segunda-feira, 18 de abril de 2016

BENFICA – SETÚBAL, EXIBIÇÃO PARA ESQUECER




CAUSAS DESTA EXIBIÇÃO


O jogo desta noite contra o Setúbal talvez tenha sido a pior exibição da época do Benfica. O jogo não poderia ter começado pior. Aos 14 segundos já o Vitória ganhava por 1-0. Dois ressaltos no contexto de uma jogada bem conseguida na bola de saída puseram justamente o Vitória a vencer.

Depois deste golo o Benfica reagiu muito bem, com muita convicção, encostou o adversário à sua área e dispôs de vários lances de perigo. Até que, num lançamento oblíquo, tenso, como somente Eliseu sabe fazer, Jonas apareceu à frente da baliza, antecipando-se aos adversários e fez o golo do empate. O Benfica manteve a pressão e uns minutos mais tarde Jardel num canto empatou de cabeça. É certo que já antes o guarda-redes, Ricardo, tinha feito duas ou três defesas bem conseguidas.

A partir do 2-1 o Benfica desapareceu do jogo. Desacelerou e percebeu-se que passou a esperar que o terceiro golo caísse do “céu”. Não caiu.

Quem caiu na vulgaridade foi a equipa do Benfica na qual apenas quatro jogadores sobressaíram. Ederson, como de costume, brilhante nas saídas contra avançados isolados. Pode dizer-se que foi ele quem no último minuto de jogo garantiu a liderança do Benfica; Jardel, indiscutivelmente o melhor jogador de campo, marcou um golo, salvou outros e foi sempre o homem pronto-socorro que acudiu a todas as demais situações; Lindelöf, embora abaixo do que tem feito, manteve a segurança defensiva; Fedja, bem no meio campo durante uma hora.

Exibições a zero: Pizzi, pouco inteligente, enfim, exibição péssima, incrível não ter sido substituído; mais uma vez falhou m golo por não ser um jogador inteligente; a bola em que esteve isolado perante Ricardo, na primeira parte, nunca poderia ter sido rematada da maneira  que foi;  já não é a primeira vez que falha em lances idênticos a este; tem dificuldade em perceber como se tem de executar aquele tipo de bolas; Nelson Semedo, a anos –luz de André Almeida, foi um jogador a menos; a jogar assim não tem categoria para jogar no Benfica.

Quase a zero, Jonas, apesar do golo, desapareceu do jogo depois do segundo golo; inexplicável o que se passou; Mitroglou, quase não existiu, a não ser para incorrer em fora de jogo por cinco vezes; uma pálida imagem do que tem feito; Gaitan, lento, sem criatividade, sem influência no jogo, também desapareceu a partir do segundo golo. Nenhum destes três jogou contra o Bayern na quarta-feira.

Acima do zero, Eliseu, não comprometeu, não brilhou a não ser no passe do primeiro golo; Renato Sanches, a quarenta por cento do que costuma estar; Samaris, pouca bola, entrou no pior período do Benfica.

Carcela e Jiménez não tiveram bola; que fazer quando não há bola?

Contrariamente ao que se poderia supor, o Vitória fez um jogo honesto. Marcou, defendeu, perdeu a vantagem, entrou em desvantagem e superiorizou-se ao Benfica na segunda parte.

Em todo o caso tem de se dizer que mais do que o mérito do Vitória, que existiu, houve um enorme demérito do Benfica. Exibição a não repetir.

Aparentemente, as causas desta exibição têm a sua origem na eliminatória jogada contra o Bayern, uma eliminatória muito intensa de grande exigência em que o Benfica exprimiu o máximo da sua capacidade contra uma das melhores equipas do mundo. Disputar palmo a palmo uma eliminatória tão difícil tem necessariamente de deixar marcas. Oxalá, esta tenha sido a causa da exibição desta noite.

De positivo, apenas a reacção do Benfica ao golo sofrido aos 14 segundos. Mas era admissível esperar outra coisa do leader da prova?
Em tempo: atribuir a Jonas o prémio de homem do jogo só por brincadeira...que dirão Jardel, Ederson?


sábado, 16 de abril de 2016

SPORTING: CRIME COMPENSA

VITÓRIA 1-0 EM MOREIRA DE CÓNEGOS COM GOLO OFF SIDE




Os protestos, as suspeições, o ataque à arbitragem está a dar os seus frutos. O Sporting criou à volta da arbitragem uma teia enleante cujo único objectivo é o de condicionar a sua acção imparcial e neutra, obrigando-a a decidir, na dúvida, sempre a seu favor.

Ao menor indício de jogada aparentemente irregular, não passando as mais das vezes essa irregularidade de pura imaginação, a "troupe" do Sporting salta para a rua em uníssono acusando o árbitro de desonesto, ou de estar a querer prejudicar o Sporting ou a querer favorecer o Benfica. Nas televisões os seus porta-vozes "independentes", Rui Santos, um tal João, Fernando Correia e dezenas de outros nos jornais e na radio dão coro a uma onda de protestos procurando pela sua repetição sucessiva fazer passar como verdade o que não passa de pura ficção. Depois, no dia seguinte, saíem a terreiro os do trabalho sujo com o presidente à cabeça logo acolitado em tom ameaçador por Octávio e pelo lacaio Inácio. No outro dia entram os "dotores" Oliveira e Costa e Rogério Alves e ainda o palhaço triste Pina para garantir foros de veracidade às mentiras da véspera.

Este cenário repetido incessantemente há muitos meses reúne todas as condições para dar frutos nos momentos decisivos. Depois de terem encenado uma verdadeira rebelião contra o árbitro do Sporting-Tondela destinada a impedir a expulsão de Rui Patrício e a obrigá-lo a marcar um penalty por corte de cabeça de um jogador do Tondela, e depois de já lhes ter sido perdoado um penalty escandaloso contra o Arouca e outro contra o Guimarães, no momento crucial do campeonato o Sporting vence em Moreira de Cónegos com um golo em fora de jogo!

Conclusão: o crime compensa!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A ÚLTIMA INTERVENÇÃO DE JOÃO GOBERN NO TRIO DE ATAQUE




O QUE NÃO PODE SER DITO



Como é sabido, João Gobern faz trio, no domingo à noite, na RTP 3, com Miguel Guedes e Rui Oliveira e Costa, moderados por Hugo Gilberto.

Contextualizando: João Gobern tem o seu estilo, que se não discute nem comenta, do mesmo modo que os outros dois têm o seu. Acontece que são estilos muito diferentes, não obstante as repetidas vezes em que João Gobern tenta encontrar entre eles um certo denominador comum, baseado no fair play, no respeito pelo adversário e nalguma contenção verbal.

Como qualquer observador minimamente atento rapidamente concluirá, este denominador comum é algo que somente na imaginação de João Gobern poderá existir. Não passa de uma mistificação de quem inconscientemente confunde a realidade com a vontade de ver o que não existe. Admitimos que poderia ser esse o painel em que João Gobern gostaria de comentar. Poderia, mas não é.

João Gobern faz trio com um adepto portista que não faz uma única concessão por mínima que seja. Defende o seu clube com agressividade, deturpa se necessário for os factos em que apoia a sua argumentação e tem como alvo privilegiado da sua acção, concomitantemente com a defesa à outrance da acção de Pinto da Costa, o permanente ataque ao Benfica.  Todo o “glorioso passado” do FCP durante o consulado de Pinto da Costa é agressivamente escamoteado sem que jamais tivesse havido uma palavra de censura pelos múltiplos comportamentos lamentáveis e tantas vezes graves do FCP nestes últimos trinta anos.

Do lado do Sporting, embora com outro estilo, a situação não é melhor. João Gobern debate-se no programa com um adepto (auto) assumidamente anti-benfiquista para quem todos os quem os meios são válidos (validade subliminarmente justificada com o argumento de que todos os usam) desde que levem à vitória do Sporting. Ele é o exemplo acabado de adepto que entende que os jogos se ganham fora do campo e está disposto a tudo fazer para o conseguir.

É este o quadro em que João Gobern actua. Por mais lírica que seja a sua visão das coisas a realidade não muda a sua natureza por estar a ser observada com uns óculos cor-de-rosa.

É neste contexto que tem de ser interpretada a crítica que seguidamente faremos a algumas declarações de João Gobern prestadas no último programa. Críticas que não têm em vista condicionar inquisitorialmente a liberdade de opinião de João Gobern, mas apenas convocá-lo para uma reflexão que ele concluirá como entender.

Dito isto, não se compreende que João Gobern se tenha solidarizado com Pinto da Costa a propósito de uns alegados petardos lançados sobre a sua residência numa madrugada da última semana. De facto, quem garante a João Gobern que houve petardos. Há algum auto policial que o confirme? E, a terem existido, que sabe João Gobern sobre quem os lançou? Pinto da Costa e os adeptos do FCP têm um historial de violência que dispensa comentários. O que João Gobern deveria pura e simplesmente ter dito e que ele – e seguramente o seu clube – condenam todo e qualquer acto de violência, dos quais., aliás, já foram vitimas várias vezes. E quanto a Pinto da Costa apenas lhe competiria ter dito que quem semeia ventos, colhe tempestades.

O assunto, aliás, é mais grave do que parece, porque Pinto da Costa naquela entrevista tipo coreia do norte que um empregado do clube lhe fez, além de ter lançado uma mãozinha de solidariedade ao presidente do Sporting, insinuou que a mão que ergue os outdoors em Lisboa contra BC é a mesma que no Porto estende tarjas em frente à sua casa.

É bom que PC assim pense ou faça crer aos seus adeptos que assim pensa, porque enquanto continuar a trilhar esse caminho é certo e seguro que o fundo estará cada vez mais fundo.

Por outro lado, nenhum benfiquista que fala em público deve expressar a menor consternação pela situação em que o Porto se encontra. Deve retribuir ponto por ponto aquilo que os comentadores portistas fizeram ao Benfica no malfazejo ano em que ficou em sexto-lugar. É tempo, portanto, de João Gobern dizer a Guedes que espera que o Porto não desça ao quarto lugar ou mais abaixo para não ter de o ver substituído pelo adepto/comentador da equipa que ficar em terceiro lugar.

Depois, para atacar Octávio não é preciso elogiá-lo primeiramente. O papel de Octávio no Sporting foi exemplarmente caracterizado por Oliveira e Costa. Disse ele por estas ou outras palavras: formado na escola do guarda Abel, dos Reinaldos Teles, dos Guímaros e outros, Octávio veio para o Sporting para fazer o trabalho sujo. E acrescentou: se eu fosse presidente do Sporting, também o contrataria se o treinador mo pedisse.

É este o quadro em que actua João Gobern e é também este o quadro em que Octávio se move. Como jogador, quer no Setúbal, quer no Porto sempre foi assumidamente anti benfiquista. Como treinador adjunto do Porto, disse do Benfica o pior que se poderia ouvir. E a sua posterior divergência e hostilidade com Pinto da Costa nada tem a ver com a defesa de princípios, nem de ética, nem de honra nem de nada disso. É um puro caso de ciúmes de um tipo que se sente traído por aquele junto de quem tinha rastejado e que depois o dispensou, como quem deita fora um lenço usado, para o substituir pela estrela emergente do treino em Portugal.

Se João Gobern queria criticar – e muito bem – as vergonhosas palavras de Octávio sobre a nomeação de João Capela para o Académica – Benfica e, principalmente, sobre Renato Sanches – a estrela polar o Benfica – não precisava de o elogiar primeiro. É que não há nada, absolutamente nada, em Octávio que mereça elogio.

Finalmente, convido João Gobern a ver num bom ecrã as famosas quatro grandes penalidades que Capela “perdoou” ao Benfica num jogo da Taça de Portugal contra o Sporting para depois poder responder em consciência a essa falsidade tantas vezes repetida sobre o favorecimento do Benfica. Deixando-os repetidamente mentir, a mentira tende a tornar-se “verdade”. É essa a arte dos grandes demagogos.


quinta-feira, 14 de abril de 2016

A ELIMINAÇÃO DO BENFICA NOS QUARTOS-DE-FINAL


NO AGREGADO, BAYERN 3 - BENFICA 2

LC: as reações dos jogadores do Benfica ao jogo com o Bayern Munique




Depois das vergonhosas prestações do Sporting e do Porto contra o Bayern de Munique em épocas anteriores não se pode admitir que a eliminação do Benfica pela diferença mínima tenha sido um bom resultado. Não,não é. Mas não ser um bom resultado não significa que o desempenho do Benfica nos dois encontros com os alemães tenha sido mau ou apenas razoável. Não, também não foi. O desempenho do Benfica foi bom e quase suficiente para passar a eliminatória.

Quando se fala em quase suficiente contra uma equipa como o Bayern, seguramente uma das melhores equipas do mundo e uma das que mais hipóteses tem de ganhar a Liga dos Campeões, depois do atlético de Madrid, tem necessariamente de concluir-se que somente uma grande equipa como o Benfica poderia ter estado à beira de eliminar o colosso financeiro da Baviera.

Quando ouvimos certos comentadores que se diz serem adeptos do Benfica, como Carlos Daniel, afirmarem que o Bayern foi incomparavelmente superior ao Benfica, lamentámos ter de lhes dizer que, por muita erudição futebolística que tenham, de futebol percebem pouco, a menos que estejam a querer ser politicamente correctos.

De facto relembrando ambos os jogos, pode dizer-se como muito bem sublinhou Manuel José, que o Benfica só não marcou, pelo menos, um golo em Munique (um golo que teria, é quase certo, sido suficiente para passar a eliminatória) porque de ambas as vezes em que o poderia ter feito a bola foi ter com o pé esquerdo de Jonas. Se tivesse ido para o direito, outro galo cantaria.

Em Lisboa, o Benfica depois de um excelente primeiro golo (Eliseu/Jiménez), só não marcou o segundo logo a seguir um pouco pela mesma razão. Aquela bola nos pés (no pé esquerdo) de Mitroglou era golo, sem que com isto se pretenda desmerecer por pouco que seja o excelente trabalho de Raul Jiménez.

Se os alemães oscilaram depois do primeiro golo – e oscilaram – imagine-se o que não seria se o Benfica tivesse marcado o segundo.

Não marcou e quem oscilou foi o Benfica depois do golo do empate de Arturo Vidal. Esse golo abalou psicologicamente o Benfica, mas apenas até ao intervalo. De facto, depois do intervalo, a equipa nunca mais voltou a baixar os braços, nem mesmo quando estava a perder por 2-1.

Foi graças a essa força anímica e às substituições operadas que o Benfica conseguiu empatar o jogo com um grande golo de Talisca e esteve em vias de marcar o terceiro pelo mesmo Talisca numa fase determinante do jogo, uma fase em que o Bayern estava outra vez oscilado muito. E só por acaso, mesmo assim, o Benfica não ganhou o jogo no último remate do jogo. Uma vitória que a acontecer teria sido justíssima e premiaria o seu excelente desempenho nesta eliminatória, apesar de em termos de resultado final da eliminatória não alterar nada.

Por outro lado – e isto independentemente do resultado do Benfica – torna-se cada vez mais evidente que a diferente ponderação atribuída aos golos, consoante são marcados fora ou em casa, constitui hoje um indiscutível factor de desvirtuamento do resultado final. É tempo de a UEFA acabar com esta regra “pré-histórica”, atribuindo aos golos o mesmo valor, sejam marcados em casa ou fora, sejam sofridos em casa ou fora!

Ter muita posse de bola, a maior parte dela estéril, não é sinónimo de domínio. Pode até representar ineficácia. O que importa é saber atacar bem e defender melhor. Neste plano, que é o que interessa, o Benfica não foi inferior ao Bayern. Evidentemente que tudo fica muito complicado quando a vitória de uma equipa fica garantida mesmo que no agregado dos dois jogos haja um empate. E foi contra esta hipótese, muito mais do que contra o Bayern, que o Benfica perdeu esta noite a eliminatória.

Apesar de tudo, regresso meritório à Liga dos Campeões e grande desempenho, em todos os jogos, do treinador Rui Vitória. Parabéns aos jogadores, a todos os jogadores que participaram nestes dez jogos da Liga dos Campeões, pelos resultados obtidos.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

O FCP, A BRIGADA DO REUMÁTICO E O PODER




DUAS NOTÍCIAS: UMA BOA E OUTRA MÁ


Quem ouve os comentadores do FCP fica com a certeza de que é com Pinto da Costa à frente do destino do clube que eles acreditam na resolução da crise. Não é apenas Miguel Guedes, cuja fidelidade ao “grande líder” nunca esteve em causa, mas todos. Todos sem excepção.

Não admira que assim seja. Tendo alguns deles nascido ou crescido na era Pinto da Costa, sem nunca terem conhecido a democracia no seio do clube, sem nunca terem ouvido alguém ousar pôr em causa por pouco que fosse os métodos, os processos, as decisões de Pinto da Costa, qualquer que fosse a sua natureza, é natural que mentalidades formadas no convívio com o “guarda Abel”, com Octávio, com Inácio, com Reinaldo Teles e tantos e tantos outros que nem sequer adianta enumerar, capitaneados por Pinto da Costa, também hoje tenham dificuldade em conceber um Porto sem Pinto da Costa e muito menos contra Pinto da Costa.

O que se passa com eles e o que se passa com o FCP é o mesmo que se passa com qualquer ditadura, quando o ditador envelhece e os tempos mudam: a mudança nunca pode esperar-se do ditador e muito menos dos que lhe estão próprios. Todos eles estão demasiado imbricados nas teias do poder para se distanciarem, por pouco que seja, dos métodos antigos.

Eles são uma espécie de “Brigada do Reumático” que presta vassalagem ao chefe, nas vésperas da catástrofe.

Acontece, todavia, que no caso do Porto, além dessa “Brigada do Reumático” que semanalmente vai entoando loas ao “Chefe eterno”, há os que estando mais próximos, se defrontam com os típicos fenómenos de poder em fim de ciclo. Entre esses fenómenos de poder, o negócio” é hoje no FCP um elemento determinante. A tal ponto determinante que o “Chefe”, para manter os manter próximo de si, se viu obrigado a dividir o poder por vários clãs, de modo a todos tentar satisfazer. Acontece que nenhum dos que lá ficará está satisfeito com a repartição: o que cada um deles aspira é herdar todo o poder e não reparti-lo.

Assim, as consequências da decadência estão à vista e são irreversíveis.

Deste fenómeno de decadência resulta uma notícia má e outra boa.

A má é que ninguém pode contar com o Porto para tirar um único ponto ao Sporting. Embora esta consequência não seja conjunturalmente desaprovada pelo velho poder portista, a verdade é que ela acontecerá independentemente dessa vontade. Acontece porque a equipa, depois das palavras do presidente, já não tem condições anímicas para terminar o campeonato com um mínimo de dignidade.

A boa é que se não encara a curto prazo, nos meios portistas, qualquer alternativa a Pinto da Costa. Continuar a acreditar que será com ele e por seu intermédio que o clube se vai reerguer é um “passaporte de tranquilidade” para os seus principais adversários.


domingo, 10 de abril de 2016

SOBRE A VERDADE DESPORTIVA DOS INÁCIOS, RUIS SANTOS E OCTÁVIOS




O QUE DIZ VÍTOR PEREIRA, PRESIDENTE DO CA



Merecem destaque pelo seu desassombro e rectidão as palavras ontem proferidas por Vítor Pereira, Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, no encerramento do 10.º Fórum da arbitragem:

Lançámos os pilares para a arbitragem do século XXI, renovando-a para alcançar um sector melhor e mais capaz.

Tivemos de contrariar quem, ainda intimidado pelas críticas, prefere acções de cosmética em vez de apostar numa cultura de excelência, cedendo a todo o ruído dos que propalam a verdade desportiva mas apenas se movem por calculismos circunstanciais para condicionar as arbitragens ou dissimular os seus insucessos”.

Desengane-se o “Padrinho” e os seus pequenos alunos agora ao serviço de outro patrão. Os tempos dos “Quinhentinhos” e do “Apito dourado” acabaram!

sábado, 9 de abril de 2016

MAIS UMA VITÓRIA




CONTRA A ACADÉMICA DE EDUARDO SIMÕES
Jiménez marcou o golo da vitória do Benfica em Coimbra

O Benfica venceu em Coimbra contra a ainda denominada Associação Académica de Coimbra, que de académica já nada tem, salvo a cor das camisolas. Hoje, ou melhor, desde há uns anos que se trata de uma equipa de Eduardo Simões e seus amigos. É pena que aquela que durante tantas e tantas décadas foi a “Briosa” seja hoje uma equipa sem ligação aos estudantes de Coimbra (antigos e actuais) e à cidade. Essa descaracterização da Académica custar-lhe-á muito provavelmente a sobrevivência. Logo se verá, mais cedo do que tarde….

O jogo desta tarde, em Coimbra, foi um jogo muito difícil para o Benfica. Não apenas por o Benfica vir de um jogo muito desgastante, a meio da semana, na Alemanha, contra o Bayern de Munique, mas principalmente por desde muito cedo se ter percebido que iria ser um jogo susceptível de causar uma enorme fadiga mental.

E foi o que aconteceu. A académica apresentou-se contra o Benfica com um dispositivo táctico que esta época não tinha adoptado contra qualquer outra equipa. Nem contra o Benfica, na Luz, nem contra o Sporting, em Alvalade, num tempo em que a sua permanência na primeira liga já estava tão comprometida como está hoje e, muito menos, contra o Porto, para citar apenas aqueles que são os seus mais fortes adversários.

Qualquer observador atento percebe duas coisas que se passaram no jogo. A primeira é a de que a Académica não se remeteu à defesa com onze jogadores por se ter apanhado a ganhar bem cedo. Não, a Académica remeteu-se à defesa porque era essa a sua estratégia para o jogo desta tarde. Fê-lo antes de estar a ganhar, depois de estar a ganhar e enquanto esteve empatada, ou seja, até ao 85.º minuto de jogo. A segunda, é que desde muito cedo se percebeu também que a Académica estava muito mais interessada em tirar pontos ao Benfica do que em fazê-los! Esta a razão por que somente contra o Benfica jogou desta maneira.

Há qualquer coisa nas palavras do treinador da Académica, no final do jogo, que indiciam algo difícil de deslindar. Mas que houve algo, disso ninguém pode ter dúvidas.

Outra questão que importa ter em conta e que não pode ser tratada com sobranceria é a pressão que o Sporting está fazendo sobre a arbitragem. Nas pequenas coisas, tantas vezes importantes num jogo de futebol, foram hoje evidentes os efeitos dessa pressão.

Como aqui havíamos previsto, Capela, para não ser acusado de favorecer o Benfica, poderia cair na tentação de o prejudicar. Consciente ou inconscientemente fez isso. Foram assinaladas faltas atacantes a Mitroglou, a Jardel e a Samaris que nunca existiram. Os jogadores da Académica pareciam que tinham instruções (e é muito provável que elas não fossem do treinador) para se deitarem por terra ao menor contacto. Fizeram-no várias vezes e sempre Capela lhes concedeu a falta, salvo numa queda vergonhosa de Marinho na área do Benfica por inexistente contacto de Eliseu.

Daqui pode também ficar uma lição para os árbitros. Apitem correctamente e com imparcialidade, porque, mesmo que inconscientemente acabem por prejudicar o Benfica, irão sempre ser atacados pelo Sporting, se o Benfica ganhar.

Quanto ao jogo, propriamente dito, para além do erro de Eliseu, erro grave, de que resultou o golo da Académica na única vez a bola foi à baliza do Benfica, e do permanente anti-jogo da Académica, a conclusão que dele se pode tirar é que o Benfica vai ter, pelo menos, mais dois jogos como este, ambos em casa, contra o Setúbal e contra o Guimarães.

Embora estas duas equipas estejam numa situação muito diferente da Académica na tabela classificativa, é certo que irão defrontar o Benfica utilizando um esquema táctico idêntico ao que a Académica hoje pôs em prática. E pelas mesmas razões…

Poderia o Benfica ter jogado em Coimbra de outra forma por logo desde o início se ter percebido qual iria ser a estratégia da Académica? Com todo o respeito por Rui Vitória, achamos que sim. Concretizando: o Benfica poderia ter experimentado no primeiro tempo algumas jogadas individuais de penetração na área da Académica, principalmente pelo seu jogador fisicamente mais forte: Renato Sanches, por desde muito cedo se ter percebido que as iniciativas individuais ajudariam a desposicionar a Académica. E poderia também ter tentado no primeiro tempo o jogo vertical através de lançamentos de Ederson para assim tirar vantagem das “segundas bolas”. Contra, apenas o risco de o árbitro poder paralisar todas essas jogadas por serem obviamente jogadas de choque. Mesmo assim, valeria a pena ter tentado.

Para terminar, uma palavra de muito apreço para Jiménez que, tendo entrado muito em cima do termo do jogo, teve a clarividência necessária para o resolver.

E assim, para a história, fica o resultado desta tarde: Académica 1- Benfica 2; golos de Pedro Nuno, Mitroglou e Jiménez.

Como disse Vieira: ”Há que ganhar dentro do campo e resistir fora dele”, tanto mais que, pelas palavras do “Padrinho”, já se percebeu que não será por esse lado que o Sporting vai perder pontos…

sexta-feira, 8 de abril de 2016

SPORTING: A IMPUNIDADE COMPENSA?




MAIS UM ATAQUE À ARBITRAGEM

Durante a época em curso, aliás na sequência do que havia tentado, sem êxito, nas duas épocas anteriores, o Sporting definiu uma estratégia agressiva de ataque às estruturas da arbitragem e paralelamente à equipa que lhe fosse fazendo frente nas provas em disputa.

No primeiro mês da época a arrogância do presidente e do treinador, uma e outra fundadas numa observação muito defeituosa do valor dos adversários, fez supor, principalmente aos próprios, de que o caminho para a glória estava aberto, bastando apenas atacar cirúrgica e certeiramente a arbitragem em certos jogos, para que tudo, afinal, resultasse como as suas pobres mentes tinham imaginado.

Enganaram-se. Do lado do treinador não é de estranhar que se tenha enganado, tantas e tão semelhantes são as vezes em que se engana. Jesus é bem o exemplo de homem que não aprende com os próprios erros, como é comum entre as pessoas normais, e muito menos com os erros dos outros, como é apanágio das pessoas inteligentes. Do presidente nem sequer vale a pena referir ou tentar avaliar as suas faculdades tão primitivas e fanáticas são as suas reacções. De facto, ele reage como adepto apaixonado, incapaz de analisar com serenidade e proveito a razão de ser das situações que lhe são adversas.

A conjugação destas duas mentalidades, potenciadas pelas ocorrências da época, nomeadamente a partir do momento em que se percebeu que ela não iria ser em nenhuma das suas múltiplas componentes o passeio que aquelas duas pobres mentes tinham imaginado, fez com que a estratégia de ataque à arbitragem e ao Benfica, que cedo se revelou ser a grande equipa europeia hoje por todo o lado reconhecida, passasse a ser a única arma que ingenuamente julgam poder usar para tentar alcançar os seus objectivos.

Derrotados sem apelo nem agravo na Champions League, onde nem sequer transpuseram a porta de entrada – suprema humilhação para quem, além de “teso”, se considera importante -, humilhados na “segunda divisão” das provas europeias, corridos por equipas da Liga 2 na Taça da Liga, eliminados pelo Braga na Taça de Portugal, resta-lhes tentar, nos seis jogos que faltam para completar a Liga Sagres, usar todos os meios extra-futebol ao seu dispor para travar a gloriosa caminhada do Benfica rumo ao Tri-Campeonato.    

A tudo o que dissemos, junta-se o facto inquestionável de o Sporting ser hoje um clube exclusivamente dirigido por assalariados que vêem na conquista do título de campeão o único passaporte seguro para a sua própria sobrevivência. Sobrevivência económica, sobrevivência financeira e sobrevivência desportiva. Desesperados com o triste futuro que, continuando nesta senda, mais cedo do que tarde, inevitavelmente os espera, eles recorrem, até agora impunemente, a todos os meios para tentar impedir o desenlace que fatalmente os espera.

Para além das calúnias lançadas sobre a honorabilidade do Benfica – facto inquestionavelmente demonstrável não apenas pelas palavras do presidente na TVI 24 como também pelo comentário unânime que as mesmas suscitaram (tanto pelos que as secundavam como pelos que as contrariavam) -, o Sporting tem passado a época a caluniar a arbitragem e a criar, juntamente com os seus apaniguados, um clima de suspeição que os factos em que a fundamentam amplamente desmentem.

Seria fastidioso enumerar agora todas as “denúncias”, todas as “queixas”, todas as “acusações” a que o Sporting recorreu ao logo da época para desqualificar, desmoralizar e influenciar a arbitragem, embora essa enumeração não possa deixar de ser feita a seu tempo, mas isso não pode obstar a que se exija dos órgãos que disciplinam o futebol as medidas que se impõem e a punição sem contemplações das infracções cometidas, sob pena de a sua passividade ser interpretada como sinónimo de premiação da própria infracção.

Aliás, o Sporting tem tirado partido dessa passividade, redobrando a intensidade das ofensas e aumentando o nível da suspeição até ao ponto de condicionar a actuação imparcial dos árbitros (os vergonhosos episódios do Sporting-Tondela, que ficaram impunes, são apenas um simples exemplo).

No desempenho desta estratégia o Sporting tem vários mensageiros. Além do truculento presidente, tem os vigaristas da “verdade desportiva” na SIC, tem os trapaceiros ao seu serviço e tem os assalariados que com fúria de Rottweiler ou simplesmente como rafeiros obedecem à voz do dono com a mesma energia com que amanhã os atacarão se tiverem outro patrão que lhes pague.

É inacreditável que um dirigente assalariado do Sporting venha atacar vergonhosamente o árbitro nomeado para o Académica-Benfica do próximo sábado, criando-lhe um clima propositadamente destinado a impedir a imparcialidade de julgamento. Mas mais inacreditável é que esse vergonhoso e corrupto ataque fique impune quando é óbvio que o único objectivo que o move é prejudicar o Benfica pondo antecipadamente em causa a imparcialidade do árbitro. Prejudicar o Benfica por se estar a tentar que, na dúvida, o árbitro apite sempre contra o Benfica; e prejudicar o Benfica por se estar a tentar criar no espírito do árbitro a ideia de que a sua arbitragem só não será atacada se prejudicar abertamente o Benfica em lances capitais, demonstrando por essa tortuosa via  que não está condicionado pelo Benfica!  

Isto, mais coacção psicológica, é CORRUPCÃO, podendo abertamente afirmar-se que o Sporting entrou abertamente no caminho da CORRUPÇÃO para tentar ganhar o campeonato.

Não ganhará. Perdê-lo-á e não vai ser por dois pontos de diferença!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

CHAMPIONS: O BENFICA VAI GANHAR EM LISBOA




GRANDE JOGO DO BENFICA EM MUNIQUE
Bayern-Benfica en imágenes

No intervalo da final da Taça dos Campeões Europeus de 1962, em Amesterdão, os jogadores mais experientes do Benfica disseram no intervalo aos mais jovens: “Vamos ganhar a final. Temos mais força do que eles!”.

Não foi uma profecia, foi uma previsão feita com base na prestação da equipa do Real Madrid na primeira parte, da qual, aliás, saiu a ganhar por 3 a 2.

Visto pela segunda vez o jogo de hoje, em Munique, também não será difícil prever a vitória do Benfica em Lisboa na partida da segunda mão.

Fica claro para qualquer observador atento que o Benfica terminou a partida com mais força que o Bayern de Munique, com uma capacidade de pressão nos últimos minutos do jogo nas zonas mais adiantadas do campo como raramente se vê nos primeiros minutos de qualquer desafio.

No fim do jogo era também óbvia a expressão de desalento dos jogadores do Bayern. Verdadeiramente, não estavam a contar com este Benfica. Pode ser que essa não fosse a posição de Guardiola, mas se efectivamente ele esperava o Benfica que as suas palavras deixavam antever, o menos que se poderá dizer é que esse não era o estado de espírito dos seus jogadores.

Se o Benfica tivesse marcado um golo, quer empatando quer perdendo pela menor diferença, poderia dizer-se que a eliminatória estava perfeitamente ao alcance do Benfica. Com a derrota de 1-0 e a regra sobre a contabilização dos golos marcados fora, fica muito mais difícil vencer a eliminatória. De facto, embora seja nossa profunda convicção a vitória do Benfica no jogo de Lisboa, temos de reconhecer que essa vitória pode não chegar pra assegurar a passagem à eliminatória seguinte.

Hoje, de acordo com as regras em vigor e a facilidade com que os jogadores e as grandes equipas jogam em qualquer campo, pode até dizer-se que uma derrota fora por 1-0 é um resultado mais negativo do que uma derrota em casa pelo mesmo resultado. Facto que ilustra na perfeição o anacronismo que representa manter na actualidade o diferente peso atribuído aos golos, consoante sejam marcados em casa ou fora.

Passando ao jogo desta noite, tem de dizer-se que o Bayern soube aproveitar quase a cem por cento as oportunidades de que dispôs. De facto, além do golo, apenas ficou por concretizar, quase no fim do jogo, a jogada em que Lewandowski surgiu isolado frente a Ederson e, em vez de rematar, resolveu passar defeituosamente a bola a um colega (Lahm). Não devem considerar-se oportunidades de golo, as grandes defesas dos guarda-redes já que é para defender bolas que eles lá estão.

Pelo contrário, o Benfica bem poderia ter marcado, no mínimo um golo, nas várias oportunidades que construiu. Infelizmente, não conseguiu fazê-lo, apesar da boa exibição realizada.

Dificilmente se vê uma equipa tão organizada, com um rigor táctico tão exemplar como aquele que o Benfica exibiu em Munique esta noite. E se esse é o maior elogio que se pode fazer a Rui Vitória no confronto com o poderosíssimo Bayern de Munique, ele estende-se também aos jogadores que souberam pôr em prática as melhores ideias para travar o milionário colosso da Baviera.

Mas o jogo desta noite, tal como o do Atlético de Madrid em Barcelona, também serviu para demonstrar quão erradas e elitistas são as palavras de Rummenigge, essa espécie de Angela Merkel do futebol, que pretende acabar com as competições europeias em que participam clubes de todos os países para as transformar numa competição restrita a certas equipas, destinada a gerar grandes lucros e a cavar um fosso cada vez mais profundo entre meia dúzia de clubes e todos os restantes.

Dos jogadores que esta noite pisaram a relva da Allianz Arena não será justo fazer apreciações individuais tal o altíssimo nível a que todos se exibiram. Não obstante, merece uma referência especial Renato Sanches, não apenas pela sua extraordinária exibição, das melhores ao serviço do Benfica, mas pela miserável campanha que uma certa escumalha com voz nas televisões e na radio tem feito desde que esta grande estrela do futebol português despontou no Benfica.


domingo, 3 de abril de 2016

MIGUEL GUEDES E INÁCIO EXECRÁVEIS




O LIXO EM TELEVISÃO



Só duas linhas para assinalar o comentário desportivo da noite de hoje. Que Inácio, um desgraçado, na permanente ameaça de uma penhora por incumprimento dos mais elementares deveres de cidadania, se veja obrigado, como assalariado de um patrão que o despedirá ao menor deslize, a fazer o que lhe impõem, nem que para isso tenha de abdicar da sua dignidade, compreende-se, embora não se aceite. Agora que Miguel Guedes trilhe no comentário desportivo o mesmo caminho de Inácio, ele que até se vangloria de ser independente e se diz avançado em matéria de cidadania, só pode compreender-se por ter sido criado e educado num clube onde durante décadas valeu tudo. Tudo o que resumidamente se descreve no último post aqui publicado.

Tanto Guedes como Inácio são o lixo em televisão. Por uma questão de higiene não devemos conviver com o lixo. O lugar do lixo é na lixeira.

sábado, 26 de março de 2016

AS MENTIRAS DE MARQUES LOPES


 
MAIS UMA FALSA VIRGEM

 

À medida que o tempo passa a gente vai-se convencendo que só vale mesmo a pena ler o que nos possa enriquecer, seja na política, na literatura, nas artes e também no futebol.

No futebol, então, é uma pura perda de tempo ouvir, ler ou ver quem nada nos possa trazer de novo. Para ouvir a repetição sistemática de velhos lugares comuns ou mentiras de pouco nível, sejam elas ditadas pelo ardor clubístico ou pela falta de carácter, mais vale fazer qualquer outra coisa mais proveitosa. Essa a razão por que jamais leio as pobres croniquetas que alguns jornais desportivos recolhem de comentadores sem nível, mas que por razões desconhecidas se tornaram conhecidos pelo tempo que as nossas pobres televisões lhes prodigalizam.

Acontece que ontem – dia muito triste para quem realmente gosta de futebol – comprei um jornal desportivo que trazia uma dessas croniquetas assinada por Marques Lopes. Sei que é um fulano que fala num programa de TV pretensamente satírico, mas que os seus participantes levam muito a sério, onde se dizem umas banalidades notívagas sobre a política nacional.

Era fácil prever pelo título que se trataria de um artiguelho contra o Benfica. Por curiosidade li-o e devo confessar que fiquei espantado.

Como é possível que um adepto de um clube que cometeu tudo o que de mais reprovável possa haver em futebol tenha a ousadia de vir lançar as mais soezes calúnias sobre um clube sério e democrático, obviamente alicerçadas em factos falsos, deturpados ou dolosamente alterados?

Como é possível que um adepto de um clube que durante trinta anos fez do futebol português uma grande batota se atreva a salpicar de lama um clube sério e honesto?

Comecemos pelo princípio: no princípio foi a “luta heroica” para ter na presidência da Comissão de Arbitragem e nos respectivos Conselhos de Disciplina e de Jurisdição pessoas que aberta, declarada e vergonhosamente defendessem os interesses desse clube como se o lugar que ocupavam mais não fosse do que uma simples extensão do clube a que pertenciam. E assim se conseguiram as primeiras vitórias, vitórias que jamais teriam acontecido sem a batota que as permitiu.
Enumeremos a título de exemplo algumas situações mais correntes.
Havia árbitros escandalosamente parciais, árbitros que chegaram durante uma época a marcar mais penalties e livres directos `entrada da área a favor dessa equipa do que golos por ela marcados em jogadas corridas. Épocas em que o vencedor da “bola de prata” dessa equipa marcou mais golos de penalty do que de qualquer outro modo. Épocas em que o guarda-redes dessa equipa tinha “autorização” para defender com a mão fora da área sem que nada – nada! – lhe acontecesse. Épocas a fio em que os centrais dessa equipa substituíam os juízes de linha nas marcações dos fora de jogo (“levantavam a mão e o liner assinalava off side”, vide depoimento de J. Toschack). Épocas em que os defesas dessa equipa tinham autorização para agredir os avançados da equipa adversária sem que nenhuma expulsão ocorresse nem sequer admoestação na maior parte dos casos. Épocas em que os jogadores dessa equipa nunca viam o segundo amarelo por mais faltas que cometessem e qualquer que fosse a sua gravidade, como, por exemplo, Jorge Costa e Fernando Couto, entre muitos outros. Épocas em que essa equipa marcou golos na sequência de centros realizados com a bola fora do campo. Épocas em que qualquer contacto, verdadeiro ou simulado, existente na área da equipa adversária era sistematicamente punido com grande penalidade.

Foram as gloriosas épocas dos “Quinhentinhos”(ler “Golpe de Estádio”) e depois do “Apito Dourado” (ouvir as escutas).

Numa primeira fase essas famosas vitórias alcançaram-se não apenas pela via da arbitragem mas também pelo silenciamento do que se passava nos jogos em que essa equipa intervinha. Esse silêncio foi conseguido à custa da substituição forçada, imposta frequentemente pelo terror, de qualquer jornalista que relatasse os factos ocorridos, imediatamente taxado de “sulista” ou de “mouro”, epítomes que funcionavam como sinónimo de alvo a abater, e abriam a porta à sua substituição por jornalistas completamente domesticados ou tão fanaticamente adeptos quanto os seus mandantes. Por via também da covardia das direcções dos jornais e de outros órgãos de comunicação, qualquer resistência ou denúncia deste estado de coisas era silenciada pela agressão física, fosse o jornalista do norte, do centro ou do sul, num combate sem tréguas à liberdade de informação e à independência do jornalismo. Dentro da lógica de quem mandava importante era saber se o jornalista era independente ou não. Se fosse tinha de levar o correctivo necessário para deixar de o ser…pelo menos nos territórios dessa equipa.

A “persuasão” era tanta e tal era sua intensidade que até conhecidas personalidades da área política ou empresarial, que viviam ou trabalhavam nos “territórios” dessa equipa, que antes eram Benfica tiveram de deixar de o ser para “tratarem da vidinha”, passando do dia para a noite a fervorosos adeptos da equipa das “grandes vitórias”!

Essa mesma política estendia-se às equipas adversárias mais pequenas que, quando prejudicadas – e isso acontecia sempre que necessário -, se falassem, seriam imediatamente penalizadas. Daí que essas equipas, quase sem excepção, tivessem adotado a técnica do silencio – uma espécie de “omerta à siciliana – por rapidamente terem compreendido que quanto mais falassem mais prejudicadas seriam. Ficou célebre, depois de um jogo em que tudo aconteceu, a ponto de até o juiz de linha ter passado uma bola ao extremo dessa equipa que assim iniciou um contra-ataque prometedor e em que no fim houve grande confusão entre jogadores e adeptos de ambas as equipas, confusão que se prolongou no próprio hospital onde os feridos estavam a ser tratados, ficou célebre, dizíamos, o “ordálio” lançado publicamente, contra o presidente que teve a ousadia de se insurgir contra as vergonhas que tinham acontecido no campo e fora dele, pelo presidente da equipa das “grandes vitórias”: “Ireis para a segunda divisão e nunca mais de lá saireis, a não ser mais para baixo!”. E de facto, essa equipa por lá ficou várias décadas até que um empreiteiro de construção civil de “confiança” oriundo dos territórios da equipa das “grandes vitórias” a tivesse de novo trazido à primeira divisão…Quem falasse, quem denunciasse não teria jogadores emprestados, teria contra si a animosidade dos árbitros e o desdém dos silenciados!

Foi assim que o poder se conquistou. Pela força, pela violência, pela ameaça.

Depois, à medida que as principais equipas adversárias se foram naturalmente enfraquecendo – a ponto de terem passado por um longuíssimo “jejum” de títulos – e essa equipa se foi cada vez mais engrandecendo entrou-se numa segunda via. Uma via  que não desprezava os métodos do passado sempre que necessário, mas que por força do valor das equipas em confronto os tornava menos frequentes. Essa via assentava na ideia de que o futebol, para essa equipa, teria de deixar de ser um jogo, de sua natureza aleatório, para se tornar numa coisa certa!

A ideia era muito simples (nós somos os melhores) e assentava na seguinte consequência (logo, não podemos perdera não ser quando isso já for completamente irrelevante).

Como o escândalo do futebol português começou a ser muito falado lá fora, era necessário abandonar os velhos métodos, que agora já não eram tão necessários como nos primeiros vinte anos e introduzir algo de novo, algo que se assemelhasse à normalidade.

E então o esquema era o seguinte: Como a equipa era claramente superior não precisava, em princípio, de favores. Todavia, para prevenir surpresas seria conveniente que o árbitro estivesse sempre preparado para desbloquear qualquer situação que não estivesse a fluir com a normalidade esperada ou para impedir qualquer acaso que pusesse a equipa numa situação de desvantagem ou, muito importante, para abortar qualquer tentativa de renascimento das equipas rivais.

E é este estado de coisas que o escândalo do “Apito Dourado” reflecte. De facto, a maior parte das situações ocorre contra equipas pequenas, equipas manifestamente inferiores, mas que convinha impedir que perturbassem o “bom funcionamento” da equipa favorita, principalmente antes e depois dos jogos europeus. Esta via contudo nunca perdeu de vista as influências directas nos jogos das equipas rivais, nomeadamente no princípio da época, quer para as desmoralizar, quer para impedir algo que se assemelhasse a um começo de consolidação do renascimento dessas equipas.

Essa a lógica do “Apito Dourado” cujas escutas tanto escandalizaram o “impoluto” Rui Moreira, a ponto de ter abandonado um programa desportivo em que participava, dentro da conhecida lógica siciliana que nos diz: “Podes matar, porque, desde que não haja provas válidas, ninguém te poderá acusar de teres matado”. As escutas apesar de reais, inequívocas, indiscutíveis, também não poderiam sustentar qualquer acusação…porque não eram válidas. Essa a lógica e a moral dos super, dos grandes, dos médios e dos pequenos adeptos dessa equipa.

E o rol não teria fim…Felizmente, tudo parece ter acabado a partir do momento em que essa imensa legião de árbitros corruptos foi sendo naturalmente afastada do futebol (sem esquecer que alguns foram irradiados) e a arbitragem foi entregue aos próprios árbitros!

E então o futebol passou a ser um jogo. Um jogo onde há dias bons e dias maus, um jogo onde todos cometem erros: os jogadores, os treinadores, os árbitros. Um jogo em que a sorte também tem um papel.

Dizer que o Benfica não sofre penalties é falso. O Benfica tem sempre sofrido penalties ao longo das épocas. Em todas as épocas o Benfica, desde que existe, sempre sofreu penalties. Coisa que se não passa com o Sporting nem com o Porto! Por outro lado, tanto David Luiz como Maxi Pereira, jogadores citados pelo A. do artiguelho, quando alinhavam pelo Benfica, foram expulsos, punidos muitas vezes com amarelo e cometido faltas que originaram penalties.

O Benfica, este ano, no campeonato, ainda não cometeu faltas para penalties, sendo essa a razão por que até agora ainda não foram marcados. De todos os casos apontados pelos seus principais adversários, apenas um, em Guimarães, poderia ter sido assinalado, embora se compreenda que o árbitro o não tenha feito (referimo-nos ao contacto de Fejsa com um jogador do Guimarães, que deliberadamente o procurou , podendo, embora isso não seja certo, o resultado desse jogo ter sido diferente se o penalty tivesse sido marcado. Mas que dizer, por exemplo, dos dois penalties cometidos por Marcano na Madeira contra o Nacional? Do penalty cometido por Naldo contra o Arouca? Do cometido por Gelson contra o Guimarães? Das expulsões perdoadas a Slimani e a João Mário contra o Braga? Enfim, o que dizer de tudo o que neste campeonato foi erro de arbitragem e beneficiou o Porto e o Sporting? Ou pensam os comentadores oficiais, oficiosos e assalariados do Sporting e do Porto que é por repetirem até à exaustão mentiras e deturpações que se tornam verdadeiros os factos em que elas assentam? E que é por o do Benfica não andar sempre com o rol dos erros na mão que eles deixaram de ser praticados?

Queixam-se outros de haver poucos penalties a seu favor ou de não haver expulsões de elementos da equipa adversária. Mas como pode haver mais penalties a favor dessa equipa se ela raramente entra na área adversária e como pode haver expulsões dos elementos contrários se essa equipa joga a passo e sem qualquer intensidade?

 Ganhem no campo e manifestem-se depois. Abstenham-se de invocar falsidades e estejam caladinhos para não terem de ouvir o rol das vossas misérias e vergonhas. É este o conselho que vos damos!

 

 

segunda-feira, 21 de março de 2016

RUI SANTOS, O TAL DA “VERDADE DESPORTIVA”




RUI SANTOS CALUNIA SLIMANI



Rui Santos é certamente um dos comentadores de futebol que menos percebe de futebol. Isso não acontece por ele ser intelectualmente diminuído ou por não ter capacidade para compreender aquele mínimo que qualquer fulano com assento na televisão tem de possuir para poder falar sobre o assunto que o lá leva. Não. Não é por isso. É porque ele é estrutural e visceralmente intriguista, porque ele é o tipo de pessoa a quem os factos nunca interessam, o que lhe interesse é a mistificação, a mentira, a calúnia que a partir deles se pode engendrar.

Como aqui neste blogue já foi dito por mais de uma vez, ele é o tipo de comentador que nunca comenta com base nos factos, mas sempre e só a partir de juízos de intenção que a sua cabeça perversa congemina para alcançar (supõe ele) os fins que tem em vista atingir.

O seu alvo principal é, obviamente, o Benfica. Tudo no Benfica lhe serve de pretexto para lançar as suas (quase sempre sempre) estúpidas intrigas. Ou se faz de “inácio” e intriga sobre a renovação de Júlio César como já antes tinha intrigado sobre a sua “lesão crónica” ou como quando tinha deixado no ar a iminente demissão de Rui Vitória se não ganhasse em Braga ou sobre os penalties que ninguém marca contra o Benfica ou sobre qualquer outro assunto que lhe pareça deste ponto de vista suficientemente apetecível para as suas intrigas. Mas o Benfica não é o seu alvo exclusivo, embora seja sempre o alvo que ele pretende atingir.

Como é fanaticamente sportinguista, como sofre imenso com o prolongado “jejum” do Sporting, como percebe que o Sporting é um clube de segunda linha relativamente ao Benfica, então ele também pode virar-se contra os dirigentes do seu clube que não o sabem “dirigir” como ele entende que deveria ser dirigido ou contra os jogadores que não rendem aquilo que ele entende que poderiam render.

Entre os dirigentes do seu clube contra os quais se rebelou estão a maior parte dos que antecederam o actual presidente e até este é (amigavelmente) criticado quando o seu comportamento ou os seus excessos de linguagem podem prejudicar o Sporting.

No essencial, está de acordo com o actual presidente, mas como o homem é excessivamente grosseiro, ele entende que marca, perante os espectadores, a sua "independência de julgamento” se se afastar dessas grosserias. Obviamente, que qualquer pessoa com um mínimo de senso faria isso, só mesmo um tonto como Eduardo Barroso ou um caso psiquiátrico, como aquele que escreve em “A Bola”, podem entender dever estender-se o seu dever de fidelidade a essas aleivosias – no fundo, porque são iguais a ele.

Ontem, no programa “Play Off” o tal da “verdade desportiva” passou todas as marcas. Antes de prosseguir, convém dizer que esse programa é hoje uma espécie de “fato à medida” do Sporting Club de Portugal. Para além do tal da “verdade desportiva”, ele conta com um tal João, que tem por exclusiva missão formular as “deixas” para que depois se desenvolva a campanha anti-Benfica, com o assalariado Inácio, que faz o triste papel de pau-mandado, quase sempre com más interpretações, com Rodolfo Reis que, tendo há muito pressentido a decadência e a crise do Porto e nada podendo fazer para a evitar, prefere tacticamente aliar-se aos sportinguistas no ataque ao Benfica por, evidentemente, perceber que é do lado dos “vermelhos” que vem o perigo. No meio desta selva leonina, João Alves tenta desenvencilhar-se como pode.

Pois bem, ontem a propósito das declarações de Jesus contra Slimani, Rodolfo e Alves (este com nuances) aplaudiram, Inácio calou-se tanto quanto pôde, mas Rui Santos, pela primeira vez, “insurgiu-se” contra Jesus. Já se vai ver a seguir que esta inacreditável reacção do “homem da verdade desportiva”  não tinha minimamente em vista defender Slimani e muito menos atacar Jesus, mas antes e só defender o Sporting e, reflexamente, proteger Jesus.

Vejam só qual o argumento dessa mente perversa que é Rui Santos. Disse ele, Jesus fez muito mal em ter criticado Slimani, aposto com vocês que no próximo jogo do Sporting, no Restelo, Slimani vai apanhar um cartão amarelo para ficar suspenso no seguinte. Depois da reprimenda que levou, Slimani vai fazer ver a Jesus que tanto ele como o Sporting dependem dos golos que ele marca. Slimani tem ao seu dispor os meios mais importantes para se vingar das palavras de Jesus.

Esta intervenção, que pode ser ouvida na parte final do programa “Play Off” de ontem, dispensa palavras sobre o carácter de Rui Santos. Sobre o tipo de pessoa que ele é. O seu fanatismo, a sua mente perversa e o seu mau carácter levam-no com toda a tranquilidade a caluniar um jogador profissional, a quem o Sporting muito deve, deixando nu a sua verdadeira personalidade. A naturalidade com que ele anteviu o comportamento de Slimani e como foi capaz de antecipar as mais torpes consequências ilustra bem o modo como ele encara a vida, o desporto e o comportamento dos agentes desportivos. Isto é Rui Santos no seu esplendor – intriguista, mau carácter, mas também suficientemente estúpido para não perceber que com estas inacreditáveis declarações se desacredita completa e definitivamente.

Claro que esta reacção suscitou um vivo repúdio de Alves e de Rodolfo Reis por não admitirem que se ponha em causa a honestidade do jogador profissional e até o limitado Inácio, sem guião e um pouco perdido naquela disputa, se viu obrigado a ir em defesa de Slimani (“um rapaz muito humilde”) e a deixar uma no “cravo e outra na ferradura” a propósito de Jesus.

A CAMPANHA SIAMESA DO PORTO E DO SPORTING CONTRA O BENFICA




ENTRETANTO, O BENFICA VAI GANHANDO…

Jonas

Irmanados no ataque ao Benfica, o Porto e o Sporting vão inventando semana após semana temas diversos com exclusivo objectivo de tentar condicionar externamente o Benfica (arbitragens, obviamente) e destabilizar a equipa (propósito um pouco estúpido porque a última coisa do mundo que poderia perturbar o Benfica seriam as campanhas do Porto e do Sporting).

Para começar, talvez fosse curioso que as televisões, que dão espaço e palavra a adeptos fanáticos ou a empregados dos clubes, um destes começos de semana em vez de passarem os chamados lances polémicos do campeonato português passassem lances idênticos a estes ocorridos na Premier Ligue, na Bundesliga, na Serie A, na Ligue 1 e na Liga BBVA. Seria muitíssimo interessante ouvir os ditos comentadores para ficarmos a saber quantos “penalties” ficam por marcar em cada semana, quantas “expulsões” são perdoadas, quantos “amarelos” são esquecidos. Seguramente, segundo os critérios desses comentadores, contar-se-iam por muitas dezenas os “penalties” por marcar, as “expulsões” por decidir, os “amarelos” por mostrar. Bastava que seguissem os mesmos critérios que usam para qualificar as jogadas do Benfica para que esse fosse inequivocamente o resultado.

Ora, como esta consequência é completamente absurda e como seria inacreditável que nas cinco principais ligas mundiais as arbitragens cometessem erros daquela natureza só há uma conclusão a tirar: não passam de fantasmas, de invenções, de propaganda maliciosa, de contra-informação os pseudo-penalties, as inexistentes expulsões, os ridículos amarelos que julgam dever ser aplicados ao Benfica.

Portanto, o Benfica apenas tem que continuar a jogar, a ganhar e ridicularizar os pobres comentadores do Sporting e do Porto. Disseram-lhes, alguém lhes disse, que era importante destabilizar o Benfica, condicionar a arbitragem com insinuações torpes sobre lances que qualquer árbitro imediatamente percebe não serem merecedoras de qualquer sanção ou da sanção pretendida pelos agentes dessas insinuações. É nesta campanha que se insere a vozearia dos comentadores do Porto e do Sporting sobre a ausência de penalties contra o Benfica, esquecendo-se que a favor do Sporting já foram marcados oito, que não é apenas o Benfica que não sofreu penalties, também a União da Madeira não sofreu e o que se o Benfica os não sofre é porque não comete dentro da área faltas merecedoras desse castigo.

Hoje o Benfica não fez um grande jogo. O Boavista parecia o Boavista de outros tempos e dificultou muito a vitória do Benfica que apenas surgiu no 92.º minuto de jogo num lance – e agora pode dizer-se com toda a propriedade – de génio de Jonas. Um golo que somente está ao alcance de um grande jogador. De um jogador muito inteligente que sabe executar numa fracção de segundo aquele pode ser o gesto técnico capaz de levar ao golo.

Foi um jogo difícil, muito disputado, que poderia ter terminado empatado por o Benfica ter estado abaixo das suas capacidades, mas que nunca desistiu de lutar e acreditou até ao fim que poderia alcançar a vitória. É assim que se fazem os campeões!

Entretanto, para terminar, o inconsolável Rui Santos, o tal da “verdade desportiva” vai, no “Play-Off”, bolsando ódio e mentiras sobre o Benfica. E está preocupadíssimo com a reprimenda que o Jesus deu ao Slimani, porque está com medo que o Slimani deixe de marcar golos para o seu Sporting. Coitadinho do Rui Santos da "verdade desportiva". O pateta do Rui Santos é tão parvo e está tão em pânico que até julga que um jogador profissional é capaz de ter o mesmo comportamento que ele tem. Que um jogador profissional é um vigarista, um indivíduo capaz de prejudicar a sua equipa, em suma, uma pessoa sem carácter!

sábado, 19 de março de 2016

O BENFICA EM MUNIQUE




SÓ NO FIM É QUE SE SABE


Tarefa difícil espera o Benfica em Munique no próximo dia 5 de Março. O Benfica já defrontou o Bayern de Munique por três vezes, duas na Taça dos Campeões (1975/76 – quartos de final e 1981/82 – segunda eliminatória) e uma para a Taça UEFA (1995/96 – terceira eliminatória). Perdeu quatro vezes e empatou duas, na Luz, a zero. Mas de todas as vezes foi eliminado e a diferença entre golos marcados e sofridos é enorme (16-3).

Da primeira vez que as duas equipas se defrontaram, o Bayern ganhou a Taça dos Campeões, vencendo o Saint-Ettiénne por 1-0 e somando a terceira vitória consecutiva na competição, feito que nunca mais repetiu. Da segunda vez, foi à final, mas perdeu a Taça por 1-0 para o Aston Villa. Da terceira vez, para a Taça UEFA, ganhou a final, então em duas mãos, vencendo ambos os jogos contra o Bordéus (2-0 e 1-3), inscrevendo assim o seu nome pela primeira e até hoje única vez entre os vencedores da Taça UEFA.

Por outro lado, das vezes em que o Benfica defrontou o Bayern para as competições europeias somente por uma vez ganhou, nessa época, o campeonato. Foi em 1975/76, treinado por Mário Wilson. Das outras duas vezes, treinado, respectivamente, por Lajos Baroti e Mário Wilson, ficou em segundo lugar.

Portanto, para quem acredita em superstições ou atribui uma grande importância às estatísticas, mesmo quando os números a que as mesmas respeitam estejam distanciados dos dias de hoje 40, 35 e 25 anos, respectivamente, o aparecimento do Bayern de Munique como adversário do Benfica não augura nada de bom.

Acontece que os tempos hoje são outros. As equipas estão muito mais igualadas sob todos os pontos de vista. Os plantéis são mais ricos. As equipas técnicas estão muito mais bem preparadas e podem se tiverem a inteligência suficiente para compreender o adversário fazer coisas e alcançar resultados, antes impensáveis.

O Benfica, como uma das equipas europeias mais bem posicionadas no ranking da época e como a quarta das oito equipas presentes nos quartos-de-final com mais palmarés na Taça/Liga dos Campeões, tem todo o interesse em jogar contra um dos três grandes que se encontram acima de si no ranking europeu. Se ganhar a eliminatória, o seu êxito será enorme, de proporções mundiais; se perder, dir-se-á que perdeu contra um dos melhores e isso em nada afectará internamente a sua prestação. Pelo contrário, se tivesse de jogar contra uma das quatros menos cotadas, algumas sem nunca sequer tendo estado nos quartos-de-final, por melhores e mais apetrechadas que essas equipas hoje estejam, se ganhasse não se atribuiria a essa vitória o mérito devido e se perdesse ficaria sempre a marca de uma derrota que “historicamente” deveria ter sido evitada. E isso poderia afectar, e certamente afectaria ,o comportamento da equipa nas provas nacionais.

Por outro lado, é bom ter presente que o Bayern de Guardiola, por maiores e mais cantados que sejam os seus atributos, não é o Barcelona de Guardiola, nem há nele nenhum Messi. E isso tem consequências práticas que certamente serão exploradas pela equipa técnica do Benfica.

Como se viu recentemente e como sabe quem acompanha a Bundesliga, o Bayern experimenta grandes dificuldades sempre que o seu começo de jogo é barrado na origem. O seu modelo de jogo como que se desintegra um pouco, ficando um pouco à mercê das vicissitudes do jogo vertical – algo que Guardiola detesta. No jogo interior, perto ou dentro da área, a defesa do Benfica, desde que se não desorganize, tem capacidade suficiente para suster o ataque do Bayern. Mais difícil é inviabilizar com êxito as diagonais por alto dentro da área, onde tanto Lewandowski como Müller, se indevidamente marcados, são letais. Principalmente Müller ,que tem o raro condão de os defesas nunca saberem bem onde ele se encontra e de aparecer com muita facilidade no local onde menos se esperava e mais dano pode causar. Este sim, o verdadeiro perigo do Bayern de Munique.

Importante para o Benfica, decisivo mesmo, é não errar passes ou perder bolas infantilmente em qualquer zona do terreno. Como se viu contra a Juventus, o Bayern não perdoará. Para que isso não aconteça é necessário antes de mais que Renato não abuse na posse de bola e seja rigoroso nos passes, que Samaris, se jogar, não falhe nenhum passe (mais vale despachar para a frente do que passar ao adversário), que Pizzi não incorra no mesmo erro quando a equipa está em fase de construção. Isto é fundamental, como fundamental é o Benfica insistir, por intermédio de Ederson, no jogo vertical para a área do Bayern (onde ele é frágil) e posicionar-se inteligentemente para a segunda bola.

Não parece que haja muitas outras formas de tentar ganhar ao Bayern.