MAIS DUAS DERROTAS NA
EUROPA
O Sporting, que nem sequer merecia ter passado a fase de
grupos da Liga Europa, voltou a perder nesta competição, jogando um futebol
vulgar, sem brilho e nenhuma criatividade.
Covardemente, Jesus imputa a responsabilidade da derrota a
Semedo, quando a equipa já perdia nessa altura por um zero e até poderia estar
a perder por mais, sem que o Sporting até então ou depois tenha criado uma
única oportunidade de golo.
Mas Jesus não se manca. As suas declarações não ficaram por
ai. Teve a lata, a suprema lata, de afirmar que o uruguaio, Coates, saiu porque
vem da Inglaterra onde se não joga com esta intensidade nem frequência! Jesus é
também um caso de psiquiatria.
Mas deixemos Jesus, que, segundo disse, até já ganhou em
Leverkusen. Que equipa será esta que já ganhou em Leverkusen? Percorro os anais
das competições europeias e não encontro nenhuma equipa “Jorge Jesus”. Esta
egolatria de Jesus bem pode ser tratada juntamente com as múltiplas doenças do
foro psiquiátrico que campeiam entre os dirigentes de Alvalade e seus principais
adeptos.
Continuando: Jesus não desvaloriza os jogos na Europa, mesmo
os da II Divisão, como é o caso, o que Jesus não tem é a coragem de os
valorizar pelas múltiplas derrotas que as equipas sob a sua direcção tem
sofrido no plano internacional. Qualquer adepto do futebol se recorda, só para
falar das últimas, da humilhante derrota do Benfica em Leverkusen, por 3-1, e
da derrota do mesmo Benfica em casa, por 2-0, contra o Zénite de Villas-Boas.
Tanto uma como outra são imputáveis a Jorge Jesus que insistiu do primeiro ao
último minuto num modelo de jogo que não era o adequado para o adversário em
questão. Basta ler o que então se disse neste blogue para logo se concluir que
esta não é uma opinião de hoje, ou seja, numa data em que Jesus está no
Sporting, é a opinião que se teve quando o Jesus treinava o Benfica.
E vamos então falar claro para encerrar o tema Jesus: há
algum treinador na Europa, seja ele de Malta, da Moldávia, da Alemanha ou da
Inglaterra que desvalorize ou despreze um jogo europeu, mesmo da secundária
Liga Europa? Um treinador com esse pensamento não tem lugar em nenhuma equipa
com um mínimo de pretensões. Se Jesus o faz, é por pura covardia desportiva.
Apenas para tentar disfarçar a sua incompetência neste plano.
Quanto ao resto, o Sporting, diminuído por esta atitude do
seu treinador, jogou ao nível de uma equipa vulgar. Não é que o Sporting tenha
jogado muito diferentemente desde que defrontou o Tondela, mas sempre foi
ganhando alguns jogos. A continuar a jogar assim, o Sporting perderá tudo. No
que aliás se acredita.
O Porto, que costuma ter outra atitude nos jogos europeus,
apresentou-se em Signal Iduna Park como uma equipa pequena. Uma equipa, no estilo
do antigo Estrela da Amadora, que se remete completamente à defesa, com onze
jogadores atrás da linha da bola, esperando o “milagre” de um contra-ataque que
lhe possa proporcionar um golo. E dizemos “milagre” porque não basta que
aguarde a possibilidade de um contra-ataque vitorioso, é preciso fazer algo para
que ele aconteça. E o Porto nada fez, apesar de estar a perder desde o sexto minuto.
Se nesse jogo houve uma equipa que nos decepcionou, essa
equipa não foi a do Porto, da qual não esperávamos muito mais, mas a do Borússia
de Dortmund, que nos pareceu uma equipa lenta, pouco criativa, incapaz de
explorar as debilidades do Porto e de criar as oportunidades de golo que um
ataque mais veloz e mais imaginativo seguramente criaria.
De certo modo, até foi penoso assistir a um jogo tão pouco
participado por ambas as equipas. Uma jogando à defesa durante noventa minutos,
incapaz de criar oportunidades de golo, salvo um ressalto que Suk não
aproveitou, ou melhor, que o guarda-redes do Borússia não deixou aproveitar, e
outra jogando lentamente, lateralizando sistematicamente o jogo, sempre à
espera de uma aberta ou de um erro que permitisse chegar ao golo.
De facto, Pinto da Costa tinha razão quando disse que
comparar o Benfica com o Dortmund era uma brincadeira. Basta atentar nas
oportunidades de golo que o Benfica criou e compará-las com as do Borússia. Mas,
enfim, isso já é história, embora história quase impossível de repetir.
Com estes resultados, tanto o Porto como o Sporting estão
praticamente eliminados.
Em tempo: Jesus, na conferência de imprensa, tentou corrigir
o que disse na flash interview sobre
a intensidade e a frequência dos jogos em Inglaterra. Mas erradamente, porque
também a equipa donde Coates veio jogou com a mesma frequência que as outras
equipas inglesas, já que nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro não há
jogos europeus nem cá nem lá! Se Coates não jogou é porque era suplente!
Mais: Jesus, nessa conferência, insurgiu-se contra os adeptos
por terem assobiado Teo (e a razão é simples: venderam contra a sua vontade
Montero e ficaram com Teo, logo têm de o aguentar…) e mostrou mais uma vez a
instabilidade emocional que reina em Alvalade, quando afirmou que nunca
permitirá que “Isto corra mal para mim!”. Jesus, como aqui já foi dito, tudo
fará para ser campeão no Sporting, mas também já decidiu que para o ano lá não
ficará. Ponto é saber se vai para o Porto ou se haverá noutro país alguma equipa,
minimamente importante (talvez o Valencia), que o queira.
1 comentário:
Parabéns - excelente Post.
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