segunda-feira, 12 de março de 2018

O TREINADOR DO FCP

UM MAU DESPORTISTA
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O mínimo que se pode dizer é que o treinador do FCP é um mau desportista. Se mais provas fossem necessárias depois do que fez a Rui Vitória, a estariam elas com o seu comportamento de ontem, em Paços de Ferreira.
O comportamento do treinador do FCP é lamentável, a vários títulos. É lamentável no modo como se dirigiu à arbitragem, que não teve qualquer responsabilidade na derrota do Porto. Se algo há a apontar-lhe, é marcação de uma grande penalidade a favor do Porto, que parece não ser consensual. Se houve antijogo, houve também tempo extra suficientemente dilatado para o neutralizar. Aliás, a responsabilidade pelo antijogo é do FCP. Tendo sofrido um golo cerca da meia hora de jogo e, tendo disposto de mais de uma hora para o neutralizar, não conseguiu, apesar da grande penalidade de que beneficiou. Se o Porto tivesse virado o resultado não haveria antijogo, como não houve no jogo que o Benfica lá recentemente disputou. Assim, o Paços fez pela vida. Aprendeu com o Mourinho...
Pior do que censurar uma arbitragem que não teve qualquer influência no resultado, é o vergonhoso comportamento do treinador do FCP, no fim do jogo, relativamente ao seu colega, treinador do Paços de Ferreira. É um comportamento que revela que o treinador do FCP continua como sempre foi - um homem sem educação, sem respeito pelo próximo, sem princípios.
Dizem os seus defensores que ele é um homem muito frontal, como se esta indisciplinada frontalidade fosse uma virtude. Mais vale reconhecer que frontais são os animais que certamente não são o paradigma mais aconselhável para um desportista.
O treinador do FCP não sabe perder, nem sabe lidar com a adversidade. É um foco de indisciplina e mau exemplo.  O seu comportamento de ontem, nomeadamente o gesto de cuspir no treinador da equipa adversária, deve ser severamente punido, a bem do futebol e do desporto em geral, para que dentro de pouco tempo não tenhamos em Portugal situações como as da Grécia!

domingo, 11 de março de 2018

O ATAQUE AO BENFICA


A PASSIVIDADE DAS AUTORIDADES JUDICIAIS
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Desde há mais de um ano que o Benfica tem estado diariamente debaixo de fogo dos seus dois principais rivais, seja directamente por intermédio dos respectivos presidentes e directores de comunicação, seja indirectamente por via de comentadores dos respectivos clubes, seja ainda por via de comentadores ditos independentes, embora com uma agenda totalmente coincidente com a daqueles quanto aos objectivos a atingir.

Para os rivais e inimigos jurados do Benfica não seria admissível a hegemonia que o clube da Luz vem tendo no futebol português nestes últimos anos. Tanto o Porto como o Sporting, por razões não inteiramente coincidentes, não poderiam admitir a continuação desta hegemonia, tendo-se desde cedo proposto, em santa aliança, a travar uma guerra sem quartel para a evitar.

No Porto, uma direcção anquilosada, envelhecida, intervencionada, que virou as costas à modernidade e ao progresso, só lhe restava para sobreviver, depois dos múltiplos fracassos registados nos planos desportivo e financeiro, lançar mão dos velhos métodos para tentar tirar de cena o “renascido” Benfica. É uma luta pela sobrevivência na continuidade.

No Sporting, depois de um cenário apocalíptico, que somente por um triz se não concretizou, venceu o populismo, que no desporto, tal como na política, tende a reagir um pouco como os animais, ou seja, contra o que está mais próximo, identificando como causas do mal-estar a aparência das coisas e não as verdadeiras razões do desconforto. No caso do Sporting, houve o aproveitamento hábil desse sentimento antibenfiquista que cada coração de leão alberga como refúgio seguro dos seus múltiplos e frustrantes ressabiamentos. Reciprocidade que está longe de ser partilhada pelos benfiquistas mais esclarecidos por o Sporting já não ser há muitas décadas o verdadeiro rival do Benfica! A isto junta-se o facto, não despiciendo, de o homem que dirige o Sporting viver exclusivamente daquilo que faz no Sporting, não havendo indicações seguras de que saiba fazer outra coisa. É também uma luta pela sobrevivência, mas aqui na verdadeira acepção da palavra.

A guerra contra o Benfica começou com as “ofertas aos árbitros”. Ou seja, algo que era do conhecimento das instâncias oficiais e dos múltiplos agentes ligados à arbitragem. Eram ofertas feitas no fim dos jogos, independentemente da actuação de quem as recebia, com o intuito de mera cortesia. Não há notícia de nenhum árbitro ou qualquer outro elemento das instâncias da arbitragem as ter recusado.

De que é que o Benfica pode ser acusado? De querer ser simpático para com os árbitros. Certamente. E condicioná-los? Mais difícil, mas sempre dependente da personalidade de cada um. Entre isto e as ameaças ou a criação de um clima público de crispação contra os árbitros e a arbitragem, o que é mais perigoso? Certamente, este segundo comportamento, aliás proibido pela UEFA e pela FIFA e também pelas instâncias internas, embora a maior parte das vezes sem a coragem para extrair desses comportamentos as respectivas consequências. A verdade é que eles são eficazes, muito em consequência da impunidade que os acompanha, na medida em que condicionam os árbitros, levando a que estes na dúvida favoreçam quem os ameaça ou os insulta para não terem de se deparar diariamente com as consequências dessas ameaças e insultos que os atingem a eles e aos seus agregados familiares.

O caso dos vouchers, como ficou conhecido, só foi caso porque uma comunicação social sedenta de “sangue” e de audiências dá guarida a todo o lixo que lhe chega desde que possa lucrar alguma coisa com isso. De outro modo, nem como nota de rodapé aquele pretenso caso figuraria na agenda mediática. Aliás, as instâncias desportivas nacionais e internacionais, arquivaram o caso, embora posteriormente o MP, que em muitos aspectos está cada vez mais parecido com os comentadores de futebol bem como com a lógica que os orienta, tenha “ressuscitado” a questão, seguramente sem qualquer êxito futuro, mas com o êxito desde já garantido de continuar a alimentar a especulação. Infelizmente, neste e em muitos outros casos, o MP parece bastar-se com “êxito” da publicidade das suas próprias actuações com aparente desprezo pelo resultado final dos processos, que é o que verdadeiramente conta e o que deveria ser a sua única e exclusiva peocupação.

Escusado será dizer que neste caso o Benfica andou mal, desde o início. Deveria ter assumido sem reticências tudo o que estava fazendo, reiterado o propósito de continuar a fazê-lo, recusando-se a participar directamente ou por intermédio dos que lhe são próximos em discussões ou debates que tivessem por objecto os “vouchers”.

Depois vem o caso dos emails, que é um dos casos mais graves ocorridos nestes últimos anos no espaço associativo e empresarial português, sobre um assunto que por lidar com o futebol acaba por ter uma amplificação desproporcionada e acrítica, prestando-se a todo o tipo de manipulações e juízos de intenção, apenas possíveis em domínios onde, sendo a regra a irracionalidade, o homem mais se assemelha com os animais.  

Em duas palavras, o caso consiste no seguinte: o Futebol Clube do Porto roubou ou tornou-se receptador da correspondência privada do Benfica, dando dela público, descontextualizado, sincopado, porventura até deturpado, conhecimento, por intermédio de um funcionário do clube, em sessões semanais, acompanhadas de comentários tendenciosos baseados em juízos de intenção, especulações e falsas conclusões caluniosas.

A correspondência de que foi dado público conhecimento era resultante de conversas informais entre os seus intervenientes nas quais predominava a coloquialidade própria deste tipo de conversas privadas, abrangendo tanto a que era emitida por personalidades com ligação ao Benfica como a que lhes era dirigida por pessoas estranhas ao Benfica.

Os juízos de intenção, formulados pelos ladrões ou receptadores da correspondência roubada, bem como de muitos que por via destes a ela tiveram acesso, tinham em vista insinuar que as vitórias do Benfica assentavam na corrupção (pressupondo-se a corrupção de árbitros ou outros elementos ligados à arbitragem) ou, mais remotamente, no tráfico de influências, chegando alguns até ao ponto de afirmar que o Benfica tinha um projecto de “captura” do futebol português e das suas instâncias dirigentes.

Apesar de não ser fácil de imaginar o que representa ter acesso a milhares e milhares de emails roubados, é porém fácil de constatar que nessa gigantesca quantidade de material privado confidencial, muito dele informal, somente uma escassa meia dúzia de emails suscitou o interesse mediático, o que não deixa de ser um dado importantíssimo sobre o funcionamento interno do clube, e mesmo esses, como já se percebeu, são juridicamente inócuos.

Alguns dos emails que mais curiosidade suscitaram e, consequentemente, mais se prestaram a juízos especulativos de toda a ordem, formulados como se de uma autêntica interpretação se tratasse, não eram da responsabilidade do Benfica nem de pessoas a ele ligadas, mas de pessoas estranhas ao Benfica. 

Em nenhum desses emails, porém, há o mais pequeno vestígio de corrupção, fosse ela com vista à compra de resultados ou de outro fim, assim como em nenhum deles é possível encontrar indícios de tráfico de influências.

Apesar de isto ser uma verdade incontornável, já que ninguém até agora foi capaz de pegar num email emitido perlo Benfica e com base nele configurar um comportamento ilícito, o certo é que, durante mais de meio ano, a famosa questão dos emails do Benfica animou centenas de horas de debates e “notícias” nas televisões, nas rádios e nos jornais, partindo-se sempre do pressuposto de que havia factos indiscutíveis que apenas precisavam que sobre eles fosse “soprado o pó” para que, com toda a evidência, pudessem ser confirmadas à luz do dia aquelas caluniosas conclusões.

Não há em nenhum desses emails (emitidos pelo Benfica) que o sr. Marques roubou ou receptou nada, absolutamente nada, que se assemelhe ao que nós ouvimos nas escutas do “Apito Dourado”. O mais grave, porém, não foi o facto de esses emails se terem prestado às mais variadas especulações e imputações, o grave foi as autoridades se terem recusado a intervir para pôr cobro a um furto que estava sendo exibido à luz do dia e usado em proveito do próprio do ladrão. Isto é que foi grave. Como grave foi a essa passividade se tenha seguido uma actuação das autoridades contra o Benfica, a partir do material roubado.

Ou seja, as autoridades não só impediram que o furto continuasse, como partiram dele para iniciar uma investigação de natureza penal contra o Benfica, o que não pôde deixar de revoltar milhões de benfiquistas que assim se viram injustiçados, ofendidos na sua honra e orgulho, por autoridades judiciais que em vez de protegerem o seu clube contra os assaltantes, partiram do assalto para atacar o próprio Benfica!

Dada a ineficácia da via penal, o Benfica tentou pelos meios cíveis obter uma decisão que impedisse o Porto de continuar a exibir material roubado. Esta via cautelar foi inicialmente recusada por um juiz assumidamente do FCP que, com base numa fundamentação estapafúrdia, concluiu que daquele comportamento não resultavam prejuízos para o SLB. Meses mais tarde, o Tribunal da Relação repôs a legalidade violada, impedindo o FCP de continuar a divulgar correspondência privada, roubada, sob pena de aplicação de uma pesada sanção.

Repôs-se a legalidade, mas o mal já estava feito, irreversivelmente. Durante este período a direcção do Benfica actuou mal. Atarantada com o que lhe estava acontecendo, revelou-se incapaz de adoptar uma estratégia consistente que pudesse neutralizar o efeito do ataque.

Subsequentemente a “essa investigação” que está em curso, as autoridades não se cansaram de lançar achas para a fogueira com factos e comportamentos, alguns deles absolutamente inverosímeis, como a pretensa suspeita do resultado do jogo contra o Rio Ave em 2015/2016, o “caso Centeno” (um verdadeiro escândalo nacional) e posteriormente um outro assunto do foro privado de vários intervenientes a que o Benfica foi maldosamente associado por alguns deles terem neste momento, ou terem tido no passado ou pretenderem ter no futuro ligações ao Benfica. Como se esse facto pudesse ser relevante para incriminar o Benfica ou o envolver nessas investigações!

Seguiu-se a famosa questão da “toupeiras”, neste momento na ordem do dia, que tem a ver com informações prestadas ao Benfica por pessoas ligadas à investigação criminal. Mais uma vez o MP protagonizou um espectáculo mediático destinado a colher efeitos imediatos de suspeitas por confirmar em detrimento de uma averiguação serena dos factos. Como alguém já disse ao MP parece interessar mais o efeito que resulta da publicitação e acompanhamento das suas acções do que propriamente a punição dos comportamentos ilícitos pelos meios próprios.

Neste caso das “toupeiras” acusa-se pessoas ligadas ao Benfica de ter solicitado a funcionários judiciais informações confidenciais sobre as averiguações que o MP tem (ou parece ter) em curso sobre assuntos em que o Benfica estaria (?) implicado. E avança-se com a existência de indícios susceptíveis de configurar o crime de corrupção para a prática de acto ilícito.

Para começar, é preciso que se diga que esta tese do Ministério Público a que o Juiz de instrução parece ter dado alguma guarida, se porventura se viesse a confirmar, o que por agora nos parece inviável, não teria quaisquer consequências desportivas. Tratar-se-ia de um assunto do foro criminal entre pessoas ligadas ao Benfica ou o próprio Benfica (hipótese que o MP não pôs até ao momento) e o sistema de justiça português punível nos termos da lei penal. Esta seria a pior hipótese, todavia os elementos vindos a público não apontam nesse sentido.

O que os indícios, a serem verdadeiros, revelam é que houve um ou mais funcionários judiciais que tiveram acesso a processos em segredo de justiça e, como eram assumidamente benfiquistas, fizeram chegar (não se sabe como nem por que meios) essas informações ao Benfica ou a pessoas a ele ligadas. Não existe o menor indício de que o Benfica ou alguém ligado ao Benfica tenha pedido essas informações a troco de uma qualquer indevida vantagem patrimonial ou não patrimonial ou que os ditos funcionários tenham solicitado ao Benfica ou a alguém ligado ao Benfica uma recompensa (patrimonial ou não) para entregar aquelas informações.

E sem que este factualismo esteja provado – e os indícios vindos a público nem de perto nem de longe deixam perceber a existência desses comportamentos –, podem dar as voltas que quiserem, mas corrupção é que não existirá!

E não é o facto de essas informações terem chegado ao conhecimento do Benfica ou de pessoas a ele ligadas que os incrimina do que quer que seja, qualquer que tenha sido o modo como essas informações foram obtidas. Portanto, o crime de corrupção, com base nos indícios conhecidos, não existe!

 Perguntar-se-á, então, por que razão o MP indiciou o funcionário Judicial José Silva? A nossa resposta é muito directa e clara: por que esse era o único meio de o prender preventivamente. Qualquer outro crime por que ele pudesse ter sido indiciado com base nos factos que vieram a público não admitiria a prisão preventiva. E como em Portugal, infelizmente, se prende para investigar e, de certo modo, até para punir antecipadamente prevenindo parcialmente a hipótese, sempre presente, de um desaire processual, não admira que a prisão preventiva seja solicitada a torto e a direito como se de um procedimento normal se tratasse, quando é legalmente um procedimento excepcional!. De facto, aos objectivos da investigação bastaria que José Silva fosse preventivamente suspenso do exercício das suas funções, da proibição de contacto com outros arguidos e termo de identidade e residência para que a investigação pudesse prosseguir sem atropelos nem dificuldades!

Perante este quadro complexo e altamente prejudicial para a reputação do SLB, a primeira conclusão a tirar é a de que o MP, por razões que somente ele conhece, tem o Benfica como alvo, na pessoa do seu presidente, Luís Francisco Vieira. E vai continuar, aproveitando tudo o que pode aproveitar, mesmo correndo o risco de enveredar por comportamentos inadmissíveis, como aconteceu com o caso Centeno.

A segunda conclusão, é a de que muito dificilmente este clima deixará de se reflectir no comportamento desportivo da equipa, que é, no fundo, o que o FCP e o SCP inequivocamente pretendem.

A terceira conclusão, é a de que tão cedo não vamos ter respostas concludentes oriundas dos processos em curso, o que significa, por outras palavras, que o “batuque” vai continuar por tempo indeterminado.

Felizmente, quando estava retirando estas conclusões do que está a acontecer, o Presidente do SL Benfica teve, pela primeira vez desde que esta “paródia” começou, uma intervenção à altura da grandeza do clube.

A quarta conclusão, que inevitavelmente tiraríamos se aquela intervenção não tivesse ocorrido, ficará suspensa e desejamos que para sempre, o que seria sinal de que o Presidente cumpriu à risca a promessa feita. Assim esperamos!




terça-feira, 23 de janeiro de 2018

BENFICA: QUEM ENTENDE ISTO?




O SILÊNCIO PODE SAIR CARO
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Agora que a equipa está a jogar bem, com uma boa dinâmica colectiva, depois de uns primeiros cinco meses do pior que imaginar se poderia, com o Benfica a ter a pior participação de sempre na Liga dos Campeões – e uma das piores da história da Liga dos Campeões -, incapaz também na Taça da Liga de obter uma vitória e eliminado da Taça de Portugal, é que convém bordar certos temas que, noutro contexto – ou seja, no contexto até pouco vivido – poderia ser prejudicial.

Na semana passada ficámos a saber que o presidente do Benfica é devedor de uma vultosa quantia ao Novo Banco, a qual, por critérios que se desconhecem, foi generosamente reestruturada. O que se passa na vida privada do presidente do Benfica, em princípio, não nos interessa, excepto na estrita medida em que a sua actividade privada contende ou pode contender com a sua actividade como presidente do Benfica. E além isso pode também interessar-nos como cidadão na medida em que o Novo Banco é um dos banco a que todos, como contribuintes, temos vindo, sem retorno nem qualquer outro direito, a ser chamados a recapitalizar e relativamente ao qual não está excluída a hipótese de o Estado ter de voltar a intervir com meios financeiros avultados.

Curiosamente, a mesma pessoa que na sua actividade empresarial privada contraiu grandes dívidas, contrai-as também como presidente do Benfica, sendo hoje a Benfica SAD uma das sociedades desportivas com maior passivo europeu. A dívida, seja ela do Benfica, do Estado ou de um cidadão ou empresa, é sempre um enorme fardo que a todo o momento pode explodir e dinamitar todo o edifício sobre ela construído, com consequência verdadeiramente devastadoras, bastando para tanto que a taxa de juro suba e os encargos financeiros passem a ser incomportáveis.

Curiosamente, mais uma vez, o que no Benfica é dificilmente explicável é a dívida aumentar ou não diminuir significativamente sendo o Benfica o clube, ou seguramente um dos clubes, que mais e melhor vende no mundo, ascendendo a muitas centenas de milhões de euros as vendas efectuadas nestes últimos dez anos. Diz-se, recorda Vieira, que temos um activo valioso. Sim, mas de que vale esse activo se não houver jogadores valiosos e de categoria para o utilizarem e rentabilizarem? Que ninguém tenha dúvidas: se houver um aperto financeiro no Benfica a primeira consequência é a degradação qualitativa do plantel.

E ligada a esta salta à vista outra questão , já aqui abordada por mais de uma vez, mas com pouco êxito: O Benfica ainda poderia sobreviver como grande clube nesse aperto financeiro de que falámos ou até evitá-lo, se as estrelas formadas no Seixal permanecessem no clube por três ou quatro anos, depois de atingirem a maturidade. Mas não, o que se vê é um presidente voraz que quer vender seja qual for a idade do jogador, às vezes ainda criança, desde que haja quem dê dinheiro por ele. Estratégia que desmente e desmascara a tal ideia de que o Benfica vai privilegiar a formação, no sentido de constituir uma grande equipa construída com base nas estrelas do Seixal. Falso, mentira – mal o jovem desponta, qualquer que seja a sua idade, a primeira coisa que ocorre ao presidente do Benfica é vendê-lo. Vende, vende …e a dívida não abate ou até aumenta.

Outra questão que no Benfica tem de merecer uma reflexão séria, feita por gente séria, é a pouca vergonha das comissões. Houve negócios em que as comissões quase igualaram o que o Benfica recebeu.

Isto não pode continuar, como continuar não pode ter a SAD do Benfica um presidente que nada ganha, além do mais  sendo ele um empresário cheio de dívidas. Isto tem de acabar e urgentemente, em nome da transparência e do princípio da responsabilidade.

Em suma, depois deste mandato Vieira tem de deixar o Benfica. Que os Benfiquistas se unam em torno de uma personalidade sem mácula que goste realmente do Benfica e esteja verdadeiramente disposto a sanear financeiramente o clube enquanto é tempo e sem atropelos. Se os Benfiquistas o não fizeram, outros sem respeito nem amor ao clube o farão por eles …


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SÉRGIO CONCEIÇÃO RECUA

A VERGONHA DO COMENTÁRIO DESPORTIVO
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Como toda a gente viu e ouviu, Sérgio Conceição, no último sábado, depois do jogo entre o FCP-VSC (Guimarães), insultou grosseiramente Rui Vitória. O assunto, como não podia deixar de ser, foi levado ao comentário desportivo dos diversos programas futebolísticos que enxameiam as televisões. E pode dizer-se, sem medo de errar, que, com excepção dos comentadores afectos ao Benfica, praticamente ninguém reprovou o lamentável comportamento de Sérgio Conceição, salvo Carlos Anjos, no Correio da Manhã.
Mais do que a "Santa aliança" Porto-Sporting, o que move este antibenfiquismo primário é a covardia, nomeadamente dos comentadores afectos ao Sporting, de afrontar ao de leve que seja o Porto e o seu Chefe, Pinto da Costa. Desde esse boçal Pedro (Sousa?) da TVI 24, passando pelo desonesto Rui Santos, até ao comentador anónimo que se refugia na voz off para esconder a cara, todos eles interpretaram o comportamento de Conceição como uma inequívoca prova a sua frontalidade, como tal louvável, aconselhando Rui Vitória a não se meter com ele, como expressamente bolçou Pedro (Sousa?).
Além desta falta de verticalidade, faz parte da "encomenda" afirmar sempre que o treinador do Benfica é insultado, como já foi no passado por Jorge Jesus, falar no "bate-boca" entre treinadores, para que entre os espectadores se vá firmando a ideia que há neste lamentável linguajar um despique de parada e resposta, quando a verdade é bem outra: Rui Vitória não responde a insultos. E todos os benfiquistas esperam que o continue a fazer, deixando ficar os actos com quem os pratica - tanto a ofensa como o pedido de desculpas.
Sérgio Conceição parece ter percebido o que os invertebrados comentadores que o aplaudiram não compreenderam: que ser frontal não significa comportar-se como um animal. De facto, a frontalidade sem regras, sem respeito pelo bom nome do próximo, não passa de um comportamento animalesco, próprio de alguém que, tal como os animais, na adversidade ou no medo, se vira contra quem está mais perto.
O recuo de Sérgio Conceição deixou sem recuo os invertebrados comentadores!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

SPORTING, UM TIGRE DE PAPEL

QUE HIPÓTESES TEM O BENFICA DE CHEGAR AO PENTA?
Benfica lembra funções de ex-assistente de Hugo Miguel no Sporting


Ontem ficou provado, se necessário fosse, que o Sporting não tem equipa para vencer o campeonato. E esta constatação não tem a ver apenas com o treinador, que tem muito menos qualidades de vencedor do que ele próprio supõe, nem com a qualidade dos jogadores, entre os quais até há alguns de valia superior à media, mas antes ao facto de o Sporting ser um clube não campeão - um clube sem mentalidade de campeão. Isso manifesta-se na incapacidade do Sporting "aparecer" nos jogos decisivos e também no facto de o Sporting, como clube, isto é, desde os adeptos à sua direcção, ficar muito satisfeito com o "quase". O Sporting fica muito satisfeito e constitui para o clube uma coroa de glória ter jogado muito bem em Chamartin e ter perdido, ter feito boas exibições contra o Barcelona e a Juventus e ter perdido. Perdeu...mas esteve quase ...
Se o Sporting já tinha este síndrome sempre aliado a um enorme capital de queixa muito mais imaginário do que real, ele tem vindo a ser potenciado por Jorge Jesus para quem a "vitória" não é necessariamente sinónimo de derrota do adversário, como se viu quando treinou o Benfica.
Ontem, foi mais uma vez esse Sporting que esteve na luz. É difícil conceber uma visita do Sporting à Luz em melhores condições para vencer do que as que existiam à partida do jogo de ontem. Se não vejamos: com um Benfica descrente em consequência de uma série inusual de derrotas e de eliminações em todas as restantes competições, com uma massa associativa e adepta diariamente fustigada com notícias pouco abonatórias sobre o comportamento da sua "estrutura", com a hipótese de uma derrota na Luz fazer mergulhar o Benfica numa crise de proporções inimagináveis, o Sporting, estando, ao que se diz, a jogar muito melhor e a fazer uma "grande época", foi incapaz de durante os noventa minutos de jogo dar a ideia, por muito pálida que fosse, de que vinha ao terreno do seu rival para impor a sua supremacia e desferir-lhe o "golpe mortal" tão ansiosamente esperado pelos abnegados anti-benfiquistas deste país. 
Pelo contrário, foi o Benfica que, não obstante ter sofrido, antes de decorridos os primeiros vinte minutos, um golo fortuito e ilegal, reduziu o Sporting à sua verdadeira dimensão - a de um clube pequeno acossado em todos os domínios do campo tentando milagrosamente manter uma vantagem de todo imerecida. 
Quer isto dizer que o Benfica fez uma grande exibição? Não, de modo algum, até porque ao Benfica lhe faltam jogadores para isso. Tivesse o Benfica um avançado daqueles que marca golos a todos, principalmente aos grandes, um avançado como Cardozo ou Mitroglou, e o Sporting teria saído da Luz vergado ao peso de uma grande derrota, por maiores e mais graves que tivessem sido os erros do árbitro. 
É natural que o árbitro erre, da mesma forma que os jogadores e os treinadores erram. Mas há hoje uma grande diferença entre os erros de uns e de outros: é que os erros dos jogadores e dos treinadores são irreparáveis, enquanto alguns dos erros mais graves dos árbitros podem, por eles próprios ou por outros árbitros, ser reparados e impedidos de produzir os seus nefastos efeitos. Por isso se não compreende que em Portugal,  contrariamente ao que sucede na Alemanha e na Itália, os árbitros recorram tão pouco ou quase nada ao ecrã de televisão que têm ao seu dispor para reapreciar certas jogadas. Inadmissível que o árbitro de ontem - Hugo Miguel - não tivesse feito isso e se tivesse covardemente escudado na opinião do VAR que, muito provavelmente, foi: "É duvidoso", ou "Não é totalmente certo". Se é duvidoso ele deveria ter reapreciado o lance e assumir a responsabilidade de manter ou alterar a sua decisão inicial.
Lamentável são também os comentários de ex-árbitros na apreciação dos chamados "lances polémicos". Supondo - e não há nenhuma razão para não supor - que se trata de gente honesta, tem de concluir-se que se trata de gente totalmente incompetente, gente que as televisões deveriam rapidamente substituir a bem do futebol. O caso de Pedro Henriques - ex-árbitro rebaixado ao escalão inferior por incompetente - é de todos o mais escandaloso. Por detrás de todo aquele palavreado esconde-se uma grande estupidez. Como pode alguém, por exemplo, dizer, sendo árbitro, que Jiménez fez falta sobre William Carvalho e que foi por essa razão que este jogou a bola com a mão? Como pode? Pois se toda a gente vê que é William que tenta afastar Jimenez com o braço e mesmo assim não consegue dominar a bola legalmente vendo-se obrigado a fazê-lo com o braço, como pode dizer-se que há falta de Jimenez? E como pode alguém que considerou legal o penalty assinalado contra o Setúbal, que deu a vitória ao Sporting, dizer que o empurrão dado a Jardel por Coentrão é irrelevante se os lances são exactamente iguais?
Aos comentários dos comentadores do Sporting, sejam eles "encartados" ou "disfarçados", como um tal Pedro da TVI 24 e outros, nem vale a pena responder - estão a fazer o seu papel; alguns certamente o papel para cujo desempenho foram pagos.
O pior que do jogo de ontem poderia resultar para o Benfica seria ficar com uma grande satisfação por ter merecido ganhar e ter jogado muito melhor do que o Sporting. Seria ficar como ficou o Porto o ano passado depois do empate no Dragão contra o Benfica - e depois foi o que se viu...
Por falar em Porto, não parece difícil prever que ele será o principal adversário do Benfica, se o Benfica recuperar, nem tão-pouco antever algo de muito complicado para o seu educadíssimo treinador se, no final, o Porto não for campeão. Não tanto pelo que a direccão possa decidir acerca do seu futuro, mas pelo que de certeza acontecerá entre ele os árbitros a partir do momento em que começar a perder. Nem sequer me admiraria que em consequência da suas previsíveis "reacções" viesse a ser irradiado...Ontem, já deu para perceber e relembrar o que ele é capaz de fazer num contexto adverso.
Quanto ao Benfica, para terminar, espera-se que vá com urgência ao mercado, para encontrar alguém que saiba jogar no lugar de Pizzi, alguém que saiba jogar a ponta de lança (muito difícil) e mais alguém que jogue à defesa, de preferência um lateral.
Cinco pontos de diferença para o Porto, é uma grande diferença, principalmente no contexto em que o campeonato está a decorrer, de grande pressão sobre os árbitros e de se tentar por todos os meios condicionar a sua actuação. As próximas jornadas serão decisivas...

sábado, 30 de dezembro de 2017

BEMFICA- RIO AVE, 2015-2016

PORQUÊ ESTE JOGO?

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Como qualquer pessoa minimamente interessada por futebol sabe, os jogos do Benfica em Vila do Conde são sempre disputadíssimos, de resultado incerto, como ainda este ano se viu. Com Jesus o Benfica perdeu em Vila do Conde e só não perdeu o campeonato porque o Porto não aproveitou o deslize do Benfica.
Num dos jogos mais difíceis e mais disputados da Liga 2016-2017, o Benfica ganhou em Vila do Conde por 1-0, com golo de Jiménez, entre os 60 e os 70 minutos de jogo. Pois bem: soube-se hoje, que foi exactamente esse jogo que a Polícia Judiciária do Porto considerou suspeito, não se sabe com que fundamento, nem isso interessa. O que interessa é pôr a notícia nos jornais! E isso a PJ do Porto já conseguiu. O que virá depois, logo se verá.
Não é difícil perceber por que razão foi esse o jogo escolhido pelo "delator" - sim, teria de ser com base numa denúncia que a PJ do Porto actuou - para enxovalhar o Benfica. A razão é simples: há jogadores do Rio Ave alegadamente implicados num caso de viciação de resultados para efeitos de apostas desportivas. Logo, a haver uma acusação de adulteração de resultados para efeitos de competição desportiva nada melhor do que escolher um jogo do Rio Ave contra aquele que está na mira dos "impolutos" Porto e Sporting. Mas não interessaria um qualquer jogo com o Rio Ave. Por que não escolher, por exemplo, o da época 2016-2017 ou o da época 2009-2010, épocas em que o Benfica igualmente ganhou por 1-0 e igualmente foi campeão? Porque, nas contas finais, essas vitórias já não tinham interesse para a atribuição do título de campeão, enquanto a de 2015-2016 tem.
É coincidência a mais...Mas se a PJ do Porto está assim tão interessada na investigação da Liga 2015-2016 então faço-lhe aqui, publicamente e sem anonimato, um convite: que investigue o golo que o Sporting marcou ao Belenenses a um ou dois minutos do fim do jogo, de penalty, por mão (e que mão) de Tonel, ex-jogador do Sporting. Que a PJ do Porto, com peritos - mesmo que um desses peritos seja  o sr. J. Marques - , investigue esses dois jogos ( o do Benfica e o do Sporting) e tire as conclusões!
E já agora que investigue também os dois primeiros golos do FCP, na Taça da Liga, contra o Rio Ave ou por que se "auto"-expulsou um jogador do Marítimo no último jogo que esta equipa jogou contra o FCP!!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SPORTING, MENTALIDADE DE CLUBE PEQUENO




O CASO DE OLEIROS
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A choradeira que o Sporting fez por ir jogar a Oleiros, um clube da terceira divisão, é exemplar da pequenez do Sporting como clube.

Jorge Jesus disse o que todos ouvimos. Que o sintético era isto, mais aquilo. Enfim, depois de o clube de Castelo Branco (distrito) estar tão alegre por receber um clube da primeira divisão, depois de ter gasto (e a câmara municipal) tanto dinheiro para receber condignamente os visitantes, o Sporting fez tudo o que estava ao seu alcance para não ir.

Podem apresentar os argumentos que quiserem – e de facto, os sportinguistas que durante a tarde falaram na SPORT TV+ disseram tanta asneira – mas a ideia com que se ficou foi a de que estavam com medo. Ou, como é muito provável num clube como o Sporting, que eram demasiado importantes para jogar em Oleiros. Que pequenez!

E lembrar-se a gente que a Argentina jogou esta semana a 2850m de altitude para as eliminatórias do Mundial; que a selecção portuguesa, como todas as outras do seu grupo, jogou em Andorra, em terreno sintético, sábado passado; que o Benfica, para a Liga dos Campeões, jogou na fase de grupos em campos sintéticos em Astana (Cazaquistão) e para os oitavos de final em S. Petersburgo (Rússia). E o Sporting não podia jogar em Oleiros. É muito triste ser tão pequeno.

Desde há muito entendo que o Benfica perde demasiado tempo com o Sporting. O Benfica tem de se preocupar é com o Porto. Que, além de ser um rival à altura, até foi capaz de colonizar o Sporting, pondo-o a “trabalhar” ao seu serviço.

sábado, 16 de setembro de 2017

CORRER COM VIEIRA, IMEDIATAMENTE!
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Não adianta esperar mais nem procurar outros culpados. O responsável é Vieira e não há salvação para o Benfica com Viera na presidência. Depois, fazer a limpeza de todos os seus lacaios. E são muitos. É urgente!

terça-feira, 12 de setembro de 2017


ESTE TRISTE BENFICA
Reuters/RAFAEL MARCHANTE


O PIOR ESTÁ PARA VIR



Só mesmo quem perceba pouco de futebol pode ter ficado admirado com o que se passou hoje á noite na Luz - derrota por 1-2 para a Liga dos Campeões (fase de grupos) contra o CSKA (Rússia). 

Como se esperava, o Benfica perdeu com o segundo classificado da Rússia – uma equipa europeia de nível médio baixo.

A derrota tem culpados e tem uma explicação simples. A explicação simples é fácil de dar: o Benfica, relativamente ao período homologo da época passada, perdeu cinco jogadores de nível médio alto (Gonçalo Guedes, Ederson, Nelson Semedo, Lindelöf e Mitroglou) ou talvez mesmo dois de nível superior (Ederson e Nelson Semedo), e apenas contratou dois (Varela e Sferovic) para os substituir: ambos de nível médio, todavia ainda sujeito a prova.

Em consequência das vendas,  houve um sector da equipa completamente destruído (Guarda-redes e defesa), onde, além dos transferidos, falta, por lesão, um dos centrais titular (Jardel) em consequência de um péssimo departamento médico ou de uma péssima equipa de preparadores físicos (um dos dois não presta, seguramente, ou, na pior hipótese, nenhum presta) e o sector imediatamente à frente da defesa, o volante, essencial no futebol moderno, está igualmente lesionado, como frequentemente acontece (Fejsa).  A acrescer a este descalabro, a má forma de Jonas (que, de resto, raramente ou nunca aparece nos grandes jogos) e a incapacidade de Pizzi.

Sem defesa digna desse nome, sem volante de classe, sem presença determinante na área e sem ninguém com capacidade para romper as linhas adversárias, salvo, a espaços, Zivkovic, o Benfica é uma equipa vulgar, vulgaríssima, ao alcance de qualquer Rio Ave.

É este o Benfica da época 2017/18, uma época em que oo terceiro classificado nem sequer vai ao play off da Liga dos Campeões.

Os culpados por este descalabro do Benfica são, em primeiro lugar e à frente de todos os demais, Luís Filipe Vieira, o presidente para quem o futebol não passa de um pretexto para fazer negócios. Um presidente que vende por milhões e cada dia tem mais passivo, um presidente que nada recebe da SAD que governa, apesar de passar todo o seu tempo na sua administração. De que viverá ele? Com que rendimentos? Ele diz que do Benfica não recebe nada e a gente tem de acreditar até prova em contrário, embora todos nós saibamos que há quem ganhe muito dinheiro com os negócios do Benfica. Quem ganhe quando 0 Benfica vende e quem ganhe quando o Benfica compra.

O segundo grande responsável é o treinador – Rui Vitória. Como compreender um treinador incapaz de lançar um grito de alarme ao ver a sua equipa a ser dizimada? Como compreender um treinador que afirma estar tudo igualmente bem estejam ou estejam na equipa os que saíram? Como compreender um treinador para quem ter Ederson ou não ter, ter Nelson Semedo ou não ter, ter Lindlöf ou não ter, é exactamente a mesma coisa? Só duas palavras o podem caracterizar: um pateta e um banana. Um pateta e um banana completamente dependente do presidente. Há que dizer sem reticências: o Benfica não precisa de gente desta!

Finalmente: os lacaios do presidente são igualmente os culpados do estado a que o Benfica chegou. Uma falange de dependentes encarregada de velar pelo culto da personalidade e de nos muitos canais de televisão, a começar pelos da casa, estar apenas encarregada de enaltecer os “méritos do grande líder”.

Que grande limpeza vai ter de haver no Benfica quando tudo isto mudar e o Benfica voltar a ser o clube que sempre foi.

Sobre o jogo desta noite apenas mais duas palavras: primeira, o Benfica, com excepção do golo, não criou uma oportunidade de golo digna desse nome, contrariamente ao que tentou sugerir R. Vitória; segunda, o árbitro não teve responsabilidade na derrota do Benfica – é um mau árbitro, como são quase todos os árbitros espanhóis, mas nenhum árbitro como este seria capaz de derrotar o Benfica, se outra fosse a sua equipa e outra fosse a movimentação dos seus jogadores.

Quanto mais tarde os adeptos e sócios demorarem a ver o óbvio, tanto pior para o Benfica…

terça-feira, 29 de agosto de 2017


O VÍDEO ÁRBITRO NO FUTEBOL

A MÁ-FÉ, A ESTUPIDEZ E A IMBECILIDADE DE ALGUNS COMENTADORES
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Fiel aos princípios, aparentemente simples, que regem o futebol, o IFAB (International Football Association Board) hesitou durante muitos anos na introdução do chamado vídeo árbitro por temer que a presença de um elemento estranho ao terreno de jogo pudesse descaracterizá-lo e contribuir por essa via para a perda de popularidade de um jogo simples, que toda a gente entende (ou pensa que entende), que é hoje também uma importantíssima fonte de negócios.

Dado, porém, os progressos da ciência que permitiram avanços tecnológicos antes impensáveis, o IFAD ciente, como qualquer pessoa racional sabe, que há na aplicação das 17 regras de futebol dois tipos de juízos muito distintos um do outro, acabou, logo que entendeu estarem reunidas as condições financeiras que o permitam, admitir a título experimental a introdução do vídeo árbitro no futebol, apenas e só naqueles domínios em que o juízo do árbitro deveria ser um juízo de ciência. E dizemos deveria ser, porque não obstante esse juízo ser um juízo de ciência, nem sempre, por falência das capacidades humanas, esse juízo que, deveria ser de ciência, acaba por sê-lo.

De facto, os juízes que durante um jogo de futebol aplicam as leis que o regem, formulam no desempenho dessa aplicação dois tipos de juízos: um juízo de ciência, em casos contados, e um juízo de valor, na generalidade das situações.

Assim, ajuizar se a bola entrou ou na baliza é um juízo de ciência. Não há aqui qualquer juízo de valor, qualquer avaliação. Se o árbitro erra neste juízo não é por ele não ser um juízo de ciência, é por ele, árbitro, não dispor dos meios que hoje a ciência lhe pode facultar para impedir que esse juízo de ciência não seja um juízo errado.

O que se diz de a bola ter ou não transposto a linha de golo, pode igualmente dizer-se da bola que ultrapassou qualquer outra linha do campo. E ainda é o mesmo tipo de juízo que se formula quando se aplica a regra de fora de jogo. Os erros que poderiam existir na aplicação desta regra podem, dada a natureza do juízo em questão, ser hoje evitados mediante o recurso a tecnologias que a ciência prodigalizou, embora o fora de jogo posicional possa dar lugar a um juízo de valor.

É também um juízo de ciência a decisão sobre o local onde a falta foi cometida – se dentro, se fora da área. Como juízo de ciência é a identificação do jogador que cometeu a falta que o árbitro puniu.

Pois bem, além destes casos, que são todos eles típicos juízos de ciência, o Internacional Board admitiu como muito próximos destes certos juízos de valor em que a factualidade em que assentam é tão evidente que não suscitam, ou não deveriam suscitar, divergências de avaliação. Referimo-nos a faltas grosseiras cometidas dentro da área pela equipa que defende, a comportamentos inequivocamente violentos cometidos em qualquer zona do campo, que tenham escapado ao juízo punitivo do árbitro, e ainda a golos antecedidos de faltas grosseiras cometidas pela equipa que os marca.

Ora bem, é nestes casos e apenas nestes casos que o vídeo árbitro pode e deve intervir, quer por sua iniciativa, quer por iniciativa do árbitro.

A razão de ser desta limitação é óbvia e somente a não percebe quem nada percebe da aplicação de regras. O IFAB não pretendeu que o vídeo árbitro fosse uma instância de recurso, nem tão-pouco quis retirar ao árbitro do jogo, melhor dizendo à equipa de arbitragem, o direito de fazer a avaliação que lhe compete na aplicação das regras do jogo. O IFAD, e bem, quis apenas e só evitar o erro nos juízos de ciência, que, por definição, se são científicos, não podem ser errados e por analogia evitar também que nas avaliações inequívocas, face à factualidade em que assentam, o árbitro se equivoque, ou porque não viu o lance, ou porque a sua colocação no terreno lhe dava uma perspectiva defeituosa do comportamento dos jogadores ou da direcção da bola.

Portanto, meus caros leitores, é apenas para isto e somente para isto que o vídeo árbitro foi introduzido. Ou seja, para reforçar a certeza dos juízos de ciência e não para substituir as avaliações do árbitro pelas de qualquer outra pessoa.

Há comentadores que não percebem isto e logo aproveitam para lançar a maior confusão sobre o vídeo árbitro e sobre as decisões da arbitragem. Os que julgavam, como Rui Santos, que seriam uma espécie de “ruisantos” que iriam substituir ou sobrepor-se à equipa de arbitragem, não passam, como já dissemos há uns anos atrás, de uns tontos, sem com isto quer dizer que não possam cumulativamente ser outra coisa pior. De facto, os “ruisantos” deste país pensavam que iriam ser eles a arbitrar os jogos do Sporting e do Benfica, como se de uma macaqueção da “liga real” se tratasse. Pobres de espírito!

Depois há os ignorantes fanfarrões, como o representante do FC Porto no “Play off”, que muito ganhariam em ter mais conhecimento e menos cabeleireiro, ou os puros analfabetos, que até dão pena, como o limitado Manuel Fernandes. Além destes há os desonestos para quem o futebol não passa de é um campo de exercício para as suas actividades quotidianas, como acontece com o palhaço triste do Sporting e com o marginal do FC Porto.

E entre os desonestos não pode deixar de enumerar-se Jorge Jesus, que é um homem desportivamente desonesto, além de também ser burro, quando não percebe que a sua desonestidade assenta numa argumentação estúpida, que a ser seguida pelos árbitros, teria forte probabilidade de o vir a prejudicar. Referimo-nos como é óbvio aos comentários feitos após o jogo do último domingo relacionados com o golo anulado ao Estoril. Jorge Jesus não percebe, na sua estúpida desonestidade, que o futebol, depois da introdução do vídeo árbitro, tem todo o interesse em que os juízes de linha, em caso de dúvida, mesmo que ela seja puramente subjectiva, deixem seguir as jogadas de eventual fora de jogo, porque, se o fora de jogo se confirmar, o golo que dele eventualmente resultar não será validado, enquanto a decisão contrária pode levar a uma situação irremediável – se o juiz de linha assinalar um fora de jogo inexistente numa jogada da qual poderia resultar um golo, nada mais pode ser feito depois de assinalada a falta e interrompido o jogo . Neste caso, o vídeo árbitro nada poderá fazer para repara a situação.

A aliança entre o “Sporting Clube do Porto” e o “Porto Sporting Clube” é apenas a expressão da grandeza do Benfica e da pequenez dos aliados. Pobres adeptos os destes despeitados clubes.

Para finalizar uma palavra sobre Eliseu que tem sido crucificado como nunca ninguém em qualquer outra actividade terá sido em qualquer canto do mundo. Televisões sem ética, sem princípios deontológicos, instilam ódio em adeptos fanatizados fazendo passar por uma jogada assassina uma jogada relativamente vulgar nos campos de futebol. Mas mesmo que assim não fosse nada justificaria que a TVI 24, no dia do jogo do Benfica contra o Belenenses, tivesse em escassos minutos de comentário passado o lance 67 vezes! O que na altura parecia uma enormidade tornou-se com a passagem do tempo uma raridade. É que nessa noite e nas noites subsequentes até hoje o lance passou mais de 1000 vezes nas televisões. É este o lixo com que temos para “nosso consumo”!

E o que se vê nesse lance, mal ou bem, SANCIONADO pelo árbitro? Vê-se o jogador do Belenenses a entrar a varrer a uma bola dividida, sem qualquer preocupação com as consequências que pudessem resultar para o seu adversário do corte que pretendia efectuar e vê-se o jogador do Benfica a defender-se das consequências dessa entrada, saltando por cima do jogador do Belenenses, sem contudo evitar que na parte final desse salto o tivesse pisado, atingindo-o na coxa, do mesmo modo que o jogador do Belenenses o atingiu na perna esquerda depois do “varrimento” da jogada”. Mal ou bem, o árbitro viu a jogada e sancionou-a, logo não há lugar, não poderá haver lugar, a nenhuma outra apreciação dessa jogada. São estas as leis do futebol. Aliás, são estas as leis que regulam a vida das pessoas civilizadas. Quando não há instância de recurso, o que está decidido, mal ou bem, decidido está!