sábado, 9 de março de 2019

O TREINADOR DO PORTO




UM TREINADOR A CONDIZER
Resultado de imagem para SERGIO CONCEIÇÃO RECUSA CUMPRIMENTAR JOÃO FÉLIX

O treinador do Porto, tal como o seu presidente, é um “casca grossa”. É um treinador a condizer com a imagem do clube, tal como ele passou a ser depois de Pinto da Costa.

Toda a gente sabe que o futebol, dentro do campo e até fora do campo, tem, enquanto o jogo não acaba, a sua própria linguagem que não é propriamente uma linguagem de salão. Mas daí a quebrar os mais elementares princípios de fair play vai uma distância que, infelizmente, no Porto se percorre sem dificuldade.

É o presidente com os seus dichotes soezes, com a sua ironia bacoca, a que alguns acham muita graça, mas que na realidade não passa de uma ironia para analfabetos. É o treinador, que eles muito apreciam nas suas frequentes manifestações de falta de educação, escudado no exemplo do presidente e antes de mais no paradigma que ele considera ser o fio condutor da sua actividade desportiva: “Não sou hipócrita; sou muito frontal”. Como se não ser hipócrita fosse algo confundível com o incumprimento dos mais elementares gestos de convivência social ou a ausência de um mínimo de fair play, na derrota e na vitória. Não, para ele não ser hipócrita, é desprezar a vitória do adversário, é ostracizar os vencedores, é fazer juras de vingança. E depois vem a famosa frontalidade, como se frontalidade entendida como manifestação de exibição de instintos primários fosse um exemplo de comportamento a cultivar. Muito frontais costumam ser os animais, perante a adversidade, e quase sempre essa frontalidade acaba por confundir-se com manifestações instintivas pouco inteligentes. Ter como paradigma o comportamento do animal irracional também não será certamente o mais recomendável

Os comportamentos do treinador do Porto depois da derrota contra o Sporting na Taça da Liga e mais recentemente contra o Benfica são exemplos do que acabamos de referir. O treinador do Porto não é pessoa que desportivamente se recomende. Se Continua a ser aplaudido por ser “frontal” e não ser “hipócrita”, restar-nos á reconhecer que ele é um treinador a “condizer” com a matriz do clube onde agora está.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

BRUNO DE CARVALHO E JORGE JESUS

O QUE AMBOS PRETENDEM

Resultado de imagem para jorge jesus e bruno de carvalho

Apesar de actualmente parecer não haver qualquer semelhança entre Bruno de Carvalho e Jorge Jesus, ela nunca foi tão evidente como agora. Ambos pretendem desesperadamente regressar. Bruno de Carvalho ao Sporting. Jesus ao Benfica.
Aparentemente ambos pareciam ter reunidas as condições ideais para esse regresso, apesar das oposições que num e noutro lado existiam.
No caso de Bruno de Carvalho, a frustração das infundadas expectativas que muitos sportinguistas, quase todos, acalentavam acerca do regresso do "grande Sporting" (uma coisa somente eles sabem o que é) à ribalta do futebol português. Depois de um começo de época titubeante, mas  apesar de tudo com alguma consistência, a nova gerência substituiu o treinador, as coisas até correram bem nos dois primeiros meses, o que logo fez subir aquelas expectativas para níveis estratosféricos, mas logo depois a crua realidade voltou a impor-se como não podia deixar de ser, não obstante a conquista da Taça da Liga, alcançada, tal como no ano passado, sem uma única vitória. Depois vieram os jogos contra o Benfica, a humilhação sofrida em Alvalade, que só não ficou nos anais do futebol português por os deuses da fortuna terem mais uma vez protegido os leões de Alvalade. A mossa causada por esses jogos repercutiu-se nos jogos seguintes que prenunciavam uma iminente catástrofe, o que permitiu a Bruno de Carvalho reaparecer com um livro recheado de histórias fantasiadas no momento que julgou adequado para descredibilizar a actual gerência e seus apoiantes. Tendo as televisões como palco, lá  esteve a disparar em todas as direcções, com o apoio das  tropas de choque do costume, convencido que o Sporting de Braga se encarregaria não digo de lhe dar razão mas de lhe criar objectivamente as condições para o seu regresso. As coisas não correram, porém, como esperava. Contra todas as expectativas o Sporting impôs-se ao Braga que pareceu não ter ido a Alvalade para ganhar, mas apenas para não perder. Assim, tudo ficou adiado, embora em plena fermentação, esperando Bruno de Carvalho nova oportunidade, que não tardará, para voltar ao ataque..
Entretanto, Varandas e a sua gente preparam o contra-ataque que nunca poderá ser tão extenso nem tão intenso como os factos o justificariam.
Num clube dividido entre a ralé das claques e os "senhoritos" desapossados da sua imaginária e fantasiosa grandeza, somente alguém com os pés bem assentes na terra, oriundo de uma classe sem outras pretensões que as da estabilidade e as da adequação dos objectivos à real capacidade para os alcançar poderia trazer ao Sporting a paz e a reestruturação económica, financeira, social e principalmente mental de que o clube urgentemente precisa para subsistir e até crescer.
No caso de Jesus, depois dos êxitos obtidos no Benfica a duras penas com muito dinheiro gasto no Benfica e dos fracassos somados no Sporting que, atingiram, principalmente pelo que os rodeou, uma dimensão pouco comum no futebol português, esperavam-no as Arábias onde a troco de muito dinheiro e algum descanso esperava retemperar as forças necessárias para regressar. 
Numa primeira fase manteve-se calado, interrompendo esse silêncio aqui e ali, umas vezes ele próprio, outras os seus acólitos da CM TV (J M Freitas e o furibundo Octávio) apenas para dizer que continuava "vivo" e capaz de transformar em ouro tudo aquilo em que tocava por mais tosco que fosse. Quando, porém, a crise do Benfica se acentuou, com as más exibições e algumas derrotas de Rui Vitória, Jesus, muito por culpa de Vieira que deu por mais de uma vez a entender que ele poderia voltar a ser hipótese, passou a aparecer diariamente nas Tvês do costume CM TV e TVI 24. Primeiro, a mágoa de não poder regressar imediatamente, depois a certeza de que regressaria no fim da época, Sem substituto que o convencesse, Vieira concedeu a Rui Vitória um novo folgo com o objectivo de o aguentar até ao fim da época, desde que o descalabro da equipa principal de futebol não ameaçasse atingir proporções inaceitáveis. Continuando a jogar mal, com excepção do jogo contra o Braga, mas sem perder durante vários jogos, Rui Vitória foi-se aguentando cerca de um mês e meio, até que o desastre de Portimão, com dois inacreditáveis autogolos, ditou o fim de uma época. O tempo de Rui Vitória acabou...mas Jesus não podia regressar. Vieira optou pela prata da casa. Foi buscar um desconhecido (para o grande público) Bruno Lage, treinador da equipa B, que logo no primeiro jogo, depois de escassos dias de contacto com os jogadores, apresentou um Benfica diferente daquele que tínhamos visto esta época e na maior parte da época passada.
Regressando ao 4-4-2, que Rui Vitória tinha abandonado o ano passado, mas com uma consistência ofensiva e, principalmente defensiva, como nunca se tinha visto nos seis anos da era Jesus, o Benfica logo passou a encantar os seus adeptos, não apenas pelas vitórias alcançadas, como pelas exibições realizadas. Com duas vitórias seguidas em Guimarães, outras tantas contra o Sporting - uma delas só não redundando num resultado histórico por mero caso ou muita sorte -, com uma goleada épica contra o Nacional daquelas que somente acontecem de meio em meio século e uma vitória na Turquia, onde o Benfica nunca tinha ganho, com uma equipa muito jovem que nunca tinha jogado junta na primeira categoria, Bruno Lage exibiu credenciais como nenhum outro treinador do Benfica o tinha feito em tão pouco tempo, depois de uma crise que parecia já ter atingido a equipa de forma irrecuperável. A isto, que já não é pouco, acresce  um treinador que sabe comportar-se no banco tanto no plano da ética desportiva como na capacidade de leitura do próprio jogo e melhor ainda, se possível for, nas conferências de imprensa quer de antevisão e lançamento dos jogos quer nas realizadas depois do seu fim.
Enfim, ao Benfica parece ter saído a sorte grande. Um treinador capaz de agradar a todas as sensibilidades e em todas as dimensões da profissão é caso raro, senão único. Com Lage as hipóteses de Jesus desceram em flecha e mesmo aqueles que estavam dispostos a contemporizar com um regresso de Jesus, acreditando poderia corrigir alguns dos seus mais criticáveis defeitos, não mais querem ouvir falar nessa hipótese depois de terem conhecido Bruno Lage.
Jesus, entretanto despedido ao que se diz por não ter querido renovar, regressou apesar de se dizer que continua por lá a ser reclamado para a ...formação! Fique ou vá e diga Jesus o que disser ( e até já disse de mais) as suas hipóteses são agora nulas, mesmo que o Benfica de Bruno Lage sofra algum percalço. O que é perfeitamente natural que aconteça, eventualmente hoje ou noutro qualquer dia, porque nenhuma equipa é imbatível . Há sempre factores que se podem impor e sobrepor a uma equipa por mais bem orientada que ela seja, umas vezes por mérito do adversário, outras por demérito ocasional dos seus jogadores, outras ainda por factores externos incontroláveis como já aconteceu a Bruno Lage na meia-final da Taça da Liga em que uma arbitragem deplorável com influência directa em três golos acabou por ditar o resultado final. Mas nada disso impediu que a confiança no treinador continuasse no máximo. De facto, todos os benfiquistas esperam que Vieira reveja o contrato de Lage e lhe conceda um estatuto contratual condizente com o de treinador da equipa principal do Spor Lisboa e Benfica. 


sábado, 16 de fevereiro de 2019

A ENTREVISTA CONDUZIDA POR SOUSA MARTINS




UM FRETE VERGONHOSO
Resultado de imagem para bruno de carvalho com sousa martins na tvi

Quando estava na RTP, Sousa Martins era conhecido como “moço de recados” do FCP. Depois, mais maduro, na TVI ensaiou, com algum êxito, uma postura de jornalista que não entrava directamente na disputa clubística.

A entrevista a LF Vieira foi conduzida com profissionalismo e sem agressividade. Nenhuma questão, pouco ou muito importante, mas da actualidade futebolística, deixou de ser abordada, apesar do interesse do entrevistado em passar para outros assuntos.

Hoje, com Bruno de Carvalho, o menos que se pode dizer é que a sua prestação foi uma vergonha. Uma vergonha que só indirecta e inevitavelmente tinha em vista permitir a Bruno de Carvalho veicular a sua propaganda. O objectivo era manifestamente outro: trazer de volta Bruno de Carvalho para a ribalta desportiva recauchutado e permitir-lhe todo o tipo de ataques ao Benfica.

Deixou, sem interferir, que Bruno de Carvalho branqueasse toda a sua anterior acção como presidente do Sporting, de modo a ir criando as condições para o seu regresso, tanto mais alcançáveis quanto mais se acentuar a crise do Sporting. Permitiu a Bruno de Carvalho todo o tipo de mentiras e de injúrias sem nunca o questionar nem o confrontar com as suas próprias declarações.

O Cashball ficou sem tempo de antena como se de um não assunto se tratasse. Bruno de Carvalho teve até o descaramento de afirmar que o processo, como se sabe, não deu em nada porque o fulano que desencadeou tudo aquilo já tinha confessado que deu a entrevista o CM por dinheiro. Que é que isto tem a ver com a verdadeira essência do Cashball? Quando as medidas de coacção foram decretadas o tribunal não sabia que a entrevista tinha sido paga? Que é que isto tem a ver com as mensagens que constam do processo e que inequivocamente provam corrupção dos árbitros de andebol de 13 (treze!) jogos e a tentativa de suborno de jogadores de futebol de 6 (seis jogos) – Setúbal- Sporting; Moreirense- Sporting; Feirense – Sporting; Vitória de Guimarães – Sporting e ainda de dois jogos em Chaves.

Mas não estamos perante meras declarações”, diz a Juiz que decretou as medidas de coacção. “Da leitura do conteúdo dos seus telemóveis que entregou no inquérito, retiram-se explícitas conversações entre o arguido (Paulo Sérgio Silva) e João Mira Gonçalves e o funcionário do clube (Sporting) Gonçalo Amaral do Nascimento Rodrigues, com vista à escolhe de árbitros e jogadores a corromper, os valores a oferecer e toda a conversação no decurso dos jogos acerca da eficácia dos seus aliciamentos a árbitros e jogadores”.

Tudo isto foi passado em claro como se não tivesse existido. Aliás, vem a talho de foice dizer que a nojenta SIC em vez de andar a entrevistar encapuzados e outros anónimos sobre um pretenso aliciamento a mando do Benfica tem aqui, num documento do tribunal, o que se passou no Cashball. É só ler o despacho que decretou as medidas de coacção e o acórdão que as manteve no recurso delas interposto por João Manuel Mira Gonçalves! E a cloaca da CM TV se quer verdade, como apregoa, que fale com base em documentos autênticos e não a partir de insinuações injuriosas.

Voltando à entrevista. É inacreditável que Bruno de Carvalho regresse com a mentira (depois de já ter declarado que era brincadeira) da divisão de títulos proposta por LFV a ele e ao seu motorista (!!!) em 2013.  Quanto mais não fosse, impunha.se que o entrevistador o tivesse confrontado com esta simples evidência: que títulos é que LFV queria dividir consigo se em 2013 já levava mais de 10 anos como presidente do Benfica e só tinha ganho dois campeonatos?

Os exemplos poderiam multiplicar-se. Bruno de Carvalho mentiu, efabulou à vontade sem que o entrevistador nunca o tivesse confrontado com as suas mentiras. Deixou-o falar para o seu público e até o ajudou numa ou noutra vez em que se engasgou. Uma vergonha. Um frete inconcebível.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

CASHBALL, NOVIDADES




PARA QUANDO A ACUSAÇÃO? POR QUE NÃO FOI A SAD DO SPORTING CONSTITUÍDA ARGUIDA?
Resultado de imagem para cashball arquivado

Depois de os adeptos do Porto e do Sporting terem ficado verdadeiramente apavorados com o “novo Benfica” de Bruno Lage, a ponto de ontem alguns deles se terem assemelhado a verdadeiros atrasados mentais, como foi o caso de M. Serrão e P. Proença, aliás dois exemplares do comentário desportivo de tipo cloaca, e antes de entramos no objecto deste post, convém que se refira que tanto o Nacional como o Sporting de Braga, gravemente injuriados no programa de ontem da TVI 24 "Prolongamento", vão apresentar queixa crime contra os comentadores que puseram em causa a honra e o bom nome dos clubes e dos jogadores. 

Sobre os injuriosos comentários de Pedro Proença e Manuel Serrão, bem como de outros comentadores afectos ao Porto e ao Sporting, se me é permitido um conselho recomendo a ambos os cubes, bem como aos jogadores, que não se fiquem pelos processos crimes (as pessoas habituadas a estas actividades lidam bem com este tipo de processos) mas que avancem também, rapidamente, com os respectivos processos cíveis de reparação dos danos patrimoniais e não patrimoniais causados por ofensa ao bom nome das pessoas e instituições, já que os tribunais decidem com muito mais à vontade este tipo de processos do que os processos crimes. Com efeito, a prova do dano é mais simples de fazer, a culpa mais fácil de provar e tanto as declarações de um como de outro, e principalmente o seu visionamento, a larga audiência que tiveram ajudam muito, quase dispensando a junção de outros elementos. A prova está nas próprias declarações. Estes processos, além de terem  uma muito maior probabilidade de êxito, causam aos demandados um imenso incómodo e gastos consideráveis. Não lhes perdoem!

Voltando ao Cashbaall Antes de darmos conta do que se passou recentemente e que não foi publicado, tem de se afirmar muito claramente que não deixa de causar uma enorme estranheza que um processo cuja juiz, que decretou as medidas de coacção dos arguidos, considerou, do ponto de vista da prova, praticamente concluído não tenha sido ainda objecto de acusação. E igualmente se não compreende que estando o Sporting Clube de Portugal envolvido nas actividades que constam do processo, por via do seu director desportivo, André Geraldes (Team Manager, como ele se intitulava) e presumivelmente do seu presidente, Bruno de Carvalho,e inequivocamente por via do dinheiro disponibilizado (largas dezenas de milhares de euros) para a adulteração da verdade desportiva, mediante a corrupção de árbitros e de jogadores, não se compreende, dizíamos, que a SAD do Sporting não tenha sido ainda constituída arguida e acusada, como é de direito.

Não se percebe o que levou o Ministério Público do Porto -  sim, é no tribunal de Instrução Criminal do Porto que o processo corre os seus termos -  a não ter formulado a acusação no prazo de seis meses, tendo deixado caducar as medidas de coacção aplicadas,  e a não ter constituído  arguida a SAD do Sporting. É por causa de situações como esta e outras, que o Ministério Público não se pode queixar das suspeições que necessariamente recairão sobre quem não actua com a prontidão desejável, sabendo-se, como se sabe, que há antecedentes com caso julgado que levam a supor que não é o direito que impera mas a paixão clubista, de que é exemplo a sentença relativa a outro processo na qual claramente se afirmou que um representante do MP, aliás ligado àquele tribunal, havia actuado por paixão clubística. O mesmo é dizer que mandou o direito às urtigas para defender um ponto de vista favorável ou do interesse do Futebol Clube do Porto. É certo que, no processo Cashball, o FCP, aparentemente, apenas estaria interessado como lesado, já que perdeu um campeonato de andebol por força das batotas do Sporting, mas como aliado deste numa aliança que tinha como objectivo denegrir o enxovalhar o Benfica na praça pública, os adeptos são levados a concluir, por tudo o que se tem visto, que este segundo interesse prevalece sobre o primeiro. Daí a suspeição.

O Sporting, aliás, tem passado inexplicavelmente entre os pingos da chuva, já que igualmente se não compreende que a sua SAD não tenha sido constituída arguida e acusada, por um seu vice-presidente ter encarregado um chefe da claque de depositar dinheiro na conta de um árbitro para depois o acusar de corrupção. Um vice-presidente que actuou nessa qualidade e, segundo seu perverso juízo, no interesse do Sporting.

Como igualmente se espera que o Ministério Público averigúe sem delongas as declarações de Bruno de Carvalho quando afirma que o Sr. Octávio Machado foi contratado para actuar junto da arbitragem, de modo a criar junto dela um clima que permita favorecer o Sporting.

Voltando ao Cashball: O MP do Porto deixou passar o prazo da acusação, tendo consequentemente caído as respectivas medidas de coacção aplicadas aos quatro arguidos – João Mira Gonçalves, Paulo Sérgio da Silva, Paulo Gonçalves e André Geraldes. E isto é tanto mais grave quando se sabe que exactamente no dia 10 de Outubro do passado, o TRIBUNAL DA RELAÇÂO DO PORTO JULGOU IMPROCEDENTE O RECURSO INTERPOSTO POR JOÂO MANUEL MIRA GONÇALVES, CONFIRMANDO O DESPACHO RECORRIDO, ou seja, confirmando as medidas de coacção aplicadas pela meritíssima juiz.

Esta é mais uma vergonha que não pode passar incólume: como pode o MP do Porto deixar passar o prazo da acusação, ficando ipso jure caducadas as medidas de coacção, num processo em que a juiz que determinou essas medidas declarou no seu despacho que toda a prova relevante constava dos autos.

Claro que o processo não foi arquivado, como os sportinguistas amplamente noticiaram, mas com a caducidade das medidas de coacção fica exactamente aberta a porta não apenas à reiteração da actividade criminosa mas também à perturbação do processo.

UMA VERGONHA. UMA ESCANDALOSA ACTUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. O BENFICA NÃO PODE DEIXAR CAIR ESTE CASO!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O MINISTÉRIO PÚBLICO E A BATOTA EM BRAGA

BENFICA- PORTO

Resultado de imagem para fábio veríssimo

O que ontem aconteceu em Braga, na semi-final da Taça da Liga, prova que o futebol português está outra vez podre. e sempre em benefício do mesmo mandante.
Em poucas palavras, a história conta-se assim: O Porto marcou dois golos irregulares, ambos validados sem contestação pelo VAR, portanto sem reapreciação subsequente por parte do árbitro do campo. O Benfica marcou dois golos regulares, tendo o primeiro sido posto em dúvida pelo VAR, mas confirmado pelo árbitro de campo mediante reapreciação e o segundo invalidado pelo árbitro de campo sem contestação nem pedido de reapreciação pelo VAR.
Ambos os golos do Porto foram precedidos de falta ocorrida na mesma jogada de que resultou o golo. No primeiro, um jogador do Benfica (Gabriel) foi afastado em falta pelo jogador do Porto (Oliver), o que permitiu a este fazer o passe de que viria a resultar o golo. O árbitro de campo poderia não se ter apercebido da jogada, mas o VAR não poderia deixar de ter visto o que milhões de pessoas viram...sem repetições e apenas com imagens de uma câmara. No segundo, Marega derrubou voluntariamente, sem bola, Grimaldo, para se libertar do defesa de modo a poder receber a bola sem opositor. Também aqui se pode admitir que o árbitro de campo não tenha visto a falta por a bola estar a transitar num outro sentido, mas é igualmente impossível que o VAR não tenha visto na primeira repetição o que milhões de pessoas voltaram a ver.
Por outro lado, no primeiro golo do Benfica, marcado por Rafa, na sequência de um remate de Seferovic, ficou desde logo a ideia, em jogada corrida, que Seferovic tinha dominado a bola com o peito, embora para o VAR o lance não tenha sido assim tão óbvio como terá sido para milhões de espectadores  e para os próprios jogadores do Porto...que não esboçaram o mais leve protesto, tendo ordenado ao árbitro de campo a reapreciação do lance. No segundo golo do Benfica, o árbitro auxiliar, mal colocado  (adiantado), relativamente ao último jogador do Porto, assinalou, depois de finda a jogada, off side, invalidando o golo. O VAR que teve, como milhões de espectadores, oportunidade de rever de vários ângulos a jogada teria necessariamente de concluir que não houve off side e deveria, por isso, ter dado indicação ao árbitro para validar o golo. Não o fez!
Como se vê, os dois golos (legais) do Benfica tiveram tratamento diferente dos dois golos (ilegais) do Porto. No primeiro, houve reapreciação a pedido do VAR, apesar da evidência da sua legalidade e no segundo não houve reapreciação nem intervenção do VAR no sentido da sua validação, apesar da evidência das imagens e de se estar perante uma situação em que nenhum tipo de avaliação ssubjectiva tem lugar: haver ou não haver off side é um juízo de ciência desprovido de qualquer subjectividade ou apreciação valorativa. Desta duplicidade de critérios resultou a invalidação do golo legal do Benfica  e a validação dos dois golos ilegais do Porto.
Neste jogo, o que há de muitíssimo suspeito são dois factos muito relevantes: o primeiro, é o árbitro ter mandado reapreciar, para invalidação, o primeiro golo do Benfica, que foi inequivocamente legal, e ter silenciado qualquer pedido ou sugestão de reapreciação  das jogadas que antecederam os dois golos do Porto; o segundo, é num lance em que não há lugar a subjectividades de qualquer espécie, como é o caso do off side (não posicional) o VAR não ter intervindo para repor a legalidade. Dois factos indiciadores de premeditação...
O Ministério Público que tão empenhado anda em ver "mosquitos por cordas" onde eles não existem e que assenta uma boa parte da sua actuação processual em presunções e especulações tem aqui um excelente campo dee análise. Que investigue o árbitro FÁBIO VERÍSSIMO, que investigue o FUTEBOL CLUBE DO PORTO, velho manipulador de resultados desportivos, bem como os seus múltiplos agentes especializados em viciação e deturpação dos resultados desportivos e instaure com fundamentos sólidos o processo de que todos estamos à espera há mais de 30 anos!

domingo, 20 de janeiro de 2019

A PRISÃO DO HACKER DO PORTO E O ACOMPANHAMENTO PATERNO




AS PERGUNTAS QUE NINGUÉM FEZ
Resultado de imagem para a prisão de rui pinto


Rui Pinto, natural do grande Porto foi preso no dia 16 deste mês Janeiro, pela polícia húngara com a colaboração da polícia portuguesa, na execução de um mandado de detenção europeia.
Pela reportagem do CMTV hoje apresentada, realizada em Budapeste pela jornalista Tânia Laranjo, ficámos a saber que o pai do hacker Rui Pinto já se encontrava em Budapeste desde a véspera da prisão do filho, ou seja, desde terça-feira, dia 15 e Janeiro, tendo no dia seguinte assistido à prisão do filho, com a qual já contava.
E a pergunta que se impõe é esta: como é possível que uma jornalista tão arguta e tão especializada no jornalismo de investigação como Tânia Laranjo não tenha perguntado ao pai de Rui Pinto como se explica essa coincidência de ele ter chegado à Hungria na véspera da prisão do filho?
Sobre a CMTV, dos seus propósitos, dos meios que usa e dos fins que tem em vista já todos sabemos o suficiente para não ser necessário fazer novas considerações, salvo as que decorrem do facto inquestionável de a CMTV e o jornal CM terem um grande interesse financeiro nesta “novela” contra o Benfica e na sua permanente descredibilização. Tudo o que possa favorecer a sua continuação bem como os ataques ao Benfica não só lhe interessam como ela própria as fomenta, se outras razões não houvesse, como fonte de negócio.
Todavia, o importante não são as considerações antecedentes já que todos conhecemos suficientemente bem a dimensão ética do CM e sua televisão para não haver motivo para qualquer admiração.
Importante é saber por que razão viajou para Budapeste o pai do “pirata informático” na véspera da execução do mandado de detenção europeia, bem como quem o informou da próxima prisão do filho, à qual assistiu e com a qual já estava a contar, como ele próprio disse.  
A teia, apesar de tecida a várias mãos, começa a ficar cada vez mais explícita: dificilmente poderá deixar de se suspeitar que o pai do hacker tenha sido informado do dia e hora em que o filho iria ser preso, tendo por essa razão viajado de imediato para Budapeste para o “aconselhar” sobre o comportamento a adoptar, “aconselhamento” este que muito provavelmente lhe foi “aconselhado” por quem estava em condições de orientar o comportamento futuro do  hacker ..
Mais uma vez estamos no domínio da violação de um segredo. E um segredo só pode ser violado por quem o tenha à sua guarda. Portanto, alguém que tinha o segredo à sua guarda terá informado alguém, a quem o conhecimento do segredo também interessava muito, do que se iria passar, tendo este outro “alguém”, por seu turno, informado o pai do hacker sobre o que iria acontecer bem como o comportamento que aquele deveria adoptar. Ou seja, o efeito surpresa perdeu-se e com a sua perda pode muito provavelmente ter-se também perdido muita prova.
É assim que as coisas funcionam em Portugal. Ou será que as coisas só funcionam assim relativamente a certos assuntos numa dada zona do país?
As autoridades de investigação criminal, sejam elas policiais ou de outro nível, só não descobrem se não quiserem…



sábado, 19 de janeiro de 2019

O BENFICA EM GUIMARÃES




BRUNO LAGE EM GRANDE
Resultado de imagem para vitoria benfica

Entre terça e sexta-feira desta semana, o Benfica averbou duas importantes vitórias em Guimarães, ambas por 1-0, a primeira para a Taça de Portugal e segunda para a Liga.

Com estes dois jogos Bruno Lage soma quatro vitórias consecutivas como treinador da equipa principal do SLB. Mais importante do que as vitórias é a diferença de atitude da equipa e o modo como se posiciona em campo. O Benfica tem vindo gradualmente a fazer progressos em todos os sectores, com especial incidência no defensivo que era, juntamente com o do meio acampo, aquele em que as deficiências eram mais notórias.

Essa a razão por que, contrariamente à generalidade dos comentadores, eu acho que o jogo de ontem foi mais bem conseguido que o de terça-feira. Com efeito, na primeira parte houve um relativo domínio benfiquista apenas posto em causa nos últimos dez minutos. Na primeira parte, o Benfica dispôs de várias oportunidades – João Félix, Carrillo, Conti e Pizzi – que penas não resultaram em golo por ineficácia dos protagonistas. Com um jogador capaz de rematar ao primeiro toque, como Jonas ou até Mitroglou, o Benfica teria ido para o intervalo com uma vantagem confortável. Nesse mesmo período, o Vitória dispôs de um remate à entrada da área e dois outros, ambos defendidos por Vlakodimus, embora um deles tivesse pudesse ter tido outro resultado.

Na segunda parte até ao golo do Benfica, o Vitoria jogou mais no sentido de que teve mais bola. Deu a sensação de que estava dominando o jogo, ma a verdade é que durante esse período o Benfica, embora tenha atacado pouco ou quase nada e quase sempre mal, jogou bem a defender, conseguindo neutralizar completamente as investidas vitorianas. Tanto assim que o Vitória não teve uma única oportunidade de golo e apenas por uma vez rematou à baliz, bem ao lado.

Seria portanto errado não valorizar a acção defensiva da equipa tanto mais que noutras ocasiões, em situações semelhantes, passou por vários calafrios tendo inclusive perdido ou empatado os respectivos jogos.

Nos últimos dez minutos, ou até um pouco antes, depois de uma grande jogada de Rafa, o Benfica passou a ser claramente superior, tendo o golo sido fruto de um excelente passe de Gabriel e de uma notável assistência de André Almeida que permitiu a Seferovic, sempre no sítio certo, fazer o golo com facilidade.

Bruno Lage bem nas conferências de imprensa. Acabou a conversa redonda que durante anos as preencheu.

Parte inferior do formulário


O HACKER DO PORTO E A DEFESA ENGENDRADA PELOS SEUS DOIS NOVOS ADVOGADOS




UMA DEFESA INSÓLITA…
Resultado de imagem para O HACKER E OS SEUS ADVOGADOS

Rui Pinto, natural do grande Porto, detido em Budapeste ao abrigo de um mandato de detenção europeia, emitido pelas autoridades portuguesas, prescindiu, ao que parece, do seu anterior Advogado, Aníbal Pinto, também comentador desportivo afecto ao Futebol Clube do Porto.

Os novos advogados de Rui Pinto são William Bourdon e Teixeira da Mota.

Como tem repetidamente sido dito e explicado pelos órgãos de comunicação social mais bem informados um mandado de detenção europeia não é juridicamente equiparável a um pedido de extradição.

O mandado de detenção europeia emitido por uma autoridade judicial de um Estado membro da União Europeia é executável em todo o território da União Europeia e consiste num processo simplificado por via do qual aquela autoridade solicita a detenção de uma pessoa às autoridades de outro Estado membro e a sua entrega para efeitos de instauração de acção penal ou de execução de uma pena ou medida de segurança privativas de liberdade já decretada pelo Estado solicitante. Na emissão e execução de um mandado de detenção europeia as autoridades devem respeitar os direitos processuais dos suspeitos, arguidos, acusados ou condenados, nomeadamente o direito à informação, advogado, intérprete e apoio judiciário. 

A extradição pressupõe um acordo entre o Estado que a requer e o Estado que recebe o pedido, conservando este o direito de o analisar e sobre ele decidir tanto do ponto de vista formal como material. A Constituição Portuguesa no artigo 33.º regula com algum detalhe os requisitos fundamentais a que deve obedecer o processo de extradição. Neste processo, contrariamente ao de mandado de detenção europeia, o Estado solicitado, nomeadamente as autoridades judiciárias, mas também as autoridades políticas, conservam uma larga margem de autonomia que manifestamente não existe no mandado de detenção europeia visto este assentar no mútuo reconhecimento das decisões judiciais e tender a considerar como um único território todo o território da União Europeia.  

Será portanto neste contexto que os advogados agora constituídos pelo hacker detido em Budapeste terão de organizar a sua defesa relativamente ao mandado emitido. Segundo o que foi tornado público pelos advogados constituídos, a sua linha de defesa consistirá no seguinte:

“O Sr. Rui Pedro Gonçalves Pinto tornou-se num importante denunciante europeu no âmbito dos chamados Football Leaks, relembrando-se que muitas revelações feitas ao abrigo destas partilhas de informação estiveram na origem da publicação, durante vários anos, de notícias que deram lugar à abertura de muitas investigações em França e noutros países europeus"

Os causídicos alegam que, ao longo deste processo, Rui Pinto "foi seriamente ameaçado, sendo o seu silêncio o objectivo de muitos intervenientes no mundo do futebol".

Igualmente consideram que: "As autoridades portuguesas (...) ter-se-ão precipitado na detenção do seu cliente", influenciadas pelas alegações do fundo de investimento Doyen Sports, que apresentou uma queixa-crime em Portugal contra Rui Pinto.

Os advogados manifestam ainda "estranheza" relativamente à rapidez com que o mandado de detenção foi executado e, "juntamente com os seus colegas em Budapeste, opor-se-ão ao pedido de extradição".

E acrescentam que: “Não pode deixar de se notar, em particular, o incrível paradoxo que resulta da tentativa de criminalização do seu cliente, quando, na verdade, o seu gesto cívico e as suas revelações permitiram a numerosas autoridades judiciais europeias um avanço histórico no conhecimento das práticas criminosas no mundo do futebol".

Os advogados dizem ainda que o seu cliente cumpre os critérios de protecção dos lançadores de alertas [whistleblowers], resultantes das últimas disposições da legislação europeia e de muitos países europeus.

E concluem afirmando: "Ao contrário do que pretendem aqueles que têm vindo a perseguir o Sr. Rui Pedro Gonçalves Pinto, a importância da indústria do futebol não deve ser utilizada para manter na opacidade as práticas gravemente contrárias à lei que no mundo deste desporto se verificam".

Destas breves declarações conclui-se, sem grande esforço, que a linha de defesa do hacker Rui Pinto (não se percebe bem se para evitar o cumprimento do mandado de detenção europeia, se para evitar a instrução do processo em Portugal) consiste em considerá-lo um herói, uma espécie de Robin dos Bosques da tão vituperada “verdade desportiva”, disposto a tudo para conseguir a justiça no futebol.

Este argumento não deixa de ser espantoso quando empregado por profissionais do Direito!

Ele assenta na ideia de que os meios justificam os fins e de que tudo vale para alcançar o fim que se tem em vista. Obviamente, que tal argumento é inadmissível num Estado de direito, seja ele justificativo de uma conduta privada ou pública. Pior ainda, é a hipocrisia ou mesmo a má fé que lhe está subjacente já que ele tem como suporte subliminar a mensagem de que o fim que se tinha em vista é nobre e amplamente compreendido pela sociedade, não obstante a natureza do meio através do qual foi prosseguido.

Este é, como imediatamente se compreende, um argumento hipócrita e desonesto porque o primeiro objectivo que o hacker tinha em vista, como aliás acontece cada vez mais com os criminosos deste tipo de crime, é a extorsão. Ou seja, é um crime que se pratica para com base nele praticar um outro ainda mais grave. Esta a “nobreza” do comportamento do hacker e a pobreza da argumentação dos seus advogados. Tudo isto, sem prejuízo de a tentativa de extorsão, nomeadamente nos casos em que antecipadamente se suspeita do seu inêxito, poder ter em vista o encobrimento de outro crime cometido por outro ou outros agentes.

Portanto, quando aquele objectivo não é alcançado, como foi o caso, o hacker – na hipótese pouco provável de o trabalho não lhe ter sido encomendado – tentará vendê-lo a quem dele possa tirar proveito e causar dano àquele que recusou a extorsão. E foi isso o que no caso do roubo do correio electrónico do Benfica aconteceu, quer se tenha verificado a primeira hipótese ou a segunda: os dois dos habituais pressupostos deste tipo de crime estão presentes no que realmente aconteceu - o produto do crime foi parar às mãos de quem dele podia tirar proveito e o dano foi causado a quem resistiu à extorsão.

Assim, apenas falta provar quem pagou para receber o produto do roubo ou quem o encomendou, embora esta prova não seja excepcionalmente difícil já que o comportamento habitual neste tipo de crimes é o pagamento ser feito por quem tira proveito do roubo. Difícil também não será a prova de que o dinheiro foi parar às mãos do assaltante, mais fácil ainda quando alicerçada na evidência de o ladrão ter passado a fazer vida fora do país sem nenhuma fonte de rendimentos declarada, de se dar ao luxo de fazer gastos elevadíssimos, como serão certamente os honorários de caríssimos advogados para o defender. Fazer crer que tudo isto acontece por solidariedade evangélica dos que defendem a boa nova da verdade desportiva é uma ingenuidade em que ninguém acreditará.

Mas há mais: a pseudo heroicidade do assaltante é também traída pelo orientação unilateral do “nobre gesto” que o levou a assaltar apenas um clube e não os outros dois que com ele concorrem pela hegemonia do futebol português, apesar das breves “cócegas” feitas a ambos para dar a entender que a todos tocava por igual. Este comportamento unidireccional praticado por um profissional da pirataria informática é igualmente um indício de que o trabalho lhe foi encomendado, objectivo, no caso, facilitado pelas amizades e identidades que se conhecem.

Estamos assim perante um crime com indícios suficientes para não se poder pôr de parte a hipótese, bem provável, de se inserir na criminalidade organizada pela sintonia com que durante mais de ano e meio se foi construindo através de elementos roubados, truncados, falsificados e sempre descontextualizados uma verdadeira mistificação da realidade que permitiu manter uma actividade puramente especulativa altamente nociva para a reputação da vítima e do seu desempenho desportivo De facto, trata-se de um crime que ultrapassa largamente a violação da correspondência informática e consequente possibilidade de extorsão, mas que se insere claramente na intenção de causar dano reputacional irreparável.

Escusado será dizer que o grande beneficiário de toda esta actividade não foi apenas Rui Pinto, quaisquer que tenham sido os proventos que a sua actividade criminosa lhe proporcionou, mas o Futebol Clube do Porto como principal divulgador e fomentador da campanha de descrédito do Sport Lisboa e Benfica. Como também poucas dúvidas poderá haver que apenas existe um suspeito de ter pago ou encomendado esta actividade criminosa, sendo de estranhar e acima de tudo de lamentar que perante indícios tão evidentes as autoridades não tenham materializado processualmente essas suspeitas, tendo, pelo contrário, com a sua passiva conduta concedido a esse suspeito todo o tempo e espaço do mundo para se livrar dos vestígios materiais que o comprometessem.

Mas, enfim, vamos continuar a acreditar que outros farão o que até agora ainda não foi feito

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O HACKER DO PORTO, O ADVOGADO DO PORTO E O MAIS QUE ADIANTE SE VERÁ





O QUE PARA JÁ É EVIDENTE
Image result for rui pinto

Evidente para já é a prisão em Budapeste do “hacker” Rui Pinto, natural do grande Porto, ao abrigo de um mandato de detenção europeia, emitido pelas autoridades judiciárias portuguesas, que, em princípio, terá como consequência a sua entrega às autoridades portuguesas para prestar declarações no (ou nos) processo(s) em que é arguido, vendo-se depois se ficará sujeito a alguma medida de coacção bem como a natureza da mesma, no caso, mais que provável, de a elas ficar sujeito.

Evidente é também que Rui Pinto, apesar de jovem, é um velho conhecido da polícia portuguesa por força da actividade a que se tem dedicado desde que atingiu a idade adulta ou porventura ainda antes. Foi no quadro desta sua actividade que contou com o patrocínio do advogado portuense, Aníbal Pinto, também comentador de futebol afecto ao Futebol Clube do Porto.

Até ontem era do conhecimento público, por via de notícias publicadas pela comunicação social com fonte na Polícia Judiciária, que Rui Pinto levantara indevidamente de uma conta de terceiros, sediada num banco das Ilhas Caiman, duzentos e setenta mil euros e que tentara extorquir do fundo Doyen uma verba de muitas centenas de milhares de euros como “compra” do seu silêncio, ou seja, não publicação da correspondência electrónica de que ilicitamente se tinha apoderado.

A partir de ontem, pela voz do seu então advogado, Aníbal Pinto, ficamos a saber mais duas coisas muito interessantes:

A primeira é que a Doyen tentou “comprar” a Aníbal Pinto a identidade do seu cliente; e a segunda, não menos interessante, de que Aníbal Pinto foi encarregado pelo seu cliente (hacker Rui Pinto) de negociar com a Doyen um contrato trabalho, com uma cláusula de confidencialidade, mediante a entrega de uma determinada prestação, tendo tal contrato acabado por não se concluir por, segundo Aníbal Pinto, no decurso da sua negociação se ter apercebido que tal negócio poderia configurar um crime, tendo em consequência aconselhado o seu cliente a desistir da sua pretensão, mesmo sob a forma de doação (sic).

Estas informações foram prestadas sob a forma de esclarecimento por Aníbal Pinto no programa da noite da CMTV, do dia 16 de Janeiro de 2019. A gente ouve ou lê isto que acaba de ser escrito e tem dificuldade em acreditar que tais informações tenham sido prestadas e mais dificuldade tem ainda em compreender que ninguém, entre os presentes no programa, a começar pelo seu ”pivot”, tenha interrogado o depoente sobre o óbvio.

Primeiro, como poderia Aníbal Pinto negociar um “contrato de trabalho” para o seu cliente sem o identificar? Por que razão pretendia a Doyen pagar para identificar uma pessoa com a qual iria celebrar um contrato?

Nada disto faz o menor sentido e só mesmo alguém muito perturbado pode apresentar tal discurso em sua defesa.

A história é outra e muito simples de contar, seguindo aliás as explicações que a PJ tornou públicas, via Correio da Manhã. E ela conta-se assim: Rui Pinto assaltou a correspondência informática da Doyen, tendo tentado extorquir desta entidade uma determinada quantia em dinheiro, bem avultada, segundo se diz. A Doyen não pagou, mas terá entrado, ao que também se diz, numa operação montada pela polícia, para apanhar o assaltante, aceitando negociar com alguém em seu nome um pretenso “contrato” (de trabalho, de doação? para o caso pouco importa) com o objectivo de identificar o assaltante ou, caso não o conseguisse, justificar uma prisão em flagrante delito do seu representante naquele negócio.

O facto de o negócio estar a ser negociado numa área de serviço da A1 e de os seus contornos o terem tornado suspeito levou o representante de Rui Pinto a abortar a negociação e a aconselhar por escrito ao seu representado a desistência do mesmo.

E a pergunta que qualquer pessoa minimamente capaz de raciocinar fará será certamente esta: o representante do hacker apresentou-se ao encontro convencido de que iria negociar um contrato de trabalho? A resposta fica ao cuidado dos leitores.

Se a defesa do primitivo advogado de Rui Pinto foi esta, a dos advogados agora constituídos depois da sua prisão em Budapeste não terá sido muito melhor, como em novo post se demonstrará.

sábado, 5 de janeiro de 2019

BENFICA NOVAMENTE ATACADO, AGORA VIA PJ DO PORTO



MAIS UMA TENTATIVA
Resultado de imagem para pj do porto


Depois da vergonhosa derrota sofrida no processo “E- Toupeira”, cujo nome apenas se justifica como acto falhado, em que uma “acusação” indigente já foi em 90% desmontada pelas autoridades judiciais e o os restantes 10% sê-lo-ão também em processo de julgamento, a PJ do Porto, sempre em pareceria com o mensageiro da investigação criminal, Correio da Manhã, volta ao ataque com mais uma infundada suspeição digna da mais da cega paixão clubística.

O espantoso é não haver naquelas casas, MP e PJ, quem se disponha a pôr cobro a situações que estão a ferir de morte a credibilidade da investigação criminal em Portugal nas áreas que dividem a sociedade portuguesa, como é o caso da política e do futebol, já que deveria ser exactamente nesses domínios em que o rigor, a seriedade e a imparcialidade deveriam imperar.

Não é isso infelizmente o que se passa. Qualquer jurista mediano teria logo percebido que a fundamentação da acusação do tal processo “E-Toupeira”, cujo nome tem grandes probabilidades de se justificar pelas razões opostas às que levaram à sua acintosa denominação, não teria sido redigido com mais paixão e menos credibilidade, se tivesse sido apresentada por um qualquer director de comunicação ou “furioso” comentador de um clube rival.

Agora, a PJ do Porto, que nunca foi capaz de investigar um único crime ocorrido na sua área metropolitana relacionado com o futebol, apesar de a famosa “história dos êxitos” estar directamente relacionada com a história do crime, volta à carga com mais um rol de suspeições, amplamente publicitadas com o objectivo de atingir a honorabilidade dos investigados, tão absurdas e inconsequentes quanto elas poderiam ser se apresentadas num programa semanal de comentário futebolístico pelos tais “furiosos” comentadores rivais.

É inadmissível que este estado de coisas continue a alimentar o dia-a-dia das autoridades de investigação criminal. As recentes declarações da Procuradora Geral da República deixam entender, sem margem para qualquer dúvida, que não será por via da acção interna que estes comportamentos deixarão de existir ou que a regeneração da investigação criminal ocorrerá. Bem pelo contrário. O MP e a PJ, na política e no futebol, continuarão a somar derrotas, continuarão a deixar “condenar” na praça pública os investigados, tanto mais convictamente quanto mais frágeis são os fundamentos em que se apoiam, continuarão a alimentar um “populismo” que só precisa de bons pretextos para medrar, continuarão insensatamente esta caminhada para a sua descredibilização se noutros domínios do Estado não forem tomadas as medidas que se impõem e que não podem por mais tempo ser adiadas.


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

OS ARGUIDOS DO FCP – FUTEBOL SAD




MELHOR SERIA DIFICIL

Resultado de imagem para administradores da SAD do porto arguidos




Vi alguns benfiquistas muito satisfeitos por, finalmente, os administradores da SAD do Porto terem sido constituído arguidos por …prática de crime de ofensa a pessoa colectiva.

Não se compreende de onde vem essa satisfação. Muito resumidamente, convém esclarecer o seguinte: tendo em conta o que se passou, esta decisão do DCIAP é o melhor que poderia ter acontecido aos dirigentes do FC Porto. A pedido, não poderia ser melhor.

O Benfica foi assaltado. O Futebol Clube do Porto exibiu publicamente o produto desse assalto, tendo-o veiculado em proveito próprio e em prejuízo do Benfica. Assim sendo, o Porto é objectivamente suspeito de ter assaltado o Benfica ou de ser o mandante desses assalto ou, no mínimo, de ser o receptador. Não há nem pode haver nenhuma dúvida sobre a qualificação do comportamento do F C do Porto, por intermédio dos seus agentes e representantes, nomeadamente depois de o Benfica ter dado público conhecimento de que havia sido assaltado e que o FCP estava publicamente a exibir e utilizar em proveito próprio o produto desse assalto.

Sabe-se também como se comportaram as autoridades de investigação penal. Nada fizeram, apesar de a sua acção preventiva e punitiva ter sido repetidamente solicitada. Nada fizeram... até ao momento em que resolveram actuar contra a própria vítima.

Do crime praticado não quiseram aparentemente saber as autoridades de investigação e repressão penal, tendo sido pela via cível que acabou por se pôr cobro àquele inacreditável escândalo. Não quiseram nem há notícias de que estejam interessadas nisso. O assaltante continua por prender ou até por identificar, os receptadores continuam por responsabilizar e o crime continua por investigar.

E quando se esperava que a convocatória dos administradores da SAD portista, pelo DCIAP, tinha em visto inquirir os suspeitos da prática ou da colaboração na prática daquele crime, ficámos a saber que tinham por lá passado para cumprir uma simples formalidade – a de, em menos de 40 minutos cada um, serem identificados e constituídos arguidos por …”crime de ofensa a pessoa colectiva”. E para que não houvesse dúvidas, as autoridades de investigação e acção penal logo vieram esclarecer que “aqueles senhores” não têm nada a ver com o processo dos e mails!

Ou seja, este processo dificilmente terá resultados práticos ou, se porventura tiver, os acusados (que não acreditamos venham a ser) serão facilmente absolvidos. E embora a acção penal se não confunda com a acção cível, dada a suas diferentes naturezas, a provável absolvição ou até arquivamento, só virá facilitar a posição do FCP na acção cível indemnizatória.

Continuamos a achar inacreditável que o Benfica e os seus comentadores não insistam diariamente na questão do assalto do correio electrónico, na identificação dos responsáveis, na constituição de arguidos dos óbvios suspeitos, assim como também na inexistência de buscas e outras diligências destinadas ao esclarecimento da verdade.

Que justiça é esta!