quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

AS QUEIXAS DE VINICIUS JUNIOR

 

AS PALHAÇADAS  DE VINICIUS JÚNIOR NO ESTÁDIO DA LUZ



Por volta dos 50 minutos do jogo Benfica-Real Madrid, primeira mão do play off da Liga dos Campeões, Vinicius Júnior marcou um excelente golo, tendo posto o Real Madrid a ganhar por 1-0.

Imediatamente depois, dirigiu-se para o canto esquerdo, sul, do relvado da Luz e iniciou em frente da bandeirola de canto, no topo da qual estava uma bandeira do Benfica, uma dança manifestamente provocatória dos adeptos do Benfica que ocupavam todo aquele espaço da bancada.

O gesto de Vinicius foi largamente assobiado pelos adeptos e levou mesmo à exibição, pelo árbitro, de um cartão amarelo por comportamento antidesportivo. Depois da dança, quando se dirigia para o seu lugar, com vista ao recomeço do jogo, Vinicius deslocou-se em corrida lenta abanando os braços, imitando o bater de asas de uma ave ferida (referência à águia, como é óbvio, e na frente da qual já tinha feito todas as palhaçadas que levaram à exibição do cartão amarelo).  

Foi então que Prestianni se dirigiu a ele, protestando contra a sua conduta. Ninguém ouviu o que Vinicius lhe disse, tendo Prestianni respondido qualquer coisa, indecifrável, por ter subido a camisola ao nível da boca, como hoje quase todos os jogadores fazem quando tapam a boca com a mão.

É então que Vinicius sai desembestado a correr na direcção do árbitro, que estava no meio campo preparado para reiniciar o jogo, e lhe comunica que tinha alvo de insultos racistas. O árbitro ouviu as queixas e pôs em prática o “protocolo anti-racismo”. Depois de muita conversa entre vários jogadores, e destes com o árbitro, Prestianni negou sempre os insultos racistas e acusou as provocações de Vinicius, levando a que o árbitro que, nada tinha ouvido, reiniciasse o jogo, sob reserva de o terminar imediatamente se algo idêntico voltasse a suceder.

Bem, a partir deste episódio, o jogo nunca mais foi o mesmo. Houve apreensão e desmotivação em campo e houve perda de entusiasmo nas bancadas.

Em campo, o jogo acabou, com a vitória do Real Madrid por 1-0. Mas fora do campo, outro jogo sem regras e sem árbitro começou a jogar-se.

Hoje, quando se fala de racismo no desporto, a ligação é explosiva. Entra nesse jogo a paixão dos adeptos, a inimizade dos adeptos de outros clubes, que rejubilam com hipotéticos castigos aplicados ao pretenso infractor, bem como o desencadeamento da fúria do politicamente correcto que de imediato aceita a acusação e lavra a sentença do acusado sem direito a qualquer tipo de defesa.

Vamos, então, analisar o caso como nos parece que deve ser analisado.

Os jogadores em campo têm os mesmos direitos e obrigações qualquer que seja a cor da sua pele: branca, negra, amarela, ou com várias tonalidades decorrentes da mestiçagem.

Se o branco não se pode aproveitar da cor da sua pele para com base nela exercer uma espécie de supremacia sobre os demais, o mesmo se terá de passar com o negro que igualmente se não pode prevalecer da cor da sua cor pele para dela tirar vantagem em campo relativamente aos demais.

O comportamento de Vinicius depois da marcação do golo é inaceitável em qualquer jogador, seja ele branco ou negro. Vinicius desrespeitou desnecessariamente os adeptos do Benfica, tanto os que estavam no estádio, como os que assistiam ao jogo pela televisão. Vinicius, por ser negro, não tem direitos diferentes dos outros, apesar de as ocorrências desta natureza acontecerem com ele muito frequentemente.

Se, em vez de negro, Vinicius fosse branco e tivesse tido em campo o mesmo comportamento, as reacções dos adversários e adeptos do clube visado, como também as do árbitro,  seriam exactamente as mesmas. Seria punido com cartão amarelo, por comportamento antidesportivo, e ouviria certamente algumas “bocas” dos jogadores adversários, como, por exemplo, “vai fazer macacadas para o teu estádio; não queremos cá dessas palhaçadas”. E ninguém diria que a resposta era racista, fossem estas reacções ditas por um branco ou por um negro. Vinicius, sabendo que, hoje, o “politicamente correcto” leva à defesa do negro quase incondicionalmente e muito mais eficazmente do que do branco, prevalece-se da cor da sua pele para gozar de uma vantagem relativamente aos demais. Ora, isto é inaceitável, como inaceitável é prevalecer-se da cor da pele para tirar uma vantagem em campo.

No dia seguinte, ou seja hoje, as acusações vindas dos mais diversos quadrantes correram célere. Acusações não fundadas em nenhuma prova (Mbappé que diz ter ouvido, estava longe do acontecimento, como se comprova pelas imagens; aliás, Mbappé certamente por considerar inaceitáveis os festejos de Vinícius foi o primeiro a “convidá-lo” a acabar com “aquilo”.

Diz-se agora: nada justifica um insulto racista. Sim, mas também nada justifica que as provocações de um negro sejam desvalorizadas, a ponto de apenas contarem as reacções que aquele comportamento provoca, se forem da responsabilidade de um branco.

De facto, se em vez de Vinicius fosse um jogador branco a fazer o que ele fez, toda a gente aceitaria como normal as reacções dos jogadores adversários, fossem eles brancos ou negros.

É exactamente por este ponto de vista ser inaceitável, que todos, brancos e negros, devem ser tratados da mesma maneira.

Ninguém sabe, com excepção de ambos, o que Prestianni disse a Vinicius, nem o que Vinicius disse a Prestianni. O que se sabe é que Vinicius é useiro e vezeiro neste tipo de situações que não acontecem com nenhum outro jogador da mesma cor com a mesma frequência.

É inadmissível que um jogador brasileiro, que jogou no Benfica durante largos anos, venha agora fazer uma acusação ao Benfica, sabendo ele muito bem que no Benfica nunca houve racismo. As duas maiores glórias, de todos os tempos, do Benfica – Eusébio e Coluna – são africanos e jogaram no Benfica durante largos anos, há mais de 50 anos, portanto numa época diferente da de hoje, sem que nunca essa questão sequer se tenha posto.

Aliás, grandes jogadores do futebol mundial, como Pelé, Eusébio, Ronaldinho Gaúcho e tantos outros nunca, em parte alguma do mundo, foram alvo de racismo, contrariamente ao que acontece com Vinicius que já por várias vezes se queixou de algo que só lhe acontece a ele. No Real Madrid de hoje jogam vários negros e nenhum deles é vítima dos insultos racistas que Vinicius diz ser alvo.

Se Vinicius tem complexos de inferioridade, que tenta ultrapassar exibindo um comportamento supremacista, desrespeitando os espectadores e adversários com proviocações e insultos inaceitáveis, o problema é dele e não de quem é alvo das suas provocações e faltas de respeito.  

A conclusão a tirar de tudo isto, a mais importante, é esta: Com as suas palhaçadas e provocações Vinicius acabou com o jogo aos 50 minuos e já "envenenou" o jogo da segunda mão em Chamartin. Com uma equipa muito jovem, sem experiência destes duelos, com excepção de dois ou três jogadores, vai ser necessária muita concentração e Mourinho vai ter trabalho extra na preparação psicológica da equipa.

 

 

1 comentário:

Ricardo Viana de Lima disse...

Já se sabe hoje, pela decifração da linguagem labial (feita no Brasil, para não haver dúvidas), que foi Vinicius que provocou Prestianni chamando cabrão do c..., e outros nomes, além de já ter provocado os adeptos do Benfica, a sua bandeira e a águia. Há todas as razões para admitir que Vinicius faz estas cenas em vários palcos, não para se vitimizar, mas para tirar partido desportivo das suas acusações. No jogo da Luz, de terça-feira, conseguiu destabilizar o Benfica e envenenar o jogo da segunda mão, em Madrid, na próxima quarta-feira. As suas palavras , infelizmente, enroupadas com a batota do racismo, passam a ter um eco que o "politicamente correcto" não deixa esbater.
Bem andou José Mourinho, profundo conhecedor dos meandros do futebol, quando logo deixou implícito que Viniciuis é um provocador profissional, que logo teve a sorte de ir provocar um miudo ingénuo que facilmente caiu na armadilha que Vinicius lhe montou.