
quinta-feira, 31 de março de 2011
OS JOGOS DA SELECÇÃO

segunda-feira, 28 de março de 2011
AS ELEIÇÕES NO SPORTING - UMA NOITE DIFÍCIL

sexta-feira, 25 de março de 2011
PONTAPÉ DE SAÍDA - UMA FALHA IMPERDOÁVEL

OU UM ACTO FALHADO?
O programa da RTP N, “Pontapé de Saída”, realizado todas as semanas exclusivamente com “gente do Norte” – Freitas Lobo, Carlos Carvalhal, Álvaro Costa e o pivot – e um convidado, em regra um treinador ou um jogador ou ex-jogador, este eventualmente oriundo de outras áreas geográficas – tem a pretensão, louvável, de apenas falar de futebol.
De facto, como há muitos programas sobre futebol que apenas, ou quase, têm a arbitragem como objecto de todas as conversas, as mais das vezes perfeitamente imbecis, justifica-se que haja um programa que apenas trate de futebol. O que não quer dizer que em situações excepcionais erros clamorosos de arbitragem não pudessem ser abordados lateralmente na medida em que prejudicam o futebol. Todavia, os comentadores residentes nunca o fazem relativamente ao futebol doméstico, embora uma ou outra vez o tenham feito relativamente aos jogos da selecção e das competições europeias de clube.
No entanto, como neste país não há ninguém imparcial em matéria de futebol – desde logo os comentadores e jornalistas da rádio, imprensa escrita e televisão não têm a hombridade de declarar as suas simpatias clubistas –, o pontapé de saída embora se esforce por parecê-lo também não o é.
Carvalhal, que mantém uma atitude em geral correcta na análise dos jogos, não está igualmente à vontade em relação a todos os clubes. Sem referir o caso especial do Sporting, por onde passou recentemente, fazendo, por isso, questão de ser mais reservado, vê-se que trata o Porto com “pezinhos de lã”. A coacção difusa (ou efectiva) que o clube de Campanhã exerce obre os media, principalmente os situados no Porto, é muito forte e aqueles que vivem do futebol têm medo desagradar e sofrer as respectivas consequências. E cita-se o caso de Carvalhal como um caso limite, pois mesmo sendo um profissional sério e inteligente, até ele sofre esse constrangimento, independentemente das simpatias que possa ter.
Já o caso de Freitas Lobo é mais evidente. Jamais a excelente equipa do Benfica do ano passado ou deste ano lhe mereceu um elogio sem reticências. Elogios apenas pode haver em relação a algum jogador, mas apenas depois de ele abandonar o clube, como agora sucede com Di Maria, Ramires ou David Luiz.
(À parte: ao citar aqueles nomes, percebe-se que, nos tempos que correm, o Benfica para ganhar um campeonato em Portugal precisa de ter uma super-equipa, embora haja quem os ganhe com jogadores vulgares…de que nunca mais se ouve falar, depois de saírem).
Freitas Lobo, sempre tão exigente, tem, porém, várias excepções: a primeira é Carlos Queiroz. Para além do estilo truculento e malcriado que o caracteriza, Queiroz é futebolisticamente falando um zero à esquerda. Pois Freitas Lobo defendeu-o não apenas socialmente, mas também no plano técnico-táctico, vendo nele qualidades que só ele vislumbra.
O pivot, completamente alinhado com o “estilo de jornalismo desportivo do Porto”, faz o possível, sempre, para não trazer “a jogo” algo que possa prejudicar o FCP ou beneficiar o Benfica.
No último programa, onde Carvalhal não esteve, falaram com Peseiro, que não deixou de fazer várias críticas a Queiroz, falaram da selecção – e Freitas Lobo aproveitou para dar uma forte “tareia” em Pepe, pelas declarações que fez relativamente a Queiroz, embora nunca se tenha lembrado de dar idêntica “tareia” a Pepe pelas selvajarias que ele pratica em campo – e nem por um segundo se referiram aos jogos da última jornada.
Como é possível que gente que “gosta tanto de futebol” não tenha mostrado nem feito alusão a uma das mais belas jogadas de futebol de que há memória como foi aquela da qual resultou o terceiro golo do Benfica em Paços de Ferreira? Para quem anda permanentemente a pesquisar na internet jogadas que fizeram época ou golos que ficaram na memória de todos, o “Pontapé de saída” omite uma das mais belas jogadas e dos mais extraordinários golos do futebol moderno.
Ainda vão ter que explicar isto…
quinta-feira, 24 de março de 2011
A CAMPANHA ELEITORAL NO SPORTING - UMA TRISTEZA

É muito penoso assistir a um debate entre os candidatos a presidente do Sporting Clube de Portugal.
Cinco candidatos, nenhuma ideia. Cinco candidatos, cinco treinadores. Cinco candidatos, cinco promessas de luta pelo título na próxima época.
Sobre como conceber o clube, nenhuma ideia. Sobre o actual estado do clube, quase nenhuma palavra.
Assim, vai ser difícil chegar a bom porto. Percebe-se que o estado do clube é mau, talvez péssimo. Alguns falam em auditoria externa para saber o estado das coisas. Depreende-se que não há dinheiro e que há muitas dívidas.
Não haver dinheiro num clube de futebol é normal. O endividamento é que já pode constituir um problema.
O tal modelo que Roquete introduziu no clube parece ter dado resultados idênticos ou muito parecidos com os que resultaram para Portugal das várias políticas económicas a que tem estado sujeito. O Sporting tal como o país está descapitalizado e endividado.
E nenhum dos candidatos abordou seriamente o modelo de clube que quer construir. Têm todos uma vaga ideia de que o Sporting deve lutar pelo título e por ai se ficam.
Bruno de Carvalho trouxe a ideia do fundo constituído por capitais russos, mas isso, se se vier a verificar, terá mais a ver com um negócio que tem como objecto a valorização de jogadores – investe-se em jogadores e na medida em que o investimento seja rentável, ele acabará por favorecer os “investidores” e o clube - do que propriamente com o futuro do clube e o seu modelo. É pouco, e principalmente é pouco seguro. Um clube pode ter também um fundo desta natureza a apoiá-lo, mas um clube não pode apenas apoiar-se num fundo destes.
Godinho Lopes é a imagem fiel da continuidade, além de que dá toda a ideia de não perceber nada de futebol. E não tem dinheiro, nem forma de o ir biscar.
Pedro Baltazar, arrogante, a roçar o violento, parece mais interessado no negócio do que no Sporting.
Dias Ferreira, também muito ligado ao passado, com grande paixão clubista, não tem “rasgo” para criar uma coisa muito diferente daquela que existe, embora perceba de futebol mais que todos os restantes,
Abrantes Mendes é o típico sportinguista que gostaria de ter alguém que soubesse dirigir bem o clube, em vez de se ter de ser ele a meter-se em disputas para as quais não está muito vocacionado e cuja principal mais-valia é a sua boa vontade.
Ganhe quem ganhar, assim, o Sporting não voltará a ser o que já foi.
terça-feira, 22 de março de 2011
JUNTO AO PORTO: AGRESSÕES, ARBITRAGENS E O RESTO

Poucos dias depois de Gomes da Silva ter sido agredido no Porto, por gente que lhe comunicou estar ligada ao FC Porto, e depois de muitos ataques ao autocarro do Benfica nas deslocações ao norte, ontem, a seguir ao jogo em Paços de Ferreira, o autocarro da comitiva benfiquista e o carro do presidente do clube foram violentamente atacados na autoestrada, perto do Porto, com um saco de pedras lançado de um viaduto.
Coincidência ou não, ligados directamente ao FCP, mais concretamente aos seus dirigentes, há uma série infindável de ataques contra os mais diversos intervenientes no fenómeno desportivo, que Pacheco Pereira enumerou no Público, e depois no seu blogue, e que toda a gente ligada ao futebol conhece, tendo todos eles como denominador comum a impunidade.
É ao abrigo dessa impunidade que se compram árbitros, que se adulteram resultados desportivos, que se pressionam ou agridem jornalistas, que se ameaçam adversários, que se espancam autarcas, que se manipulam jogadores, enfim, que se faz tudo o que de mais podre – e até criminoso – existe no futebol português.
Dos que já foram condenados pela justiça desportiva, Pinto da Costa é sem dúvida o nome mais frequentemente relacionado com tudo o que há de negativo no futebol português. Todavia, como continua a contar com a impunidade da justiça civil, não obstante as provas que contra si têm sido carreadas, ele permite-se não se demarcar nunca da violência, mas antes apoiá-la e favorecê-la com a sua linguagem agressiva e insultuosa, como ainda há dias voltou a fazer, a propósito da agressão a Gomes da Silva.
Enquanto a justiça portuguesa, que não pode ser a do Porto, como já se viu, não apanhar o verdadeiro autor moral de todos os crimes e batotas que têm ficado impunes no futebol português e em comportamentos a ele ligados, nunca vai haver paz no desporto português e muito menos competição séria.
O clima instalado é tal, novamente, que os diversos intervenientes do futebol, sentindo em causa a sua profissão e o seu emprego, abstêm-se de fazer comentários adversos contra o “poder”.
Um exemplo simples: no domingo passado, a Académica foi claramente prejudicada pelo árbitro quando este fez que não viu um penalty, por mão na bola, de um jogador do Porto. O treinador da Académica sempre tão violento contra os árbitros calou-se. Calou-se e tem boas razões para isso, porque ele sabe que, sendo hoje a Académica uma equipa dependente do Porto (aquilo que em política se chamaria um satélite), se falar contra quem lá manda fica sem emprego.
A diferença de actuação dos agentes desportivos relativamente a factos que digam respeito ao Porto e ao Benfica é evidente: ainda ontem o treinador do Paços de Ferreira, ridiculamente, criticou a arbitragem do jogo entre a sua equipa e o Benfica, por, segundo ele, não se justificar a marcação de um penalty do qual resultou o primeiro golo do Benfica. Crítica ridícula, pois, como se viu, se crítica havia que fazer à arbitragem era a oposta: por não ter expulsado dois jogadores do Paços: o que agrediu Javi Garcia e o que agrediu Jara com dois socos.
Pois bem, as críticas de Rui Vitória foram feitas a quente…e a frio. De facto, ele criticou o árbitro na flash interview e mais tarde, na sala de imprensa, mais de meia hora depois do jogo. E embora não tenha razão nenhuma, ele está à vontade porque sabe que do seu comportamento nada de mal lhe vai acontecer. Pelo contrário, até pode sair beneficiado, se houver quem valore positivamente o seu comportamento no confronto Porto-Benfica.
E ainda se vai ver como acaba a “novela” com o Marítimo. Se o Kleber acabar por vir para o Porto, é porque o presidente do Marítimo resolveu ser “prudente” … alguém certamente lhe terá recordado o que aconteceu a certos outros clubes cujos presidentes ousaram desafiar o “poder”.
Neste rol de poucas-vergonhas impossível não aludir também ao que se passa com os estatutos da Federação que, mais uma vez, não foram aprovados, por quem não quer de nenhuma maneira perder o controlo da arbitragem… E para assegurar este objectivo, vale tudo!
Há uma teia muito complexa e urdida desde há muitos anos que corrói o futebol português. Enquanto essa teia não for varrida, tudo continuará como até aqui!
BENFICA GOLEIA EM PAÇOS DE FERREIRA

O Benfica venceu esta noite, na Mata Real, o Paços de Ferreira, por 5-1. Aos vinte e cinco minutos já ganhava por três zero. Os dois restantes só foram marcados no fim da segunda parte.
Logo no início do jogo, Cohene, na sequência de um canto a favor do Benfica, fez falta sobre Javi Garcia, aliás falta grave que poderia ter de imediato ditado a sua expulsão, que o árbitro marcou, assinalando a respectiva grande penalidade. Cardozo, desta vez, converteu, pondo o Benfica em vantagem muito cedo.
Os vinte minutos seguintes foram arrasadores. Numa jogada rápida em que participaram vários jogadores, Saviola isolou Aimar com um toque perfeito sobre defesa do Paços, tendo este feito o golo.
Logo a seguir, o Benfica desperdiçou o três zero. Mas pouco depois, em nova jogada pelo lado direito, Maxi corre até perto da linha, cruza para Cardozo que, à entrada da área, deixa para Gaitan fazer um golo fantástico.
O Paços reagiu e, na sequência de uma falta inexistente, beneficia de um livre sobre o lado direito – lado fatídico para o Benfica – do qual acabou por resultar o golo do Paços. A bola foi cruzada sobre a baliza e Carole, que hoje substituiu Coentrão, com um pequeno toque, desviou-a para dentro das redes fora do alcance de Roberto.
Imediatamente depois, o Paços beneficia de um livre, a entrada da área, desta vez do lado esquerdo, que acabou por embater no poste. Quase no fim da primeira parte, o mesmo jogador que havia cometido o penalty agarrou Saviola quando este se esgueirava, tendo recebido o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão.
Na segunda parte o Benfica entrou muito confiante, tendo dado a iniciativa do jogo ao Paços, que, apesar de reduzido a dez, atacou mais do que o Benfica. Mas sempre sem êxito. Entretanto, Cardozo saiu para dar lugar a Carlos Martins, que, desta vez, também não acrescentou nada ao jogo. Depois saiu Gaitan para dar o lugar a César Peixoto, que jogou à frente de Carole, e também nada de novo aconteceu.
A doze minutos do fim saiu Saviola e entrou Nuno Gomes, como sempre muito aplaudido. Quatro minutos depois fez o 4-1 e pôs um ponto final nas aspirações do Paços. Mas não se ficou por aí: antes de o jogo acabar ainda marcou o quinto e certamente terá colocado a Jesus um problema com que este não contava. Afinal, Nuno Gomes deve continuar no Benfica por mais uma época ou não? A avaliar pelo que se passa no futebol italiano, onde a experiência conta mais do que a juventude, a resposta seria certamente afirmativa. Aliás, no Benfica, não há neste momento nenhuma segunda opção relativamente a Cardozo melhor do que Nuno Gomes. Mas com Jesus nunca se sabe.
A equipa do Benfica entrou hoje com Jardel no lugar de Sidnei ( e dificilmente Sidnei recuperará o lugar) e com Carole, muito jovem, no lugar de Coentrão. Carole parece um jogador interessante. Salvio também ficou de fora, tendo Gaitan jogado do lado direito e Jara do lado esquerdo. Jara queria marcar e isso viu-se desde o início. Se tivesse sido, na hora do remate, mais colaborante, talvez o resultado fosse mais expressivo.
Em conclusão, boa vitória do Benfica, com uma primeira meia hora notável. Depois descansou um pouco até à entrada de Nuno Gomes que, em pouco mais de doze minutos, marcou dois golos, acabando por ser o homem do jogo, apesar da excelente exibição de Gaitan.
O treinador do Paços queixou-se do penalty e da expulsão, mas certamente queria referir-se ao seu jogador, já que o árbitro fez o que tinha que fazer e até poderia ter ido mais longe na penalização da primeira falta.
Antes deste jogo, o Braga jogou no Estádio Axa contra o Rio Ave e ganhou por 1-0. Antes da marcação do golo que ditou a vitória e fez o resultado, o árbitro, em decisão muito duvidosa, anulou um golo ao Rio Ave por fora de jogo. E antes disso deixou sem sanção um lance sobre João Tomás, na área do Braga, também muito duvidoso.
Com esta vitória e com um jogo em atraso, o Braga aproxima-se perigosamente do Sporting, que tem um calendário de fim de época bastante difícil, pondo em perigo o terceiro lugar dos leões.
segunda-feira, 21 de março de 2011
PORTO A UMA VITÓRIA DE SER CAMPEÃO

O Sporting empatou em casa casa pela quinta vez, onde aliás só ganhou por quatro vezes e perdeu três. Ontem foi a vez da União de Leiria, uma equipa fraca, classificada em oitavo lugar, bem acima de outras que jogam melhor
O Sporting até dispôs de algumas oportunidades, mas não concretizou nenhuma. É uma equipa destroçada, que neste momento está pedindo que o campeonato acabe o mais depressa possível.
Enquanto tal não acontece vai percorrendo esta penosa via sacra para a conclusão da qual ainda faltam mais seis jogos.
O treinador nunca mais falou de arbitragem. Apenas no jogo contra o Benfica, o que aliás é também sintomático da mentalidade da actual nomenclatura do Sporting. Nomenclatura que a candidatura de Godinho Lopes se prepara para continuar se acaso ganhar. E até já indica o nome de um treinador condizente: Domingos, melhor do que ninguém, saberia interpretar essa atitude…
Bruno de Carvalho, que parece ser um candidato de ruptura, apresentou Van Basten, que, sem chama e muito distante das lutas internas, lá foi dizendo umas palavras de circunstância. Mesmo que Van Basten percebesse tanto do ofício de treinador como percebia do de jogador, vai demorar muito tempo a perceber o que é o futebol português. E quando perceber, já será tarde.
Dias Ferreira, aparentemente sem dinheiro e com um director desportivo muito contestado – Paulo Futre - parece enveredar pelo mesmo caminho em matéria de treinadores e tenta fazer do seu sportinguismo um trunfo junto dos sócios.
O mais provável, porém, é que os sócios não se deixem iludir pelos nomes dos treinadores, nem pelo sportinguismo dos candidatos, mas apenas e só pelo dinheiro para comprar jogadores e de preferência pelo nome dos jogadores contratados. Mas disto ainda ninguém falou.
Entretanto, o Porto lá vai ganhando todos os jogos em casa. Hoje foi a vez da Académica. Perdeu 3-1, mas acabou o primeiro tempo a ganhar por 0-1. E até poderia eventualmente ter feito um segundo golo se o árbitro tivesse marcado, com devia, um penalty (mais um sem marcar) por mão de Rolando, logo aos dois minutos de jogo.
No fim do encontro, o treinador da Académica, Ulisses Morais, sempre tão violento verbalmente em matéria de arbitragem contra certos clubes, nem no assunto falou. E quando falou foi para imitar o linguajar do treinador do Porto (competência e outras coisas do género). Dos jogadores, também nenhum abriu a boca sobre o assunto. A isto se chama “hegemonia”. A hegemonia do Porto é tal que nem os prejudicados têm coragem para abordar o tema. Pudera ou a Académica não fosse uma equipa subsidiária do Porto. Uma equipa cujos treinadores têm sido todos escolhidos com o beneplácito do Porto (Domingos, Vilas-Boas, Jorge Costa, para só falar de alguns).
Dito isto, o Porto acabou por ganhar com golos de Guarin, Maicon e Silvestre. Com esta vitória o Porto fica a três pontos de ser campeão, o que pode acontecer já no próximo domingo, se vencer na Luz.
O Setúbal com a vitória sobre o Nacional (2-1) deu mais um passo na fuga à despromoção e a Naval, com o empate em casa (2-2), contra o Beira-Mar, afundou-se um pouco mais.
Na luta pela terceira posição somente o Braga, que joga amanhã contra o Rio Ave, parece em condições de fazer frente ao Sporting.
sábado, 19 de março de 2011
LIGA EUROPA: ADVERSÁRIOS DAS EQUIPAS PORTUGUESAS



BENFICA-PSV; BRAGA-DÍNAMO DE KIEV; PORTO-SPARTAK DE MOSCOVO
A partir de agora tudo pode acontecer. Benfica e Braga encontram equipas teoricamente ainda a lutar pelo título nos respectivos campeonatos nacionais ou, pelo menos, sem terem resolvida a questão da “frente interna”. Ou porque querem ser campeões, ou porque têm que lutar pelo segundo lugar para terem uma chance de participação na Liga dos Campeões.
O PSV vai à frente, seguido de perto pelo Twente, e isso pode constituir uma vantagem para o Benfica, que vai defrontar uma equipa ainda muita envolvida na luta pelo campeonato holandês.
De certa maneira o mesmo se passa com o Dínamo de Kiev, agora a nove pontos do Shakhtar Donetz e apenas com mais seis que o terceiro classificado. Como ainda faltam nove jornadas para o campeonato ucraniano terminar, tanto pode acontecer o Dínamo aproximar-se do primeiro lugar, como ver o terceiro classificado ficar mais perto. Portanto, o mais provável é que, quando jogar com o Braga, ainda não tenha esse assunto resolvido.
O Porto, em princípio, já será campeão quando defrontar o Spartak e este, como o campeonato da Rússia está no começo – apenas se jogou uma jornada – vai estar sempre muito empenhado na “frente interna”.
Tudo isto acabará por ter alguma importância, mas está longe de ser decisivo. Tudo vai depender muito da forma como decorrer o primeiro jogo. Nesta fase da prova as desvantagens já não serão facilmente recuperáveis. Sofrer um golo em casa, no primeiro jogo, em princípio será fatal, em resultados tangenciais ou em empates.
sexta-feira, 18 de março de 2011
LIGA EUROPA: PASSARAM TODOS

As três equipas portuguesas em prova, Benfica, Porto e Braga, passaram aos quartos de final da Liga Europa.
O Benfica foi o primeiro a entrar em acção, em Paris, contra o PSG. E mais uma vez não entrou bem. O jogo não estava ligado, houve passes falhados em excesso e deu a sensação que o Benfica não estará na mesma forma em que já esteve este ano.
Mesmo assim, o Benfica foi o primeiro a marcar, num contra-ataque rápido conduzido por Aimar, que Gaitan, do lado esquerdo da área, rematou para o lado direito do guarda-redes. A bola com muita velocidade tomou um efeito que tornou inútil a estirada do guarda-redes.
Na sequência deste golo, o PSG reagiu e empatou num excelente golo, sem defesa para Roberto.
Qualquer coisa se passou tacticamente mal no Benfica do primeiro tempo, onde Javi Garcia esteve muito só no meio campo, apesar de Aimar ter frequentado zonas que normalmente não pisa.
Na segunda parte, o Benfica apareceu diferente, mais pressionante, com outra ligação, tanto assim que teve logo uma grande oportunidade de golo que Saviola desperdiçou. Saviola que haveria um pouco mais tarde de sair, substituído por Carlos Martins que deu outra consistência ao jogo do meio campo.
Com excepção dos últimos dez minutos, em que o PSG deu tudo por tudo para empatar a eliminatória, o Benfica aguentou o jogo com alguma tranquilidade.
O PSG foi, porém, sempre uma equipa muito combativa, mais ainda do que na Luz, mas não foi suficiente para vencer o Benfica.
Na equipa do Benfica, Roberto, Luisão e Fábio Coentrão estiveram enormes. O Benfica deve a Roberto o empate numa defesa impossível e a Fábio Coentrão a energia que transmitiu a toda a equipa. Depois da entrada de César Peixoto, Fábio Coentrão esteve em todo o lado, à direita, à esquerda, no meio a contra-atacar, tendo sido derrubado naquela que muito provavelmente ficaria como a jogada da jornada.
Gaitan cumpriu, acabou por ser substituído, muito mais tarde do que ele havia pedido, mas vê-se que não está com frescura física. Já Salvio fez um excelente jogo e pareceu recuperado. Saviola nunca foi este ano, nem campeonato, na UEFA, o Saviola do ano passado…e o Benfica tem-se ressentido disso.
Cardozo, uma presença na área, não marcou, nas deu muito trabalho à defesa contrária. Maxi, com muito trabalho, não fez um jogo semelhante ao da Luz, mas não foi pelo lado dele que o Benfica cedeu.
No PSG, Makelele, aos trinta e oito anos, continua a ser um maestro no meio campo. Já sem a força de outrora, mas nunca dos pés dele saiu um passe errado, tendo, pelo contrário, alimentado muito do jogo da sua equipa. Outro veterano, Jully, que jogou na parte final da partida, não teve oportunidade de incomodar o Benfica.
O Porto começou o jogo a ganhar. Num livre, longe da área, sobre a linha lateral, Hulk marcou em arco, tenso, em direcção ao poste contrário, tendo o guarda-redes sido lento a fazer-se à bola. Pouco depois, num desentendimento entre o defesa do CSKA e o guarda-redes, a bola acabou por sobrar para Guarin, que fez o segundo.
A eliminatória estava decidida, apesar de a equipa russa ter reduzido logo a seguir. Depois deste golo, o Porto controlou o jogo até ao fim, salvo numa jogada, na segunda parte, em que Wagner Love teve possibilidade de empatar.
Em Anfield Road, o Braga fez história. No mítico estádio do Liverpool, o Braga empatou com todo o mérito, a zero, perante um Liverpool irreconhecível, não só pela qualidade do seu jogo, mas pelo próprio ambiente do estádio.
O Braga só recuou um pouco no fim do jogo, mas desnecessariamente, porque a forma como estava a jogar dava para controlar a partida, sem sobressaltos, até ao fim.
Em conclusão: três equipas portuguesas nos quartos de final, a juntar ao Dínamo de Kiev, Twente, PSV, Villareal e Spartak de Moscovo.
É grande a probabilidade de duas equipas portuguesas se encontrarem na próxima eliminatória, o que aconteceria pela primeira vez na história do futebol português.
quinta-feira, 17 de março de 2011
LIGA EUROPA: ANTEVISÃO

Das três equipas portuguesas em prova, a que tem os quartos de final quase garantidos é o Porto. Não que o CSKA de Moscovo não seja uma boa equipa. Não que não disponha, principalmente na frente, de excelentes jogadores, capazes de ganhar em qualquer campo. Mas porque perdeu em Moscovo e agora joga no Porto. E depois, porque o Porto, após ter passado por uma fase de relativa intranquilidade, é uma equipa mais homogénea e regular do que a equipa russa, que, parece, inclusive, atravessar alguns problemas internos
Por outro lado, com o campeonato praticamente ganho, o Porto não sofre qualquer tipo de pressão suplementar que, noutras circunstâncias, poderia ser prejudicial.
É certo, que as três derrotas que Porto tem este ano, em jogos oficiais, foram todas consentidas em casa. Mas este facto não deverá ser suficiente para afastar a equipa da fase seguinte.
O Benfica, se estivesse empolgado, como esteve durante Janeiro e Fevereiro, teria grandes hipóteses de seguir em frente, apesar de o resultado com que inicia o jogo não ser nada tranquilizante. E o problema é mesmo esse: perdido o campeonato, o Benfica parecer ter perdido garra. A luta pelo título era o tónico que dava força ao Benfica.
A situação em que se encontra, a tal necessidade de “salvar a época”, não é a melhor para o jogo de amanhã.
É certo, que o Benfica contará com apoio do público. Mas isso não chega. Tudo depende do modo como começar o jogo. A época tem demonstrado que as equipas francesas iniciam o jogo muito fortes, como ainda ontem se viu com o Lyon em Madrid. Se o Benfica não parar o PSG logo no início do jogo, se o deixar entrar no jogo como fez há oito dias, na Luz, poucas hipóteses terá de passar. Pelo contrário, se o Benfica não deixar jogar o PSG na primeira meia hora e o intimidar com o seu futebol, a passagem à fase seguinte estará assegurada. Mas vai ser muito difícil.
Já o Braga não terá, teoricamente, grandes hipóteses de passar. A única chance do Braga é a irregularidade que tem pautado os jogos do Liverpool em Anfield Road. Parece ter melhorado com Kenny Dalglish, mas ainda é cedo para ter a certeza. No entanto, tem de se dizer que constituiria a surpresa do ano a passagem do Braga à fase seguinte num confronto com o Liverpool. Dificilmente tal acontecerá…
quarta-feira, 16 de março de 2011
REAL MADRID PASSOU, FINALMENTE, AOS QUARTOS DE FINAL

Para a imprensa e para Mourinho o que contou foi a segunda parte do discurso. Todavia, como se comprova pela leitura do El País e da Marca, a contestação a Mourinho, ao seu modo de estar no futebol, continua por parte de muitos históricos do clube madrileno que acham que o treinador é mais nocivo do que benéfico para a imagem do clube.
Mourinho, alheio a tudo isso, o que quer é ganhar, seja como for. E hoje ganhou ao Lyon por 3-0 e passou aos quartos de final, feito que já não acontecia desde 2002/2003.
O Real Madrid acabou por justificar a vitória e o Lyon, com aquela dupla de centrais não pode aspirar a nada, quanto mais continuar numa prova tão importante como a Liga dos Campeões.
Mas é bom que se refira a importância que um árbitro pode ter no desenrolar de um jogo. O Lyon entrou forte, criou dificuldades ao Real, Pepe foi logo admoestado com um amarelo por impedir a continuação de uma jogada perigosa. A seguir, Khedira, num canto, comete grande penalidade indiscutível: agarrou o jogador do Lyon e impediu-o de ir à bola. Um pouco mais tarde, Pepe – que não se comporta em campo como um jogador de futebol – tem uma entrada de karaté (uma joelhada no pescoço) sobre Lisandro e o árbitro não marca nada – deveria ter sido expulso.
Na segunda parte, dá uma patada na barriga do mesmo jogador e o árbitro marca falta ao contrário. Depois, deu ainda mais dois coices nos jogadores do Lyon, em típicas jogadas de agressão, e continuou em campo.
À parte isto, o Real Madrid numa excelente jogada de Marcelo, com a colaboração de Ronaldo, marcou um golo fantástico, quando o Lyon estava por cima. Só que a partir daí a equipa francesa nunca mais se entendeu. Os franceses da equipa, nomeadamente Gourcuff e Toulalan, estiveram decepcionantes. Salvou-se o guarda-redes, Lloris, que é notável, fez defesas quase impossíveis e a ele lhe devendo o Lyon não ter saído do Bernabeu com uma derrota mais pesada.
No Real Madrid, Casillas, quando foi chamado, cumpriu. Ronaldo, regressado à competição, ainda não está a cem por cento. Benzema, que fez um bom jogo, demonstra em cada partida que Mourinho não tinha razão quando o menosprezou. Hoje marcou mais um golo, é certo, por culpa dos centrais, mas também por mérito próprio. Di Maria, que também não fez uma grande exibição, marcou o terceiro. Mas o homem do jogo foi Marcelo. Foi ele com o seu talento que quebrou aquilo que parecia ser o domínio do Lyon.
E ai está o Real Madrid na luta pela Liga dos Campeões. E Mourinho, é bom não esquecê-lo, para além dos seus méritos, é um homem com muita sorte…
No outro jogo, o Chelsea, que parece, nesta altura, ser a equipa mais fraca das oito apuradas, empatou em casa a zero com o Copenhaga
GRANDE JOGO EM MUNIQUE

O Inter de Milão que entrou no jogo de hoje a perder por 1-0, começou a partida praticamente com um golo de Eto’o que igualou a eliminatória. Um golo bem validado pelo trio de arbitragem português, já que os pés de Eto’o estão em linha com os do jogador do Bayern.
Mas foi por pouco tempo que a vantagem se manteve. Um novo erro de Júlio César (a juntar ao que, em Milão, ditou a derrota do Inter), desta vez indiscutível e por isso grave, permitiu a Mario Gomez empatar a partida e colocar de novo o Bayern na frente da eliminatória.
Ainda os homens do Inter não estavam refeitos do empate e já o Bayern marcava o segundo, numa combinação na área dos italianos em que Müller beneficiou de um ressalto feliz num jogador interista. Estava feito o 2-1 e a eliminatória ficava muito difícil para o Inter.
Até ao fim da primeira parte os bávaros tiveram várias oportunidades para aumentar a diferença. A defesa do Inter tremeu por várias vezes. Mas isso não significa, contrariamente ao que dizia o comentador da Sport TV, que o Inter fosse durante o primeiro tempo uma equipa subjugada ao poderio do Bayern. O Inter oscilou, mas notava-se que trocava a bola com alguma segurança e que sempre que ia à frente criava algum perigo. Mas não há dúvida de que o Bayern teve mais oportunidades, que desperdiçou.
No segundo tempo, a fisionomia do jogo mudou muito. O Inter começou jogar no campo todo, mais seguro e o Bayern, sem deixar de atacar, nunca foi tão perigoso como na primeira parte. E Eto’o , mais uma vez, numa excelente jogada, passou a bola a Sneijder que, à entrada da área rematou cruzado para o lado direito do guarda-redes, empatando o jogo.
A partir daí o jogo ficou instável para o Bayern. Um golo ditaria a sua eliminação. O Inter passou a arriscar mais, aliás, tudo, mas ainda foi o Bayern que esteve à beira de marcar, num contra-ataque, em que Gomez, egoísta, não passou a bola a um dos dois companheiros que estavam completamente isolados.
Depois, quase no fim do jogo, numa bola bombeada para a área do Bayern, Breno, o central brasileiro, deixou-a bater no solo, Eto’o ganhou posição, ficou com a bola, caminhou lateralmente com ela para se enquadrar com a baliza e acabou por num passe de mestre a colocar na frente de Pandev que fez o golo.
Caiu a desolação sobre a Allianz Arena de Munique. Mais uma vez o Bayern soçobrava perante o Inter.
Foi um grande jogo, emotivo, em que o campeão europeu justificou plenamente a passagem aos quartos-de-final.
No outro jogo, o Manchester United ganhou ao Marselha, por 2-1, com dois golos de Javier Hernandéz (Chicharito) e está também nos quartos de final, juntando-se assim ao Inter, Barça, Schalke 04, Shakhtar Donetz e ao Tottenham.
O FCP CONTINUA SEM PERDER NA LIGA

Depois do empate do Benfica contra o Portimonense, e da vitória do Porto em Leiria, por 2-0, o Benfica arrisca-se a ver o Porto festejar a vitória do campeonato no Estádio da Luz, se o Porto ganhar os dois próximos jogos.
O ano passado o Benfica tentou esse feito inédito, mas falhou. Os jogadores não resistiram à pressão que o acontecimento impunha.
Todos os benfiquistas esperam que a equipe da Luz tenha argumentos suficientes para derrotar o Porto, apesar de o jogo já não interessar (ao contrário do que acontecia com o do ano passado) para a decisão do campeonato.
A primeira é a condenação sem rodeios da torpe linguagem usada pelo presidente do Porto quando se referiu ao assunto. Linguagem que levanta, legitimamente, todas as suspeitas. Pinto da Costa, que já foi condenado pela justiça desportiva com dois anos de suspensão e tem sido acusado com provas que, pelos vistos valem pouco, de tantas outras graves irregularidades, tem a sua longa estadia no dirigismo desportivo ligada ao que de pior há no futebol português. O grave, porém, não é que ele aja como age, porque esse é o seu modo natural de actuar, o grave é o clima de impunidade que acompanha todos os actos de violência praticados por gente ligada ao FC Porto.
Mas o que se reclama para os outros não pode deixar de ser seguido por quem reprova e condena a violência ou a incitação à violência. Num programa desportivo de ontem, Guilherme Aguiar, comentador do FCP, disse que na Benfica TV passou uma cena em que um conhecido sócio do Benfica, de pistola em punho, incentivava os benfiquistas a atacar as casas do FCP, como retaliação do que tem sido feito ao Benfica, no Porto.
Tentei, em vão, no You Tube e na Benfica TV comprovar a veracidade daquelas afirmações. Não consegui, mas isso não significa que não sejam verdadeiras. Se forem verdadeiras, o Benfica só tem dois caminhos: o primeiro é punir o associado que assim se comportou, aliás a pena mais adequada a tal comportamento seria a expulsão. Mas não basta, é preciso que alguém responsável do Benfica se demarque inequivocamente de tais afirmações, as condene e peça desculpa por terem sido proferidas na Benfica TV.
Isto no caso de ser verdade o que foi dito.
domingo, 13 de março de 2011
O BENFICA COLAPSOU

Jorge Jesus, tendo em vista o jogo da próxima quinta-feira, em Paris, contra o PSG, optou por colocar a jogar no jogo e hoje uma segunda linha da qual apenas faziam parte dois habituais titulares – Aimar e Franco Jara.
Logo de início se percebeu que este Benfica não tinha muitas semelhanças com o que tem actuado durante a época, convicção que se foi consolidando ao longo da primeira parte. De facto, a impressão com que se ficava era a de que com o ritmo e o acerto com que a equipa estava a jogar, dificilmente iria ter uma partida tranquila.
Aimar, que entrou para que a equipa tivesse um patrão no meio campo, na transposição defesa ataque, esteve muito longe dos seus melhores dias. E Jara também esteve sempre aquém do que já tem feito.
Dos jogadores que às vezes entram no time principal destaque negativo para Menezes que também não acertou uma. Airton esteve razoável, mas sem criatividade e Kardec desperdiçou as hipóteses que teve para marcar: todas elas de cabeça.
Num lance completamente infantil, o jovem Roderick meteu desnecessária, mas propositadamente, a mão à bola sobre a linha da grande área e deu lugar ao penalty donde saiu o primeiro golo. Pouco tempo antes, já o Portimonense num ressalto de um canto havia enviado uma bola à barra com Moreira pregado no terreno.
Na segunda parte, com Salvio e Gaitan, o jogo não melhorou, apesar de logo no primeiro minuto Kardec ter desperdiçado uma nova oportunidade de golo, enviando a bola de cabeça praticamente à figura de Ventura, um grande guarda-redes.
O jogo foi decorrendo morno, sem alma nem brilhantismo, salvo quando o Portimonense, em contra-ataque, se aproximava da baliza do Benfica, na qual esteve à beira de voltar a marcar por duas vezes. De uma vez valeu a trave, de outra Moreira.
Quando faltava cerca de vinte minutos para o fim do jogo saiu Aimar e entrou Nuno Gomes que, seis minutos depois, empatou a partida.
Até ao fim o Benfica foi tentando, mas as alas não funcionaram, mesmo com Salvio e Gaitan, que parecem atravessar um mau momento de forma.
De todas as opções de Jesus, compreensíveis face à situação em que se encontra o campeonato depois do jogo de Braga, apenas se não compreende a ausência de oportunidades a Weldon que, o ano passado, de todas as vezes que entrou deu tão boa conta de si. Este ano praticamente ainda não jogou. Ninguém percebe porquê.
Nos outros jogos, a Naval perdeu em casa com o Marítimo por 3-0 e o Nacional empatou com a Académica 1-1, tendo o treinador da equipa madeirense pedido a demissão.
A AGRESSÃO A GOMES DA SILVA

Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, foi agredido, no Porto, por dois encapuzados, à saída do restaurante onde tinha almoçado com o Presidente da Câmara de Paredes.
O Presidente da Câmara testemunhou a agressão. Não é primeira vez que factos semelhantes a estes ocorrem no Porto. E como sempre ficam impunes.
Quem praticou a agressão? Quem é responsável por ela?
Rui Gomes da Silva e o seu acompanhante foram claros: os agressores, finda a agressão, disseram-lhe: “Isto para não aprenderes a não dizer mal do Futebol Clube do Porto”
Bem, quem agride, pode dizer o que quiser.
Mas hoje Pinto da Costa, algures nos arredores do Porto, disse: “Podem simular agressões a qualquer palhaço, mas nós vamos continuar o nosso destino”.
A resposta está dada. Como sabe Pinto da Costa que houve uma simulação? Que conhecimento tem eles dos factos? É espantoso que o presidente do Porto fale com este conhecimento de causa da ocorrência. Só uma pessoa com grande proximidade relativamente ao que se passou pode falar desta maneira.
E mais uma vez tudo ficará impune. Uma vergonha!
NOTAS DE FIM DE SEMANA

Futebol espanhol – Não tem praticamente qualquer eco na imprensa portuguesa a polémica que se instalou nos meios afectos ao Real Madrid depois do último jogo em Santander. A imprensa espanhola, inclusive a madrilena, saturada das palavras de Mourinho, depois da derrota em Barcelona, quer falar de futebol e pôr de lado as desculpas ridículas do treinador do Real Madrid.
E a polémica é esta: joga o Real Madrid melhor sem Ronaldo? Ou seja, uma polémica semelhante à que já teve lugar em Portugal a propósito da prestação de Ronaldo na selecção. Mourinho recusa-se a entrar nela e pretende imputar responsabilidades aos árbitros, aos dirigentes do Real e da Liga.
Como se viu em Portugal e como também já se viu no Manchester, o desempenho de Ronaldo depende muito do treinador.
Couceiro foi mais uma vez ridículo nas declarações finais. Não reconheceu a superioridade do adversário, desculpou-se com eleições e deu mais um triste espectáculo. Carlos Brito ficou naturalmente ofendido por não ter sido reconhecida a grande exibição da sua equipa.
O empate a zero é quase inacreditável.
No outro jogo, o Vitória de Guimarães não foi além do empate com o Vitória de Setúbal. E mais um resultado negativo de Manuel Machado que já deu indícios de que não continuará em Guimarães.
Na sexta-feira, o Paços de Ferreira foi justamente derrotado na Madeira pelo Nacional por 3-1.
sexta-feira, 11 de março de 2011
O QUE QUER MOURINHO?

Mourinho continua obcecado com o Barcelona. Sabe que nada pode fazer à equipa catalã, excepto jogar contra ela por duas vezes na Liga e outra para a Copa do Rei. Das partidas da Liga já fez uma e levou 5-0. A outra, quando ocorrer, provavelmente já não terá grande importância. E o da Copa do Rei, quando se disputar o mais importante também já estará decidido.
É uma obsessão doentia, como são todas as obsessões. Mas Mourinho não consegue libertar-se dela. Entra nas polémicas sobre as arbitragens do Barcelona na Champions – e esquece o favor que o Benquerença lhe prestou em Milão, no jogo contra o Barcelona – e continua a guerra do calendário.
Mourinho não quer jogar duas vezes por semana. Mas isso é impossível, desde que esteja numa prova europeia. E Mourinho sabe isso. Então por que protesta? Os espanhóis porventura não sabem. Mourinho tem saudades. Saudade dos tempos em que não tinha que se preocupar com dois jogos por semana, porque antecipadamente já sabia que um deles estava ganho – o das provas nacionais. Alguém se encarregava disso a tempo e horas e sempre com bons argumentos, deixando os jogadores “fresquinhos” para o jogo das provas europeias.
Na Espanha isso não é possível. A gente do Real Madrid – a direcção do RM – não lhe pode antecipadamente garantir que a vitória no jogo da Liga. E mesmo que pudesse muito provavelmente não o faria.
Saudades, portanto. Muitas saudades…
AS EQUIPAS PORTUGUESAS NA LIGA EUROPA

Começou por volta das seis horas da tarde a prestação das equipas portuguesas na Liga Europa.
O Braga foi o primeiro a marcar, por Alan, de penalty, a cerca de vinte minutos do início da partida, tendo conseguido fazer um primeiro tempo em tudo superior ao do Liverpool. Na segunda parte, a equipa inglesa optou por um futebol mais físico, que não é bem do agrado do Braga, mas mesmo assim a equipa aguentou-se e parte para Inglaterra com uma vantagem positiva. Escassa, mas positiva.
As circunstâncias normais o Braga terá a vida muito dificultada na próxima quinta-feira. Tem contra si a anterior passagem da equipa pela Inglaterra, este ano, e a seu favor a instabilidade que tem caracterizado a época do Liverpool. Ainda hoje, em Braga, a equipa foi uma sombra da que derrotou concludentemente o Manchester no passado fim-de-semana.
De qualquer modo, ficará para a história a vitória, este ano, do Braga sobre equipas tão importantes como o Celtic, o Sevilha, o Partizan, o Arsenal e o Liverpool.
O Porto, mais uma vez, foi feliz em Moscovo. Venceu o CSKA por 1-0, com golo de Guarin, e tem a eliminatória muito facilitada. Não estará ainda vencida, pois tudo pode acontecer, principalmente contra uma equipa com jogadores tão criativos como Wagner Love, Honda, além de outros.
No jogo da Luz, o Benfica começou mal e foi traído por um golo marcado por um jogador que recuperou à justa da posição de fora de jogo em que se encontrava. Todavia, por erros da equipa do Benfica, o PSG poderia ter marcado por mais duas vezes na primeira parte.
Ainda na primeira parte o Benfica equilibrou o jogo a partir da segunda metade, marcou um excelente golo por Maxi e, tal como a equipa francesa, também desperdiçou uma ou outra oportunidade.
Na segunda parte, o Benfica não esteve bem nos primeiros minutos, mas somente ai, pois logo depois dominou o jogo, actuou com grande intensidade e não foi acompanhado pelo PSG que claramente foi quebrando à medida que o jogo decorria.
Perto do fim Jara marcou e deu a vitória ao Benfica. Inteiramente merecida e que até poderia ter sido mais dilatada.
Nota-se que Salvio e Gaitan estão desgastados e que a equipa, quando perde a bola, não se reagrupa com a mesma facilidade com que o fazia na fase áurea da época. Talvez Salvio e Gaitan pudessem ter sido substituídos mais cedo. De qualquer modo, ficou outra vez patente a classe de Aimar e a influência decisiva que a sua actuação acabou por ter no resultado final.
De sublinhar também as excelentes exibições de Maxi Pereira e de Coentrão, sem esquecer a tradicional segurança de Luisão e de Javi Garcia, bem como o bom jogo de Carlos Martins, autor da assistência a Maxi, no primeiro golo.
Por marcar ficou uma grande penalidade sobre Saviola. Uma jogada que o árbitro interpretou mal, provavelmente por ilusão óptica, mas já é pouco aceitável que o árbitro de baliza não tivesse assinalado a falta. Ou seja, que não tivesse tido uma intervenção activa no lance como o ano passado teve, e bem, o juiz de baliza que validou um golo do Liverpool que a equipa de arbitragem tinha inicialmente invalidado.
Enfim, em matéria de penalties, tanto cá dentro, como lá fora, o Benfica não está com o astral em alta.
EM TEMPO
Na SIC N esse grande “soda” chamado Joaquim Rita, no seu estilo doutoral de banalidades vulgares, comentou os resumos dos jogos do Porto e do Benfica.
Sobre o jogo do Porto, em Moscovo, Rita inventa um penalty sobre Guarin na primeira parte, não discute, tal como o apresentador, um lance em que o CSKA reclama grande penalidade e omite as múltiplas oportunidades de golo da equipa moscovita, considerando o resultado da primeira parte ajustado ao que se passou no campo.
Relativamente ao jogo do Benfica, é de opinião que o PSG beneficiou de múltiplas oportunidades e desvaloriza o empate alcançado pelo Benfica. Relativamente à segunda parte, passou o tempo a falar da primeira. Sobre os dois penalties sofridos por Saviola nem uma palavra, sobre a exibição do Benfica idem.
E assim vai o comentário desportivo em Portugal, neste caso de um ex–director do jornal “ O Jogo”!
quinta-feira, 10 de março de 2011
O BENFICA, O BRAGA E O FUTURO

O PRÓXIMO JOGO
Esta é uma questão que não pode ser descurada nas suas causas nem nas suas consequências. As causas são conhecidas: está em curso, a partir de cima – pelas cúpulas – a tentativa de "satelizar" o antigo e muito nobre Sporting Clube de Braga por um outro clube com o qual sempre manteve uma grande rivalidade e até uma indisfarçável animosidade.
Essa tentativa de “satelização” decorreu, antes de mais, da presença na direcção do clube de um adepto do tal clube rival e depois, por via dele, do empréstimo de jogadores e da contratação de treinadores provenientes de uma “cultura” que nada tem a ver as tradições bracarenses.
A criação artificial de conflitos, quer por alguns jogadores (os tais que pertencem a outro clube), quer pelos treinadores, com vista ao fomento de um clima de hostilidade e a própria infiltração nas claques bracarenses de elementos afectos a outro clube, que para lá levaram algumas das suas práticas habituais, até então completamente desconhecidas em Braga, têm contribuído para cavar um fosso que nunca existiu.
O Benfica tem de estar atento a este fenómeno. Tem de atacar os provocadores, em actos isolados, mas não pode, nem deve, no seu próprio interesse, confundir a parte com o todo.
O Braga, o Sporting Clube de Braga, bem como a cidade, devem continuar a merecer todo o apoio e carinho dos benfiquistas e estes tudo devem fazer para tornar conjuntural uma situação que, infelizmente, já se prolonga há mais de dois anos.
Hoje à noite, o Benfica joga, como noutras vezes já aconteceu este ano, uma grande parte da época. Afastado que está da vitória do campeonato, embora deva continuar a lutar por ele, aos benfiquistas não bastará a presença na final da Taça da Liga e a eventual presença na final da Taça de Portugal. O Benfica tem de continuar na Liga Europa. E certamente o vai conseguir se houver uma gestão adequada do esforço físico dos principais jogadores.
quarta-feira, 9 de março de 2011
NO MÍNIMO, ALAN TEM DE SER PUNIDO

UMA SIMULAÇÃO GROSSEIRA COM INFLUÊNCIA NO RESULTADO
Independentemente da urgente “batalha” que o Benfica tem de travar contra a Sport TV e contra outras estações públicas de rádio e televisão por deturpação frequente e dolosa do que se passa no terreno de jogo – e isto é uma “batalha” que tem de ser preparada em todos os pormenores para ter êxito –, de imediato o Benfica deve apresentar à comissão disciplinar da Liga uma queixa contra Allan, jogador do Braga, por ter simulado uma agressão da qual resultaram dois factos com influência directa no resultado: expulsão de Javi Garcia e golo do Braga, por ter sido marcada ao contrário uma falta.
À semelhança do que aconteceu a Lisandro Lopes, castigado por simulação de um penalty inexistente contra o Benfica, do qual resultou um empate – ou seja, um facto com influência directa no resultado, que, sem a simulação, se teria saldado numa derrota do Porto -, também agora, numa situação bem mais grave, o comportamento de Alan deve ser formalmente denunciado para ser punido. As imagens de frente são inequívocas.
É claro que esta queixa formulada com base em simulação pressupõe, como não pode deixar de ser, que o árbitro foi enganado pelo jogador do Braga. Ora, sabe-se que não é assim. O árbitro, no caso o árbitro assistente, não foi enganado – ele próprio participou na batota. Mas terá de se fazer de conta que não foi assim para desse modo se alcançar a punição do jogador batoteiro, um provocador ao serviço de outro clube.
O Benfica não deve hesitar em seguir esta via.
Um outro aspecto que igualmente tem de merecer uma particular atenção na luta pela verdade desportiva é a questão dos clubes satélites. É também uma questão que tem de ser tratada com cautela, mas não pode ser adiada por mais tempo.
Para concluir: já se sabe que Cosme Machado será o árbitro que apitará o Porto na próxima segunda-feira em Leiria. Com Machado na arbitragem e com o Leiria a jogar como jogou em Campanhã nem vale a pena realizar o jogo…
TRIO DE ATAQUE - O MESMO DE SEMPRE

Por aqui se vê como em matéria de comunicação social há quem não brinque em serviço. De facto, enquanto o Benfica for tributário da Sport TV e não conseguir a assegurar a isenção, nomeadamente na RTP e na RDP, pode gastar muito dinheiro, investir em bons jogadores, mas não conseguirá quebrar a hegemonia daqueles que hoje dominam os media.
Voltando ao jogo de Braga: quando daqui a uns anos, ninguém em Braga quiser saber dele, Quim vai arrepender-se do que disse hoje. Um dia, quando o Benfica homenagear os seus campeões, como tantas vezes tem feito, Quim não vai ter condições para estar presente
Ainda propósito do jogo de Braga, aqui está o que ninguém quer mostrar: o vídeo da jogada de Javi Garcia vista de frente. Quem faz falta, no mínimo para amarelo, é Allan. Javi não cometeu qualquer falta, nem agrediu quem quer que fosse.
Isto leva-nos à segunda questão: além das equipas satélite (Leiria, Académica, Braga, o ano passado Olhanense, Setúbal sempre numa posição muito ambígua), que jogam segundo a lógica do mínimo esforço contra a "equipa-mãe" e no máximo esforço contra a equipa adversária da "equipa-mãe", há quem tenha jogadores emprestados a outras equipas, encarregados de provocar certas equipas adversárias. Isto tem de ser denunciado para bem do futebol.
Terceira questão, falou-se de arbitragem, mas mais uma vez passou em branco o que aconteceu em Alvalade. O Sporting ganhou mercê dos erros do árbitro. O respeito pelas outras equipas, que não o Benfica ou o Porto, impõe que estas questões sejam abordadas e não escamoteadas.
Finalmente, é inadmissível, quando se aborda a actual situação da Federação e as causas que a determinam, ninguém faça a ligação entre quem faz isto (Lourenço Pinto) e aqueles a quem este senhor deve fidelidade e presta vassalagem!
terça-feira, 8 de março de 2011
VITÓRIA TRISTE DO BARCELONA

O ÁRBITRO CONDICIONOU A EQUIPA DO ARSENAL
Hoje à noite o Barcelona passou aos quartos de final da Liga dos Campeões com uma vitória por 3-1 sobre o Arsenal.
A primeira parte do jogo foi dominada pelo Barcelona sem que verdadeiramente tivesse criado oportunidades flagrante de golo. É certo que o Arsenal, com as linhas muito juntas, também não fez nada por dilatar a diferença que trazia de Londres, tendo-se limitado a defender o resultado.
Perto do fim da primeira parte, já muito depois de o Arsenal ter perdido o guarda-redes por lesão, Fabregas perdeu uma bola na transição, perto da área do Arsenal, Iniesta descobriu uma rápida e excelente desmarcação de Messi, que marcou um golo extraordinário.
Logo no começo da segunda parte, Van Persie, em off-side, rematou à baliza, depois de o árbitro ter apitado. O árbitro mostrou o segundo amarelo ao avançado do Arsenal e expulsou-o.
Foi um gesto inaceitável que condicionou completamente o jogo do Arsenal, destabilizou a equipa e tornou mais fácil a vitória do Barcelona. É muito duvidoso que um jogador do Barcelona, em jogada idêntica, tivesse sido expulso. Mas é a arbitragem…
O Barcelona tirou vantagem desta expulsão, tal como já tinha tirado há dois anos no jogo contra o Chelsea, em Londres. É certo que o ano passado foi prejudicado por Olegário Benquerença que entregou a final da Champions ao Inter de Mourinho.
Pouco depois da expulsão de Van Persie, o Barcelona numa excelente jogada marcou o segundo golo, empatou a eliminatória, e mais tarde de penalty fez o terceiro. O Barcelona numa jogada esporádica do Arsenal esteve em vias de sofrer o segundo golo. Seria o fim e nada haveria a dizer dado o que se passou com a expulsão.
Não foi, por isso, uma vitória brilhante do Barça, mas antes uma vitória triste.
domingo, 6 de março de 2011
BENFICA DERROTADO EM BRAGA PELO ÁRBITRO

A jornada da Liga Sagres que amanhã termina ficará assinalada na história deste campeonato como uma das páginas mais tristes da arbitragem portuguesa.
Num ambiente hostil e agressivo, com lançamento para o relvado de jogo de objectos de toda a ordem, o Benfica iniciou o jogo por cima, mas logo se viu que iria ter dificuldades criadas pela equipa de arbitragem.
Luisão viu um amarelo incompreensível à luz das leis do jogo e Cardozo viu anulado um contra-ataque em que seguia isolado, por um fora de jogo inexistente. Pouco mais tarde, quando o resultado já estava em 1-0, Jara em situação idêntica à de Cardozo, viu igualmente anulado um lance que daria golo.
A regra é clara: o que conta são os pés do jogador. Nos lances de hoje, como noutras ocasiões já tinha acontecido, o que contou foi o tronco do jogador.
O mais inacreditável, porém, estava para acontecer: Javi Garcia despacha legalmente uma bola sobre a linha lateral, sofre falta do jogador do Braga (Allan) e o árbitro expulsa Javi Garcia e marca falta contra o Benfica.
Da falta resultou o primeiro golo do Braga, consequência de um ”frango” de Roberto que, mais uma vez, nas bolas por alto ficou aquém do exigível.
Com o jogo empatado e com menos um jogador – obrigado a fazer outra vez um enorme esforço -, o Benfica esteve muito perto da vitória, até à marcação do golo de Mossoró.
A partir daí o Benfica não mais foi o mesmo, apesar de ainda ter tido uma oportunidade de empatar o jogo.
Contra uma equipa que se bateu sempre nos limites, como se estivesse a fazer o jogo do título, o Benfica perdeu por, desta vez, não ter conseguido resistir à equipa de arbitragem. Coincidentemente, o fiscal de linha que expulsou Javi Garcia, é mesmo que em Guimarães anulou um golo legal a Cardozo e não marcou uma grande penalidade sobre Carlos Martins.
Em Alvalade, o Sporting ganhou escandalosamente ao Beira-Mar com favores inadmissíveis da equipa de arbitragem.
Foi anulado um golo limpo ao Beira-Mar, perdoado um penalty ao Sporting e inventado um penalty contra o Beira-Mar, que ditou a derrota da equipa de Aveiro.
Assim, Couceiro gosta das arbitragens…
O campeonato prossegue com a vitória do Porto cada vez mais próxima. Os adversários do Benfica jogam sempre contra o Benfica como se estivessem a jogar o jogo mais decisivo da época. Pelo contrário, noutros campos prevalece a prática das “equipas satélite”. Há jogos em que antecipadamente se sabe qual será o empenho posto na luta por uma das equipas em confronto…
LIVERPOOL-MANCHESTER UNITED

O jogo desta tarde, entre os dois grandes rivais de Inglaterra – uma rivalidade com mais de um século -, foi um grande jogo. E como tantas vezes acontece a equipa que está pior, a avaliar pelo campeonato, foi a que concludentemente venceu por 3-1, embora pudesse ter vencido por mais.
É certo que o Manchester começou por ter uma excelente ocasião, num remate à trave de Berbatov, mas a partir desse lance o jogo foi quase todo do Liverpool.
Luis Suárez é um jogador extraordinário, como já tinha demonstrado no Mundial da África do Sul e também na Holanda, no Ajax. Mas agora, numa grande equipa, como o Liverpool, ele vai ter possibilidade de revelar todas as suas grandes potencialidades. Aliás, o Uruguai não terá ido tão longe quanto poderia, no Mundial, por Suárez não ter podido alinhar no jogo decisivo.
Kuytt marcou os três golos e vai ficar na história destes confrontos, mas o segundo golo é antecedido de uma “obra de arte” de Suárez.
Meireles também jogou bem enquanto esteve em campo.
A arbitragem começou muito bem e esteve quase sempre em grande nível, excepto em dois lances de que já falaremos, dando uma lição aos árbitros portugueses de como se deve apitar.
Em Portugal, muitas das jogadas teriam logo dando lugar a cartões amarelos. Em Anfield Road, o árbitro chamou os jogadores, explicou-lhes como deveriam comportar-se e deixou-os ficar em campo, sem os condicionar. Das duas ou três vezes em que os jogadores se envolveram em grandes discussões e alguns empurrões, o árbitro em vez de se meter no meio deles, a tentar apartá-los, perdendo a visão panorâmica do que se estava a passar, afastou-se e observou-os a todos de longe. Quem prevaricasse, já saberia o que lhe aconteceria.
Apenas esteve mal, mesmo mal, quando no fim da primeira parte não puniu como deveria uma entrada brutal de Carragher sobre Nani . O jogador do Liverpool deveria ter sido expulso. Aliás, nada justificava da parte do Liverpool uma entrada daquelas. Nani saiu com a canela seriamente machucada.
Não se sabe se para compensar, ou por ter avaliado mal o lance, também um defesa do Manchester saiu incólume de uma entrada feia sobre Suárez.
O que poderia ter sido uma arbitragem perfeita, acabou por ficar manchada por estes dois tristes episódios, o primeiro bem mais grave do que o segundo.
O PORTO CONTINUA A GANHAR

O treinador do Vitória queixa-se da arbitragem de Jorge de Sousa quem, com sete amarelos contra zero aos jogadores do Porto, condicionou muito o Vitória, que acabou com dez, por expulsão NDiaye, a poucos minutos do fim.
De facto, os árbitros em Portugal apitam demais e admoestam por tudo e por nada.
Por falar em árbitros vale a pena contar o que se passou na RDP, antes do jogo do Dragão, no lançamento dos jogos de amanhã, nomeadamente o Benfica-Braga e o Sporting-Beira Mar.
O homem que agora está à frente do desporto (futebol) na RDP é o mesmo dos anos anteriores e que já tinha passado pela Sport TV, onde actuava do mesmo modo que hoje actua. Provavelmente, porque já não era necessário por lá foi mandado em “comissão de serviço” para a RDP, onde convém ter ao leme uma voz que não suscite dúvidas.
Pois hoje, no lançamento do jogo do Braga-Benfica, as palavras de Jesus relativamente à arbitragem foram “cortadas”. Jesus disse qualquer coisa como: “O jogo vai ser apitado pelo Carlos Xistra. Quando eu estava em Braga, lembro-me que o Xistra era um árbitro de que a direcção do Braga gostava”
A frase foi cortada. Em contra-partida as declarações de Couceiro sobre arbitragem e sobre Jesus na sua relação com a arbitragem foram passadas na íntegra. Mas já não foram aquelas em que Couceiro censurava asperamente aqueles que nas associações (leia-se:Porto), estão a impedir a aprovação dos novos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol..
Assim funciona a RDP no desporto. Ou seja, um funcionamento muito semelhante ao da Emissora Nacional no tempo do fascismo. Só que então era para esconder questões políticas, agora é ao abrigo de uma política desportiva meticulosamente destinada a favorecer uma parte.
sexta-feira, 4 de março de 2011
PAÇOS DE FERREIRA NA FINAL DA TAÇA DA LIGA

O Paços de Ferreira, equipa sensação da Liga Sagres, ganhou na Madeira, ao Nacional, por 4-3.
Foi um jogo emotivo, característica dos jogos a eliminar numa só partida, em que o Paços esteve sempre por cima, apesar da réplica generosa do Nacional. Na segunda parte, a equipa de Paços de Ferreira não foi apenas mais eficaz, foi também mais dominadora, salvo nos instantes finais em que o Nacional, depois de ter reduzido a desvantagem para 3-4, num penalty mal assinalado, passou a actuar em jogo muito directo, tentando tirar partido da inferioridade numérica da equipa visitante.
No próximo dia 23 de Abril defrontará o Benfica, em Coimbra, na final. Embora numa final as “chances” de vitória estejam sempre muito repartidas, tudo vai depender das “frentes” em que, nessa altura da época, o Benfica ainda estiver envolvido.
Se o Benfica continuar a jogar ao domingo e à quarta, às vezes à quinta, é natural que as legítimas esperanças do Paços sejam maiores. É que, contrariamente ao que dizem certos comentadores apressados, tipo Rui Santos, em Portugal nota-se porventura mais do que noutras ligas, mais fortes, o cansaço provocado pelos jogos a meio da semana, não porque as grandes equipas portuguesas sejam diferentes das outras que, noutros campeonatos, jogam habitualmente dentro desse ritmo, mas porque, em Portugal, somente algumas, muito poucas, jogam com relativa regularidade a meio da semana. A maioria não joga, enquanto na Inglaterra jogam todas. Logo, estão todas em igualdade de circunstâncias. Aqui não. Às vezes só uma ou duas têm de jogar. As outras normalmente não jogam. Por exemplo, o ano passado, o Braga, candidato ao título, fez toda a época de 2010 a jogar apenas de oito em oito dias e às vezes até com um intervalo maior, se havia jogos de selecção.
Na Liga espanhola, Barça mantém a diferença de sete pontos para o Real Madrid, depois da vitória em Valência por 1-0, com golo de Messi, e da vitória em casa do Real Madrid contra o Málaga por 7-0, com três golos de Ronaldo, dois de Benzema, um de Di Maria e outro de Marcelo.
Dizem em Espanha que Messi e Ronaldo são tão determinantes nas respectivas equipas que, se eles não tivessem jogado, seria o Villa Real e o Valência que estariam na frente da Liga. Conclusão obviamente estúpida, porque, se Messi e Ronaldo não jogassem, teriam jogado outros no seu lugar, ninguém podendo dizer quais teriam sido nesse caso os resultados do Barça e do Real.
quinta-feira, 3 de março de 2011
MOURINHO COMPLETAMENTE DESCONTROLADO

Mais uma vez Mourinho baixou o nível. Já há em Espanha quem diga que Mourinho não tem emenda. Ou que está a tentar ser despedido. A verdade é que o homem está completamente desorientado. Para que se não pense que se trata de embirração do Autor do blogue, nada como transcrever com a devida vénia o texto de El País on line de hoje, traduzido.
“Comigo não acontecerá o mesmo que aconteceu com Pellegrini”, declarou Mourinho. “Sabe porquê?” "Porque se o Real Madrid me despede eu não vou treinar o Málaga. Se me despedem, eu vou para um grande clube de Inglaterra ou de Itália”. "Não tenho nenhum problema em voltar a treinar um grande clube”.
Foi uma verdadeira rajada. Em duas frases Mourinho menosprezou sumariamente Manuel Pellegrini, o Málaga, e surpreendeu Florentino Pérez, o presidente que o contratou há nove meses com a esperança de formar um projecto estável. Pérez não imaginou que com Mourinho a equipa ganharia menos pontos na Liga do que com Pellegrini. Tão pouco suspeitou que o português fosse tão descontrolado.
O 0-0 de Riazor exibiu o lado mais sombrio de Mourinho. As pessoas que frequentam Valdebebas (campo de treinos do RM) observam um homem que deambula pelos corredores conturbado, entre assomos de ira, pressionando com exigência extravagantes a quem tenha a pouca sorte de cruzar-se no seu caminho. Ao escutar o seu comentário sobre o Málaga vários jogadores sentiram que ele os estava colocando num aperto. Crêem que hoje (quinta-feira) os seus adversários entrarão em campo com raiva para demonstrar que valem mais do que aquilo que Mourinho pensa. “Este é um mundo hipócrita”, prosseguiu Mourinho, deixando-se ir até onde o seu solilóquio o levasse. “Toda a gente sabe o que é verdade e o que é mentira. E antes que ser hipócrita prefiro ser um “saco de boxe” (punching ball) de todos os covardes. Nasci assim, cresci assim e vou morrer assim. De cabeça levantada. Contente. E sem medo de dizer as verdades. Sem medo que amanhã um bando de covardes venham todos juntos atacar-me a mim. Que posso fazer eu? Eu não tenho medo de dizer as verdades” “Eu, por exemplo”, prosseguiu, “não tenho uma empresa imobiliária para representar jogadores de futebol. Se tivesse uma empresa imobiliária venderia casas”. A repentina digressão foi uma presumível alusão a Pere Guardiola, irmão do técnico do Barça, que tem interesses imobiliários e também representa jogadores.
O ataque de honestidade teve consequências imediatas na Câmara Municipal de Málaga, onde o seu presidente, Salvador Pendón, reagiu ofendido: “Mourinho demonstrou que é um autêntico paysano”. Nos gabinetes do Bernabéu, Antonio Galeano, director de comunicação do Madrid, explicou que o clube não tem necessidade de se desculpar. “Mourinho não teve a intenção de menosprezar ninguém”.
“Acredita que com as suas queixas sobre o calendário e as arbitragens conseguiu desviar a atenção do futebol?”
"Que queixas? Não são queixas, são verdades. O que é que você pensa?”
“Que são queixas.”
“Hipócrita! Lamento. Tenho o direito de o dizer”
“Por que razão se vão queixar outros se já me estou a queixar eu?”, disse. “Há pessoas que quando têm que dizer uma coisa não a dizem e depois põem os outros a fazê-lo. Há clubes que têm uma estratégia de comunicação diferente da nossa. Aqui sou eu o que venho e não peço nunca a um jogador meu que faça parte de uma estratégia de comunicação. Há outros clubes em que os jogadores participam muito bem numa estratégia de comunicação, onde o treinador está protegido, tranquilo fazendo um papel diferente. Aqui não. Aqui sou eu que venho dar a cara. Não há mais ninguém. Ao escutar isto, os jogadores, atentos no balneário, recordarão que no sábado, na Corunha, Mourinho lhes pediu que à saída do campo denunciassem a injustiça dos horários que as televisões lhes impõem. Porém, não cumpriram. A única coisa de que se queixam à imprensa foi da táctica de Mourinho contra o Desportivo. Como disse Casillas: “Brincamos nos primeiros 45 minutos”.
Fim de citação.
Em suma, por muito que custe a muitos a verdade é que Mourinho não é exemplo para ninguém!