quinta-feira, 4 de outubro de 2018

BENFICA – O JOGO CONTRA O PORTO




O QUE RUI VITÓRIA NÃO PODE FAZER
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Depois do que se passou em Atenas na passada terça-feira contra o AEK, Rui Vitória não pode no próximo domingo, contra o Porto, cometer os mesmos erros. Não pode, mas nada garante que os não cometa, porque infelizmente tem sido esse o modo de actuar de Rui Vitória, nunca prendendo com os erros do passado por mais próximo que esse passado esteja.

Como será de esperar o Porto apresentar-se-á na Luz com uma linha média forte, como sempre faz quando tem como objectivo primeiro da sua estratégia neutralizar a capacidade criativa do meio campo adversário. O Benfica tem, portanto, de responder a esta mais que provável estratégia portista, fazendo alinhar uma linha média forte, capaz de ganhar a maior parte dos duelos individuais quer física, quer tacticamente.

É também muito provável que, no ataque, o Porto alinhe com dois avançados possantes, Marega e Soares, tentando tirar o máximo partido das esperadas fragilidades no centro da defesa benfiquista. Não atender a isto ou facilitar, esperando que as coisas se resolvam por si, é meio caminho andado para o desaire.

Finalmente, o Porto vai explorar ao máximo o lado direito da defesa do Benfica, não só porque tem desse lado um jogador com grande valia, tanto na meia distância, como nos cruzamentos (Alex Telles), mas também porque conta com as conhecidas fragilidades do Benfica nesse sector, como o jogo contra o AEK amplamente evidenciou.

E terá o Benfica meios para contrapor a esta esperada estratégia portista? Evidentemente que sim, desde que Rui Vitória os vejo.

Assim, no centro da defesa, dada a ausência de Jardel e a indisponibilidade de Conti, o Benfica deve alinhar com Ruben Dias e Samaris. Sim, Samaris, um grande jogador que raras vezes teve no Benfica oportunidade de jogar nos lugares em que se sente mais à vontade. Samaris é um jogador, versátil e inteligente, capaz de desempenhar vários lugares, sendo porém o lugar 8 e o defesa central aqueles em que se sente melhor. Muito melhor do que no lugar de Fedja onde tantas vezes tem jogado por indisponibilidade deste. Ruben Dias terá continuar na equipa, quanto mais não seja pela impossibilidade de, tanto Jardel como Conti, alinharem, mas deverá ser imediatamente substituído, se admoestado com um cartão amarelo.

No meio campo há três jogadores que têm de jogar e há um que não deve jogar. O que não deve jogar é obviamente Pizzi e os que têm obrigatoriamente que jogar são Fedja,Gedson e Alfa Semedo (não por ter marcado um golo em Atenas, mas ser um médio forte, capaz de ombrear que a linha média portista e ter, além disso, uma boa média distância). Depois há que escolher entre Salvio, Rafa, Cervi e Zivkovic. Se o Benfica jogar com dois avançados, Seferovic e Jonas ou Castillo e Jonas, daqueles quatro só poderá jogar um – talvez Salvio ou Rafa; se jogar apenas com um avançado – em princípio, Seferovic – talvez Salvio e Rafa ( ou Cervi ou Zivkovic).

Seria arrojado, mas surpreendente para o treinador do Porto, ver o Benfica com dois avançados. A sorte protege os audazes. Rui Vitória acredita, infelizmente, mais na sorte do que na audácia.

Finalmente, a lateral direito, se Corchia estiver bem, era domingo a altura ideal para o pôr na equipa.

Como não é de crer que Rui Vitória faça nada disto, o mais provável – quase certeza – é que o Benfica alinhe com os seguintes jogadores:

Odysseias Vlachodimus; André Almeida, Ruben Dias, Lema e Grimaldo; Fedja; Salvio, Pizzi , Gedson e Rafa; Jonas.

A entrada de Jonas terá em vista a sua (do treinador) desculpabilização, em caso de resultado negativo – derrota ou empate.

sábado, 29 de setembro de 2018

AS DESCULPAS DE RUI VITÓRIA




UM PROBLEMA QUE SE REPETE
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Rui Vitória no fim do jogo, para justificar o empate consentido no último minuto, apresentou um rol de desculpas.

Em primeiro lugar, a incerteza sobre se o jogo ia ou não realizar-se e a necessidade de fazer um duplo aquecimento. Isto que Rui Vitória refere aconteceu apenas ao Benfica ou aconteceu também ao Desportivo de Chaves? Mais valia estar calado.

Em segundo lugar, as lesões. Os jogadores do Benfica – Jardel e Gabriel – lesionaram-se sozinhos, sendo, portanto caso para perguntar se estamos perante uma desculpa ou de uma culpa da equipa técnica, nomeadamente da que tem a seu cargo a preparação física, embora, em última instância, a responsabilidade seja de quem dirige essa equipa. Mais uma razão para estar calado.

Em terceiro lugar, a expulsão de Conti, exclusivamente imputada ao árbitro. Em primeiro lugar, não foi o árbitro que fez a entrada. Já vimos Conti, nos minutos que já jogou, fazer outras entradas perigosas. Ainda ninguém lhe disse que não estava a jogar na Argentina? E poderá imputar-se a uma expulsão, a poucos minutos do fim, a responsabilidade pelo golo sofrido pouco depois? Aparentemente, o árbitro foi rigoroso. Mas só aparentemente, já que para se ter a certeza seria necessário escrutinar os anteriores jogos apitados por Capela para se saber como costuma reagir em situações idênticas. Se reage sempre da mesma forma, nada haverá a apontar, se, pelo contrário, não pune, pune com uma simples falta ou pune com falta e amarelo, então sim, haverá muito a dizer. Mas disto não curou Rui Vitória. Achou conveniente responsabilizar desde logo o árbitro.

Rui Vitória esqueceu-se de referir a exibição do Chaves que se bateu durante todo o tempo, olhos nos olhos, frente ao Benfica. Sem antijogo, jogando sempre para ganhar.

Quer isto dizer que não haveria, portanto, hipótese de o Benfica conseguir um resultado diferente? De forma alguma. Não obstante o mérito do Chaves, o empate ficou a dever-se a erros do Benfica e a deficiências técnico-tácticas do treinador. O Benfica pelo volume de jogo que normalmente põe em prática contra a maior parte das equipas da nossa liga não pode jogar com um único homem na área e menos ainda se esse avançado for, como é o caso de Seferovic, excessivamente móvel.

Desde que Rui Vitória pôs de parte o sistema de jogo herdado do anterior treinador, o que somente aconteceu a partir dos primeiros meses da época passada, o Benfica não ganhou um único título e também não ganhou nenhum jogo importante. Ou empatou ou perdeu!

É certo que o sistema herdado de Jesus deixava a descoberto as fragilidades do meio campo, embora isso possa ser corrigido, como o próprio Jesus acabou por reconhecer e tentou fazê-lo. O actual sistema não melhorou significativamente o meio campo, nomeadamente depois da lesão do Krovinovik, e desguarneceu perigosamente o jogo na área.

Dentro da lógica de Jogo de Rui Vitória também se não percebe a não inclusão de Gedson nos dois últimos jogos e a insistência em Pizzi, que falha passes em série, gerando situações perigosas, além de ser brando na cobertura a meio campo.

Do que já viu até hoje, fica a certeza de que Gedson terá de jogar e Jonas também, acompanhado na frente de um avançado mais fixo.

Finalmente, o que mais dói nesta equipa do Benfica é ficar-se com a sensação de que os jogadores não estão verdadeiramente cientes de qual o seu papel em campo, parecendo antes entregues à inspiração do momento. É também preocupante a ausência de treino das bolas paradas, das quais o Benfica raramente tira qualquer proveito, bem como a falta de remates a meia distância.

Assim vai ser difícil. Os dois próximos jogos serão muito esclarecedores…

domingo, 23 de setembro de 2018

SETÚBAL - PORTO





UM ESCÃNDALO
Está à vista de todos o que ontem se passou no Bonfim. Um árbitro de encomenda, ido directamente do Porto, cumpriu a função para que foi nomeado. Já se sabia antes do  jogo se iniciar que iria acontecer, em caso de necessidade. As expectativas confirmaram-se como seria de esperar.
Não voltamos aos tempos do Apito Dourado, como alguns dizem. Voltamos a um tempo muito pior: ao de Adriano Pinto, Lourenço Pinto, Pinto de Sousa, etc. Aos tempos em que através da Associação do Futebol do Porto, o FC Porto controlava a arbitragem “legalmente”.

Desenganem-se também os que supõem que através desta e doutras denúncias eles se incomodam ou elas produzem algum efeito. Eles convivem muito bem com isso, desde que ganhem! Tal como “honoráveis instituições” do sul da Itália, convivem muito bem com a má imprensa, desde que continuem a fazer os seus negócios, também eles convivem com todos os escândalos, desde que continuem a ganhar por mais escandalosas que as vitórias sejam. Um deles, nos “bons belos tempos”, até dizia: “Não há vitórias mais saborosas do que aquelas que eles dizem que foram roubadas”..

Portanto, o que importa são actos. É preciso acabar com este estado de coisas. O Fontelas e o Costa têm de ir para casa, rapidamente!


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

BENFICA 0 – BAYERN 2




UM MAU RESULTADO
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O Benfica defrontou na passada quarta-feira uma das grandes equipas europeias e perdeu. Por direitas contas o Bayern poderia ter ido à final da Champions nas duas últimas edições não fosse há 2 anos ter sido escandalosamente prejudicado pela arbitragem contra o Real Madrid e o ano passado ter cometido dois erros imperdoáveis em qualquer equipa. Fora isto, já ganhou por cinco vezes a prova, como se sabe e há seis anos consecutivos que ganha a Bundesliga sempre com apreciável diferença relativamente ao segundo classificado.

Que o Bayern tem desde há várias décadas melhor equipa do que o Benfica, toda a gente sabe. Que o Benfica costuma fazer maus resultados contra o Bayern nas nove vezes que já o defrontou, também todos sabemos. Que, inclusive, nunca lhe ganhou e somente por três vezes empatou, também se sabe.

Mas o que também se sabe é que o Benfica perde na Liga dos Campeões há nove jogos consecutivos e que o resultado de ontem é um mau resultado, apesar da valia do adversário.

Sem pretensões de competência técnica em matéria futebolística, que não é a minha área, mas valendo-me apenas da experiência de já ter visto muitos jogos de futebol em diferentes fase de evolução da modalidade, parece-me que, para o futebol que se joga hoje ao mais alto nível, o Benfica apresenta fragilidades de maior ou menor gravidade, consoante o valor do adversário, podendo algumas das quais ser corrigidas.

Em primeiro lugar, há muitos passes errados, umas vezes em consequência da pressão exercida pelos adversários, outras por incompetência ou desconcentração dos jogadores, erra-se passes em todas as áreas do campo, umas vezes no começo das jogadas – o que é fatal quando se joga contra uma grande equipa -, outras na área adversária, perdendo-se uma oportunidade de golo; finalmente, outras em passes longos ou em zonas de menor perigo ou prejuízo, mas tendo sempre como resultado a perda da bola;

Em segundo lugar, o Benfica tem pouca gente na área e o avançado mais adiantado joga com grande mobilidade, o que faz desguarnecer ainda mais a zona de remate;  o Benfica tem de jogar com dois avançados, um mais à frente, outro no apoio, ao estilo Mitroglou/Jonas; para jogar com dois avançados tem de manter no meio campo quatro médios – um jogando a seis (estilo Fedja) e os outros três como verdadeiros jogadores do meio campo, dois deles a par e outro mais solto. O papel de alas tem de ser desempenhado pelos defesas laterais, com o auxílio ocasional, dos médios, sendo para tanto indispensável contar com dois laterais com grande capacidade técnica e física, que saibam jogar atrás e à frente (como fazem, por exemplo, os do Bayern);

Em terceiro lugar, o Benfica tem de saber pressionar o adversário quando este tem a bola e tem que ter um jogador, pelo menos um, com capacidade de remate a meia distância, o que já não acontece há muito tempo.

É de admitir que com o regresso de Jonas à frente de ataque e com a escolha certa para “emparelhar” com ele o Benfica passe a marcar os golos que hoje não marca; e é de crer também que, com o regresso de Krovinovik, com Gelson e Gabriel, Benfica passe a ter o que até hoje lhe tem faltado ao mais alto nível. Claro, que para jogar contra o Nacional da Madeira ou contra as equipas do quarto lugar para baixo, o Benfica não precisa de nada disto. Mas para jogar ao mais alto nível na Europa, seja contra o Bayern seja contra o Ajax ou contra o AEK, precisa e muito. E quanto mais depressa melhor!


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O MINISTÉRIO PÚBLICO E AS LIGAÇÕES DO HACKER QUE ASSALTOU O BENFICA




AS DÚVIDAS LEGÍTIMAS DE QUEM OBSERVA

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Como é do conhecimento geral, a caixa de correio electrónico do Benfica foi assaltada, tendo o director de comunicação do Futebol Clube do Porto feito largo uso desse assalto, em proveito do clube em nome do qual actua.


O mais normal perante uma situação destas seria que as autoridades que tem por missão a investigação criminal iniciassem imediatamente uma investigação sobre o sucedido, começando essa investigação pelo lado mais visível do crime – ou seja, por aquele que indiciariamente se perfila como assaltante ou, no mínimo, como receptador do material furtado.

Teria o MP procedido do mesmo modo se em vez do Benfica tivesse sido, por exemplo, o Continente a entidade assaltada e o Pingo Doce tivesse sido o divulgador do material furtado? Teria o MP procedido como procedeu?

Apesar das sucessivas queixas do Benfica, o que fez o Ministério Público? Quanto aos assaltantes nada, o director de comunicação do Futebol Clube do Porto continuou tranquilamente a divulgar a correspondência roubada, chegando ao supremo limite de ter afirmado que estava a “fazer serviço público”! Se o MP quanto ao presumível assaltante ou receptador, nada fez, já o mesmo se não poderá dizer relativamente Benfica. Partindo do material roubado, que só era importante por ter sido roubado, já que substantivamente pouca ou nenhuma importância tinha ou tem, o Ministério Público abriu uma investigação ao Benfica para fazer legalmente o que os ladrões tinham feito ilegalmente: conhecer a correspondência privada do Benfica para com base nela averiguar a possibilidade da existência de qualquer comportamento penalmente punível. Ou seja, as reclamações e queixas do Benfica não só não foram atendidas, como resultaram no seu contrário.

A partir dessa altura, da altura em que se fizeram, legalmente, as buscas na Luz, multiplicaram-se na comunicação social os emails do Benfica, não se sabendo quais os roubados e quais os publicados em violação do segredo de justiça. Somente o Ministério Público o poderá dizer, embora a avaliar pelo que se tem passado em processos em segredo de justiça, mediaticamente acompanhados, o Ministério Público conviva razoavelmente bem com essa violação do segredo de justiça.

E foi necessário que o Benfica tivesse recorrido à justiça civil para pôr finalmente cobro a esta pouca vergonha, não sem que antes tenhamos assistido a uma inacreditável decisão de primeira instância de um tribunal do Porto, rapidamente corrigida por um acórdão da Relação, que impôs, mediante a estipulação de uma pesadíssima sanção pecuniária compulsiva, a obrigação de o comunicador do Futebol Clube do Porto cessar imediatamente a publicação dos emails, os quais, todavia, continuaram a publicar-se num blogue anónimo associado ao Sporting Clube de Portugal, muito provavelmente em consequência de um entendimento com o Futebol Clube do Porto.

Mais uma vez a passividade do Ministério Público foi exageradamente notória: nada fez de palpável para investigar a autoria daquele blogue, continuando sempre mais interessado em investigar o Benfica do que em investigar, acusar e reprimir os que assaltaram o Benfica!

É neste específico contexto que alguém ligado ao Benfica pelo amor clubístico, certamente sofrendo dolorosamente a injustiça que todos os benfiquistas sentiram ao ver na praça pública enxovalhado o nome do clube com suposições fantasistas e presunções absurdas, se sentiu ele próprio na obrigação moral de facultar ao Benfica o seu próprio conhecimento sobre as investigações em curso. Se para tanto teve de violar algumas regras e entrar num domínio que, apesar de constantemente devassado perante a complacência do Ministério Público, não deixa de ser reservado e protegido por lei, será normal que venha a ser penalmente responsabilizado, não obstante as razões que motivaram a sua actuação e sem prejuízo de contar com a solidariedade e compreensão dos benfiquistas. Se…

Estávamos nós assistindo à primeira fase deste processo, que culminou com a absurda acusação da SAD do Benfica, acompanhada da ameaça de sanções acessórias, cujo fundamento parece ter sido mais inspirado no fanatismo de um adepto rival do que num verdadeiro raciocínio jurídico, quando uma revista de informação semanal revelou o que nem o Ministério Público nem a Polícia Judiciária foram capazes de descobrir – a identidade do “hacker” que assaltou o Benfica!

E quem é ele? É um adepto do Futebol Clube do Porto, nado e criado nos meandros do Canelas Futebol Clube, onde tem amigos e “correligionários”, entre eles um conhecido comentador do Porto Canal que amiudadamente convive tanto na televisão como fora dela, como o “comunicador” do Futebol Clube do Porto.

É sabido, toda a gente sabe, que os “hackers” não trabalham de graça. E sobre este, em concreto, correm na comunicação social notícias de que teria tentado (outros afirmam mesmo que conseguiu) extorquir da Doyen uma avultada quantia para deixar de publicar documentos roubados sobre aquele fundo.

Seja assim ou não, o certo é que até hoje o Ministério Público nada fez, pelo menos, com projecção pública. Agora analise-se a similitude de comportamento e cada um tire as suas conclusões.

Depois que o tal blogue afecto ao Sporting deu público conhecimento de que havia alguém no sistema judiciário dando informações ao Benfica sobre o conteúdo dos processos relacionados com o Benfica, o Ministério Público não perdeu tempo: descobriu o autor ou autores dessas presumíveis violações, fez buscas nos seus domicílios, no de um funcionário do Benfica e na própria SAD, tendo até detido o dito funcionário para efeitos de inquirição e pedido logo a seguir medidas de coacção para os investigados, sendo algumas delas decretadas, uma das quais a de prisão preventiva.

E o que fez o Ministério Público depois de saber quem é o assaltante do Benfica, depois de identificados os seus amigos e a sua ligação ao Futebol Clube do Porto, principal beneficiário do assalto? Nada, absolutamente nada! Fez buscas na SAD portista para apurar da sua ligação ao hacker assaltante? Fez buscas domiciliárias ao “comunicador” do FC do Porto e ao seu amigo comentador? Investigou os seus computadores e telefones? Nada, absolutamente nada.

Como se explica semelhante comportamento? Como se explica também que um Vice-presidente do Sporting tenha depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha para depois o acusar de corrupção e nada tenha acontecido ao Sporting? Como se explica que um dirigente do Sporting tenha sido detido e mais tarde posto em liberdade, depois da prestação de pesada caução, por suspeita de viciação de resultados desportivos, fundadas em inequívocas escutas telefónicas, e nada mais até hoje tenha acontecido, apesar de a juiz de instrução criminal ter dito na decretação das medidas de coacção que o processo estava praticamente instruído? Como se explica que na sequência destas investigações o então presidente do Sporting nunca tenha sido ouvido, nem a SAD sportinguista tenha sido alvo de buscas? Como se explica’

São coincidências a mais para se aceitar uma qualquer explicação.

Resta perguntar à Senhora Procuradora Geral de Justiça, que alguns tanto se afadigam em reconduzir em novo mandato, quem manda naquela casa? Como pode haver tão graves e desprestigiantes comportamentos, Senhora doutora Joana Marques Vidal? Como pode?

A conclusão parece óbvia: no Porto não se investiga nada que possa molestar o FCP, que parece estar sob a alçada de outros poderes diferentes dos que decorrem da Constituição da República. No Sporting, começa por investigar-se algumas situações gritantemente ilícitas…mas nada acontece depois – tudo tende a cair no esquecimento como caiu o comportamento do Vice-presidente e como parece vir a cair o do director do departamento de futebol.

No Benfica, pelo contrário, faz-se buscas, viola-se o segredo de justiça, comunica-se às televisões e aos jornais o que se vai passar para que se possa assistir ao vivo ao espectáculo, fomenta-se a calúnia com notícias parcelares, descontextualizadas e unilaterais, acusa-se apesar de os fundamentos da acusação parecerem â comunidade jurídica irrelevantes e inconsistentes. De qualquer modo, o serviço fica feito…

É assim que se desprestigiam as instituições! 


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

BENFICA-GUIMARÃES (ANTEVISÃO)




UM COMEÇO DIFÍCIL
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O Benfica tem daqui a cerca de meia hora um começo difícil. Inacreditavelmente, o Benfica coloca na “prateleira” o seu melhor jogador dos últimos quatro anos e seguramente um dos melhores de sempre. A “novela Jonas”, inventada por Vieira e secundada por Rui Vitória, está longe de terminar, estando em curso neste momento uma campanha tendente a enganar os sócios e adeptos, orquestrada pelos responsáveis do Benfica (Vitória, incluído) com a colaboração dos jornais do costume (A Bola).

Incompreensivelmente, ninguém do Benfica fala no óbvio. Esconde-se o óbvio e lança-se poeira nos olhos com efabulações. O óbvio é isto: Jonas tem mais um ano de contrato com o Benfica. Há quem o queira ou Jonas quer sair? Se há quem o queira ou Jonas quer sair que paguem a cláusula de rescisão e Jonas sairá. Alguém apresentou uma proposta correspondente à cláusula de rescisão ou alguém “bateu” a cláusula? Não. Então a saída de Jonas deixa de ser uma inevitabilidade para, a concretizar-se, ser um desejo, uma vontade da direcção do Benfica. E é esta evidência que Vieira & C.ª tentam escamotear, efabulando.

A contratação de dois avançados - Ferreyra e Castillo – a Juntar aos que já lá estavam (Sferovic e Jonas, incluídos), tendo um deles sido contratado a preço muito superior ao que é pago a Jonas, só pode indiciar a criação voluntária de uma situação objectivamente incómoda para Jonas. Como explicar que um dos melhores marcadores da história do Benfica – talvez até o melhor tendo em conta os quatro anos em que alinhou, se tivermos presente que num deles esteve cerca de meia época inactivo – tenha sido subalternizado relativamente a um jogador recém-chegado que não tem no seu passado nada que se assemelhe a Jonas? Esta situação, voluntariamente criada, só pode ter tido por objectivo afastar Jonas do plantel. Essa a razão por que Vieira fala nas exigências de Jonas e se dispõe a vendê-lo por um preço ridículo – um preço que o Benfica tem pago por jogadores que nem um minuto jogaram.

É neste difícil contexto, comandado por um treinador sem personalidade – um treinador em quem os jogadores não podem confiar por saberem que ele representa apenas e só a “voz do dono” - que o Benfica iniciará internamente a época.

Vieira e Vitória vão ter a cabeça a prémio e tê-la-ão tanto mais tempo quanto mais evidente for a pouca ou nenhuma preocupação com que gerem os interesses do Benfica.

sábado, 4 de agosto de 2018

O BENFICA SEM JONAS




A OPACIDADE NO FUTEBOL
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A quase certa saída de Jonas para o Al-Nassr, da Arábia Saudita, confirma tudo o que aqui dissemos no último post sobre a opacidade vigente no futebol português.

A história posta a circular, com a cumplicidade de uma imprensa hipócrita e domesticada, diz-nos que Jonas pediu para sair por já não se encontrar em condições físicas de render ao mesmo nível dos últimos quatro anos. Pedido a que Vieira, solícito, acedeu tendo em conta o passado do jogador no clube, o alto ordenado que vencia e a proposta irrecusável apresentada pelo clube saudita.

Ora bem, quando Jonas chegou a Portugal no começo desta época, disse aos jornalistas que se encontrava fisicamente numa condição excelente, preparado para fazer uma grande época, acrescentando que tinha passado parte das suas férias a trabalhar nos ginásios do Corinthians.

Simultaneamente, no Benfica, depois de asseguradas as contratações dos avançados de Castillo e Ferreyra, este último contratado a peso de ouro, com o melhor salário do plantel, ia-se passando para a comunicação social a tese de que Jonas estava com limitações físicas, já evidenciadas no fim da última época, de modo não apenas a justificar as duas contratações acima referidas, mas também a preparar o terreno para a saída de Jonas.

Por seu turno, Jonas, logo que chegou e tomou conhecimento, por via de mais uma fuga ou de um “assalto” à documentação do Benfica, do salário que o clube iria pagar a Ferreyra, exigiu receber o mesmo ou mais, deixando pelos jornais indícios seguros da sua mais que evidente insatisfação.

Como nada disto é explicado pela Direcção do Benfica, que, covardemente se esconde atrás das notícias que vai passando para os jornais, a conclusão que se pode tirar dos factos acima referidos é a de que Jonas terá ficado magoado por o plantel passar a integrar um jogador que iria ganhar muito mais do que ele, sem ter dado nenhumas provas no clube e de as provas prestadas noutros clubes serem incomparavelmente inferiores às que Jonas presou no Benfica, passando a admitir a hipótese de sair – hipótese que anos após ano tinha até hoje recusado apesar de as propostas que lhe chegavam das “arábias” e da China serem tão boas ou melhores do que aquela que agora lhe terá sido apresentada. O Benfica, pelo seu lado, que parecia já estar a empurrar Jonas para fora da equipa, aproveitou a situação criada para concretizar o objectivo que tinha em vista.

Rui Vitória, que é um pau-mandado de Vieira e que actua sem nenhuma autonomia, mesmo no plano técnico, foi pondo Jonas na “prateleira” nos jogos que disputou, tentando preparar por essa via canhestra os sócios para a saída do jogador.

E assim temos concretizado mais um desinvestimento importantíssimo no plantel do Benfica (Jonas faz mais falta ao Benfica do que Ronaldo ao Real Madrid), a que outros (Ruben Dias, se houver quem o quiser) se seguirão, sem que os sócios e adeptos sejam ouvidos ou chamados.

O futebol dos nossos dias serve-se dessa comunicação social que temos para ir passando as mensagens que lhe convém – mensagens que essa comunicação social reproduz acriticamente sem nunca as submeter ao crivo da análise crítica – e com elas ir fazendo a cabeça dos adeptos.

Vieira abusa dos benfiquistas, comporta-se como um patrão, que não tem que dar satisfações a ninguém, quando ele não passa de um patrão com dívidas, muitas dívidas, rodeado por um conjunto de acólitos que lhe obedecem cegamente por terem no Benfica o seu sustento e único molde de vida.
O Benfica vai pagar caro a saída de Jonas. Vieira vai, mais uma vez, empurrar as culpas. O treinador, que não manda nada, sairá...mas vieira continuará a dispor do Benfica como sua propriedade privada. 
Basta!

Esta opacidade, esta ausência de democracia no futebol tem de acabar.

domingo, 29 de julho de 2018

A HIPOTÉTICA SAÍDA DE JONAS




O DÉFICE DEMOCRÁTICO NO FUTEBOL
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Luís Filipe Vieira na sua longa passagem pela presidência do Benfica tem seleccionado alguns êxitos, mas tem cometido muitos mais erros. Ao chamarmos erros às decisões do presidente do Benfica, estamos a partir do princípio de que essas decisões não têm em vista servir outros interesses que não os do Benfica.

Dos longos anos que leva à frente do Benfica – o que em si já é uma grave descaracterização da natureza popular e democrática do SLB – vamos deixar de fora os primeiros, ditos de aprendizagem, embora não seja admissível que um clube com a dimensão e a grandeza do Benfica esteja sujeito a uma tão longa aprendizagem pela parte de quem se candidata ao lugar de mais alta responsabilidade do clube.

Nos mais recentes, houve indiscutivelmente alguns êxitos importantes, embora alcançados à custa de um imenso passivo, que acabará, como todos os passivos, por onerar e condicionar o futuro do SLB.

No ano passado, que era um ano absolutamente fundamental no contexto da competição interna, pela desmoralização e dano que novas vitórias do Benfica infligiriam aos seus principais rivais, Luís Filipe Vieira desprezou arrogantemente os factores que tornariam muito provável a concretização daquele resultado, desinvestindo fortemente na equipa de futebol, apesar de logo em Junho/Julho da época passada serem evidentes os sinais de que os inimigos do SLB iriam recorrer a todos os meios, lícitos e ilícitos, para impedir do Benfica de continuar na senda de vitórias que vinha trilhando nos últimos anos. Luís Filipe Vieira não viu o que toda a gente viu e antecipou, entregando a um acomodado e abúlico Rui Vitória uma equipa que, à menor contrariedade, veria, por falta de meios, esfumar a vitória que de outro modo estaria ao seu alcance. Isto sem falar na vergonhosa participação na Liga dos Campeões, essa mancha que indelevelmente marcará para sempre a história do Benfica na prova. Numa prova onde se fez grande, onde ficou conhecido e reconhecido como um dos maiores do mundo!

Pelo que tem vindo a público e pela própria natureza das contratações efectuadas este defeso, existem fundadas razões para supor que o presidente do Benfica já tem o Jonas e o Ruben Dias negociados ou em vias de o ser. Se o fizer, o Benfica cometerá um erro irreparável com consequências imediatas nas eliminatórias da Champions League. Pelo seu passado no Benfica, pelo que fez e também pelo que não pôde fazer quando esteve lesionado, com as consequências que se conhecem para o s resultados da equipa, Jonas é indiscutivelmente o jogador mais valioso do plantel do Benfica, apesar dos seus 34 anos! Com Jonas na equipa há a certeza a que já nos habituou nas últimas 4 épocas. O Jonas quer mais dinheiro? Quer e tem motivos para isso quando se contrata um jogador sem provas dadas no clube a ganhar mais do que ele. Se Jonas reclamar ganhar o mesmo que se vai pagar a outro, estará a reclamar pouco. Deveria ter reclamado mais. Por razões óbvias.

Por outro lado, vender Ruben Dias é um acto de (apetecia-me utilizar uma expressão que não devo…) incompetência e de desprezo pela carreira do jogador. É de incompetência, porque Ruben Dias está muito longe de ter dado ao Benfica tudo aquilo de que ele é capaz até atingir a maturidade como futebolista, e é um acto de desprezo porque vendendo um jovem que acaba de despontar, sem ter adquirido a maturidade necessária para entrar na alta roda do futebol europeu, pode estar a pôr em causa o futuro como grande jogador de futebol. O que se fez com Renato Sanchez foi um crime. Para Vieira todavia o que importa é “sarfar” a onda do mercado e obter lucros gananciosos que pouco ou nenhum proveito tem trazido ao Benfica. Além de que, essas vendas prematuras são também a clara demonstração de que a aposta na formação não passa, simultaneamente, de um acto de demagogia e de ganância. De facto, ela nada tem a ver com a permanência durante alguns anos dos bons jogadores da formação na equipa principal, para ganhar maturidade e a dar vitórias ao Benfica, mas antes com a vontade de imediatamente se livrar deles mal o marcado se perfila com uma proposta vantajosa!

Tudo isto acontece – e era aqui que queríamos chegar – porque no futebol não há democracia. Nesse mundo obscuro que é o futebol a democracia não penetra, contrariamente ao que sucede, ou tende a suceder, em todas as outras actividades.

Os dirigentes do futebol e outros intervenientes que actuam ao seu serviço estão muito mais interessados em pôr os adeptos uns contra os outros, a guerrear-se com base em factos mais ou menos verosímeis, do que deixá-los a ocupar-se do seu próprio clube. O que eles não estão interessados é que os adeptos, sócios e simpatizantes dos seus clubes escrutinem os seus actos, os interroguem, os obriguem a justificar os actos praticados. É exactamente para impedir a penetração da democracia na gestão corrente do futebol que os adeptos são permanentemente levados, instrumentalizados, a praticar actos que nada tem a ver com o clube a que pertencem, visando ocupá-los durante a semana em discussões e picardias inúteis. Muito mais importante do que atacar o clube A ou B, era os adeptos do clube C escrutinarem e vigiarem os actos praticados no seu próprio clube, para que não sejam surpreendidos com a prática de actos irreversíveis, muitas vezes de consequências funestas para o futuro, imediato ou mais remoto, seu próprio clube.

E o que se diz dos dirigentes deveria igualmente dizer-se dos treinadores que, quase sempre, arrogantemente, se recusam a explicar ou a justificar os seus actos sempre com base no estafado argumento de que não têm de explicar “questões técnicas” a ignorantes, quando o que se passa é frequentemente o contrário: é a sua insegurança que os faz refugiar-se nesse mutismo arrogante, para não ficar a nu a sua incompetência.

A batalha do futuro deveria ser a batalha da democracia no futebol. Só assim ele deixaria de ser o mundo obscuro e tantas vezes escabroso que infelizmente é!

terça-feira, 26 de junho de 2018

A SELECÇÃO PORTUGUESA NO MUNDIAL DA RÚSSIA




AS EQUIPAS DE FERNANDO SANTOS
Diapositivo 1 de 58: Irão-Portugal

A selecção portuguesa é uma equipa à imagem de Fernando Santos. E Fernando Santos tem a seu favor o Europeu ganho em 2016, em França. Serão estes créditos suficientes para se acreditar numa boa prestação da selecção portuguesa neste Mundial? O que é uma boa prestação? Uma boa prestação é alcançar as meias finais. Tudo o que for além disso será excelente ou mesmo extraordinário. E poder-se-á contar com essa prestação da equipa portuguesa?

Essa a questão que convém analisar de várias perspectivas. Em primeiro lugar, a selecção portuguesa é uma equipa à imagem de Fernando Santos. Ou seja, uma equipa que arrisca pouco, que tem a pretensão de defender bem quando não tem a bola e de atacar com cautela quando a tem em seu poder. É uma equipa preparada para não perder, sendo a vitória o mais das vezes uma simples consequência dessa sua obstinação em não perder.

Numa competição em que todos jogassem contra todos, como acontece nas ligas internas, as equipas de Fernando Santos nunca estariam destinadas a grandes êxitos e menos ainda a deslumbrantes exibições. Foi assim no Porto, onde esteve três anos, foi assim no Benfica e também no Sporting. Todavia, numa competição curta, com pontos em grupos e a eliminar, as equipas de Fernando Santos serão sempre equipas a ter em conta, tanto mais quanto maior for a categoria dos jogadores que as servem e a sua adaptabilidade ao rigor táctico-estratégico imposto pelo seleccionador. Uma equipa que seja rigorosa, que jogue para não perder e que venha a ter como consequênci9a deste seu rigor a vitória, acaba sempre por ser uma equipa difícil para qualquer adversário. E é também uma equipa que, contrariamente ao que se ouve dizer, para chegar longe tem de jogar bem, embora possa jogar feio. De facto, jogar feio ou não jogar bonito e ganhar, não é jogar mal, é jogar bem. A Itália jogou feio em muitos mundiais e ganhou alguns exactamente porque jogava bem.

Ora acontece que a selecção que está na Rússia não tem jogado bem, apesar de ter jogado quase sempre feio, contrariamente ao que se passou na maioria dos jogos em França, durante o Euro 2016. E as razões são fáceis de enumerar, sendo algumas delas da responsabilidade do seleccionador. Em primeiro lugar, o seleccionador deu preferência na convocatória a jogadores que tinham jogado pouco durante a época (Raphael Guerreiro e Adrien Silva) e também a jogadores que tinham ficado muito aquém das expectativas (André Silva e João Mário), tendo deixado de fora jogadores como João Cancelo ou Nelson Semedo, Ronny Lopes, Ruben Neves ou mesmo André Gomes.

Além deste erro de base, irremediável, a partir do momento em que a convocatória se tornou irreversível, faltam à equipa portuguesa dois jogadores que em 2016 foram fundamentais: Danilo e Renato Sanches. Danilo estava lesionado e Renato, além de lesionado, estava numa crise de forma de longa duração, o que tornava muito problemática a sua convocatória. A verdade é que nenhum deles foi convenientemente substituído: William não faz, nem de perto nem de longe, o lugar de Danilo, e também não existe no meio-campo português ninguém (Manuel Fernandes?) com a capacidade de rompimento das hostes adversárias exibida por Renato Sanches na época 2015-2016.

Assim sendo, o meio-campo português é o maior problema da equipa e se  a isto, que não é pouco, juntarmos o facto de Guerreiro estar sem ritmo, de Ronaldo ter mais dois anos em cima, de Moutinho não ser agora como já não foi em 2016 o homem que a selecção precisa no meio campo, de Bruno Fernandes ainda não ter exibido na selecção sequer 50% do que fez no Sporting e de Bernardo Silva não ser manifestamente um jogador para integrar uma equipa que anda a maior parte do tempo à procura da bola, teremos ai as razões que não só explicam as fracas exibições da selecção portuguesa, como também as que não permitem acalentar grandes esperanças quanto ao seu futuro. 
A ver vamos...

sábado, 16 de junho de 2018

MUNDIAL 2018 - PORTUGAL - ESPANHA


O JOGO DE ONTEM
Mundial, balanço do dia 2: Cristiano Ronaldo vezes Portugal

Cristiano – 3 – Espanha – 3 , diz a imprensa espanhola em quase todos os jornais. Desta vez não é exagero. A Espanha jogou melhor do que Portugal, com excepção do erro de De Gea, fez uma grande exibição, mas encontrou pela frente um super Cristiano Ronaldo que, ontem como grande jogador de equipa que foi, conseguiu superar todas as deficiências portuguesas, que foram muitas, marcando três golos, o último - uma obra de arte - quase no final do jogo.

Fernando Santos apresentou a linha esperada: Bruno Fernandes em vez de João Mário e Guedes no lugar de André Silva. Uma linha esperada mas que ficou muito aquém ddo que se esperava.

As maiores decepções foram Guedes, com três graves erros, e Bernardo Silva. Bruno Fernandes também esteve uns bons furos abaixo que do nos habituou. Da defesa, não se pode esperar muito mais, salvo se Ricardo Pereira e Ruben Dias vierem a dar à equipa o que aos habituais titulares tem faltado. De facto, Cedric defende mal, Pepe é capaz do pior e do melhor – ontem esteve particularmente mal a passar, fez uma grande fita na jogada que deu o primeiro golo de Espanha (grande golo de Diego Costa!), deixando-se ficar no chão na sequência de uma jogada viril, no limite da falta e só não foi expulso mais à frente porque o árbitro não viu ;  José Fontes é aquilo e não se pode esperar mais; e Guerreiro é um grande jogador que, se adquirir o ritmo que lhe falta ,não será pelo seu lado que as coisas nos irão correr mal.   

Na linha média, William creio que somente falhou um passe, jogou certinho, não comprometeu, mas não rompe nem teve nunca um rasgo de génio; Moutinho, também não comprometeu, não errou, mas também não brilhou.

No ataque só verdadeiramente existiu Cristiano Ronaldo. Guedes foi a grande decepção: não passou aa bola a Cristiano numa jogada que poderia ter dado o 2-0, falhou o remate e eventualmente um golo na melhor jogada do ataque português, desperdiçando um grande passe de Ronaldo e deixou-se bater infantilmente no segundo golo de Espanha. É de presumir que perderá o lugar. Bernardo Silva, salvo na tal melhor jogada do ataque português nele iniciada, pura e simplesmente não se viu. Portanto, sobrou …e chegou Cristiano Ronaldo no ataque e Rui Patrício na baliza.

João Mário deu mais consistência à equipa, Quaresma deu alguma animação ao ataque numa fase difícil do jogo e André Silva movimentou-se bem.

Para o jogo com Marrocos vai ser necessário ter muita mais equipa já CR7 não pode sempre fazer tudo.