segunda-feira, 5 de abril de 2010

BENFICA: MAIS UMA VITÓRIA




DA DERROTA À GOLEADA

Num jogo muito emotivo, o Benfica derrotou a Naval 1.º de Maio no seu estádio por 4-2.
O jogo não poderia ter começado da pior forma para o Benfica. Aos doze minutos já perdia por dois zero, com umgolo de Fábio Júnior aos 2 minutos e outro de Bolívia. Mas é hoje muito difícil para qualquer eqiuipa não sofrer golos contra o Benfica. Na realidade, a Naval não teve sorte diferente da do Marselha e do Liverpool. Tal como estes, também começou a ganhar, mas perdeu.
O regresso de Weldon à equipa não poderia ter sido mais auspicioso. Em três minutos empatou o jogo com dois golos de cabeça cheios de oportunidade e de eficácia. Depois foi a vez de Di Maria corresponder da melhor forma a um excelente passe de David Luis.
A vencer ao intervalo, o Benfica aumentou a contagem logo no início da segunda parte, por Cardozo, e ainda poderia ter ido mais além se não tivesse desperdiçado as oportunidades criadas.
Esta é mais uma vitória indicutível, como têm sido todas as que o Benfica já somou desde o princípio a época. Há muitos, muitos anos que não se via no futebol português um líder sem mácula. De facto, não há um único jogo em que o Benfica tenha saído vitorioso suspeito do menor favorecimento. É certo que alguns daqueles que fizeram do mundo subterrâneo um percurso de vida falam de túneis e outras coisas do género, mas os túneis são exactamente os locais onde hoje eles exprimem pela via da violência a sua incapacidade de responder dentro do campo a adversários de maior valor.
A liderança do Benfica demonstra também que somente uma super-equipa pode, fora do que é hábito, aspirar a uma vitória no campeonato. Porque o Campeonato está mais competitivo? Não. Apenas porque somente quem for muito forte consegue vencer o sistema.

quarta-feira, 31 de março de 2010

RICARDO COSTA

A COMPARAÇÃO É INEVITÁVEL

Ouve-se Ricardo Costa, brilhante, sério, competente e depois ouve-se o que existe no futebol português. E fica uma sensação de nojo irreprimível.

terça-feira, 30 de março de 2010

DAS JORNADAS DO ÚLTIMO DOMINGO


ALGUMA NOTAS

Ainda gostaríamos de ouvir os comentadores de segunda-feira e tantos outros que aos domingos andam pela TSF e pela Antena 1 se aquela bola cortada com a mão pela defesa central do Braga, quase no fim do jogo, tivesse acontecido na área do Benfica. Daqui até ao fim do campeonato não se calariam. Ou se aquele fora de jogo mal assinalado ao Cardozo, que o deixava isolado, tivesse sido marcado a um jogador do Braga. O que não teriam dito.
Como têm poucos assuntos onde pegar, lá vão falando dos túneis, não das agressões cometidas nos túneis, mas dos agredidos dos túneis como verdadeiros responsáveis pelas as agressões que sofreram. É possível encontrar algo assim fora deste triste e pobre país? Não, não existe. Lá fora os agressores são culpados e ponto. Quem os enaltecer é punido. Aqui é o contrário, os agredidos é que são enxovalhados!
Lá mais longe, o Wall Street Journal considera o Benfica o maior de Portugal.
Mudando de tema: alguém até hoje viu Ronaldo no Real Madrid festejar com os colegas um golo decisivo que não tenha sido marcado por ele? Nunca, o egocentrismo do rapaz é tal e o seu narcisismo atinge tal grau que ele até parece que fica seriamente aborrecido sempre que um colega decide um jogo. Quem tiver uma foto contrária ao que estou a dizer que ma mande…
Na Inglaterra o Arsenal perdeu dois pontos que lhe vão fazer muita falta. E também não vai ter vida difícil na próxima eliminatória da Champions League. Mas joga bem e os adeptos já ficam satisfeitos.
O Liverpool ganhou com facilidade e jogou bem, mas ainda continua a lutar por um lugar na Champions.
Mourinho cada vez mais apertado na Itália. Agora pelo Roma, que nos últimos tempos tem estado muito regular. Mesmo assim, Mourinho deve ganhar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

BELENENSES CADA VEZ MAIS ÚLTIMO



LEIXÕES AINDA LUTA

O Belenenses está cada vez mais último e dificilmente escapará à descida de divisão. Hoje, foi o adversário ideal para o FCP e para Hulk, regressado depois de longa paragem, por ter agredido dois “espectadores” no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz. Hulk é um excelente jogador e oxalá doravante só queira jogar a bola. Para ele e para o seu clube mais proveitosa do que a auspiciosa reaparição no Restelo, contra uma equipa sem força anímica para acabar o campeonato, teria sido o seu contributo no Emirates Stadium, contra o Arsenal. Infelizmente, a sua presença nos Emirates Stadium não conseguiu evitar uma pesadíssima derrota …
O Leixões derrotou a Naval por 1-0 e tenta desesperadamente entregar a lanterna a outrem. Mas a coisa não está fácil, porque o Olhanense foi a Vila do Conde ganhar 5-1 e o Setúbal também bateu o Nacional por 2-1.
Finalmente, o Guimarães, que ganhou com dificuldade à Académica por 1-0, e a União de Leiria, que bateu o Paços de Ferreira por 2-1, aproximam-se do Sporting com a intenção de lhe disputarem o quarto lugar.
Quanto mais cedo o campeonato ficar arrumado relativamente a estas questões – descida de divisão e acesso à UEFA – mais fácil ele ficará para o Braga…a menos que haja quem lhe queira disputar o segundo lugar.
Esta contradição insanável pode teoricamente facilitar a vida ao Benfica, como já aqui havíamos previsto. Mas é preciso esperar para ver….

QUEM DITOU A DECISÃO DO CONSELHO DE JUSTIÇA?




ATENÇÃO: PERIGO! ELES ESTÃO DE VOLTA!

São cada vez maiores as dúvidas que rodeiam o acórdão do Conselho de Justiça da Federação. Dentre os que votaram a favor há quem não concorde com a solução. O relator terá mudado de opinião em poucos dias.
Um jurista não pode ter escrito as barbaridades que constam do acórdão. Por muito degradado que ande o ensino do Direito, há um mínimo que toda a gente tem de saber. Além de que os conselheiros são na sua maioria gente reformada, gente de outro tempo, com outro saber. É de acreditar que nunca nenhum deles tenha cometido na sua vida como jurista um acto destes. Com mais clareza: uma decisão que revele tanta ignorância não é possível àquele nível.
Então o que se terá passado? Muito provavelmente o que se tem passado noutras ocasiões com os mesmos interessados. Já foram alguma vez condenados? Nunca. Para apanharam a ridícula punição desportiva associada ao Apito Dourado foi preciso, como toda a gente se recorda, suspender in acto um membro do CJ. Se não tivesse sido assim, nem esses castigo teriam sofrido.
Diz-se que o artigo de Costa Andrade, no Público, teria sido decisivo. Costa Andrade é um doente, um fanático do FCP, e o artigo que escreveu é também uma vergonha. Nem o regulamento disciplinar da Liga conhecia. É um artigo que definitivamente o desprestigia como professor.
A causa não estará, porém, nele. A causa é mais profunda.
Atenção: Perigo! Eles estão de volta!

domingo, 28 de março de 2010

BENFICA MAIS PERTO DO TÍTULO



VITÓRIA NA LUZ SOBRE O BRAGA

Depois do jogo desta noite o Benfica ficou indiscutivelmente mais perto do título, mas ainda há muito campeonato e jogos difíceis pela frente.
Se a vitória tivesse sido pelos mesmos números da derrota de Braga, a diferença que o Braga teria de superar seria de sete pontos. Como foi por 1-0, essa diferença desce para seis pontos.
Foi um grande jogo entre as duas melhores equipas portuguesas da actualidade. Apesar do jogo do Dragão, cuja derrota por números tão expressivos continua por explicar, o Braga apresenta-se no campeonato como a equipa mais regular depois do Benfica e de longe a que maiores dificuldades causou ao líder. Não que o Benfica não tenha estado por cima durante todo o jogo, com excepção último do quarto de hora, mas porque o Braga foi a equipa que até hoje mais dificultou a habitual manobra do Benfica. E até na parte final do jogo, onde o Benfica costuma ser fortíssimo, o Braga conseguiu impedir o habitual ímpeto benfiquista.
Por todas estas razões, a vitória foi difícil, embora justíssima. O Benfica poderia ter marcado noutras ocasiões, enquanto o Braga apenas por uma vez esteve à beira de o fazer.
O Braga é uma equipa recheada de bons jogadores que vale pelo conjunto, enquanto o Benfica tendo um excelente conjunto que vale também pelo talento individual dos seus jogadores.
Luisão esteve bem na defesa e marcou o golo decisivo, tal há uns anos o fez, no jogo contra o Sporting, no último campeonato que o Benfica venceu. David Luís foi menos exuberante do que nos últimos jogos, porventura por mérito do Braga. Tal como Maxi Pereira, enquanto Coentrão terá talvez sido um dos melhores em campo.
Carlos Martins jogou o que pôde, sem ter tido grandes hipóteses de ensaiar o seu remate de média distância. Javi Garcia fez um jogo muito seguro, muito atento nas dobragens dos laterais e não pareceu diminuído por ter sido advertido com um amarelo logo no início do jogo. Ramires, como sempre, incansável, em todas as zonas do campo.
Na frente Di Maria não esteve tão brilhante como noutros jogos, Saviola também não e Cardozo falhou algumas oportunidades, embora tivesse feito excelentes movimentações em toda a dimensão do terreno.
Aimar, que entrou a substituir Carlos Martins, falhou passes que não costuma falhar e pareceu algo nervoso, Ruben Amorim não entrou bem no jogo e Kardec mal teve tempo para aquecer.
Finalmente, Quim teve pouco trabalho, fez o que lhe competia, salvo na bola em que o Braga esteve à beira de marcar. Calculou mal a saída e ficou a meio caminho com poucas hipóteses de evitar o golo se a bola tivesse tomado a direcção da baliza.
A equipa do Braga está muito bem treinada, a ela se deve que o Benfica não tenha estado tão demolidor como noutras ocasiões, mas o seu treinador, como pessoa, tem pouca classe. Tem um discurso de permanente ressentimento, talvez impressionado com tudo o que se tem dito acerca do bullying, parece um menino queixinhas a quem todos os outros não param de fazer maldades. Só é pena que Jesus responda, mesmo indirectamente, àquela conversa irritante.

sábado, 27 de março de 2010

SPORTING PERDEU NA MADEIRA



NOVO CICLO DE DERROTAS?

Não há muito a dizer sobre o jogo da Madeira. O Marítimo foi melhor durante todo o jogo, principalmente na segunda-parte. Justifica-se o resultado de 3-2 a favor do Marítimo.
Com ou sem auto-golo de Pongole, o Sporting não merecia ganhar frente a um adversário que foi sempre superior. Nos últimos jogos o Marítimo tem tido alguns manifestos azares mas hoje o resultado está de acordo com a exibição. É de prever que o Marítimo faça um final de campeonato forte.
Quanto ao Sporting, voltou a instabilidade. Do treinador aos jogadores todos se sentem inseguros. Um presidente fraco e um Costinha que entrou na pior altura (aliás, as altas instâncias do Sporting supunham que a equipa iria perder a eliminatória com o Everton) não ajudam nada neste final de época.

quinta-feira, 25 de março de 2010

CONSELHO JUSTIÇA DA FPF II




AFINAL, JÁ NÃO HÁ DÚVIDAS: PARA O CJ OS STEWARDS SÃO PÚBLICO

É preciso não ter vergonha! É este o comentário que merece o acórdão do CJ da FPF. De facto, o futebol está mesmo podre.
O caso explica-se em poucas palavras: o Regulamento de Disciplina da Liga define no artigo 1.º o que se entende, para efeitos do Regulamento, por comissão disciplinar, clubes, dirigentes e agentes.
Diz o regulamento, agentes são:

Os dirigentes e funcionários dos clubes, jogadores, treinadores, auxiliares-técnicos, árbitros e árbitros assistentes, observadores dos árbitros e delegados da Liga, médicos, massagistas e, em geral, todos os sujeitos que participem nas competições profissionais organizadas pela Liga ou que desenvolvam actividade, desempenhem funções ou exerçam cargos no âmbito dessas competições”.

Mais á frente, quando regula as sanções aplicáveis aos jogadores, distingue entre infracções muito graves, graves e leves.
As muito graves decorrem de actos de corrupção, ou de agressões à equipa de arbitragem, a pessoas ligadas à FPF ou em sua representação, e a delegados ou a outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo.
As faltas graves decorrem de agressões aos delegados ou a outros intervenientes no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo, a outros jogadores e ao público
As faltas disciplinares leves não têm relevância para este efeito.

O Regulamento não define especificamente o conceito de “público”, mas toda a gente sabe que o público é constituído por quem assiste ao jogo sem direito de acesso ou de permanência no recinto desportivo, ou seja, sem direito de acesso ou de permanência nos locais do recinto desportivo onde apenas podem estar os agentes, na definição que consta do artigo acima citado.

Neste quadro normativo, considerar que as forças de segurança, sejam públicas ou privadas, fazem parte do público é uma interpretação apenas possível num país que já perdeu completamente a vergonha!
Como é que esta decisão explica que os agredidos se encontrassem no túnel de acesso ao estádio? Como se explica que o Benfica não seja severamente punido por ter permitido ao “público” invadir um espaço reservado apenas a pessoas com direito de permanência e acesso ao recinto desportivo?

quarta-feira, 24 de março de 2010

CONSELHO JUSTIÇA DA FPF


UMA DECISÃO POLÉMICA

O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol reduziu drasticamente as sanções aplicadas aos jogadores do FCP pelas agressões de que foram autores no túnel da Luz a encarregados da segurança. Manteve, no que respeita ao Sporting de Braga, as sanções aplicadas.
Enquanto se não conhecer o acórdão não será possível adiantar comentários fundamentados. No entanto, parece poder concluir-se do que já foi tornado público que a factualidade em que assentou a anterior punição, da Comissão Disciplinar da Liga, não foi alterada. Portanto, a desgraduação da sanção só poderá ter assentado numa diferente qualificação jurídica dos agredidos e não da agressão.
As televisões noticiaram a alteração das sanções com base em infracção grave. No site oficial da FPF, infelizmente, apenas se diz que as sanções de Hulk e de Sapunaru foram alteradas respectivamente para 3 jogos de suspensão e multa de 2.500 euros e 4 jogos de suspensão e multa de 4.500 euros.
Pela leitura e interpretação do Regulamento da Disciplinar da Liga (RDL) não se percebe onde se fundamentam tais punições. Por isso, somente depois de conhecido o acórdão se poderá compreender a sua fundamentação jurídica.
Aparentemente o acórdão não terá considerado os agentes de segurança agentes para efeito da alínea d) do artigo 1.º do RDL. Fica a dúvida sobre a qualificação que lhes foi atribuída e a dúvida ainda maior acerca da legitimidade de se encontrarem no lugar onde se encontravam. De facto, se não são agentes, só podem ser “público”. Mas, nesses caso, como se justifica que o público esteja numa área de acesso reservado? O Benfica (ou qualquer outro clube) dirá que aqueles seguranças se encontravam no desempenho de funções de segurança impostas pela Liga e os seguranças agredidos, que provavelmente o acórdão equiparou ao público, vão dizer que estavam a desempenhar uma função (de que foram incumbidos pelo Benfica) no âmbito da competição em questão! Muito estranho este acórdão! Mas nada mais se pode adiantar sem o ler.
Por outro lado, foi negado provimento ao recurso interposto pelo Futebol Clube do Porto.
As consequências jurídicas deste acórdão são apenas as seguintes: Hulk e Sapunaru podem ser utilizados a partir de hoje. Não há, como é óbvio, outras. Nem pecuniárias, nem desportivas.
Parece haver ainda possibilidade de recurso da Liga e de outros interessados para Tribunal Arbitral do Desporto, com sede na Suíça, o que certamente não irá acontecer.
De seguro, apenas a confirmação de que os jogadores do Porto agrediram os seguranças de serviço no túnel da Luz. Certa apenas a confirmação de que a violência está sempre do mesmo lado. Certa ainda a confirmação de que a violência não só não é condenada, como é enaltecida por aqueles que têm um poder de direcção sobre os agressores!
ADITAMENTO
Meirim, dito especialista de direito desportivo, diz que o CSD não considerou os stewards "intevenientes no jogo". Onde é que Meirim leu essa definição de agente no Regulamento de Disciplinar da Liga?

VÍTOR PEREIRA E O JOGO DO ALGARVE


QUE FAZER?

Aguarda-se com alguma curiosidade o que Vítor Pereira vai fazer ao árbitro que apitou o jogo do passado domingo, no Algarve, entre o Benfica e o Porto.
Não adianta tecer muitas considerações sobre o que toda a gente viu. Houve quem, em todas as jogadas em que interveio, se comportasse em campo de forma indigna, insultando, agredindo a pontapé, à joelhada, à cotovelada, até com os pitons os adversários.
O árbitro viu, como toda a gente viu, no estádio e fora dele, sem necessidade de repetições nem de slow motions. Viu e nada fez.
Esta situação é muito mais grave do que a deturpação - propositada, negligente ou meramente ocasional - de um resultado. Neste caso pode perder-se um jogo ou não se ganhar, mas fica incólume a integridade física dos jogadores. No Algarve, só ficou por acaso.
Apesar de o árbitro do encontro ter um largo historial de “erros” acumulados, quase sempre contra os mesmos, não creio que se deva ir por aí. Talvez seja mais correcto afirmar-se que o árbitro foi covarde. E um árbitro covarde não pode apitar finais, nem jogos importantes, mesmo que não sejam decisivos.
Aliás, quem apreciar com alguma frieza o que se tem passado no futebol português neste último quarto de século, depressa chega à conclusão que a corrupção no sentido corrente do termo não assenta necessariamente em dinheiro ou favores de natureza semelhante. Sem deixar de haver pequenos favores profissionais, sociais e pessoais, a corrupção (no sentido com que a palavra aqui está empregue) assenta fundamentalmente num fortíssimo clima de coacção física e psicológica a que a maior parte dos árbitros que se situam no raio de acção onde ela se exerce não são capazes de resistir. Não são capazes porque são psicologicamente fracos e porque têm medo.
Como já se viu em tantas outras situações passadas com jogadores, com jornalistas e outros agentes desportivos, os autores morais daquela coacção não têm qualquer problema em consumar a ameaça que ela pressupõe se o receio da sua concretização não for levado a sério pelo coagido.
É esta cultura de violência que se estende a vários sectores da actividade e a outros tantos agentes da actividade desportiva que verdadeiramente explica as maiores poucas-vergonhas do futebol português. E como não se pode contar com a acção do poder judicial para as debelar, uma vezes porque quem tem a seu cargo a investigação não reúne as provas necessárias, outras porque a investigação é mal conduzida, outras ainda porque as decisões que acabam por ser proferidas são incompreensíveis para a generalidade das pessoas, há que pôr em prática outros meios que as evitem.
Desde logo não nomear árbitros que se situem no raio de acção onde essa coacção se possa exercer com mais facilidade. Mas não só. Por que não árbitros estrangeiros de reconhecido mérito para certos jogos? Uma coisa é certa: aquelas poucas vergonhas disciplinares não se passam em nenhum jogo da UEFA. Podem passar-se outras, mas aquelas não.
Finalmente, os clubes que estão realmente interessados na verdade desportiva deveriam publicamente desautorizar a participação dos seus adeptos ou associados em programas de comentário desportivo que tenham por protagonistas os “representantes” dos clubes. É por via destes programas que os batoteiros legitimam todas as batotas!

terça-feira, 23 de março de 2010

OS COMENTADORES DE FUTEBOL DO "PÚBLICO"



JORNALISTAS OU AVENÇADOS DO FCP?

Com muita frequência os chamados jornalistas do Público apenas se ocupam do FCP e das suas desgraças. Eles dão sugestões, eles dão lições de gestão desportiva, eles escolhem treinadores, eles dão a táctica, enfim eles não se cansam de demonstrar que estão ali ao serviço do FCP.
Quem daqui a uns anos quiser fazer um estudo do futebol português e tiver que referir-se ao que no último domingo se passou no Algarve vai certamente concluir que se passaram coisas diferentes consoante consultar o Público ou os outros jornais.
Sobre a violência dentro e fora do campo nem uma palavra. Apenas a imagem de desalento dos agressores.

MESSI, O MELHOR DO MUNDO


E PODE VIR A SER O MELHOR DE SEMPRE

Joan Laporta, Presidente do Barcelona, acha que Messi, além de ser o melhor do mundo – facto incontestável – poderá ser o melhor da história do futebol.
Dada a idade de Messi, 25 anos, não é difícil prever que poderá vir a ser o melhor jogador da história do futebol. Na actualidade, e mesmo nos anos mais próximos que antecederam o seu aparecimento, ninguém se lhe assemelha. Figo, Zidane, Ronaldinho (ainda em actividade) e até Ronaldo, o brasileiro, foram excelentes jogadores, mas nenhum deles se compara a Messi. Nem Zidane, o melhor dos quatro, nem Figo, logo atrás, estão ao nível de Messi.
Messi faz hoje mais do que Maradona fazia no seu tempo. E no tempo de Maradona o futebol já não era uma pêra-doce. Basta ver as verdadeiras batalhas campais a que foi submetido em Espanha e que o poderiam ter inutilizado para sempre para o futebol.
Todavia, Messi, para ser o melhor precisa de ganhar títulos e não apenas na equipa onde joga, que é uma equipa de elite, mas na selecção.
Maradona ganhou um campeonato de juniores e esteve em duas finais do Mundial, tendo ganho uma e perdido outra. Além destas vitórias, ou melhor, acima delas, ganhou dois campeonatos no Nápoles e uma Taça europeia, sendo bom não esquecer que o Nápoles está e estava longe de ser sequer uma equipa de segunda linha do futebol europeu. Isto tudo numa altura em que o futebol italiano estava no máximo, com as grandes equipas do Norte a ganharem tudo e o Roma também com uma grande equipa.
Pelé tem a seu favor três campeonatos do Mundo e um sem número de títulos pelo Santos, além de centenas e centenas de golos marcados.
Cruif, pela Holanda, nunca ganhou nada, apesar de ter ido uma vez à final do mundial. Ganhou pelo Ajax e pelo Barcelona. Mas está claramente abaixo de Pelé e Maradona.
Depois ainda há Di Stéfano, um jogador fantástico, que ganhou títulos em série pelo Real Madrid.
Finalmente, há Eusébio e Beckenbauer. São dois estilos completamente diferentes.
Se não tivessem sido as lesões no joelho, Eusébio teria ombreado com Pelé. Ganhou na Europa, no Benfica e chegou ao terceiro lugar do campeonato do mundo por um país que nunca sequer se tinha qualificado para uma fase final.
Beckenbauer foi a duas finais do campeonato do mundo (perdeu uma por um golo que ainda hoje se não sabe se entrou e ganhou outra). Além destes troféus, ganhou três Taças dos Campeões Europeus pelo Bayern e inúmeros campeonatos na Alemanha.
Em primeiro plano, ainda estão Pelé e Maradona, embora eu prefira Maradona, mas Messi pode lá chegar: ele faz o que ninguém faz ou fez. Mas precisa de ganhar o Campeonato do Mundo e mais títulos pelo Barcelona. Veremos se lá chega

segunda-feira, 22 de março de 2010

QUEM RESPONSABILIZA AS TELEVISÕES?






COMO É POSSÍVEL?

Quem responsabiliza as televisões por passarem programas de “comentário” desportivo feito por adeptos dos clubes?
Os ortodoxos dirão: é o mercado! O mercado, como já se viu, não responsabiliza nada, nem serve para regular o que quer que seja. Apenas serve, no caso do comentário futebolístico, para difundir a estupidez.
Passo ao acaso por uma estação televisiva onde eles estão. Ouço durante cerca de cinco minutos dois palhaços: um do Porto, outro do Benfica.
E percebo imediatamente que o do Porto no seu linguajar de pessoa boçal se prepara para justificar as barbaridades de alguns dos seus jogadores por um nervosismo inabitual…que só pode ter a sua origem no desgraçado do treinador e em alguém estranho ao clube que injustamente o persegue.
Sem pudor, nem respeito crucifica o guarda-redes, já com 36 anos, como quem deita fora um guardanapo usado. É um primário. Onde existe desta gente, medra outra, como a que ontem vimos no campo.
Mais uma vez faz a defesa da violência ao dizer que se mandasse o Benfica jogaria a final da Taça da Liga com a comissão Disciplinar da Liga.
O do Benfica, com a sua habitual cobardia, fugindo a todos os confrontos, muda ou tenta mudar o tema da conversa com graçolas patetas para não ter que responder. É impossível encontrar alguém mais gelatinoso, mais “moliquento” do que ele. Que repugnância!
O do Sporting, já não ouvi, nem como amostra. Aflige-me a sua ingenuidade primária e o seu fanatismo exacerbado.
Tirem esta gente da TV. Já!

O BENFICA VENCEU A TAÇA DA LIGA




APESAR DE HAVER DENTRO DO CAMPO UM ANIMAL SELVAGEM

O Benfica derrotou o FCP por 3-0 na final da Taça da Liga. Durante toda a partida apenas uma equipa dominou o jogo e demonstrou classe: o Benfica.
O Porto não teve em toda a partida uma única oportunidade, salvo um remate no início do jogo que Quim defendeu com classe. A defesa do Benfica dominou por completo os avançados do Porto. Desde muito cedo se percebeu quem iria ganhar o jogo. A dúvida estava em saber por quantos.
É certo que houve um “frango” do guarda-redes do Porto, mas sem frango o Benfica ganharia na mesma.
A linha média do Porto foi travada por Carlos Martins, Ruben Amorim e Aimar. Ninguém, no estádio, deu por ela. O tal jogador vindo da Madeira que tantas razões de queixa tinha da equipa do Benfica teria tido neste jogo uma óptima oportunidade para se desagravar. Infelizmente para o Porto ninguém o viu, havendo mesmo quem diga, mas erradamente, que não jogou.
No Benfica é de salientar mais uma vez a excelente prestação da defesa, a mesma que jogou em Marselha. O notável desempenho de Airton, que jogou como volante, em substituição de Javi Garcia. E a boa prestação de Kardec que lutou na frente sempre sem medo e com classe. Aimar e Di Maria exibiram a classe que se lhes reconhece.
Ramires, Saviola e Cardozo, que renderam Carlos Martins, Aimar e Kardec, jogaram como se tivessem entrado de início, tendo Cardozo, o último a entrar, ainda tido tempo para marcar o terceiro golo. Os outros dois foram marcados, o primeiro, por Ruben Amorim num remate de longe e, o segundo, por Carlos Martins num livre de trinta metros.
Falámos da coragem de Kardec e o mesmo se poderia dizer de outros jogadores do Benfica, a começar por Aimar, porque na equipa do Porto havia um animal em campo. Um animal que Jorge de Sousa permitiu que jogasse como se de um jogador se tratasse. De todas as vezes que disputava um lance, esse animal agredia o adversário. O árbitro que deveria ter chamado as forças da ordem para o enjaular permitiu que ele se mantivesse em campo durante todo o jogo como se dele fizesse parte.
Não será de admirar que Queiroz, telecomandado pelo Dragão, se proponha levar à selecção um animal. Se for esse o caso, como certamente acontecerá, será conveniente pô-lo a estagiar com alguma antecedência no Kruger Park para apurar a forma.
É espantoso que depois de tantas manifestações de violência do adversário os jogadores do Benfica tenham sido punidos com quatro cartões amarelos, em dois casos por terem sido agredidos.
Este árbitro é uma vergonha!

UMA CULTURA DE VIOLÊNCIA



DENTRO E FORA DO CAMPO

Antes do jogo da final da Taça da Liga, adeptos do FCP atacaram adeptos do Benfica nas estações de serviço da auto-estrada do Algarve, nas portagens de Paderne e nas imediações do Estádio do Algarve numa pura manifestação de violência gratuita.
Sabe-se que as claques de futebol são as grandes responsáveis, ou mesmo as únicas responsáveis, pelas manifestações de violência ligadas ao futebol. Nelas se acolhe gente da extrema-direita, marginais ligados ao crime e toda uma espécie de pessoas não recomendáveis a nenhum título. E todas sem excepção têm um triste curriculum.
Mas há quem, para além das claques, cultive a violência, a agressividade gratuita, como forma de estar no futebol, com o objectivo de por este meio abater o “inimigo”. É o que acontece a vários níveis no FCP.
Os agressores, sejam elementos das claques sejam jogadores, são imediatamente transformados em vítimas, desculpados quando não idolatrados e vistos como heróis, enfim, gente que, no campo de futebol ou nas ruas, se bateu com valentia contra os “mouros” e que só por isso merecem a admiração dos seus.
Os comentadores, o presidente, e muitos adeptos do FCP não poupam argumentos para os defender e justificar. Quem os ouve fica sempre com a certeza de que os actos desordeiros nunca são reprovados, antes pelo contrário são tidos como actos justificáveis, por esta ou por aquela razão, quanto mais não seja por se tratar de actos por meio dos quais se defende da honra do clube e as suas “gloriosas tradições”.
Desde os episódios dos túneis, em que os prevaricadores são orgulhosamente defendidos e considerados vítimas inocentes dos desacatos e agressões de que são autores até às claques que vandalizam tudo por onde passam, todos estes actos, sem excepção, nunca são desincentivados. Nunca se ouviu da parte dos dirigentes do FCP e dos seus comentadores televisivos uma palavra de condenação. Pelo contrário, fazem coro com eles em “vigílias de desagravo” e manifestações de repúdio pelas penas que lhes foram aplicadas pelos delitos que praticaram.
Não há no FCP uma única manifestação contrária à violência. E o responsável por isto tem um rosto e um nome: Pinto da Costa.
E é esta cultura que explica haja na própria equipa do Porto quem se comporte como um animal, com a complacência dos árbitros, como ainda hoje à noite se viu no Estádio do Algarve.

sábado, 20 de março de 2010

AFINAL, O QUE SE PASSA COM IZMAILOV?





VERSÕES CONTRADITÓRIAS



As notícias vindas de Moscovo não coincidem com as do Sporting. Afinal, quem fala verdade?

Um jogador pode transferir-se a meio da época sem autorização do clube? e se o fizer, o que acontece?

OS SORTEIOS DA UEFA


BENFICA DEFRONTA LIVERPOOL

Na Liga dos Campeões,o sorteio acasalou, de um lado, o Inter com o CSKA e o Arsenal com o Barcelona e, do outro, o duelo franco-francês entre o Lyon e o Bordéus e o anglo-bávaro entre o Bayern e o Manchester United.
Mourinho aparentemente ficou com o adversário mais fácil e o Barcelona com um dos mais difíceis. Correndo todos os riscos de quem antecipa resultados em futebol, o Barcelona e o Inter deverão defrontar-se nas meias finais. Em princípio, o Inter, pela sua segurança defensiva, levará vantagem sobre o CSKA, enquanto no Arsenal-Barcelona a equipa catalã tenderá a fazer a diferença relativamente a uma equipa que, exibindo um futebol tão vistoso quanto o do Barcelona e igualmente – ou até mais - eficaz, revela algumas fragilidades defensivas.
Do outro lado, as previsões são mais difíceis de fazer, dada a relativa equivalência das equipas, embora, tendo em conta a forma em que se encontram neste final de época, não pareça ousado supor que as meias finais se disputarão entre o Manchester e o Bordéus.
Na Liga Europa, ao Benfica terá calhado o adversário mais difícil, de todos o que de longe, muito longe, tem o melhor palmarés em todas as provas europeias. De acordo com este mesmo critério, sendo o Benfica, depois do Liverpool, das oito equipas presentes, a que tem melhor passado nas provas europeias e estando claramente em melhor forma e a jogar melhor futebol do que o Liverpool, é de acreditar que o Benfica, com as dificuldades próprias de quem defronta um grande adversário, ganhe a eliminatória.
No duelo espanhol, tanto o Valência como o Atlético poderão ganhar. A irregularidade tem sido a nota mais dominante das duas equipas. Mesmo assim, é de admitir que o Valência leve a melhor.
Nos outros dois jogos, quem se arrisca a prever um resultado? Tudo poderá acntecer, desde duas vitórias germânicas (Hamburgo e Wolfsburgo), passando pela derrota de ambos, até qualquer outra combinação.
A 8 de Abril se saberá como foi.

sexta-feira, 19 de março de 2010

SPORTING CAI EM ALVALADE




ATLÉTICO DE MADRID PASSA AOS QUARTOS-DE-FINAL

Num jogo bem disputado, o Sporting fez o que podia para passar a eliminatória que vinha de Madrid com um empate a zero.
Desfalcado, por razões regulamentares e por culpa própria, sem entrar em linha de conta com razões ainda mais graves (Izmailov), o Sporting apresentou-se frente ao Atlético de Madrid com o melhor onze de que poderia dispor.
O jogo começou da pior maneira para o Sporting, Agüero, excelente jogador, num cruzamento rasteiro antecipou-se a toda a defesa, guarda-redes incluído, e marcou o primeiro golo, logo aos três minutos de jogo, pondo a sua equipa em vantagem na eliminatória.
O Sporting reagiu bem e empatou pelo incontornável Liedson o melhor ponta-de-lança do campeonato português, juntamente com Falcao. O golo de Liedson é um prodígio de inteligência e intuição. Não há muitos jogadores que saibam fazer o que ele fez. Pouco tempo depois, Agüero numa excelente jogada de ataque finalizou com classe um belo passe de Reyes, outro grande jogador que o Benfica, o ano passado, recuperou.
Mesmo sobre o fim do primeiro tempo, Miguel Veloso de livre, com uma simulação de Polga, marcou o segundo e voltou a empatar a partida. É um tipo de golo que se começa a vulgarizar, por isso não pode deixar de imputar-se culpas a quem o sofre.
No segundo tempo, o Sporting entrou forte e teve por duas vezes oportunidade de se pôr em vantagem no jogo e na eliminatória. Não o conseguiu, mesmo lutando denodadamente até ao fim. O Atlético poderia igualmente ter marcado em dois remates de Reyes.
O Atlético não tem uma grande equipa, mas tem na frente excelentes jogadores capazes de resolver um jogo contra um adversário que não disponha das mesmas armas.
A incógnita que agora se levanta é saber o que vai o Sporting fazer até ao fim da época: vai continuar a lutar para garantir o quarto lugar e tentar, muito dificilmente, o terceiro ou vai cair a pique como aconteceu depois da derrota em Braga? A resposta dependerá muito mais da estrutura organizativa do Sporting (há muita gente a mandar por fora e por dentro…) do que do treinador e dos jogadores que até já deram provas de que com os parcos recursos de que dispõem são capazes de se superar e fazer o que ninguém esperava deles.

quinta-feira, 18 de março de 2010

GRANDE MAXI PEREIRA


GRANDE EXIBIÇÃO DO BENFICA EM MARSELHA

O Benfica realizou hoje uma grande exibição em Marselha durante todo o jogo. O Benfica dominou a partida de princípio a fim e, apesar de uma arbitragem que nem Jorge de Sousa nos seus “melhores dias” conseguiria imitar, não se deixou intimidar, jogou sempre para ganhar, mesmo depois de o Marselha ter estado em vantagem no ressalto de num lance de bola parada.
Os grandes jogadores do Marselha, Lucho, Niang e Brandão, quase não se viram, com excepção da jogada do golo, o que demonstra que o Benfica estava hoje muito mais preparado para defrontar o Marselha do que há oito dias, tal como Jesus havia advertido.
Os laterais do Benfica foram determinantes nesta vitória, com destaque para Maxi Pereira que teve durante todo o jogo todo o corredor direito a seu cargo. Marcou um golo, tal como havia feito em Lisboa, devendo considerar-se a justo título não apenas o homem do jogo, mas o homem da eliminatória.
Os centrais estiveram ao seu nível, com David Luís a ter tempo e arte para algumas “faenas”, e Luisão com a segurança de sempre. Na baliza, Júlio César teve pouco ou nenhum trabalho e dificilmente poderia ter feito mais no lance do golo.
A linha média foi de grande consistência, todos eles – Ramires, Javi Garcia e Carlos Martins – ajudando não só a construir grandes jogadas, como ainda neutralizando todas as jogadas potencialmente perigosas do adversário.
Na frente, Di Maria lançou o pânico frequentemente nas hostes marselheses, mas não foi protegido pelo árbitro que, inclusive, lhe mostrou um amarelo por ter protestado depois de um derrube indiscutível à entrada da área. Mas não se pode dizer que tenha sido um dos grandes dias de Di Maria. Foi um bom jogo, mas falhou bolas que noutras circunstâncias não falharia. Saviola pareceu mais ausente do jogo pelo papel táctico que lhe foi distribuído – e que cumpriu – mas também não foi, do ponto de vista individual, aquele Saviola que os adeptos gostam de ver. Finalmente, Cardozo parece mais lento e com menos capacidade de decisão do que noutras ocasiões. Também não esteve nos seus melhores dias, embora sempre muito esforçado.
Aimar entrou muito bem no jogo, fez um quarto de hora final notável, Miguel Vítor nem tempo teve de tocar na bola e Kardec foi decisivo com um remate vitorioso e indefensável próprio de um ponta-de-lança que não hesita na hora da verdade.
Os adeptos do Benfica têm todos os motivos para se sentirem contentes, têm uma grande equipa e um grande treinador!
É natural, mais do que natural é exigível, que no domingo, no Algarve, o Benfica jogue com uma segunda linha. Enfim, com jogadores que não estiveram presentes no Vélodrome.

quarta-feira, 17 de março de 2010

BARCELONA E BORDÉUS SEGUEM EM FRENTE




STUTTGART E OLYMPIAKOS FICAM PELO CAMINHO

Com toda a naturalidade o Barcelona quebrou a pequena tradição do Stuttgart de ainda não ter perdido fora nesta edição da Liga dos Campeões. Messi logo aos treze minutos abriu caminho à vitória com um excelente golo e depois seguiram-se mais três. O Barcelona, mesmo não estando na sua melhor forma ou não estando na forma do ano passado, não deixa de ser uma equipa e de jogar como tal.
Na equipa catalã mesmo as grandes vedetas, como Messi, fazem parte do conjunto, e não constituem elementos à parte de quem se espera a resolução individual de um problema que é de todos. Se esta é a diferença que separa o Barcelona do Real Madrid, ela é também a que distingue Messi de Cristiano Ronaldo.
No outro jogo, o Bordéus, que tem tido uma excelente na Liga dos Campeões, chegar a passar por algumas aflições quando aos 65 minutos o Olympiakos empatou o jogou e ficou a um golo da vitória na eliminatória.
Muito perto do fim tudo se recompôs numa jogada muito facilitada pela defesa e pelo guarda-redes da equipa grega. Tal como no primeiro golo do Bordéus também no segundo o guarda-redes foi mal batido. Tudo corre mal aos gregos...
Jogados os quartos-de-final teremos na eliminatória seguinte duas equipas inglesas (Manchester United e Arsenal), duas francesas (Bordéus e Olympique de Lyon), uma alemã (Bayern de Munique), uma italiana (Inter de Milão) e uma espanhola (Barcelona).
Depois do próximo sorteio se ficará com uma ideia mais precisa de quem pode ser campeão.