sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

EM DEFESA DO BENFICA E DE PRESTIANNI

 POR QUE NÃO MOSTRAM COM IMAGENS DA UEFA O QUE SE PASSOU


EM CAMPO?

No contexto sociopolítico em que vivemos a posição politicamente correcta do Benfica seria esta: a acusação feita ao jogador do Benfica, Prestianni, na primeira mão do play off da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, é grave, sendo nossa obrigação investigá-la a fundo, porque no mundo do futebol, como em qualquer outro domínio da vida em sociedade, comportamentos racistas são inaceitáveis, sendo nosso obrigação tudo fazer para os prevenir e punir, caso ocorram. Ou seja, o politicamente correcto obrigaria a que o Benfica partisse do pressuposto de que o jogador é culpado, salvo se conseguir demonstrar a sua inocência.

O Benfica não seguiu este caminho e fez bem, mesmo estando em jogo a autocrática UEFA e o poderoso Real Madrid, porventura mais poderoso fora do campo do que dentro.

É igualmente de louvar a posição assumida por José Mourinho, que apesar de estar no Benfica há apenas 7 meses, tem defendido o Benfica, desde que chegou, em todas as ocasiões muito mais do que muitos que se dizem benfiquistas há décadas e passam grande parte do seu tempo a atacar o Benfica – Presidente, Treinador, Jogadores, etc., contemporizando, além do mais, com os grandes detractores do Benfica.

É inadmissível que em quase todas as estações de televisão, com destaque para a CMTV, que se aludam a factos que não constam da transmissão da UEFA, não tendo, portanto, a mínima credibilidade, que dêem como provados factos que não o estão e que no seu delírio anti-benfiquista cheguem ao ponto de afirmar que é o “suspeito” – sim, suspeito é o máximo se poderá dizer – que tem de provar a sua inocência.

Estão muito preocupados com um pretenso acto de racismo - todos, desde o “Promotor” Vítor Pinto e os seus ajudantes do Sporting e do FCPorto- mas não dizem nem uma palavra sobre a afirmação inacreditável do grande defensor da ética e da moralidade no desporto, quando a propósito de um episódio sobre  “ bolas e toalhas “teve o desplante de afirmar que: “Nós não estamos em África” . Isto sim, isto é uma reles manifestação supremacista, tão racista e xenófoba como a daquele partido que encheu Portugal de norte a sul com cartazes dizendo: “Portugal não é o Bangladesh”. Pois pode o Sr. Varandas estar descansado e continuar como guardião imaculado da ética, porque com tiradas destas não passa as fronteiras de Alvalade.

Voltando ao que nos interessa e deixando-os a ver passar a caravana, a nossa opinião é a de que o Benfica actuou correctamente, de acordo com as regras da sociedade em que nos inserimos, e que tanto se aplicam a nós como à UEFA.

Acho que o Benfica actuou da forma mais consentânea com o que realmente se passou e também conforme ao clima emocional gerado no Estádio. Toda a gente (do Benfica) que estava assistir ao jogo ficou muito chocada com o comportamento de Vinicius Jr, depois da marcação do golo aos 50 m de jogo. Vinicius é um provocador insuportável, um malcriado e um daqueles tipos que se aproveita da cor da pele para dela tirar vantagens colaterais ou directas. Não tenho conhecimentos científicos para afirmar que se trata de um comportamento ditado por um profundo complexo de inferioridade ou antes de superioridade. Sei como ele se comporta nos relvados, principalmente nos de Espanha, com cerca de trinta queixas de racismo e também fora de Espanha e até no próprio Brasil. Havendo na Europa centenas de jogadores negros, de alto nível, tanto nas cinco principais ligas europeias como nas restantes, não há noticias de que tenham sido alvo de comportamentos racistas nos países onde actuam, salvo excepcionalmente. Muito excepcionalmente. Pois Vinicius nestes últimos 5 ou 6 anos regista no seu percurso muitíssimos mais episódios desta natureza do que todos os milhares de jogadores, igualmente negros, que jogam na Europa no mesmo espaço de tempo.  Algo de estranho se passa…

Após o golo, ele provocou os adeptos do Benfica, a dois ou três metros deles, com uma dança que nunca mais acabava, gozou com a bandeira do Benfica colocada no topo da bandeirola de canto, e com a própria águia batendo com os braços em forma de asa, com um descaído, a ponto de o Mbappé se ter aproximado dele, aconselhando-o certamente a acabar com a brincadeira, mas já não a tempo de evitar o cartão amarelo com o árbitro o sancionou por comportamento anti-desportivo.

Na sequência desse “show”, ele correu em direcção a Prestianni, chamando-lhe várias vezes “cabrão” ou “cagão”. Foi então que este se aproximou dele e com a camisola a tapar a boca disse-lhe qualquer coisa. De imediato o Vinicius começou a correr em direcção ao árbitro, gritando: “Juiz, Juiz, Juiz”, ele (apontando para o argentino), ele chamou-me “mono”, “mono”.

É nessa altura, quando passou por Mbappé, a gritar, que este corre, em direcção a Prestianni, com ar muito agressivo. De imediato, dois jogadores negros do Real Madrid (Rüdiger e, creio, Tchouameni) e ainda um branco (Arda Güller, se não erro) se abeiraram do argentino e com ar muito amistoso puseram-lhe, à vez, o braço sobre o pescoço, levando-o para longe da confusão, enquanto Rüdiger afastava rispidamente Mbappé, que continuava a barafustar.

E é a interpretação gestual destas cenas que me leva a concluir que os jogadores do RM, nomeadamente Mbappé, não ouviram nada do que Prestianni disse e a concluir também que, com excepção de Mbappé, me não pareceu que os jogadores do RM estivessem incomodados ou ofendidos com o que se passou entre Vinicius e Prestianni, certamente por todos eles conhecerem muito bem estas cenas do brasileiro.

Hoje, como estamos sob a ditadura do “politicamente correcto”, valendo a hipocrisia muito mais do que a sinceridade, é preciso ser muito cauteloso com meia dúzia de temas hipocritamente muito sensíveis (entenda-se: não os temas em si, que podem até ser muito graves, mas o aproveitamento que deles se pode fazer), havendo, portanto, que separar muito cautelosamente o que é realmente grave e o que não tem gravidade nenhuma, quer pelo contexto em que ocorreu quer pela intencionalidade com os respectivos actos foram praticados.

Eu, se tivesse, como juiz, de julgar um caso destes, mesmo no contexto de um jogo de futebol, não atribuiria a este caso (dando como provado o que não está e que dificilmente poderá vir a estar) uma conotação racista, mas antes uma reacção normal, entre futebolistas, decorrente de uma provocação.

Alguém diria, se o Vinicius fosse branco, e o Prestianni negro, que se tratava de um comportamento racista, se Prestianni lhe dissesse: “Deixa de ser macaco e põe-te andar para o teu campo.”?

A minha, não vou dizer opinião, mas digo, a minha suspeita é que Vinicius faz todas estas provocações com a intenção de gerar comportamentos racistas, que o vitimizem e dos quais se possa aproveitar. Com que amplitude, não sei. O que sei é que o jogo de terça-feira passada terminou ao cinco minutos da segunda parte e o da próxima quarta-feira já está completamente envenenado. E o Real Madrid, como bem diz o Barcelona, não é alheio a nada disto!  

 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

AS QUEIXAS DE VINICIUS JUNIOR

 

AS PALHAÇADAS  DE VINICIUS JÚNIOR NO ESTÁDIO DA LUZ



Por volta dos 50 minutos do jogo Benfica-Real Madrid, primeira mão do play off da Liga dos Campeões, Vinicius Júnior marcou um excelente golo, tendo posto o Real Madrid a ganhar por 1-0.

Imediatamente depois, dirigiu-se para o canto esquerdo, sul, do relvado da Luz e iniciou em frente da bandeirola de canto, no topo da qual estava uma bandeira do Benfica, uma dança manifestamente provocatória dos adeptos do Benfica que ocupavam todo aquele espaço da bancada.

O gesto de Vinicius foi largamente assobiado pelos adeptos e levou mesmo à exibição, pelo árbitro, de um cartão amarelo por comportamento antidesportivo. Depois da dança, quando se dirigia para o seu lugar, com vista ao recomeço do jogo, Vinicius deslocou-se em corrida lenta abanando os braços, imitando o bater de asas de uma ave ferida (referência à águia, como é óbvio, e na frente da qual já tinha feito todas as palhaçadas que levaram à exibição do cartão amarelo).  

Foi então que Prestianni se dirigiu a ele, protestando contra a sua conduta. Ninguém ouviu o que Vinicius lhe disse, tendo Prestianni respondido qualquer coisa, indecifrável, por ter subido a camisola ao nível da boca, como hoje quase todos os jogadores fazem quando tapam a boca com a mão.

É então que Vinicius sai desembestado a correr na direcção do árbitro, que estava no meio campo preparado para reiniciar o jogo, e lhe comunica que tinha alvo de insultos racistas. O árbitro ouviu as queixas e pôs em prática o “protocolo anti-racismo”. Depois de muita conversa entre vários jogadores, e destes com o árbitro, Prestianni negou sempre os insultos racistas e acusou as provocações de Vinicius, levando a que o árbitro que, nada tinha ouvido, reiniciasse o jogo, sob reserva de o terminar imediatamente se algo idêntico voltasse a suceder.

Bem, a partir deste episódio, o jogo nunca mais foi o mesmo. Houve apreensão e desmotivação em campo e houve perda de entusiasmo nas bancadas.

Em campo, o jogo acabou, com a vitória do Real Madrid por 1-0. Mas fora do campo, outro jogo sem regras e sem árbitro começou a jogar-se.

Hoje, quando se fala de racismo no desporto, a ligação é explosiva. Entra nesse jogo a paixão dos adeptos, a inimizade dos adeptos de outros clubes, que rejubilam com hipotéticos castigos aplicados ao pretenso infractor, bem como o desencadeamento da fúria do politicamente correcto que de imediato aceita a acusação e lavra a sentença do acusado sem direito a qualquer tipo de defesa.

Vamos, então, analisar o caso como nos parece que deve ser analisado.

Os jogadores em campo têm os mesmos direitos e obrigações qualquer que seja a cor da sua pele: branca, negra, amarela, ou com várias tonalidades decorrentes da mestiçagem.

Se o branco não se pode aproveitar da cor da sua pele para com base nela exercer uma espécie de supremacia sobre os demais, o mesmo se terá de passar com o negro que igualmente se não pode prevalecer da cor da sua cor pele para dela tirar vantagem em campo relativamente aos demais.

O comportamento de Vinicius depois da marcação do golo é inaceitável em qualquer jogador, seja ele branco ou negro. Vinicius desrespeitou desnecessariamente os adeptos do Benfica, tanto os que estavam no estádio, como os que assistiam ao jogo pela televisão. Vinicius, por ser negro, não tem direitos diferentes dos outros, apesar de as ocorrências desta natureza acontecerem com ele muito frequentemente.

Se, em vez de negro, Vinicius fosse branco e tivesse tido em campo o mesmo comportamento, as reacções dos adversários e adeptos do clube visado, como também as do árbitro,  seriam exactamente as mesmas. Seria punido com cartão amarelo, por comportamento antidesportivo, e ouviria certamente algumas “bocas” dos jogadores adversários, como, por exemplo, “vai fazer macacadas para o teu estádio; não queremos cá dessas palhaçadas”. E ninguém diria que a resposta era racista, fossem estas reacções ditas por um branco ou por um negro. Vinicius, sabendo que, hoje, o “politicamente correcto” leva à defesa do negro quase incondicionalmente e muito mais eficazmente do que do branco, prevalece-se da cor da sua pele para gozar de uma vantagem relativamente aos demais. Ora, isto é inaceitável, como inaceitável é prevalecer-se da cor da pele para tirar uma vantagem em campo.

No dia seguinte, ou seja hoje, as acusações vindas dos mais diversos quadrantes correram célere. Acusações não fundadas em nenhuma prova (Mbappé que diz ter ouvido, estava longe do acontecimento, como se comprova pelas imagens; aliás, Mbappé certamente por considerar inaceitáveis os festejos de Vinícius foi o primeiro a “convidá-lo” a acabar com “aquilo”.

Diz-se agora: nada justifica um insulto racista. Sim, mas também nada justifica que as provocações de um negro sejam desvalorizadas, a ponto de apenas contarem as reacções que aquele comportamento provoca, se forem da responsabilidade de um branco.

De facto, se em vez de Vinicius fosse um jogador branco a fazer o que ele fez, toda a gente aceitaria como normal as reacções dos jogadores adversários, fossem eles brancos ou negros.

É exactamente por este ponto de vista ser inaceitável, que todos, brancos e negros, devem ser tratados da mesma maneira.

Ninguém sabe, com excepção de ambos, o que Prestianni disse a Vinicius, nem o que Vinicius disse a Prestianni. O que se sabe é que Vinicius é useiro e vezeiro neste tipo de situações que não acontecem com nenhum outro jogador da mesma cor com a mesma frequência.

É inadmissível que um jogador brasileiro, que jogou no Benfica durante largos anos, venha agora fazer uma acusação ao Benfica, sabendo ele muito bem que no Benfica nunca houve racismo. As duas maiores glórias, de todos os tempos, do Benfica – Eusébio e Coluna – são africanos e jogaram no Benfica durante largos anos, há mais de 50 anos, portanto numa época diferente da de hoje, sem que nunca essa questão sequer se tenha posto.

Aliás, grandes jogadores do futebol mundial, como Pelé, Eusébio, Ronaldinho Gaúcho e tantos outros nunca, em parte alguma do mundo, foram alvo de racismo, contrariamente ao que acontece com Vinicius que já por várias vezes se queixou de algo que só lhe acontece a ele. No Real Madrid de hoje jogam vários negros e nenhum deles é vítima dos insultos racistas que Vinicius diz ser alvo.

Se Vinicius tem complexos de inferioridade, que tenta ultrapassar exibindo um comportamento supremacista, desrespeitando os espectadores e adversários com proviocações e insultos inaceitáveis, o problema é dele e não de quem é alvo das suas provocações e faltas de respeito.  

A conclusão a tirar de tudo isto, a mais importante, é esta: Com as suas palhaçadas e provocações Vinicius acabou com o jogo aos 50 minuos e já "envenenou" o jogo da segunda mão em Chamartin. Com uma equipa muito jovem, sem experiência destes duelos, com excepção de dois ou três jogadores, vai ser necessária muita concentração e Mourinho vai ter trabalho extra na preparação psicológica da equipa.