-0 espelha bem o que foi o jogo pelo que nada mais há a dizer.

quarta-feira, 6 de março de 2013

ESTA LIGA DOS CAMPEÕES JÁ ESTÁ VICIADA


 

MAIS UMA VEZ MOURINHO…
Nani ve la roja
 

A dúvida não está em saber se esta Liga dos Campeões já está viciada, mas se a Liga dos Campeões está viciada.

A dúvida faz todo o sentido, analisando o que se passou hoje e ligando o que se passou hoje com o que se passou noutras ocasiões.

Hoje, toda a gente viu o que se passou. Num jogo que estava sendo excelentemente disputado, com clara supremacia do United, que estava conseguindo neutralizar Ronaldo na melhor fase da sua carreira, o árbitro turco Çakir - e toda a gente pergunta, porquê um árbitro turco? – expulsou inexplicavelmente Nani. Uma expulsão tão surpreendente, que ninguém, dentro e fora do campo, a percebeu. Não a perceberam os jogadores do Real Madrid. Não a compreenderam os jogadores do Manchester. Quando ambos os jogadores que intervieram no lance – Nani e Arbeloa - ainda estavam por terra, dava a ideia, pelas imagens, que os jogadores do Manchester até estavam a chamar a atenção do árbitro para a entrada imprudente de Albeloa, pedindo que o livre fosse marcado a seu favor. Inexplicavelmente, perante a surpresa e a estupefacção geral, o árbitro expulsou Nani. Incrível, de facto. Nani correu para uma bola que vinha no ar, sem adversários por perto, e, quando já estava com o pé levantado na vertical da bola, irrompeu em grande correria contra ele Arbeloa, provocando o choque. Se o árbitro interpretasse o gesto de Nani como imprudente, o mais que poderia fazer era mostrar o amarelo. Mas nem isso se justificaria.

Este lance foi decisivo para o desfecho da partida. Todos os jornais espanhóis o dizem sem rodeios.

Uma expulsão com estas características deixa a equipa que a sofre tão desorientada quanto os espectadores. Uma coisa é uma expulsão na sequência de uma agressão, de jogo violento ou de uma sucessão de faltas. Outra, completamente diferente, é uma expulsão que tem lugar cerca de um minuto depois de a jogada ter ocorrido, sem que ninguém, de um lado ou de outro, insistimos, estivesse a contar com ela. Enquanto a expulsão normal é anímica e psiquicamente assimilada pela equipa com rapidez, a expulsão inopinada e surpreendente, e além do mais completamente inexplicável, deixa a equipa que a sofre verdadeiramente atordoada.

Foi o que aconteceu. Mourinho, pelas mudanças que imediatamente fez, em três minutos virou o resultado. Aliás, dois excelentes golos. Curiosamente, o Manchester acabou por reagir e, não fora o azar e novamente o árbitro, que não marcou duas grandes penalidades a seu favor – uma por mão de Ramos e outra por rasteira do mesmo jogador a Evra, isto para não falar de um soco (sem querer) de Diego Lopes a Vidic -, poderia ter ganho o jogo. Fez o suficiente para passar num jogo em que foi superior, mas que ficou definitivamente marcado pelo árbitro.

É muito. Muito para ser simples acaso. De nada valem as palavras de circunstância que Mourinho terá trocado com Fergusson durante o jogo ou as que proferiu no fim: “Perdeu a melhor equipa, mas o futebol é assim. Devem sentir-se como eu me senti quando me expulsaram o Pepe em Camp Nou…”.

O que interessa ter em conta nestas coisas é o passado. E o passado diz-nos que, quando Mourinho treinava o Porto, o Manchester também foi eliminado. Como? Com um golo de Costinha? Sim, certamente. Só que se tivesse sido validado o de Scholes, limpo, não lhe bastaria empatar em Old Trafford para passar à fase seguinte…

E depois, em San Siro, contra o Barcelona, arbitrado por Olegário Benquerença, foi a vergonha que se conhece. Um golo em claríssimo fora de jogo, outro na sequência de uma falta não marcada sobre Messi e uma série de livres perigosos à entrada da área transformados em livres a favor, além de dois penalties indiscutíveis não marcados a favor do Barça. É muito…

O facto de o Barcelona, um ou dois anos antes, ter sido escandalosamente beneficiado na meia-final num jogo contra o Chelsea, em que ficaram por marcar cinco (!!!) grandes penalidades a favor dos ingleses, não justifica o que se tem passado com Mourinho.

O que tudo isto demonstra - e não se trata, longe disso, de uma análise exaustiva -  é que a Liga dos Campeões não é uma prova séria.

Os ingleses não fazem batota no futebol e talvez por isso se preocupem pouco com estas questões. Mas como são muito bons a investigar, eu, se estivesse no lugar do Manchester, e tivesse os recursos que o Manchester tem, investigaria este Cüneyt Çakir, tendo em conta as óbvias conexões: empresários, antecedentes de participantes, ligações a conhecidos corruptores de árbitros, etc.. Só para ficar tranquilo e continuar a acreditar que o futebol é uma coisa séria...

segunda-feira, 4 de março de 2013

ABAIXO OS PROGRAMAS DESPORTIVOS COMENTADOS POR ADEPTOS



DIAS FERREIRA NÃO TEM EDUCAÇÃO

 

Temo-nos batido neste espaço pela eliminação nas televisões, a começar pela RTP, dos programas desportivos comentados por adeptos. São programas onde se cultiva o ódio, a violência, o fanatismo, enfim, o que há de mais negativo no desporto.

Dias Ferreira é um desses casos, embora esteja longe de ser o único. É um fanático, um faccioso, um pretenso moralista arrogante e acima de tudo uma pessoa sem nenhuma educação. Faz parte dessa nomenklatura decadente que se apoderou do Sporting através de influências múltiplas (desde logo as televisivas) e o levou à situação em que se encontra - à ruina e ao descalabro.

O mais interessante é que esse cavalheiro do Sporting que é objectivamente incapaz de analisar um lance com seriedade – sim, porque o fanatismo é em si uma desonestidade – se considera moralmente superior aos que o rodeiam. Milhares de vezes no programa em que participa ele arrogantemente exibiu a sua superioridade moral que, pouco inteligentemente (consequência do seu fanatismo), liga ao facto de ser sportinguista.

 Hoje, mais uma vez foi a sua actuação foi vergonhosa, insultando um colega de programa. A primeira característica do fanático é não ver no outro nada mais que fanatismo.

Mas nem todos são fanáticos. Outros são manhosos, muito manhosos.

Enfim, se a Alta Autoridade para a Comunicação Social não fosse o que realmente é – uma pequena autoridade – aconselharia as direcções de programa das televisões a acabar com esse lixo que são os programas comentados por adeptos.


PINTO DA COSTA TEM MESMO DIREITO DE OPÇÃO SOBRE OLIVEIRA E COSTA


 

A BRONCA DE ALVALADE

 

Aqui há uns meses atrás tínhamos perguntado se Pinto da Costa tinha direito de opção sobre Oliveira e Costa (o do Trio de Ataque). Hoje essa questão já não se põe. O dito especialista em sondagens, está nos programas desportivos de televisão com dois objectivos: atacar o Benfica e defender o Porto nas chamadas questões indefensáveis. O Sporting de que se diz adepto é um mero instrumento de que se serve para poder actuar aquela estratégia.

Nas questões que digam respeito ao Sporting e a que o Benfica seja alheio, a posição desse comentador é conhecida: apoia as direcções sportinguistas que nestes últimos anos levaram o Sporting à situação em que se encontra. É um seguidista nato, principalmente na defesa das políticas de “colonização” do Sporting por Pinto da Costa. Apoiou tudo o que fosse desvalorizar e prejudicar o clube de Alvalade. Sempre assim tem agido.

Ontem, porém, a máscara, se existia – e realmente ela só não era vista pelos mais ingénuos – caiu definitivamente. Na discussão sobre os incidentes de Alvalade, em que Pinto da Costa, como habitualmente, foi o protagonista, Oliveira e Costa só tinha uma versão do assunto. Qual era ela? A do ex-dirigente sportinguista Paulo de Abreu? Que ideia! Não senhor. A sua versão era a de Pinto da Costa!

Ou seja, Oliveira e Costa, especialista em múltiplas actividades, desde formação profissional subsidiada pelo Fundo Social Europeu até comentador desportivo em representação de um clube, gastando, todavia, parte considerável do seu tempo de antena a defender outro, assumiu agora as funções de porta-voz de Pinto da Costa.

No incidente de Alvalade, o mais interessante nem sequer é a posição de Oliveira e Costa, já que é cada vez mais difícil encontrar um notável sportinguista que não esteja “colonizado” pelo Porto– salve, Paulo de Abreu! -, mas o facto de  Pinto da Costa se ter mostrado tal qual é: “Você está a dizer isto aqui, mas se fosse lá no Porto não dizia nada”.

Ora bem aí temos a verdadeira interpretação do conceito de liberdade – liberdade de opinião, liberdade de informação – de Pinto da Costa. A mesma “liberdade” com o clube das Antas trata os jornalistas, os árbitros, enfim, até os autocarros dos clubes rivais.

E para que não houvesse dúvidas de que era dessa “liberdade” que se tratava logo um jagunço saído dentre os convidados da tribuna VIP do Sporting se levantou para pôr defender o “Chefe” e pôr em sentido aquele que tivera a ousadia de o confrontar com o sempre presente “apito dourado”.

Veremos como reagem os sportinguistas em campanha eleitoral para a partir dessa análise poderemos concluir até onde já vai a “colonização” do Sporting pelo Porto...

domingo, 3 de março de 2013

BENFICA NA FRENTE


 

VITÓRIA DIFICIL EM AVEIRO

Duas notas preambulares: a primeira respeita aos comentários da RTP internacional que transmitiu o jogo em directo. Inacreditável a actuação do comentador de serviço. Uma pobreza profissional e um facciosismo que justificariam que tal fulano não mais voltasse a comentar jogos na televisão pública. Quando é que esses pseudo profissionais do comentário desportivo se convencem que eles estão lá para ilustrar com breves palavras o que se está a passar e não o que segundo as suas pobres cabecinhas se deveria passar? E quando é que eles se convencem que, relativamente às chamadas jogadas polémicas, eles não estão lá para as comentar – não só porque em regra não são honestos, como quase sem excepções não são competentes – mas para as mostrar? Apenas isso e nada mais. O resto não é com eles. É com os espectadores.

A segunda tem a ver com a interpretação estúpida ou maldosa das palavras alheias, neste caso, das as do treinador do Benfica no final do jogo. O que Jorge Jesus disse foi que o problema das equipas como o Beira Mar é galvanizarem-se contra os grandes e depois não serem capazes de manter essa performance contra as equipas do seu campeonato. Ele fala porque já esteve do outro lado e sabe que esse problema não é fácil de contornar. Este comentário é óbvio é um só um diminuído mental o não compreende.

Terceira nota: João Gobern continua a falhar. Dizer que o penalty contra o Beira Mar se justifica porque a bola de Cardozo ia para a baliza, é de facto de quem, com o devido respeito, não percebe nada de futebol. O que o João Gobern tem que dizer é aquilo que é óbvio: o penalty não se discute. É penalty indiscutível. Se aquilo não é penalty, então o que é penalty? Nem sequer deveria ter deixado que a discussão fosse por esse lado. E João Gobern não viu que houve mais dois penalties sobre o Lima e uma outra mão na bola  de um defesa aveirense que não foram assinaldos?João Gobern não tem a estatística dos penalties que foram assinalados a favor do Porto e dos que não foram marcados contra, apesar de evidentes? E não se lembra João Gobern de como o Porto empatou o jogo o ano passado contra a Académica? Assim não pode ser. Tem de ir preparado ou dar o lugar a quem vá.

Bem, quanto ao jogo. O Benfica fez um dos jogos mais sofridos da época. Um jogo que poderia ter sido sentenciado nos primeiros trinta minutos. Não resolveu. O Beira Mar agigantou-se e não permitiu que o Benfica tornasse o jogo fácil. É certo que o Beira Mar nunca esteve perto de marcar, salvo numa jogada de ressalto na área que, depois de ter sido sorte, teve azar.

E o Benfica a partir de determinada altura apenas pensou em segurar a vitória e conseguiu. Não há muito mais a dizer, salvo um falhanço incrível de Cardozo, em cima da linha de golo, por falta de reflexos.

Entretanto, o desonesto e fanático comentador do Porto, chamado Guedes, vai espalhando mentiras e baboseiras na RTP Informação. Enfim, é quase um caso de polícia.

Depois do empate do Porto em Alvalade, o Benfica passou para a frente para grande raiva desses comentadores que realmente estão na origem e são os verdadeiros autores morais de actos como os do apedrajamento ao autocarro do Benfica. Por isso é que a RTP Informação, como estação pública que é, deveria acabar com programas, como este, geradores de ódio e de violência.  

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PREMIER LEAGUE NA BENFICA TV



PRIMEIRA MACHADADA NO MONOPÓLIO
 

 

O Benfica desferiu hoje a primeira grande “machadada” no vergonhoso monopólio que a SPORT TV tem desde que em Portugal existem transmissões de futebol em canal fechado ao adquirir os direitos de transmissão televisiva dos jogos da Premier League nos próximos três anos (380 jogos por época repartidos por 38 jornadas), a partir de 2013/2014. Um monopólio que tem sido apadrinhado por todos os governos desde Cavaco e que o actual Governo com a cumplicidade do desacreditado Relvas reforçou ao não considerar de interesse público a transmissão semanal de um jogo de futebol da primeira Liga. Uma transmissão, diga-se, que nunca incidia sobre o jogo principal da jornada. Mas até com isso Relvas acabou.

Em complemento à transmissão dos jogos da Liga inglesa, a Benfica TV transmitirá mais três programas semanais, cuja produção é da responsabilidade da Premier League:
a) “Premier League Review”, um programa sobre os melhores momentos dos jogos realizados em cada fim-de-semana;
b) “Premier League Preview”, uma antevisão da jornada seguinte;
c) Um terceiro, o “Premier League World”, um magazine televisivo que faz uma viagem sobre toda a actualidade da Premier League com entrevistas, resumos dos jogos, estatísticas e que recorda, ainda, momentos do passado que fazem parte da história da competição.»

Será agora muito interessante saber como vai reagir esse grande amigo do Sr. Joaquim Oliveira que se dá pelo nome de Fernando Seara que ao longo das últimas décadas tem se tem aproveitado do nome do Benfica para “fazer pela vida”.

 

BENFICA ELIMINADO DA TAÇA DA LIGA




 
AUTOCARRO DO BENFICA APEDREJADO EM BRAGA
 
O Benfica foi eliminado pelo Braga nas meias-finais da Taça da Liga, por grande grandes penalidades, numa partida que terminou empatada a zero.
Enquanto o Braga disputava o jogo da época, o Benfica cumpria calendário. Tudo se teria passado normalmente se na segunda parte não tivesse ficado por assinalar um penalty sobre Gaitan, que poderia ter alterado o curso do jogo. Coisas que acontecem...a uns mais que a outros.
À parte esse incidente o jogo foi mais ou menos aquilo que se previa. Duas equipas a tentar explorar o contra-ataque e com oportunidades repartidas, embora Rodrigo com um pouquinho mais de sorte pudesse ter marcado, pelo menos, numa das duas vezes em que esteve próximo de o fazer.
O Benfica jogou com a equipa que Jorge Jesus considerou adequada à competição em disputa e ninguém o pode criticar por isso. Não passou, mas poderia ter passado. A equipa não sofreu golos e isso é positivo tendo em conta o tipo de provas que ainda tem pela frente. A única coisa criticável é o Benfica ter falhado 60% das penalidades de que dispôs. É muito. Até parecia que não havia entre os jogadores em campo quem fosse mais inábil. De facto, para além do mérito de Quim, que defendeu duas, houve grande demérito nos três marcadores que falharam: Luisão, Roderick e Gaitan. Não é admissível falhar tantos penalties. Será que não treinam este tipo de lances? É que não se trata somente de sorte como frequentemente se diz. É também incompetência.
O Benfica reconheceu mérito na vitória do Braga e não havia nenhuma razão para que tudo se não passasse normalmente depois do jogo. Só que não passou. Alguns quilómetros depois de ter deixado o Estádio, o autocarro do Benfica foi apedrejado com blocos de cimento atirados de cima de um viaduto.
Um acto grave que poderia ter tido consequências dramáticas se alguem fosse sentado nos lugares atingidos. Não pode haver zonas do país interditas aos autocarros dos clubes. Pelo contrário, o que tem de haver é a interdição de certas zonas a pessoas que não sabem viver em sociedade. Pessoas que praticam uma cultura de ódio e de violência, a quem não repugna usar a ameaça, a chantagem e a violência como armas do desporto.
O Benfica tinha excelentes relações com o público de Braga. Nunca um acto destes teria condições para acontecer em Braga. A verdade é que aconteceu. É necessário perceber porquê. Quem tem um longo historial de apedrejamento do autocarro do Benfica é outro clube. Será o acto de selvajaria hoje praticado em Braga da responsabilidade de adeptos do Braga ou de infiltrados que utilizam o Braga como utilizam qualquer outro clube para hostilizar o Benfica? Tratar-se-á de verdadeiros adeptos do Braga? Ninguém acredita nisso. É um acto típico de covardes que aproveitaram o disfarce do Braga para voltar a cometer o crime  que já por várias vezes tinham praticado noutro lugar.
Espera-se uma palavra do presidente do Braga, embora se saiba que as indignações desse dirigente são sempre muito relativas e dirigidas apenas a certos alvos.
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MOURINHO DESFORRA-SE EM CAMP NOU


 
BARÇA EM BAIXO
[foto de la noticia]

Mourinho mais uma vez derrotou o Barcelona na Copa do Rei. Em si esta vitória não teria uma importância por aí além se não fosse dar-se o caso de Mourinho precisar muito dela para orientar o seu próximo futuro. Só por isso ela é muito importante. Muitíssimo importante.

Mourinho trava no Real Madrid uma luta de tudo ou nada pelo poder. Mourinho não se contenta com pouca coisa. Quer sempre tudo. E o que ele quer é mandar no Real Madrid e ter uma equipa que lhe obedeça cegamente.

Para isso Mourinho, no que resta desta época, precisa de voltar a ganhar ao Barcelona no próximo fim-de-semana, eliminar o Manchester United na quarta-feira seguinte e ganhar a Liga dos Campeões Europeus.

Se ganhar ele terá condições para exigir a Florentino Perez todo o poder e poderá, finalmente, “limpar o balneário” a seu gosto. Dispensará Casillas, Sérgio Ramos, Higuain, ponderará o que fazer a Özil, e construirá uma equipa onde ninguém ousará discutir as suas ordens por mais estranhas e impróprias que elas sejam.

Não voltará a acontecer no Real Madrid o que aconteceu nestes três últimos anos, em que Mourinho ainda não tinha chegado a casa e já as redacções dos jornais sabiam o que se tinha passado no balneário. Notícias como as de ontem, na véspera do jogo com o Barcelona, não voltariam a circular. Ninguém iria saber que Mourinho exigira aos seus jogadores que provocassem Messi e Dani Alves, tendo recebido uma rotunda negativa da generalidade dos seus pupilos com excepção de Xabi Alonso, Arbeloa e Essien. E tantas outras coisas que ao longo destes três últimos anos passaram para o domínio público numa guerra entre Mourinho e os jogadores que lhe disputam o direito, de além de atletas, serem também cidadãos.

Essa é uma hipótese, a outra, bem ao jeito de Mourinho, é sair por cima deixando o Real Madrid com a 10.ª vitória na Liga dos Campeões, sabendo-se, como se sabe, que esse é um dos objectivos que o Madrid persegue, sem êxito, desde que Del Bosque deixou o clube. Sair e se possível com uma soberba indemnização.

O jogo desta noite inscreve-se nesse núcleo de vitórias que Mourinho precisa para escolher uma das duas alternativas acima referidas.

No que respeita propriamente à partida desta noite, que o Barça perdeu por 1-3, com dois golos de Cristiano Ronaldo e um Varane, a equipa confirmou a queda que de forma progressiva se vinha manifestando desde há desde há alguns jogos. Provavelmente, ganhará o campeonato, porque a distância que o separa do segundo classificado é muita, mas não ganhará mais nada.

Cristiano Ronaldo, rapidíssimo no contra-ataque, demonstrou estar em grande forma e pela primeira vez nos confrontos entre os dois clubes “arrumou Messi” num canto.

O Real Madrid marcou três mas poderia ter marcado mais, enquanto o Barça marcou um, por Jordi Alba, e não justificava mais, apesar de ter ficado por assinalar um penalty sobre Pedro.

Mais uma vez ficou evidente que o Barça tem um sério problema na parte central da defesa. Piqué é um verdadeiro desastre. E mais uma vez protagonizou uma cena de protestos injustificados por um penalty sobre Ronaldo que não tem discussão possível.

MÁRIO COLUNA


 

CONDECORADO PELO GOVERNO PORTUGUÊS
 

 
Mário Esteves Coluna é juntamente com Eusébio a maior glória do futebol benfiquista e um dos nomes incontornáveis da história do futebol português. Chegado a Portugal nos longínquos anos de 1954, vindo do Desportivo de Lourenço Marques, Coluna logo se impôs na equipa do Benfica, treinada pelo célebre Otto Glória – o homem que tirou o futebol português da época da “pedra lascada” e protagonizou a sua primeira grande modernização; a segunda haveria de caber a um outro treinador, também do Benfica, Steven Goran Erickson.
Coluna iniciou a sua carreira no Benfica no mesmo ano que Otto Glória havia chegado ao clube. Otto Glória renovou a equipa – a primeira grande renovação dos pós guerra - apostando fortemente em jogadores oriundos das ex-colónias, modernizou os métodos de treino, introduziu o famoso 4-2-4 e o profissionalismo no futebol português. Juntamente com Coluna, sob a direcção de Otto Glória, entraram para a equipa do Benfica nesse ano Costa Pereira e Naldo, vindos ambos de Lourenço Marques, e depois Pegado, Garrido e Chipenda, para se juntarem àqueles que eram então as grandes vedetas do Benfica – José Águas, Caiado, Ângelo, Arsénio, Artur, Palmeiro, entre outros.
Estreou-se  oficialmente no Estádio Nacional contra o Setúbal em 12 de Setembro com uma vitória por 5-0, tendo marcado dois golos.
Logo no ano da chegada a Portugal Coluna ganhou o Campeonato e a Taça de Portugal. Foi o ano em que se inaugurou o Estádio da Luz – 1 de Dezembro de 1954 – a que sempre terá de ficar associado o nome desse grande benfiquista, verdadeiro símbolo da matriz popular e democrática do clube – Joaquim Bogalho. Foi também nesse ano que o Benfica fez uma célebre digressão ao Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, na qual Coluna e Costa Pereira foram muito elogiados pela exigente imprensa brasileira, pelas grandes exibições que realizaram no Maracanã e em S. Paulo.
Depois, a partir de 1959/ 60 e durante três épocas é o "reinado" do grande Bela Guttman e da equipa maravilha do Benfica, na qual Coluna assumiu o papel indisputado de "grande partrão" - o mostro sagrado do futebol português. Dois campeonatos, duas Taças dos Campeões europeus e uma Taça de Portugal é o palmarés de Bela Gutman na sua primeira passagem pelo Benfica e, obviamente, dos jogadores que compunham a equipa.
De 1954 a 1970 – foram dezasseis épocas ao serviço do Benfica. Uma carreira recheada de títulos – 10 campeonatos, 7 taças de Portugal, 2 Taças dos Campeões Europeus – e muitas internacionalizações pela selecção portuguesa onde rubricou exibições memoráveis, nomeadamente no Mundial de Inglaterra de 1966.
Ficou famosa a agressão de que foi alvo na final da Taça dos Campeões Europeus, em Wembley, 1963, contra o Milan, num jogo que o Benfica perdeu por 2-1. Na altura não havia substituições e Coluna esteve mais de vinte minutos ausente do jogo a receber assistência nos balneários. Reentrou em campo inferiorizado e assim se manteve até final da partida. O Benfica marcou primeiro por Eusébio, tendo-se mantido à frente do marcador durante uma hora, mas a lesão de Coluna, propositadamente provocada pelos italianos e durante décadas erradamente atribuída a Trapattoni, deitou tudo a perder. Dois anos mais tarde, em 1965, em San Siro, contra o Inter, o Benfica voltaria a perder a final com dez homens em campo, desta vez por lesão do guarda-redes, Costa Pereira, que Germano – o grande Germano, o homem que jogava em todas as posições – teve de substituir desde os 57 minutos, naquela que foi porventura uma das melhores épocas de sempre do Benfica na Taça dos Campeões, com uma vitória em Lisboa sobre o grande Real Madrid por 5-1!
Coluna realizou no Benfica 525 jogos, foi internacional 57 vezes, marcou o último golo em 25 de Outubro de 1969 contra o Boavista na Luz e fez o último jogo oficial pelo Benfica, no Estádio Nacional, em 8 de Fevereiro de 1970, contra a CUF do Barreiro.
É hoje condecorado em Maputo pelo Governo português com o Colar de Honra de Mérito Desportivo. No Benfica merecia uma estátua, no mínimo como a de Eusébio!