quinta-feira, 15 de setembro de 2011

LIGA DOS CAMPEÕES: A PRIMEIRA JORNADA




AS SURPRESAS E AS CONFIRMAÇÕES

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Para as equipas portuguesas em prova, Porto e Benfica, a jornada terminou sem surpresas. O Porto, como se esperava, venceu e é o grande favorito do seu grupo. Um grupo que não conta com nenhuma grande equipa além do Porto. De facto, tanto o Shakhtar, como o Zenit de São Petersburgo, apesar das melhorias das últimas épocas, ainda estão longe de se poderem considerar “equipas de referência”. Basta dizer que ainda na época de 2009/2010 o Zenit foi eliminado no play off da Liga Europa pelo Nacional da Madeira…

No jogo de terça-feira, o Porto ficou aquém do favoritismo que a justo título lhe é concedido, mas isso de forma alguma significa que haja no grupo equipa capaz de lhe fazer frente.

O Benfica, com muitas presenças na Taça dos Campeões, e poucas na Liga dos Campeões, aspira naturalmente à passagem à fase seguinte, como grande objectivo da época internacional da equipa, ficando a possibilidade de ir mais além condicionada ao adversário que lhe calhar em sorte…se vier a ser apurado para os oitavos de final.

E, de facto, ainda é muito cedo para se falar do assunto. Teoricamente o empate de ontem, contra o Manchester, é bom, mas teria sido bem melhor se o Basileia tivesse empatado com o Otelul Galati. Do modo como o Benfica se comportar na Suíça e na Roménia vai depender a sua classificação no grupo. O Manchester United é naturalmente o favorito. O facto de haver no grupo do Benfica uma grande equipa europeia, uma das melhores da actualidade, torna tudo mais difícil, como o passado recente se encarrega de demonstrar.

No primeiro dia da primeira jornada os resultados que merecem destaque são o empate, em Camp Nou, do Barcelona contra o Milan, não tanto pela história dos confrontos entre ambas as equipas, favoráveis ao Milan, mas antes pelo grande momento de forma que se acredita o Barcelona está a atravessar, pese embora o resultado do último sábado em San Sebastian, contra a Real Sociedad – empate a dois, tal como no jogo da Champions contra o Milan. De facto, o Barcelona dominou durante o tempo todo…mas sofreu um golo aos vinte segundos de jogo e outro, no tempo extra, no segundo minuto da compensação. E assim volta a ser verdade o que durante muito tempo era uma certeza: com as equipas italianas o resultado só se conhece mesmo no fim do jogo.

O outro resultado surpreendente foi a derrota do Zenit em Chipre contra o Apoel, no grupo G – o do Porto.

Quanto ao mais, a vitória do Chelsea contra o Bayer Leverkusen é normal, o empate do Arsenal em Düsseldorf também e a vitória do Marselha na Grécia contra o Olympiakos também faz parte da normalidade, atenta a fase por que passam os clubes gregos.

No segundo dia da jornada, o resultado mais surpreendente foi indubitavelmente a derrota do Inter, em casa, frente ao repescado Trabzonspor. Num grupo que conta ainda com o Lille e o CSKA de Moscovo, o mínimo que se poderá dizer é que o Inter ficará doravante sob pressão. O próximo jogo, em Moscovo, vai ser muito importante para a equipa italiana. Se perder, tudo se tornará muito difícil.

Depois é de realçar o bom momento de forma do Bayern de Munique, vencedor por 2-0 contra o Villareal, num grupo muito difícil – porventura o mais difícil de todos – que conta ainda com o Manchester City e o Nápoles, cujo confronto de ontem terminou empatado a um golo.

Finalmente, o Real Madrid, jogando de vermelho, ganhou tangencialmente ao Dínamo de Zagreb (1-0), golo de Di Maria, apesar de ter desfrutado de várias ocasiões de golo. O Ajax e o Lyon, do mesmo grupo, empataram em Amesterdão a um golo.

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