quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ROGÉRIO ALVES, RUI SANTOS E & C.ª




A DEFESA DO INDEFENSÁVEL



Os comentadores do Sporting, abusando da inteligência dos espectadores, desdobram-se em explicações para demonstrar o indemonstrável: que Jesus foi induzido em erro pelo dito jornalista Gonçalo Ventura (um sportinguista da “verdade desportiva”, ou seja, da equipa de Rui Santos, com tudo o que isto tem de lisura de processos) e que o árbitro Jorge de Sousa prejudicou por igual o Sporting e o Braga (aqui distanciam-se um pouquinho de Jesus que, como se sabe, sempre que a sua equipa é escandalosamente beneficiada pela arbitragem, qualifica-a de excelente).

Rogério Alves perdeu parte do seu tempo a tentar demonstrar que Jesus reagiu a uma pergunta que assentava em dados falsos. E acha que os telespectadores vão na conversa dele. Acontece, como toda a gente sabe, que Rui Vitória não teve qualquer conversa privada com o dito jornalista do Sporting. O que Rui Vitória disse, disse-o em público e foi repetido nas televisões vezes sem conta. Todos os que estavam presentes na conferência de imprensa de Jesus, dada posteriormente, tinham perfeito conhecimento do que havia sido dito, a começar por Jesus.

Portanto, Jesus teve a pergunta que queria ter (há todas as razões para supor, vinda de onde veio, que a pergunta não só não era inocente como há fortes probabilidades de ter sido encomendada) e deu a resposta que queria dar. Aliás, só mesmo num clube como o Sporting se pode achar que a resposta de Jesus, qualquer que tenha sido o contexto em que foi proferida, é uma resposta compreensível e justificável. Ainda não vimos ninguém no Sporting, desde aqueles dos quais nada há a esperar, como Bruno de Carvalho, Inácio, Rui Santos ou Barroso, até àqueles onde se poderia suspeitar a existência de outra conduta, como Rogério Alves, Oliveira e Costa ou Daniel Sampaio, que não seja a aceitação pura e simples ou a justificação do execrável comportamento de Jesus. Conclusão:  são todos farinha do mesmo saco!

E sobre este assunto não vale a pena dizer mais nada. Assim como está, fica muito bem encerrado: Jesus faz parte da “superioridade moral” do Sporting.

Quanto ao jogo com o Braga, palavras para quê? O arauto da mentira desportiva, acossado perante tanto favorecimento denunciado urbe et orbi, não pôde deixar de dizer que João Pereira (mas com dúvidas...), João Mário e Selimane (mas logo a seguir desculpado) deveriam ter vindo para a rua. Em contrapartida inventou um penalty a favor do Sporting (que teria ficado por marcar), esquecendo-se que somente há falta quando o jogador toca deliberadamente a bola com o braço ou com a mão, e, maravilha das maravilhas, inventou uma nova imagem, pretensamente sobreposta à imagem original, para “mostrar” que a mão do jogador do Braga foi dentro da área. De sublinhar ainda o incómodo do dito sportinguista por este ano haver várias vozes a falar de futebol, referindo-se muito provavelmente àquelas vozes que semana após semana desmascaram o seu faccioso comportamento.

O Sporting continua, assim, ao ataque. Goza dos favores da arbitragem (já lá vão mais de dez pontos) e monta nas televisões uma campanha tendente a demonstrar que “feitas as contas” ainda ficou a perder. Percebe-se também que o Benfica continua sendo o alvo principal dos seus ataques, o que pressupõe que não considera o Porto como uma ameaça. Pelo menos, assim tem sido até aqui durante a era Lopetegui. Veremos como será daqui para a frente. Curiosamente, do lado dos comentadores portistas, nota-se o mesmo. O Sporting, apesar de reiterada e escandalosamente beneficiado, também não é o alvo principal dos seus ataques. Para eles, o inimigo a abater é o Benfica: empolam-se pequenos erros de arbitragem ou inventam-se, se eles não existem, ou, quando nem uma coisa nem outra se pode fazer, insinua-se que a equipa adversária facilitou ou, pior ainda, “deixou-se bater”.

Tudo razões que fazem acreditar que o Benfica está no bom caminho!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

JOAQUIM RITA AINDA ACHA QUE JESUS É RELES?




MAS SERÁ SÓ ELE? E SERÁ SÓ ISSO?


Ficou célebre o comentário que Joaquim Rita fez na SIC N (ver neste blogue: “Jesus é reles!”), quando no dia seguinte ao jogo Tottenham- Benfica, em Março de 2014, comentou a atitude Jesus perante um colega de profissão (Sherwood) e perante os elementos do Benfica - Adjunto, Raul José (que Jesus trata como um cão), Rui Costa, Shéu e outros que tentavam impedi-lo de continuar a insultar o treinador inglês. Como de costume, na explicação/justificação do sucedido, Jesus foi mentiroso e covarde. Primeiro encenou uma desculpa bacoca dizendo que tinha invadido sem querer a área técnica do adversário e que a sua gesticulação tinha a ver com o número do Luisão; mais tarde veio dizer que se meteu com o treinador do Tottenham para defender o “André”. Esta desculpa é covarde, por duas razões. Primeiro, por    que Villas-Boas não tinha nenhuma consideração pessoal por Jesus e a última coisa que queria era ser defendido por ele; em segundo lugar, porque Sherwood nada tinha a ver com o anterior despedimento de Villas-Boas.

Neste episódio como em outros em que com a sua conduta denegriu o bom nome do clube muitos foram os benfiquistas que o criticaram severamente. Foi assim no caso Sherwood; foi assim no caso Manuel Machado – em que este na conferência de imprensa, indirectamente, mais tarde o qualificou: “Um vintém é um vintém. E um cretino é um cretino, pinte-se ele de vermelho de verde ou de azul”); nas cenas de Guimarães com a polícia, como noutras que antes já tinha tido.

Do lado do Sporting, depois do execrável comportamento de Jesus face a Rui Vitória, ou houve apoio ao seu comportamento ou desculpas. O que não admira vindo do Sporting, já que como se têm visto desde o presidente aos adeptos passando pelos comentadores todos eles perfilham os mesmos “valores” de Jesus.

O primeiro a manifestar-se publicamente foi Daniel Sampaio (só falta o outro, o insolente Barroso), que, numa estratégia conjugada com a estrutura do Sporting, veio pôr umas asinhas nas costas de Jesus dizendo que ele foi induzido em erro pelo jornalista que fez a pergunta. Obviamente que isto é mentira e Daniel Sampaio sabe-o melhor que ninguém. E por aqui logo vemos quais os “valores” destes sportinguistas. Mas não só. Vamos por um momento supor que isto que Sampaio diz é verdade (e não é). Se fosse, Daniel Sampaio já achava correcto o comportamento de Jesus e sem culpa! E são estes cavalheiros que têm a pretensão de educar os nossos filhos e os nossos netos!

Jesus, dentro da estratégia acordada, para se tentar limpar da porcaria que dele saiu, veio reafirmar a versão de Daniel Sampaio na conferência de imprensa de ontem. Como o seu linguajar analfabético não dá para estas subtilezas, a desculpa apenas serviu para meter os pés pelas mãos e enterrar-se ainda mais..

E hoje, então, depois da vitória sobre o Braga, com um golo marcado pelo árbitro – sempre o mesmo, Jorge de Sousa! -, Jesus veio com uma imensa treta sobre o seu percurso como técnico. Mais uma vez asneou no que disse e falta saber – não posso conferir agora – se os escassos factos que enumerou não estão aldrabados, como de costume.

Para a história, mais uma vitória oferecida pelo árbitro que inventou um penalty por mão, à queima, fora da área. Assim sendo, que necessidade têm eles do Coroado ou da “mentira desportiva” de um dos seus mais conhecidos fanáticos?

E, depois de tudo o que se tem passado, Joaquim Rita continua a achar que Jesus é reles?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

BENFICA-MARÍTIMO




ERROS RECORRENTES QUE IMPORTA CORRIGIR

Raul Jiménez

Há erros recorrentes no jogo do Benfica que importa urgentemente corrigir. Podem não ter importância num jogo contra uma equipa mais fraca, mas podem ser fatais - e quase sempre são - contra uma equipa mais forte.

Vamos ao primeiro, que tem a ver com o golo. Ontem, Jimenez falhou por duas vezes o golo na cara do guarda-redes. Falhou, mas não deveria ter falhado da forma como falhou. Então vejamos porquê.

Na primeira situação Jimenez seguia isolado, obliquamente, em direcção  para a baliza. José Sá saiu da baliza e fez a mancha rente ao chão para lhe tapar o ângulo. Jimenez fez o que não devia: rematou rasteiro. Obviamente que rematando rasteiro a probabilidade de a bola bater no guarda-redes é muito grande. Se o avançado a tivesse "picado" ligeiramente de modo a sobrevoar o corpo do guarda-redes a hipótese de fazer golo era consideravelmente superior.

Na segunda situação, Jimenez voltou a ficar isolado em consequência de um azar do defesa maritimista, que escorregou ao tentar dominar a bola. De frente para o guarda-redes, que saiu de pé, Jimenez tentou fazer um "chapéu" que saiu muito por alto. Naquela situação o êxito de um "chapéu" só está ao alcance dos grandes executantes. Como não é o caso, o que Jimenez deveria ter feito era uma pequena simulação e rematar rasteiro junto ao guarda-redes. A hipótese de golo em tais circunstâncias é quase de cem por cento.

Se Jimenez não sabe isto, alguém tem de lhe ensinar, já que no futebol moderno nenhuma equipa se pode dar ao luxo de falhar duas situações como as descritas, principalmente a segunda.

Em, conclusão: não foi por azar que a bola não entrou nas duas situações. Foi porque houve uma errada execução. O treinador tem de ensinar isto aos jogadores.

Uma outra situação recorrente no futebol do Benfica é a de André Almeida ficar frequentemente sozinho perante o seu adversário directo. Conhecendo-se, como se conhecem, as características de André Almeida, deixá-lo ficar sem apoios é meio caminho andado para que se crie uma situação perigosa para a baliza do Benfica. Ou é central do lado direito da defesa que tem de o dobrar ou apoiar, tendo neste caso o Fejsa que rapidamente ocupar o espaço do central deslocado, ou é um médio que tem de fazer esse trabalho. Do lado direito, o problema é mais grave, não apenas pelas características de André Almeida, mas também por Lisandro ser um central que joga muito bem no centro da área, mas que tem muita relutância em dobrar os colegas nas laterais, contrariamente ao que se passa com Jardel que nesse aspecto é muito mais eficaz.

Imperdoável é também perder a bola à saída da área, quando se tenta sair a jogar, como ontem aconteceu com Jonas.

Há mais, mas estes são os mais frequentes e os que podem causar mais dano ao Benfica. São erros que têm urgentemente de ser corrigidos.

JESUS É MESMO RELES




ALÉM DE RELES, É ANALFABETO



É difícil transcrever as baboseiras que Jesus debita nas conferências de imprensa e que parecem fazer as delícias dos ruis santos deste país. E é difícil porque Jesus é analfabeto. Não sabe falar, não conhece as palavras nem o seu significado, não sabe o que é um verbo, não o sabe conjugar, enfim, é um daqueles tipos que se tivesse um mínimo de vergonha não falaria em público. Tempo houve em que as pessoas como Jesus não falavam em público. Tinham vergonha do seu analfabetismo. Como é rico à custa dos magnânimos salários que o Benfica lhe pagou – que lhe pagou para perder mais do que aquilo que ganhou – acha-se no direito de “vomitar” umas palavras em público, deixando aos ouvintes o encargo de as interpretar.

Hoje, ou já ontem, no fim do jogo com o Setúbal, em vez de falar do seu clube, teve mais uma vez que falar do Benfica equiparando-o, se bem percebemos o seu balbuciar, a um Ferrari. Mas como sempre, os elogios de Jesus são fruto de uma mente mesquinha e pequenina, já que ele o que verdadeiramente tinha em mente era insultar Rui Vitória - considerá-lo inapto, por falta de "unhas", para conduzir um carro daquela categoria.

Independentemente do insulto a Rui Vitória, que este certamente sacudirá como quem sacode lixo seco, o que do ponto de vista do treinador do Sporting acaba por ser relevante é a desgraduação implícita que ele faz do clube que treina – o Sporting – relativamente ao Benfica. Se o Benfica é um Ferrari, o que será o Sporting? É o que qualquer adepto do Sporting perguntará. Além de perguntar também por que razão Jesus desde que se levanta até que se deita só pensa no Benfica?

Mas Jesus foi mais longe, foi, como noutra ocasião Joaquim Rita já lhe chamou, um tipo reles. De facto, não considerar Rui Vitória como colega por não ser um treinador é algo que só mesmo um analfabeto sem princípios pode afirmar.

Jesus fala do seu passado no Benfica como se fosse um passado recheado de vitórias. Ora, qualquer benfiquista sabe que Jesus foi humilhado pelo Porto no segundo ano em que esteve ao serviço Benfica e nos dois seguintes perdeu tudo o que havia para ganhar, excepto a tacinha da liga. Perdeu tudo, porque sempre que jogava contra o Porto tinha de "usar fraldas". E isso é que o deveria envergonhar. Se tem vitórias de que se pode vangloriar juntamente com os excelentes jogadores que teve ao seu serviço bem como da estrutura que teve a apoiá-lo, também tem derrotas vergonhosas e frustrantes de que nunca nenhum benfiquista se esquecerá.

O importante, independentemente das manifestações malcriadas de Jesus, o que interessa, é que o Benfica já está em segundo lugar, para grande nervosismo do Sporting. E a experiência diz-nos que se Jesus sentir porfiadamente alguém nos seus calcanhares acabará por claudicar. Não tem estrutura emocional suficiente para aguentar a pressão.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SPORTING E PORTO NERVOSOS




O RESCALDO DA JORNADA



No passado fim-de-semana tanto o Sporting como o Porto contavam com um desaire do Benfica em Guimarães. No mínimo um empate. A vitória deixou-os extremamente nervosos. A ambos.

Depois de Braga onde o Benfica com Jesus raramente pontuava ou, nas provas a eliminar, era sempre eliminado, veio Guimarães onde o ano passado o Sporting foi goleado e o Benfica e o Porto empataram e onde este ano o Benfica passou. Assim começam a desvanecer-se as esperanças de ver o Benfica irremediavelmente afastado do duo da frente.

Sem esquecer as três derrotas do Benfica e o empate do jogo medíocre realizado na Madeira, a verdade é que o Benfica até estaria na frente da classificação se não se desse o caso de o Sporting ter sido escandalosamente beneficiado com erros de arbitragem que já lhe valeram mais de oito pontos. Ainda no domingo passado, no jogo contra o Porto, em que o Sporting até jogou melhor foi mais uma vez beneficiado com erros crassos de arbitragem (dois fora de jogo mal assinalados de um jogador que seguia isolado, uma mão na bola quase à entrada da área e um penalty por marcar). E quanto ao Porto, bastaria que, no jogo contra o Nacional, Jorge de Sousa tivesse marcado os dois penalties cometidos à sua frente para que muito provavelmente o Porto tivesse menos dois pontos.

Pois bastou que o Benfica tivesse ganho em Guimarães para que a máquina de propaganda do Sporting capitaneada pelo arruaceiro presidente e secundada por pessoas tão recomendáveis como Inácio e o arauto da mentira desportiva, Rui Santos, para que uma vitória limpa e indiscutível se tentasse transformar num favor da arbitragem.

Bastou que o treinador do Guimarães, conhecido em toda a parte por onde passou, como jogador e como treinador (desde a selecção nacional, passando pelo Porto e o Standard de Liège até ao Sporting de Braga), como uma pessoa sem educação, tivesse vindo agitar o espantalho da arbitragem para que a equipa de Guimarães, que teve em todo o jogo uma única oportunidade de golo contra cinco do Benfica (além do golo marcado), fosse considerada pela máquina de propaganda do Sporting como a derrotada por culpa exclusiva da arbitragem.

E os comentadores do Porto, muito mais preocupados com a vitória do Benfica do que com a derrota do seu clube contra o Sporting, assestaram baterias contra o Benfica (eles que foram escandalosamente beneficiados na Madeira) certamente por saberem de onde vem o perigo.

Mas não foi tudo. Faltava ainda Jorge Jesus. Jesus que continua doentiamente obcecado com o Benfica – o que se compreende dada a diferença entre o seu anterior contexto e o actual – está empenhado em demonstrar que sem ele o seu anterior clube não existe. E então, com a completa ausência de ética que se lhe conhece, lança mão do que fizer falta para dar largas à sua frustração por ver o Benfica tão perto e tão ameaçador.

Numa conferência de imprensa em que lhe cabia falar do jogo terminado há pouco, Jesus lançou-se num despropositado elogio a Lopetegui (com quem ainda há meses esteve quase a entrar em vias de facto) apenas para atacar Rui Vitória, que não era chamado para o caso a nenhum título. Jesus foi deselegante, grosseiro, mas também pouco inteligente, porque se fosse um pouquinho mais inteligente ter-se-ia lembrado dos três campeonatos consecutivos perdidos para o Porto, dois dos quais com planteis de luxo, como raramente terá havido na história do Benfica. Mas como já apercebeu que no Sporting não tem futuro, não necessariamente pela ausência de jogadores, mas por causa de uma direcção que cria problemas em todo o lado e que mais dia, menos dia se arrisca a deparar-se com graves problemas, financeiros, disciplinares e outros, quis agradar a Pinto da Costa na tentativa de encontrar no Porto um lugar de refúgio para onde possa “emigrar” em caso de dificuldades, já que a saída para o estrangeiro é hipótese que se não põe…por razões óbvias.    


domingo, 3 de janeiro de 2016

JESUS E AS FALSAS CONTAS


 

JESUS MENTE OU NÃO TEM MEMÓRIA

 

Sempre que Jesus fala do passado é para o distorcer. A sua falta de rigor é conhecida. Não apenas no português, que trata mal, às vezes mesmo muito mal, mas também sempre que invoca o argumento estatístico.

O ano passado no Benfica, depois de uma primeira volta excepcional, em que apenas perdeu 5 pontos, afirmou no começo da segunda: “O Benfica faz sempre segundas voltas melhores do que a primeira”. Mentira. Somente no primeiro ano de Jesus e no quinto é que a segunda volta foi melhor do que a primeira. Nos restantes foi sempre pior. Muito pior. Tendo atingido o descalabro em 2010/2011 e 2011/2012 em que perdeu na segunda volta 18 pontos e 15, respectivamente, contra 12 e 6 na primeira!

Mas não foi apenas o ano passado que Jesus deturpou os números. Ontem voltou a fazê-lo no deslocado elogio a Lopetegui. Disse Jesus que o ano passado o Sporting tinha 10 pontos a menos. Falso. À 15.ª jornada o Sporting tinha 30 pontos. Este ano tem 38. Oito a mais. Oito não são dez. Disse que o Porto tinha agora muitos mais pontos que o ano passado. Sim, tem alguns a mais, mas poucos. Apenas 2. Sublinhou que o Benfica (sem o citar expressamente, mas era ao Benfica que se referia) tinha mais 10 pontos do que este ano. Falso, também. Tinha mais do que este ano 6 pontos, sendo o ano passado a melhor primeira volta do Benfica dos seis anos que Jesus lá esteve. Uma primeira volta em que perdeu apenas 5 pontos. Somente em 2012/2013, ano em que perdeu o campeonato no Dragão, é que o Benfica andou lá perto – 6 pontos perdidos na primeira volta contra 7 na segunda.

Em conclusão: o Sporting está este ano a fazer um bom campeonato – 38 pontos à 15.ª jornada -, mas inferior ao que o Benfica fez o ano passado (40 pontos à 15.ª) e um pouquinho melhor do que fez Leonardo Jardim (34 à 15.ª).

A grande vantagem de Jesus relativamente aos adversários mais directos está nas bolas paradas (o Sporting faz “bloqueios” mais eficazes) e nas transições rápidas, rapidíssimas. Por outro lado, o Sporting está mais seguro defensivamente do que esteve o Benfica nos seis anos de Jesus. Somente o ano o passado o Benfica sofreu em 15 jogos os mesmos golos que o Sporting sofreu este ano (7). Nos outros anos sofreu sempre mais. E está menos concretizador do que estava o Benfica de Jesus. Daqui resulta uma conclusão importante que somente o tempo se encarregará ou não de confirmar. E que é a seguinte: Enquanto o Benfica de Jesus resolvia com facilidade os jogos contra as equipas pequenas e experimentava sérias dificuldades contra as equipas grandes (Porto e equipas da Champions), o Sporting deste ano está claramente mais forte contra as grandes equipas e experimenta grandes dificuldades contra as pequenas equipas. Basta dizer que em 15 jogos da Liga portuguesa o Sporting venceu pela diferença mínima 7 jogos. Sete!

Contra as equipas que se fecham, a manter-se a tendência destes 15 jogos iniciais, o Sporting vai ter grandes dificuldades. No Benfica de Jesus passava-se exactamente o contrário. Quanto mais fraco era o adversário, mais golos o Benfica marcava.

Conclusão: tudo aponta no sentido de um Sporting campeão não obstante as dificuldades assinaladas. Por duas razões. Uma porque o Porto embora tendo uma ideia de jogo desperdiça o talento dos seus jogadores; aquele futebol lateralizado, pouco rápido e sem alma não vai chegar para ganhar o campeonato. A outra, porque o Benfica não tem qualquer ideia de jogo; o Benfica são onze jogadores entregues ao seu próprio talento e isso hoje não chega, como se verá.

 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

BENFICA ENTREGA A ÉPOCA EM DEZEMBRO




JOGO DISPLICENTE NA MADEIRAlegenda


Recapitulando: esta época, em jogos oficiais, o Benfica soma sete (7) derrotas, dois empates e treze vitórias. Marcou 40 golos e sofreu 20.

Em Dezembro, a 15 de Dezembro, estes são os resultados. Não são resultados bons, principalmente se considerarmos que duas dessas derrotas tiveram por consequência, uma, a perda de um trofeu (Supertaça), outra, a eliminação da Taça de Portugal na quarta eliminatória (duas das quais não jogadas). E se a isto acrescentarmos que, na décima terceira jornada da Liga, o Benfica já leva dez pontos perdidos e está em terceiro classificado a sete pontos do líder e a cinco do segundo então a situação agrava-se ainda mais.

Perdida a Supertaça em Agosto, eliminado da Taça de Portugal em Novembro ao segundo jogo e com dez pontos perdidos no Campeonato, já a grande distância dos seus principais rivais, não será ousado afirmar que, nesta última prova, o Benfica já só luta pelo terceiro lugar.

O jogo desta noite na Choupana, contra a União da Madeira – um jogo decisivo para as já ténues aspirações do Benfica -, foi encarado pelos jogadores com total displicência sem que durante toda a primeira parte a equipa técnica tenha feito um único gesto que fosse no sentido de quebrar a apatia que se apoderou da equipa.

Estando a União publicamente pressionada pelo seu presidente, que apresentou à sua equipa técnica e aos jogadores um verdadeiro ultimatum, seria de esperar da parte do Benfica uma entrada muito forte que intranquilizasse o adversário e lhe permitisse resolver o jogo nos primeiros quinze minutos. Não foi nada disso o que se viu. O que se viu foi um Benfica apático, a jogar a passo, para o lado e para trás, sem um único lance criativo e sem um remate à baliza digno desse nome. À medida que o tempo passava a União ganhava confiança e ia, tal como os espectadores, acreditando que até poderia ganhar o jogo, como certamente teria acontecido se tivesse concretizado uma das duas ou três oportunidades de que desfrutou.  

O Benfica, pelo contrário, ia jogando como quem cumpre calendário, sem nunca ter dado mostras de que estava a jogar uma partida decisiva para as suas aspirações.

O segundo tempo chegou e com excepção do minuto inicial, manteve-se a toada lenta e displicente da primeira parte. Somente quando os minutos se iam implacavelmente somando e se atingia o minuto setenta e cinco é que soaram as campainhas de alarme, todavia num tempo em que a inteligência e a criatividade – sempre ausentes – já tinham sido definitivamente substituídas pela ansiedade e pela angústia.

É estranho que a equipa tivesse entrado em campo com o estado de espírito com que jogou cerca de oitenta minutos e mais estranho é que ninguém na equipa técnica tivesse preparado algo diferente do que estava a acontecer, que mais não era do que os ver jogadores entregues à sua escassa, para não dizer nula, criatividade táctica.

Ter ou não ter treinador vê-se fundamentalmente em jogos como este. Por outro lado, estre jogo igualmente revela como são ilusórias, principalmente quando entregues a si próprias, as “apostas” na formação. Entregar a miúdos da formação a tarefa de resolver um jogo como o de hoje – um jogo em que se exige muita experiência – é um erro que se paga muito caro.

Dir-se-á que resta ao Benfica a Liga dos Campeões. É bom não acalentar ilusões. A Liga dos Campeões é uma miragem. O Benfica não tem equipa nem competência técnico-táctica para ultrapassar os oitavos de final.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CAMPEONATO VICIADO




O CASO SPORTING

Depois de falsamente se ter queixado de erros de arbitragem ou de ter mesmo afirmado a existência de resultados viciados, o Sporting que realmente nunca foi prejudicado, devendo-se antes as suas derrotas a múltiplos factores de origem interna, ei-lo que surge destacado à frente do campeonato 2105/2016 por força de graves erros de arbitragem e de outras situações altamente suspeitas.

Desde há anos que se sabe que o Sporting tudo tem tentado para por meios não desportivos criar um clima que o favoreça nas decisões arbitrais. Basta lembrar o caso mais recente do vice-presidente Pereira Cristóvão e dos meios que foram usados para falsamente criar uma situação incriminadora das equipas de arbitragem. Depois, com o novo presidente, devidamente acolitado por comentadores sem vergonha na cara e por falsos arautos da verdade desportiva, o objectivo passou a ser a criação de um clima de coacção sobre os árbitros, exacerbando pequeníssimas faltas, como m livre não assinalado no meio campo ou uma decisão errada sobre um lançamento de linha lateral, para, a partir dai, fazer recair sobre o árbitro tudo o que de negativo o jogo tivesse trazido para o Sporting.

Tão caricatas eram a maior parte das situações que a generalidade das pessoas nem perdia tempo a comentá-las, levando-os à conta de mentes delirantes. A verdade é que esta estratégia acabou por ter resultados positivos. Os árbitros para não serem enxovalhados durante toda a semana por comentadores sem ética e sem decoro ou para não terem de ouvir as torpes mentiras dos vigaristas da verdade desportiva passaram a favorecer escandalosamente o Sporting a tal ponto que com onze jornadas jogadas o Sporting já tem a mais do que devia seis pontos (2 Tondela, 2 Arouca e 2 Estoril), além de terem ficado impunes várias grandes penalidades. Penalidades que os árbitros temem assinalar contra o Sporting como quem teme praticar um acto ilícito de graves consequências.

Mas há mais: a nova “estrutura” do Sporting, sob a égide de Jorge Jesus, passou a integrar dois conhecidos especialistas em arbitragem. Um, Octávio Machado, actuando na periferia do rectângulo de jogo, a partir da chamada área técnica, sobre o quarto árbitro, sobre o fiscal de linha e mais sobre quem estiver à mão; outro, Rui Santos, actuando na televisão, em dois programas, e num jornal. Com estes dois elementos e mais aqueles que previsivelmente estarão na rectaguarda, o Sporting não deixa descurado nenhum pormenor.

Hoje no jogo contra o Belenenses passou-se uma situação que merece ser contada. No nonagésimo segundo minuto do jogo, a um minuto do fim, alguém do Sporting cruzou para a entrada da área do Belenenses uma bola pouco tensa, quase em arco, tendo Tonel, ex-jogador do Sporting (e, pelo que se ouviu nas tevês, muito querido em Alvalade), metido o punho à bola para aparentemente a desviar da cabeça de Selimani. Numa área repleta de jogadores do Belenenses e sem que Selimane, mesmo que enviasse a bola na direcção da baliza, tivesse qualquer hipótese de êxito, Tonel ofereceu ao Sporting o penalty redendentor e salvador de um jogo que estava condenado a terminar empatado.

Jesus, interrogado no fim do jogo sobre a “sorte” do Sporting, garantiu que para haver jogadas como aquela da qual resultou o golo é preciso trabalhar muito. Jesus sabe do que fala…

E assim de “verdade desportiva” em “verdade desportiva” se faz um campeão!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

JESUS É RELES?




E INÁCIO, O QUE É?




Joaquim Rita, na SIC N, num comentário ao jogo Tottenham-Benfica, disputado em White Hart Lane, em Março de 2014, a propósito das incidências do jogo, disse textualmente: “Jesus é reles”.

O programa da SIC era um programa de antena aberta à participação dos espectadores. Discutia-se a conduta de Jesus face ao treinador do Tottenham, as sucessivas provocações de Jesus de cada vez que o Benfica marcava um golo. E mais ainda o comportamento de Jesus perante todo o banco do Benfica: treinador adjunto, Shéu, Rui Costa, jogadores suplentes, principalmente Cardozo.

Na altura achei chocante a qualificação de Rita e disse para comigo que ele jamais proferiria aquelas palavras se dirigidas a um treinador do Porto ou do Sporting, embora por razões diferentes relativamente a cada um dos dois.

Rita chamou à colação anteriores comportamentos de Jesus, nomeadamente as provocações a Manuel Machado numa fase do jogo contra o Nacional em que a equipa madeirense já tinha sofrido cinco golos. Lembrou também idêntico comportamento relativamente ao treinador do Vitória de Setúbal, Azenha, num jogo na Luz em que os sadinos sofreram oito golos. Enfim, fez o inventário do comportamento de Jesus no banco para justificar o qualificativo que lhe havia aplicado.

Não obstante os factos, achei o discurso de Rita exagerado e certamente ditado por qualquer animosidade existente entre os dois – única razão que pode justificar semelhante atitude de um jornalista desportivo português.

Hoje, cerca de ano e meio volvido, a frase de Joaquim Rita veio-me de novo à cabeça a propósito das palavras dirigidas por Jorge Jesus ao quarto árbitro no jogo Sporting-Estoril. Não vale a pena ter ilusões, as palavras de Jesus só poderiam querer insinuar que conhecia da sua anterior passagem pelo Benfica algo que comprometia o árbitro João Ferreira.

Essa atitude de Jesus revela uma falta de carácter, uma baixeza moral difícil de encontrar nos meios desportivos portugueses, salvo, como se está a ver todas as semanas, no Sporting, onde estes exemplos medram.

Para se fazer uma ideia da baixeza de Jesus basta atentar no seguinte: vamos começar por admitir que há algo no passado recente (a época anterior, era a essa que o treinador do Sporting se referia) de João Ferreira que não é ética nem desportivamente aceitável. Se houve, esse comportamento beneficiou Jorge Jesus. E se ele agora o invoca isso significa que ele não tem uma réstia de dignidade moral que o impeça de invocar esse facto para agora poder, mediante chantagem, alcançar uma vantagem indevida. Que ele não se importa de se pôr em causa a sim mesmo para obter uma vantagem!

E agora vamos admitir a hipótese inversa (que é certamente aquela com a qual Jesus vai ter de lidar quer perante os órgãos de justiça da Federação, quer perante o Benfica), que é a de Jesus, tendo em conta o clima de intimidação e de condicionamento dos árbitros pelo Sporting, utilizar junto do quarto árbitro – alheio a qualquer eventual polémica – toda a série de calúnias postas a correr o ano passado pelos comentadores do Sporting e do Porto a propósito do jogo Moreirense-Benfica, , apitado por João Ferreira (um jogo em que João Ferreira expulsou um jogador do Moreirense por insultos dirigidos à sua pessoa – nada mais!), para com base na simples referência ao jogo do ano passado dar a entender que sabia coisas desse jogo e que o árbitro tivesse cautela com o que estava a fazer, senão ele as contaria. Ou seja, a sua baixeza é tanta que nem sequer tem qualquer problema em insinuar factos que ele sabe falsos e mentirosos, factos que ocorreram quando ele treinava o Benfica e que, portanto, a serem verdadeiros só a ele o beneficiavam e a serem falsos só a ele o prejudicavam, usados pelos seus inimigos da véspera, para agora também com base neles intimidar o árbitro.

Face a este comportamento, decida o leitor se Joaquim Rita tem ou não tem razão.

Quanto a Inácio apenas duas palavras, já que a sua idoneidade moral não merece mais. Inácio teve o desplante, com a conivência silenciosa do falsificador da “verdade desportiva” e de um tal João que debita o que lhe encomendam, de no último programa play-off ter declarado que o comentador do Benfica Pedro Guerra havia tornado públicas as cinco classificações atribuídas ao árbitro madeirense que desceu de divisão, Marco Ferreira, bem como o nome dos respectivos observadores, o que demonstrava, tratando-se como se trata de documentos secretos, a promiscuidade existente entre o Benfica e o conselho de arbitragem.

Inácio é um mentiroso, mas um mentiroso vulgar, um moço de recados, que nem sequer tem problema em fazer uma afirmação que toda a gente sabe que é falsa (a começar pelo falsificador da verdade desportiva), já que tais classificações foram publicadas pelo jornal Record em Junho passado.

Enfim, o Sporting no seu melhor. Depois do que se passou no jogo contra o Estoril, em que o Sporting ganhou com um penalty antecedido de um fora de jogo não assinalado, logo um golo irregular, e em que inventou um fora de jogo mal assinalado a Gutierrez, quando na realidade o que houve foi falta deste jogador sobre o defesa do Estoril, e um pretenso penalty que não existiu, para justificar a irregularidade do resultado, torna-se óbvio que o Sporting precisa deste clima, do clima que todas as semanas reaviva, para somar, jornada após jornada, pontos que realmente não conquista no campo, mas sim fora, mediante a utilização de práticas ilícitas.




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SPORTING À FRENTE COM O FAVOR DOS ÁRBITROS




SPORTING PRESSIONA ÁRBITROS




O Sporting somou a segunda vitória resultante de mais um clamoroso erro de arbitragem e assim soma, pelo menos, quatro pontos a mais do que aqueles que, por direitas contas, deveria ter.

Depois de contra o Tondela ter beneficiado de um penalty precedido de um lançamento de linha lateral escandalosamente irregular, penalty que lhe valeu a vitória sobre a equipa beirã, no sábado passado contra o Estoril repetiu-se a história: mais um penalty antecedido de um evidente fora de jogo ditou o resultado final e com ele mais uma vitória alcançada à custa dos árbitros.

O Sporting vem fazendo desde a entrada em funções do actual presidente uma ilícita campanha contra os árbitros destinada a condicioná-los e a criar condições para que sistematicamente apitem a seu favor. Essa campanha não é apenas levada a cabo por um presidente arruaceiro e malcriado, mas é também apoiada pela imprensa afecta e por pseudocomentadores televisivos que sistematicamente com base na mentira, na intriga, nos juízos de intenção, na falsificação dos factos fazem incidir sobre a pretensa má-fé dos árbitros toda e qualquer pequena falha que ocorra nos jogos disputados pela equipa leonina. Simultaneamente apelam a uma vigarista verdade desportiva para fazer passar a ideia de que o Sporting é prejudicado e que esse prejuízo é consequência do domínio da arbitragem pelo Benfica.

Com base em todo o tipo de falsidades, apoiadas no banco do Sporting, durante os jogos, pelo que de mais reles há no futebol português e até pelas ameaças soezes de Jesus, os árbitros sentem-se fragilizados e ameaçados, acabando por favorecer escandalosamente o Sporting em lances decisivos que, no mínimo, já lhe valeram quatro pontos a mais do que aqueles que por direitas contas lhe caberiam.

Nos países onde o futebol é levado a sério e onde os prevaricadores são severamente punidos este tipo de campanhas não poderia ter lugar, porque os seus autores se reincidissem tantas vezes como o fazem em Portugal já estariam irradiados. Em Portugal não é assim. O crime compensa e nada se passa para o impedir, evitar ou punir.

A Liga de clubes que tinha e tem por missão assegurar e garantir o bom nome da competição a tudo assiste de braços cruzados como se não fosse nada com ela. O Presidente da Liga apoiado pelo Sporting assiste a tudo passivamente incapaz de exercer a sua autoridade, o que aliás também não admira porque o seu passado como árbitro em Portugal está manchado pelas piores decisões da arbitragem portuguesa. Quem estava à espera que Proença defendesse o futebol português bem pode esperar sentado.

Mas há outros aspectos curiosos. O Futebol Club do Porto que, durante décadas dominou a arbitragem portuguesa, a ponto de ter tido em vários presidentes da arbitragem portuguesa personalidades mais influentes nos resultados dos jogos que os melhores ponta de lança da sua história, assiste a esta investida do Sporting apenas e só com a preocupação de atacar o Benfica.

Esta aliança do Porto com o Sporting, seguida com muita disciplina pelos vários intervenientes portistas nos programas televisivos, como é o caso de Rodolfo Reis, de Miguel Guedes, de Bernardino Barros e também de Guilherme Aguiar, não pode deixar de ser interpretada como um sinal da decadência portista. O Porto já não tem mais capacidade para se defender a si próprio. O objectivo é atacar o Benfica e remetê-lo para um lugar secundário por o considerar o adversário mais perigoso.

A menos que esta atitude portista seja ditada, como alguns já dizem, pelo facto de o Sporting ter agora ao seu serviço dois dos nomes que serviram o Porto no período mais negro e vergonhoso do futebol português. Dois nomes que não podem deixar de saber tudo o que então se passou, sendo esta, como é óbvio, a hipótese mais simpática…Ou seja, para impedir que o presidente do Sporting entre numa lavagem de “roupa suja”, o Porto pretende fazer-se passar por aliado…até ver.

Uma coisa é certa: se o Benfica não atacar o que se está a passar com contundência vai ser seriamente prejudicado e tanto mais quanto mais fraca estiver a sua equipa de futebol.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O MOMENTO DO BENFICA




UM CLUBE À DERIVA?



O Benfica vive um momento complicado. O momento não é complicado porque o Benfica soma derrotas. É o contrário, o Benfica soma derrotas porque o momento é complicado.

Começando pelo treinador, que nunca é o fundamental, embora possa sempre disfarçar muitas coisas. Para qualquer observador atento, que não se deixe intoxicar pela contra-informação nem pela poluição dos comentadores, parece quase evidente que Jesus gostaria de continuar no Benfica (muito provavelmente só trocaria o Benfica por um grande clube europeu…para o qual muito dificilmente iria ou irá) e que o Benfica, ou seja Luís Filipe Vieira, não queria continuar com Jesus, embora também não quisesse que ele fosse para o Porto ou para o Sporting.

Por que não queria Vieira Jesus no Benfica? Seria muito fácil dizer que não o queria porque tencionava mudar de projecto – dar mais relevo à formação – e que Jesus não era a pessoa adequada para essa nova fase da vida do Benfica. A verdade é que esta tese não convence ninguém. Se Jesus ficasse teria de se adaptar ao que existisse como noutras ocasiões já teve de fazer.

O que parece mais provável é que Vieira, que deu a mão a Jesus quando ele claudicou durante três anos, dois deles com os melhores plantéis da história do Benfica, não viu esse gesto retribuído por Jesus na hora da vitória. Na hora da vitória, Jesus, ególatra como sempre foi, recolheu todos os louros e fez ostensiva questão de os não dividir com ninguém. Se Jesus até dos jogadores se esqueceu, como iria recordar-se de Vieira? Vieira não gostou e cedo, na época de 2014/15, traçou o destino de Jorge Jesus, aliás facilitado pela lamentável participação na Liga dos Campeões.

Era óbvio que Vieira queria estar no pedestal com Jesus, como se viu no início da época em curso quando convidou a SIC N para fazer uma extensa reportagem sobre a vida interna do Benfica toda ela destinada a demonstrar que sem o que ele tinha feito no Benfica Jesus não seria nada!

Esta parece ser a razão de fundo da saída de Jesus do Benfica. E Jesus percebeu no decurso da última época que não era desejado no Benfica, tendo resolvido tratar da vida de uma forma vingativa já que também não conseguia alcançar os lugares onde tinha a pretensão chegar. Como o Porto já estava servido, foi para o Sporting que era depois do Porto o lugar onde poderia causar mais mossa ao Benfica.

Mas vê-se pelas constantes intervenções de Jesus que o Benfica ainda não saiu da sua cabeça. Jesus não esqueceu o Benfica nem muito provavelmente o esquecerá tão cedo, embora esteja empenhadíssimo em demonstrar que sem ele o Benfica não teria chegado onde chegou. Essa a única razão das constantes farpas que vai mandando e que só não incomodam os adeptos do Sporting e a sua direcção porque estão ambos completamente subjugados pelo fascínio de Jesus, apesar de isto que Jesus vem fazendo mais não seja do que uma constante depreciação do valor do Sporting como instituição.

Jesus também tem razão quando afirma que a chamada “estrutura” do Benfica – tão elogiada pelos dependentes de Vieira que falam na televisão – não percebe nada de futebol. Os anos de Vieira à frente do Benfica, quer como dirigente do futebol quer como presidente, demonstram isso mesmo. Não está em causa o que Vieira tem feito pelo clube noutros domínios, o que agora se discute são as asneiras sucessivas que tem feito à frente do futebol do Benfica.

Daqui também não se pode depreender que Jesus fez tudo bem feito nos seis anos que esteve no clube. Não, não fez. Jesus cometeu muitas asneiras e aprendeu com os muitos erros que cometeu e com os milhões que gastou. Não aprendeu tudo o que devia – a sua fragilidade nas competições internacionais é por demais evidente – mas aprendeu bastante. É hoje muito melhor do que quando chegou ao Benfica. Só que esse conhecimento que ele adquiriu à custa das muitas asneiras que cometeu e dos milhões que esbanjou levou-o para o Sporting.

O Benfica tem-se revelado sem Jorge Jesus um clube instável. Desde logo porque o novo treinador, embora seja uma excelente pessoa, não é manifestamente o treinador que o Benfica necessita. Depois, consequência da saída atabalhoada de Jesus, a equipa do Benfica tem fragilidades perigosas que fatalmente vão relegar o clube este ano para um lugar muito diferente dos que ocupou nos últimos anos.

Sem querer entrar em muitos pormenores, o Benfica tem uma defesa muito velha, ao que parece sem substitutos, tem um meio campo muito deficiente – Aimar e Enzo Pérez nunca foram substituídos – e está à procura de entrosamento no ataque que até à data se tem resumido a isto: ou Gaitan deslumbra e então tudo corre bem ou Gaitan não consegue ser genial todos os jogos e , quando não é, ninguém se entende.

Quanto às polémicas em que o Benfica se meteu ou se deixou envolver, há que dizer que a acção posta contra Jorge Jesus é uma rematada asneira, as hipóteses de êxito são muito remotas (e muito circunscritas a uma única situação) e só serve para tentar confundir os adeptos. Isto não quer dizer que o comportamento de Jesus tenha sido exemplar. Não foi. Mas exactamente por não ter sido é que o Benfica tinha um excelente pretexto para negociar um acordo, que era o que deveria ter feito se estivesse bem aconselhado.

Quanto às guerras do Presidente do Sporting, o Benfica deu o pior flanco que poderia ter dado. Embora as prendas aos árbitros não tenham qualquer relevância disciplinar e, muito menos, criminal, a verdade é que o Benfica exagerou na dádiva de vouchers para jantares. Não interessa o que a UEFA diz sobre o assunto, porque somente o vigarista da verdade desportiva é que ainda não percebeu, ou fez que não percebeu, que o código de ética dos árbitros é um código que apenas obriga os árbitros, não os clubes. É como o código de ética dos jornalistas. Também só obriga os jornalistas. Não obriga os que com eles contactam! É espantoso que os jornalistas ainda não tenham percebido isto. Ou melhor, percebe-se que não tenham percebido, porque a maior parte dos jornalistas desportivos não tem ética nenhuma!

Concluindo de uma forma que os benfiquistas não gostam: o Benfica vai disputar o terceiro lugar do campeonato com o Braga e o Rio ave, se é que não vai ficar mais atrás, e quanto à Liga dos Campeões seria um enorme êxito se chegasse aos oitavos de final…o que também parece muito difícil de alcançar…




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

RUI SANTOS, A FALSA VIRGEM OFENDIDA


 

O BENFICA DEVERIA TOMAR MEDIDAS

Algo se passou ontem no programa Play off entre António Simões e o porta-voz do anti-benfiquismo militante, Rui Santos. Só esse incidente poderá justificar a patética declaração de honestidade feita por Rui santos acerca da sua pessoa, com o apoio de Rodolfo Reis.

Não admira que Rui Santos exiba as suas múltiplas divergências com vários clubes. Admira muito mais que Rodolfo o tenha apoiado. Havia a convicção que Rodolfo era razoavelmente inteligente para compreender Rui Santos e suficientemente sério para não se comprometer com ele. Engano. Puro engano, as aparências por vezes iludem. Rodolfo perdeu ontem uma oportunidade única de estar calado.

Quanto às desavenças de Rui Santos, com os clubes, de que ele tanto se orgulha, elas têm fundamentos completamente diferentes. Os problemas que teve com o Porto e com Pinto da Costa foram sempre ditados não pelos factos que em si as justificariam, mas pelo prejuízo que em seu entender tais factos causavam ao Sporting nas suas disputas com o Porto. Rui Santos nunca teve problemas com o Porto nos anos - e foram muitos – em que no Sporting estava bem afastada da hipótese de poder competir com o Porto. Os conflitos surgiram sempre nos anos em que o Sporting tinha alguma hipótese, por remota que fosse, de fazer frente ao Porto.

Depois os seus conflitos com o Sporting nunca foram conflitos com o Sporting mas sempre e só com as pessoas que estavam à frente do Sporting ou que no Sporting tinham alguma influência. E esses conflitos foram sempre, mas sempre, ditados pela mesma razão: pela raiva que se apoderava de Rui Santos por o club que fanaticamente apoia não ter condições para ganhar. E então descarregava essa raiva e as suas frustrações nas pessoas que ele considerava responsáveis pela situação em que o Sporting se encontrava – treinadores, dirigentes, comentadores afectos, enfim, qualquer um servia desde que pertencesse ao establishment do Sporting. Quem analisar um por um os ditos conflitos não pode chegar a outra conclusão.

Todavia, em questões de arbitragem, sempre os seus desonestos comentários foram favoráveis ao Sporting, mesmo quando a sua pessoa estava sob a mira dos que então o dirigiam. Aliás, a prova provada do seu fanatismo e desonestidade intelectual quando se arma em virgem ofendida, está no apoio incondicional que ele tem dado desde a primeira hora ao mais arruaceiro responsável que até hoje passou pelo Sporting. Sempre Rui Santos encontrou uma forma de o defender mesmo naqueles casos em que as suas acções não tinham a menor hipótese de defesa por parte de uma pessoa minimamente bem formada. Basta recordar os diversos casos (e eles surgem quase diariamente) em que o Sporting tem estado envolvido – Jardim, Marco Silva, Carrillo, Doyen, etc., etc, - para logo se ver que não é possível outra conclusão.

Mas é contra o Benfica que ele guarda todo o imundo arsenal da sua nauseabunda artilharia de comentador. Ou insinua corrupção, ou afirma mesmo a existência de corrupção, como no caso das prendas aos árbitros, ou nas análises dos famigerados lances polémicos (pelas suas imundas análises o Benfica deveria sofrer uma média de dois a três penalties por jogo), ou pelas suas vigarices em matéria de “verdade desportiva” ou pretensas classificações nelas fundadas ou pela permanente intriga e deturpação da vida interna do Benfica e muito mais que se poderia dizer se realmente se estivesse perante alguém que o merecesse. Mas não é caso. Este porta-voz de Jorge Jesus como lhe chama o advogado do Benfica passou os seis anos que Jesus esteve no Benfica a defender o indefensável no comportamento e desempenho do treinador, a insinuar ou mesmo a afirmar que os êxitos foram alcançados não obstante a oposição, senão mesmo o boicote, que vinha de dentro, enfim, a tentar criar ou tentar divulgar um clima que somente uma mente doentia e altamente perversa pode ter a pretensão de imaginar.

Para concluir, Rui Santos não percebe rigorosamente nada de futebol, é uma personalidade perversa que não hesita em recorrer ao que de mais lamentável há para alcançar ou tentar alcançar os seus fins. O modo como ele abordou a questão das prendas aos árbitros é paradigmático. Poder-se-á dizer: ele é um grande ignorante, não faz a menor ideia do que prescrevem os regulamentos. Porventura será verdade. Mas essa verdade é irrelevante, porque em qualquer caso ele continuaria a tirar as mesmas conclusões e a fazer as mesmas afirmações.

Creio que o Benfica deveria retirar-se de todo e qualquer programa em que esteja Rui Santos. Deixá-lo a falar sozinho ou com os seus amigos do Sporting e deveria encarregar o seu advogado, João Correia, de estudar igualmente a hipótese de civilmente o responsabilizar por aquilo que tem dito. Seria a melhor resposta.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

UM ESPECTÁCULO DEGRADANTE


 

AS TELEVISÕES TAMBÉM SÃO RESPONSÁVEIS

 

Há no futebol português uma onda de agressividade no ar, nunca anteriormente vista, que mais dia, menos dia vai descambar em violência generalizada.

O primeiro e principal responsável é o Presidente do Sporting Club de Portugal, que é um homem que manifestamente não está à altura do cargo que desempenha por mais numerosos que sejam os apoios de que beneficia. As televisões, sempre ansiosas por realities shows da pior espécie, tudo aceitam e fomentam desde que garantam audiência e façam crescer as receitas de publicidade.

A agressividade da nova equipa dirigente do Sporting e dos seus apoiantes, entre os quais se destaca, pelo papel que publicamente de desempenha, Eduardo Barroso, verdadeiros incendiários, convoca o convite a adeptos de outros clubes de pessoas da mesma espécie. É o caso de Pedro Guerra na TVI24, como comentador afecto ao Benfica, que desprestigia e enxovalha o nome do clube ao situar-se exactamente no mesmo plano do presidente do Sporting e de comentadores como Eduardo Barroso.

O espectáculo que ontem proporcionaram na TVI 24 foi degradante. Bruno de Carvalho é um primário saído das catacumbas mais nauseabundas do futebol português, Barroso é um frenético e sectaríssimo apoiante de Carvalho, ou seja, tudo farinha do mesmo saco, e o Benfica está vergonhosamente representado por Pedro Guerra que até há horas desempenhava funções numa empresa ligada ao Benfica.

Foi com imensa satisfação que os benfiquistas em geral tomaram conhecimento da exoneração de Pedro Guerra do lugar que ocupava nessa empresa e da desautorização do referido comentador como elemento do Benfica. Pena que isso não tivesse acontecido antes. Pena que ele tivesse desempenhado funções numa empresa ligada ao Benfica.

Quanto ao presidente do Sporting, à sua vergonhosa e nojenta conduta, é assunto que cabe aos sportinguistas resolver.

Finalmente, quanto às acusações dirigidas ao Benfica com base em testemunhos anónimos, é de ponderar se o Benfica deve deixar-se enredar num processo judicial contra um indivíduo de tão baixo quilate ou se, pelo contrário, deve aguardar serenamente que as autoridades responsáveis actuem e reaja depois em função das conclusões destas. Esta segunda hipótese parece a mais aconselhável tendo em conta o clima reinante no futebol português.

Por último, não pode deixar de referir-se entre os grandes causadores deste clima de agressividade que existe no futebol português, que seguramente vai acabar mal, o maior intriguista, o maior insinuador e autor do comentário mais desonesto que existe na televisão portuguesa que se dá pelo nome de Rui Santos.

Este pseudo-comentador e o seu pseudo-moderador, um tal João têm dois programas na SIC N – o Play-off e o Tempo Extra.

Este último tem como únicos participantes Rui Santos e o tal João, sendo que o tal João não passa de amestrado moderador que formula as perguntas ou suscita os temas previamente acordados. Neste programa, o dito Rui Santos, sempre a pretexto de uma pseudo.moralidade, destila ódio, insinuações maldosas e infundadas, tudo feito no quadro de um comentário permanentemente perverso e falsificador da realidade.

Mais difícil de explicar é como estes mesmos sujeitos, Rui Santos e o tal João, participam no programa Play-off que tem como intervenientes antigos jogadores de futebol do Benfica, Porto e Sporting. Embora o programa tenha outro nível -  apesar da presença de Rui Santos e agora também de um ex-jogador do Sporting e do Futebol Clube do Porto que nem de perto nem de longe pode ser equiparado ao anterior representante do Sporting, Manuel Fernandes, sendo o de agora pela sua educação e atitude uma espécie de Bruno Carvalho (desautorizado e traído) - não se compreende como os ditos ex-jogadores de futebol que agora lá estão e outros que já lá estiveram (Toni, Oliveira e Manuel Fernandes) aceitam participar num programa com Rui Santos. Há quem diga que o programa é de Rui Santos que paga à SIC o respectivo tempo de antena e que os ditos jogadores são por si contratados. Era bom que a SIC esclarecesse qual o papel de Rui Santos no programa: é um programa da SIC sendo esta a responsável pelos honorários de Rui Santos e dos ex-jogadores, bem como pelo ordenado do tal João; ou pelo contrário, o programa é de Rui Santos, sendo deste a responsabilidade pelos ditos pagamentos bem como das receitas que o mesmo proporciona?

terça-feira, 29 de setembro de 2015

NO SPORTING SÃO TODOS ANORMAIS?


 
ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO…

 

Que saudades dos tempos em que o Sporting tinha ao seu serviço grandes desportistas que os portugueses admiravam, independentemente das suas cores clubísticas, por nãos serem levados, pelo comportamento dos dirigentes e adeptos sportinguistas, a repudiar e a afastar como quem se protege da peste tudo o que vem de Alvalade.

Falando de várias épocas, podem enumerar-se atletas como Alfredo Trindade, que apesar da rivalidade que sempre manteve com José Maria Nicolau, nem por isso deixava de ser admirado por todos os desportistas amantes do ciclismo; Jesus Correia, que jogava futebol no Sporting e hóquei em patins no Paço de Arcos, admirado e aplaudido pelos portugueses pelas suas exibições na selecção de hóquei; Travassos, interior esquerdo dos cinco violinos; numa época em que o futebol português não contava nada pela sua baixíssima qualidade, foi com orgulho que os portugueses o viram ser chamado para integrar uma selecção da Europa; Joaquim Agostinho, porventura o maior atleta português depois de Eusébio, idolatrado pelos portugueses que acompanhavam emocionados as suas extraordinárias proezas na volta à França; Carlos Lopes, o maior fundista português de todos os tempos, uma força da natureza, tão amado pelos portugueses em geral como pelos adeptos do seu clube; Vítor Damas, o grande Vítor Damas, que tinha um amigo em cada adversário e um fervoroso admirador em todos os amantes do futebol.

Hoje isto seria impossível. O Sporting, como consequência de um processo que já vem de trás, muito potenciado pela sua incapacidade de se adaptar ao futebol moderno, e também pela agressividade e fanatismo da maior parte dos seus comentadores televisivos, tornou-se num clube de paranóicos, insusceptível de cura, que pela voz e pela acção dos seus principais responsáveis e representantes espalha ódio de cada vez que se manifesta, despeito e desprezo pelos adversários sempre que com eles se confronta, que considera o adversário como um inimigo a abater, e, pior que tudo, sempre pronto a encontrar no comportamento e na acção dos outros a causa primeira das suas insuficiências e incapacidades.

Ouve-se o presidente do Sporting e é difícil conceber como pode ser escutado por pessoas normais sem lhes causar uma enorme repulsa, pela enormidade das suas declarações, pela boçalidade das suas atitudes, pelo desprezo pelos seus oponentes, internos ou externos. E mais difícil ainda é conceber como pode ser seguido, copiado e até ampliado nos seus propósitos, palavras e gestos pelos que falam em público.

Quem ontem assistiu ao programa Prolongamento não pode deixar de se sentir nauseado com o que lá se passou. Antes de mais é bom que se diga que não há nas televisões nem nas estações de radio portuguesas nada mais nefasto para o futebol e o desporto em geral do que os programas de comentário desportivo a cargo de adeptos. Dificilmente uma pessoa normal se poderá identificar, como modelo, com qualquer dos participantes. Quase todos são fanáticos, deturpadores da verdade e insuportáveis.

Mas há diferenças, apesar de tudo. Há modelos de actuação que, com algum esforço e boa vontade, podem ser compreendidos e tolerados. Outros, pelo contrário, são absolutamente de rejeitar.

Entre estes últimos integram-se todos aqueles que representam o Sporting. A actuação desses comentadores tem como balizas uma pretensa (e absolutamente insuportável) superioridade moral que vai desde a “honradez” das suas avaliações até à decisão sem recurso por ter sido proferida por um “impoluto desportista”, marca indelével de todos os sportinguistas, e simultaneamente uma permanente vitimização paranoicamente associada a uma constante luta do mal contra o bem. Se isto não é de anormais, digam-me lá o que é.

Depois há outros estilos que o Sporting, pelas suas intrínsecas características, jamais poderia corporizar, que consistem na intervenção provocadora, jocosa, gozona quando se ganha ou quando se está por cima e na crítica contundente aos “seus responsáveis” quando se perde ou se está por baixo. Às vezes tem graça…

Também há os “chatos militantes”, muito convencidos da sua verdade, que, embora oiçam os que se lhe opõem, querem à viva força levá-los a concordar consigo ou levá-los a pensar segundo as suas premissas. São também insuportáveis, mas não são perigosos.

Regressando ao Sporting, dificilmente os benfiquistas que tenham presente a história do seu clube deixarão de ter pena de Jorge Jesus, pela situação em que se encontra, metido num verdadeiro “saco de gatos”, que ele estava muito longe de imaginar quando rejeitou boas propostas que o Benfica lhe proporcionava no estrangeiro e optou pelo Sporting Clube de Portugal.

Voltando aos comentadores e outros responsáveis sportinguistas. Eles ainda não perceberam que estão a lidar com uma actividade altamente profissionalizada e industrializada. Que não se pode exigir aos jogadores nem aos seus representantes que sejam “sportinguistas desde pequeninos”. Não perceberam que isso não existe mais. O que se pode e deve exigir aos jogadores é que sejam profissionais e que honrem a profissão que escolheram no clube onde episodicamente se encontram.

Mas não é assim que eles pensam. Os comentadores sportinguistas são tontos suficientes para julgarem que Carrillo os traiu e que por isso deve ser afastado. Traíu-os por não ter desempenhado com brilho e profissionalismo as suas funções? Não. Até estava a ser o melhor jogador do plantel, dirão os menos tontos. Mas por não ser sportinguista. E como não é, deve ser punido, embora essa punição acabe por ser mais prejudicial ao clube do que ao jogador.

Tudo serve para se vitimizarem: as transferências falhadas; as arbitragens – nenhuma serve, desde as nacionais às estrangeiras, seja no Campeonato, na Taça de Portugal, na Champions ou na Liga Europa; eles acreditam que todos os árbitros que são nomeados para apitar o Sporting recebem juntamente com a comunicação da nomeação uma outra que os intima a prejudicarem o Sporting – o grande Sporting, alvo de todas as maquinações nacionais e internacionais.

Depois os comentadores do Sporting são tontos suficiente – uma parte deles, outra parte, a que actua disfarçadamente sem exibir as cores do clube, de tonto nada tem – para acreditarem que as “famosas novas tecnologias” dispensariam a avaliação da jogada pelo árbitro, seja o do campo ou outro, quando é óbvio que ele continuaria a ser necessário em mais de 99% dos casos.  A menos que candidamente acreditem que o árbitro do vídeo árbitro venha a ser, em todos os jogos do Sporting e do Benfica, o senhor Rui Santos!