quinta-feira, 31 de maio de 2018

A SIC É UM ESGOTO A CÉU ABERTO

A SIC E O FUTEBOL



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A SIC como estação de televisão de um patrão falido ou sempre à beira da falência é um projecto falhado. Posta perante essa evidência resolveu tanto na política como no futebol enveredar pelo mais reles que em jornalismo existe na esperança de ganhar audiências para poder sobreviver. 
A política não é para aqui chamada embora todos tenhamos conhecimento dos processos que usa para tentar alcançar os seus objectivos. Não se inibe de descer ao grau zero da deontologia jornalística para simultaneamente atacar os seus inimigos (e inimigos são os que não lhe dão dinheiro ou não traficam influências para que lho emprestem) e tentar ganhar mais uns milhares de espectadores.
No futebol o seu alvo é o Benfica e não será difícil, juntando o episódio de hoje a outros tantos ataques, ver neles a mão material ou moral do inescrupuloso Rui Santos. Frustrado e permanentemente decepcionado por o "seu Sporting"agravar a cada ano que passa o papel de figurante de segunda ordem, perturbado por o Sporting estar mergulhado numa gigantesca crise de identidade e de corrupção - com provas palpáveis, do domínio público -, nada melhor do que tecer uma nova intriga contra o Benfica, injuriosa, difamatória e reles, jornalisticamente falando, para tentar pôr entre parênteses o que se passa com o Sporting.
O que hoje se passou na SIC é algo que não pode ficar circunscrito a um simples desmentido, embora veemente. É preciso fazer muito mais: é preciso desmascarar a SIC como pivot deste complot urdido com base em depoimentos anónimos, falsas imputações e tirar judicialmente as devidas consequências.
Mas não só. Perante uma reportagem desta gravidade em que sem provas de nenhuma espécie se insinua do primeiro ao último minuto que o Benfica é um clube corrupto, em que os pseudo autores da reportagem nem sequer se dignam ouvir o Benfica,  só resta ao Benfica cortar relações com a SIC e desautorizar quem nos programas da SIC aparecer como adepto do Benfica. Cumprirá depois aos que costumam estar presentes no Dia Seguinte e no (nojento) Play Off tirar as devidas conclusões, abandonando-os.
A reportagem da SIC vai mais uma vez servir de pasto a todos os que chafurdam no futebol português - os que silenciam ou desvalorizam o que todos ouvimos nas escutas do Apito Dourado ou o que todos lemos nas mensagens do Cashball, em que Porto e Sporting estão enterrados até às orelhas. 
Mas a SIC, sendo um esgoto a céu aberto, não é a única responsável; responsáveis também são aqueles que tendo a obrigação de investigar tudo o que realmente se passa deixam cozer em lume brando este caldo de injúrias, insinuações e suposições com o resultado que se conhece - enxovalhar o nome do Benfica por meio de um julgamento popular baseado no fanatismo clubista que a sua passividade acalenta e amplifica.
Atentemos apenas estes dois casos:
O Assalto a Alcochete - houve prisões e instaurou-se um processo. Até aqui tudo bem. Mas tomou-se alguma providência contra a direcção do Sporting, nomeadamente contra o seu presidente, quando durante dias se lia nos jornais que os jogadores acreditavam que o mandante era Bruno de Carvalho? Foi ouvido? Foi apreendido o seu telemóvel no próprio dia dos acontecimentos ou depois da sua patética intervenção sobre o acontecimento? Nada. Sabe-se que os cabecilhas materiais do assalto estavam em Alcochete depois de a polícia lá ter chegado e em Alcochete continuaram até que um amigo os tivesse ido "resgatar". Já foram ouvidos? Por que não foram detidos? E o condutor do veiculo, que as televisões identificaram e entrevistaram, já foi ouvido? Quem o chamou? Quem lhe deu autorização para entrar na Academia, recolher os presumíveis criminosos e sair apressadamente, tudo em pouco mais que dois minutos? Por que razão ainda nada se fez? E far-se-á algum dia? E quando se fizer, se se fizer, que valor terão então essas diligências? Tudo situações inexplicáveis, da responsabilidade das mesmas entidades que deixam que  Benfica seja imolado em fogo brando por tempo indeterminado
Corrupção no Andebol e no Futebol - Perante provas tão concludentes, com um despacho tão peremptório do juiz de instrução criminal, por que ainda não foi ouvido Bruno de Carvalho de quem Geraldes era o "braço direito"? Também se não entende.
Juntando tudo, talvez se entenda. Uma coisa porém é certa: o Benfica tem de exigir que tudo isto se resolva antes da época começar. Impossível continuar com todo este lixo durante um ano ou mais. Basta!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A PROPÓSITO DAS RESCISÕES NO SPORTING




SE EU FOSSE DIRIGENTE DO BENFICA
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Se eu fosse dirigente do Benfica e resolvesse não contratar qualquer jogador do Sporting que venha a rescindir o seu contrato, faria a seguinte declaração:

“ A direcção do Spot Lisboa e Benfica comunica a todos os seus associados, adeptos e simpatizantes que não contratará qualquer jogador do Sporting Clube de Portugal que se encontre contratualmente desvinculado em consequência de rescisão unilateral do respectivo contrato.

Sem esquecer o comportamento do Sporting Clube de Portugal no fim da época 1993/94, sob a presidência de Sousa Cintra, sem esquecer a campanha de calúnias e de difamação do nome do Sport Lisboa e Benfica orquestrada pela presidência de Bruno de Carvalho, sem esquecer os miseráveis ataques diariamente veiculados pela comunicação do Sporting Clube de Portugal contra o Sport Lisboa e Benfica, sem esquecer os ataques sistemáticos feitos em toda a comunicação social pelos comentadores independentes e dependentes do Sporting Clube de Portugal contra o Sport Lisboa e Benfica entende a direcção do SLB que não deverá aproveitar-se da actual conjuntura para contratar ou tentar contratar os jogadores desvinculados.

Esta direcção não o faz por consideração pelo Sporting Clube de Portugal, nem pelos seus associados e adeptos cuja esmagadora maioria se revê nos comportamentos de Bruno de Carvalho, como em breve se voltará a comprovar, mas pela honra e dignidade do Sport Lisboa e Benfica.

Viva o Benfica!”

quinta-feira, 24 de maio de 2018

AS RESCISÕES E A CORRUPÇÃO NO SPORTING

SILÊNCIO SOBRE O QUE NÃO INTERESSA

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Chega a se patético (e aqui o adjectivo está usado com toda a propriedade) ouvir os comentadores do Sporting sobre o actual momento do clube. Todos eles, tanto os "independentes" como os dependentes, tanto os engravatados, como os descamisados, eram apoiantes incondicionais de Bruno de Carvalho, alguns um pouco encapotadamente, mas sempre sem deixar dúvidas sobre quem recaía a sua simpatia.
A primeira grande linha estratégica de toda a comunicação do Sporting, desde a do inqualificável Saraiva até às dos comentadores televisivos e radiofónicos, era o antibenfiquismo feroz. Esta linha era tão forte que se tornou no verdadeiro factor identitário do Sporting, a tal ponto que quem, no seio do clube, a não defendesse sem reticências, era imediatamente atacado e marginalizado.
Foi ao abrigo dessa linha que se fez a aliança com o Porto e se caluniou durante toda a época o Benfica com base em factos que ou nada tinham a ver com a competição desportiva ou com o Benfica ou que nada provavam, embora alimentassem toda a espécie de especulação.
O Benfica, apesar de assaltado e roubado, parece nada ter a esconder depois de conhecida a devassa pública, não sabemos quantas dezenas de gigas, de material electrónico, sendo até caso para perguntar que clube, empresa ou pessoa resistiria a uma tão gigantesca violação da sua correspondência privada.
Perante uma estratégia exclusivamente focada no ódio ao adversário, e, por arrastamento, no ódio aos que internamente não a seguem sem vacilar, não seria de esperar um resultado diferente do que realmente aconteceu ao Sporting: o completo colapso desportivo, a completa ausência de valores morais e o afundamento nos mais execráveis esquemas de corrupção desportiva.
A completa ausência de valores morais levou a que adeptos do Sporting, pertencentes a um dos agrupamentos mais  incondicionais de Bruno de Carvalho, tivesse feito o que fez em Alcochete, com as consequências que facilmente se antecipam.
No plano penal, uma averiguação que, não tarda, acabará por encontrar os cabecilhas e o mandante e que no plano desportivo levará à desvinculação com justa causa dos jogadores que o desejem fazer.
Diz-se que nenhum dos agredidos quererá ficar no Sporting se Bruno de Carvalho lá continuar e diz-se também que outros rescindirão em qualquer caso.
Perante este facto incontornável é interessante ouvir os comentadores do Sporting nas televisões, principalmente na CM TV onde em regra só  vão sportinguistas, salvo nos raros casos em que Amaral (Porto) e Calado (Benfica) lá comparecem.
Primeiramente, nenhum destes comentadores do Sporting, face ao que se passou, exigia a saída de Bruno de Carvalho; passado algum tempo, dada a vozearia que por todo lado clamava pela saída do presidente, passaram a achar conveniente que se afastasse; entretanto, como não se afastou e mantém-se a dúvida sobre se sairá ou não, muitos deles já recuaram e começam  a ensaiar argumentos que lhes permita dar o dito por não dito.
Depois vem a questão das rescisões. Inicialmente, nem pensar. Depois, como contra factos não há argumentos, passaram a admiti-las como possíveis embora esperem que nenhum clube se aproveite.
Sobre este ponto vale a pena seguir as posições de José Manuel de Freitas, "brunista" encapotado e sportinguista "doente".  Dizia ele inicialmente: "Temos de ser solidários com os jogadores; não quero acreditar que peçam a rescisão, porque perderiam toda a razão se o fizessem". Parece mentira, mas é verdade. Foi exactamente isto que ele disse. Hoje já foi levado a admitir que os jogadores podem rescindir, mas espera para bem da honra do desporto que os clubes sigam o exemplo de Pinto da Costa! Se houver clubes "gulosos", recairá sobre eles o opróbrio de se terem aproveitado das infelicidades alheias.  Grande moralista, o JM Freitas! Como nós gostaríamos de ler agora o que ele escreveu em A Bola quando o Sporting, com Sousa Cintra ao leme, se aproveitou (e instigou) das rescisões de Paulo Sousa, Pacheco, João Pinto, Rui Costa e até Paneira, na época de 1993/94, para levar dois deles para o Sporting, tendo, in extremis, sido impedida a contratação dos outros três. Neste caso, a jogada de Sousa Cintra foi de génio - um tiro certeiro no grande rival. 
Essa a razão por que só se o Benfica "estiver a dormir" é que, pelo menos, não tenta levar para Luz alguns daqueles que considere necessários ao fortalecimento da equipa.
Finalmente, quanto à corrupção desportiva em que o Sporting está afundado, nem uma palavra. Como é possível que comentadores que levaram o ano inteiro a injuriar o Benfica com base em suposições consigam fazer de conta que nada se está a passar no Sporting, chegando ao ponto de atacar o Benfica sempre que se tenta falar na corrupção do Sporting. Podem, porém, ficar "descansados" - os factos são tão óbvios, o despacho da juiz é tão elucidativo e o processo já está tão instruído que, muito brevemente, teremos o julgamento deste caso. E depois vamos ver o que as federações de Andebol e Futebol irão fazer - se tiram as consequências ou se continuam a fazer de conta, como têm feito, que não se passou nada.


terça-feira, 15 de maio de 2018

OS ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO DO SPORTING


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DIRECTOR DESPORTIVO DO FUTEBOL PROFISSIONAL SUSPEITO



Tal como aconteceu no “Apito Dourado”, as provas vindas a público são inequívocas. Um empresário actuando por conta do Sporting e um intermediário da confiança deste compravam árbitros de andebol, quer para o Sporting ganhar os seus confrontos, quer para os adversários do Sporting noutros confrontos perderem, mediante a compra do resultado a favor da equipa contra a qual estes jogassem, fosse ela qual fosse, mesmo que fosse o Benfica.

E como o esquema nem sempre funcionava conforme o pretendido, como se comprova pelas escutas a André Geraldes, ao tempo director desportivo das modalidades, admitia-se também a hipótese da compra de um ou dois jogadores da equipa adversária.

Nada pode ilustrar melhor um esquema de corrupção do que este que o Sporting pôs em prática: árbitros, para actuarem de acordo com a solicitação, e jogadores adversários subornados, se necessário fosse.

Tal como já tinha acontecido num outro caso inequívoco de corrupção, em que um vice-presidente do Sporting, actuando nessa qualidade e com dinheiro do clube, ordenava a um amigo o depósito de determinadas quantias na conta bancária de um fiscal de linha, para falsamente o incriminar, procurando por essa via ganhar o que antevia vir a perder no campo, também agora o esquema posto a nu pelo Correio da Manhã e confirmado pelo Ministério Pública assenta na estrutura directiva do clube, que tem como responsável máximo Bruno de Carvalho.

O director das modalidades, indiciado como mandante das práticas de corrupção, André Geraldes, é hoje o braço direito de Bruno de Carvalho no futebol, depois de este ter substituído Octávio Machado, que por seu turno substituiu Augusto Inácio, certamente por tanto um como outro não terem desempenhado com a eficiência exigida por Bruno de Carvalho as funções do lugar que ocupavam.  

Perante factos tão evidentes espera-se que as autoridades desportivas actuem de imediato, aplicando as sanções que se impõem e exige-se que o Ministério Público averigúe com a maior minúcia se as práticas dos esquemas em uso nas modalidades não foram importadas para o departamento de futebol, visto o indiciado como mandante daquelas práticas ser agora o responsável por este departamento.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A FESTA QUE DESONRA

INADMISSÍVEL ENTRE PROFISSIONAIS

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O que se passou nas comemorações da vitória do Futebol Clube do Porto no Campeonato de Futebol da Liga Portuguesa é um bom exemplo da baixeza a que este clube chegou depois de dezenas de anos de direcção e doutrinação de um dos maiores malfeitores do futebol mundial. Habituados como estamos à apologia da violência, ao fomento do ódio e ao desprezo pelos adversários ninguém se admiraria que marginais de serviço naquele clube, seja como lacaios, seja em funções dirigentes, tivessem na hora da vitória um comportamento ainda mais indigno do que que aquele que diariamente têm no desempenho das suas vergonhosas funções. Isso seria, infelizmente, normal. O que se torna difícil de compreender é que profissionais de futebol tenham enveredado pelo mesmo caminho, exibindo com as suas demonstrações de ódio, desprezo e falta de dignidade, uma tão rápida aculturação do pior que o futebol tem, só possível num clube onde todos os que nele participam e integram vivem mergulhados nesse clima de marginalidade que ofende os mais elementares princípios de convivência desportiva.
Esse gesto dos profissionais de futebol ao serviço do Futebol Clube do Porto vai ficar como uma nódoa negra que para sempre manchará a sua carreira desportiva, estejam eles onde estiverem, e a sua personalidade como cidadãos.

terça-feira, 8 de maio de 2018

ALDRABÕES

EX-ÁRBITROS PEDRO HENRIQUES E DUARTE GOMES

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Estes dois comentadores de arbitragem, um deles rebaixado de divisão quando estava no activo por incompetência, além de incompetentes são aldrabões.
Na análise dos "casos" relativos ao Sporting-Benfica do último fim de semana, a posição deles foi muito clara: todas as reclamações apresentadas pelo Sporting foram atendidas, enquanto as do Benfica foram todas rejeitadas, salvo aquela relativamente à qual era impossível apresentar desculpas (agressão violenta de Bruno Fernandes a Cervi).
A visualização deste vídeo do SAPO é, porém, elucidativa. Logo nos primeiros minutos de jogo, há um penalty descarado sobre Rafa. O jogador do Benfica chega primeiro à bola e Rui Patrício impede-o de continuar.  Então, como é que os dois aldrabões, acima citados, descartam a situação? Muito simplesmente: dizem eles, ambos os jogadores vinham a correr em sentido contrário, tendo Rui Patrício parado perante a aproximação de Rafa. Ora, como Rafa é muito rápido, o choque era inevitável, nada podendo fazer Rui Patrício para o evitar. Mesmo que os factos fossem estes seria penalty na mesma, de outro modo os defesas teriam doravante um meio muito simples de parar os avançados: bastava que corressem em direcção a eles e momentos antes do choque parassem, impedindo o avançado de continuar. Mas a verdade é que não foi nada disso que se passou. Eles afirmam-no, porque como são aldrabões profissionais, pararam a jogada a seguir ao choque, só se vendo o Rafa cair e o Rui Patrício a ficar onde estava. Não foi nada disso, porém, o que aconteceu: depois do choque provocado por Patrício, o guarda redes do Sporting deslizou pelo terreno  mais de dois metros como no vídeo se vê sem sombra de dúvida.  Portanto, Rui Patrício não ficou parado, como dizem, tendo antes atropelado voluntariamente Rafa. O que é espantoso é que nenhum comentador do Benfica tenha dito isto!
Quanto ao lance entre Ruben Dias e Gelson não há nenhuma agressão. O que se passa é que Gelson mede cerca de 20cm menos que Ruben Dias, tendo este ao impor o seu físico na jogada (e não está impedido de o fazer) ficado com o antebraço ao nível da cara de Gelson. Entre jogadores da mesma estatura a jogada seria perfeitamente normal e, portanto, legal. Poderia, é certo, o árbitro ter marcado falta ou até sancioná-la com um cartão amarelo, mas nunca mais do que isso. Não há qualquer comparação com o que se passou com Bruno Fernandes, nem tão-pouco com Mathieu que pisou propositadamente Fedja, tendo os aldrabões acima citados dito que não se poderiam manifestar sobre a jogada com segurança...porque não viram a cara do francês! Inacreditável1
Tudo isto faz parte da campanha que o Porto e o Sporting montaram contra o Benfica a diversos níveis e com múltiplos meios, não tendo o Benfica durante a época sabido defender-se convenientemente. Remetido sempre aa uma posição defensiva, em vez de atacar, acabou permitindo que a dita campanha tivesse tido êxito. Campanha da qual ambos, Porto e Sporting, se aproveitaram em termos diferentes. O Porto, conseguindo que o Benfica fosse prejudicado em jogos decisivos; o Sporting, beneficiando de tal modo dos erros de arbitragem que, sem eles, estaria sete a oito pontos atrás do Braga.
Que tudo isto sirva de lição, é o que espera!

domingo, 29 de abril de 2018

SIM, O PIOR ESTAVA PARA VIR




E VEIO!
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No dia 12 de Setembro de 2017 dissemos aqui: Este triste Benfica; o pior está para vir. E veio como qualquer pessoa minimamente conhecedora de futebol estava em condições de antecipar.

Esta época ficará na história do Benfica como uma das mais fracas de sempre. Depois do sexto lugar de Vilarinho /Toni, fica a época de 2017/2018 como uma das mais tristes páginas deste centenário clube.

Num ano em que o Benfica tinha de apostar tudo na conquista do Penta, arrumando por uns anos os seus mais directos rivais que não teriam condições financeiras nem anímicas para resistir a tantos desaires, o triunfalismo de Vieira e a cobardia do treinador conduziram o Benfica para uma situação muito embaraçosa.

Tendo sido eliminado vergonhosamente da Liga dos Campeões, não tendo vencido um único jogo na Taça da Liga, sendo eliminado da Taça de Portugal ao primeiro confronto digno desse nome, o Benfica arrastou-se no campeonato, tendo chegado à liderança a seis jornadas do fim por obra desse extraordinário jogador que Rui Vitória tentou deixar no banco de suplentes por a equipa passar a jogar num sistema que não se quadrava com as suas características. Pior é quase impossível, mas aconteceu no Benfica e somente não se concretizou esse estúpido e ignorante projecto porque Jonas soube impor-se na hora certa.

Se percorrermos o plantel do Benfica lugar por lugar imediatamente se percebe que a presente época não foi levada a sério pelo presidente ou, se a levou, subestimou completamente o valor dos adversários e não contou – não pode ter contado – com a voz de um treinador minimamente competente.

Como pode um treinador permitir que o presidente admita começar uma época sem guarda-redes? Como pode esse mesmo treinador admitir iniciar uma época sem um verdadeiro defesa direito? Como pode um treinador iniciar uma época apenas com um defesa esquerdo? Como pode um treinador manter como central um jogador que já não tem idade para jogar ao mais alto nível, como hoje dramaticamente se demonstrou? Como pode um treinador contar para a posição “seis” apenas com um jogador permanentemente assoberbado por problemas físicos? Como pode um treinador, após as primeiras quatro jornadas, manter na equipa principal, como “oito”, um jogador que não ataca, nem defende, não remata nem sabe marcar os livres que teima em cobrar? Como pode? Como pode um treinador admitir jogar num campeonato como o português sem um ponta de lança de raiz? Como?

Pois é, Jonas colapsou com o esforço de ter levado a equipa ao colo durante quase toda a época e o Benfica desapareceu do mapa mal isso aconteceu.

Esse ignorante presidente que se gabava de estar 10 anos à frente dos outros não serve para o Benfica. Esse presidente que contratou um treinador sem personalidade que a tudo lhe diz “ámen” não serve para o Benfica. Nem o presidente, nem o treinador.

O fim de época do Benfica vai ser doloroso. A equipa vai-se arrastar por mais três jogos, sendo muito provavelmente ultrapassado pelo Sporting de Braga na luta pelo terceiro lugar.

Como muito provavelmente nada vai mudar na época que em Julho se vai iniciar, há todas as razões para antecipar com base no que já se conhece que o próximo ano ainda será pior do que este. Têm a palavra os sócios.

Os adeptos e simpatizantes do Benfica jamais perdoarão a Vieira a “instrumentalização” que fez do Benfica e nunca mais irão aceitar que um treinador sem personalidade dirija a equipa técnica do Sport Lisboa e Benfica!

Infelizmente, o pior está para vir. Não apenas esta época, mas também depois ….

segunda-feira, 12 de março de 2018

O TREINADOR DO FCP

UM MAU DESPORTISTA
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O mínimo que se pode dizer é que o treinador do FCP é um mau desportista. Se mais provas fossem necessárias depois do que fez a Rui Vitória, a estariam elas com o seu comportamento de ontem, em Paços de Ferreira.
O comportamento do treinador do FCP é lamentável, a vários títulos. É lamentável no modo como se dirigiu à arbitragem, que não teve qualquer responsabilidade na derrota do Porto. Se algo há a apontar-lhe, é marcação de uma grande penalidade a favor do Porto, que parece não ser consensual. Se houve antijogo, houve também tempo extra suficientemente dilatado para o neutralizar. Aliás, a responsabilidade pelo antijogo é do FCP. Tendo sofrido um golo cerca da meia hora de jogo e, tendo disposto de mais de uma hora para o neutralizar, não conseguiu, apesar da grande penalidade de que beneficiou. Se o Porto tivesse virado o resultado não haveria antijogo, como não houve no jogo que o Benfica lá recentemente disputou. Assim, o Paços fez pela vida. Aprendeu com o Mourinho...
Pior do que censurar uma arbitragem que não teve qualquer influência no resultado, é o vergonhoso comportamento do treinador do FCP, no fim do jogo, relativamente ao seu colega, treinador do Paços de Ferreira. É um comportamento que revela que o treinador do FCP continua como sempre foi - um homem sem educação, sem respeito pelo próximo, sem princípios.
Dizem os seus defensores que ele é um homem muito frontal, como se esta indisciplinada frontalidade fosse uma virtude. Mais vale reconhecer que frontais são os animais que certamente não são o paradigma mais aconselhável para um desportista.
O treinador do FCP não sabe perder, nem sabe lidar com a adversidade. É um foco de indisciplina e mau exemplo.  O seu comportamento de ontem, nomeadamente o gesto de cuspir no treinador da equipa adversária, deve ser severamente punido, a bem do futebol e do desporto em geral, para que dentro de pouco tempo não tenhamos em Portugal situações como as da Grécia!

domingo, 11 de março de 2018

O ATAQUE AO BENFICA


A PASSIVIDADE DAS AUTORIDADES JUDICIAIS
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Desde há mais de um ano que o Benfica tem estado diariamente debaixo de fogo dos seus dois principais rivais, seja directamente por intermédio dos respectivos presidentes e directores de comunicação, seja indirectamente por via de comentadores dos respectivos clubes, seja ainda por via de comentadores ditos independentes, embora com uma agenda totalmente coincidente com a daqueles quanto aos objectivos a atingir.

Para os rivais e inimigos jurados do Benfica não seria admissível a hegemonia que o clube da Luz vem tendo no futebol português nestes últimos anos. Tanto o Porto como o Sporting, por razões não inteiramente coincidentes, não poderiam admitir a continuação desta hegemonia, tendo-se desde cedo proposto, em santa aliança, a travar uma guerra sem quartel para a evitar.

No Porto, uma direcção anquilosada, envelhecida, intervencionada, que virou as costas à modernidade e ao progresso, só lhe restava para sobreviver, depois dos múltiplos fracassos registados nos planos desportivo e financeiro, lançar mão dos velhos métodos para tentar tirar de cena o “renascido” Benfica. É uma luta pela sobrevivência na continuidade.

No Sporting, depois de um cenário apocalíptico, que somente por um triz se não concretizou, venceu o populismo, que no desporto, tal como na política, tende a reagir um pouco como os animais, ou seja, contra o que está mais próximo, identificando como causas do mal-estar a aparência das coisas e não as verdadeiras razões do desconforto. No caso do Sporting, houve o aproveitamento hábil desse sentimento antibenfiquista que cada coração de leão alberga como refúgio seguro dos seus múltiplos e frustrantes ressabiamentos. Reciprocidade que está longe de ser partilhada pelos benfiquistas mais esclarecidos por o Sporting já não ser há muitas décadas o verdadeiro rival do Benfica! A isto junta-se o facto, não despiciendo, de o homem que dirige o Sporting viver exclusivamente daquilo que faz no Sporting, não havendo indicações seguras de que saiba fazer outra coisa. É também uma luta pela sobrevivência, mas aqui na verdadeira acepção da palavra.

A guerra contra o Benfica começou com as “ofertas aos árbitros”. Ou seja, algo que era do conhecimento das instâncias oficiais e dos múltiplos agentes ligados à arbitragem. Eram ofertas feitas no fim dos jogos, independentemente da actuação de quem as recebia, com o intuito de mera cortesia. Não há notícia de nenhum árbitro ou qualquer outro elemento das instâncias da arbitragem as ter recusado.

De que é que o Benfica pode ser acusado? De querer ser simpático para com os árbitros. Certamente. E condicioná-los? Mais difícil, mas sempre dependente da personalidade de cada um. Entre isto e as ameaças ou a criação de um clima público de crispação contra os árbitros e a arbitragem, o que é mais perigoso? Certamente, este segundo comportamento, aliás proibido pela UEFA e pela FIFA e também pelas instâncias internas, embora a maior parte das vezes sem a coragem para extrair desses comportamentos as respectivas consequências. A verdade é que eles são eficazes, muito em consequência da impunidade que os acompanha, na medida em que condicionam os árbitros, levando a que estes na dúvida favoreçam quem os ameaça ou os insulta para não terem de se deparar diariamente com as consequências dessas ameaças e insultos que os atingem a eles e aos seus agregados familiares.

O caso dos vouchers, como ficou conhecido, só foi caso porque uma comunicação social sedenta de “sangue” e de audiências dá guarida a todo o lixo que lhe chega desde que possa lucrar alguma coisa com isso. De outro modo, nem como nota de rodapé aquele pretenso caso figuraria na agenda mediática. Aliás, as instâncias desportivas nacionais e internacionais, arquivaram o caso, embora posteriormente o MP, que em muitos aspectos está cada vez mais parecido com os comentadores de futebol bem como com a lógica que os orienta, tenha “ressuscitado” a questão, seguramente sem qualquer êxito futuro, mas com o êxito desde já garantido de continuar a alimentar a especulação. Infelizmente, neste e em muitos outros casos, o MP parece bastar-se com “êxito” da publicidade das suas próprias actuações com aparente desprezo pelo resultado final dos processos, que é o que verdadeiramente conta e o que deveria ser a sua única e exclusiva peocupação.

Escusado será dizer que neste caso o Benfica andou mal, desde o início. Deveria ter assumido sem reticências tudo o que estava fazendo, reiterado o propósito de continuar a fazê-lo, recusando-se a participar directamente ou por intermédio dos que lhe são próximos em discussões ou debates que tivessem por objecto os “vouchers”.

Depois vem o caso dos emails, que é um dos casos mais graves ocorridos nestes últimos anos no espaço associativo e empresarial português, sobre um assunto que por lidar com o futebol acaba por ter uma amplificação desproporcionada e acrítica, prestando-se a todo o tipo de manipulações e juízos de intenção, apenas possíveis em domínios onde, sendo a regra a irracionalidade, o homem mais se assemelha com os animais.  

Em duas palavras, o caso consiste no seguinte: o Futebol Clube do Porto roubou ou tornou-se receptador da correspondência privada do Benfica, dando dela público, descontextualizado, sincopado, porventura até deturpado, conhecimento, por intermédio de um funcionário do clube, em sessões semanais, acompanhadas de comentários tendenciosos baseados em juízos de intenção, especulações e falsas conclusões caluniosas.

A correspondência de que foi dado público conhecimento era resultante de conversas informais entre os seus intervenientes nas quais predominava a coloquialidade própria deste tipo de conversas privadas, abrangendo tanto a que era emitida por personalidades com ligação ao Benfica como a que lhes era dirigida por pessoas estranhas ao Benfica.

Os juízos de intenção, formulados pelos ladrões ou receptadores da correspondência roubada, bem como de muitos que por via destes a ela tiveram acesso, tinham em vista insinuar que as vitórias do Benfica assentavam na corrupção (pressupondo-se a corrupção de árbitros ou outros elementos ligados à arbitragem) ou, mais remotamente, no tráfico de influências, chegando alguns até ao ponto de afirmar que o Benfica tinha um projecto de “captura” do futebol português e das suas instâncias dirigentes.

Apesar de não ser fácil de imaginar o que representa ter acesso a milhares e milhares de emails roubados, é porém fácil de constatar que nessa gigantesca quantidade de material privado confidencial, muito dele informal, somente uma escassa meia dúzia de emails suscitou o interesse mediático, o que não deixa de ser um dado importantíssimo sobre o funcionamento interno do clube, e mesmo esses, como já se percebeu, são juridicamente inócuos.

Alguns dos emails que mais curiosidade suscitaram e, consequentemente, mais se prestaram a juízos especulativos de toda a ordem, formulados como se de uma autêntica interpretação se tratasse, não eram da responsabilidade do Benfica nem de pessoas a ele ligadas, mas de pessoas estranhas ao Benfica. 

Em nenhum desses emails, porém, há o mais pequeno vestígio de corrupção, fosse ela com vista à compra de resultados ou de outro fim, assim como em nenhum deles é possível encontrar indícios de tráfico de influências.

Apesar de isto ser uma verdade incontornável, já que ninguém até agora foi capaz de pegar num email emitido perlo Benfica e com base nele configurar um comportamento ilícito, o certo é que, durante mais de meio ano, a famosa questão dos emails do Benfica animou centenas de horas de debates e “notícias” nas televisões, nas rádios e nos jornais, partindo-se sempre do pressuposto de que havia factos indiscutíveis que apenas precisavam que sobre eles fosse “soprado o pó” para que, com toda a evidência, pudessem ser confirmadas à luz do dia aquelas caluniosas conclusões.

Não há em nenhum desses emails (emitidos pelo Benfica) que o sr. Marques roubou ou receptou nada, absolutamente nada, que se assemelhe ao que nós ouvimos nas escutas do “Apito Dourado”. O mais grave, porém, não foi o facto de esses emails se terem prestado às mais variadas especulações e imputações, o grave foi as autoridades se terem recusado a intervir para pôr cobro a um furto que estava sendo exibido à luz do dia e usado em proveito do próprio do ladrão. Isto é que foi grave. Como grave foi a essa passividade se tenha seguido uma actuação das autoridades contra o Benfica, a partir do material roubado.

Ou seja, as autoridades não só impediram que o furto continuasse, como partiram dele para iniciar uma investigação de natureza penal contra o Benfica, o que não pôde deixar de revoltar milhões de benfiquistas que assim se viram injustiçados, ofendidos na sua honra e orgulho, por autoridades judiciais que em vez de protegerem o seu clube contra os assaltantes, partiram do assalto para atacar o próprio Benfica!

Dada a ineficácia da via penal, o Benfica tentou pelos meios cíveis obter uma decisão que impedisse o Porto de continuar a exibir material roubado. Esta via cautelar foi inicialmente recusada por um juiz assumidamente do FCP que, com base numa fundamentação estapafúrdia, concluiu que daquele comportamento não resultavam prejuízos para o SLB. Meses mais tarde, o Tribunal da Relação repôs a legalidade violada, impedindo o FCP de continuar a divulgar correspondência privada, roubada, sob pena de aplicação de uma pesada sanção.

Repôs-se a legalidade, mas o mal já estava feito, irreversivelmente. Durante este período a direcção do Benfica actuou mal. Atarantada com o que lhe estava acontecendo, revelou-se incapaz de adoptar uma estratégia consistente que pudesse neutralizar o efeito do ataque.

Subsequentemente a “essa investigação” que está em curso, as autoridades não se cansaram de lançar achas para a fogueira com factos e comportamentos, alguns deles absolutamente inverosímeis, como a pretensa suspeita do resultado do jogo contra o Rio Ave em 2015/2016, o “caso Centeno” (um verdadeiro escândalo nacional) e posteriormente um outro assunto do foro privado de vários intervenientes a que o Benfica foi maldosamente associado por alguns deles terem neste momento, ou terem tido no passado ou pretenderem ter no futuro ligações ao Benfica. Como se esse facto pudesse ser relevante para incriminar o Benfica ou o envolver nessas investigações!

Seguiu-se a famosa questão da “toupeiras”, neste momento na ordem do dia, que tem a ver com informações prestadas ao Benfica por pessoas ligadas à investigação criminal. Mais uma vez o MP protagonizou um espectáculo mediático destinado a colher efeitos imediatos de suspeitas por confirmar em detrimento de uma averiguação serena dos factos. Como alguém já disse ao MP parece interessar mais o efeito que resulta da publicitação e acompanhamento das suas acções do que propriamente a punição dos comportamentos ilícitos pelos meios próprios.

Neste caso das “toupeiras” acusa-se pessoas ligadas ao Benfica de ter solicitado a funcionários judiciais informações confidenciais sobre as averiguações que o MP tem (ou parece ter) em curso sobre assuntos em que o Benfica estaria (?) implicado. E avança-se com a existência de indícios susceptíveis de configurar o crime de corrupção para a prática de acto ilícito.

Para começar, é preciso que se diga que esta tese do Ministério Público a que o Juiz de instrução parece ter dado alguma guarida, se porventura se viesse a confirmar, o que por agora nos parece inviável, não teria quaisquer consequências desportivas. Tratar-se-ia de um assunto do foro criminal entre pessoas ligadas ao Benfica ou o próprio Benfica (hipótese que o MP não pôs até ao momento) e o sistema de justiça português punível nos termos da lei penal. Esta seria a pior hipótese, todavia os elementos vindos a público não apontam nesse sentido.

O que os indícios, a serem verdadeiros, revelam é que houve um ou mais funcionários judiciais que tiveram acesso a processos em segredo de justiça e, como eram assumidamente benfiquistas, fizeram chegar (não se sabe como nem por que meios) essas informações ao Benfica ou a pessoas a ele ligadas. Não existe o menor indício de que o Benfica ou alguém ligado ao Benfica tenha pedido essas informações a troco de uma qualquer indevida vantagem patrimonial ou não patrimonial ou que os ditos funcionários tenham solicitado ao Benfica ou a alguém ligado ao Benfica uma recompensa (patrimonial ou não) para entregar aquelas informações.

E sem que este factualismo esteja provado – e os indícios vindos a público nem de perto nem de longe deixam perceber a existência desses comportamentos –, podem dar as voltas que quiserem, mas corrupção é que não existirá!

E não é o facto de essas informações terem chegado ao conhecimento do Benfica ou de pessoas a ele ligadas que os incrimina do que quer que seja, qualquer que tenha sido o modo como essas informações foram obtidas. Portanto, o crime de corrupção, com base nos indícios conhecidos, não existe!

 Perguntar-se-á, então, por que razão o MP indiciou o funcionário Judicial José Silva? A nossa resposta é muito directa e clara: por que esse era o único meio de o prender preventivamente. Qualquer outro crime por que ele pudesse ter sido indiciado com base nos factos que vieram a público não admitiria a prisão preventiva. E como em Portugal, infelizmente, se prende para investigar e, de certo modo, até para punir antecipadamente prevenindo parcialmente a hipótese, sempre presente, de um desaire processual, não admira que a prisão preventiva seja solicitada a torto e a direito como se de um procedimento normal se tratasse, quando é legalmente um procedimento excepcional!. De facto, aos objectivos da investigação bastaria que José Silva fosse preventivamente suspenso do exercício das suas funções, da proibição de contacto com outros arguidos e termo de identidade e residência para que a investigação pudesse prosseguir sem atropelos nem dificuldades!

Perante este quadro complexo e altamente prejudicial para a reputação do SLB, a primeira conclusão a tirar é a de que o MP, por razões que somente ele conhece, tem o Benfica como alvo, na pessoa do seu presidente, Luís Francisco Vieira. E vai continuar, aproveitando tudo o que pode aproveitar, mesmo correndo o risco de enveredar por comportamentos inadmissíveis, como aconteceu com o caso Centeno.

A segunda conclusão, é a de que muito dificilmente este clima deixará de se reflectir no comportamento desportivo da equipa, que é, no fundo, o que o FCP e o SCP inequivocamente pretendem.

A terceira conclusão, é a de que tão cedo não vamos ter respostas concludentes oriundas dos processos em curso, o que significa, por outras palavras, que o “batuque” vai continuar por tempo indeterminado.

Felizmente, quando estava retirando estas conclusões do que está a acontecer, o Presidente do SL Benfica teve, pela primeira vez desde que esta “paródia” começou, uma intervenção à altura da grandeza do clube.

A quarta conclusão, que inevitavelmente tiraríamos se aquela intervenção não tivesse ocorrido, ficará suspensa e desejamos que para sempre, o que seria sinal de que o Presidente cumpriu à risca a promessa feita. Assim esperamos!




terça-feira, 23 de janeiro de 2018

BENFICA: QUEM ENTENDE ISTO?




O SILÊNCIO PODE SAIR CARO
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Agora que a equipa está a jogar bem, com uma boa dinâmica colectiva, depois de uns primeiros cinco meses do pior que imaginar se poderia, com o Benfica a ter a pior participação de sempre na Liga dos Campeões – e uma das piores da história da Liga dos Campeões -, incapaz também na Taça da Liga de obter uma vitória e eliminado da Taça de Portugal, é que convém bordar certos temas que, noutro contexto – ou seja, no contexto até pouco vivido – poderia ser prejudicial.

Na semana passada ficámos a saber que o presidente do Benfica é devedor de uma vultosa quantia ao Novo Banco, a qual, por critérios que se desconhecem, foi generosamente reestruturada. O que se passa na vida privada do presidente do Benfica, em princípio, não nos interessa, excepto na estrita medida em que a sua actividade privada contende ou pode contender com a sua actividade como presidente do Benfica. E além isso pode também interessar-nos como cidadão na medida em que o Novo Banco é um dos banco a que todos, como contribuintes, temos vindo, sem retorno nem qualquer outro direito, a ser chamados a recapitalizar e relativamente ao qual não está excluída a hipótese de o Estado ter de voltar a intervir com meios financeiros avultados.

Curiosamente, a mesma pessoa que na sua actividade empresarial privada contraiu grandes dívidas, contrai-as também como presidente do Benfica, sendo hoje a Benfica SAD uma das sociedades desportivas com maior passivo europeu. A dívida, seja ela do Benfica, do Estado ou de um cidadão ou empresa, é sempre um enorme fardo que a todo o momento pode explodir e dinamitar todo o edifício sobre ela construído, com consequência verdadeiramente devastadoras, bastando para tanto que a taxa de juro suba e os encargos financeiros passem a ser incomportáveis.

Curiosamente, mais uma vez, o que no Benfica é dificilmente explicável é a dívida aumentar ou não diminuir significativamente sendo o Benfica o clube, ou seguramente um dos clubes, que mais e melhor vende no mundo, ascendendo a muitas centenas de milhões de euros as vendas efectuadas nestes últimos dez anos. Diz-se, recorda Vieira, que temos um activo valioso. Sim, mas de que vale esse activo se não houver jogadores valiosos e de categoria para o utilizarem e rentabilizarem? Que ninguém tenha dúvidas: se houver um aperto financeiro no Benfica a primeira consequência é a degradação qualitativa do plantel.

E ligada a esta salta à vista outra questão , já aqui abordada por mais de uma vez, mas com pouco êxito: O Benfica ainda poderia sobreviver como grande clube nesse aperto financeiro de que falámos ou até evitá-lo, se as estrelas formadas no Seixal permanecessem no clube por três ou quatro anos, depois de atingirem a maturidade. Mas não, o que se vê é um presidente voraz que quer vender seja qual for a idade do jogador, às vezes ainda criança, desde que haja quem dê dinheiro por ele. Estratégia que desmente e desmascara a tal ideia de que o Benfica vai privilegiar a formação, no sentido de constituir uma grande equipa construída com base nas estrelas do Seixal. Falso, mentira – mal o jovem desponta, qualquer que seja a sua idade, a primeira coisa que ocorre ao presidente do Benfica é vendê-lo. Vende, vende …e a dívida não abate ou até aumenta.

Outra questão que no Benfica tem de merecer uma reflexão séria, feita por gente séria, é a pouca vergonha das comissões. Houve negócios em que as comissões quase igualaram o que o Benfica recebeu.

Isto não pode continuar, como continuar não pode ter a SAD do Benfica um presidente que nada ganha, além do mais  sendo ele um empresário cheio de dívidas. Isto tem de acabar e urgentemente, em nome da transparência e do princípio da responsabilidade.

Em suma, depois deste mandato Vieira tem de deixar o Benfica. Que os Benfiquistas se unam em torno de uma personalidade sem mácula que goste realmente do Benfica e esteja verdadeiramente disposto a sanear financeiramente o clube enquanto é tempo e sem atropelos. Se os Benfiquistas o não fizeram, outros sem respeito nem amor ao clube o farão por eles …


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SÉRGIO CONCEIÇÃO RECUA

A VERGONHA DO COMENTÁRIO DESPORTIVO
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Como toda a gente viu e ouviu, Sérgio Conceição, no último sábado, depois do jogo entre o FCP-VSC (Guimarães), insultou grosseiramente Rui Vitória. O assunto, como não podia deixar de ser, foi levado ao comentário desportivo dos diversos programas futebolísticos que enxameiam as televisões. E pode dizer-se, sem medo de errar, que, com excepção dos comentadores afectos ao Benfica, praticamente ninguém reprovou o lamentável comportamento de Sérgio Conceição, salvo Carlos Anjos, no Correio da Manhã.
Mais do que a "Santa aliança" Porto-Sporting, o que move este antibenfiquismo primário é a covardia, nomeadamente dos comentadores afectos ao Sporting, de afrontar ao de leve que seja o Porto e o seu Chefe, Pinto da Costa. Desde esse boçal Pedro (Sousa?) da TVI 24, passando pelo desonesto Rui Santos, até ao comentador anónimo que se refugia na voz off para esconder a cara, todos eles interpretaram o comportamento de Conceição como uma inequívoca prova a sua frontalidade, como tal louvável, aconselhando Rui Vitória a não se meter com ele, como expressamente bolçou Pedro (Sousa?).
Além desta falta de verticalidade, faz parte da "encomenda" afirmar sempre que o treinador do Benfica é insultado, como já foi no passado por Jorge Jesus, falar no "bate-boca" entre treinadores, para que entre os espectadores se vá firmando a ideia que há neste lamentável linguajar um despique de parada e resposta, quando a verdade é bem outra: Rui Vitória não responde a insultos. E todos os benfiquistas esperam que o continue a fazer, deixando ficar os actos com quem os pratica - tanto a ofensa como o pedido de desculpas.
Sérgio Conceição parece ter percebido o que os invertebrados comentadores que o aplaudiram não compreenderam: que ser frontal não significa comportar-se como um animal. De facto, a frontalidade sem regras, sem respeito pelo bom nome do próximo, não passa de um comportamento animalesco, próprio de alguém que, tal como os animais, na adversidade ou no medo, se vira contra quem está mais perto.
O recuo de Sérgio Conceição deixou sem recuo os invertebrados comentadores!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

SPORTING, UM TIGRE DE PAPEL

QUE HIPÓTESES TEM O BENFICA DE CHEGAR AO PENTA?
Benfica lembra funções de ex-assistente de Hugo Miguel no Sporting


Ontem ficou provado, se necessário fosse, que o Sporting não tem equipa para vencer o campeonato. E esta constatação não tem a ver apenas com o treinador, que tem muito menos qualidades de vencedor do que ele próprio supõe, nem com a qualidade dos jogadores, entre os quais até há alguns de valia superior à media, mas antes ao facto de o Sporting ser um clube não campeão - um clube sem mentalidade de campeão. Isso manifesta-se na incapacidade do Sporting "aparecer" nos jogos decisivos e também no facto de o Sporting, como clube, isto é, desde os adeptos à sua direcção, ficar muito satisfeito com o "quase". O Sporting fica muito satisfeito e constitui para o clube uma coroa de glória ter jogado muito bem em Chamartin e ter perdido, ter feito boas exibições contra o Barcelona e a Juventus e ter perdido. Perdeu...mas esteve quase ...
Se o Sporting já tinha este síndrome sempre aliado a um enorme capital de queixa muito mais imaginário do que real, ele tem vindo a ser potenciado por Jorge Jesus para quem a "vitória" não é necessariamente sinónimo de derrota do adversário, como se viu quando treinou o Benfica.
Ontem, foi mais uma vez esse Sporting que esteve na luz. É difícil conceber uma visita do Sporting à Luz em melhores condições para vencer do que as que existiam à partida do jogo de ontem. Se não vejamos: com um Benfica descrente em consequência de uma série inusual de derrotas e de eliminações em todas as restantes competições, com uma massa associativa e adepta diariamente fustigada com notícias pouco abonatórias sobre o comportamento da sua "estrutura", com a hipótese de uma derrota na Luz fazer mergulhar o Benfica numa crise de proporções inimagináveis, o Sporting, estando, ao que se diz, a jogar muito melhor e a fazer uma "grande época", foi incapaz de durante os noventa minutos de jogo dar a ideia, por muito pálida que fosse, de que vinha ao terreno do seu rival para impor a sua supremacia e desferir-lhe o "golpe mortal" tão ansiosamente esperado pelos abnegados anti-benfiquistas deste país. 
Pelo contrário, foi o Benfica que, não obstante ter sofrido, antes de decorridos os primeiros vinte minutos, um golo fortuito e ilegal, reduziu o Sporting à sua verdadeira dimensão - a de um clube pequeno acossado em todos os domínios do campo tentando milagrosamente manter uma vantagem de todo imerecida. 
Quer isto dizer que o Benfica fez uma grande exibição? Não, de modo algum, até porque ao Benfica lhe faltam jogadores para isso. Tivesse o Benfica um avançado daqueles que marca golos a todos, principalmente aos grandes, um avançado como Cardozo ou Mitroglou, e o Sporting teria saído da Luz vergado ao peso de uma grande derrota, por maiores e mais graves que tivessem sido os erros do árbitro. 
É natural que o árbitro erre, da mesma forma que os jogadores e os treinadores erram. Mas há hoje uma grande diferença entre os erros de uns e de outros: é que os erros dos jogadores e dos treinadores são irreparáveis, enquanto alguns dos erros mais graves dos árbitros podem, por eles próprios ou por outros árbitros, ser reparados e impedidos de produzir os seus nefastos efeitos. Por isso se não compreende que em Portugal,  contrariamente ao que sucede na Alemanha e na Itália, os árbitros recorram tão pouco ou quase nada ao ecrã de televisão que têm ao seu dispor para reapreciar certas jogadas. Inadmissível que o árbitro de ontem - Hugo Miguel - não tivesse feito isso e se tivesse covardemente escudado na opinião do VAR que, muito provavelmente, foi: "É duvidoso", ou "Não é totalmente certo". Se é duvidoso ele deveria ter reapreciado o lance e assumir a responsabilidade de manter ou alterar a sua decisão inicial.
Lamentável são também os comentários de ex-árbitros na apreciação dos chamados "lances polémicos". Supondo - e não há nenhuma razão para não supor - que se trata de gente honesta, tem de concluir-se que se trata de gente totalmente incompetente, gente que as televisões deveriam rapidamente substituir a bem do futebol. O caso de Pedro Henriques - ex-árbitro rebaixado ao escalão inferior por incompetente - é de todos o mais escandaloso. Por detrás de todo aquele palavreado esconde-se uma grande estupidez. Como pode alguém, por exemplo, dizer, sendo árbitro, que Jiménez fez falta sobre William Carvalho e que foi por essa razão que este jogou a bola com a mão? Como pode? Pois se toda a gente vê que é William que tenta afastar Jimenez com o braço e mesmo assim não consegue dominar a bola legalmente vendo-se obrigado a fazê-lo com o braço, como pode dizer-se que há falta de Jimenez? E como pode alguém que considerou legal o penalty assinalado contra o Setúbal, que deu a vitória ao Sporting, dizer que o empurrão dado a Jardel por Coentrão é irrelevante se os lances são exactamente iguais?
Aos comentários dos comentadores do Sporting, sejam eles "encartados" ou "disfarçados", como um tal Pedro da TVI 24 e outros, nem vale a pena responder - estão a fazer o seu papel; alguns certamente o papel para cujo desempenho foram pagos.
O pior que do jogo de ontem poderia resultar para o Benfica seria ficar com uma grande satisfação por ter merecido ganhar e ter jogado muito melhor do que o Sporting. Seria ficar como ficou o Porto o ano passado depois do empate no Dragão contra o Benfica - e depois foi o que se viu...
Por falar em Porto, não parece difícil prever que ele será o principal adversário do Benfica, se o Benfica recuperar, nem tão-pouco antever algo de muito complicado para o seu educadíssimo treinador se, no final, o Porto não for campeão. Não tanto pelo que a direccão possa decidir acerca do seu futuro, mas pelo que de certeza acontecerá entre ele os árbitros a partir do momento em que começar a perder. Nem sequer me admiraria que em consequência da suas previsíveis "reacções" viesse a ser irradiado...Ontem, já deu para perceber e relembrar o que ele é capaz de fazer num contexto adverso.
Quanto ao Benfica, para terminar, espera-se que vá com urgência ao mercado, para encontrar alguém que saiba jogar no lugar de Pizzi, alguém que saiba jogar a ponta de lança (muito difícil) e mais alguém que jogue à defesa, de preferência um lateral.
Cinco pontos de diferença para o Porto, é uma grande diferença, principalmente no contexto em que o campeonato está a decorrer, de grande pressão sobre os árbitros e de se tentar por todos os meios condicionar a sua actuação. As próximas jornadas serão decisivas...