terça-feira, 26 de junho de 2018

A SELECÇÃO PORTUGUESA NO MUNDIAL DA RÚSSIA




AS EQUIPAS DE FERNANDO SANTOS
Diapositivo 1 de 58: Irão-Portugal

A selecção portuguesa é uma equipa à imagem de Fernando Santos. E Fernando Santos tem a seu favor o Europeu ganho em 2016, em França. Serão estes créditos suficientes para se acreditar numa boa prestação da selecção portuguesa neste Mundial? O que é uma boa prestação? Uma boa prestação é alcançar as meias finais. Tudo o que for além disso será excelente ou mesmo extraordinário. E poder-se-á contar com essa prestação da equipa portuguesa?

Essa a questão que convém analisar de várias perspectivas. Em primeiro lugar, a selecção portuguesa é uma equipa à imagem de Fernando Santos. Ou seja, uma equipa que arrisca pouco, que tem a pretensão de defender bem quando não tem a bola e de atacar com cautela quando a tem em seu poder. É uma equipa preparada para não perder, sendo a vitória o mais das vezes uma simples consequência dessa sua obstinação em não perder.

Numa competição em que todos jogassem contra todos, como acontece nas ligas internas, as equipas de Fernando Santos nunca estariam destinadas a grandes êxitos e menos ainda a deslumbrantes exibições. Foi assim no Porto, onde esteve três anos, foi assim no Benfica e também no Sporting. Todavia, numa competição curta, com pontos em grupos e a eliminar, as equipas de Fernando Santos serão sempre equipas a ter em conta, tanto mais quanto maior for a categoria dos jogadores que as servem e a sua adaptabilidade ao rigor táctico-estratégico imposto pelo seleccionador. Uma equipa que seja rigorosa, que jogue para não perder e que venha a ter como consequênci9a deste seu rigor a vitória, acaba sempre por ser uma equipa difícil para qualquer adversário. E é também uma equipa que, contrariamente ao que se ouve dizer, para chegar longe tem de jogar bem, embora possa jogar feio. De facto, jogar feio ou não jogar bonito e ganhar, não é jogar mal, é jogar bem. A Itália jogou feio em muitos mundiais e ganhou alguns exactamente porque jogava bem.

Ora acontece que a selecção que está na Rússia não tem jogado bem, apesar de ter jogado quase sempre feio, contrariamente ao que se passou na maioria dos jogos em França, durante o Euro 2016. E as razões são fáceis de enumerar, sendo algumas delas da responsabilidade do seleccionador. Em primeiro lugar, o seleccionador deu preferência na convocatória a jogadores que tinham jogado pouco durante a época (Raphael Guerreiro e Adrien Silva) e também a jogadores que tinham ficado muito aquém das expectativas (André Silva e João Mário), tendo deixado de fora jogadores como João Cancelo ou Nelson Semedo, Ronny Lopes, Ruben Neves ou mesmo André Gomes.

Além deste erro de base, irremediável, a partir do momento em que a convocatória se tornou irreversível, faltam à equipa portuguesa dois jogadores que em 2016 foram fundamentais: Danilo e Renato Sanches. Danilo estava lesionado e Renato, além de lesionado, estava numa crise de forma de longa duração, o que tornava muito problemática a sua convocatória. A verdade é que nenhum deles foi convenientemente substituído: William não faz, nem de perto nem de longe, o lugar de Danilo, e também não existe no meio-campo português ninguém (Manuel Fernandes?) com a capacidade de rompimento das hostes adversárias exibida por Renato Sanches na época 2015-2016.

Assim sendo, o meio-campo português é o maior problema da equipa e se  a isto, que não é pouco, juntarmos o facto de Guerreiro estar sem ritmo, de Ronaldo ter mais dois anos em cima, de Moutinho não ser agora como já não foi em 2016 o homem que a selecção precisa no meio campo, de Bruno Fernandes ainda não ter exibido na selecção sequer 50% do que fez no Sporting e de Bernardo Silva não ser manifestamente um jogador para integrar uma equipa que anda a maior parte do tempo à procura da bola, teremos ai as razões que não só explicam as fracas exibições da selecção portuguesa, como também as que não permitem acalentar grandes esperanças quanto ao seu futuro. 
A ver vamos...

sábado, 16 de junho de 2018

MUNDIAL 2018 - PORTUGAL - ESPANHA


O JOGO DE ONTEM
Mundial, balanço do dia 2: Cristiano Ronaldo vezes Portugal

Cristiano – 3 – Espanha – 3 , diz a imprensa espanhola em quase todos os jornais. Desta vez não é exagero. A Espanha jogou melhor do que Portugal, com excepção do erro de De Gea, fez uma grande exibição, mas encontrou pela frente um super Cristiano Ronaldo que, ontem como grande jogador de equipa que foi, conseguiu superar todas as deficiências portuguesas, que foram muitas, marcando três golos, o último - uma obra de arte - quase no final do jogo.

Fernando Santos apresentou a linha esperada: Bruno Fernandes em vez de João Mário e Guedes no lugar de André Silva. Uma linha esperada mas que ficou muito aquém ddo que se esperava.

As maiores decepções foram Guedes, com três graves erros, e Bernardo Silva. Bruno Fernandes também esteve uns bons furos abaixo que do nos habituou. Da defesa, não se pode esperar muito mais, salvo se Ricardo Pereira e Ruben Dias vierem a dar à equipa o que aos habituais titulares tem faltado. De facto, Cedric defende mal, Pepe é capaz do pior e do melhor – ontem esteve particularmente mal a passar, fez uma grande fita na jogada que deu o primeiro golo de Espanha (grande golo de Diego Costa!), deixando-se ficar no chão na sequência de uma jogada viril, no limite da falta e só não foi expulso mais à frente porque o árbitro não viu ;  José Fontes é aquilo e não se pode esperar mais; e Guerreiro é um grande jogador que, se adquirir o ritmo que lhe falta ,não será pelo seu lado que as coisas nos irão correr mal.   

Na linha média, William creio que somente falhou um passe, jogou certinho, não comprometeu, mas não rompe nem teve nunca um rasgo de génio; Moutinho, também não comprometeu, não errou, mas também não brilhou.

No ataque só verdadeiramente existiu Cristiano Ronaldo. Guedes foi a grande decepção: não passou aa bola a Cristiano numa jogada que poderia ter dado o 2-0, falhou o remate e eventualmente um golo na melhor jogada do ataque português, desperdiçando um grande passe de Ronaldo e deixou-se bater infantilmente no segundo golo de Espanha. É de presumir que perderá o lugar. Bernardo Silva, salvo na tal melhor jogada do ataque português nele iniciada, pura e simplesmente não se viu. Portanto, sobrou …e chegou Cristiano Ronaldo no ataque e Rui Patrício na baliza.

João Mário deu mais consistência à equipa, Quaresma deu alguma animação ao ataque numa fase difícil do jogo e André Silva movimentou-se bem.

Para o jogo com Marrocos vai ser necessário ter muita mais equipa já CR7 não pode sempre fazer tudo.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A SELECÇÃO NO MUNDIAL DA RÚSSIA




UM PROGNÓSTICO
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A selecção portuguesa de futebol chega ao Mundial da Rússia (2018) numa situação nunca antes igualada, nem mesmo em 2006.  De facto, as expectativas da prestação da selecção portuguesa nos seis Mundiais em que participou eram baixas em 1966, 1986, 2002, 2010 e 2014, e somente em 2006 por força da sua prestação no Euro 2004 essas expectativas eram mais elevadas.

E na verdade não se pode dizer que essas expectativas negativas se tenham confirmado em toda a linha. Bem pelo contrário: em 1966 a selecção portuguesa teve em Inglaterra um notável comportamento, tendo estado a um passo de atingir a final. Foi a selecção do Magriços, onde pontificava Eusébio como estrela maior de um conjunto que se revelou notável. Em 2006, na Alemanha, depois de uma brilhante participação no Euro 2004, em que foi finalista vencida pela Grécia, a selecção de Scolari, sob a batuta de Figo e de um conjunto ímpar de jogadores, com realce para as estrelas do FC Porto, a selecção acabou por cair nas meias-finais perante a França de Zidane, tendo ficado em 4.º lugar, ou seja, um furo abaixo da de 1966.

Nas outras participações, a prestação da selecção portuguesa andou entre o deplorável (1986, 2002 e 2014) e o medíocre (2010), sendo duas dessas participações já com a presença de Cristiano Ronaldo.

Em 2018 na Rússia, a selecção portuguesa entra em campo, como campeã da Europa (2016), título nunca antes alcançado, e  segundo as palavras do seu seleccionador, Fernando Santos, não como favorita, mas como candidata. Ou seja, acalenta-se a esperança nas hostes da selecção de chegar longe. E isso não pode deixar de ser tido como positivo ou mesmo muito positivo, tanto pela ambição que revela como pela a coragem que demonstra. A questão está em saber se a realidade vai confirmar ou infirmar essas expectativas.

Por força de vicissitudes várias em que o futebol é fértil, a selecção de 2018 não poderá contar com dois jogadores que em 2016 foram fundamentais para o êxito alcançado: Danilo Pereira e Renato Sanches. O primeiro, por lesão e o segundo, embora também lesionado, por não ter sido capaz de manter a linha ascendente que a sua prestação na época 2015/2016 deixava antever. E falamos nestes dois jogadores porque um dos pontos fracos da selecção que está na Rússia para participar no Mundial é exactamente a sua linha média. Com William, depois de uma época para esquecer, e Moutinho, já na curva descendente da carreira, a selecção fica muito frágil tanto a defender, como a atacar por ausência de rasgo e criatividade que se exige a um meio campo de alto nível. Os demais, Adrien e Manuel Fernandes, são manifestamente insuficientes para colmatar as lacunas que os dois anteriores têm apresentado. Adrien, tendo estado meia época sem jogar, está longe da forma de há dois anos, e Manuel Fernandes, apesar de ter feito uma boa época no Lokomotiv de Moscovo, onde foi campeão, não tem tido suficientes participações na selecção para se saber se estará em condições de desempenhar, com a intensidade que um campeonato do mundo reclama, um lugar de médio criativo, capaz de alimentar o ataque e simultaneamente garantir a segurança defensiva.

Os dois que sobram, Bruno Fernandes e João Mário, estão mais vocacionados para outras funções, onde aliás se espera que um deles (Brunho Fernandes) possa brilhar a grande altura.

Além da linha média, há também inegáveis fragilidades na defesa, principalmente nas laterais. No centro da defesa não há, salvo Ruben Dias, renovação, tendo Fernando Santos mantido Pepe, Bruno Alves e José Fonte, todos com mais de 34 anos, sem que, no entanto, houvesse outros, mais jovens, para escolher. Nas laterais, se há dois jogadores que não suscitam dúvidas – Ricardo Pereira e Rafael Guerreiro -, há outros dois que levantam fundadas reservas – Cedric Soares, que defende mal, como se tem visto no Southampton, e Mário Rui, vindo do Nápoles, que é uma grande incógnita não tendo os jogos em que participou sido suficientes para desvanecer essas dúvidas.

A baliza e o ataque são sem dúvida os sectores em que a selecção está mais bem servida. Com excepção de Beto, cuja convocatória se não compreende, os demais Rui Patrício e Anthony Lopes são consensuais. Se no ataque, Ronaldo, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Gelson e André Silva também são indiscutíveis ou quase, havendo quem preferisse a André Silva o herói de Paris, Éder, já a convocação de Quaresma é muito discutível para não dizer outra coisa. Quaresma tem a seu favor uma simpatia da afiction, que, por importante que seja, não deve ser suficiente para ditar uma escolha desta responsabilidade.

Na linha média, o seleccionador andou mal ao não ter convocado Ruben Neves e Sérgio Oliveira, pelo menos um deles já que nenhum dos convocados estará em condições de fazer o lugar que qualquer um destes dois faria. Nas laterais, é incompreensível que tanto Nelson Semedo, como João Cancelo tenham ficado de fora e no ataque, teria sido bem mais útil à selecção contar com Rafa ou Ronny Lopes do que com Quaresma. Na baliza também se não compreende, nem se aceita, que Fernando Santos tenha preferido Beto, com 36 anos, como terceiro guarda-redes, em detrimento de um jovem guarda-redes com provas dadas na primeira liga portuguesa. Poderia ainda discutir-se, dada a época de cada um deles, bastante fraca, a convocatória de Adrien e João Mário, mas verdade é que o outro jogador que estava em condições de com eles ombrear – André Gomes – também não fez melhor no Barcelona do que aqueles dois no Leicester e no Inter de Milão e West Ham.

Postos perante esta realidade, o seleccionador terá dificuldade em apresentar uma linha média eficaz e competente nos três difíceis jogos que tem pela frente. Tanto o jogo contra a Espanha, como contra Marrocos são de exigência máxima, sendo, qualquer resultado que não seja a derrota em ambos, um resultado que, em princípio, pode assegurar a continuação na prova, mesmo dois empates, desde que o terceiro, contra o Irão, seja ganho com alguma margem de golos.

Assegurar passagem na fase de grupos já seria excelente, ficando o resto dependente do sorteio, ou, dizendo melhor, do resultado dos outros jogos, tanto se podendo dar o caso de tudo começar a correr mal, desde o princípio, quanto ao adversário que nos cair em sorte, como tudo correr bem, como aconteceu há dois anos em França.

Todavia, com selecções tão fortes como as do Brasil, da Alemanha, da Espanha, da Argentina, da França e porventura mais uma ou duas, a tarefa da selecção portuguesa não será fácil. Repetimos: oo que é importante é passar a fase de grupos e isso está longe de estar garantido.


quinta-feira, 31 de maio de 2018

A SIC É UM ESGOTO A CÉU ABERTO

A SIC E O FUTEBOL



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A SIC como estação de televisão de um patrão falido ou sempre à beira da falência é um projecto falhado. Posta perante essa evidência resolveu tanto na política como no futebol enveredar pelo mais reles que em jornalismo existe na esperança de ganhar audiências para poder sobreviver. 
A política não é para aqui chamada embora todos tenhamos conhecimento dos processos que usa para tentar alcançar os seus objectivos. Não se inibe de descer ao grau zero da deontologia jornalística para simultaneamente atacar os seus inimigos (e inimigos são os que não lhe dão dinheiro ou não traficam influências para que lho emprestem) e tentar ganhar mais uns milhares de espectadores.
No futebol o seu alvo é o Benfica e não será difícil, juntando o episódio de hoje a outros tantos ataques, ver neles a mão material ou moral do inescrupuloso Rui Santos. Frustrado e permanentemente decepcionado por o "seu Sporting"agravar a cada ano que passa o papel de figurante de segunda ordem, perturbado por o Sporting estar mergulhado numa gigantesca crise de identidade e de corrupção - com provas palpáveis, do domínio público -, nada melhor do que tecer uma nova intriga contra o Benfica, injuriosa, difamatória e reles, jornalisticamente falando, para tentar pôr entre parênteses o que se passa com o Sporting.
O que hoje se passou na SIC é algo que não pode ficar circunscrito a um simples desmentido, embora veemente. É preciso fazer muito mais: é preciso desmascarar a SIC como pivot deste complot urdido com base em depoimentos anónimos, falsas imputações e tirar judicialmente as devidas consequências.
Mas não só. Perante uma reportagem desta gravidade em que sem provas de nenhuma espécie se insinua do primeiro ao último minuto que o Benfica é um clube corrupto, em que os pseudo autores da reportagem nem sequer se dignam ouvir o Benfica,  só resta ao Benfica cortar relações com a SIC e desautorizar quem nos programas da SIC aparecer como adepto do Benfica. Cumprirá depois aos que costumam estar presentes no Dia Seguinte e no (nojento) Play Off tirar as devidas conclusões, abandonando-os.
A reportagem da SIC vai mais uma vez servir de pasto a todos os que chafurdam no futebol português - os que silenciam ou desvalorizam o que todos ouvimos nas escutas do Apito Dourado ou o que todos lemos nas mensagens do Cashball, em que Porto e Sporting estão enterrados até às orelhas. 
Mas a SIC, sendo um esgoto a céu aberto, não é a única responsável; responsáveis também são aqueles que tendo a obrigação de investigar tudo o que realmente se passa deixam cozer em lume brando este caldo de injúrias, insinuações e suposições com o resultado que se conhece - enxovalhar o nome do Benfica por meio de um julgamento popular baseado no fanatismo clubista que a sua passividade acalenta e amplifica.
Atentemos apenas estes dois casos:
O Assalto a Alcochete - houve prisões e instaurou-se um processo. Até aqui tudo bem. Mas tomou-se alguma providência contra a direcção do Sporting, nomeadamente contra o seu presidente, quando durante dias se lia nos jornais que os jogadores acreditavam que o mandante era Bruno de Carvalho? Foi ouvido? Foi apreendido o seu telemóvel no próprio dia dos acontecimentos ou depois da sua patética intervenção sobre o acontecimento? Nada. Sabe-se que os cabecilhas materiais do assalto estavam em Alcochete depois de a polícia lá ter chegado e em Alcochete continuaram até que um amigo os tivesse ido "resgatar". Já foram ouvidos? Por que não foram detidos? E o condutor do veiculo, que as televisões identificaram e entrevistaram, já foi ouvido? Quem o chamou? Quem lhe deu autorização para entrar na Academia, recolher os presumíveis criminosos e sair apressadamente, tudo em pouco mais que dois minutos? Por que razão ainda nada se fez? E far-se-á algum dia? E quando se fizer, se se fizer, que valor terão então essas diligências? Tudo situações inexplicáveis, da responsabilidade das mesmas entidades que deixam que  Benfica seja imolado em fogo brando por tempo indeterminado
Corrupção no Andebol e no Futebol - Perante provas tão concludentes, com um despacho tão peremptório do juiz de instrução criminal, por que ainda não foi ouvido Bruno de Carvalho de quem Geraldes era o "braço direito"? Também se não entende.
Juntando tudo, talvez se entenda. Uma coisa porém é certa: o Benfica tem de exigir que tudo isto se resolva antes da época começar. Impossível continuar com todo este lixo durante um ano ou mais. Basta!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A PROPÓSITO DAS RESCISÕES NO SPORTING




SE EU FOSSE DIRIGENTE DO BENFICA
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Se eu fosse dirigente do Benfica e resolvesse não contratar qualquer jogador do Sporting que venha a rescindir o seu contrato, faria a seguinte declaração:

“ A direcção do Spot Lisboa e Benfica comunica a todos os seus associados, adeptos e simpatizantes que não contratará qualquer jogador do Sporting Clube de Portugal que se encontre contratualmente desvinculado em consequência de rescisão unilateral do respectivo contrato.

Sem esquecer o comportamento do Sporting Clube de Portugal no fim da época 1993/94, sob a presidência de Sousa Cintra, sem esquecer a campanha de calúnias e de difamação do nome do Sport Lisboa e Benfica orquestrada pela presidência de Bruno de Carvalho, sem esquecer os miseráveis ataques diariamente veiculados pela comunicação do Sporting Clube de Portugal contra o Sport Lisboa e Benfica, sem esquecer os ataques sistemáticos feitos em toda a comunicação social pelos comentadores independentes e dependentes do Sporting Clube de Portugal contra o Sport Lisboa e Benfica entende a direcção do SLB que não deverá aproveitar-se da actual conjuntura para contratar ou tentar contratar os jogadores desvinculados.

Esta direcção não o faz por consideração pelo Sporting Clube de Portugal, nem pelos seus associados e adeptos cuja esmagadora maioria se revê nos comportamentos de Bruno de Carvalho, como em breve se voltará a comprovar, mas pela honra e dignidade do Sport Lisboa e Benfica.

Viva o Benfica!”

quinta-feira, 24 de maio de 2018

AS RESCISÕES E A CORRUPÇÃO NO SPORTING

SILÊNCIO SOBRE O QUE NÃO INTERESSA

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Chega a se patético (e aqui o adjectivo está usado com toda a propriedade) ouvir os comentadores do Sporting sobre o actual momento do clube. Todos eles, tanto os "independentes" como os dependentes, tanto os engravatados, como os descamisados, eram apoiantes incondicionais de Bruno de Carvalho, alguns um pouco encapotadamente, mas sempre sem deixar dúvidas sobre quem recaía a sua simpatia.
A primeira grande linha estratégica de toda a comunicação do Sporting, desde a do inqualificável Saraiva até às dos comentadores televisivos e radiofónicos, era o antibenfiquismo feroz. Esta linha era tão forte que se tornou no verdadeiro factor identitário do Sporting, a tal ponto que quem, no seio do clube, a não defendesse sem reticências, era imediatamente atacado e marginalizado.
Foi ao abrigo dessa linha que se fez a aliança com o Porto e se caluniou durante toda a época o Benfica com base em factos que ou nada tinham a ver com a competição desportiva ou com o Benfica ou que nada provavam, embora alimentassem toda a espécie de especulação.
O Benfica, apesar de assaltado e roubado, parece nada ter a esconder depois de conhecida a devassa pública, não sabemos quantas dezenas de gigas, de material electrónico, sendo até caso para perguntar que clube, empresa ou pessoa resistiria a uma tão gigantesca violação da sua correspondência privada.
Perante uma estratégia exclusivamente focada no ódio ao adversário, e, por arrastamento, no ódio aos que internamente não a seguem sem vacilar, não seria de esperar um resultado diferente do que realmente aconteceu ao Sporting: o completo colapso desportivo, a completa ausência de valores morais e o afundamento nos mais execráveis esquemas de corrupção desportiva.
A completa ausência de valores morais levou a que adeptos do Sporting, pertencentes a um dos agrupamentos mais  incondicionais de Bruno de Carvalho, tivesse feito o que fez em Alcochete, com as consequências que facilmente se antecipam.
No plano penal, uma averiguação que, não tarda, acabará por encontrar os cabecilhas e o mandante e que no plano desportivo levará à desvinculação com justa causa dos jogadores que o desejem fazer.
Diz-se que nenhum dos agredidos quererá ficar no Sporting se Bruno de Carvalho lá continuar e diz-se também que outros rescindirão em qualquer caso.
Perante este facto incontornável é interessante ouvir os comentadores do Sporting nas televisões, principalmente na CM TV onde em regra só  vão sportinguistas, salvo nos raros casos em que Amaral (Porto) e Calado (Benfica) lá comparecem.
Primeiramente, nenhum destes comentadores do Sporting, face ao que se passou, exigia a saída de Bruno de Carvalho; passado algum tempo, dada a vozearia que por todo lado clamava pela saída do presidente, passaram a achar conveniente que se afastasse; entretanto, como não se afastou e mantém-se a dúvida sobre se sairá ou não, muitos deles já recuaram e começam  a ensaiar argumentos que lhes permita dar o dito por não dito.
Depois vem a questão das rescisões. Inicialmente, nem pensar. Depois, como contra factos não há argumentos, passaram a admiti-las como possíveis embora esperem que nenhum clube se aproveite.
Sobre este ponto vale a pena seguir as posições de José Manuel de Freitas, "brunista" encapotado e sportinguista "doente".  Dizia ele inicialmente: "Temos de ser solidários com os jogadores; não quero acreditar que peçam a rescisão, porque perderiam toda a razão se o fizessem". Parece mentira, mas é verdade. Foi exactamente isto que ele disse. Hoje já foi levado a admitir que os jogadores podem rescindir, mas espera para bem da honra do desporto que os clubes sigam o exemplo de Pinto da Costa! Se houver clubes "gulosos", recairá sobre eles o opróbrio de se terem aproveitado das infelicidades alheias.  Grande moralista, o JM Freitas! Como nós gostaríamos de ler agora o que ele escreveu em A Bola quando o Sporting, com Sousa Cintra ao leme, se aproveitou (e instigou) das rescisões de Paulo Sousa, Pacheco, João Pinto, Rui Costa e até Paneira, na época de 1993/94, para levar dois deles para o Sporting, tendo, in extremis, sido impedida a contratação dos outros três. Neste caso, a jogada de Sousa Cintra foi de génio - um tiro certeiro no grande rival. 
Essa a razão por que só se o Benfica "estiver a dormir" é que, pelo menos, não tenta levar para Luz alguns daqueles que considere necessários ao fortalecimento da equipa.
Finalmente, quanto à corrupção desportiva em que o Sporting está afundado, nem uma palavra. Como é possível que comentadores que levaram o ano inteiro a injuriar o Benfica com base em suposições consigam fazer de conta que nada se está a passar no Sporting, chegando ao ponto de atacar o Benfica sempre que se tenta falar na corrupção do Sporting. Podem, porém, ficar "descansados" - os factos são tão óbvios, o despacho da juiz é tão elucidativo e o processo já está tão instruído que, muito brevemente, teremos o julgamento deste caso. E depois vamos ver o que as federações de Andebol e Futebol irão fazer - se tiram as consequências ou se continuam a fazer de conta, como têm feito, que não se passou nada.


terça-feira, 15 de maio de 2018

OS ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO DO SPORTING


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DIRECTOR DESPORTIVO DO FUTEBOL PROFISSIONAL SUSPEITO



Tal como aconteceu no “Apito Dourado”, as provas vindas a público são inequívocas. Um empresário actuando por conta do Sporting e um intermediário da confiança deste compravam árbitros de andebol, quer para o Sporting ganhar os seus confrontos, quer para os adversários do Sporting noutros confrontos perderem, mediante a compra do resultado a favor da equipa contra a qual estes jogassem, fosse ela qual fosse, mesmo que fosse o Benfica.

E como o esquema nem sempre funcionava conforme o pretendido, como se comprova pelas escutas a André Geraldes, ao tempo director desportivo das modalidades, admitia-se também a hipótese da compra de um ou dois jogadores da equipa adversária.

Nada pode ilustrar melhor um esquema de corrupção do que este que o Sporting pôs em prática: árbitros, para actuarem de acordo com a solicitação, e jogadores adversários subornados, se necessário fosse.

Tal como já tinha acontecido num outro caso inequívoco de corrupção, em que um vice-presidente do Sporting, actuando nessa qualidade e com dinheiro do clube, ordenava a um amigo o depósito de determinadas quantias na conta bancária de um fiscal de linha, para falsamente o incriminar, procurando por essa via ganhar o que antevia vir a perder no campo, também agora o esquema posto a nu pelo Correio da Manhã e confirmado pelo Ministério Pública assenta na estrutura directiva do clube, que tem como responsável máximo Bruno de Carvalho.

O director das modalidades, indiciado como mandante das práticas de corrupção, André Geraldes, é hoje o braço direito de Bruno de Carvalho no futebol, depois de este ter substituído Octávio Machado, que por seu turno substituiu Augusto Inácio, certamente por tanto um como outro não terem desempenhado com a eficiência exigida por Bruno de Carvalho as funções do lugar que ocupavam.  

Perante factos tão evidentes espera-se que as autoridades desportivas actuem de imediato, aplicando as sanções que se impõem e exige-se que o Ministério Público averigúe com a maior minúcia se as práticas dos esquemas em uso nas modalidades não foram importadas para o departamento de futebol, visto o indiciado como mandante daquelas práticas ser agora o responsável por este departamento.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A FESTA QUE DESONRA

INADMISSÍVEL ENTRE PROFISSIONAIS

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O que se passou nas comemorações da vitória do Futebol Clube do Porto no Campeonato de Futebol da Liga Portuguesa é um bom exemplo da baixeza a que este clube chegou depois de dezenas de anos de direcção e doutrinação de um dos maiores malfeitores do futebol mundial. Habituados como estamos à apologia da violência, ao fomento do ódio e ao desprezo pelos adversários ninguém se admiraria que marginais de serviço naquele clube, seja como lacaios, seja em funções dirigentes, tivessem na hora da vitória um comportamento ainda mais indigno do que que aquele que diariamente têm no desempenho das suas vergonhosas funções. Isso seria, infelizmente, normal. O que se torna difícil de compreender é que profissionais de futebol tenham enveredado pelo mesmo caminho, exibindo com as suas demonstrações de ódio, desprezo e falta de dignidade, uma tão rápida aculturação do pior que o futebol tem, só possível num clube onde todos os que nele participam e integram vivem mergulhados nesse clima de marginalidade que ofende os mais elementares princípios de convivência desportiva.
Esse gesto dos profissionais de futebol ao serviço do Futebol Clube do Porto vai ficar como uma nódoa negra que para sempre manchará a sua carreira desportiva, estejam eles onde estiverem, e a sua personalidade como cidadãos.

terça-feira, 8 de maio de 2018

ALDRABÕES

EX-ÁRBITROS PEDRO HENRIQUES E DUARTE GOMES

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Estes dois comentadores de arbitragem, um deles rebaixado de divisão quando estava no activo por incompetência, além de incompetentes são aldrabões.
Na análise dos "casos" relativos ao Sporting-Benfica do último fim de semana, a posição deles foi muito clara: todas as reclamações apresentadas pelo Sporting foram atendidas, enquanto as do Benfica foram todas rejeitadas, salvo aquela relativamente à qual era impossível apresentar desculpas (agressão violenta de Bruno Fernandes a Cervi).
A visualização deste vídeo do SAPO é, porém, elucidativa. Logo nos primeiros minutos de jogo, há um penalty descarado sobre Rafa. O jogador do Benfica chega primeiro à bola e Rui Patrício impede-o de continuar.  Então, como é que os dois aldrabões, acima citados, descartam a situação? Muito simplesmente: dizem eles, ambos os jogadores vinham a correr em sentido contrário, tendo Rui Patrício parado perante a aproximação de Rafa. Ora, como Rafa é muito rápido, o choque era inevitável, nada podendo fazer Rui Patrício para o evitar. Mesmo que os factos fossem estes seria penalty na mesma, de outro modo os defesas teriam doravante um meio muito simples de parar os avançados: bastava que corressem em direcção a eles e momentos antes do choque parassem, impedindo o avançado de continuar. Mas a verdade é que não foi nada disso que se passou. Eles afirmam-no, porque como são aldrabões profissionais, pararam a jogada a seguir ao choque, só se vendo o Rafa cair e o Rui Patrício a ficar onde estava. Não foi nada disso, porém, o que aconteceu: depois do choque provocado por Patrício, o guarda redes do Sporting deslizou pelo terreno  mais de dois metros como no vídeo se vê sem sombra de dúvida.  Portanto, Rui Patrício não ficou parado, como dizem, tendo antes atropelado voluntariamente Rafa. O que é espantoso é que nenhum comentador do Benfica tenha dito isto!
Quanto ao lance entre Ruben Dias e Gelson não há nenhuma agressão. O que se passa é que Gelson mede cerca de 20cm menos que Ruben Dias, tendo este ao impor o seu físico na jogada (e não está impedido de o fazer) ficado com o antebraço ao nível da cara de Gelson. Entre jogadores da mesma estatura a jogada seria perfeitamente normal e, portanto, legal. Poderia, é certo, o árbitro ter marcado falta ou até sancioná-la com um cartão amarelo, mas nunca mais do que isso. Não há qualquer comparação com o que se passou com Bruno Fernandes, nem tão-pouco com Mathieu que pisou propositadamente Fedja, tendo os aldrabões acima citados dito que não se poderiam manifestar sobre a jogada com segurança...porque não viram a cara do francês! Inacreditável1
Tudo isto faz parte da campanha que o Porto e o Sporting montaram contra o Benfica a diversos níveis e com múltiplos meios, não tendo o Benfica durante a época sabido defender-se convenientemente. Remetido sempre aa uma posição defensiva, em vez de atacar, acabou permitindo que a dita campanha tivesse tido êxito. Campanha da qual ambos, Porto e Sporting, se aproveitaram em termos diferentes. O Porto, conseguindo que o Benfica fosse prejudicado em jogos decisivos; o Sporting, beneficiando de tal modo dos erros de arbitragem que, sem eles, estaria sete a oito pontos atrás do Braga.
Que tudo isto sirva de lição, é o que espera!

domingo, 29 de abril de 2018

SIM, O PIOR ESTAVA PARA VIR




E VEIO!
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No dia 12 de Setembro de 2017 dissemos aqui: Este triste Benfica; o pior está para vir. E veio como qualquer pessoa minimamente conhecedora de futebol estava em condições de antecipar.

Esta época ficará na história do Benfica como uma das mais fracas de sempre. Depois do sexto lugar de Vilarinho /Toni, fica a época de 2017/2018 como uma das mais tristes páginas deste centenário clube.

Num ano em que o Benfica tinha de apostar tudo na conquista do Penta, arrumando por uns anos os seus mais directos rivais que não teriam condições financeiras nem anímicas para resistir a tantos desaires, o triunfalismo de Vieira e a cobardia do treinador conduziram o Benfica para uma situação muito embaraçosa.

Tendo sido eliminado vergonhosamente da Liga dos Campeões, não tendo vencido um único jogo na Taça da Liga, sendo eliminado da Taça de Portugal ao primeiro confronto digno desse nome, o Benfica arrastou-se no campeonato, tendo chegado à liderança a seis jornadas do fim por obra desse extraordinário jogador que Rui Vitória tentou deixar no banco de suplentes por a equipa passar a jogar num sistema que não se quadrava com as suas características. Pior é quase impossível, mas aconteceu no Benfica e somente não se concretizou esse estúpido e ignorante projecto porque Jonas soube impor-se na hora certa.

Se percorrermos o plantel do Benfica lugar por lugar imediatamente se percebe que a presente época não foi levada a sério pelo presidente ou, se a levou, subestimou completamente o valor dos adversários e não contou – não pode ter contado – com a voz de um treinador minimamente competente.

Como pode um treinador permitir que o presidente admita começar uma época sem guarda-redes? Como pode esse mesmo treinador admitir iniciar uma época sem um verdadeiro defesa direito? Como pode um treinador iniciar uma época apenas com um defesa esquerdo? Como pode um treinador manter como central um jogador que já não tem idade para jogar ao mais alto nível, como hoje dramaticamente se demonstrou? Como pode um treinador contar para a posição “seis” apenas com um jogador permanentemente assoberbado por problemas físicos? Como pode um treinador, após as primeiras quatro jornadas, manter na equipa principal, como “oito”, um jogador que não ataca, nem defende, não remata nem sabe marcar os livres que teima em cobrar? Como pode? Como pode um treinador admitir jogar num campeonato como o português sem um ponta de lança de raiz? Como?

Pois é, Jonas colapsou com o esforço de ter levado a equipa ao colo durante quase toda a época e o Benfica desapareceu do mapa mal isso aconteceu.

Esse ignorante presidente que se gabava de estar 10 anos à frente dos outros não serve para o Benfica. Esse presidente que contratou um treinador sem personalidade que a tudo lhe diz “ámen” não serve para o Benfica. Nem o presidente, nem o treinador.

O fim de época do Benfica vai ser doloroso. A equipa vai-se arrastar por mais três jogos, sendo muito provavelmente ultrapassado pelo Sporting de Braga na luta pelo terceiro lugar.

Como muito provavelmente nada vai mudar na época que em Julho se vai iniciar, há todas as razões para antecipar com base no que já se conhece que o próximo ano ainda será pior do que este. Têm a palavra os sócios.

Os adeptos e simpatizantes do Benfica jamais perdoarão a Vieira a “instrumentalização” que fez do Benfica e nunca mais irão aceitar que um treinador sem personalidade dirija a equipa técnica do Sport Lisboa e Benfica!

Infelizmente, o pior está para vir. Não apenas esta época, mas também depois ….